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Arquitectura.pt


wazy

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  1. Agora fiquei assustado. Sou ingénuo, tenho aquela ingenuidade típica de um aluno universitário que pensa que quando acabar o curso a vida vai ser um mar de rosas. A resolução deste problema passa por diversos pontos. Primeiro há-que identificar os intervenientes nesta questão e tentar perceber o que cada um pode e deve fazer para que se chegue a uma solução que tanto beneficie Estagiário / Atelier e a imagem da classe profissional. A OA representa-nos enquanto profissionais, logo é seu dever fazer o que está a seu alcance para que se reúnam as melhores condições para uma boa prática profissional. Acontece que, como seria de esperar, as opiniões divergem na discussão de quais são as acções necessárias para que essas mesmas condições se reúnam. Aos arquitectos donos de ateliers onde se realizam estágios interessa, certamente, que o estágio seja de 2 anos: é mão de obra que podem utilizar e reutilizar de uma maneira perfeitamente legal. Ao arquitecto recém-formado o estágio faz falta tanto pela experiência adquirida (pelo menos em teoria) como pela carteira profissional, mas certamente que 2 anos é tempo a mais, caso não haja uma renumeração mínima. As Universidade são as responsáveis pela formação de Arquitectos, são estas que ao fim de 5 anos têm de conseguir formar profissionais capazes de responder a todas as situações (pelo menos em teoria) que possam surgir na pratica profissional dos mesmos. Ao querer aumentar o estágio para 2 anos a OA está a admitir que as Universidades não são capazes de, em 5 anos, formar profissionais capazes. Sendo assim, o que andam os alunos a fazer numa Universidade durante 5 anos ? Andam a pagar propinas para não ter uma formação suficientemente boa, uma formação que não é reconhecida por uma classe inteira ? Isso não faz sentido algum. Daqui podemos tirar uma de duas elações: ou há uma atitude arrogante por parte da Ordem ao não reconhecer capacidades nos alunos recém-formados ou as Universidade não têm qualidade para formar bons arquitectos. Se de facto a formação académica não é qualificada, então há-que rever os moldes dessa mesma formação e, entre outras coisas, talvez a solução passe por integrar o estágio no próprio curso. Ainda assim, deve partir da OA establecer um valor minímo de renumeração desse estágio, ninguém deve trabalhar de borla num país que não se quer de 3º Mundo. Trabalhar de borla é escravidão e contra isso que ninguém me diga o contrário. Independentemente de tudo aquilo que um estágio proporciona para além da recompensa monetária, não há ninguém que aguente viver, por sua conta, durante 2 anos. Em jeito de remate, devo dizer que não consigo perceber porque raio são precisos 10 anos (5 de formação académica + 2 de estágio + 3 pós-estágio) até me reconhecerem capacidade profissional, que me permita assinar um projecto. Cada vez mais acredito que tempo não é sinónimo de experiência mas parece que há quem não concorde. Felizmente tenho o Arquitecto João Rodeia como professor e na próxima aula tentarei dialogar com ele sobre este assunto.
  2. Mais uma vez se vê por aqui muita análise "arquitectónica" que é feita baseando-se apenas no formalismo. Tentem afastar-se de rótulos, etiquetas, movimentos e afins. Torna-se muito mais fácil e justo fazer se a análise for feita tendo em conta o projecto... sinceramente o telhado não é o que me preocupa mais, nem vejo problemas nenhuns com o uso do telhado. Acho uma atitude bastante elitista por de lado um projecto apenas porque formalmente é mais facilmente colado ao lado de uma casa mais banal. Quanto à obra, só com mais dados é que me sinto à vontade para opinar.
  3. Hmm, sim. Normalmente é esse o objectivo dos Fóruns de Discussão, como o próprio nome indica. Se o seu objectivo não é a discussão de ideias então parece-me que apenas podemos esperar, da sua parte, "postas de postada" ad eternum.
  4. Os leigos na matéria também costumam dizer "isso também eu fazia" e "parecem caixotes", por isso não é por esse caminho que a discussão deve ir. Em que pontos é que a minha, muito pequena, opinião não coincide com os factos ?
  5. De um arquitecto espera-se que nunca tenha a arrogância de pensar que está a voltar a aprender, mas sim que nunca o parou de fazer... digo eu. Acho que também há um tal de Siza Vieira que disse algo parecido, mas pode estar errado. Ainda não percebi se o teu problema é o projecto em si, o meio de votação ou não teres sequer participado e ganho o que quer que seja. Até agora só te vi a mandar postas de pescada a deitar abaixo o projecto. Em relação ao Projecto em si, entre os 10 finalistas era um dos melhores, confesso que votei nele por mero provincianismo. A cortiça não é assim tão boa como pensam, basta alguma água e lá se vão as propriedades "mágicas" da bela da cortiça. Contudo o projecto responde sobriamente ao problema em questão.
  6. Petrucces, se fores quem eu penso que és, acabaste de subir na minha consideração. Em relação ao projecto, quem acha que isto é arquitectura ou precisa de ler mais ou ir às aulas de Projecto. A Arquitectura, não se deve impor. Isto é uma lição básica. As vontades, gostos e demais afirmações pessoais só enfraquecem um projecto, visto que este se quer pragmático e objectivo na conjugação de Programa - Território. Isso não quer dizer que o Arquitecto seja um mero operário, até porque são as considerações individuais, em relação a cada projecto, que resultam em diferentes projectos. No entanto, essas considerações não devem ser uma lista de gostos e vontades, mas sim de pensamentos lógicos, pragmáticos e objectivos em relação a essa conjugação Território-Programa, que resultará, mais tarde, numa concepção formal. A forma deve resultar desse pensamento, e não o contrário. É errado pensar na forma, neste caso na analogia banal e ordinária, para depois lhe "enfiar" um programa. Este projecto não é sóbrio, revela demasiadas vontades pessoais e pouca consideração e pensamento. É uma colagem de formas que não resultam em conjunto, e com certeza não resultará como conjunto em relação à envolvente (embora esta afirmação possa estar errada uma vez que é impossível fazê-la com segurança com os dados que estão à disposição). Quando estiver concluído terei todo o gosto em visitar a obra e, depois, tecer comentários mais objectivos e seguros.
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