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  1. 3CPO

    Erasmus

    O que tinha pensado era: Forum: Ensino Subforuns: Acesso ao Ensino Superior Erasmus ... Assim tornamos o topico mais geral e até podemos integrar mais categorias de ensino, tal como as pós-graduaçoes, mestrado e afins... Até porque geralmente o pessoal parte para Erasmus em Setembro, e isso coincide com o Acesso ao Ensino Superior...na minha opinião, essa estrutura poderá funcionar em simultaneo... O que acham?
  2. 3CPO

    Erasmus

    Na minha opiniao, a solucao passaria por um subforum dentro do forum " Ensino"...temos que ver que se esse forum vai perder alguma visibilidade a partir de Outubro...era uma ideia... Mas parece-me bastante bem...ha sempre mtas duvidas, falta de informacao e afins... Abracos...
  3. Sim, essa parte eu já sabia... Gostava era de saber a opinião da RosalinaSilva... :)
  4. Tal como a música, também a cor influencia a arquitectura e leva a determinados comportamentos ou vivencias... Nao digo que tenha uma influencia directa ou instantanea, mas mexe com os sentidos, tal como outras coisas... PS: Há quem não passe sem uma velinha de insenso no seu quarto... Abraços
  5. As vezes faz-me confusão como é que uns arranjam tão "facilmente" e outros demoram imenso a encontrar... É dificil entender que em 300 gabinetes, nenhum tenha disponibilidade para te receber...ou então é o CV que não os está a convencer... Gostava de compreender... :nervos:
  6. :) Vou ver o que se arranja... Agradeco desde já o convite...
  7. Alguém sabe de viagens/alojamentos a precos interessantes durante um fim-de-semana para Veneza? Gostava de lá ir...
  8. asimplemind: Aguardamos um post intenso sobre esse edificio... :)
  9. Temos que ter em conta que lhe falta mobiliário e pessoas... e ambiente... Creio que ficava diferente...
  10. Desenhos Técnicos (Montevideo - Mecanoo): Fonte: EuropaConcorsi Abraços
  11. Montevideo - Mecanoo (Delft) - Rotterdam Março 1999 - Concluído em 2005 Fonte: EuropaConcorsi Abraços
  12. Fractal Bar _ Alvaro Leite Siza _ 2002 Café Fractal em Vila do Conde Foi posteriormente pedido o projecto de um pequeno bar/cafetaria, cujo programa consiste apenas, numa sala de serviço ao público, numa esplanada exterior, copa e sanitários. Nesta conformidade e em harmonia com o plano, foi considerado que o melhor local para a implantação desta estrutura se situasse também no areal, junto ao passeio publico, no enfiamento da Avenida do Ferrol. Esta construção remata o plano a Norte, em contraponto à fortaleza situada a Sul. Embora com função, escala e materiais completamente diferentes a forma geométrica deste austero monumento impressionou-me a ponto de me inspirar na concepção desta pequena intervenção arquitectónica. A partir da forma triangular, fixando-me no equilátero, rapidamente cheguei ao tetraedro. As inúmeras possibilidades de associações e composições modulares conduziram à criação deste projecto plástico, exclusivamente através de um trabalho de manipulação tridimensional em maqueta, continuamente controlado pelas exigências funcionais e conceptuais. Cada tetraedro é constituído por quatro estruturas triangulares iguais mas por quatro superfícies interiores de diferentes materiais: uma de vidro transparente, outra de vidro opalino de onde irá surgir a luz artificial, outra em gesso cartonado que funcionará como receptora da luz/cor e outro lado vazado, correspondente ao pavimento ou ainda ao tecto, conforme a sua orientação no espaço. As superfícies exteriores de cada tetraedro serão uma em vidro e as outras em placagem de betão ou eventualmente em chapa de alumínio. As sucessivas repetições do tetraedro em diferentes orientações obedeceram a regras correspondentes a uma ordem muito precisa, dentro da qual acontecem variados efeitos e situações de aparente caos, devido às sucessivas alterações na ordem de colocação dos materiais nas superfícies triangulares de cada tetraedro. Este facto evoca o conceito fractal (1) aqui associado à concepção arquitectónica. Esta composição cria efeitos tridimensionais novos, proporcionando grande riqueza espacial associada a jogos de luz decorrentes das várias orientações, transparências e opacidades. A percepção dessas particularidades torna-se impressionante, tanto a partir do seu interior como do seu exterior. Embora pareça uma solução dispendiosa pela sua originalidade, o facto de ser estruturalmente modular permite a produção em série optimizando os respectivos custos. Foram respeitadas todas as normas em vigor do Regeu internacional, particularmente as que concernem à segurança. (1) Um fractal é uma forma geométrica fragmentada que pode ser dividida em partes, cada uma das quais é, pelo menos aproximadamente uma cópia reduzida do todo. Os fractales são geralmente semelhantes e independentes em escala. A geometria fractal e a teoria do caos estão a dar-nos uma nova perspectiva de ver o mundo. Durante séculos usamos a linha como um elemento construtivo básico para compreender os objectos do mundo a nossa volta. A ciência do caos usa uma diferente geometria, chamada geometria fractal. A geometria fractal é uma nova linguagem, usada para descrever, modelar e analisar formas complexas encontradas na natureza. Algumas das coisas que o fractal pode modular e produzir são plantas, o tempo, movimento de fluídos, actividades geológicas, órbitas planetárias, ritmo do corpo humano, comportamento animal em grupo, padrões sócio económicos, música, etc, que não correspondem a formas geométricas simples. Tornou-se por isso necessário utilizar uma gramática apropriada. Fornece-nos uma forma diferente de observar e modelar fenómenos complexos em relação à geometria Euclidiana ou aos cálculos desenvolvidos por Liebnitz ou Newton. Uma conjunção entre os campos disciplinares da Ciência e a sua complexidade e as potencialidades da informática traz-nos novas ferramentas e técnicas para explorar os sistemas que gerem o mundo. Podemos dizer que o fractal, ao contrário de um padrão Euclidiano, revela uma maior complexidade à medida que é aumentado como figura. Beck Further explica-nos que quando olhamos de perto para padrões Euclidianos, as formas assemelham-se cada vez mais a linhas rectas. Pelo contrário, quando olhamos de perto para um fractal vemos cada vez mais detalhe. O seu perímetro pode tornar-se infinitamente grande, sendo que a sua área é sempre finita. Num esquema do tamanho de uma árvore ou de uma ervilha pode traduzir-se toda a complexidade da criação da natureza. Patenteiam graficamente a noção de «mundos dentro de mundos», razão pela qual se tornaram obsessão da cultura ocidental desde o século X até aos nossos dias. Porto, 21 de Março de 2002 Álvaro Leite Siza Vieira - Arquitecto Fonte: EuropaConcorsi Abraços
  13. Ora nem mais... Para além dos membros, conta já com diversas parcerias que ajudam a divulgar e expandir o Arquitectura.pt. É uma forma de chegar a mais pessoas, neste caso com interesse também pela fotografia. Abraços
  14. Restaurante / Bar - Matosinhos - Alvaro Leite Siza 2001 A criação de um Restaurante-Bar e Discoteca no interior de um antigo armazém, pretende ser um equipamento de apoio à habitação e serviços previstos no Plano de Urbanização de Matosinhos Sul. Por outro lado, pretende-se manter a memória da imagem física, característica da Matosinhos Sul Industrial dos séculos XIX e XX, que de resto, está em rápido desaparecimento . Com este programa, que permite manter a preexistência física do edifício, salvaguarda-se a escala urbana da Praça da Fonte, que tem como contraponto o edifício Acia e a sua escala monumental . Como é sabido, a habitação construída e a construir nesta zona da cidade, prevê estacionamento subterrâneo para residentes . Além disso as avenidas que se interceptam na rotunda , têm grande escala e desenvolvimento, permitindo vasto estacionamento de apoio aos inúmeros serviços, além da habitação . A criação de um Restaurante-Bar Discoteca na proximidade de duas discotecas (Estado Novo e Traga Luz ), funcionará como dinamizador destes espaços, já que as pessoas poderão aparcar os seus carros na proximidade, jantar, conviver no bar, e depois seguirem a pé para as discotecas. O edifício preexistente situa-se no gaveto da Av. Vila Garcia de Arosa e da Av D. Afonso Henriques, na zona chamada de Matosinhos Sul. A proposta deste estudo prevê uma intervenção que não vai alterar a imagem e morfologia exterior do edifício. Também não vai alterar o pórtico estrutural e a cobertura existente, antes pelo contrário, este estudo organiza e sistematiza a estrutura existente remodelando e alterando apenas o espaço interior . A proposta organiza-se a partir de um eixo definido pelo centro da rotunda-praça e pela mediatriz do arco de circunferência da fachada do armazém . A obra consiste na criação de um novo volume encerrado dentro do antigo (uma casa dentro da casa ), recriando no interior, dois átrios e um novo passeio que duplica o passeio público. Isto faz com que o movimento de pessoas durante o funcionamento do Restaurante-Bar Discoteca, seja para lá da fachada existente. Pretende-se não alterar o funcionamento da área exterior do domínio público. A criação de novos átrios exteriores, no interior do armazém, decorre também da necessidade de isolar e insonorizar a nova caixa interior , dentro da qual se organiza todo o programa. A partir de dois átrios diferentes, acede-se por duas portas, a dois espaços semelhantes e simétricos, articulados entre si por uma área de distribuição com pé-direito duplo. Estas duas ordens ortogonais interceptam-se no palco , conferindo a este espaço, a articulação de planos de maior expressividade e proporcionando uma forma hexagonal à pista de dança, o que é bom pela centralidade, quer controlando a organização do espaço, bem como a qualidade acústica. Ao fundo, na confluência das duas zonas de Restaurante e de Bar ficam os diferentes serviços: cozinha , copas , arrecadações , instalações sanitárias do público e do pessoal. Tanto o restaurante, como o bar desenvolvem-se em dois pisos sobrepostos que comunicam através de escadas que organizam outros dois átrios interiores de distribuição. Prevê-se também a criação de uma rampa que permite um fácil acesso a deficientes ao piso superior. Importa também referir o esquema de evacuação de emergência , composto por dois percursos longitudinais, ao eixo dos dois volumes paralelepipédicos no enfiamento das saídas para o exterior. Existe ainda uma grande galeria de saída de emergência, a partir dos serviços até ao átrio exterior de entrada do bar. Esta galeria é completamente encerrada com portas corta-fogo e com fechaduras anti-pânico. Com esta organização dá-se integral cumprimento à exigência de tripla saída de emergência para o exterior. Todos os materiais são pobres, já que se trata de uma obra particular, para um cliente com perspectiva comercial. Assim sendo, utilizou-se calcário semi-rígido, madeira de pinho e pladurs, mas que desta forma associados resultam de forma a conseguir retirar a expressão que se pretendia da luz. Existem desfasamentos nas paredes que proporcionam uma caixa de ar, onde se encontram todas as infra-estruturas de apoio técnico: insuflação de ar, cablagens e todo o tipo de electricidades e materiais de absorção acústica, criando também as pretendidas condições para iluminar indirectamente todo o ambiente. No tecto da pista de dança e nas clarabóias encontram-se igualmente escondidas as condutas de extracção do ar; a torção destas clarabóias deve-se à orientação, configuração e aproveitamento máximo da cobertura preexistente, que se teve que manter obrigatoriamente. “As cores suscitam emoções” (Wolfgang Goethe). É importante a presença da cor. Ela cria estímulos e diferentes emoções consoante as diversas situações. A luz e ambiente da discoteca podem, através de um percurso, ou seja, através do tempo, irem-se transformando e ganhando inúmeras expressões. É ir buscar o nosso eu, associado ao nosso estado de espírito, que oscila e transporta essas mesmas emoções para o exterior, procurando que se leia e sinta através do espaço a personalidade e o fluir das emoções que ali se vão gerando. O espaço exprime-se como se tivesse alma. Gostava de ter ido mais longe e ter associado o sistema informático que conduz e transforma a luz, aos ritmos, intensidades e variações da música, cheios e vazios, som e ausência de som, luz e ausência de luz, mas as limitações económicas não permitiram fazê-lo. É efectivamente possível pintar através da arquitectura, como é possível também esculpir a forma e o espaço através desta actividade. Neste caso a cor surge a partir da luz e assim está impregnada no ar, no vazio, no espaço (essência da arquitectura), só depois de projectando nos limites ou superfícies. É possível transformar o ambiente a cada momento, com milhões de possibilidades. Fonte: EuropaConcorsi Abraços
  15. Casa Leite Faria - Alvaro Leite Siza Este projecto situa-se num terreno de 2735m2 onde já existe uma habitação unifamiliar, sito no gaveto da rua de António Nobre, nº96 e rua de Guilherme Braga, nº184. Procedeu-se a um destaque de 1383m2 ( mil trezentos e oitenta e três m2) para a construção de uma nova habitação, com entrada pela rua António nobre nº96, ficando a habitação pré-existente, com acesso exclusivasmente pela rua de Guilherme Braga nº 184. Com a constante densificação urbana, o problema da intimidade passa a ser também nesta área, um factor a considerar para manter uma boa qualidade de vida, assim o volume correspondente ao novo projecto respeita os alinhamentos das casas vizinhas. Tem uma cércia inferior às outras, 7 metros correspondente a uma cave semi-enterrada, rés-do-chão e piso 1, com uma área total de construção de 620m2, área esta muito inferior aos valores da densidade-limite do P.D.M. em vigor. Uma das preocupações na intervenção foi respeitar o carácter e aspectos tipológicos das construções envolventes, nomeadamente, a casa mãe. A entrada da habitação faz-se a uma cota superior à cota do terreno. Ao criar uma cave semi-enterrada, conquista-se intimidade no piso da entrada, relativamente à cota da rua. O acesso à cave e ao piso das salas faz-se com rampas, elemento que permite uma acessibilidade franca e segura. No piso inferior estão colocadas as áreas de serviço e apoio técnico à casa (sala de máquinas, arrumos, garagem). Simultaneamente foram colocados neste piso dois quartos e uma salinha. Uma caixa de escadas central estabelece as comunicações verticais internas de toda a casa, enquanto que paralelamente coexiste uma pequena escada de serviço que liga este piso ao piso das salas. Para além das salas de estar e jantar, o piso intermédio contém ainda uma copa, cozinha, lavandaria e pequeno lavabo. O volume do piso dos quartos parte-se e rompe com o alinhamento dos inferiores, situando-se este agora, em perpendicularidade com os outros, criando assim uma protecção solar a poente nas salas, direccionando simultaneamente as aberturas deste piso para o jardim, bem como para o jardim vizinho e nunca para as empenas. Organizam-se 3 quartos, partilhando dois deles, o mesmo espaço de vestir e todos eles com sanitrários independentes. Existe ainda uma área aberta para a caixa de escadas que funciona como um pequeno escritório. Foi-se criterioso no desenho dos vãos de janelas. As aberturas devem ter o maior afastamento possível em relação às empenas, para uma maior privacidade quer em relação aos habitantes da casa, quer em relação aos vizinhos. De tal modo que em algumas empenas não se abrem sequer vãos. O sistema construtivo resume-se a parede estrutural de betão e caixa de isolamento térmico interior , assegurando legislação existente sobre o ruído e o conforto térmico. O piso superior é revestido a madeira prodema. A abertura de vãos é feita segundo o critério anteriormente descrito, usando-se caixilharia em aço inox, por vezes dissimulada/ protegida pela placagem de prodema. As coberturas são planas, de laje de betão, tela de impermeabilização e isolamento térmico. As paredes interiores são rebocadas e pintadas de branco, à excepção das instalações sanitárias e cozinha que são revestidas até aos dois metros com material lavável, provavelmente com mármore. O pavimento interior é em soalho com caixa de ar, excepto nas instalações sanitárias e cozinha, onde o material utilizado é lavável (mármore). Os pavimentos exteriores são em calçada portuguesa. A memória descritiva vem comprovar a adequabilidade do projecto com a política de ordenamento do território descrita no P.D.M., bem como todas as normas legais em vigor. Fonte: EuropaConcorsi Abraços
  16. Casa Francisco Ramos Pinto - Alvaro Leite Siza Este projecto situa-se num terreno de aproximadamente 1000 (mil) m2, sito na Av. Professor Egas Moniz da Freguesia de Gulpilhares, Vila Nova de Gaia. Consiste numa habitação unifamiliar, de programa especial. Tratava-se de dar resposta a uma necessidade, imposta por um trágico acidente, que vitimou um dos elementos desta familia. Deste modo a casa é projectada considerando que tem de ser percorrida por uma pessoa em cadeira de rodas. Embora a pendente do terreno seja pequena houve necessidade de o nivelar para criar melhor mobilidade no terreno, com isto, consegui também maior intimidade, sobretudo a poente e sul. Com a constante densificação urbana, o problema da intimidade passa a ser também nesta região, um factor a considerar para manter uma boa qualidade de vida. A casa tem uma entrada técnica ao nivel da rua, com ligação à casa das máquinas, onde existe uma pequena plataforma motorizada que estabelece o acesso vertical ao corredor a um nível superior. Nesse nível organiza-se praticamente todo o programa: um grande hall de entrada e distribuição central, cozinha, despensa e lavandaria, sala de jantar, lavabo, sala de estar e quartos. Cada quarto tem o seu sanitário independente. O quarto do meio tem o respectivo sanitário com medidas e equipamentos que cumprem o regulamento legal para handicapes. O corredor e as portas são sobredimensionados para uma boa mobilidade e interligação entre espaços. A casa organiza-se assim para permitir um franco acesso e uso das divisões por parte de um handicape, proporcionando-lhe a máxima liberdade e independência. Existe ainda um piso superior onde se organiza a biblioteca e um pequeno escritório. A casa fecha-se a norte e nascente e abre-se a sul e poente onde permanece uma vasta zona verde com uma óptima insolação, na qual se situa a piscina. O sistema construtivo resume-se a parede estrutural de betão, caixa de ar com isolamento térmico e parede dupla em tijolo, assegurando o cumprimento da legislação existente sobre o ruído e o conforto térmico. As paredes exteriores são pintadas de branco com um embasamento em granito. A abertura de vãos é feito segundo o esquema tradicional na superfície das paredes, com a caixilharia em madeira. As coberturas são planas, de laje de betão, tela de impermeabilização, isolamento térmica e placagem de granito. As paredes interiores são rebocadas e pintadas de branco, à excepção das inst. sanitárias e cozinha que são revestidas até aos dois metros com material lavável, provavelmente com mármore. O pavimento interior é em soalho com caixa de ar, excepto nas instalações sanitárias e cozinha onde o material utilizado é lavável (mármore). Os pavimentos exteriores são em calçada portuguesa e em algumas zonas em lajetas de granito. Álvaro Leite Siza Vieira Fonte: EuropaConcorsi
  17. A discreta casa de arquitetos Erguido no alto de uma encosta, com vistas para o estuário do rio Douro e o oceano, o edifício se dissimula num entorno onde predominam estabelecimentos comerciais e blocos de residências. Ele não se manifesta de imediato como obra de um dos maiores arquitetos da atualidade. Mimetizado na forma pragmática e aparentemente despojada de um lugar de trabalho, o prédio requer um olhar atento para distinguir-se nele a propriedade formal, o árduo trabalho de escala - que singelamente propõe inseri-lo na paisagem suburbana em transformação - e a pluralidade de linguagens típica da arquitetura de Álvaro Siza. Embora implantado no subúrbio, em lote de forma irregular e inclinado, o edifício, erguido de frente para o belo estuário do Douro, tem ambições urbanas. Com um subsolo que ocupa quase toda a área do terreno e abriga garagens, lojas e escritórios, o prédio foi projetado em U, criando um pátio interno voltado para o sul, que articula os quatro pavimentos de escritórios. O térreo, parcialmente enterrado, recebe ventilação e iluminação a partir da rua do Aleixo (única via que limita o terreno), do grande pátio interno e de outro menor. A circulação vertical - com elevadores e escadas - e as instalações sanitárias foram implantadas na face norte e dão acesso ao terraço, de onde se avista a vasta paisagem marinha ao sul. A horizontalidade e a morfologia do corte, que capta a atmosfera de beira-mar, denunciam a continuidade de formas anteriores projetadas por Siza, inclusive certa semelhança com a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, igualmente situada às margens do Douro. Em contraste com o volume prismático dos escritórios, o térreo, aparentemente amorfo, joga com o variado alinhamento resultante da irregularidade da superfície do terreno. A indeterminação da linha do solo promove a fusão do bloco de escritórios com a laje do térreo. Essa noção de divisão e fusão é abandonada com a organização bilateral dos espaços em cada pavimento. Para melhor captar a luz do sol, o arquiteto projetou os dois lados do edifício de formas diferentes: um deles tem planta semelhante a dentes de serra, com grandes janelas pivotantes. O outro, de frente para a rua, apresenta organização linear, com aberturas de proporções quase domésticas. A complexidade espacial exprime as variadas exigências dos usuários. Embora o edifício seja um trabalho do escritório de Álvaro Siza, representantes das quatro gerações de arquitetos da chamada escola do Porto colaboraram em sua evolução e realização: Fernando Távora (mestre de Siza) e seu filho, arquiteto Bernardo Távora, ocupam o terceiro piso; os arquitetos Eduardo Souto de Moura, Rogério e Cecília Cavaca compartilham o primeiro pavimento; Jorge Antonio Ferreira de Barros divide o térreo com escritórios de engenharia e distribuidores de materiais de construção; o filho de Siza, o também arquiteto Álvaro Leite Siza Vieira, instalou-se em parte do subsolo. Álvaro Siza mudou-se em 1999 para o segundo pavimento. Durante mais de 20 anos, Siza ocupou um escritório “provisório” em um prédio da rua da Alegria, no centro da cidade, um espaço animado continuamente pela presença de jovens colaboradores, construtores, artesãos, mestres, aprendizes, fornecedores, clientes e jornalistas de várias partes do mundo. Com o aumento do número de projetos, o escritório se expandiu para outro pavimento de um edifício vizinho. Graças à difusão do uso do computador e da telemática, nos últimos anos Siza passou a contar com colaboradores e consultores espalhados pelo Porto e por diversas cidades da Europa e de outros continentes. O conflito entre a globalização e as regionalidades é antigo para o arquiteto e uma condição do seu trabalho. Universal, contemporâneo e extremamente sensível às condições locais, Álvaro Siza é autor de projetos coerentes e refinados, que embelezam as mais diferentes cidades do mundo. Ele tem projetos em Los Angeles, EUA; em Porto Alegre (o Centro Cultural Iberê Camargo); e em Rosário, Argentina. Desenhos Técnicos: Fonte: www.arcoweb.com.br
  18. A mesma questão foi levantada num projecto que realizei no 3º ano que tinha como cliente ficticio o Arquitecto Fernando Guerra. http://www.arquitectura.pt/forum/showthread.php?t=1604 Lembro-me do seguinte: Quanto à Casa Tolo, parece-me um projecto bastante interessante, controlado, e que se esconde no terreno como um bunquer, trabalhando suavemente a sua relação com a luz solar. Creio que não existe uma tentativa de seguir as pegadas do pai, apesar disso, aqui fica uma nota biográfica interessante: Abraços
  19. Mais informação: Fonte: www.jlcg.pt Fonte: www.rt-oeste.pt Abraços
  20. Nas Caldas da Rainha é o empreendimento do Bom Sucesso. http://www.bomsucesso.com.pt/ Creio que é uma reinterpretação do Condomínio Fechado... Algo de elite, projectado por arquitectos de renome...blablabla... Abraços
  21. Exacto, sempre que possivel, fazer isso... Em caso de preguicite, faz-se o perfil do edificio... Abracos
  22. Ora nem mais...e quanto aos binóculos, nao se vendem aos pontapés como em portugal... tens que te dirigir a lojas de caça desportiva e gastar bom dinheiro... Devo referir que em Portugal vendem-se binoculos em muitas lojas...(até a fn*c tem...) Tal como o asimplemind disse, é tudo uma questao de mentalidade...
  23. Geralmente costumo ver representado um corte muito generico..ou uma linha grossa representando o perfil do edificio. Depende também da escala...mas indica-se sempre o edificio em corte...
  24. Um dia destes, mostro um desses exemplos de "montras nocturnas". É simplesmente fabuloso...envidracados enormes sem qualquer tipo de cortina... No entanto já comecam a surgir nas casas que previligiam de uma cota de piso térreo superior à cota do passeio uma faixa de vidro baco, o que permite cortar essa curiosidade de alguns cidadaos. Assim que puder, documento... Abracos
  25. Eis algumas fotos que tirei no local: Abraços
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