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  1. Novas estações obrigam a desperdício energético 11 | 02 | 2009 18.58H O presidente do Metropolitano de Lisboa reconheceu hoje que as novas estações obrigam a um grande desperdício energético e disse que a empresa gasta por ano seis milhões de euros em energia para manter todas as estações a funcionar. Destak/Lusa | destak@destak.pt "Os custos de exploração são muito pesados", disse Joaquim reis, explicando que a empresa terá em causa esta situação nas futuras estações do metropolitano. O responsável falava perante os deputados no grupo de trabalho do sector automóvel no âmbito da Comissão Parlamentar de Economia. Joaquim Reis adiantou que estes custos de exploração se devem sobretudo ao uso de meios mecânicos e à iluminação, dando como exemplo as estações do Terreiro do Paço e das Olaias e apontando a Linha Verde (Campo Grande/Cais do Sodré) como a "mais económica" a este nível. "Não estamos a falar em decoração, mas em arquitectura. Cada estação tem um arquitecto e cada arquitecto quer a sua iluminação. Temos 178 tipos de lâmpadas diferentes em utilização", exemplificou. Questionado pela deputada do PS, Rita Miguel, sobre a possibilidade de criação de um bilhete único horário, com o qual durante uma hora se poderia usar todos os operadores aderentes, o responsável respondeu que tal medida teria "um impacto muito importante em empresas que já de si são sub-financiadas". "Isto tem a ver com o modelo de financiamento que cada cidade tem para o seu sistema de transportes", disse, dando o exemplo de Barcelona, onde o município cobre a diferença dos ganhos das empresas com a aplicação deste tipo de bilhete. Quanto aos projectos de expansão da rede, Joaquim Reis afirmou que o futuro passará por estender a cobertura para a zona oriental e ocidental da cidade de Lisboa, sem sair da coroa do concelho. "Não estamos a pensar em sair de Lisboa, neste momento", afirmou. Sublinhou ainda que para atravessar para a zona ocidental da cidade o metro terá que "vencer o caneiro de Alcântara", afirmando: "Não gostaria que o Metro tivesse outro problema como o do Terreiro do Paço. Com estes solos e o lençol freático já se sabe que tudo pode acontecer", afirmou. O responsável adiantou ainda que o metro tem em estudo a aquisição de um terreno (se não for cedido pela Câmara de Odivelas) junto ao Senhor Roubado para a construção de um parque de estacionamento, "como medida para desincentivar as pessoas de trazerem transporte individual e promover o uso do transporte público". Estão igualmente a ser estudadas parcerias com empresas que explorem outros parques de estacionamento para tarifários especiais para os utentes do metro. Joaquim Reis disse igualmente que está a ser analisada a hipótese de utilização de um outro espaço, junto a Sete Rios, para construção de um parque de estacionamento. in http://www.destak.pt/artigos.php?art=21521
  2. PSD vai recomendar ao Governo construção de mini-hídricas O grupo parlamentar do PSD vai recomendar ao Governo que aproveite todo o potencial hídrico do país através da construção de mini-hídricas, e quer também que seja aproveitada a biomassa agrícola para produção de electricidade. Estas duas recomendações fazem parte de dois projectos de resolução que o grupo parlamentar social-democrata apresenta esta sexta-feira no Parlamento para discussão e votação. Os sociais-democratas querem ainda promover o aumento da eficiência energética dos edifícios através da arquitectura bioclimática. Na mesma sessão, o grupo CDS-PP apresenta um projecto de resolução a recomendar ao Governo que apoie as autarquias na elaboração de planos energéticos municipais. O PSD considera fundamental que, a par das grandes barragens, o Governo promova a construção de mini-hídricas para aproveitar o potencial hidroeléctrico do país que se situa actualmente nos 58 por cento. Os sociais-democratas afirmam que desde o início da década de 90 foram feitos 1.600 pedidos para a construção de centrais mini-hidricas e só foram construídas 50, existindo actualmente 98 centrais no país com uma potência instalada de 256 megawatts (MW). O potencial global é de cerca de 1.000 MW, refere o PSD. O PSD vai apresentar uma segunda recomendação ao Governo para a promoção do aproveitamento energético da biomassa agrícola, à semelhança do que já acontece com a biomassa florestal. Os sociais-democratas consideram que a biomassa agrícola - resíduos de produções agrícolas - pode dar um forte contributo na redução da actual dependência da biomassa florestal, propondo por isso que se atribua uma remuneração igual à que recebe a biomassa florestal residual. A última recomendação do PSD visa promover a arquitectura bioclimática na construção dos edifícios para aumentar a eficiência energética dos mesmos, através da sua introdução nos «curricula oficiais do ensino» e do envolvimento da Ordem dos Engenheiros e da dos Arquitectos. O PSD refere que a arquitectura bioclimática permite aplicar estratégias de arrefecimento e de aquecimento nos edifícios, maximizando desse modo a sua eficiência energética. O grupo parlamentar do CDS-PP pretende que as autarquias elaborem dentro de dois anos Planos Energéticos Municipais, preferencialmente através de contratos-programas com as Agências Municipais de Energia, para aumentar a utilização racional de energia e a promoção das renováveis através de politicas locais. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=372963&page=2
  3. O ARQUITECTO QUE QUER RETEMPERAR LISBOA FERNANDA CÂNCIO RODRIGO CABRITA Manuel Salgado. O arquitecto do CCB e do Estádio do Dragão é também o urbanista dos espaços públicos da Expo'98/Parque das Nações. Um fazedor de obras públicas que chegou em Julho de 2007 ao lugar com que talvez sempre tenha sonhado, o redesenhar a cidade em que nasceu Coisas que se sabem sobre Manuel Salgado: é arquitecto e urbanista, conhecido por várias obras públicas marcantes - Centro Comercial de Belém, espaços públicos da Expo 98, Estádio do Dragão - tem uns surpreendentes 65 anos (não parece mesmo), uma voz grave e pausada, uma postura contida, quase Zen - a que o amigo António Mega Ferreira chama "plácida" e "muito sólida". Dá uma impressão, glosando um famoso slogan de uma campanha presidencial francesa, de "força tranquila". Vereador da Câmara de Lisboa eleito na lista do presidente António Costa, é considerado o seu braço direito e talvez um pouco mais que isso, um sucessor do Marquês de Pombal e de Duarte Pacheco, alguém realmente capaz de "pensar cidade". Alguém que, enquanto responsável político de Lisboa, vê inaugurada a mesma cidade, daqui a mais ou menos uma semana, uma sua obra arquitectónica polémica q.b.: o Hotel Altis Belém, uma construção de três pisos junto ao Tejo. O que não sabe sobre Manuel Salgado é, por exemplo, que, como certifica Mega Ferreira (e o próprio não desdiz), é "um extraordinário cozinheiro". "São célebres os jantares que dá em casa. Aliás é de família, o filho Tomás também cozinha muito bem. Uma vez estávamos no Algarve e ele disse que tinha comprado uns peixes para jantar. Chegámos lá a casa e ele apareceu com uns ramos de funcho que tinha andado a apanhar no campo, foi para a cozinha e três quartos de hora depois estávamos a comer um peixe fantástico." O amor pela ópera junta-se ao paladar nas afinidades electivas. "Fizemos diversas viagens para ouvir ópera, a Nova Iorque, Praga, Viena. Normalmente as viagens com ele são muito divertidas e têm sempre uma componente cultural, leva uns manuais de arquitectura todos anotados, e vemos as cidades pelos olhos de um arquitecto, coisas em que nunca repararíamos: em Praga mostrou-nos os fechos de porta desenhados pelos arquitectos checos." Noutra paixão, pelo golfe, Mega não acompanha o amigo. "Antes de estar nestas funções andava pelo país todo a jogar golfe." Um desporto associado a um estrato da população a que o arquitecto definitivamente pertence. Filho de um médico e de uma doméstica de famílias "bem" (é primo direito do banqueiro Ricardo Espírito Santo Salgado), seguiu o caminho da esquerda. "Fui dirigente académico em 63/64 e em 64 ou 65 (já não me lembro bem) expulsaram-me, por causa disso, durante um ano da Universidade." Amigo de Jorge Sampaio e Vitor Wengorovius, nunca se encantaria por partidos. "Sempre estive envolvido mais nas lutas académicas, nunca tive filiação partidária. Nem antes nem depois do 25 de Abril. A disciplina partidária não me atrai muito, sempre prezei muito a minha independência. E nunca senti a necessidade de por estar na actividade política ter de pertencer a estruturas partidárias." O seu leque de relações com personalidades da política e da vida pública espelha de algum modo essa independência e distância em relação às lógicas partidárias: de Mega Ferreira a Maria José Nogueira Pinto, de Jorge Sampaio a José Miguel Júdice, que trata por "amigo", apesar dos rumores que atribuem o abandono, pelo advogado, da direcção do projecto da frente ribeirinha à alegada vocação controladora, a la Marquês de Pombal, do arquitecto. "Não acredito que tenha saído por minha causa - não vejo motivo para isso, nem me dou essa importância. Se calhar se estivesse no lugar dele também teria saído, mas por cansaço." O cansaço, talvez, da grande lentidão da máquina camarária, de que também se queixa apesar de a perspectiva ser voluntarista: "Acredito que é possível reformar". Acredita e quer muito: o ano e meio de mandato foi, garante, para planear e pensar. Agora terá chegado a altura de agir - por acaso, a poucos meses das eleições. "Tenho consciência de que o trabalho que fizemos até agora é bastante invisível para o cidadão comum e que as pessoas podem ter essa perspectiva das obras eleitoralistas, mas não é assim. Estou contente com o que foi feito até agora e com o que vamos conseguir fazer. Há quase seis anos que não havia obras de repavimentação em Lisboa e arrancámos com uma empreitada de seis milhões de euros para tapar buracos e uma série de obras fundamentais. O povo não se lembra de que não havia dinheiro quando aqui chegámos..." Ferozmente pedonalista (é assim que descreve o amigo Mega, menos radical nessa matéria), quer restringir ao tráfego de atravessamento no centro, nomeadamente no eixo avenida da Liberdade/Terreiro do Paço. O plano foi já apresentado e suscitou a oposição do Automóvel Club de Portugal, que ameaça com um processo e cujo presidente, Carlos Barbosa, garante ser o projecto "tecnicamente impossível devido à configuração da Baixa", despedindo-o como "política e promessas eleitorais". Salgado, no entanto, fica na sua: "Não esperaria outra coisa do Automóvel Club de Portugal senão essa reacção. É normal. Mas acho que as pessoas não têm noção do risco para a saúde pública dos níveis de poluição atingidos na avenida e na rua da Prata, que estão muito acima do que é permissível, para não falar de todos os outros factores." Nascido no Bairro Alto, morou com a família sempre no centro de Lisboa - Amoreiras, Praça das Flores. Agora está em Xabregas, numa "banda de moradias" desenhada por ele e onde habitam também os filhos. A deslocações para o trabalho e entre as dependências camarárias, são feitas no automóvel da Câmara, confessa - apesar de admitir que entre o Campo Grande e os Paços do Concelho há metro directo e as mais das vezes esse percurso seria completado mais rapidamente no transporte público. Um incoerência que admite com uma gargalhada. Entre os oito irmão (sete rapazes e uma rapariga) foi o único a seguir arquitectura. Porque gostava de desenhar- embora diga não ser grande desenhador - e porque a relação com o arquitecto Frederico George, um amigo da família, o terá inspirado. Foi aliás no atelier de George que se iniciou, ainda na faculdade. O 25 de Abril surpreendeu-o a trabalhar numa empresa de engineering (misto de arquitectura e engenharia) onde esteve até 1983, passando depois para o Atelier do Risco, de Daciano Costa. O convite, por Vittorio Gregotti, em 1989 para com ele projectar o CCB foi a sua chegada aos "grandes" projectos, de que nunca mais se retiraria - até chegar à "cidade toda". Ri: "Não diria tanto". Há quem diga mais. Manuel Maria Carrilho, por exemplo, que o convidou para número dois da sua lista para a Câmara de Lisboa, em 2005 e que escreveu sobre ele mais tarde, no seu livro Sob o Signo da Verdade, que o arquitecto "queria no fundo ser presidente, sem as chatices políticas". Salgado, recorde-se, abandonou a lista antes das eleições, por motivos que Carrilho atribuiu aos interesses mobiliários e financeiros do arquitecto - que lhe teria, garantiu o político, confidenciado que venderia o seu atelier a "pessoas de confiança" para depois o comprar de volta - e que o próprio assacou a "deficiências de carácter" do candidato à presidência. A história voltou à colação na campanha de 2007, trazida pelo candidato do PSD, Fernando Negrão, mas Salgado vendeu mesmo o atelier e afirma que qualquer projecto por ele apresentado é apreciado por outros. O hotel que agora vai ser inaugurado foi, diz, "encomendado" há 10 anos. Quanto às acusações de Carrilho, merecem-lhe uma resposta sorridente, bonacheirona: "Prefiro não falar do assunto." Da vocação de Marquês de Pombal, "fazedor" de cidade, ninguém o livra. Determinado até à teimosia, megalómano generoso - Mega dixit - não largará tão facilmente o seu sonho de deixar a sua marca em Lisboa. "Seria uma enorme desilusão perder a Câmara para Pedro Santana Lopes, farei tudo para que não aconteça. Isto é um trabalho de longo prazo, um projecto para seis anos." Está confiante? Faz silêncio, mede as palavras. "Acho que o vento nos é favorável - mas nunca descansando."| in http://dn.sapo.pt/2009/02/14/dngente/o_arquitecto_quer_retemperar_lisboa.html
  4. Fantasporto 2009: Sou Fujimoto defende um "futuro primitivo" para a arquitectura Marcadores: Arquitectura , Cinema , Fantasporto , Porto Primeira conferência do ciclo “Nas Ruínas do Futuro” contou com a presença do premiado arquitecto japonês. Novos conceitos de arquitectura estiveram em debate no Fantasporto. O arquitecto japonês Sou Fujimoto encheu o Grande Auditório do Rivoli, numa sessão em que foram apresentados os projectos do colectivo “Sou Fujimoto Architects”, incluindo a Casa de MadeiraCasa de Madeira, o projecto vencedor do World Architecture Festival, em Barcelona, que apresenta uma estrutura baseada num tipo de encaixe tradicional japonês. Sou Fujimoto apresenta uma nova propostaproposta: “no floor, no pillar, no stairs but gradation of field”. Assim, mistura os conceitos como "natureza", "cidade" e "casa", com a noção de que “espaço é relacionamento”. Um dos grandes projectos da equipa Sou Fujimoto Architechts é o Centro de Reabilitação Psiquiátrica de Crianças, em Hokkaido, no Japão. O espaço desenvolvido não só é uma grande casa, como é também uma pequena cidade. O orador salienta que, apesar de a disposiçãodisposição das caixas não o aparentar, o projecto é o resultado de um design bastante preciso e pensado. A "House O” e a “House N” são outras propostas deste arquitecto japonês. Conceitos como continuidade, gradaçãogradação, escalas, camadas, interior e exterior são as grandes características destes projectos. Numa altura em que as questões ambientais estão na ordem do dia, Sou Fujimoto acredita que é tempo para repensar a era moderna de excesso de controlo. Como tal, o ser humano deve aprender a adaptar-se, em vez de tentar controlar. Na conferência ainda houve tempo para falar sobre os novos planos do colectivo Sou Fujimoto Architechts. No próximo mês, começa a construção de uma biblioteca em Tóquio, que estará pronta na próxima Primavera, e, em Outubro, estará pronto o irreverente "Tokyo Apartment". in http://jpn.icicom.up.pt/2009/02/18/fantasporto_2009_sou_fujimoto_defende_um_futuro_primitivo_para_a_arquitectura_.html Fantasporto Fujimoto defende que o futuro da arquitectura está no relacionamento íntimo com a natureza O revolucionário e multipremiado arquitecto japonês Sou Fujimoto, 38 anos, defendeu hoje, no Porto que «a arquitectura só terá um papel fundamental no futuro se criar um relacionamento adequado com a natureza» O arquitecto, que se encontra no Porto para participar no ciclo sobre ‘Cinema e Arquitectura’ que o 29.º Fantasporto organiza conjuntamente com a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, no âmbito do qual proferiu uma conferência sobre ‘As Ruínas do Futuro’. Em entrevista, Fujimoto afirmou que o seu objectivo é «combinar a natureza e a arquitectura, explorar de forma a criar um novo relacionamento entre o interior e o exterior e adaptar a tradição japonesa ao conforto da vida moderna». «A vida moderna é muito complicada, acho que é preciso que a arquitectura melhore a vida dos cidadãos, oferecendo-lhes formas simples para viver» , afirmou. Preocupado com a ecologia e as mudanças climáticas, Fujimoto, que gosta de trabalhar a ouvir peças para piano de Bach, acha que «é hora de repensar a matriz da cultura moderna de procurar controlar tudo». «Se construirmos as nossas casas a pensar no ambiente, numa relação mais íntima com a natureza não vamos precisar de usar tanto o ar condicionado ou o aquecimento» , defendeu. Fujimoto, que cita entre as suas maiores referências no cinema o realizador clássico japonês Yasujiro Ozu (1903/1963) e filmes como Blade Runner (1982) e Metrópolis (1927), pelas visões do futuro que transmitem, cresceu no Norte do Japão, rodeado de florestas, pelo que a natureza é para ele «fundamental». O seu ídolo era Einstein e queria ser físico como ele «para poder compreender e intervir nos aspectos físicos do mundo». «Mas não tive notas para entrar em Física, fui para Arquitectura. Hoje acho que há muitas semelhanças na investigação e na prática nestas duas disciplinas, de certa forma estou também a intervir nos aspectos físicos do mundo» , disse. Qualifica o seu trabalho como «arquitectura primitiva do futuro», porque procura criar espaços que funcionam como cavernas ou ninhos - os dois estados embrionários da arquitectura - «mas onde tudo está concebido de forma muito funcional e onde, ao mesmo tempo, as pessoas possam usar o espaço de forma criativa». Privilegia a função sobre a forma e nisso a sua arquitectura aproxima-se muito da escola do Porto de Arquitectura e de Siza Vieira, um dos seus ídolos. Só que Siza trabalha com betão e Sou Fujimoto trabalha sobretudo com madeira, o material fundamental da arquitectura tradicional japonesa, que procura projectar no futuro. A sua Next Generation House (Casa para a Próxima Geração) é um cubo de quatro por quatro metros, feito com grossos barrotes de cedro japonês, entrecruzados e dispostos como um puzzle de forma a criar espaços para viver. «O espaço condiciona o relacionamento entre as pessoas e a arquitectura gere as gradações desse relacionamento. Gosto de criar espaços intermédios e não só paredes que separam espaços e pessoas. Por isso, embora as minhas obras pareçam complexas, por causa da sua forma geométrica, são de facto muito simples» , considerou. Sou Fujimoto faz sobretudo habitação unifamiliar, mas está agora a construir uma grande biblioteca em Tóquio e fez já vários projectos na área hospitalar. Confessa, contudo, que «as obras mais pequenas e com menores orçamentos oferecem maiores possibilidades criativas». Le Corbusier e Mies van der Rohe são algumas das suas referências fundamentais, a par de Siza Vieira, cuja obra pôde agora ver ao vivo nesta visita, em que também descobriu o Porto, «uma cidade absolutamente fascinante, maravilhosa e única, no seu relevo forte e na sua tridimensionalidade». O Porto, que para Fujimoto era, até agora, apenas, «a cidade de Siza Vieira», tem «uma forte relação com o seu entorno físico e adapta-se a ele de uma forma admirável, pelo que tem já em si algo da cidade do futuro». Lusa / SOL in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=126456
  5. Casa modernista e painéis de Almada em risco LUÍSA BOTINAS Património. Uma vivenda construída nos anos 50, exemplar da arquitectura do final do movimento modernista, tem um processo de demolição integral e de construção nova em análise na Câmara de Lisboa. Ontem, alguns azulejos de Almada Negreiros foram retirados do imóvel e a autarquia embargou, para já, a remoção de quaisquer objectos Moradia com processo pendente na CML Um painel de azulejos da autoria de Almada Negreiros foi ontem parcialmente removido da parede de uma casa no Restelo, em Lisboa. Mas entretanto, o vereador Manuel Salgado, disse ao DN ter dado instruções para o embargo da obra, "até tudo ser esclarecido" . A moradia, localizada na Rua da Alcolena, 28, foi construída no início dos anos 50 e depois de ter sido vendida pelos herdeiros da original proprietária - Maria da Piedade Mota Gomes - tem actualmente um processo de licenciamento de obra de construção nova em apreciação nos serviços de urbanismo da Câmara de Lisboa, cujo requerente, é a Soindol, Sociedade de Investimentos Dominiais, Lda. Ontem, perto da hora de almoço, vários operários retiraram alguns azulejos que revestem uma das varandas da casa, com recurso a rebarbadoras. José de Almada Negreiros (filho), acompanhado das suas filhas, netas do artista plástico e autor do Manifesto Anti-Dantas, estavam incrédulos e indignados perante o que viam. "A Polícia Municipal esteve aqui, mas mal saiu, os homens voltaram ao mesmo e nada os parou", disse a familiar do artista. Ao fim da tarde, Helena Roseta, vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa (CPL), deslocou-se ao Restelo para acompanhar de perto a situação e disse ter informado o gabinete da presidência da CML sobre o que se estava a passar. Pouco depois, chegaram elementos da Polícia Municipal que procederam a averiguações e lavraram um auto de notícia. "O que se está a passar aqui é um atentado ao património, uma barbaridade", disse a vereadora, também arquitecta. "Curiosamente," - e Roseta chamou a atenção para o facto - "este atentado ao património acontece um dia depois de termos pedido o agendamento para discussão em reunião de câmara de uma proposta nossa que defende a abertura de um processo de classificação da moradia como imóvel de interesse municipal". No documento, as vereadoras do CPL defendem ainda a aquisição da casa (numa parceria público-privada), bem como a criação no local de um projecto-piloto de "casa-museu-atelier de artes plásticas". De acordo com Manuel Salgado, a moradia consta do "inventário municipal do património", um anexo ao PDM, facto que para Helena Roseta "implica que nada se possa fazer na casa sem que a câmara se pronuncie". O projecto pendente nos serviços de urbanismo pede a demolição total do imóvel. Porém, segundo o DN apurou, o promotor e actual proprietário, comprou-a "sem os azulejos incluídos", cumprindo uma exigência do anterior dono. Apesar da tentativa, não obtivemos declarações do promotor até à hora de fecho desta edição. in http://dn.sapo.pt/2009/02/20/cidades/casa_modernista_e_paineis_almada_ris.html
  6. O Topico sobre o Patrimonio em Portugal. Um dossier sobre o que se passa com o Patrimonio Arquitectonico em Portugal para informar e reflectir.
  7. Na revista Arq.a traz mais desenhos e fotografias deste projecto. Se alguem puder partilhar ou pedir ah revista Arq.a que disponibilize info para colocar aqui seria excelente.
  8. http-~~-//ruhry.artfolder.net/tl_files/portfolio/demut/demut_neutr.jpg http://plutoniumgodly.tumblr.com/ Obra curiosa.
  9. Fui ver o Slumdog Milionaire. Muito bom.
  10. http://pixdaus.com/pics/MUYHI7BahssJV64whi.jpg[/MEDIA] "St FerrГ©ol, near Castres, France - by gabsriel"
  11. Está aqui.
  12. Depois de uma profunda requalificação, que durou vários meses, o renovado Museu Municipal da Póvoa de Varzim reabriu esta tarde, numa cerimónia onde marcou presença o Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. O representante do governo salientou a importância do espaço “para preservar a identidade portuguesa”, referindo que “é importante que a população utilize o edifício e que este se torne um ponto de encontro da vida social e cultural da Póvoa de Varzim”. Já Macedo Vieira, presidente da autarquia, que com a orientação da directora do Museu, Deolinda Carneiro, fez uma visita pelo espaço, acompanhado pelo Ministro, ofereceu a Pinto Ribeiro uma réplica da Lancha Poveira do Alto, embarcação típica utilizada na pesca em mar alto até ao século XIX, salientando o cooperação entre a autarquia e administração central para a execução das intervenções realizadas no local As obras do Museu Municipal custaram cerca de 800 mil euros, e foram orientadas pelo arquitecto poveiro Pedro Silva, tendo sido ainda dispendidos cerca de 500 mil euros para equipamentos, que dotaram o local de modernas condições para que o espólio cultural etnográfico da Póvoa seja apreciado pelos visitantes.Saliente-se que com esta intervenção, o Museu passou a ter um auditório, onde aconteceu a sessão oficial de abertura do Correntes d'Escritas, e onde inúmeras actividades podem realizar-se, desde conferências, cursos e palestras. in http://www.povoasemanario.pt/?page=news&idn=903&city=
  13. O Parque Municipal de Montijo é um projecto de referência do arquitecto paisagista Francisco Caldeira Cabral Por José Bastos O parque Municipal e as avenidas novas, construídas nos anos trinta do século passado, contribuíram para uma ligação harmoniosa da zona antiga da cidade à zona nova que foi construída nas últimas décadas. Uma proposta do presidente Carlos Loureiro à Câmara de Aldeia Galega, na reunião de 31 de Julho de 1929, para que a edilidade adquirisse duas propriedades a Norte da Avenida dos Pescadores que à época se chamava António José de Almeida, para ali construir uma nova zona urbana, contribuiu decisivamente para que o urbanismo no Montijo, crescesse ordenado e com uma qualidade que é difícil encontrar numa cidade com a dimensão da nossa. Ao ter a ideia de construir um parque e as avenidas que lhe dão acesso, o presidente Carlos Loureiro, teve uma grande visão estratégica de futuro, pois teve em conta o ordenamento do espaço e o ambiente, matérias que oitenta anos depois estão em grande discussão. O parque Municipal e as avenidas novas, construídas nos anos trinta do século passado, contribuíram para uma ligação harmoniosa da zona antiga da cidade à zona nova que foi construída nas últimas décadas. O parque inaugurado nos anos trinta do século passado, nem tinha a beleza, nem a dimensão que hoje tem. As ruas eram largas e existia a Poente um campo de futebol do Aldegalense, espaço que hoje faz parte do parque, onde foi construído o polidesportivo e a zona relvada que lhe está adjacente. Em 1957, a câmara liderada por José da Silva Leite, decidiu renovar e aumentar o parque e contratou o arquitecto paisagista Francisco Caldeira Cabral, para fazer o projecto. Decidiu também iniciar o processo para adquirir o campo de futebol do Aldegalense, que já não estava a ser utilizado quase há dez anos, a João dos Santos Dias Moita, seu proprietário. O professor Francisco Caldeira Cabral, autor do projecto do nosso parque municipal, foi o primeiro arquitecto paisagista português, uma figura de referência da arquitectura paisagista mundial. É autor de uma vasta obra que inclui parques, jardins públicos e particulares. O projecto do nosso parque municipal é uma referência na obra deste prestigiado arquitecto. Todos os munícipes de Montijo e as pessoas que nos visitam gostam do nosso parque. É inquestionável! A Câmara Municipal de Montijo, liderada por Maria Amélia Antunes, tem tido o maior cuidado na conservação e melhoramento do parque. Nestes últimos anos foram feitos os seguintes investimentos no parque: iluminação pública melhorada; recuperação do polidesportivo, calcetamento das escadarias e bancadas; novo parque infantil; bancos e papeleiras novos; recuperação dos balneários e sanitários; substituição de árvores (choupos com perigo de queda), depois do relatório de avaliação da condição estrutural das árvores; recuperação do brasão da cidade com plantas novas; instalação de contentores de lixo enterrados; manutenção permanente de caminhos e ainda em obra a substituição de todos os lancis dos percursos pedestres que estavam muito danificados. José Bastos in http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=110809&mostra=2&seccao=opiniao&titulo=O_Parque_Municipal_de_Montijo_e_um_
  14. Cinema pensa o Nazismo e a Cultura em ciclo no CCB Estão seis filmes integrados na programção multidisciplinar do ciclo O Nazismo e Cultura: confrontações, que arrancou a 5 de Fevereiro, em Lisboa. A primeira fita passa esta noite. Noite e Nevoeiro é o primeiro de seis filmes a ser projectado a propósito do ciclo O Nazismo e a Cultura: confrontações, que decorre no Centro Cultural de Belém desde o dia 5 de Fevereiro. Um ciclo dentro de um ciclo, que arranca hoje, 9 de Fevereiro, às 21h e termina no dia 14 de Fevereiro. Noite e Nevoeiro (1955), de Alain Resnais; Introdução à música de acompanhamento para uma cena de filme de Arnold Schoenberg (1972), de Danièle Huillet ; O jovem Törless (1966), de Volker Schlöndorff; O Ovo da Serpente (1982), de Ingmar Bergman; A Vida Maravilhosa e Horrível de Leni Riefenstahl, de Ray Müller (1993); e O Triunfo da Vontade (1935), de Leni Riefenstahl, são os filmes escolhidos para ilustrar o ciclo O Nazismo e a Cultura: confrontações. A retrospectiva abrange quatro décadas de cinema e é comissariada pelo crítico de cinema João Lopes. A leitura da correspondência entre Hannah Arendt e Martin Heidegger, por João Paulo Cotrim e José Wallenstein (12 de Fevereiro), uma conferência sobre o Caso Jungër com António Mega Ferreira (14), um concerto da orquestra de Câmara Portuguesa que interpretará obras de Hartmann, Strauss, Klein, Wagner e Haas (15) e uma exposição sobre a arquitectura nazi, em exibição até ao dia 1 de Março, vão ser a outra parte de um programa que pretende abordar algumas das etapas da confrontação entre o nazismo e a cultura, e os sinais de resistência que, apesar de tudo, se foram manifestando. in http://rascunho.net/artigo.php?id=2386
  15. Arquitecto e vereador da Câmara Municipal de Lisboa Manuel Salgado: “Não me estou a ver a voltar a fazer projectos de edifícios” 09.02.2009 - 18h14 É um homem que engana na idade. Os cabelos arruivados e firmeza escondem os 65 anos que Manuel Salgado já leva de vida. Admirado por uns, olhado com desconfiança por outros, é um caso praticamente único em Portugal: o de um arquitecto de sucesso, com obras no seu currículo como o Centro Cultural de Belém, que se tornou vereador. É dessa experiência que também fala nesta entrevista, ano e meio depois de ter tomado nas mãos o urbanismo de Lisboa, e a escassas duas semanas da inauguração de um projecto seu, o hotel Altis de Belém. Quando sair da Câmara de Lisboa será um arquitecto diferente? Certamente. Desde 1974 que o meu trabalho está essencialmente ligado às questões do urbanismo, da encomenda pública, tendo tido como clientes as câmaras municipais para fazer grandes edifícios ou grandes conjuntos de edifícios. Nunca tive muita encomenda privada. Se for ver projectos realizados por mim em Lisboa há três que se destacam - o Centro Cultural de Belém, os espaços públicos da Expo e o Hospital da Luz. Só este último é uma encomenda privada, e mesmo assim de carácter público. Privados tenho o hotel Altis de Belém, mais dois ou três edifícios e pouco mais. Colegas meus como Gonçalo Byrne, Carrilho da Graça, Aires Mateus ou Valsassina têm mais projectos em Lisboa. A mim sempre me interessaram mais as questões urbanísticos e a grande encomendas, os projectos de espaço público de dimensões relevantes. O que mudou por se ter tornado vereador do Urbanismo? Ganhei outra capacidade de compreender como se faz cidade. Foi uma aprendizagem extraordinária perceber quais critérios e dificuldades de decisão dos serviços camarários. Todos nos interrogamos por que razão as coisas não se fazem, não andam. Estando-se cá dentro percebe-se porquê. Para já não sei quando sairei daqui. Gostava de concretizar os projectos camarários cujas sementes estou a lançar e isso não se esgota neste mandato. Se for convidado por António Costa estarei disponível para um novo mandato. Ainda não foi convidado? A questão ainda não se colocou. No fim do próximo mandato terei 70 anos, não sei que capacidade de trabalho terei. Mas, se a tiver, será na gestão de projecto que tentarei exercer a minha profissão. Não me estou a ver a voltar a fazer projectos de edifícios ou de loteamentos. Não é isso que me estimula. Nunca será por aí que prosseguirei a minha actividade. Dizia que agora percebe por que razão as coisas emperram na câmara. É porquê? Por múltiplas razões, das burocracias e das dificuldades em compatibilizar serviços diferentes com opiniões diametralmente opostas até toda a teia de questões jurídicas que se colocam na apreciação dos processos, e que tornam a decisão muito dificil. É indispensável, no futuro, que a máquina administrativa do município seja profundamente alterada para ter outra capacidade de resposta. Com a actual estrutura municipal não conseguimos gerar as receitas necessárias para reabilitar a cidade. E o tempo dos fundos europeus acabou. Há que fazer parcerias com a administração central e com os privados. O grande contributo que o município pode dar ao desenvolvimento da cidade é ligar pontas, estimular os privados a investirem, reduzir-lhes os custos de contexto. Isso não é uma visão de direita? A autarquia não devia balizar a actividade dos privados? Fomentar não quer dizer não impôr balizas. Quem impõe regras do jogo tem de ser a câmara. Os planos que tinha enquanto comissário do plano Baixa-Chiado esfumaram-se. Discordo radicalmente. Houve várias críticas ao estudo do comissariado que foram levadas em conta e o projecto ficou menos ambicioso - no sentido em que tinha uma estrutura que recorria a um vultuoso empréstimo no Banco Europeu de Investimento que hoje não é viável -, mas não perdeu a ambição do ponto de vista dos objectivos. Foram identificados quatro projectos-âncora para dinamizar a Baixa e três deles estão a andar. O quarto, a instalação do Museu de Moda e Design no antigo Banco Nacional Ultramarino, na Rua Augusta, foi aprovado na câmara e está em apreciação na assembleia municipal. Inclui a abertura de uma Loja do Cidadão no mesmo imóvel. Apresentámos uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional juntamente com o Centro Português de Design, a Experimenta Design, a Modalisboa e a Trienal de Arquitectura - que, segundo sei, foi aceite - no sentido de atrair as indústrias criativas para a Baixa, para os espaços deixados vazios pela saída dos bancos. Trata-se de um conjunto de iniciativas que se articulam com este museu. Por outro lado, aprovámos muitos projectos de habitação para a Baixa, bem como vários hotéis. Com a aproximação das eleições existe a possibilidade de a Assembleia Municipal, que é dominada pelo PSD, chumbar o museu e todos os outros projectos relevantes do executivo socialista. Como será possível governar a câmara até ao final do mandato nestas circunstâncias? Acredito que as pessoas estejam de boa fé e que tanto o museu como a venda de vários palácios municipais sejam viabilizados. Se se verificar que os projectos são sistematicamente chumbados, apenas por razões políticas, os eleitores terão de fazer o seu julgamento em Outubro próximo. Santana Lopes pode vir a ganhar a Câmara de Lisboa? Cabe aos cidadãos julgarem. Eu gostava que não. António Costa deve concorrer aliado com Helena Roseta? E com Maria José Nogueira Pinto? Tenho trabalhado muito bem com a vereadora Helena Roseta e sou muito amigo de Maria José Nogueira Pinto, mas não sou eu que tenho de me pronunciar sobre isso. Os comissários da Baixa diziam que a construção de uma circular das colinas era essencial à reabilitação da Baixa. Ora essa via já não vai por diante... A grande contestação à circular relacionava-se com um troço que passava por baixo do Jardim da Estrela, e encontrámos alternativas para isso, nomeadamente o túnel do Marquês na ligação à Av. de Ceuta. Quando o comissariado encomendou medições da poluição sonora e atmosférica na Rua da Prata chegou à conclusão de que as condições eram ainda piores que na Avenida da Liberdade. É que as ruas estreitas com edifícios altos impedem a dispersão das partículas e do ar poluído. É uma situação insustentável. Há três semanas Portugal recebeu uma notificação da Comunidade Europeia alertando para o incumprimento das normas relativas à qualidade do ar e ao ruído. É preciso criar esplanadas na Baixa e paragens de transportes públicos. De retirar daqui o tráfego de atravessamento, aquele que usa esta zona da cidade para chegar a outros bairros. A proposta de alteração da circulação na Baixa está em discussão pública até ao final de Março e pode vir a ser melhorada. É preciso que os lisboetas interiorizem uma outra forma de circular na cidade. Um dos grandes especialistas em transportes do país, Nunes da Silva, diz que o modelo da câmara não é viável. Outro grande especialista, José Manuel Viegas, considera que tem todas as condições para ser aplicado. Nunes da Silva é um técnico muito competente mas tem opiniões um bocado voláteis. Ele próprio entende que é importante retirar o tráfego de atravessamento da Baixa. Não tem divergências com o presidente da câmara sobre esta matéria? Não. Ele tem o meu integral apoio. Antes de entrar para a câmara já se levantava às 6h? Sempre me levantei cedo, mas agora acordo mais cedo. Começo a trabalhar em casa mal acordo - sento-me à mesa às seis, seis e pouco para escrever, porque quando chego à câmara a pressão é muito grande. A quantidade e diversidade de decisões que é preciso tomar por hora é impressionante. Qual foi a decisão mais difícil que teve de tomar neste ano e meio? A relativa a dois edifícios na Duque de Loulé cujo proprietário já tinha autorização camarária de demolição. Eu achava totalmente errado. Felizmente na câmara houve um consenso para serem mantidos e o promotor imobiliário concordou. Não conseguiu esse tipo de acordo para o edifício que a câmara não quer deixar construir no Largo do Rato. Aí acho que o projecto de arquitectura é bom. Por outro lado, independentemente dos direitos adquiridos o projecto cumpre toda a regulamentação urbanística. A câmara já foi processada por não querer deixar construir o edifício depois de o ter aprovado no mandato anterior? Ainda não. Como vê a cidade daqui a 20 anos? Francamente melhor. Se o projecto desta equipa vingar será uma cidade mais amiga das pessoas, com mais espaço público, melhores condições ambientais, mais desenhada. A sociedade Frente Tejo vai conseguir ter pronto a tempo das comemorações do centenário da República? Acredito que até ao final do ano o espaço público do Terreiro do Paço esteja todo reabilitado e que até 2010 seja possível ter pronta a transformação da Ribeira das Naus. No Campo das Cebolas poderá haver atrasos. Os dois torreões vão ser libertos para outras actividades e provavelmente vai ser possível integrar a doca da Marinha [defronte da Casa dos Bicos] no espaço público. O plano de pormenor da Baixa vai permitir demolições de edifícios considerados irrelevantes? Não. Mas era salutar se se cortassem os pisos dos edifícios que são acrescentos aos prédios originais. Como autor dos espaços públicos do Parque das Nações como vê hoje esta zona da cidade? Há coisas que é preciso melhorar, embora a experiência seja acima de tudo positiva. Já deveria ter havido investimentos num centro de saúde, falta uma escola... Há falhas graves que têm de ser supridas, problemas de circulação rodoviária e um problema crítico de mobilidade. Se uma pessoa vive num extremo da Expo e quer apanhar o metro não tem transporte para chegar lá. Se calhar o metro devia ter mais estações. E a densidade excessiva de construção? É uma questão que tem aspectos negativos mas também positivos, como a vitalidade da zona. A obrigação que quer impor aos promotores imobiliários de fazerem 25 por cento de habitação a custos controlados nos seus empreendimentos não pode ser uma saída para escoarem o produto numa altura de crise? Exactamente. Os regulamentos que temos neste momento para aprovação estabelecem que nos casos em que os promotores desenvolvem programas desta natureza têm uma redução de 50 por cento nas taxas e têm também uma redução nas cedências à autarquia. Estamos a fazer um estudo para determinar qual o ponto de equilíbrio, tanto em áreas das habitações como em preços, para trazer de volta a classe média à cidade de Lisboa. O aluguer não está incluído? Aí há experiências de outros países muito interessantes, como o aluguer de renda resolúvel, em que o arrendatário pode adquirir o imóvel ao fim de algum tempo. Aquilo que já pagou de renda funciona como entrada. Temos de criar uma cidade rejuvenescida, com uma mistura social que hoje não existe. Actualmente um quarto da população de Lisboa é muito pobre. Com esta crise o paradigma da promoção imobiliária foi posto em causa. E há empresas que não têm capacidade para realizar os projectos que lhes estamos neste momento a aprovar na câmara. Que planos tem para a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa? Deve voltar à sua vocação inicial, que é o de urbanizadora, mais do que de promoção de edifícios. Pode fazer o trabalho que as sociedades de reabilitação urbana deviam ter feito: fazer projectos para quarteirões, compatibilizar interesses, lançar iniciativas. O que resulta mal é quando se põe a construir. “Não tenho impedimentos à apreciação de projectos que não os meus” Como gere no dia-a-dia a questão das suas incompatibilidades, uma vez que tinha em mãos vários projectos quando entrou na câmara? Se tiver de se pronunciar sobre um projecto de um antigo cliente seu, como o grupo Espírito Santo, o que faz? Quando tomei posse apresentei uma declaração de interesses, mostrando os projectos que tinha em curso em Lisboa e garantindo que enquanto em estivesse na Câmara de Lisboa as pessoas do meu atelier [do qual me desliguei] não fariam projectos para a cidade - coisa que nunca vi ninguém fazer. Isso foi extremamente pesado para eles, que têm de ganhar a vida e viram esta oportunidade de trabalho recusada. Tiveram de se orientar para outros mercados, nomeadamente para fora do país. Não tenho de estar a dizer que sou honesto: estruturalmente tenho a minha ética. Sejam os projectos de um antigo cliente ou de um amigo meu, são julgados rigorosamente com a mesma imparcialidade que os de qualquer outro munícipe. Julgados por si? Os projectos são todos instruídos pelos serviços. Quando vêm ao vereador é já com propostas de decisão. Se o Grupo Espírito Santo amanhã quiser fazer um hotel em Lisboa, a última pessoa que tem de o autorizar sou eu - excepto se tiver uma dimensão tal que seja necessário levá-lo à reunião de câmara, e nessa altura são os 17 vereadores a decidir. Aliás, esse grupo apresentou um projecto para a Rua Rosa Araújo que a câmara chumbou, embora eu tivesse proposto a sua aprovação. Não tenho impedimentos relativamente à apreciação de quaisquer projectos, excepto aqueles de que fui autor antes de entrar para a câmara, que são analisados pelo presidente da autarquia. “Lisboa tem capacidade negocial no alargamento do cais de contentores de Alcântara” O que pensa da expansão do terminal de contentores de Alcântara? Lisboa necessita de um porto e Alcântara é, na margem de Lisboa, o único local que permite a acostagem de navios de grande calado. Agora se me disserem que são não sei quantos camiões que vão circular pela cidade, ou que a obra vai destruir o equilíbrio ecológico do Vale de Alcântara, ou toda a zona das Docas - então respondo: não pode ser, então não quero porto. Defendemos que a gare marítima de Alcântara se torne um equipamento cultural e que a plataforma portuária defronte dela seja uma praça pública. Só haverá ampliação do terminal de contentores se uma parte fundamental da carga for transportada por via ferroviária e por barcaças. Isso não está no contrato assinado entre o Governo e a Liscont.. Estamos a trabalhar num protocolo que envolve a administração portuária e a Liscont no sentido de assegurar a transformação em espaço público da plataforma defronte da gare marítima. E a Liscont também não está interessada na oposição da Câmara de Lisboa, que tem por exemplo capacidade de negociar as entradas e saídas de veículos do porto de Lisboa. Não somos propriamente a Junta de Freguesia de Freixo de Espada-à-Cinta. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364547
  16. Vila Real: Ordem dos Arquitectos anuncia judicial impugnação do concurso do Parque de Ciência e Tecnologia 10 de Fevereiro de 2009, 17:25 Vila Real, 10 Fev (Lusa) - A Ordem dos Arquitectos (OA) anunciou hoje que vai avançar com uma impugnação judicial do concurso público para a elaboração do projecto de execução do loteamento e três edifícios do Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real. Na semana passada, a Secção Regional do Norte da OA, presidida pela arquitecta Teresa Novais, classificou como "inaceitável" o concurso para a elaboração do projecto de execução do Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real, denunciando os prazos definidos para a entrega de propostas, de apenas nove dias. Na altura avisava ainda que a OA poderia sancionar os profissionais que apresentassem propostas àquele concurso, publicado a 28 de Janeiro em Diário da República. O Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real, para onde está previsto um loteamento com três edifícios, é da responsabilidade da Associação para o Desenvolvimento do Regia Douro Park, constituída pelas autarquias de Vila Real e Bragança, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Instituto Politécnico de Bragança e Associação para a Promoção de Centros de Tecnologia. Hoje, o Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos, através de um comunicado enviado à Lusa, manifestou o seu apoio "de forma clara e inequívoca à denúncia pública" daquele concurso, exposta na tomada de posição do Conselho Directivo da Secção Regional do Norte da OA. Revelou ainda que vai iniciar os procedimentos necessários com vista à impugnação judicial do concurso público para a elaboração do projecto de execução do loteamento e três edifícios do Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real. A OA considera que a "intervenção do arquitecto é obrigatória na elaboração ou avaliação dos projectos e planos no domínio da arquitectura". A agência Lusa tentou obter declarações do presidente da Câmara de Vila Real, Manuel Martins, o que não foi possível até ao momento. No entanto, na semana passada, o autarca declarou que o concurso não é "exclusivo" a arquitectos e que vai continuar porque a associação tem prazos a cumprir se quiser candidatar o projecto aos fundos do QREN, cuja data limite termina este mês. Manuel Martins garantiu a "transparência" e "legalidade" do concurso público e acrescentou que, com esta tomada de posição, a OA está a prejudicar não só a autarquia e a associação, mas também os próprios membros da Ordem dos Arquitectos. Também, num comunicado enviado à comunicação social, a Associação para o Desenvolvimento do Regia Douro Park considerou que a Ordem "tenta impedir a livre decisão dos arquitectos sobre se têm ou não condições e interesse em apresentar propostas no âmbito do concurso público, reduzindo aí sim, a concorrência que tanto diz defender". PLI. Lusa/Fim in http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9311354.html Ordem dos Arquitectos vai impugnar concurso do Parque de Ciência e Tecnologia O Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos (OA) vai avançar com a impugnação judicial do “Concurso Público para a elaboração do projecto de execução do loteamento e três edifícios do Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real”, que a Secção Regional do Norte da OA declarou como “inaceitável”. Em comunicado, o Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos afirma que “apoia de forma clara e inequívoca a denúncia pública do Concurso Público para a elaboração do projecto de execução do loteamento e três edifícios do Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real”, exposta na tomada de posição do Conselho Directivo da Secção Regional do Norte da OA. Esta decisão, aprovada numa reunião a dia 6 de Fevereiro, teve em conta “as atribuições exclusivas da Ordem dos Arquitectos no que diz respeito à representação e regulação do exercício da profissão de arquitecto em Portugal, conformes ao seu Estatuto”. A AO acrescenta ainda que “a intervenção do arquitecto é obrigatória na elaboração ou avaliação dos projectos e planos no domínio da arquitectura”. O comunicado refere ainda as obrigações da OA que passam por “contribuir para a defesa e promoção da arquitectura e zelar pela função social, dignidade e prestígio da profissão de arquitecto, promovendo a valorização profissional e científica dos seus associados e a defesa dos respectivos princípios deontológicos”, bem como “defender os interesses, direitos e prerrogativas dos associados” e “fazer respeitar o código deontológico e exercer jurisdição disciplinar sobre todos os arquitectos nacionais e estrangeiros que exerçam a profissão em território nacional”. O Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real é da responsabilidade da Associação para o Desenvolvimento do Regia Douro Parque, que é constituída pelas autarquias de Vila Real, que subscreve 72% do capital social, e Bragança, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Instituto Politécnico de Bragança e PortusPark - Rede de Parques de C&T e Incubadoras. SB in http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=4954
  17. Acessivel?
  18. Obrigado Arklab. Quem tiver fotografias da obra partilhe se faz favor. O forum eh de todos.
  19. Pequim, China 10/02/2009 11:11 (LUSA) Temas: Acidentes e Desastres, Incêndios Pequim, 10 Fev (Lusa) – O incêndio que destruiu segunda-feira à noite um dos mais luxuosos hotéis de Pequim, o novo Mandarim Oriental, desenhado pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas, foi provocado por fogo de artifício, anunciou hoje a imprensa oficial chinesa. Foi também o maior incêndio registado em Pequim nos últimos 15 anos, reacendendo a polémica sobre o lançamento de petardos e fogo de artifício dentro do perímetro urbano da cidade. Um bombeiro morreu e seis ficaram feridos. O hotel, cuja inauguração estava anunciada para meados deste ano, ocupava uma torre de 44 andares no complexo que integra a nova sede da Televisão Central da China (CCTV), na zona oriental de Pequim. Trata-se de um empreendimento de cerca de cinco mil milhões de yuan (568 milhões de euros), desenhado por Rem Koolhaas (autor da Casa da Musica, no Porto) e considerado um dos novos ícones arquitectónicos de Pequim, ao lado do novo terminal do aeroporto, de Norman Foster, e do estádio olímpico (“Ninho de Pássaro”), dos suíços Herzog&de Meuron. O incêndio foi provocado por peças de fogo de artifício “muito mais potentes e explosivas” do que as que se vendem nas bancas de rua durante as celebrações do novo ano lunar e foram encomendadas “ilegalmente” por “um quadro superior” da CCTV, disse um porta-voz do governo municipal de Pequim. A CCTV já pediu desculpa pelos “grandes prejuízos causados ao património do país”. Os petardos e o fogo de artifício são dois ingredientes obrigatórios de qualquer festa chinesa, mas em 1993, por razoes ambientais e de segurança, a câmara de Pequim proibiu essa tradição dentro da quinta circular que envolve a cidade. A impopular proibição foi levantada em 2006 e desde então, durante a passagem do ano lunar, que continua a ser a maior festa da China e cujas celebrações se prolongam por 15 dias, é de novo permitido cumprir a ruidosa tradição. Ate à véspera do novo ano lunar, que começou no passado dia 26 de Janeiro, sob o signo do Búfalo, já tinham sido vendidas em Pequim cerca de 230.000 caixas de fogo de artificio, mais 28 por cento que em 2008. AC. Lusa/Fim in http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showitem?service=310&listid=NewsList310&listpage=1&docid=9309856 Incêndio destrói hotel junto a Televisão Nacional em Pequim 09.02.2009 - 15h20 CNN Um grande incêndio foi hoje à noite registado, pela hora local (início da tarde em Lisboa), num hotel de luxo recentemente construído em Pequim e ainda não ocupado. Desconhece-se a causa das chamas que engolfaram grande parte do Mandarin Oriental e não houve de imediato notícias de ferimentos, segundo os correspondentes da CNN que se encontravam na zona. O chefe da delegação da CNN na China, Jaime FlorCruz, que estava perto, comentou: "Parece que todo o edifício vai arder." Os bombeiros que afluíram ao local pareciam estar a conseguir limitar os estragos, ao fim de uma hora, apesar de as chamas terem subido pelo menos até ao trigésimo piso. O novo hotel situa-se junto de uma torre recentemente construída para a China Central Television (CCTV), mas não havia indícios de que o incêndio se estivesse a propagar a esse ou a outros prédios. O Mandarin Oriental-Beijing era o mais recente braço de uma vasta cadeia de estabelecimentos hoteleiros de cinco estrelas representada em locais como Washington, Nova Iorque, Banguecoque e Hong Kong. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364526&idCanal=11 http-~~-//www.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01293/mandarin-oriental_1293132c.jpg Illegal fireworks gut Beijing landmark Beijing, February 10, 2009 First Published: 23:31 IST(10/2/2009) Last Updated: 23:36 IST(10/2/2009) A charred steel skeleton is all that remains of a new 241-room luxury hotel in the heart of Beijing, where tourists flock to photograph Olympian skyscrapers designed to rival the older skylines of global capitals. The 520-foot-high steel tower was destroyed within hours in a Monday night inferno that blacked out a full moon sky. On Tuesday, officials blamed the blaze — and the resultant death of a fireman — on the Communist Party’s propaganda arm for setting off hundreds of powerful fireworks without permission, and ignoring warnings from police patrols. Planned as a hotel, cinema complex and television studio, it was slated to open this year. It arched sharply next to two Z-shaped leaning towers linked at 90-degree angles, to house an iconic media centre for the Communist Party broadcaster China Central Television. The two buildings, designed by architects in the Netherlands and built at a cost of $ 714 million, were meant as a display of the power of modern China. The Xinhua news agency said policemen on patrol had objected to the fireworks. “We have videos of the scene and remnants of the fireworks, which will serve as strong evidence in the investigation,” said Luo Yuan, deputy chief of the Beijing Fire Control Bureau. “The property’s owners ignored police warnings against such fireworks.’’ The inferno continued into Monday night while the skyline was also lit by a traditional display of fireworks to mark the end of the Lunar New Year holiday. The blaze was on from 8.27 pm to 2 am. About 600 firemen battled to save the hotel even as fireworks continued on nearby streets. A 30-year-old firefighter died from inhaling toxic fumes, and seven others were injured. in http://www.hindustantimes.com/StoryPage/StoryPage.aspx?sectionName=HomePage&id=35bb07e9-edc9-45b4-8e9e-58de9daf3d99&&Headline=Illegal+fireworks+gut+Beijing+landmark China TV admits it burned down new HQ with illegal fireworks display China Central Television, the official broadcasting mouthpiece of the Communist Party, was forced to admit it burned down part of its hallmark new headquarters building with an illegal fireworks display. Mandarin Oriental hotel: The 30-storey building, which was to have housed a theatre, studios and a five-star Mandarin Oriental Hotel was almost completely destroyed by the blaze Photo: AFP One fireman died and six others were injured in the blaze which engulfed part of the complex on Monday night, sending dramatic flames shooting into the sky over Beijing. The 30-storey building, which was to have housed a theatre, studios and a five-star Mandarin Oriental Hotel when it opened later this year, was almost completely destroyed by the blaze, which took six hours to extinguish. Bystanders reported immediately that it seemed to have been set off by fireworks, and the fire brigade confirmed that CCTV itself had hosted a fireworks display for staff on site. A spokesman added that the display was professionally organised and so large-scale that CCTV had been forced to ask for local authority permission – which had been refused because the site was too dangerous. The fire was the most dramatic seen in Beijing for years, with news spreading within minutes through online pictures and eyewitness accounts on twitter. One video showed the fireworks display turning to disaster as smoke started to rise from the roof of the complex. The main building, known locally as "Big Pants" because its two leaning, upside down 'L's are said to resemble a man hitching his trousers, was apparently undamaged. It was one of the Beijing Olympics' signature buildings, designed by the leading Dutch architect, Rem Koolhaas, and engineered by the British firm Arup. The fireworks used in the display were stronger than those normally on sale, according to the local fire department, and set off by a specialist pyrotechnics firm hired by CCTV for the Lantern Festival, which marks the first full moon of the Chinese New Year. "Owners of the property ignored policemen's warnings that such fireworks were not allowed," Luo Yuan, deputy head of the Beijing fire control bureau said. Mandarin Oriental said no-one was inside the building at the time. The speed with which the fire spread is also likely to be subject to an investigation, with safety standards and the control of flammable substances on the site likely to come under scrutiny. The disaster brought an unprecedented apology from CCTV, one of the most powerful state organs which is directly controlled by the Communist Party's propaganda department. "CCTV is deeply sorry that the fire caused severe losses to state property," it said, though it did not mention the death of the fireman, a 30-year-old local man. "CCTV sincerely apologises to people who live nearby for the inconvenience and for the traffic jams (caused by the fire)". in http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/asia/china/4579647/China-TV-admits-it-burned-down-new-HQ-with-illegal-fireworks-display.html Things Lost In the Beijing Fire The deadly fire that broke out in Beijing’s business district has apparently left the landmark $800 million square China Central Television Tower without serious damage. But the iconic structure and its fans have suffered a loss nevertheless. The fire-damaged TVCC building as seen on Tuesday (Photo by AP) The inferno– which CCTV has admitted was caused by a fireworks display arranged by one its own employees-– turned the 44-story Television Cultural Center into blackened hulk. The boot-shaped building was an integral part of well-known Dutch architect Rem Koolhaas’s award-winning vision for the CCTV complex in the heart of Beijing’s Central Business District. It was the two-building design that won Mr. Koolhaas and his associates the design commission from CCTV, China’s monopoly national broadcaster, in a hotly contested competition involving some of the world’s most prestigious architects. Rocco Yim, one of the judges, told the Journal he was impressed by the complementary relationship between the two towers. “The boot and the loop- struck me as very interesting,” Yim said in a 2007 interview. “It is not just a standalone, (but) an interactive relationship with a little brother.” Another fan, blogger Alex Pasternack, wrote in a post that year that the TVCC building “was always meant to be a more lighthearted, pleasurable affair than its hulking sibling next door,” which he described as having a twisting, otherworldly shape.” Pasternack, a former writer with local design magazine Urbane, wrote that the TVCC building was nicknamed “the fun place” by folks at Mr. Koolhaas’s firm Office for Metropolitan Architecture, or OMA. The building– which was to house the five-star Mandarin Oriental luxury hotel, a theater and recording studios-– was clad in a unique skin of titanium zinc alloy, a material that its designers believed would allow the building to rust with dignity and endure the passage of time better than other metal buildings, Pasternack wrote. (To some ordinary passersby, however, the shiny exterior resembled corrugated aluminum siding more suited to shantytowns.) Critics of the overall CCTV compound design say the project’s gargantuan size, the TVCC building’s boot shape and cantilevered overhang of the main building are designed to inspire fear and symbolize state power and media control. As if to reinforce this, Internet users complained that last night’s inferno was played down by Chinese media. Media site Danwei noted “this morning, Xinhua’s own website featured a fire smack in the middle of the homepage, but it wasn’t from Beijing. A scheduled blaze during a Lantern Festival celebration in Korea ended up causing a stampede that led to the deaths of at least four crowd members.” –Mei Fong in http://blogs.wsj.com/chinajournal/2009/02/10/things-lost-in-the-beijing-fire/?mod=googlenews_wsj Investigators blame China's state TV station for fire tragedy 18 hours ago BEIJING (AFP) — Investigators Tuesday blamed China's state TV station for a huge blaze at its new headquarters that engulfed a hotel, saying fireworks it illegally set off to celebrate the Lunar New Year caused the fire. One firefighter died after inhaling toxic fumes while battling the fire at the Mandarin Oriental's nearly finished flagship hotel inside the CCTV complex that began on Monday night and raged for more than five hours, officials said. Seven other people were injured, but the Mandarin Oriental said no one was in the hotel when the fire started, indicating the death toll was unlikely to climb sharply. The 159-metre (524-foot) tall hotel was just 200 hundred metres from the futuristic CCTV tower that has quickly won fame as one of Beijing's most stunning buildings and a striking symbol of China's new-found global power. Both buildings were designed by renowned Dutch architect Rem Koolhaas' Office of Metropolitan Architecture and due to open this year. City government officials said the exterior of the hotel had been severely damaged, while the external walls of the 234-metre (770-foot) CCTV tower were burnt but its structure was not harmed. In a public relations disaster for CCTV, which is one of the ruling Communist Party's chief propaganda arms, authorities said the station defied police warnings and set off powerful fireworks in the complex. "The owner caused the fire because it violated regulations and set off fireworks at the construction site," Zhu Xu, a spokesman with the Beijing government, told AFP. CCTV staff recorded the fireworks show, which involved pyrotechnics far stronger than the public is allowed to use, the official Xinhua news agency quoted Beijing Fire Control Bureau Luo Yuan as saying. "Owners of the property ignored policemen's warnings that such fireworks were not allowed," Luo said, according to Xinhua. He said the people who set off the fireworks were being detained for questioning. Fireworks had erupted right across Beijing on Monday night to celebrate the Lantern Festival that marks the official end of the Lunar New Year celebrations. Letting off fireworks on Lunar New Year's Eve, which fell on January 25 this year, and throughout the festive period is a long-held Chinese tradition based on the belief that the noise will ward off evil spirits and ghosts. But it is also a notoriously dangerous practice, and was as such banned in Beijing between 1994 and 2005. The ban in Beijing was lifted due to popular demand, following similar moves in 200 Chinese cities a year earlier, and the past two weeks had seen one of the most intense fireworks frenzies yet across the city. The Mandarin Oriental's website said the 241-room hotel was to be the group's flagship property in China and one of Beijing's most luxurious hotels. However its statement about the fire said it did not own the building, and was only contracted to run the hotel. The CCTV complex, built at a cost of five billion yuan (710 million dollars), was among many amazing developments to rise ahead of last year's Beijing Olympics. Some had described the CCTV tower as one of the most daring pieces of architecture ever attempted. Two cantilevered arms edge towards each other from twin towers that lean over at a sharp angle, with 10,000 steel beams locking the structure together. Other landmarks include Swiss architects Herzog and De Meuron's Bird's Nest main Olympic stadium, and the bubble-wrapped "Water Cube." French architect Paul Andreu designed the National Grand Theatre, renowned for a massive titanium-tinted dome. And an enormous new airport terminal designed by British architect Norman Foster opened last year. in http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5j2FfiGInDV_vYbQ41mCUtN-mpqIw BEIJING — A fierce blaze started by an illegal fireworks show engulfed one of the Chinese capital’s most architecturally celebrated modern buildings on Monday, the last day of festivities for the Lunar New Year, the official Xinhua News Agency reported Tuesday. Back Story With The Times's Andrew JacobsThe fire was not extinguished until early Tuesday morning. Xinhua, quoting a fire official, said a fireworks company had been hired to ignite several hundred large firecrackers in an open space outside the building, the Mandarin Oriental Hotel, which was under construction. The official described them as illegal fireworks that much more powerful and explosive than those sold at roadside stalls. One firefighter was killed and seven people were injured, including six firefighters, according to Xinhua. The 34-story building, designed by the Dutch architect Rem Koolhaas and containing the hotel and a cultural center, is part of China Central Television’s new headquarters, an angular behemoth built to coincide with the Beijing Olympics last year. The structure consists of two slanting towers that are joined by spans at the top and bottom. Xinhua reported that CCTV had hired the fireworks company. Firefighters, their equipment reaching up only a dozen or so floors, could do little to contain the blaze, a spectacular wall of flames reflected in the glass skin of the adjacent CCTV tower. The CCTV complex was an expensive trophy of the pre-Olympics building boom, the result of many billions of dollars that the Communist Party had devoted to making Beijing a city of the future. The main CCTV tower appeared untouched by the fire. The 241-room hotel, which had been due to open this summer, was unoccupied at the time, hotel executives said. According to Chinese television, the fire began at 8:27 p.m. Monday, although witnesses said they spotted flames as early as 7:45 p.m. Within 20 minutes, they said, the fire had spread from the lower floors to the building’s crown. Smoke drifted across the night sky, obliterating a full moon. The authorities blocked off a thoroughfare known as the Third Ring Road, which runs adjacent to the complex. Subway cars running underneath the site were briefly halted, stranding thousands of passengers. Frantic police officers tried to shoo away huge crowds as sirens wailed and fireworks lighted up the skyline . People watching noted that the timing of the fire, at the end of the spring festival, was inauspicious. The city had been crackling with fireworks for the annual Lantern Festival, the final day of the two-week Chinese New Year holiday. A spokesman for Mr. Koolhaas’s firm in Rotterdam, the Office for Metropolitan Architecture, called the fire “a great tragedy.” The spokesman, Stefan Petermann, said the firm had won the competition for the building in 2002; groundbreaking took place in 2004, and the building was due to be completed this May. As they stood gaping at the blaze, many people said the fire would be widely interpreted as a poor omen for the coming year. Fan Wenxin, 20, a waiter who works a few blocks from the complex, rattled off a litany of disasters that have shaken China in recent months, among them the Sichuan earthquake, the riots in Tibet and a drought that has left Beijing and much of northern China without precipitation for more than three months. “This does not bode well for the new year,” he said. Edward Wong contributed reporting from Beijing, and Graham Bowley from New York. in http://www.nytimes.com/2009/02/10/world/asia/10beijing.html?hp TOPICO INTERNACIONAL SOBRE O ASSUNTO Deenvolvido por internautas de todo o mundo com imagens, videos e noticias de ultima hora.
  20. O Rem Koolhas deve ter neste momento um processo na China. Os chineses devem ter censurado... por mais censura que eles tentem impor na Internet o facto eh que o mundo todo sabe disto pela net. Tratando-se de uma obra deste arquitecto, um Starchitect, implica a pergunta: - Como pode isto acontecer a um dos arquitectos mais famosos do Mundo? Afinal ele nao eh assim tao bom. Os clientes do mundo inteiro devem ter perguntado no dia seguinte: - O meu edificio tambem vai arder assim desta maneira? Ele nao se pode refugiar na ideia que nao havia regulamentos contra o incendio na China. Consequencias: 1 . Os arquitectos que fiscalizaram a obra sao capazes de levar um tiro na cabeca. 2 . Se houve corrupcao vai haver penas de morte e cadeia para tudo o que esteve envolvido. 3 . A OMA acabou de perdeu um excelente mercado de trabalho: China. Houve um arquitecto que passou pelo mesmo. I.M. Pei em relacao a um arranha ceus em Boston. Os vidros comecaram a cair depois dum vendaval. Foi obrigado a pagar indemnizacoes e perdeu contratos. Agora imaginem isto acontecer ao OMA.
  21. Esse topico trata-se duma duvida e estah relacionado com um edificio.
  22. :foto:
  23. Como foi possivel?
  24. http-~~-//www.eikongraphia.com/wordpress/wp-content/OMA%20-%20TVCC%20Exterior.jpg Este edificio desapareceu. Fire claims building at CCTV Beijing headquarters BEIJING (Reuters) – Fire consumed a building in Beijing that formed part of Central China Television's new headquarters as residents set off fireworks throughout the city to celebrate the Lantern Festival on Monday evening. Flames 20-30 feet high shot out of the building, just north of the landmark CCTV tower designed by Dutch architect Rem Koolhaas. The flames were reflected in the tower, which itself appeared to be untouched. "The upper fifth is on fire, multiple floors. Debris is falling and flames are coming out in all directions," Edie Marshall, a Beijing resident, told Reuters. The fire began abating just before midnight (11:00 a.m. EST). No one appeared to have been in the building, a policeman on the scene said, adding he had no immediate knowledge of any casualties. Hundreds of people watched and took photos as fire trucks sprayed streams of water on the building. Armed police moved the onlookers beyond a cordon as paramilitary troops moved in on the building. The fire department did not immediately comment on the suspected cause of the blaze, which occurred as the city was bombarded with fireworks on the final day of the Lunar New Year holiday. The destroyed building housed the Mandarin Oriental hotel in eastern Beijing, which was supposed to open in 2009. It was also designed to include a theater, recording studios and cinemas, while CCTV's main production and broadcasting units were to occupy the main building next door. (Writing by Lucy Hornby: Editing by Angus MacSwan). in http://news.yahoo.com/s/nm/20090209/wl_nm/us_china_fire http-~~-//www.skyscrapers.cn/forum/attachments/090209230647beefcb4ddd9030.jpg http-~~-//www.skyscrapers.cn/forum/attachments/090209230663709fd59e0f0c57.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v188/cityx/Architecture/dggh5mp6_17ggsrqggg_b.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v188/cityx/Architecture/dggh5mp6_14cwfpnffk_b.jpg http-~~-//img.photobucket.com/albums/v188/cityx/Architecture/dggh5mp6_18g5csb5c6_b.jpg via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=179084&page=2
  25. The city of Bonn has announced the 4 concept-aspirants for the new Beethoven Festspielhaus, the replacement for the old Beethovenhalle. Looks like Beethoven's hometown will get a top-notch festival hall. Old Beethovenhalle http-~~-//www.bonnexpat.com/fileadmin/assets/media/img/img_gal_bonn/full/beethovenhalle-03.jpg CONCURSO Concept 'Diamant' by Zaha Hadid, London http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/hadid_rheinseite_tag.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/hadid_002.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/hadid_003.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/hadid_innenperspektive.jpg Concept 'Wellen' by Herman & Valentiny, Luxembourg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/herm_valent_003.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/herm_valent_002.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/herm_valent_innenansicht.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/herm_valent_rheinansicht.jpg Concept 'Rhein-Kristall' by Arata Isozaki, Tokyo http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/isozaki_003.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/isozaki_002.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/isozaki_innenansicht.jpg Concept 'Beethoven-Plateau' by Richard Meier & Partner, New York http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/meier_rheinseite_nacht.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/meier_002.jpg http-~~-//www.bonn.de/imperia/md/images/touri-kult-freiz-sport/beethoven/festspielhaus/meier_innenperspektive.jpg via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=31954400#post31954400 in http://www.bonn.de/tourismus_kultur_sport_freizeit/bonn_ist_kultur/festspielhalle_beethoven/00604/index.html
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