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Chamam-lhe a Coisa.
Um Hotel construído numa aldeia produtora de vinhos algures em Espanha.
As pessoas não compreendem o que é e chamam-lhe a coisa...

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O cliente da Coisa e o responsável pela reportagem chamam aos habitantes desta aldeia de ignorantes pois ignoram que aquele edificio é a vanguarda da arquitectura. A não identidade do edificio equivale á ignorância. O edificio para as pessoas é esquisito e fora do normal logo não sabendo o que é e do que se trata passa a ser a Coisa.

http://img420.imageshack.us/img420/6958/200610031327132607300db0.jpg

E o que era Arquitectura para Heidegger? O Lugar do Habitar e do Estar é tudo menos uma coisa. Pois estaria além da coisa, era algo que estava destinado ao Homem. O Homem não era uma coisa. Mas Gehry fez uma coisa.

http://img404.imageshack.us/img404/1130/20060928163236079d4ala0011vx7.jpg

Uma Coisa segundo os Habitantes. O projecto em si é um hotel para turista ver. É um isco para pescar turistas. É um Gehry. É uma Coisa. Realmente trata-se dum objecto que tem um fim. Um fim que o resume a um objecto. Como transformar um objecto num lugar. Ou será o Objecto que transfrma o lugar. Será possivel o objecto que transforma o lugar ser um lugar?

http://img106.imageshack.us/img106/2856/20060908115906102596492006ciudad20del20vino201hr8.jpg

É mais uma obra do arquitecto-escultor Frank Gehry. Igual a todas as outras que ele fez desde o Guggenheim de Bilbao. Uma variante. Mas esta, pelas imagens que vi na SIC, é mais interessante. Combina o metal com a madeira, no qual resultou um objecto bonito.

[ame="http://www.youtube.com/watch?v=Oa7iZXfMKoY&eurl="]YouTube - Frank Gehry & Marqués de Riscal 05/08/2006[/ame]

O que eu gostava de transmitir era colocar uma questão. Devemos ou não dar importancia aos habitantes de Elciego que não compreendem o que existe na terra deles ou devemos então chamar-lhe de ignorantes porque, enfim, não compreendem a arquitectura vanguardista dos nossos dias?

LINKS DUM HOTEL EM ELCIEGO, ESPANHA:


Site da Terra: http://www.elciego.com

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Parece-me que o arquitecto aqui tentou de alguma forma aliar os materiais empregues na obra, aos que existem na região... se observamos bem atraves do video que o JVS amavelmente nos disponibilizou, verificamos que o objecto arquitectonico e semelhante a contrução que rodeia toda a vila espanhola, agora... as chapas de titânio serão spe a "Trade Mark" do Ghery...

Acho que se ele tentar fazer algo diferente, o promotor e/ou cliente não o vai deixar :)

Eu particularmente acho o projecto interessante, a excepção de todas aquelas palas e coberturas, apesar de dar um aspecto diferente ao objecto em si...

Agora, em relação ao presidente ou seja la o que for, chamar de ignorante aos habitantes da zona... por favor... ignorante é ele que não sabe como lidar com os respectivos habitantes que foram eles que o elegeram como tal...

Cheers

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É interessante essa perpectiva do dos habitantes da aldeia, que pura e simplesmente não compreendem o projecto, não se identificam com ele, logo mostram a sua posição, alcunhando como "coisa", aquilo que para eles será tão importante como um ovni ali caído, que atrai atenções, leva as pessoas a quererem espreitar, mas onde terão receio de se aproximarem por não considerarem "aquilo" como parte da aldeia... Acho perfeitamente normal que numa situação destas se apelide como "coisa"...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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É o que se pode dizer, arquitectura ao serviço da comunidade! Ou também, um copy-paste de projectos, sejam onde eles forem, no polo norte ou no equador! Mete-se mais uns centimetros de isolamento e está feito!

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Isolamento... será que chega a esse ponto... Vendo tudo isto, o filme dos simpsons é a melhor caricatura da obra deste senhor... Quanto a mim... já enjoa...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Sem dúvida que ele encontrou a formula mágica, é como fazer castelos na areia que crescem como cogumelos. A questão é bastante pertinente e este não é um caso isolado, temos em Lisboa, por exemplo, situações semelhantes (que infelizmente não foram para a frente) como o elevador do Adalberto Dias ou as torres em Alcântara do Siza Vieira, que pelo facto da intervenção populista, ou da falta de cultura associada ao mediatismo criado em volta destes assuntos, ou por interesses imobiliário/políticos paralelos ficaram no papel. Não estou a colocar em questão a qualidade arquitectónica de nenhum destes projectos, mas valeram a pena nem seja só pela polémica. Neste caso, Gehry leva mais uma vez ao expoente máximo a ligeira diferença entre a arquitectura e a escultura, mas temos um dever para quem vai “viver” a arquitectura que concebemos. Na minha opinião, vejo poucas relações com a envolvente e mais delírios formais surrealistas do que outra coisa. Vejamos, o Guggenheim de Bilbao está inserido num contexto industrial, e aí era realmente necessário um objecto que criasse um acontecimento urbano revitalizador, nessa situação ainda aguento a extravagância do edifício, agora numa “aldeia” onde o objecto preponderante é o campanário de uma igreja, cenário este quase retirado dum filme de Jacques Tati, parece-me um pouco exagerado ou mesmo ridículo.
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Aí é que tocaste num ponto importante... Se na zona industrial/portuária de bilbao o efeito metálico faz todo o sentido, como transposição do elemento máquina para o edifício, e o aspecto dinâmico tal como num navio de grande porte, noutros locais esse efeito perde-se, com consequente prejuízo para a envolvente... A repetição de soluções e aparência torna-se maçadora... imagino uma monografia deste senhor, onde as únicas páginas que valerão a pena consultar serão até ao museu de Bilbao, porque apartir daí é tudo mais do mesmo... PS: Será que ele (Gehry) não está apenas a tenter rentabilizar ao máximo a máquina de reconhecimento 3D que teve de adquirir aquando do projecto do Guggenhaim? É que se assim não fosse, ia ficar enterrada numa arrecadação do gabinete... e lá se ia o investimento...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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e como só lhe chamam coisa...muito bom! eu em bom português era capaz de me referir a ela com uma palavra bem mais...potente, digamos! lol pode até ser uma coisa bem interessante no interior, com pormenores assim e assado, mas a imagem exterior que passa leva-nos logo a pensar "outra vez?!? fogo...." e isso reduz o número de "admiradores" e interessados na obra, o que é mau para o xô gehry...digo eu, vá, porque ele lá continua a ter trabalho, e nao pára de fazer projectos. :errf:

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Bem, a sensação dos habitantes deve ser de admiração.

Acho que a música no mini-movie resume tudo :) Mais uma espanholada à FGehry, porque não? Mas será que é o mais adaptável á população de Elciego ?
Penso que as obras de Gehry não primam pela inserção, mas por uma afirmação, um cunho pessoal. Daquelas opções! :(

Pesoalmente o senhor é muito bom em questões de showbizz e no "dá que falar" ...por isso cá vou roendo as minha unhas, com medo de uma meia dúzia de rollercosters no Parque Mayer!!

Tenham medo, muito medo!

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O que me preocupa neste projecto depois de ver o video foi o facto daquela estrutura que nos é habitual na obra deste senhor ser uma "toalha" que está por cima dum edificio disforme que não se compreende muito bem. É um sub-sistema que tenta embelezar uma coisa feia.

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Sim, realmente parece uma toalha. Faz-me lembrar um "trabalho" que tive no primeiro ano de faculdade, cujo prof era o Pancho Guedes (ao qual presto a minha homenagem), em que consistia em fazer um auditório com uma folha A4, e os resultados foram muito parecidos com este, folhas enroladas e contorcidas ao jeito da imaginação, mas era apenas isso, um exercício à imaginação e também não passou disso mesmo, papel torcido.

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Cina, enquanto forem umas "rollercosters"... o pior é se nesse dia ele acorda para o lado errado da cama...



Dreamer,

:) já tou para tudo, mas do qué q se está à espera para o Mayer ?


Quem vai acordar mal, vai ser o senhor D.Satana Lopes, um dos candidatos a melhor portugues :icon_pistoles: iiiiiiiiiiahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
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Felicito o JVS por ter abordado um tema tão interessante :p Na minha universidade, e suponho que em qualquer uma outra, que ensinam aos estudantes de arquitectura a importância do contexto em que se insere o projecto. Gehry, negligentemente (ou pior, quem sabe se não conscientemente?) preferiu pôr a imagem à qual o trabalho está associado - a imagem que "vende o peixe" - à frente de algo tão básico quanto a inserção da obra no contexto em que se insere. Triste, muito triste... espero que, a nenhum de vocês (ou nós) que venham(os) a alcançar um bocadinho mais de sucesso que jamais cometam(os) erros destes. Quer parecer-me que na sua "ignorância" os aldeões locais conseguiram baptizar a obra do Gehry da forma mais adequada possível. Talvez não sejam tão ignorantes assim...

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