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[Projecto] Casa de campo na Lardosa - Beira-Baixa _ Pedro Duarte Bento


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Pedro Duarte Bento
Casa de campo na Lardosa . Beira-Baixa . 2007


abordagem do cliente
Na primeira abordagem o cliente [casal sem filhos] tinha como referência à sua 'casa de campo' algo que fosse 'moderno' mas paralelamente pertencesse ao imaginário colectivo daquilo que 'naturalmente' e 'tradicionalmente' seria uma casa no campo. Numa zona do país onde a arquitectura vernácula sofreu durante três décadas uma singular descaracterização, corolário da evolução dos sistemas construtivos e dos novos materiais mas também da importação de modelos arquitectónicos estrangeiros, o cliente queria claramente distanciar-se do modelo actual da 'vivenda' comercial fortemente implementado na zona, não só pela forma como também pela função: a casa de campo será a 'segunda casa', o refúgio aleatório da cidade, mas que permita ao casal continuar a trabalhar.
O terreno está localizado fora da malha urbana de baixa densidade que define a aldeia. Encontra-se em campo aberto.

abordagem ao cliente
O processo conceptual começa por desmontar a história da arquitectura contemporânea ao cliente; retroceder. Perceber onde entra o comummente designado por 'moderno' na evolução da forma e da função na arquitectura e onde esse conceito choca com o tradicional . Relatam-se três interpretações: a tradicional/vernácula; a modernista e a pós-modernista com o seu movimento elíptico. Compreendem-se as suas maiores características, os seus pontos facilmente identificáveis, a identidade inerente a cada um dos processos.

conceito
A casa de campo busca a sua identidade híbrida, no sentido figurativo em que 'híbrido' será aquilo que participa de dois [ou mais] géneros diferentes. Assim, a casa de campo é híbrida geneticamente, sendo o seu fenótipo a mistura de dois genótipos distintos: o instintivamente tradicional e reconhecível do vernáculo e o racionalmente funcional do modernismo.

construção
o conceito estrutural define-se por um volume autoportante de betão ao qual é acoplado um volume de madeira e estrutura metálica. Na escolha dos materiais exteriores tende-se para materiais tácteis, com vínculo expressivo.


Agredecemos a colaboração de Pedro Duarte Bento.
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  • 1 month later...
  • 3 weeks later...

Tive a ver dentro de minutos a Casa de campo de Lardosa O que pude verificar é que este edifício, desconhecendo a topografia, e a história dessa localidade, podendo acrescentar que não se enquadra com a típica construção de campo. Primeiro; com um elevado acentuo da cobertura, tem influências nórdicas, que com as devidas preocupações atmosféricas, ora estamos em Portugal tal facto não acontece com a queda de neve. Segundo, o Arquitecto teve boas intenções ao remodelar o "bloco cinzento" e aplicando características bastante contemporâneas, contudo uma "super varanda" que surge intersectando o edifício quase por todo, uma aberturas que são porreirinhas. Mas não passa daí.. Apenas um grande facitilitismo, em pegar o que é tradicional, aplicar umas quantas ou outras características engraçadas, e depois vamos lá ver o que isto dá.. Mas então porque não pegou nos materiais tradicionais portugueses? Ficaria aqui a questão no ar... E continuando, a casa já em cima evidenciando, tem bastantes características estrangeiras...e então projectou uma casa de campo onde? Na América? Ora sejamos fracos, o edifício necessita de vivacidade , que está enraizada nas casas portuguesa tradicionais. O edifício deveria ser sim, trabalhado por todo, e não por uma casa e depois os seus acessórios. E o terreno, não se situa em perto de castelo Branco, ora qual é a vegetação predominante? Sejamos francos, apenas fez uma adaptação, utilizando renders que pudesse dar o aspecto de uma bom enquadramento, pelo que me deixei informar, a casa não se deixa enquadrar na paisagem, na realidade. apenas está "embelezada" por imagens que não são do território.

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Mesmo depois do “Inquérito” e de toda a polémica à volta de Raul Lino, ainda surgem estas frases...
Como isto é um Fórum de discussão, elucida-nos sobre o que entendes ser: "casas portuguesa tradicionais."


o edifício necessita de vivacidade , que está enraizada nas casas portuguesa tradicionais.



saudações
"se não fosse para ganhar..."

http://arte-rite.spaces.live.com/
http://dontfollowthewhiterabbit.blogspot.com/
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  • 4 weeks later...

Eu gostaria de compreender melhor o projeto, acho que as imagens estão muito pequenas e dificultam a compreensão da planta principalmente. Por enquanto o que posso falar é que gostei da plasticidade da casa, ela me parece sim uma casa de campo.. me lembra um pouco o design americano. Não conheço o entorno real aonde ela se insere, me parece uma boa proposta à primeira vista. Só gostaria de perceber melhor a planta da casa

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Gostava de saber directamente onde esta casa foi beber aos seus antepassados das Beirasz (?).

Zona com a qual estou familiarizada e onde tive o privilégio de conhecer arquitectura vernácula tanto da Beira Alta como Baixa...que desde já destaco o FASCINIO, com que as diversas partes da casas se organizavam.

Em termos de imagem e de conceito, parece-me muito agradavel :)

...e o projecto interessa-me mesmo.

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  • 1 year later...

A abordagem a este projecto parece-me no seu todo bem conseguida. Começando pelo cliente, que pelo que consta não era um resistente da "vivenda", e acabando na apresentação gráfica da casa, que seja ou não fiel ao que possa vir a ser a imagem final de obra, resulta muito bem e "vende". O Projecto tem, no meu ver dois momentos, um mais contido, do volume puro do arquétipo de casa, e ser em betão é uma resposta tectónica valida, e um segundo momento, este menos interessante, que rasga, deforma e materializa um outro corpo, e é neste segundo que surgem os tiques e a fuga á dificuldade de formalizar/arrumar num primeiro gesto o programa total da casa. Parabéns pelos Desenhos e renders (embora pequenos)

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A abordagem a este projecto parece-me no seu todo bem conseguida. Começando pelo cliente, que pelo que consta não era um resistente da "vivenda", e acabando na apresentação gráfica da casa, que seja ou não fiel ao que possa vir a ser a imagem final de obra, resulta muito bem e "vende".

O Projecto tem, no meu ver dois momentos, um mais contido, do volume puro do arquétipo de casa, e ser em betão é uma resposta tectónica valida, e um segundo momento, este menos interessante, que rasga, deforma e materializa um outro corpo, e é neste segundo que surgem os tiques e a fuga á dificuldade de formalizar/arrumar num primeiro gesto o programa total da casa.

Parabéns pelos Desenhos e renders (embora pequenos)

A parte final que descreves.... hummmm parece que já a ouvi em algum lado... :)
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Tenho muita pena da planta ser muito pequena, pois não se percebe bem as relações existentes entre espaços e dependencias. Gostava também de conhecer a maneira como o interior bebe o exterior e o exterior se relaciona com o interior, principalmente porque, se bem entendi, a casa comunga com espaços desabitados à sua volta. Por fim tenho que admitir que a arquitectura vernácula, no qual esta casa supostamente tem as suas raízes, está muito pouco explicita, a não ser na cobertura de duas águas. E digo isto porque, para mim, o que de mais rico tem a arquitectura vernácula é a relação entre as dependencias e a maneira como se habitava a casa, quer na utilização dos espaços interiores, quer dos exteriores. Talvez uma planta maior pudesse mostrar-me que estou enganado. Abraços "Risquem o mundo"

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  • 2 weeks later...

Força Pedro Continua....é assim mesmo!!! estamos noutros tempos noutras épocas!!! e é assim que a arquitectura tem que se sentir...a mudar! e não continuar a usar as mesmas ideias e técnicas....como se fazia à 7 ou 8 décadas! GOSTEI IMENSO DA IDEIA!

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  • 3 months later...

Antes de mais queria dizer que ainda sou muito verde neste caminho que é a arquitectura. Quanto ao edifício, está fantástico e desde já os meus parabéns, no entanto parece-me um pouco precoce dizer que se inspirou nas construções tradicionais da zona, quer na forma quer nos materiais. Tirando esta ultima parte, parabéns por o seu trabalho.

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  • 3 months later...
  • 3 months later...
  • 2 months later...

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