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bom depois de ter analisado um pouco as imagens e as plantas surgem-me algumas dúvidas: Porque é que existem duas atitudes completamente distintas neste projecto, que a meu ver se invalidam uma à outra? Uma atitude é o volume horizontal de paredes vitradas. A outra atitude é aquele volume comprido torcido cujos topos são abertos. Estas duas aparentes distinções (que poderiam ser duas casas diferentes) juntam-se através de um volume que poderia, este sim, tornar-se a excepção. No entanto aquilo que me apercebo é que esta tal ligação é feita por uma simples escada, tão convencional que não se coaduna em nada com a excepcionalidade da volumetria torcida. Não entendo por isso quais foram as razões para este jogo volumétrico, já que à partida não consigo ver nenhuma vantagem em termos espaciais. Se por um lado se quer ter uma atitude excêntrica no exterior, o interior acaba por ser todo ele bastante convencional.

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Entendo que seja dificil compreender a globalidade do projecto porque essa compreensão está condicionada a 2 plantas e um corte onde não é retratada tanto a topografia do terreno (dividido em 2 cotas), assim como a profundidade visual envolvente. A torção dos volumes deve-se "apenas" aos alinhamentos dos limites do terreno. Foi desde o inicio da concepção uma condição sine qua non a existência de jardins de inverno na casa, como tal, o que é comentado como uma posibilidade de serem 2 casas distintas, a meu ver, não faz sentido uma vez que com esta volumetria, e a espaços, com a sua desmaterialização, permite que em qualquer compartimento da moradia se tenha acesso, visual ou fisico a uma zona exterior tratada. Relativamente à "rotula" de ligação entre os volumes, ainda está a ser estudada. Como devem compreender o projecto está ainda longe do fim. Na organização interior nunca foi intenção a procura da excentricidade, mas sim a funcionalidade, que me parece bem mais importante.

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A cliente ficou extremamente agradada e está ansiosa por ver a obra pronta. Sim, tenho o levantamento fotográfico do terreno que te posso mostrar. Dá-me uma sugestão de como o posso fazer. Já agora gostaria tambem de saber o porquê do, e passo a citar: "Oremos!" Abraço

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Entendo que seja dificil compreender a globalidade do projecto porque essa compreensão está condicionada a 2 plantas e um corte onde não é retratada tanto a topografia do terreno (dividido em 2 cotas), assim como a profundidade visual envolvente.
A torção dos volumes deve-se "apenas" aos alinhamentos dos limites do terreno.
Foi desde o inicio da concepção uma condição sine qua non a existência de jardins de inverno na casa, como tal, o que é comentado como uma posibilidade de serem 2 casas distintas, a meu ver, não faz sentido uma vez que com esta volumetria, e a espaços, com a sua desmaterialização, permite que em qualquer compartimento da moradia se tenha acesso, visual ou fisico a uma zona exterior tratada.
Relativamente à "rotula" de ligação entre os volumes, ainda está a ser estudada. Como devem compreender o projecto está ainda longe do fim.
Na organização interior nunca foi intenção a procura da excentricidade, mas sim a funcionalidade, que me parece bem mais importante.


Na realidade os problemas que pus no meu post advêm também do não conhecimento do terreno como referes. Entendo que se virmos umas fotos poderemos ficar bem mais ilucidados.

Quanto à "rótula" como lhe chamas, para mim esse ponto seria algo muito mais importante do que estar a colocar uma escada e uma casa de banho. Já que falaste nos jardins de inverno, tornar-se-ia bastante interessante se nesse ponto se criasse uma relação entre os dois jardins de uma forma mais poética e não estritamente funcional.

Agora, quando referes que na organização interior procurou-se uma funcionalidade, eu não consigo concordar porque aquilo que interpreto é uma forma exterior que condiciona totalmente o interior e que por isso diminui a sua funcionalidade. Num terreno com uma pendente a forma mais funcional de organizar uma casa não seria certamente esta..
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Bem... Eu sou pouco ou até nada entendedor mas parece-me um bom projecto, no geral. O que me incomoda um pouco é o facto de quase não haver janelas no piso superior (de um lado pelo menos), enquanto que no inferior existe muitas paredes envidraçadas. Digo isto também porque no piso superior acaba por surgir um longo corredor sem qualquer entrada de luz (a não ser que entre por cima...). Excepto este aparte gostei muito do projecto, por exemplo, daquele pequeno espaço entre os dois quartos mais pequenos :) confere-lhes mais intimidade. EDIT: Peço desculpa mas não tinha reparado na grande janela do tal corredor :p no entanto mantenho a opinião de que me incomoda um pouco um corredor tão longo a fazer a distribuição das diferentes divisões.

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Tal como o asimplemind disse, o interior parece estar demasiado condicionado pela plasticidade do exterior. As torções dos dois volumes revelam soluções espaciais distintas nos espaços interiores. Se no piso inferior resulta bem o "open space" e os cantos resultantes ajudam a "dividir" o espaço, já no piso dos quartos essa mesma atitude tem como resultado espaços pouco interessantes. A solução foi "pôr" aí o ginásio e os arrumos, mas os cantos "manhosos" não deixam de lá estar... O corredor não me faz confusão, até acho bem interessante a abertura que ele tem para o jardim interior. Já não conpreendo como é que para se aceder ao espaço social a partir da garagem, temos de passar pelo corredor dos quartos. Vai um filho a sair do banho e dá de caras com alguém que veio com a mãe de carro... ou então vê ao fundo das escadas alguém a entrar naquilo que parece ser a entrada principal (ligação entre os dois corpos principais)... O piso inferior está bem resolvido. Penso que a situação da garagem e do bloco de ligação são os pontos a rever. No volume superior o interior pode ser redesenhado em consequência disso, indo talvez mais ao encontro da plasticidade exterior... Bom trabalho...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Ora bem...
Bruno_Rosa vbmenu_register("postmenu_36641", true); - Podias ser mais especifico em relação ao que te parece estranho no corte?
A protecção solar será feita através de caixilharia de aluminio com ruptura térmica, vidro duplo laminado pelo exterior (3+3+12+6) e black-out.

asimplemind vbmenu_register("postmenu_36645", true); - A Ligação entre os volumes é realmente algo que ainda tenho de estudar, também ainda não me agrada. Em relação à organização interior estamos mesmo em desacordo. Deve-se saber que os quartos estão orientados a Sul apesar das "vistas" não serem as melhores, daí também a criação de um pequeno jardim que lhes confere uma mais valia.


joaopedrosilva - Em relação ao corredor, o Dreamer percebeu a minha intenção.

Dreamer vbmenu_register("postmenu_36655", true); - A localização da garagem foi sempre condicionada pelas cotas de acesso da rua ao terreno. Existe um desnivel de 3,5 metros. Naquele local é o ponto onde tenho mais distância para subir até à cota da garagem sem ter uma rampa de acesso que não cumpra os requisitos legais. Tenho mesmo de colocar a planta total do terreno com as cotas, orientação solar e registo fotográfico. Ainda hoje vou tentar fazê-lo.

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Se por um lado se quer ter uma atitude excêntrica no exterior, o interior acaba por ser todo ele bastante convencional.


Boa crítica face ao conceito do projecto. E com a qual concordo.
A questão de uma suposta imagem, uma linguagem exterior, que não se revê num interior supostamente enriquecido por isso.

Será interessante ver como é que o mesmo se desenvolve.
Até porque, os pontos que eu focalizo como interessantes, são os dois momentos de reflexão e de referênciação pontuados pelas árvores.

Bom trabalho!
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As condicionantes do terreno aliadas à sua orientação solar são o ponto de partida deste projecto. A sua concepção parte, com uma linguagem clara para uma volumetria interessante. Discordando com alguns membros deste forum, (os volumes terem ou não duas linguagens distintas) concordo com o conceito, zona social exposta, grandes vãos com vista sobre a paisagem, e, zona privada mais reservada abrindo para uma zona fechada e controlada pelo projecto, claro que aliado à sua orientação solar (acreditando na palavra do autor). A garagem é um factor de discussão, pois está ligada à zona comum do edificio, para mim é algo de menos bom que o projecto tem, mas, como volumetria e conjunto arquitectonico defende-se a ela propria. Já a ligação entre os dois volumes necessita com o autor refere, de mais trabalho, de algo que marque pela diferença. Bom trabalho. E esperamos novidades.

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mesmo sendo uma opinião muito rápida gostaria de a dar: este é um dos projectos que a meu ver tem tanto de positivo, até pela própria configuração do terreno que tudo o resto são pormenores.

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Vendo as novas fotografias, percebe-se mais alguma coisa do projecto. Pela prespectiva apresentada é impossível sequer imaginar o terreno, quanto mais tendo ele a complexidade que tem... A implantação ajuda muito a esse entendimento. Por outro lado revela mais algumas fragilidades que poderão se facilmente corrigídas, como é o caso daqueles pequenos jardins que funcionam como reentrâncias aos volumes principais, já que não consigo compreender porque é que a que se situa a Sul não acompanha o alinhamento da voltada a norte e elemento de ligação dos volumes... Mantenho a minha posição nas questões que anteriormente lancei, pelo que gostava de ouvir o autor sobre isso... Até aceito que é tudo uma questão de detalhe, que o geral está lá e com potencial, mas como se diz: "Deus está nos detalhes"...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Pelo que percebo o terreno continua a subir a encosta, existendo inclusivamente algumas outras construções a cotas mais altas. Será que esse dasalinho não pode ser visto de outros pontos de vista?...

A cima de tudo, para mim, é uma questão de princípio... faz-me alguma confusão, mas compreendo que para outros isso nem sequer seja uma questão a colocar-se. O que me custa é ver que "puxando" as paredes um pouco ao lado (no banho, ou na entrada e jardim do escritório), o desenho e o projecto ficaria muito mais limpo e interessante, sem prejudicar os espaços interiores, afinal não devem ser mais do que 50 a 60cm´s...

Aquilo que parece (friso o parece porque posso estar enganado) nesta questão em concreto, é que inicialmente a organização estaria definida com os espaços sequencialmente com as mesmas dimensões, mas o desenho do banho junto aos quartos terá levado a essa diferença... o que a ser verdade, é uma pena...

A vista do passarinho tem destas coisas... :)

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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É impossivel ter a percepção desse desalinhamento por 3 motivos: altura, enfiamento de perspectiva e escala. Eu compreendo esses teus principios e apoio-os... quando deles resulte algo de positivo em termos estéticos perceptiveis e que não prejudiquem o aspecto funcional. E ainda... o espaço exterior entre os quartos é condicionado pelo tamanho do quarto de banho, que, por sua vez é condicionado pelo Dec. Lei 163/06(Acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada). Para além disso pareceu-me que este espaço necessitava de ser bem mais "desafogado" do que o outro, entre o escritório e a cozinha. Como vês, não é uma pena, é uma obrigação legislativa. Um abraço

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Então porque não alargar o outro?... Entre a cozinha e o escritório podia muito bem se maior sem prejudicar o interior... como disse antes, é uma questão de princípios... nada mais. Compreendo que a percepção seja complicada, mas que está lá, está... Já que fala no Dec. Lei 163/06, pergunto-lhe se optou por ter todas as escadarias dotadas de sistemas elevatórios de cadeiras de rodas. Indo particulamente a esse banho que fala, temos 7/8 degraus a separá-lo dos dois pontos de acesso desde o exterior. Para que não pense que estou a bater no ceguinho, volto a frisar que volumetricamente a solução é muito interessante, o tipo e solução apresentado para as aberturas revela algum cuidado, creio que são voltadas para a paisagem, se bem que isso seja prejudicial em relação à orientação solar... Apenas aparecem alguns pontos em que o projecto podia ganhar se fosse mais trabalhado...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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