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m a r g a r i d a

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  1. Elísio Summavielle, do IGESPAR, na secretaria de Estado da Cultura O novo secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, ocupava até agora o cargo de director do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e tem uma já longa carreira ligada ao património. Elísio Costa Santos Summavielle, de 53 anos, natural de Lisboa, é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, com especialização em História da Arte. Depois de uma passagem de três anos pelo ensino secundário, entrou em 1985 como técnico superior para o quadro de pessoal do Instituto Português do Património Cultural (IPPC, depois Instituto Português do Património Arquitectónico, IPPAR - ao qual viria a presidir - e actual IGESPAR).
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  3. ainda nesse mesmo blogue oa carimbado: 17:59 por O Cardoso olá. a respeito da ordem dos arquitectos e do estágio todas as informações que se seguem foram passadas por uma secretária, o que significa que são tão certas como o Benfica ser campeão nacional este ano. pode acontecer, pode não acontecer. não há certezas, embora haja versões diferentes sobre a mesma história, sempre úteis de serem transmitidas. assim deixo a minha: 1 - o regulamento de admissão da OA tem sete anos e, naturalmente (cito), está em fase de revisão, para se coadunar ao chamado "processo de bolonha" e para igualmente se ajustar a outras ordens profissionais estrangeiras, cujos estatutos propôem já a realização de um estágio de período superior a um ano, normalmente dois. 2 - não foi confirmado (uma vez mais sublinho, estamos em Portugal, todas as informações são certas até ao momento em que mudam) que o estágio passará a dois anos, nem que tal se processa já em janeiro. a haver uma revisão de estatuto que proponha estágio para dois será necessário um período de transição. é como tudo, até no sexo existe um período refractário. sabendo que há versões que garantem a introdução do período de dois anos, isto vale o que vale, mas introduz a necessidade de esclarecer. quem tiver amigos na ordem ou coisa do género, por favor que o faça 3 - não é obrigatório que o estágio seja realizado em território nacional, bem como não é obrigatório que o período de estágio, sejam 9 meses ou dois anos, seja realizado exclusivamente no mesmo escritório. o processo é cumulativo, ou seja, é possivel estarmos num escritório por um periodo recomendado de mais de 3 meses (menos de 3 corre-se o risco de não ser reconhecido), sair e mudar de escritório, caso uma proposta melhor surja ou instintos homicidas para com o patrão se façam sentir. tudo ok, DESDE QUE, e aqui a responsabilidade é apenas nossa, tudo seja comunicado. certifiquem-se sempre de que tudo é comunicado, guardem cópias de e-mails, etc. ao final, tendo o periodo de estágio definido (9 meses, 1 ano, 2 anos, etc), pouco importa se o fazem num só sítio ou não 4 - remuneração. a ordem, obviamente, apenas "aconselha" que os estágios sejam remunerados. nada disto garante que o sejam de facto. provavelmente a possibilidade de realizar o estágio no estrangeiro poderá colmatar essa lacuna, se souberem fazê-lo correctamente. logo deixo aqui um conselho. não se contacta uma entidade estrangeira a dizer "olhe bom dia, eu preciso de realizar um estágio para entrar na ordem dos arquitectos do meu país". atenção a estas coisas. 5 - caso estejam interessados em realizar estágio fora deste nosso paraíso à beira mar plantado, aconselho a que o façam pelo período nunca inferior a um ano. isto porque as OA de outros países pedem normalmente estágios de um ano para ingresso. dou-vos o exemplo da ARB (Inglaterra). Se apenas fizerem nove meses a nossa OA NÂO VAI dizer que fizeram um ano, a menos que tenha grande cunha. No final ficam membros tanto daqui como da ordem do país em que quiserem ser membros, usufruindo das inúteis vantagens inerentes. 6 - todos os documentos são entregues num único dossier. além disso os documentos entregues são os originais (BI, NIF, certificado de habilitações, comprovativo de residência). convirá por motivos óbvios que a ordem seja célere a tratar do vosso processo. a taxa de inscrição para estágio são 200 euros. sim senhor, "ass-raped sideways" 7 - além da realização do estágio, existe igualmente uma componente de formação profissional. existem alguns modos de fazer isto. a) formação em estatuto e deontologia, que requere a realização de um exame final. esta formação dura 4 dias, se não me engano, e existem várias épocas ao longo do ano em que é ministrada, são 6, salvo erro, e 3 épocas de exame. formação profissional. aqui admito que já estava a pensar na novela das novas mamas da amy winehouse porque já estava farto de ouvir a secretária, mas do que ouvi tem algo a ver com a possibilidade de realizar pós graduações ou coisas do género para formação complementar. c) créditos, adquiridos através de conferências (a exemplo, a Swissport'09 oferecia 4). são precisos no mínimo 8 créditos. a taxa de inscrição para as acções de formação complementar e apoio ao estágio é de 100 euros. yeah baby, **** me like you give a damn 8 - nada disto impede que vocemessês vão lá e perguntem pelas vossas próprias bocas. confirma ou desmente. do que me lembro, é isto. cumprimentos P.S: Ricardo, obviamente que te peço para retirares a segunda tag, mas não resisti a deixá-la. peço perdão uma coisa que me esqueci. sou fã de wrestling, quando não tenho nada para fazer vejo. gosto da encenação. há dias via um "combate" em que um dos tipos levou tanta "porrada", depois passou-se e desatou a arrear no outro gajo. serve esta analogia para deixar esperança que de facto proponham estágio de dois anos. muito provavelmente provocará um snap em muita gente. http://ideiainteligente.blogspot.com/2009/10/oa.html
  4. encontrado num blogue confirma-se! carimbado: 11:49 por Roger "Já todos devem saber mas parece mesmo que o estágio para a ordem terá uma duração de dois anos! Se estiver errado corrijam-me. Queria só aproveitar para agradecer à ordem dos arquitectos por proteger zelosamente os nossos interesses de uma forma tão altruísta. Só gostava de saber como faço para comer do mesmo tacho que todos estes glutões. Como se já não bastasse a nossa faculdade funcionar na base da parvoíce e da incompetência declarada e descarada, agora a OA decidiu juntar-se à anormalidade que se está a tornar este curso. Ao menos expliquem-me o porquê desta medida. Para os sortudos da geração que teve o prazer de ingressar na FAUP em 2003 (e outros), estivemos inevitavelmente a fazer um curso durante 6 anos para no fim, à ultima da hora nos darem só 5 e um (pseudo quase) mestrado. e agora (afinal) também fazemos mais uns meses de estágio só para a graça. Então para sermos arquitectos acreditados e podermos usufruir das incríveis vantagens da ordem temos de labutar por 8 anos no mínimo? Se me tivessem avisado tinha seguido os conselhos dos exames psicotécnicos do 9º ano e tinha ido para medicina que dava menos trabalho. dass" http://ideiainteligente.blogspot.com/2009/10/confirma-se.html algumas respostas: Pimenta diz assim: 28 de Outubro de 2009 15:03 Sem qualquer problema, até já é assim em alguns países na Europa. Eles que vão para a frente com isso se criarem também uma tabela de vencimentos mínimos, como acontece com alguns cursos de menor prestigio, diz-se. Primeiro ano 1000€, segundo 1300€, terceiro 1700€ e ao fim de 3 anos de trabalho nunca menos que esse valor, é a minha proposta. Assim já me começa a parecer mais justo e vejam isso pelo lado positivo, vai emagrecer muitos arquitectos pançudos que já podem aparecer no arquitectarte sem preconceitos. Se assim não for, vai ter de haver mobilização, uma vez por todas quem estiver a ler e tem gosto pelo dito, não o dê em troco de um suposto curriculo (ser tarefeiro traz um prestigio e experiência de primeira classe), pois é óbvio que se não houver quem aceite as condições ás quais nos sujeitam, alguma coisa vai mudar. Roger diz assim: 28 de Outubro de 2009 15:25 fomos levando no rabo enquanto estávamos distraídos e a nossa geração é demasiado mansa para reagir. neste caso identifico-me com umas palavras do Daniel Carrapa durante a sua crise de meia-idade precoce: "Pertenço a uma geração sem causas. A minha geração não tem nada que a defina para além de uns programas de televisão e umas gasosas que deixaram de existir. Não, nós não fizemos nenhuma revolução, não protagonizámos nenhum conflito de gerações, não vislumbrámos nenhum sentido, não erguemos nenhum símbolo, não alvitrámos doutrina em que valesse a pena erguer uma sociedade. Na melhor das hipóteses, mostrámos o rabo a um qualquer ministro por causas fúteis há muito esquecidas de todos. Somos uns rebeldes na nossa cabeça. Uma coisa apenas nos define. Não gostamos muito uns dos outros. Mal educados para a vida em comunidade, somos complacentes com os nossos defeitos que intoleramos, passe a palavra, em todos os outros. Desengane-se quem tome tal por desatenção ou charme latino. É, tão só, uma tragédia" daqui a uns anos escrevo a mesma coisa e só espero poder estar tão resignado como ele porque estas m*rdas estão a dar-me comichões no esquerdo!
  5. Seitas satânicas vandalizam património cultural Roubam arte sacra das igrejas para realizar cultos satânicos. Polícia Judiciária acusa autoridades eclesiais de descuidarem património As igrejas estão a ser assaltadas por seitas que usam em rituais satânicos o material furtado - peças de arte sacra e hóstias consagradas. A acção desses grupos, visível em todo o País, está concentrada, sobretudo, no Baixo Alentejo. Um responsável da diocese de Beja afirma que as autoridades estão a ter dificuldades em controlar o fenómeno. A responsável pelo Museu da Polícia Judiciária (PJ) considera que a Igreja não dá prioridade à defesa do seu património. "Esse fenómeno do satanismo é muito complicado. Normalmente é muito rígido, ou seja, leva a destruições muito pesadas, feitas propositadamente para deixarem marcas profundas", explicou ao DN José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. Esse tipo de ritos "passam, por exemplo, por mutilação ou incineração de imagens religiosas: cortando as orelhas, o nariz ou as mãos, pegando-lhes fogo. Passa também acções de fogo posto em monumentos religiosos. Temos vários casos em que isso tem acontecido. Por vezes assume outras manifestações, como, por exemplo, pintadas com sprays em altares, pinturas em obras de arte preciosas", acrescentou ainda José António Falcão. Tudo isto acontece em igrejas do baixo Alentejo que o responsável não quis identificar. Segundo explicou, o fenómeno iniciou-se no anos dois mil, com a viragem do milénio. Nessa altura, o fenómeno era esperado tendo em conta o aumento de movimentos esotéricos registado em todo o mundo. Porém, eram os cemitérios os alvos preferidos das seitas. Hoje são as igrejas. Está aumentar o fenómeno das "missas negras", regista ainda o director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. Esta diocese tem-se destacado pela sua preocupação em proteger o seu património. Foi, aliás, das primeiras a aderir ao programa "Igreja Segura, Igreja Aberta", promovido pelo Museu da Polícia Judiciária dirigido por Leonor Sã. Esta responsável reconhece o esforço das dioceses em contrariar a onda de furtos e de vandalismo que tem assolado as igrejas, mas adverte que a maioria ainda não dá prioridade à protecção do seu património. "Há belíssimos exemplos de boas práticas, mas também há casos de muita desatenção", disse ao DN a principal promotora do projecto. Uma das principais dificuldades é a inventariação. "Se uma peça é furtada e dela não há um registo em arquivo, uma fotografia sequer, torna-se muito mais difícil para PJ investigar", frisa Leonor Sã. "Há casos em que nem as próprias paróquias apresentam queixa dos furtos por não se aperceberem da falta da peça", adiantou. No âmbito do projecto Igreja Segura, a PJ, em 2006, formou inspectores para, por sua vez, darem formação nas paróquias. Porém, em 2007, nenhuma acção de formação foi solicitada à PJ. "É ainda necessária uma maior sensibilização", sublinhou Leonor Sã. http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1403516&seccao=Sul
  6. EUA rejeitam vacina contra gripe A usada em Portugal Os Estados Unidos rejeitaram a "Pandemrix", a vacina contra a gripe A que está a ser administrada em Portugal e nos restantes países europeus. Em causa estão substâncias contidas no produto que poderão causar danos à saúde. A "Pandemrix", do laboratório GlaxoSmith-Kline, tem duas substâncias que os norte-americanos não aprovam nas vacinas, apesar de estas terem sido aprovadas pela Organização Mundial de Saúde, (OMS), revela hoje o Diário de Notícias. As susbtâncias estão presentes na vacina e no adjuvante. Este último, uma das duas doses em que consiste a Pandemrix, levanta dúvidas, uma vez que vários estudos já feitos não foram conclusivos acerca dos efeitos em grávidas e crianças. Na Alemanha, a "Pandemrix" está a ser recusada por muitas pessoas. O próprio presidente do Colégio Alemão dos Médicos alega que "os potenciais riscos ultrapassam os benefícios", uma opinião que não é consensual. Por cá, a Agência Europeia do Medicamento garante, porém, que o benefício da vacina contra o H1N1 é superior ao risco, razão pela qual aprovou a vacina em todos os Estados-membros. Substâncias sob polémica Escaleno Adjuvante que estimula o sistema imunitário, potenciando a resposta à vacina. Foi, porém, proibido pela FDA (Agência Federal dos Medicamentos) pelos alegados efeitos no sistema nervoso. Há estudos que o relacionam à Síndrome da Guerra do Golfo, ao ser utilizado na vacina contra o antrax. Tiomersal Composto derivado do mercúrio utilizado nas vacinas para prevenircontaminações microbianas. Apresenta uma toxicidade que pode causar danos em grávidas. Teorias sem comprovação científica alegam também potenciais riscos de autismo em crianças. Foi eliminado na Dinamarca e referido na Noruega como causador de reacções alérgicas. A vacina da GlaxoSmith-Kline contém cinco microgramas de tiomersal e 10,69 microgramas de escaleno. Contactada pelo DN, a farmacêutica diz que "não existem estudos conclusivos que permitam estabelecer a relação entre causa e efeito", considerando que o escaleno permite "com menos fazer mais". Em relação ao tiomersal, a Glaxo assegura que a pequena dose presente não induz malformações no sistema nervoso dos bebés, nem ameaça o desenvolvimento dos embriões, estando "muito abaixo do limite aceitável para as grávidas de 60 kg, que é de 96 microgramas". Ao DN, o Infarmed disse por sua vez que "durante o processo de avaliação foram ponderados todos os aspectos relativos à qualidade, segurança e ficácia de um medicamento, sendo estabelecida uma relação benefício-risco. Na situação em apreço, o benefício foi considerado superior ao risco, razão pela qual a Agência Europeia emitiu uma posição favorável à autorização do medicamento". http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20091028+EUA+rejeitam+vacina+contra+gripe+A+usada+em+Portugal.htm
  7. Governo vai criar 5 mil estágios na Função Pública O Governo vai criar, no próximo ano, 5 mil estágios remunerados na Função Pública. De acordo com o Correio da Manhã, o objectivo é combater a falta de quadros qualificados em alguns serviços da Administração Central, devido à saída de funcionários em 2005. Com a regra, que só permite a contratação de um trabalhador por cada duas saídas, a Administração Pública perdeu quase 58 mil funcionários nos últimos quatro anos. O Governo prevê ainda mais medidas para combater o desemprego: criar estágios ou empregos de transição no sector privado, para pelo menos 25 mil pessoas. O programa do Governo deve ser apresentado no início da próxima semana na Assembleia da República. http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20091028+Governo+vai+criar+5+mil+estagios+na+Funcao+Publica.htm
  8. Estudantes de Arquitectura lançam ideias para a Alta Os projectos dos 45 alunos finalistas ficarão patentes no Museu Machado de Castro A Rua Alexandre Herculano fechada ao trânsito rodoviário e atravessada a meio pelo eléctrico rápido de superfície. Um funicular que liga o Museu dos Transportes ao miradouro das Químicas ou umas escadas rolantes entre o mesmo museu na Rua da Alegria e o Pátio das Gerais. O trânsito na Praça do Papa regulado através de passagens desniveladas, o Colégio de S. Jerónimo, o Hospital Militar e outros edifícios do Estado Novo transformados em pousadas ou a requalificação da Penitenciária, com o alargamento da Rua de Tomar até ao Quartel de Santana. Estas são apenas algumas das soluções que constam da exposição “Visões Urbanas para a Alta de Coimbra”, que o Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (DRAQ/FCTUC), a comemorar 20 anos de existência, inaugura amanhã, às 18h00, no Museu Nacional de Machado de Castro. Até 8 de Dezembro, é possível observar desenhos, visões e maquetas realizadas por 45 alunos finalistas do curso de Mestrado Integrado de Arquitectura, no âmbito da disciplina do Projecto V, coordenada pelo arquitecto Gonçalo Byrne. João Paulo Cardielos, da organização, explica que dos trabalhos académicos dos estudantes surgiram propostas, que agora deveriam ser olhadas com atenção pelas diferentes tutelas. «Abriram-se portas, que não devem ser ignoradas», defende o professor, reforçando que a ideia da iniciativa é debater diferentes hipóteses de transformação do tecido urbano da Alta da cidade, de modo a evitar a desertificação a partir do final da tarde e dotar esta zona de uma «nova dinâmica cultural». O projecto envolveu três vertentes temáticas: «a re-funcionalização dos espaços da Alta Universitária, agora que muitas faculdades estão a ser deslocalizadas para novos pólos universitários. Depois, o «reenquadramento dos jardins urbanos da Alta», no chamado “arco verde Botânico/Sereia”, propondo novos usos para alguns dos espaços e edifícios envolventes e a «transformação urbana dos espaços da Penitenciária e do Quartel de Santana», com vista à instalação de um “cluster cultural”, «destinado à fixação de indústrias criativas em conexão com áreas de expansão para a Biblioteca Geral, centro de exposições, centros de investigação, mediatecas, auditórios, workshops e residências artísticas. Paralelamente, decorre um ciclo de debates a realizar em todas as quintas-feiras de Novembro, a partir das 18h00, na cafetaria do museu. O primeiro tema será a candidatura a Património da Unesco, com o pró-reitor Raimundo Mendes da Silva e Nuno Ribeiro Lopes, do gabinete da candidatura. Dia 12, o reitor Seabra Santos e o arquitecto Gonçalo Byrne falam sobre as transformações da Alta Universitária e dia 19, Álvaro Seco (Metro Mondego) e Helena Freitas (Universidade de Coimbra), abordam a temática dos jardins e espaços públicos. A acrópole da Penitenciária será analisada, a 26 de Novembro, por José Reis e Abílio Hernandez, ambos da Universidade de Coimbra. http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4533&Itemid=135
  9. E eu li a tua intervenção, até à parte: "Até agora consigo pagar a minha alimentação, o meu carro, a gasolina, a minha roupa q não tem necessariamente de ser cara mas sim agradar-me e vestir-me, e paga os meus estudos, por vezes não consigo pagar os estudos, e aqui estou eu com 21 anos ainda por acabar o 12º, e admito já ter passado muita fome!" Ou seja, passaste fome, por vezes não consegues pagar os estudos mas tens carro?! são estas coisas incongruentes da vida que me fazem ter um pé atrás sobre determinadas teorias fantasiosas
  10. Agora diz-se assim que é mais "chique" Descrição: Entrelogica Lda, sedeado em Lisboa, admite 1 Arquitecto, em regime de Tempo Integral com vínculo Prestação de Serviços. Admissão Imediata. Preferência por candidatos da Zona de Lisboa. Domínio da Informática.
  11. Surpresas e desilusões de dois arquitectos por Portugal Percorreram o país de Norte a Sul munidos de câmaras de vídeo e máquinas fotográficas. Um no litoral, outro no interior. A viagem originou um livro e uma exposição. Descubra as diferenças As viagens têm destas coisas: mudam percepções. Este Verão, dois amigos arquitectos fizeram-se à estrada e viram teorias que debatiam há mais de cinco anos caírem pela base. Um especulava sobre a possibilidade do litoral português poder formar uma única cidade, como o "Randstad", na Holanda, onde vivera e trabalhara. O outro idealizava um interior romântico, pontuado por pequenas vilas e aldeias históricas, o ponto de partida para o desenvolvimento de uma Toscana nacional. Percorridos "mil e poucos quilómetros" em quase quatro dias (um) e "novecentos e tal quilómetros" em dois dias e meio (outro), tinham recolhido material para várias surpresas, uma exposição e um livro: "Duas Linhas", de Nuno Louro e Pedro Campos Costa. Partida As regras do jogo eram simples: percorrer a par e passo duas linhas de norte a sul do país, uma no litoral, outra no interior, com paragens de 10 em 10 quilómetros. Em cada ponto tirariam uma fotografia e fariam um vídeo a 360º. Para mais tarde analisar e comparar. Lançaram os dados, o Google Earth ditou a latitude. As longitudes dependeriam das estradas existentes. Casa da Partida: Vila Nova de Cerveira, no Minho, e França, em Trás-os-Montes. Os problemas começaram logo aí. Nuno, no litoral, perdeu-se e chegou oito minutos atrasado. Ao contrário do que esperavam, a diferença foi aumentando. "Eu fiz uma viagem super agradável, a ouvir música clássica. Parava no meio da estrada, fazia a foto e se calhar passada meia hora é que aparecia outro carro", conta Pedro. "O Nuno apanhou trânsito, teve um furo, não conseguia parar [nos sítios previstos]. A complexidade na costa é mil vezes superior." O parceiro reforça: "Levei o GPS com a última actualização e muitas vezes chegava a um cruzamento e já era uma rotunda." Cerca de 20, com "arte", especificaria depois. Num campeonato do mau, o caos do litoral concorreria com a desertificação do interior. "Não há pessoas. O que não acontece do outro lado da fronteira, com cidades dinâmicas como Salamanca e Badajoz", lamenta Pedro. "A visão da 'Toscana' não é real." Um dos episódios mais caricatos da viagem, lembra, aconteceu quando o GPS apitou perto da Guarda, onde uma mãe e um filho pediam boleia. "Saio para fazer a foto. Volto ao carro e eles estão lá dentro. Achei tão giro que lhes dei boleia e fiz a foto na aldeia onde viviam, o Baraçal." Chegada A viagem acabou, como não podia deixar de ser, no mar: Sagres e Olhão. Cada um tirara cerca de 600 fotos. Seguiu-se a selecção individual e intuitiva de 59 imagens vezes dois para serem publicadas e expostas lado a lado. O livro acaba de sair; a exposição dura até ao final do mês no Espaço Avenida, em Lisboa. Feitas as contas, gastaram 12 mil euros para obterem "sem querer ser pejurativo", diz Pedro, "uma perspectiva sem pôr os pés no chão". Para a próxima, avisam, vão à boleia. http://www.ionline.pt/conteudo/29791-surpresas-e-desilusoes-dois-arquitectos-portugal---video
  12. O arquitecto das favelas Filipe Balestra inicia o seu percurso como poucos. Primeiro, uma escola na maior favela do Rio de Janeiro, no Brasil. Agora, um megaprojecto de 1200 casas num bairro de lata em Pune, na Índia. Com a arquitectura humaniza habitações em locais que não lembram, degradados, sem condições. Não é arquitecto de «controlo remoto», que desenha e pronto. Filipe envolve-se, usa palavras em vez de maquetas e projecta a gosto. Diz que é o seu contributo para melhorar o mundo, o Terceiro. Vai correr mundo o nome deste arquitecto recém-formado. Filipe Balestra tem 27 anos e uma vontade enorme de «assinar» o mundo, o «Terceiro», com os seus projectos. Não por vaidade nem megalomania, que isso, garante, não é o que o faz mexer. O que o move é o fascínio pela profissão que escolheu – «talvez» por influência dos pais, ele é arquitecto e ela, urbanista – e com ela poder deixar o seu contributo, «fazendo da vida de algumas pessoas uma vida melhor». Podia contribuir de muitas maneiras: tornar-se voluntário numa instituição de caridade, ler para acamados, oferecer comida aos famintos, recolher roupa para os sem-abrigo, servir sopa aos pobres, conversar com os doentes. Podia, mas é na arquitectura que encontra a materialização de «uma missão», porque quem tem um espírito altruísta que atormenta por «não parar de fervilhar» tem uma missão e deve gastar uma parte do seu tempo a realizá-la. Não foi o acaso que o levou a trabalhar nas favelas e bairros de lata. Foi por opção, ainda antes do diploma. Estava em Estocolmo, capital da Suécia, na universidade, a tirar o master em Arquitectura, e como trabalho de fim de curso decidiu fazer um projecto de uma escola na Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro em número de habitantes. Apesar de um trabalho escolar, acabou por ser o seu primeiro grande trabalho, a que chamou Sambarquitectura, e que o levou à Índia, a um bairro social em Pune, onde agora está a desenvolver uma «vila» para 1200 famílias. Mas já lá vamos. Filipe escolheu o Rio de Janeiro para implementar o projecto que lhe daria o certificado porque foi lá que nasceu e viveu até aos quatro anos. Escolheu uma escola, porque o Brasil tem 11,1 por cento de analfabetos (dados de 2007 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Escolheu uma favela, porque ficou-lhe a imagem dos morros apinhados de construções quando passeava por Copacabana, onde residia, que o fascinava. A Rocinha, por ter apenas duas escolas: «Aconteceu tudo muito depressa. Lembro-me de estar uma noite a pensar no que faria para o meu trabalho de fim de curso e a ideia surgiu-me de repente e não mais saiu da minha cabeça. Fui ao Google procurar duas ou três ONGs [organizações não governamentais] que trabalham em favelas e apareceu-me logo o Instituto Dois Irmãos [www.2bros.org/portuguese/]. No dia seguinte enviei-lhes um e-mail a dizer que gostaria de desenhar uma escola na Rocinha.» Filipe não podia ter melhor sentido de oportunidade. E não é que o Instituto Dois Irmãos só estava à espera de um arquitecto? «Já tinham o local e o dinheiro para construírem uma escola, mas faltava-lhes quem fizesse o projecto. Creio que tinha passado por lá um arquitecto amigo de um amigo, que entretanto desistiu porque achou difícil fazer qualquer coisa de jeito em tão exíguo espaço». Filipe fez as malas e atravessou o Atlântico, pensando que chegava, via o local, tirava as medidas, desenhava e entregava o projecto ao engenheiro e aos construtores; quando muito, passaria pela obra uma vez por outra para acompanhar os trabalhos. Não é, afinal, o que «faz a maioria dos arquitectos»?. A maioria, talvez, mas não Filipe. Fez parte da obra do princípio ao fim. Na favela não podia ser de outra maneira. «Fui preparado para desenhar, para fazer maquetes. É isso que aprendemos na universidade. Os arquitectos não se envolvem nas diferentes fases da construção.» O que encontrou na Rocinha não encontrou em nenhuma sala de aula. E o que a Rocinha lhe deu nenhum professor lhe dará: «Quando cheguei percebi logo que as pessoas não tinham qualquer interesse pelos desenhos. A comunicação através do papel não tem lugar ali. Ali são as palavras que contam, a comunicação oral é a única que faz sentido. Então coloquei a caneta e o papel de lado e comecei a falar com as pessoas, a ouvi-las. As conversas, achei-as tão interessantes que decidi filmá-las para um documentário que apresentei no meu trabalho de fim de curso.» Também nisto Filipe pontuou pela diferença: «Estava com medo de chumbar. Os suecos são muito respeitadores das regras e não é habitual um aluno finalista apresentar o seu trabalho em vídeo. Em todo o caso, para me proteger, apresentei-lhes também as maquetes. Passei.» Com que nota não sabe, que na Suécia ou se passa ou se reprova. «Os professores ficaram muito emocionados.» Trinta minutos de filme, a que a nm teve acesso, mostram o ambiente que se vive na mais lotada favela do rio, onde moram 200 a 300 mil pessoas em apenas 0,8 quilómetros quadrados. Se Filipe tivesse mostrado aos professores apenas as maquetes da escola – uma escola de três andares que ocupa um total de oitenta metros quadrados mas somente trinta de implantação –, não teriam oportunidade de ver e sentir o que à volta se passa. Não saberiam o que realmente representa o projecto de Filipe para aquelas pessoas, porque na maquete não aparece a voz e o rosto e as mãos de Guilherme, mestre de obras, a cimentar os tijolos enquanto desabafa para a câmara de Filipe, queixando-se da negação da favela por parte dos «outros», os que vivem fora das favelas, os que nascem e envelhecem sem nunca pôr os pés na favela. Não é ficção tirada de um filme de Meirelles [realizador de Cidade de Deus]. O Brasil parece mesmo negar a existência das suas favelas, de outro modo como entender que a maioria dos morros esteja mapeada como áreas verdes? Fala Guilherme, pele negra luzidia, suada: «A Rocinha é um bom sítio para viver, mas é também um lugar esquecido pela sociedade, pelos políticos. As pessoas que aqui vivem têm de lutar: as crianças têm de lutar para aprenderem e os adultos têm de lutar para crescerem.» Mas nem todos os que vivem fora da favela são como os que vivem fora da favela. Filipe residiu até aos quatro anos em Copacabana e também não havia entrado nesse «submundo» com vida paralela à das cidades grandes, ao mesmo tempo marginal. «Em Copacabana não se vê a Rocinha, mas vêem-se outras favelas», que no Brasil em todos os montes se constrói até à sobrelotação. Uma construção sem arquitectos, «intuitiva e criativa», como a vê Filipe, um estranho, porque quem está dentro, como Guilherme, diz que é feita de «muito suor e lágrimas» – mais do que madeira, mais do que tijolo, mais do que cimento, mais do que areia, as construções que proliferam como cogumelos morro acima são feitas de «matéria-prima» que sai do corpo: suor e lágrimas. É uma construção sem arquitectos, sim, «mas com arquitectura», onde Filipe aprendeu a melhor lição sobre «costumização de casas». Que é como quem diz, desenhar uma casa apropriada às necessidades de quem a vai habitar. «Se é uma pessoa solteira, apenas precisa de um quarto, uma cozinha, uma sala; se é um casal com filhos, precisa de mais quartos... Ali o espaço é gerido de uma forma mais racional: se o homem é carpinteiro, faz uma oficina na parte debaixo da casa, se a mulher faz bolos para fora, tem um espaço pequeno para os poder vender... Cada metro quadrado não pode ser desperdiçado» – esta lógica de ocupação terá sido uma herança dos escravos, que quando foram libertados no Rio de Janeiro, em 1888, e à falta de um pedaço de terra para se estabelecerem, ocuparam os montes; nessa altura não havia tecnologia adequada a terreno rochoso, as cidades construíam-se nas partes planas e eram habitadas pelos mais favorecidos. Além de Guilherme, os professores também viram e ouviram Rogério, Daniel, Erik, Washington, Andrea, Marc, moradores na favela, a explicar a Filipe o que é o «gato», um termo que no Rio se usa para designar a maneira de «desviar» electricidade da rede pública e fazê-la chegar às habitações na favela. Os professores viram e ouviram ainda os testemunhos de três «meninos dos telhados», crianças que como muitas na Rocinha passam o tempo a correr por cima dos telhados das casas da favela e como muitas mais não andam na escola; as que andam, algumas ainda não aprenderam a ler nem escrever. «Talvez possas estudar nesta escola que estamos a construir», pergunta o arquitecto ao primeiro. «Sim.» Os professores viram e ouviram as pessoas que vivem perto da escola e ficaram emocionados. E admirados com o empenho do aluno, porque Filipe também acartou tijolos, misturou água e cimento, quem o visse parecia um trabalhador da construção civil como os outros. «Sou um arquitecto que põe as mãos na massa. Aprendi a importância desse envolvimento aqui. Acho que está na altura de os arquitectos deixarem de ser arquitectos com controlo remoto. A obra tem de ser acompanhada no terreno.» Filipe passou na avaliação final, mas não por ter chegado ao coração dos mestres. «Foi porque fiz um bom trabalho.» Diferente, mas bom. Um ano e meio depois de inaugurada, a «sua» escola recebe diariamente 66 alunos – durante o dia enche-se de crianças e à noite de adultos; os professores são todos voluntários, de diferentes países. É difícil disfarçar o orgulho quando fala do resultado: «Sinto que fiz ali qualquer coisa que vai perdurar. Sabe, o segundo andar estava a ser construído e já o rés-do-chão e o primeiro andar estavam ocupados com crianças a terem aulas. Acho isso fantástico, porque revela a vontade enorme que aquela gente tem de aprender. O governo brasileiro devia dar mais educação às pessoas desfavorecidas em vez de pactuar com os investidores imobiliários para as escorraçarem das favelas, sobretudo as que têm vista de mar. As favelas com vista de mar têm uma paisagem muito apetecível e estão sob constante pressão imobiliária». Filipe está agora na Índia, em Netaj Nagar (em Pune, a duzentos quilómetros de Bombaim), num bairro de lata que precisa de renovação profunda. O entusiasmo com que fala do seu trabalho em locais de aparência degradante e sem condições sanitárias e materiais revela uma entrega tão grande que transporta quem o ouve até ao terreno; é como se as suas palavras fossem acompanhadas de fotografias a três dimensões. Filipe fala e as imagens formam-se umas a seguir às outras na nossa cabeça, com todos aqueles elementos perceptíveis apenas quando estamos no local: o ambiente, as cores, os sons, o modo de vida. Ao contrário da favela brasileira, onde tinha de ouvir os moradores e seguir as lei do bom senso e do respeito pelos vizinhos – «não se pense que quem vive nas favelas aceita uma construção qualquer e não aprecia a paisagem que vê a partir de casa» –, na favela indiana Filipe obedece a regras e a burocracias – é dinheiro do governo indiano que vai financiar o seu projecto de 1200 casas para 1200 famílias. E desta vez, não procurou, foi procurado pela Sparc (www.sparcindia.org/), uma ONG indiana que actua em favelas no sentido de encontrar soluções baratas para construir casas e saneamento – um dos mais graves problemas na Índia. «Pediram-me para desenhar uma estratégia para “habitação incremental”». Significa «desenhar casas que mais tarde possam ser incrementadas, aumentadas. Casas estruturadas para três andares e, se houver necessidade, no futuro poderem crescer em altura com mais um ou dois andares». Cada habitação custa aos cofres públicos cinco mil euros e cada família terá de pagar, para a habitar por um período de cinquenta anos, cerca de dez por cento desse valor. Findo esse tempo, poderá renovar o «contrato» com o governo. O dinheiro disponibilizado pelo governo destina-se exclusivamente às casas, não abrange o espaço exterior, mas Filipe quer estender a sua intervenção à rua. «Estamos a fazer as casas um nadinha mais baratas, bastando para isso juntar as paredes de duas casas. Juntando, em vez de duas paredes só precisamos de fazer uma. Fazendo isto com as 1200 casas vamos conseguir dinheiro para plantar umas árvores, colocar uns bancos de jardim e criar pequenos espaços de lazer ao ar livre.» Neste projecto Filipe não está só. Com ele estão a mulher, Sara Göransson, também arquitecta, e meia dúzia de amigos e colegas de curso. A jovem equipa de arquitectos apresentou três modelos de moradias – o A, o B, e o C –, pensadas para responder às necessidades de quem as vai ocupar (ver imagem dos protótipos). Filipe tem sempre a preocupação de fazer arquitectura para as pessoas: «São elas que escolhem o modelo de casa que precisam e são elas que escolhem a cor. É importante que se reconheçam no seu espaço.» Uma intervenção como esta é difícil num bairro cheio de gente e é por isso que nesta fase, a primeira de três, irão ser construídas apenas cem habitações – o termo certo é «renovadas», porque ao contrário da maior parte das localizadas em favelas, em que se «deita tudo abaixo e se constrói tudo de novo», neste bairro Filipe está a «melhorar» as casas existentes. Dar-lhes o conforto que não têm e acrescentar-lhes uma rede de saneamento. Por fases, será mais fácil deslocar as primeiras cem famílias para casa de familiares ou de amigos enquanto as obras se fazem. Começaram em Maio e se os cálculos de Filipe estiverem certos deverão terminar daqui a cinco ou seis meses. Filipe Balestra é de ambição versátil. Não se importa de ser conhecido como o arquitecto das favelas, mas seria «uma honra conseguir fazer uma ponte entre o Terceiro e o Primeiro Mundo, o que só conseguirá se deixar a sua marca em países desenvolvidos, sem deixar os bairros de lata. Porque a coexistência é possível. Um dia poderá estar numa favela a implementar um projecto de cariz social e no outro a pensar num hotel luxuoso numa ilha paradisíaca, e, pelo meio, a imaginar o esboço de uma Casa da Música numa qualquer cidade europeia. Lisboa, quem sabe. O regresso a Portugal é um desejo que alimenta: «É o meu país, é a minha casa.» Dessa vez não encontrará o ambiente com que cresceu em Miraflores, onde viveu dos cinco aos 17 anos. Aí jogava futebol num pequeno campo da bola «esmagado» pelos prédios, com os amigos do seu bairro, outros do bairro da Pedreira dos Húngaros e do bairro do Gato Preto e outros de Algés. Amigos que ainda mantém. Mas talvez vá surfar, como antes, nas praias de Carcavelos e da Costa de Caparica, que as ondas ainda lá estão, ao contrário dos bairros dos seus amigos de infância, onde agora existem condomínios fechados. Talvez Filipe possa um dia «melhorar» os bairros sociais em Portugal e torná-los bonitos, mais funcionais, mais tudo. Talvez o seu contributo acabasse de vez com aquele mal-estar de viver paredes meias com um bairro social. Um preconceito que tolhe especialmente aqueles que se fecham em condomínios de luxo. Com a sua arquitectura, humana, Filipe era capaz de conseguir esse «milagre».
  13. Filipe Balestra traz a Portugal "uma verdade inconveniente" Depois de construir uma escola numa favela brasileira com os moradores e de ter dado nova vida a um bairro de lata na Índia, o jovem arquitecto Filipe Balestra vem a Portugal alertar para uma "verdade inconveniente". Lisboa, 23 Out (Lusa) - Depois de construir uma escola numa favela brasileira com os moradores e de ter dado nova vida a um bairro de lata na Índia, o jovem arquitecto Filipe Balestra vem a Portugal alertar para uma "verdade inconveniente". "Vamos focar um trabalho que responde a uma das verdades inconvenientes de 2009: um terço da população mundial está a morar em favelas e os arquitectos na sua maioria trabalham para quem paga", disse à agência Lusa o arquitecto, de 27 anos, que juntamente com a sua equipa quer contribuir para inverter esta situação. "Estivemos na Índia a trabalhar na estratégia de desenvolvimento de bairros de lata", recordou Filipe Balestra, explicando que o conceito aplicado se baseia em trabalhar num processo com moradores, "em que eles fazem parte do design e da construção de novas casas". http://aeiou.visao.pt/arquitectura-filipe-balestra-traz-a-portugal-uma-verdade-inconveniente=f534413
  14. por vezes sai mais barato andar numa privada do que numa pública!:)
  15. que palavras teóricas tão bonitas :)
  16. LOL que vontade de rir..desde quando é que a "poluição visual" é um caprixo de alguem que decidiu não gostar de marquises? as marquises são um verdadeiro atentado...não só de quem as constrói mas também de quem projecta, que não tem a capacidade por um lado, de equipar uma casa com os espaços suficientes para que não haja essa tentação, e por outro que limita-se a fazer varandas "porque dá aquela palha" sem sequer valorizar esse mesmo espaço...
  17. um maquetista será?
  18. Aldeia solar em Odemira experimenta tecnologia para se libertar dos combustíveis fósseis No Monte Cerro, próximo de Colos (Odemira) estão a ser experimentados vários protótipos tecnológicos para tornar uma comunidade de 50 pessoas auto-suficientes a nível energético. A Aldeia Solar é um projecto da comunidade de Tamera e vai ser inaugurada amanhã. “A ideia é viver um ano inteiro com esta tecnologia, ver como funciona e encontrar os pontos fracos e fortes, para poder projectar um modelo para a Tamera inteira”, explica Barbara Kovats, coordenadora da Aldeia Solar. O campo de testes conta, por exemplo, com uma estufa multifuncional que, além de permitir o cultivo de alimentos com baixo consumo de água, também aquece óleo vegetal, que é armazenado num recipiente, permitindo assim captar e distribuir o calor entre um motor Stirling, que produz electricidade, e a cozinha. Outro protótipo em testes no Alentejo, região escolhida em parte por ser “rica” em exposição solar, é a bomba de água que funciona apenas com energia solar termal. Junto da cozinha, construída no âmbito do projecto, um grande espelho, com cerca de dois metros de diâmetro, desperta a curiosidade: “É um espelho de foco fixo, que vai reflectir o Sol para um tacho próprio, que aquece água em cerca de 30 minutos”. O esclarecimento é dado por Fabian Deppner, também membro da Tamera e colaborador no projecto, que explica tratar-se de uma tecnologia antiga, mas ainda usada na Índia, num local onde se cozinha para 30 mil pessoas. Barbara Kovats garante que “estas tecnologias podem adaptar-se a todas as partes da Terra, possibilitando o desenvolvimento regional e a independência das grandes multinacionais da energia”. “É remar um bocadinho contra a maré, mas é exactamente essa a ideia, criar estes modelos alternativos”. As tecnologias utilizadas na Aldeia Solar foram na sua maioria inventadas pelo alemão Jürgen Kleinwächter, que colabora com esta comunidade residente no Alentejo, a qual acaba por ser o seu “campo de ensaio”. Até ao momento, em Tamera estão ainda a ser utilizadas as fontes de energia “normais”, à base de combustíveis fósseis, mas com que a comunidade “quer acabar”. Barbara Kovats assegura que, com a Aldeia Solar que vão testar, estão “a meio caminho” para se descomprometer, sendo que “o próximo passo” será encontrar “patrocinadores”, para desenvolver a tecnologia e planear a sua reprodução. http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405498
  19. essa "espécie de monte" que falas, faz-se como te digo. mas olha, sinceramente, uma vez que não percebes nada do assunto, é preferivel que encontres alguem perto de ti que te possa fazer isso ou ensinar-te. fazer maquetas "pela internet" não resulta
  20. Esse cartão vende-se em placas. não se molda...corta-se curva a curva. qualquer cartão, corticite, esferovite..vendem-se sempre por placas. isso compra-se em qualquer papelaria ou em fábricas de produção e é claro que fica duro..e às vezes pesado! lol
  21. Diocese de Beja expõe tesouros de arte do Baixo Alentejo em Lyon Após Regensburg (1999), Roma (2002) e Saragoça (2008), o Departamento do Património de Beja inaugura hoje no Musée d’Art Religieux de Fourvière, em Lyon, uma nova exposição, intitulada “Portugal Eternel – Patrimoine de la Région de l’Alentejo”. “Mostrar a identidade da cultura alentejana fora do nosso âmbito é um instrumento fundamental para a afirmação do nosso território”, diz José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. É com esse objectivo que o Departamento tem tentado conseguir uma integração das igrejas e museus da região em circuitos europeus, valorizando percursos de enorme significado cultural, mas ainda pouco conhecidos além-fronteiras. “A realização de exposições qualificadas constitui um instrumento decisivo para se alcançar tal meta”, acrescenta José António Falcão. A iniciativa partiu do director deste museu, Bernard Berthod, consultor pontifício para os bens culturais e vice-presidente de Europæ Thesauri, organismo que integra os principais museus de arte sacra da Europa e tem Lyon e Beja entre os seus fundadores. A sua irradiação em França faz-se em parceria com o Turismo de Portugal, o Município de Beja, a Fundação Calouste Gulbenkian, o Instituto Camões e o Turismo do Alentejo. http://www.radiopax.com/noticias.php?go=noticias&id=7312&d=noticias
  22. Aeroporto de Beja pronto daqui a três meses Obras estarão concluídas nesse período. A ANA - Aeroportos de Portugal estima que o aeroporto de Beja poderá estar operacional «três a quatro meses» após a conclusão das obras, prevista para final de Outubro, disse esta quarta-feira à Lusa fonte da Turismo do Alentejo. De acordo com responsáveis da ANA, que «não adiantaram datas», após o fim das obras «é uma questão de três a quatro meses para que o aeroporto de Beja possa estar operacional», disse o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, Ceia da Silva. O responsável falava à Lusa em Beja, no final de uma reunião do grupo de trabalho criado pela ERT do Alentejo para debater e preparar a operacionalização turística do aeroporto alentejano e que contou com a presença de representantes da ANA. Aeroporto: Com responsável operacional da ANA, nomeado O Grupo de Trabalho criado pela Turismo do Alentejo, ERT para discutir a operacionalização turística do aeroporto de Beja, divulgou que já foi nomeado o responsável operacional da ANA, para esta infraestrutura, e que vai ser enviado um documento ao ministro das Obras Públicas para pedir urgência na concretização das acessibilidades rodoviárias e ferroviárias que o podem servir. O Grupo de Trabalho criado pela Turismo do Alentejo, ERT para discutir a operacionalização turística do aeroporto, divulgou ontem, no final da reunião que realizou em Beja, que já foi nomeado o responsável operacional da ANA – Aeroportos de Portugal, para esta infraestrutura. “Jorge Arruda participou neste encontro, garantindo que a empresa que representa encara o aeroporto de Beja da mesma forma que os outros com quem trabalha” e que “a ANA – Aeroportos de Portugal vai começar a tratar com o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) da certificação da pista”, as declarações são de Ceia da Silva, presidente da Turismo do Alentejo. Neste encontro, Ceia da Silva revelou também que “foi elaborado um documento, que vai ser remetido ao ministro das Obras Públicas, com o objectivo de pedir urgência na concretização das acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, que podem servir o aeroporto e que o Grupo de Trabalho considera fundamentais para o êxito do mesmo”. “Contribuir para a transformação da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB) numa entidade regional pública e efectuar uma prospecção de mercado para verificar quais são as rotas que podem ser negociadas para o aeroporto” foram mais duas, das decisões tomadas no encontro realizado ontem, em Beja, pelo Grupo de Trabalho criado pela Turismo do Alentejo, ERT, para discutir a operacionalização turística desta infraestrutura da região. http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1092703&div_id=1728 http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/33180
  23. precisamente por ter um rio é que vai ter uma grande depressão no terreno e terás ainda algumas curvas de nível para desenhar e cortar. eu para maquetas uso sempre cartão matte. é um material fantástico, branco, com espessura branca, bastante homogéneo e não é muito caro.
  24. as curvas de nível são variações de cota que, existem sempre, nem que seja 1 metro ou 2, por mais nivelado que pareça o terreno. como deves compreender, o terreno não é algo 100% nivelado, e portanto deve haver sempre algumas curvas de nível para que esse trabalho tenha mais consistência e credibilidade. portanto assim sendo, terás de ver em que escala (espessura) terão as vossas curvas de nível, se as marcarem de metro a metro, para assim, decidirem o material para o terreno
  25. olá João. Neste momento encontro-me a fazer estágio para a OA e nada foi falado sobre isso, quer na formação na própria sede, quer posteriormente na altura do exame ou até mesmo noutras ocasiões de formação. - Já agora, deixa-me desmitificar a história de que o estágio não é pago... felizmente existem cada vez mais situações de pagamento (e bom) nos estágios para a OA - O ideal mesmo será contactar a própria ordem e colocar a questão
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