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Governo altera PDM para fábrica Ikea

O Governo aprovou ontem, em Conselho de Ministros, a alteração à delimitação da Reserva Ecológica Nacional (REN) do concelho de Paços de Ferreira, o que permitirá a construção da fábrica Swedwood, da Ikea, projectada para o concelho.

Em comunicado, o Governo explicou que "esta alteração enquadra-se no procedimento de revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Paços de Ferreira, que contemplará a requalificação da área agora excluída como área industrial".

Perante esta decisão, a Quercus "está a ponderar seriamente avançar com uma queixa" para a Comissão Europeia e tribunais portugueses, afirmou ao DN Helder Spínola. O responsável pela associação ambientalista lamentou a forma como o Governo está a fazer o "desordenamento do território", mostrando que as regras não são para cumprir e podem ser mudadas sempre que aparece um investidor. "O Governo está a criar condições para que se construa em terrenos da REN, que têm um baixo valor comercial por este constrangimento", diz.

Também o Partido Ecologista Os Verdes considera "inadmissível" a posição do Governo. Em comunicado, o partido salienta que "o local se situa junto às linhas de água da serra da Agrela e numa zona flores- tal composta, entre outras árvores, por sobreiros, espécie de elevado valor ambiental, cultural e económi- co, o que justifica o especial regime de protecção que a lei lhe consagrava".

Helder Spínola frisou que "existiam soluções alternativas, apresentadas pelos concelhos de Estarreja e Paredes, em zonas industriais". Por outro lado, criticou a posição do grupo sueco neste processo: "Uma empresa que diz ter responsabilidade social e ambiental não devia entrar neste tipo de situações."

Para o presidente da Câmara de Paços de Ferreira, "esta decisão é a consequência natural de tudo o que já estava feito para trás", recordando que a suspensão do PDM para aquele local do concelho já tivera o aval da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, baseado num parecer técnico do Ministério do Ambiente. "O zonamento do PDM está em curso, mas é preciso notar que, dos cerca de 300 hectares excluídos, apenas a área destinada à Ikea, cerca de 50 hectares, ganha eficácia imediata".

Já António Machado, responsável de expansão da Ikea, afirmou que "a empresa está satisfeita com a decisão, mas tem consciência que o seu compromisso aumenta".


Fonte: DN Online
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Quercus prepara acção judicial contra processo de construção de Ikea em Paços de Ferreira

A associação ambientalista Quercus está a preparar uma acção judicial contra o Estado português por ter decidido excluir da REN (Reserva Ecológica Nacional) a área onde vai ser construída a nova fábrica da Ikea, em Paços de Ferreira.

"Esta desanexação violou os critérios definidos na legislação da REN. Estamos a juntar os últimos documentos ao processo, para entregar nas próximas semanas a acção no Tribunal Administrativo do Porto", afirmou Hélder Spínola, presidente da Quercus.

Os ambientalistas estão também a preparar uma "campanha internacional" para pressionar o grupo Ikea a "respeitar" o ordenamento do território em Portugal.

"Vamos apelar às organizações não governamentais de outros países, nomeadamente, que enviem missivas aos serviços centrais da Ikea, criticando a opção seguida em Portugal", adiantou.

Em Outubro do ano passado, o Governo suspendeu parcialmente o Plano Director Municipal (PDM) de Paços de Ferreira para permitir a instalação da nova unidade do grupo sueco.

"Existiam alternativas em zonas industriais devidamente infra-estruturadas. O Governo demonstrou um total desrespeito por regras básicas do ordenamento do território e o Ikea deixou clara a diferença entre o discurso sobre a sua conduta de responsabilidade social e ambiental e a prática", salientou.

Além da suspensão do PDM, o Governo promoveu uma nova delimitação da REN do concelho de Paços de Ferreira para permitir a construção da fábrica da Ikea.

Para Hélder Spínola, esta situação revela "um dos mais graves atentados" ao ordenamento do território nacional, dado que a nova fábrica vai localizar-se numa área com povoamentos florestais de pinhal, eucaliptal e sobreiral, nas cabeceiras das linhas de água na Serra da Agrela.

in: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1291690
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é uma questão de ponderar e pôr na balança. O impacte ambiental, será assim tão grande que impeça a construção dessa dita futura fábrica. Se sim, é necessário averiguar possíveis alternativas a esse local. Quanto a custos económicos, ...compensa instalarem-se ali?.. se o impacte ambiental não for nada por aí além... è possivel contornar o problema das árvores/habitats... mas isso agora é trabalho do arquitecto. "moldar" a fábrica de modo a evitar ao máximo o corte das árvores mais antigas/pertinentes. Por exemplo..os eucaliptos podem ir de cana... não fazem falta nenhuma e estragam/esgotam os recursos hidricos subterrâneos. É uma questão que irá dar polémica...mas sejamos positivos e concerteza tudo se irá resolver da maneira + correcta!:)

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