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Projecto de Arquitectura - Habitação Colectiva
3º Ano - 2º Semestre - 2005/2006

No seguimento do projecto de urbanização do aterro da Boavista (trabalho de grupo), segue-se o projecto de arquitectura de um dos blocos do trabalho anterior.
http://www.arquitectura.pt/forum/showthread.php?t=1509

Um dos edíficios propostos previa a conjugação de três usos distintos: Comércio, Cultura e Habitação.
Tal como tinha sido explicado no outro trabalho, cada um dos edíficios previa um uso e uma experimentação de ocupações: "Habitação + Comércio", "Habitação + Serviços" e "Habitação + Comércio + Cultura".

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Foi nesse sentido de experimentação que parti para uma tentativa de "fundir" cada um dos usos ao longo do próprio edifício de modo a torna-lo uno e não apenas três zonas distintas.
Rapidamente percebi que a composição do edificio seria bastante mais rica se cada um dos usos fosse "embebido" no próximo, gerando espaços mais dinâmicos.




Piso 0 / 1 - Espaço Cultural / Comércio / Administração - Conceitos
Desta forma iniciou-se a composição do piso térreo que deveria conter uma "linha" de lojas que marca a "rua comercial" - (conceito vindo do projecto de urbanização). A dada altura uma das lojas tornar-se-ia espaço cultural, convertendo-se num pequeno mini-bar (parte integrante do espaço cultural).
A entrada habitacional marca a separação entre o espaço cultural e um núcleo comercial a sul do edificio.
O primeiro piso é marcado essencialmente por uma componente mais calma do espaço cultural, abrigando a zona de leitura, zonas administrativas e é rasgado pelo pé direito duplo do piso inferior.

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Piso 2 / 3 - Espaço Cultural vs Zona Habitacional - Conceitos
Os pisos habitacionais são esquematicamente compostos por um acesso vertical central que distribui para 4 grandes tipologias. De modo a poder trabalhar diversas tipologias, a zona cultural estará "embebida" no piso 2 e uma pequena parte das tipologias do piso 2 vão subir ao piso 3, libertando e reduzindo o esquema da tipologia base.


A apropriação das tipologias T3 e T4 para os pisos superiores liberta a periferia do edificio de modo a "encaixar" tipologias T1 e T2.

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Tipologias base - Esquemas iniciais vs finais
As tipologias base previam uma estrutura composta por 3 partes: "Cozinha + IS", "Sala(s)" e "Zona de Quartos". Esta estrutura base repetiria-se nas diversas tipologias. É notória a vontade de fundir espaços no interior do fogo, tais como , Cozinha vs Sala, Quarto vs Escritório, Escritório vs Vestíbulo vs Quarto. Esta opção vem de encontro aos novos usos da habitação.

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Desenho de Fachada / Lâminas - Composição de vãos
Um sistema de lâminas exteriores permite o desenho e métrica dos vãos, bem como "filtrar" a fronteira entre o exterior e o interior do edificio. Esta opção permite também a apropriação e utilização dos vazios (varandas) sem transgredir qualquer tipo de "pseudo-alçado" intransponivel.



Esboços e desenhos
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Esquemas para apresentação - Plantas e Cortes
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Assim que puder, coloco fotografias da maquete final
Aguardo comentários
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está bem interessante a nível volumetrico e a nivel de fachada, no entanto penso que as habitações estão muito simplistas, mto holandesas. Penso que deveriam ser mais trabalhadas não para preencher o espaço, mas para o organizar melhor. Gosto bastante das maquetes principalmente daquelas fotos interiores com o sol a entrar!

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Tentei explorar a fusão dos diversos espaços das habitações. Cozinha - Sala, Sala, Espaço de Trabalho de modo a existir uma fluidez espacial e de percursos. As tipologias bse serviram de ponto de partida para o desenvolvimento das variantes. Penso que foi uma forma de questionar a compartimentação, algumas coisas funcionaram, outras nem tanto, mas foi uma optima experiencia.

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Talvez por não conhecer a envolvente, não consigo perceber a ligação entre a envolvente e o teu edifício, não consigo perceber se choca muito, se choca pouco, etc. Ao nivel funcional tudo parece em ordem, apesar de não ter estado a verificar planta a planta. Ao nivel volumétrico e a nivel de fachada parece-me um pouco denso e pesado...

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desde já a apresentação está boa. quanto ao projecto, e depois de levar 1 ano inteiro com um prof que me obrigou a pensar, funcionalmente...embora existam sempre erros ou decisões menos acertadas... questiono-te sobre umas coisas 1, onde arranjaste a espuma a cores?(é pergunta parva mas tou a falar a sério) 2. nas tipologias, o hall de entrada parece ser demasido pequeno para ser "digno" de um espaço intermédio entre o exterior e interior, repara que se uma porta tem em média 80/100cm e sendo esse hall um corredor, repara o que é entrares num corredor de 100cm de largo por 250cm de comprido(isto +-), isto questionando também uma porta de I.S virada para o mesmo hall... 3.naquele que penso ser um T1 (o que está a verde), não se é leitura minha mas tens de passar pelo escritório para ir para o quarto? imagina que recebes a tua namorada, ela quer descansar e tu trabalhar, tens de tar a entrar e sair do escritório, ela deverá sentir-se incomodada...penso eu. 4. e por último aquela tipologia com uma cor azul esverdeado penso, e isto tamos sempre num campo subjectivo, que as 2? salas são exagerada mente grandes comparando com os quartos que, pela proporção parece-me minimos nessa comparação, acredito que tal solução parta muito, devido ás escadas e á tal relação das diferentes funções e tipologias a que te referes, mas se calhar um pequeno ajuste de dimensões de quartos seria mais "simpático", já agora nessa tipologia pelos desenhos que fizeste não existe uma barreira entre as portas dos quartos e I.S. e a sala? imagina-te tu na sala a ver um filme e por acaso a porta das IS não estava bem fechada... eu sei que isto pode ser chato mas depois de levar com um reboco desses, e digo-te cometi os mesmos erros que tu no meu último projecto, é só mesmo para pensarmos em pequenos pormenores. o desenho de todo o conjunto parece-me agradavél e dinamico, mas ( e há sempre um mas) penso que o volume de uma altura mais pequena, não deveria (isto na minha opinião) ter os adornos que colocas nas fachadas das habitações. 1. porque parece que é a mesma coisa que nas habitações mas que retiraste umas barras 2. fica sem força, a força das fachadas já está naquele jogo que crias é suficiente para marcar o teu projecto, pois se aquele volume nada tem a ver com habitação, porque não marcar isso de forma poderosa e retirar essas barras, mostrar que ali se passa algo dentro de uma mesma linguagem do projecto mas com uma função e aspecto totalmente diferente. não sei se me estou a explicar bem joão.... bem desculpa lá o texto todo, mas pronto devido ao post e ao curtir o trabalho e passar por aí diversas vezes daí ter colocado mais os meus pontos de vista. :) mas pah, o desenvolvimento está muito bom, todo o processo parece-me conseguido, desde o estudo urbano até á maqueta. ps. e continuo a querer saber onde compraste aquela esponja ás cores

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Antes de mais, agradeço os comentários...
Bem, a ver se consigo responder a tudo. Muitas duvidas surgiram-te por não analisares com atenção...

1. Não é espuma às cores...é espuma normal com photoshop em cima...
2. A largura minima de hall de entrada é 1,10m e apesar disso dei-lhe 1,50m de modo a não comprometer a sua utilização e funcionalidade como espaço de entrada
É preferivel uma porta de IS a dar para o hall que propriamente para a sala...não me parece muito disparatado até pq existem casas de banho sociais nos ditos "halls de entrada".
3. Esse espaço não é à partida um escritório...nos desenhos coloco sempre a legenda "Vestibulo / Escritório" de modo a não comprometer o uso desse espaço. Pode ser o que o morador mais precisar...
4. Nas tipologias que abrangem as maiores salas (T3 e T4) tentei explorar uma vertente mais social da familia ao contrario do ke aconteceria em outras tipologias que previligiei os quartos e zonas de trabalho. Acaba por ser o resultado de uma experiencia de alojamento.

As outras questões...se reparares com mais atenção, e nos desenhos técnicos a 1/100 vê-se melhor, que o tratamento de fachada não é sempre igual...existe uma preocupação de que o sistema de lâminas se ajuste aos usos...desenha o ritmo dos vãos e das caixilharias dos vários espaços. As lâminas na zona cultural são bastante mais afastados e alargados que na zona habitacional, o mesmo acontece na zona comercial.

pois se aquele volume nada tem a ver com habitação, porque não marcar isso de forma poderosa e retirar essas barras, mostrar que ali se passa algo dentro de uma mesma linguagem do projecto mas com uma função e aspecto totalmente diferente.


Se leres com atenção, ao inicio refiro que todo o projecto se tenta fundir num unico uso (comercio+cultura+habitação). Não entendas o volume tripartido mas como um unico volume com 3 usos fundidos...

Esponja às cores... x( onde é que foste desencantar essa ideia?
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Abraços
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em termos de implantação e volumetrias, parece que houve uma pesquisa e desenvolvimento intenso e válidos, mas como já comentei pessoalmente, todo o esforço de fundir tipologias e funções e da estruturação da relação entre os mesmos parece que roubaram grande parte do tempo, a meu ver os interiores têm algumas deficiencias principalmente a nivel de hiearquia de espaços e escalas...de qualquer maneira o projecto transparece um grande investimento pessoal. Tenho só uma duvida, existe diferênciação das tipologias pela proximidade de outros programas?Por exemplo, uma habitação ao lado de uma galeria tem algo a mais do que uma entre habitaçoes?

  • 1 month later...
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eskema de pensamento bem defenida, a nivel grafico... embora seja contra uma coisa....nao considero conceito, cmo um modo de resolução á predisposição das tuas áreas... o conceito é algo k te leva a fazer isto ou akilo por razoes k o prorio local te induziu a, sao situaçoes novas k crias para a resolução de alguns problemas k tenhas registado no teu territorio, e não cmo modo de disposição hierarquica dos teus espaços! isso ja é uma parte racionalmente funcional... enfim ainda tens tempo de aferir isso ao longo do curso... gosto da dinamica imposta na fachada, embora ache k akeles elemntos inclausuram um pouco certos espaços k se calhar era interessante em explodi-los para fora e vazar outros... outra coisa k a meu ver deve acabar, mas isso ja sou eu a pensar, é a velha kestao de ligar o quarto ao local de workar ou a sala ao espaço de trabalho....enfim isso acontece no nosso dia a dia pq vivemos com os pais e as casas nao sao la grande palacetes!!! cabe-nos a nós achar resoluçoes k possam mudar isso....pq nao em pensar num local de trabalho comum, e fazer kom k o percurso do work para o nosso local privado, quarto ou casa tenha varias situaçoes k façam mudar a rotina do trajecto casa trabalho e trabalho casa?? haver elementos k dinamizem de certo modo esse percurso e eskecer a velha maxima, do " acordas tomas banho ligas o pc e vives uma vida de tedio 24h no teu local de dormir" e formas involuntariamente 1 casulo á tua volta! enfim temos de remar contra a maré do inevitavel de hj em dia.....encaixotar as pessoas num predio chamar isso de habitar, qnd no fundo é a formação de silos para pessoas engavetadas de uma forma organizada ao longo de uma rua! mas a nivel de estruturaçao eskematica e organização movel ou espacial por layers nao tenho nada apontar.... espero k nao leves a mal, mas acho k tdas as criticas de algum modo sao sempre construtivas...

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Agradeço todos os comentários.

O projecto foi antecedido de um projecto de urbanizaçao realizado em grupo.
Nesse projecto, tentámos explorar ao máximo a questão que levantaste: Habitação vs Serviços.

Introduzimos o conceito de Servitação na medida em que os diversos edificios interagiam de diferentes formas com os vários usos.

Tentei seguir o mesmo caminho no interior dos fogos.

Abraços

  • 6 months later...
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está bem interessante a nível volumetrico e a nivel de fachada, no entanto penso que as habitações estão muito simplistas, mto holandesas. Penso que deveriam ser mais trabalhadas não para preencher o espaço, mas para o organizar melhor.

Gosto bastante das maquetes principalmente daquelas fotos interiores com o sol a entrar!


porquê simplistas? simplista é diferente de simples! eu cá acho que a simplicidade holandesa nada tem haver com simplista... a sociedade holandesa, porém, admite pontos de partida conceptuais que em portugal são miragem.
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O simplismo é um vício de raciocínio que consiste em desprezar elementos necessários da solução... A simplicidade é sinónimo de naturalidade... Creio que através da simplicidade se consegue chegar a resultados bastante trabalhados. :)

  • 2 years later...
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Gosto do projecto, assemelha-se bastante ao trabalho que estou a desenvolver este ano. Esclarece-me só uma dúvida... pode ser só impressão minha, mas tu não tens 2 fogos no piso 4 aos quais se acede directamente da caixa de escadas? e por sinal tem-se de subir/descer meio piso para la chegar...

  • 5 months later...

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