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Por todos os jornais vemos o conflito Isrealita, em Beirute, palco das obras de autores famosos como Gustafson Porter e Zaha Hadid, estão a ser bombardeadas e destruidas.

Ainda acabada de ser reconstruida devido à guerra civil do Líbano, a cidade vê-se de novo em confrontos.
O que acontecerá à Arquitectura?

Alguma informação sobre o conflito e como podemos ajudar:
http://stopdestroyinglebanon.com/
http://epetition.net/julywar/
http://www.saveleb.org/

Informação histórica-actual:
http://en.wikipedia.org/wiki/2006_Israel-Lebanon_conflict

Informação arquitectónica:
http://worldviewcities.org/beirut/elipsis.html

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É claro que é sempre misericordioso perder obras fantasticas de arquitectura desta maneira! Mas em tempo de guerra há coisas mais importantes até porque estas podem ser recuperadas (nem todas, mas a maoir parte) e depois ha sempre a vantagem de uma re-organização do território :s

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Achas que algum dia se vão recuperar os palácios do Iraque? Será que hoje faria sentido recuperá-los? Não se terão perdido as premissas da existência dessas "peças", não farão mais sentido as ruínas, como simbolo do grave incidente que ainda continua a destruir o país? Será que faz sentido recuperar as grandes esculturas no Afeganistão, destruidas só porque uma religião não aceita os "icones"? Se sim, não faria sentido, nesses mesmos pressupostos, recuperar as pirâmides e os templos egípcios, por exemplo? Não foram os despojos de grandes cidades do passado cobertas pelas novas estradas e edifícios das novas cidades? Não é usual econtrar numa qualquer escavação no subsolo do Porto histórico, artefactos do passado? Não foi Pompeia destruida e esquecida durante centenas de anos? A história ensina-nos a ter respeito pelo passado, mas recuperações só porque sim?... só porque os edifícios tinham valor patrimonial?... não será isso redutor em relação aos acontecimentos que levaram à destruição?... PS: Certamente há casos e casos, mas a título de exemplo, as twin towers não vão ser reconstruídas, vai ser antes edifícado um outro edifício, mais moderno, mais arrojado... o tempo passa, a memória trágica ficará para sempre presente, mas a vida tem de seguir...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Lá está, daí ter escrito 'podem' :s Tanto que essas questoes têm vindo a alterar ao longo dos tempos a propria politica do IPPAR, antigamente fazia-se reconstruçoes e nos tempos que correm faz-se 'manuntenção' do existente.

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É precisamente isso... Recuperar um convento/mosteiro, para depois o deixar ao "abandono", à espera de visitantes, é gastar dinheiro, mas a recuperação pode ser feita para esse espaço ter uma outra utilidade... e se for uma recuperação bem feita (com respeito pelo existente), o edifício tem tudo para sair enriquecido e revalorizado... Sabe-se bem que tipo de recuperações é que foram feitas em alguns casos... :vomit2: Nesses casos mais vale estar quieto...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Infelizmente (mas sem que por tal facto se possa condenar a arquitectura) é a partir destes momentos de conflito que a arquitectura encontra território para se renovar a si própria. É nas grandes reconstruções de cidades (e às vezes países) que se abrem oportunidades para novas experiências urbanísticas e/ou estéticas, muitas vezes com organizações sociais diferentes das outrora vigentes.

Os momentos pós conflito (social ou bélico) oferecem à arquitectura oportunidade para se concretizar e se pensar a si mesma enquanto geradora do "habitat" humano.

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Isso é incontestável, mas não só nas situações de conflito, as catástrofes naturais também são elementos potenciadores de renovações urbanisticas... Nestes casos o problema está quando se sabe que alguns desastres naturais são cíclicos ao longo dos anos, e no entanto continua-se a cometer os mesmos erros... é exemplo disso umas encostas em Caracas, que estão "repletas" de habitações, numa zona periodicamente (não me recordo mas são muitos anos) assolada por grandes deslizamentos de terras... pode acontecer apenas uma vez de 100 em 100 anos, mas se acontece... não é preciso dizer mais nada... O que é certo é que alguns anos depois, as mesmas encostas estão novamente repletas de construções...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Achas que algum dia se vão recuperar os palácios do Iraque?


Não sei se faria sentido recuperá-los como Palácios. Mas digamos que podem muito bem ser úteis para outras coisas. Depois da queda da ditadura na Roménia os romenos debateram-se com o mesmo problema:

Faria sentido continuar com aquele monstro?

Sim. Continua ser o Parlamento da Roménia.

Será que faz sentido recuperar as grandes esculturas no Afeganistão, destruidas só porque uma religião não aceita os "icones"? Se sim, não faria sentido, nesses mesmos pressupostos, recuperar as pirâmides e os templos egípcios, por exemplo?


As esculturas vão ser reconstruídas. Pelo menos existe esse desejo. Em relação ao Egipto existe uma questão que está a deixar franceses e ingleses a detestar um egipcio. Existe um obelisco do templo de Luxor em Paris. Faria sentido nos dias de hoje devolver o obelisco ao Egipto. Faria sentido devolver a Pedra de Roseta ao Egipto. Acho que não.


PS: Certamente há casos e casos, mas a título de exemplo, as twin towers não vão ser reconstruídas, vai ser antes edifícado um outro edifício, mais moderno, mais arrojado... o tempo passa, a memória trágica ficará para sempre presente, mas a vida tem de seguir..


Já passaram 5 anos e ainda não está nada lá feito. Um promotor imobiliário já sugeriu reconstruir as Twin Towers. Portanto a tua questão fica entre-aberta.

Por outro no Japão. Os templos são destruídos e reconstruídos durante milénios... se faz sentido recuperar arquitecturas com vários milénios... sim faz sentido. Desde que a respectiva civilização se identifique com ela...
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Ainda acabada de ser reconstruida devido à guerra civil do Líbano, a cidade vê-se de novo em confrontos.
O que acontecerá à Arquitectura?


Há uma arquitectura que ninguém refere que é a arquitectura militar. Enquanto uma é destruída há outra que é confrontada funcionalmente como por exemplo os bunkers israelitas e os bunkers do hezbollah.

E depois existe o pós guerra.

A questão no Libano é a seguinte?

Valerá a pena investir em Beirute sabendo que se localiza num país fraco com fortes probabilidades de ter um grupo terrorista anti-semita no sul do país? Valerá a pena investir num país assim?

E como arquitecto. Como deverá ele fazer um projecto de modo a resistir a um ataque aéreo?
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A solução não é de todo fazer arquitectura tipo "bunker" para resistir a ataques aéreos... nós enquanto arquitectos e membros de uma sociedade multicultural não podemos subjugar-nos às ideias de uns em deterimento da liberdade de outros... É difícil encontrar uma solução para este problema, porque se não fosse certamente já teria sido alcançada, mas eu penso que a solução tem muito de política, porque foi a imposição política ao longo dos anos que afastou étnias e povoações, que impôs limites a territórios. Pode-se falar da religião, que tem também um peso importante na questão, mas para mim são as resoluções políticas que estão no centro do conflito, e é pelo "alisar das arestas" que poderá se chegar a algum lado... Mas voltando atrás, concordo quando dizes que apenas faz sentido recuperar alguma coisa quando a população se identifica com ela... mas a opinião pública também pode ser "moldada", e aí é que está o problema... Se calhar a verdadeira solução do WTC passaria por não construir uma torre, por fazer um memorial imponente como marca dos acontecimentos, e talvez deixar parte do buraco à luz do céu, como lembrança do passado. Mas o orgulho da nação leva-os a querer combater dessa forma (nova torre) os acontecimentos do dia 11. E o poder económico aproveita-se disso para fazer mais alguns dólares. Mas se formos para a solução da torre, reconstruir as twin towers não faz sentido, porque "aquela arquitectura" teve o seu tempo e hoje há outras e melhores formas de conceber torres energeticamente mais eficientes e mais amigas do ambiente... reconstruir era dar um passo atrás na história da humanidade, mesmo que a população se identifique com "elas"... mas isto é apenas a minha opinião...

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Já passaram 5 anos e ainda não está nada lá feito. Um promotor imobiliário já sugeriu reconstruir as Twin Towers. Portanto a tua questão fica entre-aberta.


Isso não é bem verdade...
Tanto quanto sei os primeiros elementos estruturais da já famosa "freedom tower" estão já a ser produzidos no Luxemburgo para serem enviados por barco para o local do WTC em NY...

Numa declaração, o governador George E. Pataki disse "As we approach the fifth anniversary of the September 11th attacks, Lower Manhattan’s resurgence is being forged in concrete and steel. The production of over 800 tons of steel for the first columns is yet another milestone in the construction of the 1,776 foot tall Freedom Tower which will be a beacon of hope and a symbol of our unconquerable spirit.”

Por isso, o concurso não foi em vão e realmente vai ser construída a nova torre...
Ainda assim, pondo de lado as questões políticas e económicas, continuo a achar que aquele memorial que lá fizeram depois de limpos os destroços, com dois enormes holofotes a simular as destruidas torres, era a melhor solução... mas mais uma vez digo... isso sou eu...

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Encontrei um artigo sobre este tema:

WTC - Final designs revealed

Design development now complete

Skidmore, Owings & Merrill have revealed detailed refinements made to the Freedom Tower design, bringing to a close the design development phase of the World Trade Center’s most iconic building.
The refinements build upon the conceptual designs that were unveiled last year and provide a much greater level of detail with regard to critical design elements including: the prismatic glass cladding for the tower’s reinforced base, the antenna at the top, the white glass curtain wall and the generous allotment of open spaces and landscaping for public use.
The Freedom Tower is designed to facilitate emergency response with enhanced emergency communication cables, together with a dedicated stair for use by firefighters. These are used in conjunction with enhanced elevators housed in a protected central building core that serve every floor of the building. In addition, “areas of refuge” are located on each floor.
Freedom Tower architect David Childs said “Our design team has spent the past year refining the concept we unveiled in June 2005. The result is an open, welcoming building that both radiates light and is filled with light, we think we have achieved our goal of creating a great urban place -- a building that serves the people who work in it, welcomes those who visit it, and plays an integral and vibrant role in the city that surrounds it.”
Construction on below-ground utility relocations, footings, and foundations for the Freedom Tower started in April 2006 and it is projected that steel for the building will be visible above grade in 2008, with a topping out in 2010. The building is projected to be ready for occupancy in 2011.


E fica aqui uma foto da Freedom Tower:



Imagem colocada

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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JVS é muito dificil fazer uma arquitectura militar ao nivel do DaVinci' nos tempos que correm! os proprios bunkers correm o risco dos bunker buster missile e ja deixam de ser um porto seguro, quando há informaçoes de que estes podem conter 'material perigoso'.

Mas na minha opinião, o Oriente não vai ser tão cedo uma terra de paz! Mesmo que tenham paz hoje, amanha têm guerra! Enquanto ensinarem ás crianças que 'guerra' é vida, por mais que queiram a paz, a mentalidade destas 'novas' pessoas não conhece mais nada do mundo a não ser a guerra e irão viver para ela até ao fim dos seus dias!
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Mas na minha opinião, o Oriente não vai ser tão cedo uma terra de paz! Mesmo que tenham paz hoje, amanha têm guerra! Enquanto ensinarem ás crianças que 'guerra' é vida, por mais que queiram a paz, a mentalidade destas 'novas' pessoas não conhece mais nada do mundo a não ser a guerra e irão viver para ela até ao fim dos seus dias!


É o Médio-Oriente...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Nisso concordo, porque a concurso foram projectos bem mais interessantes e inovadores, sob o ponto de vista formal, do que esta "torre"... Esta é realemente "mais uma", a única diferença é que tem talvez 20 pisos em betão a partir do r/chão, que contraria a imagem dos envidraçados nos pisos superiores... A imagem ao nível da rua deve ser imponente, mas pouco convidativa... fico para ver...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Concordo plenamente com "Desde que a respectiva civilização se identifique com ela" mas as reconstruções periódicas dos templos japoneses são feitas segundos preceitos rígidos, não são uma questão de modas ou de relações públicas para os media. A madeira é extraída do bosque sagrado e o templo não é construído no mesmo local, mas sim vai alternando dentro da área considerada sagrada (comporta a zona do portico de entrada, do largo a seguir e do bosque sagrado) e só após a construção do último estar finalizada e que o primeiro cessa de existir. Mas esses conceitos de reconstrução, evolução, crescimento estão bem patentes na arquitectura habitacional tradicional, eles não têm o conceito de valor patrimonial que os ocidentais começaram a adoptar em finais do séc. XVIII inícios do séc. XIX. Para eles não faria sentido a preservação morta que aqui se faz (às vezes). A sociedade evolui e as necessidades tb. Assim sendo os "equipamentos" tb têm de evoluir, já não estamos na reconquista cristã no entanto temos "reconstruções" que não cumprem função alguma excepto a de servirem para palco de uma ou duas manifestações culturais ao longo de um ano. Será esse o caminho a seguir? Tudo tem apenas o significado que lhe damos, a reconstrução das estátuas afegãs é outro exemplo, o regime, que naquele caso representava uma linha extremista da cultura maioritária considerou-as uma ameaça e derrubou-as. Mas a sua mera reconstrução só para dizer que estão lá no deserto... não me parece uma alternativa viável. De que forma é que esses elementos "reconstruídos" beneficiam as populações e os países?? A arquitectura não pode existir como uma cultura de laboratório para os "crânios" apreciarem. Foi feita pq tinha utilização e valor para quem as fez e assim deve continuar. A arquitectura serve as pessoas e não a si própria.

  • 1 month later...

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