Jump to content

JVS

Moderadores
  • Posts

    5034
  • Joined

  • Last visited

  • Days Won

    5

Everything posted by JVS

  1. Vinte lojas, dois restaurantes, um supermercado gourmet, 20 apartamentos, serviços (clínicas e escritórios) e estacionamento público completam o Liberdade Street Fashion, um empreendimento inovador em Portugal que o Grupo Regojo vai construir no quarteirão dos antigos CTT. O projecto, cujo investimento atinge os 33 milhões de euros, é assinado pelo arquitecto Gonçalo Byrne e alia a componente comercial às vertentes habitacional e cultural, incuindo as ruínas da necróple romana recentemente descobertas. “A abertura do street shop está prevista para Outubro de 2010 e a vertente habitacional para o final desse ano”, garantiu, durante o lançamento da primeira pedra do empreendimento, o director executivo da Regojo Imobiliária, João Carvalho, adiantando que em Maio começa a comercialização das lojas. “Este modelo de comércio de rua é único em Portugal e há poucos no mundo”, explicou, ainda, aquele responsável. E porquê Braga? “Entendemos de lojas, de consumo e sabemos o que Braga gasta. Os outros shopping’s não sei se vão abrir porque não há logistas e isto é um ciclo vicioso. Aqui temos lojas de rua, sentimos que ainda existe alguma especulação e trata-se de um projecto totalmente diferenciado”. Além disso, vai existir “uma associação comercial de logistas e a ideia é dinamizar o centro histórico e possibilitar a criação de cerca de 850 novos postos de trabalho”, assegurou João Carvalho, fazendo questão de referir q ue “o grupo pagou 500 mil euros (mais Iva) para a construção do túnel da avenida”. Para o presidente da autarquia bracarense, presente na cerimónia, “este é mais um exemplo em Braga em que é possível conciliar a história com o desenvolvimento”. Mes- quita Machado espera que “este bom exemplo sirva de incentivo para outros empreendimentos”. Face à importância dos achados descobertos, a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM) propôs a musealização ‘in situ’. “Assumimos o encargo de alterar o projecto original e aceitamos a proposta de conservação, que passará pela sua classificação, a atribuir pelo IGESPAR, que depois entrega os achados à autarquia para a sua conservação e consequente abertura ao público”, explicou o director executivo da Regojo Imobiliária, considerando que “o acesso àqueles dois espaços tem que ser gratuito”. Para a responsável da UAUM, Manuela Martins, “foi descoberto nos últimos 16 meses um grande legado arqueológico”. E foi mais longe: “este novo imóvel será um local diferente dos outros com dois espaços de ruínas visitáveis. Além disso é a prova que os sítios têm história que merece ser contada e que o passado e a memória podem viver com um espaço mais moderno e sofisticado”. Manuela Martins admitiu que “foi uma notável experiência”, sendo possível “devolver à cidade mais uma página da sua história”. in http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=5099
  2. Concurso para o Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real Ordem dos arquitectos pede a impugnação do concurso de parque tecnológico 16.04.2009 - 11h26 Luísa Pinto Já foi entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela uma denúncia subscrita pelos presidentes do Conselho Directivo Nacional e Conselho Directivo da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos com vista a impugnar o concurso público lançado pela Associação para o Desenvolvimento do Régia-Douro Park, e que tinha apenas um prazo de nove dias para entrega das propostas. Segundo informação divulgada pela Ordem dos Arquitectos, a denúncia foi acompanhada com um parecer técnico com que se pede ao tribunal que "se digne patrocinar a acção administrativa especial de impugnação de actos administrativos e do programa do concurso e caderno de encargos, bem como a providência cautelar com vista à suspensão do procedimento concursal" relativo ao concurso público para a elaboração do projecto de execução do loteamento e três edifícios do Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real. Trata-se de um concurso que mereceu, assim que foi lançado, uma iniciativa inédita por parte da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, que considerou o concurso "inaceitável" e anunciou a intenção de sancionar disciplinarmente os profissionais que nele apresentem propostas. Em causa estão os prazos definidos para a entrega de propostas, apenas nove dias, bem como o facto de o júri que as vai avaliar não incluir nenhum arquitecto. Há uma arquitecta, mas é apenas suplente. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1374654&idCanal=57
  3. Museu de Arte Sacra vai avançar A freguesia de Proença-a-Velha, no concelho de Idanha, vai ter um Museu de Arte Sacra. Este é um sonho já antigo e um anseio que a Santa Casa alimenta há longos anos, desde finais da década de 60, no século XX. Tudo porque ali existem imagens de rara beleza e valor que merecem ter um espaço condigno para ser apreciadas. Agora o sonho vai concretizar-se. O projecto para o tão almejado Museu de Arte Sacra, foi apresentado no passado sábado, dia 11, pelo arquitecto responsável, Nuno Travasso. A casa onde ficará instalado o Museu, mesmo junto à Igreja da Misericórdia foi adquirida pela autarquia, por 30 mil euros, embora fique na posse da Santa Casa. Como refere a Memória Descritiva do projecto, “o Museu de Arte Sacra de Proença-a-Velha deverá surgir como um complemento à Igreja da Misericórdia e estabelecer-se não só como um novo pólo de atracção turística, mas sobretudo como parte da identidade de Proença”. Nuno Travasso refere que este projecto parte da intervenção numa pequena casa actualmente devoluta, com a qual se procura manter e recuperar a estrutura existente, dando-lhe uma maior clareza e dignidade. Verifica-se, no entanto, que a área exígua da construção não permite responder de modo satisfatório às exigências que a nova função impõe. Daí a necessidade de prever a ampliação do edifício. Neste sentido e preservando a casa existente a proposta apresenta a construção de um outro espaço, aproveitando o logradouro, perfeitamente disfarçado, onde ficarão instaladas as valências e serviços de apoio ao Museu. E é aqui que nasce, também, a principal sala, onde vão ficar as peças mais valiosas do calvário gótico. Um espaço que, como refere o arquitecto se transforma, assim, numa “espécie de relicário”. Terá um revestimento metálico “onde não existe uma clara diferenciação entre paredes e cobertura. O carácter de excepção da nova construção ajuda ainda a caracterizar o novo uso do conjunto”, descreve a memória. A casa a recuperar ficará ampla, sem qualquer tipo de divisões, nascendo duas salas, nos dois pisos do imóvel. O presidente da Junta está satisfeito por conseguir concretizar esta pretensão da Santa Casa e da população. Francisco Silva refere ao Reconquista que o Calvário, datado do século XIII vai, finalmente, ficar visível, embora bem guardado, dadas as características do espaço onde será colocado. Para além disso, destaca que todo o espólio da Santa Casa e da paróquia vai poder ser apreciado, o que até aqui não acontecia, havendo muitas peças guardadas, devido ao seu valor. No total, como refere o autarca, são mais de 170 metros quadrados que vão albergar todo este espólio valioso, num projecto orçado em 165 mil euros e para uma obra com prazo de execução de 18 meses. Os Fundos Comunitários poderão ajudar e para isso vai ser feita a respectiva candidatura. Por: Cristina Mota Saraiva in http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=175&id=13180&idSeccao=1773&Action=noticia
  4. Pousada de Estoi inaugurada oficialmente até ao Verão (com fotos) hugo rodrigues Ver Fotos » Nova Pousada de Portugal em Estoi A Pousada de Estoi, em Faro, já está aberta ao público, mas a sua inauguração oficial só deverá ter lugar em Maio ou em Junho. Por agora, a mais recente Pousada de Portugal a abrir portas está em regime de «soft opening», mas já aceita clientes, revelou ao «barlavento» o Grupo Pestana, que explora a unidade hoteleira. TEMAS: Turismo Segundo a porta-voz do grupo português, a unidade abriu no fim-de-semana de Páscoa, disponibilizando 45 dos 63 quartos de que dispõe. Mas, em pouco tempo, será alargada a oferta de quartos e a unidade deverá estar a funcionar em pleno, no que à vertente de alojamento diz respeito, bem antes do lançamento oficial. Esta inauguração «ainda não tem data marcada», mas acontecerá, «com certeza, antes do Verão». Nesta altura, quase todas as vertentes estarão já a funcionar. A única que poderá demorar mais algum tempo a abrir ao público é a de SPA e piscina interior, estruturas que ainda não estão concluídas. A Pousada de Estoi já foi construída «segundo a lógica da nova geração de Pousadas», em que, além da vertente ligada ao património histórico edificado, design e hotelaria de charme, é criado outro tipo de serviços e oferecida maior capacidade de alojamento. Em Estoi, a Enatur, responsável pela construção da unidade hoteleira, recuperou o Palácio do Visconde de Estoi, aproveitou as antigas cavalariças da propriedade e construiu de raiz um novo edifício. Também houve uma aposta na recuperação dos jardins do palácio e da sua estatuária, que já foram famosos pela sua beleza. Assim, no palácio propriamente dito, estão instaladas «todas as partes comuns da Pousada». O restaurante, os bares, as salas de convívio e de pequeno-almoço e a recepção são exemplos. Já os 63 quartos vão estar todos situados no novo edifício, construído de raiz para esse efeito. Destes, três são suites. «Todos os quartos são amplos e modernos», garantiu a porta-voz do Grupo Pestana. O antigo edifício das cavalariças do Palácio de Estoi foi recuperado para servir de salão multiusos, onde se poderão não só realizar eventos, mas também reuniões e conferências. Ao mesmo tempo, haverá uma zona de lazer exterior, com piscina. As Pousadas de Portugal de construção mais recente têm, tendencialmente, mais quartos do que as mais antigas, de modo a poderem «oferecer outro tipo de serviços, como por exemplo o SPA e a piscina interior». Uma maior capacidade de carga também torna a vertente de conferências e de eventos mais apelativa. O projecto que permitiu transformar o Palácio de Estoi e a sua envolvente numa Pousada moderna é da responsabilidade do arquitecto Gonçalo Byrne. O investimento feito nesta unidade hoteleira ultrapassou os 13,5 milhões de euros. Veja todas as fotos da nova Pousada de Estoi 17 de Abril de 2009 | 15:00 hugo rodrigues in http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=32378
  5. 22:33 - Futebol - FC Porto Pinto da Costa revela os pormenores do Dragão Caixa O presidente do FC Porto vai adiantar este sábado, os detalhes da inauguração do pavilhão que vai servir as modalidades do clube – Dragão Caixa. A inauguração do pavilhão está marcada para dia 23, mas Pinto da Costa e José Araújo e Silva, administrador da Caixa Geral de Depósitos, vão este sábado levantar um pouco o véu do pavilhão, obra do arquitecto Manuel Salgado. in http://www.ojogo.pt/Directo/NoticiaHora_futfcppintodacosta_170409_127826.asp Ver http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=162768 Revista Dragoes - Receba um exemplar gratis! 17-04-2009 GERAL Presidente apresenta primeiro vislumbre sobre o Dragão Caixa Jorge Nuno Pinto da Costa, acompanhado por José Araújo e Silva, administrador da Caixa Geral de Depósitos, vai desvendar os primeiros detalhes em torno da inauguração do Dragão Caixa, o novo espaço de excelência do emblema portista. A conferência de imprensa que vai levantar o véu sobre a nova casa das modalidades do F.C. Porto está marcada para este sábado, às 11h30, no Estádio do Dragão. Aproxima-se a passos largos a abertura do Dragão Caixa, inovadora valência de vanguarda que vai servir as modalidades de alta competição do F.C. Porto, com inauguração agendada para 23 de Abril. Antes, já este sábado, o presidente azul e branco, acompanhado pelo representante da CGD, parceira do F.C. Porto na transformação do sonho Dragão Caixa em realidade, apresenta o primeiro vislumbre em torno da obra do arquitecto Manuel Salgado, igualmente autor do Palco de Emoções portista. in http://www.fcporto.pt/Info/NoticiasGerais/infogeral_geralpintocostaconfanuncio_170409_43154.asp
  6. Enterrar metro custa mais 20 milhões 00h30m HUGO SILVA Enterrar o o metro entre Matosinhos e as Condominhas, no Porto, aumentará 20 milhões de euros o preço da Linha do Campo Alegre. "Menos de 10% do custo total", contabilizou a Comissão de Acompanhamento da Câmara. Os números foram apresentados por Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto e membro da Comissão, aludindo aos valores indicados pelo presidente da Metro do Porto, Ricardo Fonseca, em entrevista ao JN: a diferença de custos entre um quilómetro à superfície e um quilómetro enterrado através do sistema "cut and cover" (sem tuneladora) é de oito milhões. Na terceira e última sessão pública de esclarecimento sobre o projecto da Linha do Campo Alegre, em Nevogilde, os membros da comissão nomeados pela Câmara reiteraram críticas ao troço à superfície, defendendo o enterramento da linha. Que só faria subir a factura de 320 milhões para 340 milhões, disse Rui Moreira. "Será que investir 20 milhões no Porto não é investimento público?", questionou Pedro Mendes, um dos muitos participantes no debate. A maioria também defendeu o enterramento da linha. "Não há um centavo gasto em expropriações", acrescentou Lino Ferreira, vereador do Urbanismo e também membro da comissão. "Se tivermos em conta o que o metro de Lisboa gasta em cada quilómetro, não temos dúvida absolutamente nenhuma de que o enterramento não acarreta custos significativos", acrescentou. O problema mais complicado continua a ser a passagem na zona do Fluvial. A comissão critica a estação no meio de uma rotunda e o emaranhado de ligações viárias. Propôs "puxar" a plataforma para o lado do Parque da Pasteleira. Nesse sentido, a projectista do espaço verde, Marisa Lavrador, vai ser consultada. Também o arquitecto Sidónio Pardal será ouvido sobre a forma de atravessamento do Parque da Cidade. O projecto prevê a construção de um segundo viaduto para a passagem da Linha do Campo Alegre. Rui Moreira revelou, ainda, que também foram pedidos estudos adicionais à empresa Tremno, de Álvaro Costa, sobre o projecto, designadamente a passagem por Diogo Botelho. Os membros da comissão nomeados pela Autarquia (há mais três, designados pela Metro) alertaram, porém, que não querem prolongar demasiado a discussão, para que depois a Câmara não seja acusada de impedir o lançamento do concurso global para as linhas da segunda fase na data prevista (Setembro próximo). Lino Ferreira afirmou que a Metro do Porto tem vindo a mostrar abertura à posição da Câmara e voltou a lembrar que, na entrevista ao JN (publicada anteontem), o próprio presidente da empresa admitiu que poderá avançar-se para o enterramento da linha, em nome do consenso. Ricardo Fonseca afirmou que não será possível impor uma solução contra a vontade do Município. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1204824
  7. Plano da Matinha na Câmara de Lisboa Prédios de 16 andares e nova catedral à beira-Tejo Por Graça Rosendo O projecto da Câmara Municipal de Lisboa para a zona da Matinha prevê a construção de sete torres de 16 andares, para além de vários quarteirões de prédios de sete, cinco e quatro pisos, mesmo à beira-rio. E ainda a nova catedral O plano de intervenção na Matinha, feito pelo ateliê Risco (que era dirigido por Manuel Salgado, antes de o arquitecto se tornar vereador da autarquia), prevê que 75% deste novo aglomerado urbano na cidade – que fica paredes meias com o Parque das Nações – seja ocupado só com construção de habitação. O projecto urbanístico inclui ainda, para esta área, a construção da futura catedral de Lisboa e de um jardim público com 2,5 hectares. in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=132368
  8. Arquivo: Edição de 09-04-2009 Cultura e Lazer Câmara vai adjudicar projecto de requalificação do edifício na reunião de 13 de Abril Conservatório de Música de Santarém aguarda há meses pelas novas instalações Desde Novembro de 2008 que o Conservatório de Música de Santarém (CMS) aguarda que sejam iniciadas as obras no antigo edifício da EDP (palácio João Afonso), junto ao Teatro Sá da Bandeira, que será em grande parte adaptado para novo espaço da instituição. A promessa de instalação do CMS em espaço mais adequado vem desde os mandatos de José Miguel Noras, que deixou a presidência da câmara no início de 2002, e atravessou todos os executivos desde aí. No mandato de Rui Barreiro foi aprovado o projecto de arquitectura do edifício com os pareceres do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DREL-LVT) por se tratar de edifício localizado no centro histórico que será destinado a escola de música. Dia 29 de Março a deputada e vereadora da Câmara de Santarém, Luísa Mesquita, reuniu-se com a direcção do Conservatório para recolher informações e dar voz às preocupações dos seus responsáveis pelos sucessivos atrasos. O atraso na mudança de instalações tem protelado a utilização de instalações alugadas nas águas furtadas do Centro Cultural Regional. Seis pequenos espaços servem de salas de aula e de ensaio para 182 alunos e 19 professores. Para a presidente da direcção do Conservatório, Maria Beatriz Martinho, há que dar um andamento mais rápido ao processo. “O projecto inicial foi aprovado em Lisboa há mais de um ano e tem-se protelado no tempo. Primeiro estaria concluído em Novembro, depois em Dezembro e finalmente em Janeiro. O prazo passou para Março e chegado o primeiro dia do mês contactei o senhor presidente da câmara que me informou que a intervenção devia começar em Maio. Essa informação já está desactualizada, uma vez que um arquitecto da câmara me referiu que só será possível as obras começarem em Outubro”, explicou Maria Beatriz Martinho. O arquitecto Pedro Gouveia, do Departamento de Gestão Urbanística da Câmara de Santarém, esclarece que alguns atrasos tiveram a ver com a abertura do concurso de concepção do projecto de especialidades (acústica de edifício antigo em zona sensível do centro histórico) e construção, que teve a reclamação de um dos concorrentes aquando da admissão de propostas. Decorrido o prazo de contestação foi ratificada a primeira decisão de escolha do empreiteiro. O vereador da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, refere que a adjudicação da concepção do projecto de especialidades e requalificação do edifício irão ser submetidos à reunião do executivo de 13 de Abril. A empresa vencedora terá 60 dias para elaborar o projecto e 240 dias para fazer obra a partir da assinatura do contrato. “Esperamos arrancar com a obra ainda este Verão”, antevê o autarca. Deputada quer celeridade no apoio ao Conservatório Para Luísa Mesquita há que dar uma resposta célere e adequada ao Conservatório no que respeita às obras de especialidades do novo edifício. Com críticas ao funcionamento das actividades de enriquecimento curricular, das quais recorda que o inglês e educação física estão a meio e gás e a música é quase inexistente, Luísa Mesquita diz que cabe aos responsáveis da autarquia e do ministério “apoiar instituições como o Conservatório de Música de Santarém que forma músicos, educa musicalmente e contrata professores, pagos à tabela e não a cinco e seis euros por hora como os professores de inglês nas actividades de enriquecimento curricular”, exemplifica. Criado em 15 de Maio de 1985 o Conservatório recebe alunos de todo do distrito. Utiliza as instalações do Centro Cultural e também a Casa do Brasil para as aulas de canto, a Igreja da Piedade para aulas de violoncelo e a Sé Patriarcal para as aulas de órgão de tubo. Da Câmara de Santarém recebe 648,44 euros de subsídio mensal, além da autarquia suportar a renda das instalações. Do Ministério da Educação recebe um subsídio de 60 mil euros para o período de Janeiro a Agosto, para pagar a professores e funcionários, além de cobrar uma mensalidade aos alunos. A verba de Setembro a Dezembro é definida em função do plano de actividades apresentado. in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=386&id=52749&idSeccao=5799&Action=noticia
  9. A nova sede da AFRICA.CONT 12 Abril 2009 Sobranceiro à margem do rio Tejo, em Belém, Lisboa, um dos locais mais emblemáticos da epopeia dos descobrimentos portugueses, vai nascer um centro cultural que procura estabelecer um diálogo intercultural com os países africanos de língua portuguesa, redescobrir a história de Portugal e reconciliar o País com o seu passado de diáspora. Trata-se da nova sede da AFRICA.CONT, o Centro Cultural Africano, da autoria do arquitecto tanzaniano naturalizado britânico David Adjaye, actualmente um dos jovens arquitectos mais celebrados no mundo e que conhece Portugal por ter colaborado com o arquitecto Eduardo Souto de Moura. O local escolhido é o Palácio de Pombal, perto das Janelas Verdes e Museu de Arte Antiga , um conjunto notável de edifícios oitocentistas que inclui o Palácio e respectivos armazéns, e que actualmente se apresenta num avançado estado de ruína. Ao analisar a história cultural, principalmente arquitectónica e económica do local, o arquitecto britânico estabeleceu uma ideia extremamente forte que lhe permitiu desenvolver o projecto: reinterpretou a história dos Descobrimentos Portugueses, recorrendo a uma inversão simbólica do uso dos espaços: no século XVIII o palácio e antigos armazéns funcionaram como contentores de produtos vindos de África para o Império pelos mercadores da época, pelo que actualmente, passarão a ser os contentores da cultura africana, aberta a todos. Destinado a promover a cultura africana e o diálogo intercultural, o centro cultural procura ser uma "Cidade das Artes" dentro da cidade de Lisboa. Irá albergar actividades como teatro, performance, fotografia, música, dança, cinema e albergará residência de artistas, espaços expositivos, auditórios e um anfiteatro, para além dos espaços institucionais, como escritórios, salas de reunião, etc. Estas actividades e espaços irão ser instaladas nos quatro edifícios que compõem o Palácio de Pombal e nos dois imóveis que se pretende adicionar. É ainda proposta a requalificação dos espaços envolventes existentes para a criação de jardins e um auditório. O coração desta intervenção é um grande vazio, uma praça, onde poderão funcionar actividades ao ar livre, tão características da cultura africana e tão importantes no modo de estar urbano de vida exterior. Simbolicamente, esta praça pública , por isso aberta e acessível a todos, representa o diálogo inter-cultural que Portugal pretende estabelecer com África, e assumir-se como o país europeu que irá estabelecer pontes com o continente africano. Tags: Artes, Arquitectura in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1199282&seccao=Arquitectura
  10. Ele ordena o caos da internet Por Miguel de Azevedo Carvalho - ljcc05065@icicom.up.pt Publicado: 13.04.2009 | 10:35 (GMT) Marcadores: Design , Internet , Tecnologia Ganhou visibilidade através do site "Visual Complexity", no qual se dedica a reinventar o modo como vemos a realidade. Em entrevista ao JPN, Manuel Lima desvenda o porquê de ter sido eleito uma das 50 mentes mais criativas para 2009. Designer, tecnólogo, matemático, artista, "arquitecto de informação", geek, "cartógrafo da arte" ou apenas - como o próprio se define - um "funcionalista perturbado pela estética". Em conversa com Manuel Lima, não é difícil imaginar títulos e desencantar definições. A última tem a chancela da"Creativity", prestigiada revista de design, publicidade e entretenimento que elegeu o português de 30 anos como uma das 50 mentes mais criativas para 2009, lado a lado com nomes como o fundador da Amazon, o estratega de Obama, os co-fundadores da Google e outros que "impuseram uma marca significativa na consciência criativa". Nascido nos Açores, Manuel Lima trabalha actualmente na Nokia em Londres e desenvolve o site Visual Complexity, projecto inovador onde se empenha na reinvenção e recolha de representações visuais de realidades como uma rede de transportes ou uma rede social. Por exemplo: em 2007, desenvolveu um mapa de Portugal recorrendo apenas a quadrados e rectângulos. JPN: Comecemos por traçar o mapa biográfico do Manuel. Nasceu nos Açores e vive agora em Londres. Pelo caminho passou por Lisboa, Copenhaga, Nova Iorque e Londres... ML: Assim muito rápido: aos 18 anos saí de Ponta Delgada e fui estudar para Lisboa, tirei a licenciatura em Arquitectura do Design na Universidade Técnica, depois, no final da licenciatura, fui para Copenhaga onde fiz um estágio académico de seis meses na empresa Kontrapunkt e aí conheci algumas pessoas que tinham amigos na Parsons School for Design em Nova Iorque, voltei para Lisboa e continuei a trabalhar, a por o meu currículo e o meu portfolio em ordem e candidatei-me ao programa de mestrado da Parsons. Consegui entrar, tive a felicidade de ter bolsas de estudo da Gulbenkian, da Fundação Luso-Americana e da própria Parsons. Fiquei lá três anos ao todo e depois vou para Londres e estou cá quase há três anos. Como é que alguém que tem formação nas Belas-Artes, se foi interessar pela visualização de redes? Uma das razões que me fascina na área da visualização de informação, e em particular das redes, é ser uma disciplina em que a arte e a ciência estão lado a lado. Há uma expressão fenomenal de um designer holandês que diz "sou um funcionalista perturbado pela estética" e sinto-me nessa divisão. Sempre fui altamente pragmático e o design tem que servir uma função, tem que resolver problemas. Sempre me segui por essa abordagem funcionalista no que diz respeito ao design. No fundo, sou um designer mas não me interesso muito por design, interesso-me por inúmeras outras áreas e isso reflecte-se no site que tem projectos de arte, sistemas de transporte, biologia, genética, evolução. Uma das coisas que me fascina nas redes complexas é tudo estar interligado, desde as células do nosso cérebro, as moléculas do nosso organismo, as redes de transportes altamente interligadas, nós próprios estamos interligados em vastas redes sociais. Ou seja, é um fenómeno comum, uma estrutura omnipresente e é isso que mais me fascina. Acho que é justo dizer que adora mapas. De onde é que vem o fascínio? Acho que os mapas são fenomenais no sentido em que conseguem incorporar uma vasta informação num espaço restrito e, para além dessa enorme capacidade de compactação, os mapas são ou tentam ser uma língua universal. Um bom mapa é aquele que não está restrito a qualquer língua, salve legendas e algumas especificidades do mapa. Os mapas têm essa capacidade de transcender culturas. As pessoas dizem que a música é uma língua transcultural, acho que os mapas têm também essa particularidade. O "Visual Complexity" nasce quando estudava na Parsons. Surgiu como hobby, projecto académico, como prolongamento lógico desse interesse que já tinha pelos mapas? O interesse nos mapas é bastante recente. O meu interesse inicial foi a visualização de informação e depois comecei a ver que a origem dessas novas disciplinas era a cartografia e comecei a apaixonar-me pela arte antiga de criar mapas e pela parte mais arcaica da visualização de informação. A compilação de projectos "Visual Complexity" surgiu enquanto estava a fazer a minha tese e, no fundo, estava a tentar compreender através da minha tese a visualização de informação na blogosfera. Sou só eu que trabalho no site, mas a maioria dos projectos não sou eu que os faço. O objectivo do site é estabelecer paralelos e comparações entre diversos métodos de visualização diferentes. É uma enciclopédia, uma compilação, de diversos projectos na área. E começam a surgir padrões interessantes através dessas comparações, como visualizar semelhanças entre o método de visualização de uma rede na área da genética de uma rede de transportes, etc. Esses paralelos é que são interessantes de analisar porque esta é uma área muito recente e falta alguma teoria, alguma estandardização no próprio processo e o "Visual Complexity" começa a transmitir esse ordenamento. O que é que surge primeiro num bom mapa: o sentido estético ou a eficácia informativa? Eu penso que será sempre a eficácia informativa, mesmo no que diz respeito à visualização de informação. Alguns exemplos que tenho no "Visual Complexity" extravasam um pouco a funcionalidade informativa e surgem quase como arte. Não é um aspecto que deve ser exaltado. É interessante quando aparece, mas como consequência. Não deve ser o objectivo principal de um mapa, porque se for, se calhar não é um mapa mas uma peça de arte, com todo o mérito, mas não entra no aspecto pragmático. Pragmatismo que presumo que tenha de ter enquanto senior user experience designer da Nokia. Em que é que consiste o seu trabalho exactamente? É uma disciplina relativamente nova e que surgiu para fazer face à complexidade crescente a nível da engenharia de muitos produtos, principalmente novas tecnologias. No fundo sou responsável por delinear uma série de comportamentos do próprio sistema com os quais o utilizador final pode interagir. Os telemóveis são o exemplo mais pragmático desse tipo de intervenção a nível de interaction design, mas a própria máquina de Multibanco é um outro caso. Ou seja, qualquer máquina que exija alguma interacção com o utilizador. E é, em parte, a função do interaction designer minimizar esse processo, torná-lo mais prático, mais útil, mais simples, minimizar a carga cognitiva do utilizador final. Mais especificamente, agora faço parte de uma equipa responsável pela delineação pela nova estratégia da Nokia a nível da própria estratégia e concepção de novos serviços da empresa. Produzir exclusivamente telemóveis já não será um aspecto competitivo nos próximos anos, a nova tendência será a criação de serviços úteis ao utilizador final. Foi essa "consciência criativa" que o levou a ser eleito pela "Creativity"? Como é que se acorda no dia seguinte a ser considerado uma das mentes mais criativas para 2009? Com um grande sorriso na cara (risos). Claro que foi uma nomeação que me deixou muito satisfeito e com um sentimento de responsabilidade acrescido. Acho sinceramente que a nomeação foi mais por influência a nível de alteração de mentalidades a que o próprio "Visual Complexity" poderá conduzir. Afinal, é através do site que muitas vezes as pessoas se apercebem que a visualização de informação vai muito para além do gráfico circular e de barras, e que o mundo está cada vez mais interligado por fenómenos de interligação global . É sempre difícil definir a nossa reacção, mas é uma grande satisfação e um grande sentimento de responsabilidade para fazer melhor ainda. in http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/13/manuel_lima_ele_ordena_o_caos_da_internet.html
  11. Nova biblioteca de Angra do Heroísmo vai custar 13 M€ A primeira pedra para a construção da nova Biblioteca Pública e depósito legal de Angra do Heroísmo é lançada no próximo dia 22, disse hoje à Lusa fonte da Direcção Regional da Cultura. Na cerimónia, presidida pelo chefe do executivo açoriano Carlos César, está presente a responsável pela arquitectura do novo edifício, Inês Lobo, que apresentará os pormenores do projecto orçado em 13 milhões de euros. O novo edifício, que terá características da arquitectura contemporânea, vai substituir as actuais instalações do Palácio Bettencourt, fica localizado nos terrenos anexos ao Palacete Silveira e Paulo actual sede da Direcção Regional da Cultura. De acordo com o projecto, o novo edifício, com três pisos, um dos quais cave, vai albergar todo o arquivo da biblioteca e depósito legal, zonas de leitura infanto-juvenil e investigação, áreas de consulta bem como gabinetes dos técnicos e serviços administrativos. A sede da Direcção Regional da Cultura transita para as novas instalações ficando o Palacete Silveira e Paulo destinado a exposições e apresentação de colecções temáticas de personalidades que doaram o seu espólio ao governo. A obra, que deverá estar concluída em dezanove meses, foi adjudicada ao consórcio constituído pelas empresas FDO-Construções, SA e Construções Couto e Couto, Lda. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=382666&page=1
  12. Arquitectura tradicional algarvia inspira livros hugo rodrigues Equipa que produziu o livro «Materiais, Sistemas e Técnicas de Construção Tradicional» Conhecer as técnicas milenares e os materiais utilizados na arquitectura tradicional da Serra do Caldeirão foi o objectivo do Gabinete Técnico de Apoio às Aldeias do Sotavento (GTAAS), desde que foi criado. Um trabalho que foi agora imortalizado em dois livros, apresentados em Faro na segunda-feira, que pretendem transportar estes saberes para os nossos dias. É um trabalho cujo mérito os oradores convidados para a apresentação dos livros, Cláudio Torres e José Aguiar, não se cansaram de gabar. As obras em causa têm os temas «Materiais, Sistemas e Técnicas de Construção Tradicional» e «Gabinete Técnico de Apoio às Aldeias do Sotavento: Síntese dos trabalhos 2001-2007». «Estes livros são do que melhor se fez em Portugal nesta área. Aqui, os informadores são os velhotes, aqueles que sabem mesmo das coisas e são, muitas vezes, os únicos detentores da memória colectiva», referiu Cláudio Torres, director do Campo Arqueológico de Mértola. Já José Aguiar, presidente do ICOMOS – Portugal, organização internacional de preservação do património, considerou que «estes levantamentos são fundamentais para o Algarve», até porque acredita que o futuro da região «vai passar pelo seu interior». Uma informação preciosa para manter a cultura e identidade da região, através da recuperação do património construído, é o grande legado que estes livros deixam às futuras gerações de arquitectos. Apesar de se poder pensar que, para fazer este trabalho, um arquitecto não precisará destes saberes milenares e apenas das técnicas mais modernas, isto não é verdade, como descobriram os técnicos do GTAAS. Um dos cinco técnicos desta estrutura que estiveram presentes na sessão, explicou que, numa primeira fase, tentou levar-se a cabo pequenas obras em aldeias algarvias, mas as técnicas modernas usadas para replicar aquilo que se encontrava ali feito falharam. Só quando foram chamados mestres pedreiros locais é que as coisas passaram a correr bem. Apoiados no saber destes mestres e também na memória colectiva dos habitantes mais antigos destas aldeias, os arquitectos, entre os quais uma paisagista, aprenderam e aplicaram estes saberes no terreno. Alexandre Costa, um membros do GTAAS, contou a experiência de recuperação de um moinho de vento, utilizando apenas os materiais e técnicas que os construtores originais usaram. Uma acção relatada no livro e da qual foram feitos esquemas arquitectónicos pormenorizados, para os que vierem a seguir. Já Marta Almeida, a arquitecta paisagista do grupo, descreveu aquilo que considera «o uso inteligente dos materiais disponíveis». Os aldeões continuam, ainda hoje, a preferir matérias-primas que se encontram facilmente nos arredores das localidades onde vivem. Continuam a usar o xisto, o barro e a fazer estruturas em taipa e adobe, entre outros. No mundo moderno, isto pode parecer arcaico, mas conseguem, com isto, uma eficiência energética que dificilmente se encontra numa casa algarvia moderna, a baixos custos. Na sessão, também deram o seu contributo Marta Santos e os dois coordenadores que este projecto teve, Vítor Ribeiro e Miguel Costa. José Aguiar, na sua intervenção, deixou ainda o desafio a Cláudio Torres, para que pudessem, em conjunto, «propor este livro para um prémio». 15 de Abril de 2009 | 14:58 hugo rodrigues in http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=32171
  13. Utopia na Casa de Cada Um O Project Room do CAV com comissariado de Miguel Amado volta à acção. Rodrigo Oliveira apresenta nove obras que lidam com as relações entre a arquitectura, o modernismo e o pensamento utópico. Até 7 de Junho no Centro de Artes Visuais, em Coimbra. Na imagem reproduzida no convite vê-se o próprio artista como electricista. Dentro de uma cozinha o autor parece tentar atarraxar um conjunto de lâmpadas ao tecto - uma referência directa a uma obra do americano Dan Flavin, composta por um conjunto de cinco lâmpadas (e que já referencia a obra de um outro autor, Tatlin). É uma "reprodução" dessa escultura que está na mão de Rodrigo Oliveira (n.1978, Sintra). Nas palavras do próprio, "o principal objectivo do meu trabalho é explorar a condição do individual num mundo dominado pelo social, bem como pelos modelos políticos, económicos e culturais, propondo uma reflexão acerca dos mecanismos de associação entre a arte e a vida quotidiana". "Utopia na Casa de Cada Um" apresenta desenhos, vídeo, esculturas com elementos e materiais muito reconhecíveis do quotidiano de todos nós, confrontando-os com noções de modernismo e utopia. S.Po (PÚBLICO) in http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=228214
  14. «Melhor Empreendimento do Ano» atribuído ao Office Park Expo Óscares do Imobiliário: os melhores edifícios de Portugal 2009/04/16 14:37Redacção / PGMAAAA Escritórios, habitação, comercio e turismo entre as categorias distinguidas O edifício de escritórios Office Park Expo, promovido pela Norfin, no Parque das Nações, foi o vencedor da noite dos Óscares do Imobiliário, com três distinções nas categorias de «Melhor Empreendimento do Ano», «Melhor Edifício de Escritórios» e prémio atribuído pelo banco Eurohypo, atribuído pelo patrocinador exclusivo dos Óscares do Imobiliário 2009. Os troféus foram entregues a António Vilhena, administrador da Norfin. O projecto vencedor é constituído por dez edifícios, da autoria dos arquitectos Nuno Léonidas e Frederico Valsassina. A construção do Office Park Expo, com uma área de 200.000 m2, ficou a cargo da Edifer e da Mota-Engil. «O empreendimento abarca um espaço de trabalho tranquilo e moderno sendo a aparente rigidez estrutural quebrada pelo vasto jardim envolvente. O projecto revela um traço moderno com destaque para as preocupações ao nível da eficiência energética e da sustentabilidade ambiental», refere o promotor do empreendimento em comunicado. O empreendimento encontra-se totalmente arrendado ao Ministério da Justiça e ao El Corte Inglês e representa um investimento de cerca de 186 milhões de euros. SKy Restelo é o «Melhor Edifício de habitação» Na categoria de «Melhor Edifício de Habitação», o júri do concurso distinguiu o SKy Restelo, um novo edifício residencial de luxo na encosta do Alto do Restelo. Promovido pela Predurba, o projecto arquitectónico é da autoria Zinho Antunes, em colaboração com João Caneças, e «assume-se como a melhor peça arquitectónica e construtiva desta zona da cidade», representando um investimento de 45 milhões de euros. A comercialização está a cargo da mediadora Porta da Frente. Mar Shopping arrecada título de «Melhor Edifício de Comércio» Situado em Matosinhos, o Mar Shopping foi eleito na categoria de «Melhor Edifício de Comércio». Este centro comercial é a primeira promoção no nosso País do Inter Ikea Centre Group, com a assinatura do gabinete de arquitectura CPU. Tróia Design Hotel é o «Melhor Edifício de Turismo» Na área do Turismo, o Edifício Tróia Design Hotel arrecadou o Óscar de «Melhor Edifício de Turismo». A promoção deste projecto é da responsabilidade da Amorim Turismo, a arquitectura tem a assinatura do altelier Promontório e a construção foi da responsabilidade do consórcio Opway/Edifer. No âmbito do concurso, e pela primeira vez, a eficiência energética também foi premiada, tendo sido atribuído este troféu ao edifício Domus Qualitas. Trata-se de um empreendimento residencial e de serviços situado em Braga, da responsabilidade do Grupo Duarte & Filhos, projectado pelo atelier Forma Total. Além destas distinções, a revista Imobiliária atribuiu ainda o prémio «Reabilitação» ao projecto Palácio Alagoas, localizado em Lisboa. Promovido pela Sociedade Imobiliária Palácio Alagoas, Lda, a obra de recuperação foi executada pela HP Construção e projectada pelo gabinete de arquitectura Arsénio Raposo Cordeiro. in http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1057359&div_id=2577
  15. O novo Telhado Energético SYSTAIC na Construmat em Barcelona: “Feito à medida para os países mediterrâneos” Estética extraordinária e independência máxima. Na Construmat 2009 em Barcelona, a systaic AG vai apresentar a nova geração do seu premiado Telhado Energético, pela primeira vez na Espanha. DÜSSELDORF & BARCELONA--(BUSINESS WIRE)--„Através da energia do sol, o nosso produto gera electricidade, arrefecimento e calor“, explica Hans-Jörg Hölzenbein, membro do conselho de administração da systaic AG. “O Telhado Energético SYSTAIC permite que o consumidor final seja independente do fornecedor de electricidade, protege-o contra aumentos nos preços dos combustíveis fósseis e ainda garante uma estética única: feito por medida, ajusta-se a qualquer forma de construção e representa uma mais valia também do ponto de vista arquitectónico. Devido à variedade de funções que pode assumir, principalmente quanto aos aspectos térmicos, o Telhado Energético SYSTAIC é perfeito tanto para novas construções como para recuperações de edifícios na Península Ibérica e em toda a região ensolarada do Mediterráneo.” Inúmeros prémios de inovação e arquitectura são prova de que a primeira geração do Telhado Energético já é mais do que esteticamente perfeita. A solução para telhados da SYSTAIC é atractiva em qualquer tipo de construção porque combina a homogeneidade habitual de telhados com um look moderno de uma superfície solar uniforme. Em vez de fixar módulos solares convencionais com caixilhos de alumínio que quebram a harmonia da construção, a SYSTAIC instala unidades energéticas quadradas, da mesma cor e sem caixilho, que são verdadeiros elementos de construção do telhado. Junto com janelas e caleiras idealmente desenhadas para se ajustarem a essas unidades, forma-se um telhado completo e funcional. Tanto a alta qualidade de cada componente como também a eficiência energética do Telhado Energético SYSTAIC garantem um futuro ensolarado: na Espanha existe actualmente um Decreto-Lei que garante para edificíos residenciais uma remuneração de 34 centimos por kilowatt-hora de electricidade solar produzido. Através da utilização de toda superfície do telhado, o investimento do Telhado Energético amortiza-se em poucos anos. “Também por este motivo”, diz Hans-Jörg Hölzenbein, „arquitectos e construtores deveriam considerar o nosso inovador Telhado Energético desde o início do projecto, pois este representa um investimento inteligente e rentável numa fonte ecológica e sustentável de electricidade, calor e arrefecimento.” O sistema SYSTAIC, disponível a partir de 2010 vai mais além: através de um sistema de bomba de calor optimizado, o calor gerado pela produção de electricidade fotovoltaica é aproveitado. Em vez de colectores solares separados, o calor residual das unidades energéticas SYSTAIC é utilizado para aquecimento da moradia e de águas sanitárias. O arrefecimento interior necessário no verão é gerado paralelamente. A ligação de um automóvel eléctrico também se torna possível: a electricidade excedente é armazenada numa bateria de alta potência, possibilitando uma quilometragem máxima de 10.000 km anuais através de electricidade solar. O novo sistema do telhado energético SYSTAIC já recebeu em 2009 com o “Prémio de inovação em arquitectura e construção” e já foi destacado em vários canais de televisão e rádio alemães. A atenção dos media está voltada para nosso sistema não apenas devido à sua atractiva aparência, mas sobretudo devido à sua alta eficiência e inovadora forma de gerar e armazenar energia. O Telhado Energético SYSTAIC de uma moradia pode cobrir toda a necessidade de electricidade, climatização e “mobilidade solar”. Com mais de 4.500 expositores e pelo menos 280.000 visitantes esperados, a Construmat, que acontece a cada dois anos no certame da Gran Via, em Barcelona, é a feira de construção mais importante da Espanha e uma das maiores e mais significativas feiras do sul da Europa. A SYSTAIC apresentará o Telhado Energético e futuras perspectivas do novo sistema no pavilhão 1, stand D457. www.systaic.pt in http://www.businesswire.com/portal/site/google/?ndmViewId=news_view&newsId=20090416005765&newsLang=pt
  16. Para enriquecer cenário por detrás da Estátua da Rainha Apresentado projecto do “Museu da Água das Caldas” Uma bolha/vitrina de água, com uma caixa a ser uma espécie de guarda-jóias, num percurso de utilização poética da água, foi a proposta de projecto do Museu da Água para o Largo Conde Fontalva (Largo da Rainha), nas Caldas da Rainha, apresentado no passado dia 4, no café do CCC, no âmbito da iniciativa “Caldas Welcome”. Os autores da ideia foram “Os Espacialistas”, um projecto arquitectónico, artístico, laboratorial de análise e alteração programática do espaço, que utiliza a fotografia e o vídeo como dispositivos de desenho, de pensamento, de percepção e de diagnóstico do espaço natural e construído. Da análise ao local de intervenção – onde se encontra a estátua da Rainha - e da tentativa de fazer aparecer a sua vocação artística, o grupo, constituído por um docente de arquitectura, Luís Baptista, e ex-alunos, Filipe Pereira, João Carlos Cerdeira e Sérgio Serol, constatou que “o principal problema deste centro histórico da cidade, porque há outros, não é a posição da estátua da Rainha, defronte da entrada principal do Parque D. Carlos I, prestes a entrar na bolha/pulmão verde que o parque representa para a cidade das caldas, mas o estado de ruína dos espaços que se encontram atrás dela”. “Desenhar as costas da rainha e o “séquito” espacial envolvente de sua majestade, é a urgência nesta zona da cidade”, apontam “Os Espacialistas”, descrevendo que “proceder à alteração programática, à qualificação patrimonial dos espaços em ruínas e à criação de novo património por detrás da estátua da pprincipal figura da cidade deve ser a urgência prioritária deste sítio de intervenção”. O Museu da Água apresentado pretende ter “uma dupla vocação de enaltecimento e enquadramento espacial da figura da Rainha D. Leonor e da sua estratégia visionária de formação de um lugar a partir de um valor acrescentado que aí encontrou: a água termal que transformou na sua principal jóia da coroa e a vocação de apresentação da água como se de uma jóia real se tratasse exposta nas suas mais diversas manifestações de aparecimento na natureza e no quotidiano humano”. Trata-se de “um museu à escala da mão, onde a natureza e o ser humano podem trocar de escala constantemente. Miniaturizar a Natureza, habitar a miniatura e tornar a miniatura na grandeza são os principais motes conceituais deste projecto, do ponto de vista dos conteúdos temáticos aí apresentar”. Bolha Expositiva em Vidro O espaço projectado constitui-se por dois corpos arquitectónicos principais em levitação, um percurso e um espaço-suporte de todo o projecto: um muro espelhado - parede e pavimento simultaneamente - que delimita/protege toda a zona de intervenção e os espaços constituintes do projecto: uma Bolha Expositiva em Vidro, um Guarda-Jóias em Cerâmica e Betão e um Percurso de Utilização Poética da Água. A bolha de vidro expositiva e o guarda-jóias serão ligados por um passadiço e por uma passagem subterrânea no início da Calçada 5 de Outubro que os separa. Essa ligação, além de intensificar a ideia estruturante de todo o museu, o Percurso de Utilização Poética da Água, cria simultaneamente uma porta capaz de ligar o Largo de Fontalva e a Praça da República situada mais acima. A Bolha Expositiva, denominada de Vitrina de Água, por detrás da rainha, será a grande jóia da coroa de todo este projecto. Em suspensão no ar, será o grande espaço de exposição/apresentação de obras artísticas, científicas e culturais inspiradas no tema da água e nos seus diversos estados materiais, apoiada por uma sala polivalente e oficinas de trabalho. “Podemos contemplá-la de cima, atravessá-la, permanecer dentro e debaixo dela. A linha da imaginação será o seu horizonte”, referem. O Guarda-Jóias, situado no início da esquina da Rua Vitorino Fróis com a Calçada Praça 5 de Outubro, é constituído por seis pequenas caixas onde se podem encontrar diversos temas relacionados com a água. “Ao nível da cobertura podemos encontrar uma fonte, um tanque, um poço, um depósito/sentinela miradouro, um pátio, um jardim e até sistemas de condução da água, regadeiras e um aqueduto habitável ao longo de todo museu. Todo este espaço se constitui como um terraço privilegiado de observação do largo onde se encontra a rainha e simultaneamente tenta ser um prolongamento natural do Parque D. Carlos I. A grande particularidade deste espaço é o conjunto de tampas/tectos amovíveis interactivos que cobrem cada um dos espaços deste guarda-jóias, qualificados individualmente com a presença de vegetação aquática (liquens), criando planos verdes, ou outras particularidades arquitectónicas, que podem controlar a luz e a sombra através dos seus níveis de inclinação que varia entre os 0º e os 90º, tal como tampas de uma caixa guarda-jóias”, explicam os mentores do projecto. No piso inferior aéreo, o piso 1, encontrar-se-á uma cafetaria, um pátio e a Sala-Trono da Rainha, de onde se poderá admirar de modo privado e tranquilo a estátua da Rainha D. Leonor e o Parque D. Carlos I. No piso térreo, com entrada pela Calçada da Praça 5 de Outubro, entra-se num espaço de gruta em betão escorrido, onde se poderão admirar no tecto os espaços do piso de cima e percorrê-la a toda a volta numa galeria/aqueduto construída com esse objectivo. No piso -1, o mais baixo de todos, com entrada pela Rua Vitorino Fróis, ter-se-á acesso à Praça Espelho, qualificada no seu pavimento e nas paredes laterais por espelhos (de água) que se reflectem infinitamente, que permitirá acesso exterior aos vários níveis do museu e à Travessa da Água Quente, com porta de entrada no enfiamento das Escadinhas da Ilha. Aí poderá sentir-se sonoramente a água através de perfurações realizadas no solo com esse intuito, de onde poderão sair repuxos capazes de delimitar espaços. O Museu da Água apresenta-se como “uma viagem ao interior da terra, como um mergulho nas profundezas da água e como um voo por entre as nuvens”. Última sessão do “Caldas Welcome” No dia 18 de Abril, pelas 21h30, no Mazagran Café, o vereador João Aboim irá reflectir sobre “A cidade em movimento”, defendendo que “o transporte público e as mobilidades suaves surgem como um imperativo de regeneração e qualificação do espaço urbano”. O ateliê lisboeta “Embaixada da Arquitectura” irá apresentar “O novo parque da cidade”, com uma proposta para a zona do Cencal para um espaço com uma função correspondente ao Parque D. Carlos I. O arquitecto Simon Troufa Real apresentará uma síntese conclusiva das 4 Sessões do “Caldas Welcome”. Francisco Gomes in http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/04/16/para-enriquecer-cenario-por-detras-da-estatua-da-rainha/
  17. Escrito por Andrea Trindade Coimbra Arquitectos ausentes na inauguração do Mosteiro É um espaço completamente diferente do que os cidadãos de Coimbra viram encerrar há cerca de 15 anos. O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha é inaugurado amanhã, às 10h30, pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, depois de uma profunda intervenção arqueológica e de arquitectura, uma vez que foi construído um novo edifício de suporte, com centro interpretativo, salas de exposições, auditório, entre outros serviços. Os arquitectos responsáveis, Alexandre Alves Costa, Sérgio Fernandez e Luís Urbano, é que não devem estar presentes na cerimónia, por entenderem que «foram desconsiderados ao longo da obra que agora se inaugura». Num comunicado de imprensa, os autores do projecto de valorização do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha – trabalho que lhes foi adjudicado após concurso público internacional, em 2002 – declararam ontem que não estarão presentes no acto de inauguração. Não se trata, asseguram, «de nenhum acto de hostilidade pessoal em relação às entidades oficiais ou representantes de dono da obra, nem significa um sinal de desistência na acção, que pensam prosseguir, pela defesa da integridade do seu projecto». É antes «uma forma de protesto, a única possível na circunstância». No entender dos arquitectos, «foram tomadas decisões que alteram o projecto aprovado, contra a opinião dos projectistas ou mesmo sem qualquer consulta prévia» e foram também «deturpados a natureza e o carácter do espaço (quer do novo edifício quer da antiga ruína». No documento enviado às redacções, os autores denunciam «a perversa ocupação do Centro de Interpretação, particularmente nas áreas de exposição permanente e espaço didáctico, ou com a anunciada colocação de um monitor de grandes dimensões no antigo coro das freiras, transmitindo a modelação virtual do espaço que se está a visitar». Direcção de Cultura afasta polémicas Os arquitectos dizem ter «suportado» a situação na esperança de que «o bom senso dos responsáveis pusesse termo a tais desvios» e salientam, na nota de imprensa, que foram dando conhecimento dos problemas à Direcção Regional de Cultura do Centro, na pessoa do seu director. Os «relatórios e ofícios» é que, referem, «não obtiveram, até hoje, qualquer resposta ou explicação». Contactado pelo Diário de Coimbra, António Pedro Pita afirmou conhecer a argumentação dos autores do projecto, mas preferiu «não alimentar polémicas nesta altura». O director regional da Cultura disse ter contactado Alexandre Alves Costa e reiterado o interesse da sua presença na abertura, sem efeito. «É uma situação que lamento, trata-se de um processo longo e atribulado que só acompanhei numa fase final. Não quero desresponsabilizar-me, mas também não queria estar a aumentar uma polémica cujos contornos já conversei com os arquitectos», declarou. António Pedro Pita lembrou que «algumas decisões estavam já tomadas há muito tempo», sendo impossíveis de alterar, todavia adiantou que «a reflexão será feita noutra oportunidade». Já Artur Côrte-Real, coordenador da Equipa de Projecto do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, achou estranhou esta posição dos arquitectos e manteve que este é «um projecto de consensos». «Não houve qualquer alteração ao que estava estipulado a não ser, eventualmente, em pequenas questões de funcionalidade, como é normal», declarou. in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1469&Itemid=135 "Intervenção de grande importância" Director Regional da Cultura do Centro lembra que o que vai reabrir é um espaço cujo elemento gerador é o mosteiro, mas que se desdobra por outros equipamentos Ontem NÉLSON MORAIS Para o director Regional da Cultura do Centro, António Pedro Pita, a recuperação e valorização do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha foi "uma das mais importantes" intervenções culturais a que o país já assistiu. E uma prova de que Coimbra está a mudar, observa. Valeu a pena esperar décadas e investir 25 milhões de euros [16 milhões vieram da UE] no projecto do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha? Valeu. O que vai reabrir não é o que fechou há uns anos: é um espaço cujo elemento gerador é o mosteiro, mas que se desdobra por outros equipamentos e espaços que dão forma a um objecto completamente diferente. O que destaca? O que caracteriza a singularidade daquele sítio. Nele coexistem o património, a intervenção de arqueologia e de arquitectura, que se conjugam com condições para o lazer, o turismo, o conhecimento e o acesso à criação artística contemporânea. O que significa para Coimbra? A reabertura de um dos seus espaços míticos e simbólicos mais importantes, mais um elemento da nova centralidade cultural que se está a definir na margem esquerda e uma possibilidade de esta se relacionar com a direita, através da relação privilegiada com o Museu Machado de Castro. Há muitos objectos que estão num lado e no outro. Além disso, é uma intervenção de grande importância no domínio da arqueologia e da história da arte. Uma das mais importantes intervenções culturais do país, que se fez em Coimbra. A cultura, em Coimbra, não continua a ser o marasmo de que falava Eduardo Prado Coelho, em 2001? Há mudanças muito significativas. Temos hoje uma oferta artística muito significativa e atravessamos um período de requalificação cultural muito significativo. Basta ver a reabertura do Museu Machado de Castro, o novo Museu da Ciência, o programa de acção que quer influenciar o centro histórico, a presença de grandes arquitectos em Coimbra, a requalificação do Pátio da Inquisição… Temos que ter uma leitura atenta, e em função do futuro, ao dinamismo da cidade, que traduz vontades de vários parceiros, com uma intervenção muito significativa do Ministério da Cultura. Mas a comunidade cultural parece pessimista. Por vezes, quando estamos metidos em determinada situação, temos dificuldade em observar todas as dimensões do contexto. Aquilo que me parece mais significativo é aquele dinamismo de que falei. Mas poderia referir outros aspectos, como o financiamento do MC, que se alterou significativamente, permitindo uma diversificação da oferta, quer em termos regionais quer locais. Temos o festival de jazz [do Jazz ao Centro Clube] apoiado; temos o reconhecimento da importância da cena lusófona, ao fim de um longo período em que não mereceu apoio de ninguém; mantém-se o apoio ao Centro de Artes Visuais, que é absolutamente fundamental para manter abertos canais com alguns aspectos da criação contemporânea… in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1203740 SALVO DAS ÁGUAS “Devolver o sítio à Cidade de Coimbra”, um mote criado para definir a estratégia assente num gesto de cidadania. Este acto acontece no dia 18 de Abril, que representa um momento anual de celebração da diversidade patrimonial, que funcionando como um marco comemorativo do património nacional, celebra, também, a solidariedade intergeracional em torno da salvaguarda e valorização do património de todo o mundo, com o estabelecimento de uma ligação efectiva entre as realidades locais, regionais, nacionais e internacionais. O País, e a Região Centro anseiam de há muito que, a velha Igreja do Mosteiro de Santa Clara, os seus claustros e as histórias que o monumento encerra, entre mistérios de vivências monásticas, de uma luta desigual com as gentes que ali viveram e as tormentosas águas do Mondego, de uma senhora Rainha de Portugal e patrona da Cidade – Isabel, de uma Inês martirizada cuja dignidade tem vindo a ser restituída, lhes sejam devolvidos. Cerca de 15 anos decorridos sobre o início da complexa operação de valorização deste emblemático monumento, a abertura ao público representa um voltar de página na história do sítio e no resgate para as gerações futuras. Da inicial requalificação do acesso e percurso de visita à Igreja semi alagada, passou-se à descoberta de um conjunto monástico de elevado valor arquitectónico e artístico, cuja intervenção arqueológica se transformou no maior estaleiro de arqueologia medieval e moderna europeia. A riqueza do património edificado determinou a decisão da manutenção do espaço a seco e a construção de uma ensecadeira, riqueza que, conjugada com a importância e abundância do espólio material, determinou o projecto de construção de um edifício de raiz para exposição e interpretação dos acervos exumados, intimamente relacionados com as vivências da comunidade clarissa ali instalada por Isabel de Aragão, a Rainha Santa. O restauro do monumento e a construção do Centro Interpretativo, um projecto da autoria dos arquitectos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, com todas as valências que detém (reserva de materiais, laboratório de conservação e restauro de materiais, auditório, biblioteca, gabinetes de investigação, serviço educativo, sala de exposições temporárias e permanentes, cafetaria, loja, etc.) possibilitarão, uma eficaz gestão do sítio. Os equipamentos e infra-estruturas com que Santa Clara-a-Velha se encontra dotada, tornam o sítio num pólo cultural aberto à Cidade, ao País e ao mundo, para que, em colaboração com instituições nacionais e estrangeiras, se potencie o desenvolvimento do conhecimento científico multidisciplinar que o sítio arqueológico permite (nas áreas da história, arqueologia, antropologia, conservação e restauro e arquitectura) e numa perspectiva de programação cultural renovada, direccionada para a dinamização, difusão e absorção dos valores culturais dos cidadãos. Santa Clara-a-Velha tem uma localização privilegiada na margem esquerda da cidade de Coimbra, sendo primordial a sua proximidade aos jardins da Quinta das Lágrimas, do Portugal dos Pequenitos, do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova e do Exploratório, sendo de realçar as obras envolventes realizadas no âmbito do Polis que lhe vieram conferir ainda maior grandiosidade. São 28.000 m2 de área monumental, onde a Contemporaneidade e a Idade Média se encontram e dialogam numa relação dinâmica sustentada pela Exposição de Sítio – “Freiras e Donas de Santa Clara: arqueologia e clausura”, pelos documentários – “Mosteiro de Santa Clara de Coimbra – Vida e Morte, Memorial à Água”, pela modelação virtual “Viagem no tempo ao Mosteiro”, e pelos públicos que farão a síntese dessa relação. PROGRAMA DE REABERTURA 18 de Abril 2009 - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 10.30h – Recepção dos Convidados 11.00h - Apresentação do documentário: “ Memorial à água: intervenções contemporâneas” de Catarina Mourão 11.30h - Sessão solene – intervenções de: Artur Corte Real, Coordenador da Equipa de Projecto “Mosteiro de Santa Clara-a-Velha”; António Pedro Pita, Director Regional de Cultura do Centro; Sua Excelência o Senhor Ministro da Cultura. 12.00h - Exposição: “ Freiras e Donas de Santa Clara: arqueologia da clausura” 12.30h - Visita à Ruína. in http://www.culturacentro.pt/noticia.asp?id=174
  18. Tivoli assinala hoje a reabertura do seu “mais carismático e luxuoso” hotel Presstur 17-04-2009 (07h02) A rede Tivoli apresenta-o como o seu “mais carismático e luxuoso” hotel e o presidente da Câmara de Sinta, Fernando Seara, em declarações ao PressTUR, classifica a sua reabertura como um upgrade para o destino Património da Humanidade. É o Tivoli Palácio de Seteais, que hoje assinala a sua reabertura após um ano de obras de restauro e requalificação, que o posicionam como um dos cinco “Tivoli Collection”. “É uma boa notícia para Sintra e para a recuperação do património”, começou por dizer ao PressTUR o autarca de Sintra, que descreveu o Palácio de Seteais como “um espaço de silêncio no meio de um local património da Humanidade”. Fernando Seara destacou ainda a localização do Palácio de Seteais, entre a serra e o mar, observando que “é um local único, um espaço para respirar Sete Ares”, fazendo o trocadilho com a designação Seteais. O edil comentou ainda que a reabertura do Tivoli Palácio de Seteais representa um upgrade para o destino, complementando outros espaços e hotéis de Sintra, como o Penha Longa, o Lawrence ou o Pestana Beloura. O Tivoli Palácio de Seteais ocupa o edifício mandado edificar nas últimas décadas do século XVIII pelo então Cônsul da Holanda em Portugal, Daniel Gildemeester, e que em 1880 foi comprado pelo V Marquês de Marialva, D. Diogo de Noronha, que lhe acrescentou uma nova ala e o arco a unir os dois edifícios e que é hoje a sua “imagem de marca”. A sua arquitectura neoclássica é enquadrada por jardins que realçam a sua sumptuosidade e o enquadram na paisagem de Sintra, tendo à vista o castelo dos Mouros e o Palácio da Pena. O interior, como destaca a rede Tivoli, apresenta “mobiliário de grande riqueza e salões deslumbrantes, com pinturas, tapeçarias e frescos de rara beleza”, a que se juntaram com a renovação equipamentos que lhe acrescentam a tecnologia indispensável nos dias de hoje a uma estada em total conforto e comodidade. A unidade dispõe de 30 quartos equipados com ar condicionado, telefone directo, televisão satélite, mini bar, televisão LC, ligação ADSL à internet e máquina de café. Para reuniões e eventos, a unidade dispõe de seis salas, com capacidade máxima até 110 pessoas, todas com “luz natural e o mais moderno equipamento audiovisual (a pedido), permitindo um vasto leque de actividades e aproveitando o enquadramento único da Serra de Sintra”. Os seus serviços incluem o Restaurante Panorâmico, com “vista magnífica sobre os Jardins”, que oferece uma carta de cozinha portuguesa e internacional assinada pelo Chef Luís Baena, bem como bar vista panorâmica sobre os jardins e terraço exterior, piscina exterior, campo de ténis e sala de leitura. A sua localização, na encosta da Serra de Sintra, permite-lhe oferecer diversos circuitos e actividades, desde praia a compras, casino (25 minutos de carro), golfe (seis campos numa área de 20 quilómetros, em relação aos quais tem condições especiais), bem como, naturalmente, visitar Sintra, Património da Humanidade (o centro fica a dez minutos de caminhada e o Castelo dos Mouros a meia hora). Adicionalmente, como unidade da gama Tivoli Collection, apresentada pela rede como “uma colecção de hotéis exclusivos e diferenciadores”, que conjugam “qualidade e personalização do serviço, conforto e bem-estar, sofisticação e um estilo singular”, da qual fazem também parte o Tivoli Lisboa, o Tivoli EcoResort Praia do Forte, e os recém inaugurados Tivoli São Paulo Mofarrej (clique para ler: Tivoli São Paulo – Mofarrej abre com chancela Tivoli Collection) e Tivoli Victoria (clique para ver: Novo Tivoli Victoria em fotos e Tivoli Victoria já recebe clientes. É a segunda abertura da rede este ano), o Tivoli Palácio de Seteais tem uma linha própria de amenities e disponibiliza um conjunto de T/Services, designadamente os T/Message, T/Car, T/Limo, T/Carwash, T/Gift, T/Drink, T/Bed e T/Bath. “Redescubra este cenário divino, agora remodelado para o surpreender” é a proposta da rede para o Tivoli Palácio de Seteais, destacando que “mais que um hotel de 5 estrelas, [é] um palácio luxuoso e romântico que nos transporta para o requinte e a envolvência da arquitectura de século XVIII”. A reabertura do Tivoli Palácio de Seteais, que passou a integrar a cadeia internacional “Preferred Boutique” foi no passado dia 10, com a rede a destacar que nos trabalhos de renovação e requalificação estiveram envolvidas 13 oficinas de artes e ofícios e cerca de 40 técnicos de diferentes especialidades, conduzidas pela Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS). “Todo o mobiliário do Palácio, a maioria datada do século XVIII, foi recuperado”, indicou a rede hoteleiras, destacando ainda que “o acervo do Tivoli Palácio de Seteais é composto por cerca de 2.000 peças pertencentes a diferentes áreas artísticas, tais como mobiliário, luminárias, têxteis, tapeçarias, pinturas murais, pinturas de cavalete, gravuras e porcelanas” (clique para ler: Tivoli Palácio de Seteais reabre amanhã). Para assinalar a reabertura do Tivoli Palácio de Seteais, a rede promove hoje uma cerimónia de inauguração com as presenças do ministro da Economia, Manuel Pinho, do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, e diversos membros do Grupo Espírito Santo. in http://www.presstur.com/site/news.asp?news=19790
  19. Sonic: Vais a uma biblioteca de uma faculdade de arquitectura e perguntas por um livro de arquitectura e tens muitas plantas. Ou mesmo aqui no forum o que nao faltam sao projectos de habitacoes unifamiliares.
  20. Vai uma lista telefonica. Procura por arquitectos. Faz uma lista de 5 gabinetes e visitas os sites para ver se gostas dos trabalhos deles e depois fazes uma visita aos gabinetes. Depois ponderas e escolhes um.
  21. Estarreja: Centro de Interpretação Ambiental é inaugurado hoje Os visitantes do BioRia tem agora uma estrutura de apoio para alugar bicicletas de passei, procurar informações ou mesmo relaxar um pouco depois da visita Após anos de espera, o Centro de Interpretação Ambiental BioRia é inaugurado hoje, pelas 15 horas. A Câmara Municipal de Estarreja acredita que a nova infra-estrutura permitirá a expansão do projecto BioRia, permitindo receber os visitantes com melhores condições. Trata-se de uma estrutura fabricada em madeira e ferro, suspensa sobre o esteiro que integra um armazém para bicicletas que ficarão disponíveis para empréstimo, um auditório para apresentação aos visitantes e para pequenos eventos, bem como uma loja e um balcão de informação. A estrutura oferece também condições de dormida para investigadores em estudo científico na região. O Centro de Interpretação Ambiental é totalmente amovível, podendo ser retirada facilmente, minimizando o impacto ambiental. A sua arquitectura pretende recuperar a tradição dos antigos palheiros característicos das zonas marinhoas da Ria de Aveiro. O projecto que a Câmara delineou integra ainda uma zona de lazer repouso e relaxamento para os utilizadores que frequente mente visitam o esteiro para exercício físico. Hoje, há um programa de actividades propostas pela Câmara Municipal. Entre as 9.30 e as 18.30 horas, os visitantes poderão usufruir de passeios aquáticos com bicicletas de água e canoas no Esteiro de Salreu. Cada passeio dura aproximada de 30 minutos e as inscrições efectuam-se no local. Entre as 9.30 e as 17 horas, há possibilidade de realizar passeios com observação de espécies, acompanhados por um monitor especializado em ornitologia. Para as 15 horas está agendada a inauguração do Centro de Interpretação Ambiental, seguido pela apresentação de imagens sobre a história do BioRia. A programação continua às 21 horas com a realização de uma mesa redonda, na Biblioteca Municipal de Estarreja, sobre o tema “Projectos Emblemáticos para a Sustentabilidade da Ria de Aveiro”. A palestra contará com as presenças de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, de Artur Rosa Pires, da Universidade de Aveiro, de Teresa Fidélis, presidente da Administração Regional Hidrográfica do Centro, e de Ribau Esteves, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). Este é um projecto há muito aguardado. Desde 2005 que a estrutura estava projectada para ser instalada. O protocolo de mecenato com a empresa de lacticínios Nestlé foi assinado em Janeiro de 2007. A empresa foi o grande financiador da obra. Dois anos depois, a estrutura abre portas ao público. Carmen Martins in http://www.diarioaveiro.pt/main.php?mode=public&template=frontoffice&srvacr=pages_13&id_page=6189
  22. Onde jah se viu? Arquitectos a tocar Heavy Metal? http://blip.fm/profile/pink_shrimps/blip/7542903
  23. Anunciados os 5 finalistas do Prémio de Arquitectura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe Abril 13, 2009 · Nenhum Comentário O Prémio de Arquitectura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe é atribuído de dois em dois anos pela União Europeia (através do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia) e pela Fundação Mies van der Rohe e promove os projectos europeus de excelência e inovação em arquitectura. tendo sido instituído em 1987 pela Comissão Europeia, Parlamento Europeu e pela Fundação Mies van der Rohe a primeira edição do prémio teve lugar no ano seguinte. O Prémio Mies van der Rohe é um dos galardões de maior importância e prestígio da arquitectura internacional pretendendo valorizar os projectos de excelência e inovação caracterizados por uma construção de elevada qualidade ao mesmo tempo que se reconhece as melhores obras de arquitectura construídas na Europa nos últimos dois anos e se sublinha o papel desempenhado pelas actividades culturais enquanto motores de criatividade e inovação na Europa. Segue abaixo a lista dos nomeados Portugueses para o Prémio de 2009: Santuário de Fátima - Igreja da Santíssima Trindade - Fátima Escola Superior de Música de Lisboa Centro de Educação e Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida de Corno de Bico - Paredes de Coura Remodelação da Quinta dos Bouçós - Valença do Minho Biblioteca Municipal de Viana do Castelo Escola Secundária D. Dinis - Lisboa Arquivo Municipal de Loures Casa dos Cubos - Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Tomar Museu do Farol de Santa Marta - Cascais Posto de Turismo e Elevador Público de S. Martinho do Porto - Alcobaça Centro de Interpretação do Vulcão Capelinhos - Horta Ar de Rio Bar Esplanade Pavilion - Vila Nova de Gaia Torre Burgo - Porto Entretanto foram já divulgados os cinco finalista do prémio deste ano. São eles: Multimodal Centre – Nice Tramway, Nice (France) by Marc Barani / Atelier Marc Barani Zenith Music Hall, Strasbourg (France) by Massimiliano Fuksas, Doriana Fuksas / Massimiliano Fuksas Architecture University Luigi Bocconi, Milan (Italy) by Shelley McNamara, Yvonne Farrell / Grafton Architects The Norwegian Opera & Ballet, Oslo (Norway) by Kjetil Trædal Thorsen, Tarald Lundevall, Craig Dykers / Snøhetta Library, Senior Citizens’ Centre and City Block Core Zone, Sant Antoni’s District, Barcelona (Spain) by Rafael Aranda, Carme Pigem, Ramon Vilalta / RCR Aranda Pigem Vilalta Arquitectes O grande vencedor será anunciado durante o mês de Maio em conferencia de imprensa a realizar na cidade onde o vencedor se encontra sendo a cerimónia de entrega dos prémios uns dias depois em Barcelona no Pavilão de Barcelona de Mies van der Rohe. Veja mais no site oficial do Prémio - Link in http://biaxial.wordpress.com/2009/04/13/premio-de-arquitectura-mies-van-der-rohe-2009/ via Twitter.
  24. Um arquitecto asceta na galáxia das estrelas 13.04.2009, Joana Amaral Cardoso Um criador imune às modas e que se demora em cada projecto espera que o seu prémio inspire os jovens profissionais. Defende "uma arquitectura clássica", dos detalhes e da alma O suíço Peter Zumthor, o arquitecto antiestrela, é o Prémio Pritzker de Arquitectura 2009. Junta-se assim à constelação de arquitectos habituados ao reconhecimento público e a algum estrelato - como o português Álvaro Siza, o holandês Rem Koolhaas ou o italiano Renzo Piano, todos laureados com o Pritzker. E quer que o prémio, o Nobel da Arquitectura, sirva para mostrar às gerações de jovens arquitectos que é possível viver a sua arte de outra forma, sem olhar primeiro ao dinheiro e dando tempo ao desenho de um edifício. "Esperaria que [a atribuição do Pritzker] lhes ensine que se podem fazer as coisas à nossa maneira, cuidadosamente... que não é preciso fazer o que as outras pessoas esperam de nós", disse ao Chicago Tribune. Falava a partir de casa, na aldeia de Haldenstein, Suíça, onde trabalha no seu estúdio desde 1979, com o vento dos Alpes a ouvir-se como pano de fundo. Zumthor "é um arquitecto magistral admirado pelos seus colegas de todo o mundo pelo seu trabalho focado, sem compromissos e excepcionalmente determinado", diz o júri do Pritzker. Os jurados destacam o estilo de vida quase ascético de Zumthor, a pequena equipa com que trabalha ("É assim que posso ser o autor de tudo", disse ao New York Times) e a imunidade às modas. "Devoção", "humildade", "visão penetrante" e "poesia subtil" são outros elementos que o júri usa para descrever a sua obra, elogiando o papel de Zumthor na reafirmação do lugar essencial da arquitectura "num mundo frágil". O arquitecto Nuno Brandão Costa, Prémio Secil 2008, disse ontem ao PÚBLICO que o trabalho "único" de Zumthor já merecia o Pritzker exactamente por enfatizar "a disciplina como a arte e a cultura da construção". Seu colega geracional, o português considera que a subtileza da obra do suíço "vem de uma certa ausência de forma, que depois se potencia espacialmente pelo valor quase primitivo dos materiais" usados. Resistência à fama A obra de Peter Zumthor, de 65 anos, esteve em espírito e exposição em Lisboa em Setembro. O arquitecto trouxe a mostra retrospectiva Peter Zumthor Edifícios e Projectos 1986-2007 à LX Factory, em Alcântara, por ocasião do Warm-Up da bienal ExperimentaDesign. Em 3000 m2 e durante cerca de dois meses, quatro salas da LX Factory encheram-se de vídeos, maquetas gigantes e modelos. No local, nem uma fotografia do autor dos edifícios. Zumthor resiste à fama, à celebridade que, com o aumento da popularidade da arquitectura nos últimos anos, se agiganta para os seus executores, mais expostos nos me-dia, mais conhecidos pelo nome. Como disse na altura ao PÚBLICO, gosta de projectos com enunciados: "Se me disserem que posso fazer o que me apetecer e que basta ter o meu nome, então estou fora". O seu trabalho mais conhecido é as Termas de Vals (1996), na sua Suíça natal, que já disse considerar a sua "obra-prima". O júri do Pritzker destaca-as e também menciona a Capela de St. Nikolaus von der Flüe (2007), próximo de Colónia (Alemanha), e,também em Colónia, o Kolumba Museum (2007). O presidente do júri, Thomas J. Pritzker, presidente da Fundação Hyatt que atribui o prémio desde 1979, considera que os edifícios do arquitecto suíço "têm uma presença forte e intemporal" e que ele combina com "raro talento" o pensamento "rigoroso" com uma "dimensão verdadeiramente poética". Peter Zumthor nasceu em Basileia e estudou na Kunstgewerbeschule, Vorkurs and Fachklasse e no Pratt Institute de Nova Iorque. Descreveu-se profissionalmente ao PÚBLICO como alguém "que não está interessado em fazer dinheiro, em fazer superfície". Um defensor de uma "arquitectura clássica, que se preocupa com os detalhes, com o espaço". Por isso prefere tarefas com "algum valor humanista, social, artístico", como escolas, lares, museus. Aceita poucos projectos e demora-se neles. "Amo os espaços e os edifícios. Gosto que eles sejam completamente concentrados na essência. Tento conseguir isso trabalhando muito - chego a trabalhar dez anos num edifício". "Os meus edifícios são feitos para a vida". Foi aprendiz de marceneiro, a profissão do pai que, a par dos arquitectos clássicos do Modernismo, continua a citar como uma das suas principais influências. Nos últimos dez anos, os europeus dominaram a lista de premiados do Pritzker, com sete vitórias. Uma delas foi a da dupla de suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron (2001), tornando Zumthor o segundo suíço a ser distinguido com o Pritzker e consagrando a arquitectura suíça. O prémio (um medalhão de bronze e 75,7 mil euros) é entregue a 29 de Maio em Buenos Aires, Argentina. Vals, Suíça O edifício original era um complexo hoteleiro construído na década de 1960. Zumthor apropriou-se do espaço e criou uma estrutura de paredes de betão cobertas por finas lajes de rocha vulcânica local, que viriam a ser preenchidas pela água. Esta obra criou, dizem os críticos de arquitectura, um "efeito Vals", semelhante ao "efeito Bilbau" de Frank Gehry após a construção do seu Guggenheim basco. As termas são um espaço vivido - cerca de 40 mil visitantes por ano. Foi erigido sobre as ruínas de uma igreja gótica destruída na II Guerra. Diz o júri do Pritzker: "Uma obra contemporânea sensacional completamente à vontade com as suas múltiplas camadas de história". Mechernich, Alemanha A cofragem da capela fez-se de 112 troncos de árvore em cone, depois cobertos por betão. Durante três semanas, manteve-se um fogo no interior para que os pedaços ressequidos dos toros fossem retirados facilmente. Nas mãos de Zumthor, os materiais "são usados de uma forma que celebra as suas qualidades únicas, tudo ao serviço de uma arquitectura de permanência", destacou o presidente o júri do Pritzker, Lord Palumbo. in http://jornal.publico.clix.pt/ Uma personalidade avessa ao glamour do mundo globalizado, sobranceira e esclarecida 13.04.2009 O Prémio Pritzker foi para o mais assumidamente europeu dos arquitectos A notícia de que Peter Zumthor ganhou o Prémio Pritzker irá surpreender muita gente, pois seria de esperar que este influente arquitecto suíço nascido em 1943 já tivesse sido galardoado. No seu currículo, Zumthor conta já com o prestigiante Prémio Mies van der Rohe para a Europa, que lhe foi atribuído em 1998 pelo Kunsthaus, um museu de arte em Bregenz (Áustria, 1997). E o Pritzker, que representa a distinção máxima que um arquitecto pode receber, adivinhava-se estar destinado a Zumthor: era uma questão de tempo. Zumthor é originário de Basileia, cidade-base da arquitectura suíça contemporânea, onde estão sediados escritórios famosos como o de Herzog & de Meuron ou Diener & Diener, por exemplo, o último com maior impacto regional. Estudou Design e Arquitectura na Kunstgewerbeshule Basel e no Pratt Institute de Nova Iorque, sendo professor na Accademia di Archhitettura em Mendrisio. O seu pai era marceneiro e construía móveis, condição que se reflecte no carácter rigoroso com que os seus edifícios são detalhados, assim como no apego a uma cultura "artesanal" em desuso na prática contemporânea. Sobre a mãe, Zumthor tem-na descrito como uma mulher religiosa, devota dos santos locais. Em 1968, pertenceu ao departamento de preservação de monumentos no cantão de Graubünden, realizando pequenos projectos de restauro e acumulando conhecimento sobre património. A sua obra "oficial" é somente contabilizada a partir da segunda metade dos anos 80 do século XX, reduzindo-se a um número muito diminuto de edifícios, na sua maioria construídos no eixo Suíça-Alemanha. É uma cronologia restrita que abre com o abrigo para o sítio arqueológico de Welschdörfli (Chur, Suíça, 1985) e termina com o Museu de Arte Kolumba, em Colónia (Alemanha, 2007). O seu isolamento em Haldenstein, na Suíça "rural", onde trabalha desde 1979 e construiu as suas obras iniciais (Casa Rath, de 1983, ou o seu primeiro estúdio de 1985), é mítico. Lendária também é a sua personalidade, avessa ao glamour do mundo globalizado, sobranceira e esclarecida, assim como o gosto pela música erudita contemporânea com que principia as suas palestras. O seu trabalho tem sido caracterizado por não se deter numa linguagem (preferindo a abstracção) e pela sensibilidade aos materiais, texturas, luz, lugar e ética construtiva. Existe uma razão para que Zumthor tenha esperado tanto pelo Pritzker, que é um prémio dado por uma instituição norte- -americana e por isso de desígnio "internacionalista". Trata-se de um arquitecto assumidamente "europeu" que, contrariando uma ideia, hoje dominante, de uma Europa miscigenada, não cultiva o multiculturalismo. Coloca-se numa perspectiva oposta à dos seus mais eminentes colegas de continente, como Norman Foster, Jacques Herzog ou Rem Koolhaas, todos premiados e reconhecidamente "globais", tendo-se mantido impermeável a culturas exógenas e a um desempenho performativo tecnológico mais globalizado. Isto significa que existe nos seus edifícios uma indelével marca "europeia" que remete para uma imagem ancestral. Não necessariamente esgotada dentro de uma forma clássica ou mediterrânica (que vulgarmente associa a "origem" da arquitectura ao templo grego), mas cruzada com a cultura centro-europeia, calvinista e cerebral. Este facto tornou difícil categorizar a obra de Zumthor, como se reconhecia em 1998, via Friedrich Achleitner, na revista japonesa de arquitectura A+U, uma das raras publicações sobre o seu trabalho autorizadas pelo arquitecto. "Os seus edifícios - escrevia então o poeta e crítico austríaco - exigem a empatia do visitante. Incondicionalmente". Esta nota data do final dos anos 90, quando já estavam terminadas as três peças fundamentais que definiram o timbre de influência "zumthoriano": a capela em madeira de Song Benedetg, Sumvitg (Suíça, 1988), onde estabelece uma moral construtiva de imaginário artesanal; as termas de Vals (Suíça, 1996), regresso ao espaço arquetipal dos banhos romanos; e o Kunsthaus, caixa pura feita de vidro, ferro e betão. A este breve conjunto, tratado como a estrutura canónica do seu percurso, está associada uma produção "autoral" que enfatiza de propósito o lado "excepcional" da obra arquitectónica. Zumthor determina assim os limites de uma "arquitectura culta e europeia" que não se satisfaz com o cumprimento de necessidades "reais", mas expõe os seus visitantes a uma experiência transcendente. E foi esse vislumbre de imortalidade que a sua arquitectura ofereceu, nos anos 1980, num momento de turbulência pós-moderna. Daí a sua importância. Mais recentemente, na capela Saint Bruder-Klaus (Mechernich, Alemanha, 2007), Zumthor transforma a vivência arquitectónica numa experiência artística, e no museu Kolumba recusa qualquer expressão que recorde a vulgaridade da vida quotidiana. Mas o "europeísmo arquitectónico" de Zumthor pode, por outro lado, ser tomado como uma manifestação de provincianismo regionalista, mesmo que tenha sido inúmeras vezes plagiado por outros. Esta possibilidade estará à prova na próxima década quando finalmente alargar o seu espaço geográfico "natural" e começar a construir noutros territórios. É também esta a expectativa que o Pritzker lhe abre. Ana Vaz Milheiro, crítica de arquitectura in http://jornal.publico.clix.pt/
×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.