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  1. Entrevista a João Mendes Ribeiro “Não pode­mos pen­sar ape­nas em edi­fí­ci­os” O arqui­tec­to João Men­des Ribei­ro, cuja expo­si­ção “Arqui­tec­tu­ras em pal­co” está de pas­sa­gem por Coim­bra, defen­de que na arqui­tec­tu­ra «é mui­tís­si­mo impor­tan­te inves­tir no espa­ço públi­co», não esque­cen­do as pes­so­as. O ven­ce­dor da meda­lha de ouro na Qua­dri­e­nal de Pra­ga acre­di­ta que a cri­a­ção de um pólo cul­tu­ral na zona do Pátio da Inqui­si­ção «está a ser uma rea­li­da­de», mas «o cami­nho tem sido mui­to len­to» Está inti­ma­men­te liga­do ao pro­jec­to da Esco­la da Noi­te e é autor de algu­mas das mais emble­má­ti­cas ceno­gra­fi­as do per­cur­so da com­pa­nhia. Como enca­ra a rela­ção entre a arqui­tec­tu­ra e o tea­tro? A arqui­tec­tu­ra e o tea­tro são duas dis­ci­pli­nas dis­tin­tas, mas exis­tem pon­tos de liga­ção. Am­bas tra­ba­lham com o espa­ço. A ceno­gra­fia estu­da como fazer uma casa para acto­res. Tra­ba­lha­mos com os acto­res e ten­ta­mos orga­ni­zar o espa­ço em pal­co que sir­va a inten­ção dos intér­pre­tes. E a ideia de orga­ni­za­ção de espa­ço a par­tir de uma ideia de uso é tam­bém comum na arqui­tec­tu­ra. O Tea­tro da Cer­ca de S. Ber­nar­do aco­lhe, até 28 de Fe­ve­rei­ro, a expo­si­ção de ce­no­gra­fia “Arqui­tec­tu­ras em Pal­co”, ven­ce­do­ra da meda­lha de ouro na Qua­dri­e­nal de Pra­ga, o mais im­por­tan­te pré­mio mun­di­al na área da ceno­gra­fia. O que nota­bi­li­zou este seu pro­jec­to? Tem a ver com a auto­no­mia dos objec­tos, o fas­cí­nio da pos­si­bi­li­da­de de uma máqui­na céni­ca que está rela­ci­o­na­da com a pos­si­bi­li­da­de de cri­a­ção que exis­te no tea­tro. É a impor­tân­cia do “ence­na­men­to”, o objec­to mul­ti­fa­ce­ta­do, que se des­do­bra e que pre­ci­sa da acção dos acto­res. Mas, às vezes, o objec­to céni­co pode ser tam­bém um géne­ro de actor do pró­prio espec­tá­**­lo. Esta­mos a falar de uma gran­de capa­ci­da­de de par­ti­lha real, com um géne­ro de pal­co den­tro do pal­co. Sim. Outra carac­te­rís­ti­ca do meu tra­ba­lho é a ideia do uso dos mate­ri­ais: objec­tos ver­da­dei­ros, reais, que se auto-estru­tu­ram e podem des­lo­car-se para outros luga­res que não o pal­co. Ganham uma medi­da para a sua pre­sen­ça atra­vés dos intér­pre­tes. É a ideia de geo­me­tria e estru­tu­ra de espa­ço, que é o arqui­tec­tó­ni­co. Nun­ca con­se­gui core­o­gra­far os mate­ri­ais: se é uma pedra é uma pedra, não a vou fazer de esfe­ro­vi­te. O pro­jec­to de requa­li­fi­ca­ção da zona do Pátio da In­qui­si­ção tem 12 anos, data de 1997. A ideia pas­sa­va por cri­ar um pólo cul­tu­ral nes­ta zona da cida­de. Exis­tem actu­al­men­te dois equi­pa­men­tos de peso: o CAV e o Tea­tro da Cer­ca de S. Ber­nar­do, mas o pro­jec­to está lon­ge de estar com­ple­to. O pólo cul­tu­ral está a ser uma rea­li­da­de, é um cami­nho mui­to len­to, mas algu­ma coi­sa mu­dou. Pen­so que era pos­sí­vel abrir mais luga­res, cri­ar outra dinâ­mi­ca e espa­ços cul­tu­ra­is com­ple­men­ta­res a esses dois núcle­os. Na altu­ra falou-se de cri­ar uma gale­ria de arte e um café-con­cer­to. A nível de en­qua­dra­men­to, acho com­ple­ta­men­te neces­sá­rio recu­pe­rar a ala nas­cen­te do Colé­gio das Artes, por­que tem uma rela­ção mui­to for­te com o Pátio da In­qui­si­ção. O pro­jec­to ini­ci­al in­clu­ía tam­bém uma liga­ção à Rua da Sofia, com­ple­ta­men­te neces­sá­ria de for­ma a ter estes inte­rio­res de quar­tei­rão pró­xi­mos da cida­de, em arti­**­la­ção com o espa­ço públi­co. Não é a pri­mei­ra vez que fa­la na impor­tân­cia do espa­ço públi­co. É mui­tís­si­mo impor­tan­te inves­tir no espa­ço públi­co. Nós, arqui­tec­tos, não pode­mos pen­sar ape­nas em edi­fí­ci­os. É uma ambi­ção re­qua­li­fi­car o espa­ço públi­co e edi­fí­ci­os anti­gos, mas para abrir a cida­de e cri­ar espa­ços de qua­li­da­de para as pes­so­as. O pro­jec­to do pólo cul­tu­ral é viá­vel do pon­to de vis­ta arqui­tec­tó­ni­co. Então para o com­ple­tar fal­ta um empur­rão de quem? Da autar­quia? Sim, a ini­ci­a­ti­va deve par­tir da Câma­ra Muni­ci­pal de Coim­bra. A nível de desen­vol­vi­men­to arqui­tec­tó­ni­co como está a cida­de de Coim­bra quan­do com­pa­ra­da a outras capi­tais de dis­tri­to? Há edi­fí­ci­os e espa­ços públi­cos com algu­ma qua­li­da­de. Por exem­plo, o Pavi­lhão de Por­tu­gal de Álva­ro Siza Viei­ra e as mar­gens do rio são espa­ços de qua­li­da­de. A Uni­ver­si­da­de de Coim­bra tam­bém tem desen­vol­vi­do alguns pro­jec­tos de gran­de qua­li­da­de, quer no Pólo II, quer no Pólo III. A Pon­te Pedro e Inês é outro belo tra­ba­lho. E ain­da há expec­ta­ti­vas em rela­ção a novos pro­jec­tos. Ain­da há mui­tas coi­sas a fazer. in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=810&Itemid=135
  2. Ministério do Ambiente dá "luz verde" à Terceira Travessia sobre o Tejo mas impõe condicionantes 25 de Fevereiro de 2009, 13:58 Lisboa, 25 Fev (Lusa) - O Ministério do Ambiente deu "luz verde" à construção da Terceira Travessia do Tejo, impondo várias condicionantes, entre as quais a cobrança de portagens diferenciadas, cujos preços variem em função da procura. A Terceira Travessia do Tejo terá duas vias para a alta velocidade, duas vias para a rede convencional e duas vias com três faixas cada uma para o tráfego rodoviário e representa um investimento de 1,7 mil milhões de euros. De acordo com a Declaração de Impacto Ambiental (DIA), a componente rodoviária da nova ponte sobre o Tejo, entre Chelas e o Barreiro, deverá adoptar "um sistema de preços de portagem diferenciados, penalizando o(s) período(s) de maior procura", e um sistema de controlo de velocidade, que imponha como limite máximo de velocidade os 80 quilómetros por hora. Nos períodos de maior procura, a terceira faixa deve ser reservada para veículos com ocupação igual ou superior a dois ou três passageiros, veículos eléctricos e transportes públicos. A DIA recomenda que seja estudada "a possibilidade de acomodar uma via de duplo sentido para modos de transporte suaves, como bicicletas, e que sejam promovidos serviços nos comboios suburbanos que facilitem o transporte das mesmas. A construção da componente ferroviária deverá ser "privilegiada" em relação à rodoviária e deverão ser criadas condições para que o transporte colectivo, nomeadamente no serviço ferroviário convencional, "esteja disponível e operacional aquando da entrada em funcionamento da componente rodoviária". Para a execução dos estudos de património, a DIA estabelece a criação de uma equipa que integre técnicos especializados nas áreas da arqueologia, arquitectura, paisagem e urbanismo. Esta equipa não deverá permitir a afectação da Fábrica da Pólvora de Chelas. Os resíduos existentes nos terrenos da Siderurgia Nacional, directamente afectados pela execução das obras da ligação rodoviária Seixal/Barreiro, deverão ser alvo de "um estudo de diagnóstico rigoroso, por forma a serem definidas soluções de gestão para os referidos resíduos e solos associados". Deverá ser também elaborado um Projecto de Integração Paisagística (PIP), de modo a "minimizar os impactos negativos da obra e potenciar a integração das infra-estruturas na paisagem". A análise de viabilidade da compatibilização do projecto de execução com o requerido pela Câmara de Lisboa deverá "ter por base um estudo das medidas apontadas pela autarquia"(abaixamento do tabuleiro da ponte e a substituição de viadutos rodoviários e ferroviários por túneis), lê-se na DIA. O projecto de execução da futura ponte deverá ser desenvolvido em articulação com a Administração do Porto de Lisboa (APL), "compatibilizando-o com a manutenção da navegabilidade e da actividade portuária", e em consonância com as servidões militares, terrestres e aeronáutica do Aeroporto de Lisboa, Base Aérea do Montijo e do Depósito Geral de Material da Força Aérea, em Alverca. As redes de drenagem pluvial de Lisboa devem ser avaliadas, de modo a que possam ser conhecidas as condições e capacidade para "suportar o acréscimo de caudal esperado com a execução do projecto". Deve igualmente ser aferida a necessidade de execução de ampliações ou da implantação de uma nova rede de colectores, bacias de retenção para controlo das pontas de cheias ou valas de desvio. Na margem Sul, devem ser avaliados e identificados "os impactos originados pela realização de túneis na circulação corrente no sistema aquífero". CSJ Lusa/Fim in http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9367584.html
  3. Arquitectura: Siza Vieira falou de globalização com rainha Isabel II ALVARO JOAQUIM DE MELO SIZA VIEIRA 01h56m Londres, 27 Fev (Lusa) - A globalização foi um dos assuntos de conversa entre a rainha Isabel II e Álvaro Siza Vieira na quinta-feira, aquando da atribuição da Medalha de Ouro Real ao arquitecto português. O galardão, lançado em 1848 pela ordem dos arquitectos britânicos, é patrocinado pessoalmente pela monarca e reconhece o trabalho ao longo da carreira de um arquitecto com dimensão internacional. O encontro "muito agradável" na quinta-feira de manhã resumiu-se a "uns minutos" e a uma "curta conversa", onde foram mencionadas as relações entre Portugal e Inglaterra. Esta foi apenas a quarta vez que a rainha entregou pessoalmente a medalha de ouro. "Entre outras coisas, falei que no Porto, o primeiro edifício neo-clássico em Portugal é feito por um arquitecto inglês conhecido, o John Carr, o Hospital de Santo António", contou Siza aos jornalistas na quinta-feira à noite, no final de uma cerimónia no edifício da ordem dos arquitectos, o Royal Institute of British Architects (Riba). "Falámos também que os dois países desde muito cedo foram para o mundo fora e portanto houve contacto. Isto a propósito de alguém que falou em globalização e a propósito que ao fim ao cabo não é algo de totalmente novo", relatou. "O contacto comercial e cultural entre o Oriente, o Japão, a China e Portugal e a Europa em geral", recorda,"começou no século XV, século XVI". Finda a homenagem, Siza não se mostrou ansioso por voltar a Inglaterra para trabalhar. "Pode acontecer ou não. Estas coisas acontecem ou não, não há que estar ansioso", disse. O arquitecto doou um desenho ao Riba, que ficará no espólio do museu Victoria & Albert, foi anunciado quinta-feira à noite. BM Lusa/fim http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1155643 Siza é "arquitecto com sensibilidade de poeta" O arquitecto britânico Norman Foster descreve Álvaro Siza Vieira como um "arquitecto com uma sensibilidade de poeta", saudando a entrega da Medalha de Ouro Real entregue esta quarta-feira pela Rainha Isabel II ao português pelo reconhecimento do seu trabalho. Siza Vieira recebeu das mãos da monarca britânica, numa recepção privada no Palácio de Buckingham, a medalha de ouro, que será de novo entregue esta noite numa cerimónia formal na ordem dos arquitectos britânicos, o Royal Institute of British Architects (Riba). O arquitecto britânico Norman Foster descreve Álvaro Siza Vieira como um "arquitecto com uma sensibilidade de poeta", saudando a entrega da Medalha de Ouro Real entregue esta quarta-feira pela Rainha Isabel II ao português pelo reconhecimento do seu trabalho. Num comentário hoje dado à agência Lusa, o arquitecto Norman Foster elogiou o trabalho de Siza, manifestando "satisfação pessoal" pela homenagem. "A sua arquitectura tem o poder de nos emocionar profundamente", refere. "Graças à grande economia de linhas nos seus projectos e o domínio subtil da forma, o seu trabalho tem a capacidade de nos animar", elogia o autor do Swiss Re, em Londres, e da restauração do parlamento alemão (Reichstag), em Berlim. Os dois arquitectos conheceram-se há alguns anos e Foster, que é lorde e tem o título honorífico de Barão Foster of Thames Bank, escreveu o prefácio para um livro de Siza Vieira. Outro arquitecto britânico, Pierre d'Avoine, disse à Lusa ser uma injustiça Siza Vieira não ter sido homenageado mais cedo com este prémio, criado em 1848. "Siza é um grande arquitecto e uma inspiração para pelo menos duas gerações de arquitectos no Reino Unido", garante. in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1155087 26 Fevereiro 2009 - 00h30 Álvaro Siza Vieira vai receber em Londres a medalha de ouro do Real Instituto dos Arquitectos Britânicos, juntando-se a Niemeyer, Le Corbusier, Gehry ou Lloyd-Wright. Trata-se de uma distinção que se deve festejar – não apenas por Siza Vieira ser português, mas porque o seu enorme talento marca a história da arquitectura moderna. Nem sempre se gosta do que é genial e do que há-de, sem dúvida, ficar para a posteridade. Revisitando os trabalhos de Siza, em Portugal ou no estrangeiro, há obras a que aderimos sem dificuldade e outras de que não gostamos. A arquitectura não serve apenas para ser vista – mas para ser vivida e habitada. Nós, burgueses, traímos a arte com grande facilidade, em nome do conforto. Mas reconhecemo-la sem favor: Siza é um dos nomes do Olimpo. Francisco José Viegas, escritor in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=1E707813-EEB3-49F3-B4C4-930448EA3A58&channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093
  4. Arquitecto Nuno Brandão Costa distinguido com Prémio Secil O arquitecto Nuno Brandão Costa, distinguido esta quinta-feira com o Prémio Secil Arquitectura 2008, salientou a «honra enorme» pelo prémio, que concede um «alento extra muito importante» para os próximos trabalhos. À Agência Lusa, o arquitecto destacou a «elevada importância» da distinção, mesmo reconhecendo que esta «não alterará o ritmo normal de trabalho». «Este prémio surge como uma circunstância muito boa no meu percurso como arquitecto», disse. A obra vencedora do Prémio Secil Arquitectura 2008, o Edifício Administrativo e Show-Room «Móveis Viriato», em Paredes, Porto, partiu, assinalou Brandão Costa, de um «projecto muito bem delineado pelo cliente desde o primeiro momento». «Pode parecer um contra-senso mas o que dá liberdade a um arquitecto é existir uma planificação inteligente da parte do cliente desde o arranque», obervou. O edifício é descrito pelo arquitecto como dotado de «características pouco comuns», o que resultou num projecto «muito invulgar». Nuno Brandão Costa nasceu em 17 de Fevereiro de 1970, no Porto. Ingressou no Curso de Arquitectura no ano lectivo de 1988/89, na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), tendo concluído a licenciatura em Julho de 1994. Entre os vários trabalhos como autor distinguem-se os projectos para a Câmara Municipal de Matosinhos, Câmara Municipal de Caminha, Reitoria da Universidade do Porto, Câmara Municipal de Vendas Novas, vários edifícios de habitação colectiva e unifamiliar. Atribuído de dois em dois anos, o Prémio Secil Arquitectura distingue «obras de autores portugueses e visa promover o reconhecimento público de autores de obras que, incorporando o material primordial da actividade da SECIL - o cimento -, constituam peças significativas no enriquecimento da arquitectura portuguesa». Álvaro Siza Vieira, João Luís Carrilho da Graça e Eduardo Souto de Moura foram alguns dos vencedores do Prémio Secil Arquitectura, o mais importante galardão do sector em Portugal, em anos anteriores. Diário Digital / Lusa http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=375231 27.02.2009 | Arte & Design | Prémio Prémio Secil atribuído a Nuno Brandão Costa O Edifício Administrativo e Show-Room Móveis Viriato em Rebordosa, Paredes, foi o vencedor da edição de 2008 de um dos principais prémios nacionais de arquitectura. O arquitecto Nuno Brandão Costa é o vencedor do Prémio Secil Arquitectura 2008. A escolha do júri pretende «fazer sobressair dois aspectos importantes para a prática profissional contemporânea: a disciplinar, cumprida pelo rigor construtivo e de desenho da obra em causa; a social e pública, por abordar um programa comercial nem sempre entregue a arquitectos», lê-se em comunicado. O galardão, existente desde 1992, é atribuído a obras de autores portugueses que demonstram «qualidade exemplar» e incorporam materiais da Secil na sua construção. O edifício distinguido este ano foi o Edifício Administrativo e Show-Room Móveis Viriato, em Rebordosa, Paredes, que o júri considerou sobressair de um conjunto de 12 outras obras. No texto enviado à imprensa é ainda destacada a capacidade de entrosamento do edifício com o espaço envolvente, já que se insere numa zona de paisagem industrial, reforçando a necessidade de conferir importância à componente paisagística aquando da projecção e execução de uma obra arquitectónica. Nuno Brandão Costa (foto) nasceu em 1970 no Porto, tendo concluído o curso de Arquitectura da FAUP em 1994. Conta já no currículo com um estágio desenvolvido no âmbito da licenciatura no gabinete Herzog & de Meuron, archiktekten, na Suiça, e várias distinções, das quais se destaca o Prémio Revelação e Mérito Jornal Expresso/ SIC – 12 anos, em Novembro de 2004. O jovem arquitecto junta agora o reconhecimento daquele que é considerado «o galardão generalizadamente reconhecido como o Prémio de referência da Arquitectura portuguesa». Ana Leorne http://rascunho.net/artigo.php?id=2440 Distinção é uma das mais prestigiadas da arquitectura em Portugal Prémio Secil para o arquitecto Nuno Brandão Costa 26.02.2009 - 16h50 Alexandra Prado Coelho O arquitecto Nuno Brandão Costa foi hoje distinguido com o Prémio Secil de Arquitectura pelo Edifício Administrativo e Show-Room Móveis Viriato, em Terronhas, Recarei (Paredes). O prémio, que é dado de dois em dois anos, é uma referência na área da arquitectura e distingue obras que incorporam o material principal da actividade da Secil – o cimento – e que, ao mesmo tempo, “constituam peças significativas no enriquecimento da arquitectura portuguesa”, na expressão da empresa. No texto em que justifica a sua escolha, o júri, presidido pelo arquitecto Duarte Nuno Simões, salienta que o edifício de Nuno Brandão Costa, “inserindo-se numa paisagem industrial e menos qualificada, [demonstra] a capacidade da arquitectura transformar a envolvente”. O júri, refere também a importância de se tratar de um "show-room" de móveis, um “programa comercial nem sempre entregue a arquitectos”. Nuno Brandão Costa nasceu no Porto em 1970, formou-se na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e estagiou no atelier dos arquitectos suíços Herzog & de Meuron. Tem vários projectos construídos, sobretudo no Norte do país. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1366837&idCanal=14
  5. Árvores e Arbustos em Portugal Título: Árvores e Arbustos em Portugal Autor: José Marques Moreira Editora: Argumentum ISBN: Nº págs.: Formato: Preço: A Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais (FERN) e a Editora Argumentum vão lançar o livro «Árvores e Arbustos em Portugal», da autoria de José Marques Moreira, na próxima quarta-feira, pelas 17h30, no Auditório Verde da FERN, no Campus de Gambelas, da Universidade do Algarve (UAlg). A obra constitui um manual indispensável para o estudante de plantas ornamentais e vem preencher um vazio na bibliografia fundamental da Arquitectura Paisagista a nível nacional – com grande interesse para arquitectos paisagistas, engenheiros agrónomos e jardineiros e de grande utilidade para amadores que se interessam pela jardinagem como actividade lúdica. Este livro reflecte um trabalho singular realizado pelo arquitecto paisagista José Marques Moreira, reconhecido especialista em plantas ornamentais, e uma referência como pedagogo, tendo ensinado estas matérias e aplicados os seus conhecimentos na sua actividade pública e como profissional liberal. A publicação será apresentada pelo arquitecto paisagista Fernando Pessoa, professor convidado da UAlg. De mérito profissional incontestado, Fernando Pessoa foi fundador e o primeiro presidente do Serviço Nacional de Parques, criou os primeiros Parques e Reservas Naturais do País e, ultimamente, tem dado um contributo imprescindível para um ensino de qualidade na licenciatura em Arquitectura Paisagista daquela instituição. in http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=29845&op=all
  6. comentários 1 a 4 de um total de 4 Escrever comentário 27.02.2009 - 21h46 - Luis, Almada Desculpem lá mas só se deixa explorar quem quer. Andar 7 anos a tirar um Curso, fazer um Estagio para ser Arquitecto e depois aceitar um salario baixo só faz sentido para 'artistas' e só lhe veste a pele quem quer 27.02.2009 - 20h13 - Anónimo, (outro) arquitecto desempregado, Lisboa Tanto que se fala na precariedade no trabalho e no combate aos recibos verdes... Apresento uma proposta ao Público: vão de atelier de arquitectura em atelier de arquitectura. Investiguem as condições de trabalho que têm. Vejam há quantos anos alguns trabalham a recibo verde e quanto ganham. Há uns anos veio a público uma notícia que falava num salário médio mensal de 2000 euros para arquitectos... Confirmem-no. Vão verificá-lo ao local devido. Porque isto dos prémios é muito bonito, mas se existe exploração por trás, já não tem tanta piada assim. Até porque, na maioria dos casos, são um ou dois arquitectos a ganhar o prémio e duas mãos cheias de explorados a fazer o trabalho a sério... 27.02.2009 - 20h01 - Anónimo, Lisboa De facto, é como o meu colega (de profissão e de desemprego) diz. Mas a exploração atinge os jovens e os ditos mais experientes. Hoje em dia os anos de experiência não contam. Contam sim as propostas de trabalho por 7 dias da semana, com horários entre as 9.30/10/11 e as "até conseguir acabar o trabalho", com pagamentos de 600 euros mensais ou menos e sempre com aquela grande instituição - presente em todos os ateliers de arquitectura portugueses - que é o recibo verde. É como se todos já estivessem formatados para o mesmo: "Sabe como é, a crise está por todo o lado, nunca sabemos como é o dia de amanhã, no fundo todos estamos nesta situação. Até os sócios recebem a recibo verde, veja lá!!!!" O curioso deste "modelo" é que ele existe desde que me conheço como arquitecto já vai para 9 anos. E a crise de que se fala agora é um bocadinho mais recente... 27.02.2009 - 18h46 - Anónimo, arquitecto desempregado O projecto é sem dúvida excepcional... Só falta referir que foi feito á base de trabalho não remuneado ( ou melhor 200 euros por mês.. que somente servem para pagar alimentação nos dias de hoje). É assim.. a arquitectura portuguesa actualmente é feita á base da completa exploração dos jovens arquitectos que têm que aceitar qualquer condição de trabalho, quer a nível de renumeração quer a nível de horas de produção, para não estarem no desemprego. Mas que condição é esta?? De país de 3º mundo em que os que têm algum trabalho limitam-se a explorar aqueles que agora começam a sua carreira profissional in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367011
  7. Arquitectura Projecto "Casa no Gerês" distinguido nos EUA e em Israel 27.02.2009 - 17h17 Lusa O projecto "Casa no Gerês", da autoria dos arquitectos Graça Correia e Roberto Ragazzi, recebeu novas distinções nos EUA e em Israel, que sucedem a diversos outros prémios conquistados a nível internacional. "Casa no Gerês" recebeu da parte do International Design Award (IDA), em Los Angeles, a distinção de melhor trabalho na área de categoria residencial, tendo sido também distinguido em Israel, com o prémio da publicação "Architecture of Israel Quarterly", na categoria de melhor projecto do ano. Todos os projectos vencedores de prémios do IDA, nos EUA, serão incluídos no "2008 International Design Award Art Book", a ser distribuído pelas livrarias de museus de todo o país. No que concerne ao prémio da publicação "Architecture of Israel Quarterly", "Casa no Gerês" integra a capa do número 76 da revista israelita responsável pela distinção à dupla de arquitectos. Graça Correia afirmou a "enorme satisfação" por estas novas distinções a "Casa no Gerês", um projecto cujas maiores dificuldades passaram pelo "demorado licenciamento para a sua construção". "Um terço da casa não se encontra assente no solo devido à especificidade do local", sublinha. A arquitecta destaca que as menções elogiosas referentes à "Casa no Gerês" são "um incentivo" para novos projectos. "Trabalho não tem faltado - afirma - o que por vezes não se cumpre é a construção de alguns projectos", cenário visto como "muito negativo". A arquitectura, remata, "não se pode ficar somente por projectos". No passado, "Casa no Gerês" venceu o Prémio Enor Portugal de Arquitectura em 2007, bem como a Medalha de Ouro na categoria de habitação unifamiliar na Bienal de Miami Beach, EUA, em 2007 também, entre outras distinções. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367011
  8. TEXTOS Edifício – paisagem “Se este edifício tem algo que o caracteriza, e talvez distinga dos restantes é este lado de paisagem, a noção de onde começa e de onde acaba, a noção de onde afinal isto é jardim e de onde nasce esta estrutura que é edifício”, explica Carlos Vitorino, sublinhando a ideia de uma fábrica oculta que se integra na envolvente…Para esta camuflagem nada como utilizar uma tecnologia milenar, a taipa. Garantia de harmonia com a envolvente e elemento legitimador, a taipa alia-se ao gabião neste projecto como uma forma rendilhada de trabalhar as superfícies, e ainda à maneira como textura que transmite a delicadeza. Os três juntos formam uma caixa forte de uma espécie de espaço sagrado. Para o autor do projecto, a Adega está repleta por si só de todos os simbolismos a que está ligado o culto do vinho, tem ainda uma espécie de dualidade. “Um lado fabril, industrial, duro, técnico e masculino, e um lado doce, harmoniosos, contínuo, que se insere na paisagem” e que remete para o universo feminino. Esta dualidade carregada de simbolismos é para Carlos Vitorino “o lado interessante do edifício”. Cofre-Forte “Todas as adegas no mundo inteiro têm espaços sagrados”, e esta não é excepção. Guardada por um gabião rendilhado de pedra, com um aspecto agressivo, a sala de envelhecimento das barricas é o espaço da eleição da Herdade do Rocim. “Á semelhança de um salão de um palácio barroco” a sala das barricas é o espaço principal por excelência. Interiormente o edifício é um sustentáculo técnico para uma indústria muito exigente, mas que não descura os percursos de que vai visitar uma catedral do vinho. Nesse sentido, os interiores foram pensados para que o visitante possa acompanhar as actividades fabris, sentindo que fazem parte dela sem na realidade o fazerem. Este efeito é conseguido devido ao recurso a uma barreira intencional, translúcida e colorida (vermelha e amarela), que visualmente parece frágil, com objectivo de fazer passar para o visitante a sensação de que está a participar o processo fabril. A Herdade do Rocim apresenta através da Adega um conjunto de valências distintas e diferenciadoras. Há na Adega vários espaços, alguns polivalentes, que permitem a realização de diversos tipos de eventos, culturais, sociais e de lazer, tais como: auditório, salas de formação, salas polivalentes, bar, esplanada, amplos terraços com vista para as vinhas, jardins, vinha pedagógica, visita às vinhas e à adega e loja. Para Carlos Vitorino, as Adegas têm um papel e neste caso específico é o de passar múltiplas dimensões e leituras. Uma tarefa que o arquitecto considera de extrema importância para deixar de legado a gerações futuras. in http://architecturalgrammar.blogspot.com/2008/10/herdade-do-rocim.html VIDEOS [ame=""]YouTube - Herdade do Rocim[/ame] [ame=""]YouTube - A arquitectura na Herdade do Rocim[/ame] [ame=""]YouTube - Herdade do Rocim e Casa Santana Ramalho[/ame]
  9. LINKS http://www.herdadedorocim.com/ GALERIAS FOTOGRAFICAS http://www.pbase.com/miguelcosta/herdade_do_rocim TEXTOS Herdade do Rocim Turismo de Compras | Caves e Adegas - Enoturismo Localizada em Cuba, no Baixo Alentejo a a poucos minutos da Vifigueira, esta adega apresenta uma estrutura particular. Todo o edifício, moderno, de traços arrojados e que se pauta pela confluência de várias cores, está centrado num pátio anterior, para onde todas as outras infra-estruturas convergem: bar, loja, sala de provas, adega e zona de armazenamento. IN http://www.lifecooler.com/portugal/produtosregionais/HerdadedoRocim FOTOS by http://www.skyscrapercity.com/member.php?u=208707 http-~~-//i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/FramedHerdade800x600-13small.jpg http-~~-//i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/FramedHerdade800x600-15small.jpg http-~~-//i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/FramedHerdade800x600-16small.jpg http-~~-//i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/FramedHerdade800x600-17small.jpg http-~~-//i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/FramedHerdade800x600-18small.jpg http-~~-//i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/FramedHerdade800x600-21small.jpg in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=30844968
  10. As fotografias sao de Gregpt via Skyscrapercity.
  11. Encontrei mais dados sobre o Projecto. IMAGENS http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/africacont_render.jpg DESENHOS http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/africacont_planta.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/africacont_plantasecortes.jpg FONTES http://arquivoexpresso.aeiou.pt/PDF/BookletFinalAfrica.cont.pdf http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=814160&page=2
  12. Saiu um artigo sobre o hotel na Wallpaper deste mês.
  13. Fui ver o Benjamin Button. Gostei muito do filme. A Cate Blanchet nao eh uma grande actriz... ela como personagem romantiga eh demasiado fria.
  14. IGESPAR aprova o conceito para o Bolhão O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico deu aval ao programa preliminar, elaborado pela Câmara do Porto, sobre a reabilitação do mercado do Bolhão. O Município prevê começar a obra ainda este ano. A decisão foi tomada no passado dia 11 de Fevereiro e, de acordo com a Autarquia, o documento foi aprovado "na íntegra". O vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, sublinha que, apesar de ter reunido com três associações de comerciantes e ter distribuído o programa preliminar aos vereadores, não recebeu qualquer proposta destes interlocutores. "Fui dizendo que todas as sugestões eram bem-vindas, mas que existiam prazos muitos apertados. Só chegou uma sugestão de uma munícipe que não colide com a ideia geral. É muito interessante", esclarece, ao JN, o autarca, elogiando as ideias da "economista" que serão aproveitadas no momento de apurar o conceito de "centro de sabores e de flores". O programa aprovado, que defende uma gestão profissional do equipamento, contempla a manutenção da venda dos produtos frescos e a reorganização da área de comércio. Em torno do mercado de frescos, surgirão as tasquinhas com pratos típicos de todo o país e da Galiza e lojas ligadas à venda de produtos tradicionais. Agora, o IGESPAR dispõe de 30 dias para elaborar o programa-base. O trabalho, que está a ser acompanhado por um técnico camarário, encontra-se em curso. Com o documento concluído, o passo seguinte será a elaboração do estudo prévio. Neste momento, a Câmara portuense está a executar o levantamento arquitectónico e o diagnóstico sobre o estado do edifício do Bolhão. in http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=32568180&postcount=14 Bruxelas tem fundos para renovar Bolhão Ontem CARLA SOFIA LUZ A Comissão Europeia sublinha que existem fundos comunitários disponíveis para custear a reabilitação do mercado do Bolhão. A garantia foi dada em resposta à CDU. Os comunistas pedem que Rio reconsidere o financiamento do projecto. A questão foi levantada em Bruxelas pela eurodeputada Ilda Figueiredo, após uma visita ao mercado no final de Dezembro ao lado do vereador da CDU na Câmara do Porto, Rui Sá. Um mês depois, a Comissão Europeia sublinhou que o projecto de requalificação do Bolhão "poderá, eventualmente, ser objecto de um financiamento do FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional", no âmbito do Programa Operacional do Norte em vigor até 2013. Uma candidatura do Município poderia ter acolhimento no eixo IV, dedicado à "valorização do sistema urbano". Só para este eixo, o programa operacional dispõe de 645 milhões de euros do financiamento do FEDER. A disponibilidade de fundos comunitários foi acentuada ontem pela CDU. No comunicado enviado à Imprensa, os comunistas sublinham que tinham "razão ao denunciar que existiam outras possibilidades de recuperação do mercado do Bolhão", para além da privatização. Uma opção seguida num primeiro momento pela Maioria PSD/PP, liderada por Rui Rio, e que foi abandonada em Setembro do ano passado, resultando num conflito judicial com a TramCroNe. Seguiu-se o acordo com o Ministério da Cultura. Tendo por base o programa preliminar já elaborado pela Autarquia, a Direcção Regional de Cultura do Norte vai elaborar o projecto, cuja principal fonte de financiamento será a alienação das acções do Mercado Abastecedor do Porto. Está prevista, num cenário optimista, uma receita que rondará os nove e os 13 milhões de euros. A CDU entende que a candidatura aos fundos comunitários devia ser prioritária. "A venda das acções do Município no Mercado Abastecedor como forma de financiamento da recuperação do Bolhão não é uma inevitabilidade", pode ler-se, ainda, na nota de Imprensa. A garantia da Comissão Europeia deve ser, na opinião dos comunistas, razão suficiente para que Rui Rio reconsidere o financiamento do projecto e explore, "até ao limite, a utilização de fundos comunitários para a recuperação do mercado". in http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=32005998&postcount=13 Bolhão com gestão profissional gera preocupação Porto Comerciantes pretendem saber as repercussões no mercado e CDU receia o afastamento de vendedores A gestão profissional do Bolhão, defendida pela Câmara do Porto no programa preliminar para a reabilitação do imóvel, está a preocupar os comerciantes e o vereador da CDU, Rui Sá. Temem as repercussões no mercado. A recém-criada associação Bolha de Água (que também representa comerciantes do mercado) pretende saber em que é que consistirá essa liderança e que "repercussões" terá na organização do Bolhão. Foi uma das dúvidas que Miguel Mendonça - um dos representantes da associação - levou ontem à tarde para a reunião com o vereador do Urbanismo da Autarquia, Lino Ferreira. A Maioria PSD/PP já deu conta da intenção de privatizar a gestão do Bolhão, concluídas as obras de revitalização do espaço. A presidente da Associação de Comerciantes do Porto, Laura Rodrigues, é favorável à participação de uma "empresa especializada", desde que a Autarquia se mantenha como senhorio dos vendedores. Mas o que preocupa o comunista Rui Sá é o modelo dessa gestão profissional, pois teme que conduza ao afastamento de muitos vendedores do mercado. Convencido de que a degradação do Bolhão não resulta da incapacidade do Município para geri-lo, mas das "más decisões políticas" tomadas ao longo de duas décadas, o vereador crê que a Câmara tem "competência e experiência acumulada" para gerir o Bolhão. Já o conceito de centro de sabores e flores com animação permanente e horário alargado agrada às organizações dos comerciantes e a Rui Sá. Só a Associação de Comerciantes do Bolhão ainda não tornou pública a sua posição. Só falará sobre o programa preliminar após a reunião com os associados. O encontro será marcado esta semana, indicou ao JN o presidente Alcino Sousa. Para Miguel Mendonça, da Bolha de Água, o "conceito é bom" e "vai ao encontro do projecto de 1998", de autoria do arquitecto Joaquim Massena. "Por que é que continuamos à espera das obras quando pode executar-se o projecto já pago pela Câmara e que agrada a toda a gente? Façam-se as alterações que considerem pertinentes e avancem", apela Miguel Mendonça, que questiona a hipótese de construção da ligação subterrânea e pedonal de um edifício público ao empreendimento privado em construção no quarteirão da antiga Casa Forte. Rui Sá lamenta que o programa preliminar não tenha sido discutido no Executivo, antes do envio para a Direcção Regional de Cultura do Norte. "Os vereadores são os últimos a saber. Quero conhecer o programa, mas não posso deixar de lamentar este procedimento", insiste o autarca, satisfeito pela adopção de um conceito para o Bolhão semelhante àquele que a CDU sempre defendeu. in http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=31349286&postcount=10
  15. This is a library for an art university located in the suburbs of Tokyo. Passing through the main entrance gate, the site lies behind a front garden with small and large trees, and stretches up a gentle slope. “The characteristic arches are made out of steel plates covered with concrete. In plan these arches are arranged along curved lines which cross at several points. With these intersections, we were able to keep the arches extremely slender at the bottom and still support the heavy live loads of the floor above.” - Toyo Ito Tama Art University Library, Tokyo, Japan by Toyo Ito Photos by Iwan Baan for Domus Magazine “The spider’s web - Subtle veils of concrete in the library of the Tama Art University” http-~~-//www.dailyicon.net/magazine/wp-content/uploads/2008/12/tama02dailyicon.jpg in http://www.dailyicon.net/2008/12/tama-art-university-library-by-toyo-ito/
  16. Architect: nArchitects Location: Lacoste, France Project Completion Year: July 2006 Design Team: Eric Bunge, Mimi Hoang (Partners); Daniela Zimmer (Project Architect), Kazuya Katagiri, Takuya Shinoda, Shuji Suzumori / Fabrication by nARCHITECTS and SCAD (Jim Bischoff, Michael Gunter, Cindy Hartness, Michael Porten, Ryan Townsend, Troy Wandzel, with Natalie Bray and Sarah Walko) Client: Savannah College of Art and Design (SCAD) Program: Ephemeral pavilions Photographs: Daniela Zimmer & nArchitects Windshape was an ephemeral structure commissioned by the Savannah College of Art & Design (SCAD) as a venue and gathering space near their Provence campus in Lacoste, France. Built by nARCHITECTS and a team of SCAD students over a period of five weeks, Windshape became the small town’s main public meeting space, and hosted concerts, exhibitions, and ceremonies throughout the summer of 2006. Windshape was conceived as two eight-meter-high pavilions that dynamically changed with the Provençale wind. A vine-like structural network of white plastic pipes, joined together and stretched apart by aluminum collars, emerged from the limestone walls and terraces of Lacoste’s hillside. Fifty kilometers of white polypropylene string was threaded through the lattice to create swaying enclosures. The string was woven into dense regions and surfaces and pinched to define doorways, windows, and spaces for seating. By varying the degree of tension in the string, nARCHITECTS built Windshape to respond to the wind in several ways, from rhythmic oscillations to fast ripples across its surfaces. During heavy winds, Windshape moved dramatically, and made a hissing sound akin to dozens of jumpropes. The pavilions took on a multitude of temporary forms over the course of the summer, as they billowed in and out, and momentarily came to rest. In this way, the local winds and the Mistral gave shape to constantly mutating structures. The pavilions were illuminated at night against the backdrop of the Marquis de Sade’s castle, and were visible from as far away as the village of Bonnieux, 5 kilometers away. The pavilions’ design reflects a desire to remix the hard and soft landscapes of Provence in an innovative tectonic system. The village of Lacoste appears hewn out of limestone, its streets and network of terraces seemingly chiseled out as voids in the hillside. In contrast, the surrounding fields, vineyards, and lavender bushes form a luminous, soft, and changeable landscape. Windshape refers in its exterior form and angular geometry to the medieval townscape, while echoing the mutating, softer agricultural landscape in its internal experience and dynamic qualities. Windshape was a laboratory that allowed us to test the idea of a building that can respond to natural stimuli. Rather than simply sheltering us from the elements, buildings of the future could connect inhabitants to their environment, reminding them of its strength and beauty. Construction Process Windshape was constructed by nARCHITECTS and a team of SCAD students over a period of five weeks. The architects developed a construction sequence that optimized the use of measured and non-measured fabrication methods. The basic components of string, plastic pipes and aluminum collars were all digitally modeled and translated into a set of 2D drawings and data. To achieve the project’s complex, interwoven geometries, the pavilions were built as a series of stacked and staggered “tripods”. Comprised of groups of three pipes inserted into an aluminum collar, the tripods were pre-assembled, woven with string on the ground, and hoisted in place. Interstitial string surfaces were then woven in between the tripods in the air. nARCHITECTS exploited the different properties of two weak and supple materials to create a strong yet elastic structural network. Similar to an archer’s bow, the pipes were placed in bending and the string in tension to achieve structural integrity as well as a desired range of movement in the wind. The interdependent structural system of string, pipes and collars required a flexible fabrication method. An initial stitching of string through the pipes allowed for improvisation in weaving strategies to provide enclosure, openings or stability. In this way, Windshape’s indeterminate structure relied equally on precise translations from digital models as well as in-situ building tactics. IN http://www.archdaily.com/4608/windshape-narchitects/
  17. http-~~-//www.dailyicon.net/magazine/wp-content/uploads/2008/08/windshape02dailyicon.jpg http-~~-//www.dailyicon.net/magazine/wp-content/uploads/2008/08/windshape05dailyicon.jpg Windshape was an ephemeral structure commissioned by the Savannah College of Art & Design (SCAD) as a venue and gathering space near their Provence campus in France. Built by nARCHITECTS and a team of SCAD students over a period of five weeks, Windshape became the small town’s main public meeting space, and hosted concerts, exhibitions, and ceremonies. By varying the degree of tension in the string, Windshape can respond to the wind in several ways, from rhythmic oscillations to fast ripples across its surfaces. During heavy winds, Windshape moved dramatically, and made a hissing sound akin to dozens of jump ropes. Windshape, Lacoste, France, by Designer, for nArchitects Via: Arch daily in http://www.dailyicon.net/2008/08/weaving-windshape-at-marquis-de-sades-castle/ Thursday, August 14th, 2008 http-~~-//www.dailyicon.net/magazine/wp-content/uploads/2008/08/windshape03dailyicon.jpg
  18. OBRAS http-~~-//img11.imageshack.us/img11/8571/p2160592sf9.jpg A reportagem original.
  19. http-~~-//hoteis.guiadelmundo.com/imglib/hotelfotos/g/048/48485_003.JPG A remodelação do edifício Atlântico, do Grupo Sabir Hotéis, está programada para o final do ano corrente, tendo em vista a reabertura na próxima época balnear com quatro estrelas. O Grupo Sabir Hotéis investiu cerca de seis milhões de euros na remodelação do Aparthotel Atlântico, situado na Avenida 25 de Abril, criando um “novo conceito de vida”. As obras iniciaram-se em Fevereiro, com um prazo de execução de 12 meses. Em Dezembro, Sabir Ali espera que as obras estejam concluídas e “na próxima época balnear já esteja em funcionamento”, garantiu o empresário. Quando o aparthotel reabrir terá um restaurante panorâmico e um piano/bar, bem como um Spa. O 1. º e 2. º andares vão ser destinados à restauração e organização de eventos. Os habituais 74 apartamentos vão reduzir-se a 68 devido ao redimensionamento da tipologia, que também prevê a construção de suites. Na sequência do investimento do empresário, o Atlântico vai obter uma classificação superior à anterior, passando de três para quatro estrelas. Entretanto, Sabir Ali coloca a hipótese de vender apartamentos do Aparthotel Atlântico, mas vai esperar pela conclusão das obras e afirma que “as pessoas ainda têm a imagem do edifício em degradação”. Desse modo, “com as obras concluídas, será mais atractivo visualmente”. Fonte: http://blog.wilson.com.pt/2007/08/16/aparthotel-atlantico-figueira-da-foz/ http-~~-//i145.photobucket.com/albums/r235/fer_mars/Figueira/DSC01232.jpg http-~~-//img293.imageshack.us/img293/7141/marginalfigfoz040ll8.jpg http-~~-//i281.photobucket.com/albums/kk228/WallpaperCoimbra/Topicos/Figueira/ApartAtlantico/IMG_4666.jpg http-~~-//i281.photobucket.com/albums/kk228/WallpaperCoimbra/Topicos/Figueira/ApartAtlantico/IMG_4673.jpg http-~~-//i281.photobucket.com/albums/kk228/WallpaperCoimbra/Topicos/Figueira/ApartAtlantico/IMG_4682.jpg http-~~-//i281.photobucket.com/albums/kk228/WallpaperCoimbra/Topicos/Figueira/ApartAtlantico/IMG_4687.jpg http-~~-//img356.imageshack.us/img356/5962/extkx6.jpg via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=621553
  20. Restaurante do Centro Champalimaud vai homenagear Darwin O futuro Centro Champalimaud, na zona ribeirinha de Lisboa, vai dedicar a Darwin o restaurante que irá funcionar no local. O espaço será decorado sob o tema da evolução das espécies a partir dos contributos do arquitecto Charles Correa e pelo 'pai' do ADN, James Watson. in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/497824
  21. A Beekman Tower em Nova Iorque Usa Cimento Inteligente da iCrete NOVA IORQUE, February 16 /PRNewswire/ -- - O maior arranha-céus de Manhattan e o maior edifício residencial está a utilizar 127 milhões quilos das misturas de cimento da iCrete, reduzindo, desta forma, gases de estufa, custos com material, tempo de escavação e trabalho. - As resistências vão desde 6000 psi a uma força máxima de 12000 psi, o exigido para as paredes exteriores, colunas e vigas de ligação. - A utilização do iCrete na Beekman Tower significa um período mais reduzido na concretização da obra, menor risco de contracção e uma maior resistência à reacção alcalina da sílica e ao congelamento/descongelamento. (Extraído, com autorização, das páginas da Concrete Today Magazine). Erguendo-se de forma majestosa acima da linha de vistas de Manhattan, a apenas alguns quarteirões do World Trade Center Complex, é um dos projectos de construção mais antecipados e históricos levados à concretização desde que as Torres Gémeas originais foram construídas, há mais de 40 anos atrás. Com 76 andares, a Beekman Tower, com o custo de 660 milhões de dólares, está destinada a tornar-se o impulsionador do renascimento da parte sul da baixa de Manhattan. (Logótipo: http://www.newscom.com/cgi-bin/prnh/20080729/LATU051LOGO) Concebida pelo famoso arquitecto de Los Angeles Frank Gehry, também laureado com o Pritzker Architecture Prize, o edifício irá albergar 903 apartamentos residenciais de luxo, cada um com uma planta independente. Em princípio, estará habitável no Outono de 2010. De acordo com o CEO da WSP Cantor Seinuk, Silvian Marcus, a Beekman Tower será feita totalmente de cimento, ao contrário da Freedom Tower, em aço com núcleo de cimento. De facto, quando ficar completa, a Beekman será o edifício residencial mais alto da cidade de Nova Iorque. Os construtores irão colocar cerca de 59000 metros cúbicos de cimento reforçado, moldado no local e de alta resistência na estrutura principal, com mais 8000 metros nos alicerces. Quando terminado, terão sido usados 127 milhões de quilos de cimento, com uma resistência entre os 6000 psi e os 11000 psi. De acordo com Marcus, as paredes exteriores, colunas e vigas de ligação terão mais de 12000 psi. "Graças ao cimento de elevado desempenho fornecido pela empresa da Califórnia, iCrete, conseguimos usar uma razão água-cimento baixa," explicou Marcus. "Isto permite a utilização de menos 30 a 40 porcento de cimento." A fórmula para a mistura de cimento, desenvolvida pela iCrete é, por e de si própria, uma fonte potencial de pontos LEED. A iCrete anuncia uma redução de 40 porcento nas emissões de gases de estufa resultante de uma necessidade menor de pasta de cimento para ligar os elementos, reduzindo a sua pegada ecológica. Isto também significa custos materiais mais reduzidos, menores escavações e menos trabalho. Para além disso, a iCrete oferece tempos de concretização mais rápidos, uma contracção mais reduzida, durabilidade, menor deformação e uma maior resistência à reacção alcalina da sílica e ao congelamento/descongelamento. Também é menos dependente de aço. (Copyright 2009, Concrete Today Magazine and Florida Media.) Sobre a iCrete A iCrete é um fornecedor de tecnologia limpa de sistemas avançados de produção de cimento para o sector de construção. A missão da iCrete é elevar os sectores da construção e do cimento a um novo padrão de rentabilidade, padronização e de gestão ambiental. O principal negócio da iCrete é o licenciamento do sistema iCrete, uma solução mistura de design e qualidade para os produtores de cimento, que está a transformar a forma como o cimento já misturado e o cimento pré-moldado é concebido, produzido e utilizado em todo o mundo. in http://www.prnewswire.co.uk/cgi/news/release?id=249181
  22. Consórcio FDO/RCC/Graviner constrói laboratórios da EPAL O projecto da construção dos novos laboratórios da EPAL está orçado em 11,4 milhões de euros. A construção dos novos laboratórios da EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres foi adjudicado ao consórcio formado pelas empresas FDO - Construções, Ramalho Rosa Cobertar e Graviner. O projecto, a desenvolver nos Olivais, onde a EPAL pretende concentrar serviços, é da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne e está orçado em 11,4 milhões de euros. O edifício deverá ficar pronto em 2010. in http://aeiou.expresso.pt/consorcio_fdorccgraviner_constroi_laboratorios_da_epal=f498115
  23. Projecto 'defeituoso' atrasa Fórum Luísa Todi ROBERTO DORES, Setúbal Setúbal. Esboço com menos um piso retardou obra e está no lixo Empreitada vai custar, pelo menos, mais 400 mil euros A presidente da câmara de Setúbal revelou ontem que a autarquia decidiu atirar para o "caixote do lixo" um esboço feito por um arquitecto do município para a recuperação do Fórum Luísa Todi, tendo recorrido a uma empresa exterior. Maria das Dores Meira justificou a decisão com o facto de existirem uma série de medidas "que não ligavam umas com as outras", sendo que "até faltava um piso". Porém, mesmo com base no esboço, foram feitos projectos na especialidade. Um contratempo que se revelou determinante no atraso das obras da principal sala de espectáculos de Setúbal, que ontem recebeu a estrutura que irá permitir a demolição das paredes exteriores do edifício (que substitui as inexistentes fundações, impedindo assim a derrocada). Contudo, ainda por causa do esboço, a autarquia viu-se obrigada a adiar a inauguração do imóvel para finais de Julho ou meados de Agosto, ainda a tempo de receber o Festróia, festival de cinema que terá lugar em Setembro. Só que o objectivo inicial apontava para que as obras estivessem agora a ser ultimadas, a fim de o fórum poder abrir portas ao Congresso Mundial de Turismo, que, afinal, foi transferido para a Estalagem do Sado. "O projecto - de restauro do fórum - teve que ser feito de novo, em dois meses. O que causa alguma estranheza, já que mesmo com esse esboço foram feitos projectos na especialidade de estruturas, todos eles muito inacabados e mal feitos", admitiu a presidente da câmara de Setúbal, revelando que o novo projecto encareceu o orçamento, que estava fixado em 3,6 milhões de euros, passando agora as obras a custar quatro milhões, mas conferindo ao edifício, situado na Avenida Luísa Todi, a possibilidade de acolher espectáculos que até agora eram inviáveis. O alargamento de palco em cinco metros abre, por exemplo, a possibilidade de virem a realizar-se ali espectáculos de ópera. in http://dn.sapo.pt/2009/02/18/cidades/projecto_defeituoso_atrasa_forum_lui.html
  24. Nao tenho imagens nem desenhos sobre esta obra. Publico-a por um motivo: Foi rejeitada por Brasilia. O que a torna unica por si mesma. Brasília rejeita obra de Niemeyer PAULA LOBO Arquitectura. Monumento gerou forte polémica Projecto poderá ser convertido em carro do Carnaval de 2010 Um obelisco inclinado com 100 metros de altura e um edifício em forma de meia-lua para memorial aos ex- -presidentes da república do Brasil. A ideia de Oscar Niemeyer era homenagear a cidade que ajudou a construir com o urbanista Lúcio Costa, mas Brasília não gostou. A polémica alimentou jornais e blogues, deu azo a inquéritos e esclarecimentos, e só terminou com a publicação de uma carta do arquitecto a suspender "provisoriamente" o monumento. Entretanto, Niemeyer associou-se a uma conhecida figura do Carnaval carioca para transformar o projecto num carro alegórico que deverá desfilar no Rio, em 2010. Segundo a imprensa brasileira, o projecto da Praça da Soberania - apresentado no passado mês de Janeiro por Oscar Niemeyer, de 101 anos - foi criado para responder a quatro desafios: arranjar estacionamento no centro da cidade (a obra contemplava parque subterrâneo para três mil automóveis), concretizar o desejo do presidente Lula da Silva de construir o Memorial dos Presidentes, atender ao pedido do governador do Distrito Federal para edificar um monumento ao cinquentenário de Brasília e resolver o problema da falta de zonas de lazer na famosa Esplanada dos Ministérios. Niemeyer, autor dos edifícios mais icónicos da capital brasileira, elegeu como local de implantação da praça o eixo entre o Teatro Nacional e o Museu da República. E, de início, o arquitecto contou logo com o apoio do governador José Roberto Arruda. Mas as críticas não se fizeram esperar, nomeadamente por parte de urbanistas e arquitectos. Como aquela zona de Brasília é classificada, está proibida a construção. Além do mais, argumentaram os críticos, a volumetria do memorial (onde seria instalada uma exposição permanente) não só bloqueava a visão dos edifícios circundantes mas também violaria as regras de urbanismo relativas ao espaço entre prédios. Sylvia Fischer, da Universidade de Brasília, foi uma das vozes a defender que Niemeyer estava a prejudicar o seu próprio trabalho. Num inquérito promovido pelo jornal Correio Braziliense, 70% dos 4000 habi- tantes da cidade que responderam disseram não ao projecto. O IPHAN (instituto do património) também foi desfavorável. E o governador Arruda acabou por vir a público dizer que não havia tempo nem dinheiro. Há dias, o arquitecto e o "carnavalesco" Joãosinho Trinta encontraram-se para debater uma parceria ousada: Niemeyer transformava o obelisco num carro alegórico e Joãosinho negociava com a escola Beija- -Flor um enredo de homenagem aos 50 anos de Brasília. A ideia, avança o Correio Braziliense, é convidar Lula e os ex-presidentes brasileiros ainda vivos para desfilar no Sambódromo (outra obra de Niemeyer), no Carnaval do Rio de Janeiro em 2010. in http://dn.sapo.pt/2009/02/19/artes/brasilia_rejeita_obra_niemeyer.html http-~~-//revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/praca-da-soberania.jpg Notícias 5/Fevereiro/2009 Niemeyer desiste de praça e envia projeto para arquivo Arquiteto diz que intervenção no Plano Piloto de Brasília está ''provisoriamente'' suspensa O arquiteto Oscar Niemeyer desistiu da construção de uma praça projetada por ele na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Apesar de o projeto ter provocado a reação negativa de muitos brasilienses e levado o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) a invocar o tombamento do Plano Piloto, o arquiteto vinha insistindo no empreendimento. Mudou de ideia e ontem anunciou que desistiu "provisoriamente" do projeto. Ele manifestou a decisão em um artigo publicado no jornal Correio Braziliense. O Ministério Público Federal também havia entrado na polêmica, garantindo que pediria o embargo da obra se o projeto contrariasse o decreto de tombamento que proíbe edificações na Esplanada. No artigo, Niemeyer admite que, aos 101 anos, estava envolvido "com entusiasmo" no debate dos últimos dias, mas foi desestimulado pelas notícias sobre as dificuldades financeiras do governo do Distrito Federal para tirar o plano do papel. Diante disso, ele diz ter se reunido com seus "companheiros de Brasília" e decidido enviar os desenhos para seu arquivo. "O único pensamento que nos ocorria era, compreensivos, agradecer o apoio que o governador, com inegável interesse, nos dera e pôr de lado - provisoriamente - a ideia que muito nos entusiasmara", escreveu, enviando o projeto para seu arquivo. "Há esperança, quem sabe, de um dia a sua realização tornar a ser cogitada", afirmou, depois de admitir já ter imaginado ver a praça construída. No artigo, Niemeyer agradece o apoio recebido de vários amigos dispostos a defender seu plano de construir o Memorial dos Presidentes com um obelisco e um estacionamento para 3 mil automóveis, mas registra que, embora lamente magoá-los, sente "certo alívio em pôr um ponto final a essa celeuma". O arquiteto ainda informa que, mais tranquilo, retomará agora a leitura do mais novo livro do amigo José Saramago e as aulas domiciliares de cosmologia e filosofia. "O que mais importa não são as tarefas que às vezes com sucesso realizamos, mas sim a luta por um mundo mais justo e solidário", concluiu o comunista. Niemeyer foi procurado pelo Estado, mas os funcionários do seu escritório informaram que ele não estava e não quer mais falar no assunto. Fonte: O Estado de S. Paulo in http://www.asbea.org.br/
  25. Património: Painéis de Almada Negreiros em casa particular de Lisboa em "risco de destruição" Lisboa, 19 Fev (Lusa) - Painéis de azulejos da autoria de Almada Negreiros instalados numa casa particular de Lisboa correram risco de destruição, tendo mesmo um deles sido danificado, segundo fontes da Câmara Municipal e de uma responsável do Museu da Assembleia da República (A.R.). Operários foram vistos hoje no local - Rua Alconena, 28 - em acções aparentemente destinadas a remover os painéis de Almada Negreiros. Helena Caria, secretária do vereador de urbanismo da Câmara, Arquitecto Manuel Salgado, referiu à Lusa que a Polícia Municipal, acompanhada de um arquitecto, esteve no local e "os trabalhos foram suspensos". Segundo a mesma responsável, havia efectivamente risco de destruição dos painéis, tendo sido esse o entendimento da Polícia Municipal, que "impediu a retirada dos mesmos do local". Relativamente ao painel danificado, Cátia Mourão, responsável pelo pelouro da Pintura e Escultura do Museu da A.R., precisou que aquele estava intacto ainda há dias e hoje "tem um buraco de um metro de altura". A Lusa tomou hoje conhecimento por uma das netas do artista e escritor, Rita Almada, de que a casa, um projecto do arquitecto António Varela e construída no final dos anos 1940, "com inúmeros painéis de azulejos da autoria de Almada Negreiros", estaria para ser demolida pelo novo proprietário. "Não temos informação sobre os processos de licenciamento aprovados, mas foi-nos dito informalmente que havia uma intenção de demolição destes da parte do novo comprador", assinalou a neta de Almada Negreiros. Contactada pela Lusa sobre este caso, Ana Gracindo, do departamento de licenciamento de obras da autarquia, confirmou a entrada, em 29 de Janeiro último, de um pedido, apresentado pela empresa SOINDOL, para a construção de uma nova obra naquele local, o que implicaria a "demolição total" da casa. O pedido está ainda em deliberação, indicou a mesma responsável, adiantando que a câmara tinha conhecimento de que já estariam em curso movimentações para demolir a casa, "o que é ilegal", pelo que a autarquia tomaria as devidas providências. Segundo Rita Almada, a casa "já não pertencia ao primeiro dono, José Manuel Ferrão, e entretanto foi outra vez vendida". "Não há - frisou - suspeita de nenhum procedimento ilegal da parte do comprador, mas estamos conscientes de que os conflitos de interesses entre privados e patrimoniais podem criar situações complicadas e do inúmero património que desta forma desapareceu". PZF/RMM. © 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. 2009-02-19 19:15:01 in http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=388767&visual=26&tema=7
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