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Arquitectura.pt


toughpanther

Dois anos de estágio e três sem assinar?!

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não peças desculpas por te teres alongado. afinal ainda bem que o fizeste pois tocastes em pontos essenciais.


eu provavelmente não consegui explicar-me bem... ainda que tenha uma opinião controversa e diferente da maioria, o que eu queria dizer era que, de facto, quer queiramos, quer não, o tempo ajuda a formar pessoas e ajuda também a que essas mesmas pessoas tenham oportunidade de passar por outras experiências que não passam (infelizmente) na faculdade. vou usar o exemplo do the_architect quando refere o tempo de estudos dos médicos.

de facto eles têm 6 anos de formação mais não sei quantos de especialização, mas só aí é que são remunerados. existe um tempo de sensivelmente um ano, em que estão em estágios, em vários locais, maior parte das vezes fora inclusive da cidade onde estudam, têm de suportar gastos com casa, alimentação e deslocação.

não estou a dizer com isto que é bem feito, mas é uma realidade que demonstra que, por vezes para se ter experiência deve-se fazer alguns sacrifícios e mostrar também que não é só em arquitectura que isso acontece.

concordo com o Mark, quando diz que as faculdades deveriam ser alvo de revisão de currículo e (acrescento eu) terem uma componente mais pratica, em obra por exemplo e outra mais teórica e não me refiro a historias de arquitectura e teorias, mas sim legislação à seria e explicações de procedimentos burocráticos.

ainda assim, tendo em conta que nem tudo funciona bem e nem todos os cursos são sérios então que pelo menos, o estágio sirva REALMENTE para alguma coisa porque convenhamos...9 meses não são nada e quando finalmente tens um cheirinho do que é realmente a vida de um arquitecto e as responsabilidades associadas...puf já passaram 12 meses!

margarida duarte

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ainda assim, tendo em conta que nem tudo funciona bem e nem todos os cursos são sérios então que pelo menos, o estágio sirva REALMENTE para alguma coisa porque convenhamos...9 meses não são nada e quando finalmente tens um cheirinho do que é realmente a vida de um arquitecto e as responsabilidades associadas...puf já passaram 12 meses!


O problema está e aqui falo por mim que não tenho hipotese de ser sustentado mais um ano ou dois pelos meus pais, alem de não terem capacidade financeira também tenho mais irmão que precisam da ajuda deles, por isso o que são para ti mais uns meses é para muita gente o ficar pelo caminho apenas porque vivemos num país onde toda a gente explora toda a gente e ja se acha isso normal... Não é normal, não é decente!
Não somos todos infelizmente filhos de pais abastados...

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Joel..mas o que se discute aqui é o tempo de estágio e não o facto de ele ser remunerado ou não! não confundas as coisas.

é óbvio que não acho normal uma pessoa ser explorada e ter um estágio à borla, nem que seja 3 meses quanto mais 12 meses ou 2 anos, independentemente de se ser filho de pais abastados ou não! (ou será que agora também querem separar o pessoal em dois grupos e consoante isso decidir quem deve ser remunerado ou não? lol)

isso nem se coloca em questão. aliás, ninguém no seu perfeito juízo acha isso razoável ou normal.

a questão é o tempo de estágio e unicamente sobre isso

margarida duarte

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Eu lanço o repto: Já alguém teve com essa informação dos 2 anos de estágio, oficialmente assinada e comunicada com data da aplicação na mão?
Dps de postar uma fonte onde poderia estar a base escrita desta discussão toda, começo seriamente a pensar, se alguém igualmente como eu, teve acesso a tal documento mas não leu o contexto em que as coisas estavam inseridas.
Um boato até se tornar realidade vai um passo de curtas distancias em todos os sentidos.
Até porque:
-A Ordem deveria por esta altura estar a lançar um comunicado no site, avisar previamente a sua intenção. (Procurei em todo o site e não vi)

-As informações que chegaram foi do amigo do amigo do amigo do amigo X, Y e Z que soube via A, B, C, D E, F.... (se alguém daqui falou directamente por telefone para a Ordem, que por favor confirme por alto o teor da conversa e a respectiva confirmação)

-Procurei na net, e é só tópicos de discussão de uma eventualidade.

-Após outra pesquisa venho ter a este site JN noticia do dia 2009-09-25 com o titulo "Bastonários criticam atribuição de funções desadequadas aos estagiários" ao qual encontro no desenrolar do texto esta afirmação ;

"Ainda segundo o bastonário, a remuneração do período de estágio - que em Arquitectura vai de nove meses a um ano, estando em debate a hipótese de ser prolongado para dois anos - não é um assunto consensual na Ordem, "com vários ateliês a consideram que já estão a fazer a sua parte ao investir tempo na formação do estagiário".

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1372401

Alguém que tenha recebido a confirmação dos 2 anos de estágios através de conversa por telefone com alguém responsável da Ordem, ou por mail, ou até mesmo que saiba onde se encontra esse documento oficial que se pronuncie.

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Joel..mas o que se discute aqui é o tempo de estágio e não o facto de ele ser remunerado ou não! não confundas as coisas.

é óbvio que não acho normal uma pessoa ser explorada e ter um estágio à borla, nem que seja 3 meses quanto mais 12 meses ou 2 anos, independentemente de se ser filho de pais abastados ou não! (ou será que agora também querem separar o pessoal em dois grupos e consoante isso decidir quem deve ser remunerado ou não? lol)

isso nem se coloca em questão. aliás, ninguém no seu perfeito juízo acha isso razoável ou normal.

a questão é o tempo de estágio e unicamente sobre isso


Mas tem que discutir as duas coisas porque se o estagio fosse remunerado a discussão nem se punha de 1 ou 2 anos, como já referi anteriormente eu não me importava nada de estagiar 2 anos se o estágio for remunerado...

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é melhor sim, que isto descambou um pouco :)



por acaso não penso de igual forma, mas reconheço que o estágio é muito importante. das duas uma:
1- depois de terminado o estágio se continua na mesma entidade e se faz currículo (normalmente isso só acontece nos gabinetes, porque até lá és o escravo que passa desenhos a autocad... embora outras vezes continues - surpresa das surpresas - a passar desenhos a autocad)

2-tens um estágio tão bom e rico que ele próprio te dá algum currículo e estofo para outras "aventuras", arranjando assim trabalho noutros pousos mais altos...

ou então

3- acaba-se o estágio, onde andaste a servir cafés e pouco mais e depois.. desemprego

se isso for para a frente (2 anos de estágio) só vejo vantagens: ou fazes mais currículo e aprendes mais ou adias o desemprego...


margarida, ainda estás mto verde e fazes uma análise mto simplista dos cenários possiveis, pois n são apenas esses 3 q apresentas e as coisas n são tão faceis como apregoas. É um facto q portugal está endividado, tem fraca produtividade e tem o maior desemprego das ultimas n sei qtas decadas. Isto são péssimos indicadores... p exemplo p a empregabilidade!

No meu caso especifico e usando um exemplo prático, fiz um bom estagio, passei p todas as fases, acompanhei todos os processos do gabinete e depois devido às circunstâncias financeiras -ausência de trabalho!- após quase 3 anos, n deu para prosseguir. Foi, como dizes, um estagio/trabalho riquissimo em experiencia e p isso senti-me à vontade o suficiente p trabalhar p conta pp. Acontece q os poucos clientes q consegui tb n são suficientes p pagar as minhas contas, até pq eles pp estão c as mm dificuldades de liquidez q eu e portanto n têm dinheiro p investir, não têm dinheiro p dispender em serviços relacionados com arquitectura pois preferem antes comer e vestir.

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Eu lanço o repto: Já alguém teve com essa informação dos 2 anos de estágio, oficialmente assinada e comunicada com data da aplicação na mão?
Dps de postar uma fonte onde poderia estar a base escrita desta discussão toda, começo seriamente a pensar, se alguém igualmente como eu, teve acesso a tal documento mas não leu o contexto em que as coisas estavam inseridas.
Um boato até se tornar realidade vai um passo de curtas distancias em todos os sentidos.
Até porque:
-A Ordem deveria por esta altura estar a lançar um comunicado no site, avisar previamente a sua intenção. (Procurei em todo o site e não vi)

-As informações que chegaram foi do amigo do amigo do amigo do amigo X, Y e Z que soube via A, B, C, D E, F.... (se alguém daqui falou directamente por telefone para a Ordem, que por favor confirme por alto o teor da conversa e a respectiva confirmação)

-Procurei na net, e é só tópicos de discussão de uma eventualidade.

-Após outra pesquisa venho ter a este site JN noticia do dia 2009-09-25 com o titulo "Bastonários criticam atribuição de funções desadequadas aos estagiários" ao qual encontro no desenrolar do texto esta afirmação ;

"Ainda segundo o bastonário, a remuneração do período de estágio - que em Arquitectura vai de nove meses a um ano, estando em debate a hipótese de ser prolongado para dois anos - não é um assunto consensual na Ordem, "com vários ateliês a consideram que já estão a fazer a sua parte ao investir tempo na formação do estagiário".

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1372401

Alguém que tenha recebido a confirmação dos 2 anos de estágios através de conversa por telefone com alguém responsável da Ordem, ou por mail, ou até mesmo que saiba onde se encontra esse documento oficial que se pronuncie.


O que o próprio presidente da Ordem, o Arq.to João Belo Rodeia, me confirmou pessoalmente foi que a discussão está a dar-se a nível Europeu e que quando uma decisão for efectivamente tomada será aplicada aos estágios das respectivas Ordens de todos os países membros.

Se lerem o novo regulamento de estágios (possivelmente o nome é diferente mas não me recordo do correcto) disponível no site da Ordem está lá também escrito que apesar do estágio ser neste momento de um ano se está a estudar o caso de passar a ser de dois.

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pois é..mas se, nem uma simples tabela de honorários existe, parece-me dificil que regulem a situação para remunerações em estágios (mas oxalá eu esteja enganada!)

x-acto, muito te enganas se achas que estou muito verde em relação às hipoteses que dou. por vezes (demasiadas!!) as pessoas gostam de exagerar, dramatizar..complicar o que é simples! deixem de idolatrar os arquitectos e exijam o que deve ser vosso por direito. para lamurias já nos basta o fado :\

posso estar a ser muito dura ou inconsequente no que escrevo, mas depois de assistir a "n" situações de estágios mal pagos, nada pagos, escravizados e outras condições que tais todas acabadas em "ados" cada vez menos pena tenho dos estagiários de arquitectura....eu propria tive de fazer um estágio académico de 6 meses, antes do estágio para a ordem e também passei por isso. sinceramente chegou-me e jamais irei voltar ao mesmo!! pior que uma remuneração miserável são algumas vezes as condições a que somos sujeitos.

acham a falta de remuneração má? então já agora, que se lute também por melhores condições, por um horário digno, um seguro, o direito à hora de almoço, etc, etc.... coisas desconhecidas por tantos e tantos gabinetes (felizmente vão havendo excepções!)

e se um dia a arquitectura deixar de dar... é seguir em frente e procurar | lutar por outras coisas. actos proprios daquele que não se acomoda.

margarida duarte

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pois é..mas se, nem uma simples tabela de honorários existe, parece-me dificil que regulem a situação para remunerações em estágios (mas oxalá eu esteja enganada!)

x-acto, muito te enganas se achas que estou muito verde em relação às hipoteses que dou. por vezes (demasiadas!!) as pessoas gostam de exagerar, dramatizar..complicar o que é simples! deixem de idolatrar os arquitectos e exijam o que deve ser vosso por direito. para lamurias já nos basta o fado :\

posso estar a ser muito dura ou inconsequente no que escrevo, mas depois de assistir a "n" situações de estágios mal pagos, nada pagos, escravizados e outras condições que tais todas acabadas em "ados" cada vez menos pena tenho dos estagiários de arquitectura....eu propria tive de fazer um estágio académico de 6 meses, antes do estágio para a ordem e também passei por isso. sinceramente chegou-me e jamais irei voltar ao mesmo!! pior que uma remuneração miserável são algumas vezes as condições a que somos sujeitos.

acham a falta de remuneração má? então já agora, que se lute também por melhores condições, por um horário digno, um seguro, o direito à hora de almoço, etc, etc.... coisas desconhecidas por tantos e tantos gabinetes (felizmente vão havendo excepções!)

e se um dia a arquitectura deixar de dar... é seguir em frente e procurar | lutar por outras coisas. actos proprios daquele que não se acomoda.



resposta tipica de imaturidade. neste momento pq, e tal como aqui já disseste, a vida te sorri tanto profisional como pessoalmente, estás na mó de cima, pensas q ainda tens o mundo aos teus pés, pensas q a tua sorte(ou fado) depende somente de ti e das tuas capacidades, esquecendo por completo as circunstâncias externas e a contribuição q elas têm/vão ter na tua vida.

em relação aos estagios remunerados, imagina o q aconteceria se a ordem estipulasse remuneração minima obrigatoria dos tais 2 ordenanos minimos, sabes o q acontecia?! é mto facil, a maioria dos postos de estagio q vão proliferando pelo país, desaparecia, e os licenciados/mestrados pos-bolonha em arquitectura teriam muitissima dificuldade em conseguir fazer estágio e por conseguinte completar a formação minima p poderem assinar projs de arquitecura e por isso ainda adiariam mais a sua vida. se a ordem estipulasse q o estagio tinha q ser remunerado, quem ainda n entrou no mercado de trabalho, teria mto mais dificuldade em entrar, porque convenhamos, entre pagar 2 ordenados minimos p uma pessoa q acabou de sair do curso e pagar o mm ou 1 pouco mais a outra pessoa q já trabalhou 2,3,4,5 anos na área, é mto, mto diferente.

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em relação ao post, pouco ou nada poderei acrescentar. as opiniões que diferem da maioria são isso mesmo..opiniões! eu já dei a minha, sem qualquer tipo de problema sobre o que poderão achar. concordo com 2 anos de estágio. se é remunerado ou não..isso seria outra discussão.

i rest my case

margarida duarte

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Ser chulado ainda é a questão menor, o pior dos males... é não perder o juízo e manter a sanidade.

Dois anos da vossa vida HIPOTECADOS, porque são dois anos de trabalho, onde se poderia ganhar alguma coisa e apenas se perde tempo e o seu respectivo potencial em dinheiro.

Esta mania dos estágios, que salvo erro, se institui desde 2000 (+/-), na OA e nas restantes Ordens (Sei lá!), não se aplicou aos Arquitectos que entraram antes, mas os mesmos, não se sentem constrangidos pelo facto de poderem explorar os que entraram depois, aliás, eles estão a esfregar as mãos de contentamento (HE HE HE!).

Façam como eu, georreferenciem os Filhos da ****, ainda pensam que a minha assinatura só serve para dizer disparates?

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Encontrei, por acaso, este artigo que apesar de ser nos estados unidos mostra como se devem tratar os estágios:

E. Unpaid Internships

Unpaid internships have been the target of much debate, especially in a weak economy and within a volatile profession such as architecture, where staffing practices are often subject to cycles of bingeing and purging. According to the United States Department of Labor, unpaid internships are illegal. Furthermore, NCARB and the AIA do not allow unpaid interns to receive IDP credit for any work that is not compensated under the laws governing minimum wage. If an employee is doing something that directly benefits the firm or contributes to revenue, it is considered work and working to benefit any corporate entity without adequate compensation (minimum wage) is illegal in the United States.

The illegal practice of failing to compensate interns has eaten through the architectural profession like a cancer. In addition to the ethical and moral considerations inherent with the failure to compensate employees and effectively transforming them into slaves, there are monetary consequences which have a far reaching impact on the profession as a whole. Employers who utilize unpaid labor are able to keep their fees lower and have an unfair advantage over those firms who are abiding by the law. This practice has the potential to create a chain reaction where more employers may be forced to either use unpaid labor or reduce the salary of full time employees. The inevitable result is salary erosion which can cut across the entire profession affecting all designers at all levels. If a large number of skilled or unskilled interns are willing to work for free, there is little incentive for employers to adequately compensate other skilled designers of the same level.

Furthermore, this practice may not be the “gateway to the profession”, “right of passage” or “foot in the door” that many young designers believe it to be. Many reputable firms who abide by legal employment guidelines frown upon those who exploit unpaid interns as well as the interns themselves. While reviewing resumes, studio managers may choose to bypass those applicants who work for firms who are known for employing unpaid interns. By working for free, these employees are showing that they do not value their education, talent, skills, work ethic, experience or personal integrity enough to demand monetary compensation for professional efforts. As one such reputable firm’s principle explained to me, “We just throw those resumes in the trash.”

The United States Department of Labor requires any employee whose efforts benefit the employer both directly and indirectly to be compensated under the laws governing minimum wage. They maintain the following position as outlined. In order to qualify as an unpaid internship, the requirement is simple: no work can be performed that is of any benefit at all to the company. That is, you can not deliver mail, sort files, file papers, organize a person’s calendar, conduct market research, write reports, watch television shows and report on them, read scripts, schedule interviews, or any other job that assists the employer in any way in running their business.

Examples of internships that have been legal are where the job is a “dummy” job. For example, there was a case of an internship for working on a train. The company had the interns driving trains from one end of their yard to the other under close supervision. The moving of the trains was completely unnecessary and was just being done to train the potential employees. As such, no “work” was being performed, so the internship was legal. On the other hand, if the workers were moving the trains as part of the regular re-positioning of the trains, but were still performing it under close supervision, they would be required to be paid for the work.

The U.S. Department of Labor has outlined a list of criteria that ALL must be met in order for an internship to be unpaid.

The training, even though it includes actual operation of the facilities of the employer, is similar to that which would be given in a vocational school;
The training is for the benefit of the trainee;
The trainees do not displace regular employees, but work under close observation;
The employer that provides the training derives no immediate advantage from the activities of the trainees and on occasion the employer’s operations may actually be impeded;
The trainees are not necessarily entitled to a job at the completion of the training period; and
The employer and the trainee understand that the trainees are not entitled to wages for the time spent in training.

From the above list, #4 is really the key one – all the others will follow from whether the employer derives any immediate benefit from the activities. Source: www.dol.gov; http://laborlaw.typepad.com/labor_and_employment_law_/2007/11/unpaid-internsh.html.

Under the FLSA, employees may not volunteer services to for-profit private sector employers.
Source: www.dol.gov/elaws/esa/flsa/scope/ee16.asp

The AIA’s official position on unpaid internships and IDP credit is outlined in the following statement: Employment opportunities are limited for recent architecture graduates who want to fulfill their Intern Development Program (IDP) training requirement. Some firms may be wondering if they can “do good” by giving intern architects work experience in unpaid positions. Generally speaking, federal employment law dictates that the answer is “no.”
Source: http://info.aia.org/aiarchitect/thisweek09/0710/0710p_unpaidinternarchitects.cfm


artigo completo aqui: http://archinect.com/features/article.php?id=93642_0_23_0_M

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neste momento vivo e trabalho nos estados unidos e tou no processo de completar o meu IDP, que pra quem n sabe sao creditos que se ganham trabalhando para um arquitecto licenciado, ao fim de 750 creditos (8horas de trabalho valem 1 credito) podes fazer os exames de admissao ao AIA (equivalente da ordam aqui do sitio). Qualquer tipo de trabalho deve ser remunerado, o artigo acima expoe bem os problemas com os estagios nao so na vida dos estagiarios mas tb como afecta a profissao criando situacoes de comcorrencia desleal (e que deveria ser ilegal tb). O problema em Portugal parece e que se tornou de tal forma generalizado que anormal e ser pago. Trabalhar sem receber e escravatura!

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Não, não... caro Mark, você é muito imaturo e idealista, profundamente imaturo, tem o pensamento de uma criança (isto dito do ponto de vista do português clássico, não sou eu que opino, é ele que está a opinar).

Nós cá em Portugal, damos só importância a aparência, o que realmente se passa e como se processa, como é invariavelmente FALACIOSO, deve ser escondido. Ontem por acaso fui a Lx fazer umas coisas, numa das casas de banho onde urinei, constava lá a seguinte publicidade, que resumidamente era mais ou menos isto:

Lei do silva: Fingir a sinceridade é meio caminho para o sucesso.


Fique nos Estados Unidos...

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agora com o processo de Bolonha também é possível converter em créditos o trabalho que se faz para gabinetes de arquitectos. mas essa conversão não é feita em função do numero de horas feitas.
posteriormente esse créditos servem, por exemplo, para "tapar créditos" que não foram feitos por cadeiras deixadas para trás no curso e assim terminar a faculdade.

margarida duarte

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:) e verdade... mas olhe que isso das aparencias nao e so em Portugal, aqui tb ha muito disso, mas isso e conversa pra outro topico, tera mais a ver com a educacao sobre o que e a arquitectura, nao a educacao dos arquitectos (pk nos passamos a vida a tentar responder a isso) mas a educacao das pessoas, a mim enjoa-me logo quando um cliente me pede algo rustico, ou "moderno classico".... enfim, conversa pra outro dia.... e margarida... isso de "tapar creditos" tb tem muito que se lhe diga Aqui os creditos IDP nao tem nada a ver com o concluir do curso, aliaz podes comecar a "coleccionar IDP's antes de terminares a licenciatura mas so podes fazer os exames quando a terminares e se for acreditada. Portanto aqui nas terras do tio Sam tens de ter o cursosinho, os IDP e passares a 6 exames (pelo caminho ir passando uns cheques pk aqui tudo se paga, ate os estagiarios!)

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nunca disse que era isso que acontecia nos States, fiz sim uma ponte de relação com aquilo que se pode fazer com créditos aqui em Portugal. não sei se é bom ou mau o que é certo é que é o que acontece (ainda no âmbito do ensino) foi uma espécie de off-topic

margarida duarte

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eu compreendi, apenas acho q deve haver alguma diferenca entre concluir um percurso academico, que pode ter outras saidas profissionais para alem do de projectar, (investigacao, ensino, etc..) com a acreditacao profissional. E obvio que a acreditacao profissional depende da licenciatura (ou mestrado agora com o bolonha) mas a distincao entre ambas e que deveria ser mais bem definida. Talvez o estagio nao deva ser associado a licenciatura mas deve continuar a ser mandatorio para aceitacao na ordem (e pago tb, lol)... acho q um dos problemas e talvez as coisas nao estarem bem definidas, e o caso do "tapar creditos" com trabalho em gabinetes, ou os creditos sao obtidos atraves de actos academicos ou profissionais, nao tou de acordo que uns sirvam pra "tapar" outros, embora esteja consciente que aconteca, nao quer dizer que esta bem.

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O tráfico de negros e escravos era prática do passado. Hoje a questão dos estágios e consequentes abusos, faz nascer a nova escravatura do século... A única diferença é que esta é mais refinada e não apela para os castigos fisicos, porque de resto é tristemente igual. Slavery fashion...

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Depois de passados 4 anos sobre a minha licenciatura, chego a brilhante conclusão que: -Bolonha é uma treta! -Cinco anos de curso é uma delonga de palha acumulada, que serve para alimentar as universidades com propinas. -Os estágios deveriam começar no 4 ano, invariavelmente. -Os cursos menos densos em matéria, focados no que importa, de forma a que os alunos saibam pelo menos o essencial (as coisas na cabeça), para não serem humilhados durante os estágios. -Esta mania ridícula dos cursos, de tentar meter tudo na cabeça, sobretudo conteúdos e teorias rebuscadas, por demasia interessantes (sim admito!), mas que na vida prática, não servem para nada, além de parecerem completamente disparatadas para uma mera conversa de café, num sentido prático, por vezes, inúteis. -A faculdade adia a vida e rouba demasiadas horas de trabalho, tornando a independência financeira, uma realidade que cada vez se dá mais tarde. -Eu acho que o ponto de vista dos professores é o seguinte, estes gajos são adolescentes, vamos fazê-los de parvos durante mais uns anos.

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Agora fiquei assustado. Sou ingénuo, tenho aquela ingenuidade típica de um aluno universitário que pensa que quando acabar o curso a vida vai ser um mar de rosas. A resolução deste problema passa por diversos pontos. Primeiro há-que identificar os intervenientes nesta questão e tentar perceber o que cada um pode e deve fazer para que se chegue a uma solução que tanto beneficie Estagiário / Atelier e a imagem da classe profissional. A OA representa-nos enquanto profissionais, logo é seu dever fazer o que está a seu alcance para que se reúnam as melhores condições para uma boa prática profissional. Acontece que, como seria de esperar, as opiniões divergem na discussão de quais são as acções necessárias para que essas mesmas condições se reúnam. Aos arquitectos donos de ateliers onde se realizam estágios interessa, certamente, que o estágio seja de 2 anos: é mão de obra que podem utilizar e reutilizar de uma maneira perfeitamente legal. Ao arquitecto recém-formado o estágio faz falta tanto pela experiência adquirida (pelo menos em teoria) como pela carteira profissional, mas certamente que 2 anos é tempo a mais, caso não haja uma renumeração mínima. As Universidade são as responsáveis pela formação de Arquitectos, são estas que ao fim de 5 anos têm de conseguir formar profissionais capazes de responder a todas as situações (pelo menos em teoria) que possam surgir na pratica profissional dos mesmos. Ao querer aumentar o estágio para 2 anos a OA está a admitir que as Universidades não são capazes de, em 5 anos, formar profissionais capazes. Sendo assim, o que andam os alunos a fazer numa Universidade durante 5 anos ? Andam a pagar propinas para não ter uma formação suficientemente boa, uma formação que não é reconhecida por uma classe inteira ? Isso não faz sentido algum. Daqui podemos tirar uma de duas elações: ou há uma atitude arrogante por parte da Ordem ao não reconhecer capacidades nos alunos recém-formados ou as Universidade não têm qualidade para formar bons arquitectos. Se de facto a formação académica não é qualificada, então há-que rever os moldes dessa mesma formação e, entre outras coisas, talvez a solução passe por integrar o estágio no próprio curso. Ainda assim, deve partir da OA establecer um valor minímo de renumeração desse estágio, ninguém deve trabalhar de borla num país que não se quer de 3º Mundo. Trabalhar de borla é escravidão e contra isso que ninguém me diga o contrário. Independentemente de tudo aquilo que um estágio proporciona para além da recompensa monetária, não há ninguém que aguente viver, por sua conta, durante 2 anos. Em jeito de remate, devo dizer que não consigo perceber porque raio são precisos 10 anos (5 de formação académica + 2 de estágio + 3 pós-estágio) até me reconhecerem capacidade profissional, que me permita assinar um projecto. Cada vez mais acredito que tempo não é sinónimo de experiência mas parece que há quem não concorde. Felizmente tenho o Arquitecto João Rodeia como professor e na próxima aula tentarei dialogar com ele sobre este assunto.

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bom, estive a ler as 13 paginas de rajada e deu para apontar algumas questoes pertinentes que foram abordadas. Deste modo, antes de mais, por experiencia propria e dos que me rodeam, confirmo que nem por sombras um licenciado de uma universidade de arquitectura (seja Portuguesa ou estranjeira, ja que nao estamos sos no mundo) sai de la com capacidade para executar projectos do inicio ao fim, com todas os problemas que surgem nas diversas fases de projecto. Nem sequer estou a falar so de burocracias, mas de todo o conhecimento pratico necessario para levar a cabo um projecto, comunica-lo com os diversos profissionais que o acompanham, ter a capacidade para o ir alterando sistematicamente, etc etc. Sao tudo coisas que sao exteriores 'a escola e que caso nos nao tenhamos tido ja a iniciativa de colaborar com arquitectos enquanto estudantes, entramos subitamente no mundo de trabalho com o olhar de espanto de que 90% daquilo que fazemos todos os dias nao foi abordado na escola. Curiosamente, ha outros paises (como a Espanha, tao aqui ao lado) que estabelecem que um recem-licenciado pode livremente exercer arquitectura e ser responsavel por aquilo que faz. Por outro, noutros paises, (como na Inglaterra) a formacao academica estende-se ao longo de 7 anos, incluindo ja 2 estagios de 1 ano cada, um deles a meio da formacao e outro no final. Por isso ate aqui, nao consigo entender grande parte das lamentacoes que vao sendo feitas por aqui, uma vez que ora por falta de vontade propria, ora por imposicao da realidade local, de uma maneira ou de outra todos saimos das faculdades, mais ou menos preparados e em qualquer dos casos, salvo raras excepcoes (como recem-licenciados que antes de tirar o curso ja trabalhavam em arquitectura, etc), convem que facamos estagios de curta ou longa duracao (e esta para mim e' a grande questao) para nos tornar aptos a desempenhar a nossa profissao. De ouvir comentarios do genero, 'ah mas a escola deveria ensinar-nos mais para nao devermos fazer estagio', 'mas eu sempre fui excelente aluno, por isso nao preciso de estagio', ja eu estou farto! Acho que todos nos passamos, enquanto estudantes, por uma certa arrogancia de que somos bons e capazes de acabar o curso e de construir o nosso nome la fora. Essa e' uma ilusao que vai sendo alimentada cada vez mais pelas publicacoes, blogs, ligados 'a divulgacao da arquitectura, em que o leitor, de forma rapida e simples, engole uma quantidade enorme de nomes, projectos, ideias, que da a ilusao de que tudo isto em arquitectura e' tao rapido e tao possivel de ser conseguido que qualquer um de nos la consegue chegar. E por isso mesmo e' que saimos das faculdades com as maiores expectativas, vamos bater 'as portas dos arquitectos maiores (obviamente), a nao ser que essas portas ja estejam abertas, e tentamos a nossa sorte para entrar no mundo da arquitectura assim como nos e' transmitida pelas publicacoes periodicas, com imagens virtuais, pessoas alegres a correr, passaros a voar, todo um espectaculo de luzes e abstraccoes ao qual vamos querer pertencer. E obviamente, se estamos 'as portas desse mundo, se nos acenam para entrar, mas so' quando estamos a colocar o primeiro pe (o direito, de preferencia) e' que nos dizem 'ah mas olha que isto aqui e' estagio nao remunerado! Queres trabalhar connosco tudo bem, mas tens de te safar como puderes! O nosso Nome da' prestigio e isso nao se ganha assim de qualquer maneira'. E e' assim que um jovem arquitecto recem-licenciado, que viveu 'a custa dos pais (na sua grande maioria) durante 5 ou 6 anos do curso, nem pensa duas vezes entre ficar num atelier com algum prestigio, mesmo que nao seja remunerado, afinal esse jovem nunca viveu doutra forma. Sempre se alimentou, bebeu, divertiu, viajou, sem ser remunerado. Qual e' a diferenca agora? Os amigos deste jovem ouvem estas historias, nao ouvem outras que sejam distintas, entao pensam que a realidade e' esta. La terao eles de estagiar sem serem remunerados. Mas afinal de contas eles proprios vao estar a aprender, portanto nao ha problema, e' como se continuassem na escola, pelo menos nao pagam proprinas! Esta e' a realidade que vejo em 95% das pessoas que conheco e que estao nesta situacao. Ou nunca trabalharam enquanto estudaram e sujeitam-se 'a nao remuneracao, seja em ateliers com mais ou menos prestigio (provavelmente sem experiencia tambem nao irao encontrar ateliers 'com prestigio' que os acolham), ou entao optam claramente por poder ter no seu curriculo o nome de algum atelier importante, mesmo que para isso seja necessario serem usados das mais diversas formas. Nao tenho duvidas que um recem-licenciado devera fazer um estagio (vejam em espanha quantos recem licenciados conseguem assinar projectos? a maior parte deve ficar frustrado a meio porque nao sabe qual o caminho a seguir, ou entao tem alguem que os apoie), no entanto aquilo que para mim deveria ser o metodo mais justo era o candidato ao estagio fazer um estagio consoante a experiencia profissional que tem ou nao tem. Isto porque na maior parte dos casos os recem licenciados apenas tiraram o curso e por isso, ate me parece bem que tenham 2 anos de estagio porque ainda tem muito que aprender. No entanto, ha muita gente que ou ja trabalhava em ateliers de arquitectura e so depois tirou o curso ou enquanto tirava o curso foi colaborando com arquitectos, ja tem experiencia profissional que lhes permita serem diferenciados dos outros candidatos a estagio. Desta forma deveriam ser tomadas em consideracao estas questoes e adequar os estagios 'a necessidade e experiencia que cada um tem. Isto deveria comecar logo por se fazerem pequenas entrevistas a Todos os candidatos a estagio, onde se falava sobre o percurso academico/profissional e se falava sobre o portfolio. A partir daqui seria possivel estabelecer 2 ou 3 tempos distintos de estagio consoante as capacidades de cada um. E' claro que isto da trabalho 'a Ordem. Fazer entrevistas, tratar dos dossiers, etc. Mas afinal de contas o que e' que a Ordem faz? Tanta gente empregada nas duas Ordens daria para fazer tudo isto e muito mais. Bastava retirarem 2 ou 3 pessoas aos outros departamentos e fazerem um departaemento serio e dedicado ao estagio. Isto sim valorizava a Ordem desde o inicio das relacoes para com o estagiario e desenvolvia possiveis boas relacoes para futuros Arquitectos. Se temos de ser amigos, ao menos que comecemos a se-lo logo desde o inicio.

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Tb li as 13 páginas de rajada e parece-me que vai muita confusão por ai. "A escola não me ensinou 95% do que eu devia saber"... "A Ordem não faz tudo ao seu alcance para a defesa dos MEUS interesses"... "O país já não decide nada - é a Europa o grande culpado"... "deviam avisar os novos alunos no que se vão meter, ou fechar directamente cursos!"... É óbvio que quando os interessados não sabem o papel das entidades nas quais estão envolvidos (As Faculdades, A Ordem, Os governos) nem alguns princípios básicos do viver em sociedade, torna-se muito difícil haver uma discussão fértil. Vou só dizer duas coisas: 1º - A Ordem não tem qualquer poder sobre remunerações das entidades privadas ou de quem quer que seja, vive das quotas pagas. Alem do mais, a Ordem não é um sindicato de "estagiários". Serve precisamente para distinguir, dentro do que se chama o "arquitecto", os estagiários daqueles que tem alguma, pouca, experiencia. 2º - tanta pressa para poder assinar... sabem que, em média, por cada trabalho que corre bem o arquitecto ganha 3 clientes. por cada mal perdem 8. Se estão a começar, nem chegam a arrancar do chão. Hoje é tudo em equipe e essa prioridade em estar na Ordem nem sequer é assim tão importante. Depois de ter trabalho, até podem entrar por via de apresentação de um currículo. O meu conselho é que preocupem-se mais em formar-vos como profissionais e menos em cumprir burocracias.

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se quiserem pesquisar, leiam o início do Regulamento da OA, que estabelece o estatuto legal da Ordem, e diz qualquer coisa como: "Face ao aumento significativo do número de licenciados, há necessidade de distinguir entre aqueles que já tem o título"... Necessidade óbvia e evidente.

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