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tekton

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Everything posted by tekton

  1. Fallingwater, não sei o que significa "Nerd". Não a insultei. Não lhe passei nenhum atestado de ignorância. Foi a Sr.a Professora que pediu uma explicação. E quanto a Fernando Pessoa, não existe no país uma única alma que o não saiba, presumo eu, que considero que os outros são pessoas inteligentes.
  2. Eu quando andava na Fac. também andava no mundo real, mas enfim são situações diferentes, se calhar. Espero que não esteja a confundir, entre a coordenação de projecto geral (contemplada por exemplo nos MOP) e a coordenação do seu projecto de Arquitectura. Se de facto coordena equipas multidisciplinares (geógrafos, economistas, engenheiros, paisagistas, etc) ainda bem para si, porque eu também o faço, pese embora a presunção e arrogância que demonstra com essas "bocas" do tipo, "o meu é maior que o teu". Já passei essa fase à muitos e muitos anos (até os meus filhos já passaram) por isso nem me vou dignar responder. A verdade é que se ler as actuais propostas de revisão do 73/73 verá que é uma das competências que foi retirada a exclusividade aos arquitectos, graças à politica que as ordens têm seguido. Por falar em arrogância. " se não Coordenas é porque não tens conhecimentos suficientes" Pela boca morre o peixe e se as suas atitudes não demonstram arrogância, não sei o que chama arrogância. Tipificar comportamentos? Olá!!! Há aqui mais um tipo, não? Pois sou de outro mundo, que não esse que quer vender, disso pode ter a certeza. Acho estranho, muito estranho mesmo. Mas o que são palavras "caras"? O que significa "eu prefiro o português claro, cristalino, sem palavras caras", prefere as notícias da TV e odeia Saramago? É isso? É que eu não conheço o "português claro e cristalino, do preto e do branco, eu acho que todas as palavras têm muitos significados, mas isso sou eu que não tenho curso de Letras. Eu por mim adoro a poesia de Camões, mas a cara amiga não porque ele usa palavras "caras", gosto de Saramago, mas a cara amiga não porque usa palavras caras. Bom vai ficar reduzida na sua literatura, não? Essa cultura do simples!!!! que se confunde com o culto da ignorância e do enbrutecimento. Não, também não sou desse mundo, graças a Deus. Se o seu é maior que o meu? Ora, ora, meu caro essas comparações !!! Ainda bem que não entrou por aí. Ficava-lhe muito mal. "a minha classificação é uma realidade pura e simples e sobretudo apelativa ao que se passa neste momento na arquitectura para quem quer ver, não vive da minha perspectiva mas da realidade." Bom, caro Fernando, a realidade que refere, se calhar, não é igual para todos nós. Mas, isso é apenas um problema de fundo, daqueles que determinam diferentes atitudes perante a vida. Acho exactamente o contrário, pois aquilo que parece agora uma realidade inequivoca será desconstruido pelo tempo e pelas nossas experiências a um ponto tal que o deixa simplesmente de ser. Quanto à alegação de eu o censurar, está enganado, pois eu não o censurei, apenas fiz um aviso de navegação, nada mais, a intenção era boa (mas de boas intenções está o inferno cheio, eu sei). Mas isso de dizer que as censuras sempre lhe provocaram o afastamento é que é uma péssima atitude perante o mundo. Eu, que segundo alguns elementos deste painel, dizem que sou arrogante porque defendi a malta mais jovem desses ataques injustos, não ouso fazer tal coisa, ouço com muita atenção e aprendo e mando a vaidade às urtigas. Foi assim que na Faculdade me ensinaram. E como último aviso à navegação, cuidado com as palmadinhas nas costas e os elogios que se trocam, têm sempre um preço e vêm sempre por motivos diferentes. Cuidado com o português que apesar de ter o cumprimento da Sr.ª Professora (por outros motivos, claro está), tem problemas de construção. (É só uma critica construtiva, não é suposto ser ofensivo, mas se provocar o seu afastamento, é porque tudo isto de nada serviu). Será que a arrogância que tanto criticam nos outros, nos tais jovens recém formados, não é apenas uma imagem de vocês enquanto jovens? E a tipificação dos colegas, não será um modo de se sentir acima e fora, numa posição de superioridade? Tschumi coloca esse problema ao nível da arquitectura com as duas definições de espaço, criticando desse modo o racionalismo. Aliás seria bem mais interessante estarmos a discutir isso. O que eu sei, é que agora existem exames de deontologia e que o espírito aí patente não é de todo o que está patente nas vossas palavras. Pelo contrário, incute-se o respeito e a modéstia. E agora me despeço, porque não vou continuar a dar mais respostas a esta conversa, que já se começa tornar aborrecida. Aliás o tópico é outro. Passem os três muito bem.
  3. Ok. Já mudei o tópico, como podes ter visto. Mas vou saber qual a directiva que referes, porque a única que conheço não menciona as tabelas de referência.
  4. O avental? poder em portugal? Caro colega, não sou maçon, disso te posso dar a palavra de honra, mas não tenho nada contra a maçonaria. Devem existir maçons de todos os tipos, a própria maçonaria ao que sei (mas sei pouco) tem diversas tendências internas, os regulares os irregulares, etc. Por isso estou com o vampiro, que é que isso tem que ver com a discussão? Não vou julgar ninguém pela cor da pele, pela camisola do clube que apoia, e menos ainda por pertencer à maçonaria.
  5. Ok. Pedro. Eu acredito que tu acreditas, mas porquê, é apenas uma questão de fé, de ouvir dizer, ou existe mais alguma coisa concreta que possas dizer sobre o assunto?
  6. Em relação aos honorários, não estou tão certo como isso:icon_pistoles:. A lei da concorrência que agora manda em tudo, >:(não refere a impossibilidade de criação de tabelas de referência. O que aliás seria um contrasenso, pois já existem as tabelas MOP de obras públicas. A questão é que aquelas tabelas não estão actualizadas, sobretudo no que se refere às categorias. Por isso, seria sempre bem vindo um conjunto de tabelas de referência que ajudassem ao estabelecimento de honorários mais justos e/ou ajustados. :clap:
  7. Sou plenamente a favor do apoio à formação de um sindicato dos arquitectos. Tenho Atelier e sou eu que mando ali e no entanto, continuo a apoiar a formação do sindicato. Qual o meu interesse? É que como eu pago aos meus colaboradores e pago honorários decentes, concorro com fulanos que simplesmente nem decentes nem indecentes, não pagam (ponto final). Ora isso subverto totalmente a mais básica lei da concorrência que é a de não a fazer à custa de outrem. Certo? Quanto, à questão do que tem a OA a ver com os sindicatos, eu direi, nada. Mas a dita Lista C que refere o assunto, não diz que vai fazer um sindicato, mas que vai "apoiar a formação", o que é bem diferente. Na verdade se não for ela a fazê-lo, gostava de saber quem o fará? Os arquitectos que trabalham por conta de outrem? correndo o risco de serem postos na "alheta", com genéricas desculpas de que "não há trabalho". Deixemo-nos de hipocrisias, todos nós, de uma forma ou de outra, numa altura ou noutra da nossa vida, já estivemos sobre a alçade de um patrão e todos nós conhecemos a pressão psicológica da chantagem, por isso venha esse sindicato.
  8. Não concordo. Acho que os arquitectos não têm nem grande nem pequena arrogância. Se tivessem arrogância, como os engenheiros, os advogados, os médicos, etc., não estávamos na situação em que estamos, a prescindir de tudo para ter o direito de exercer a profissão para que estudámos. Agora já nem coordenamos o projecto! Já falta pouco para sermos meros "especialistas" da forma. E então, vêm uns "tipos", esses sim arrogantes, que nos dizem: - Olha lá ó engenheiro, faz aí o boneco, mas fala primeiro com a patroa, pra ela te mostrar a revista da casa que quer! No estado em que as coisas estão, no actual mercado de trabalho, os arquitectos "agacham-se tanto que se lhes vê o r.... do ..." Depois, também não concordo com essa ideia de que os arquitectos são "ensinados a ter esse tipo de postura" nas faculdades, quando na verdade o que se passa é exactamente o oposto. Por isso, deixem-se de paternalismos tolos que só demonstram complexos de inferioridade.
  9. Lamento que tenha interpretado mal as minhas palavras. Mas não queria ferir susceptibilidades, pelo contrário, critico a ideia de classificação, porquanto é nessa ideia que está o "complexo de superioridade". Também não sei onde viu "palavras rebuscadas", sobretudo sendo professora de português? Quanto à falta de conteúdo, não sei a que se refere, mas posso sempre reformular o texto. Basicamente o que digo é que a operação de classificação, iniciada no iluminismo, foi profusamente criticada, pois a classificação esconde sempre uma arbitrariedade original, que diz mais sobre o classificador do que sobre o classificado. No entanto e dado que estamos num chat, acho que é perfeitamente inócua e pode provocar diversos tipos de reflexão, como é esta em que estamos envolvidos. Não sei se usei demasiadas palavras rebuscadas, mas é assim que eu escrevo normalmente, por isso desculpe lá o jeito.
  10. Teremos de estabelecer alguns referenciais comuns, caso contrário, não falamos a mesma linguagem. :nerd:Quando digo que habitar é apenas um conceito refiro-me ao signo em si, à palavra, e quando digo que tem de se referir a uma qualquer instância quero dizer que tem de ter um referente qualquer (uma coisa, um significado, uma experiência comunicável). Caso contrário estamos a falar sobre a palavra (uma abstracção), sem referente, sem nenhuma experiência que lhe dê sentido. De modo mais específico deveria ter dito que habitar é um fenómeno. Alguns fenómenos podem ser parcialmente conceptualizados, é só aí que surgem os conceitos. Esses conceitos não cobrem a totalidade do fenómeno, apenas são ideias passíveis de ser comunicadas (verbalmente). É nesse sentido que cada conceito se relaciona com uma instância qualquer, que geralmente estabelece uma relação necessária com aquele. Dado que cada experiência do habitar é diferente em nós (de cada vez que o fenómeno ocorre - permitindo o enriquecimento que Pierce já falava) e o mesmo acontece em cada ser humano, temos diversas interpretações que resultam e se confundem com as instâncias ou experiências que transportam os diversos conceitos. A isto chamamos subjectividade, pois resulta das experiências que cada um de nós tem de um determinado fenómeno. Todo nós já sentimos diversas experiências do habitar e com a duração da nossa vida, o número de experiências daquele fenómeno transforma-o e dá-lhe diversas "tonalidades", algumas comunicáveis, mas o âmago é incomunicável. É neste sentido que, de uma maneira mais simples, mais chat:p, dizia que falar sobre o habitar em si, sem referir uma qualquer instância, é uma questão armadilhada. :s
  11. Ainda não, mas vai na 2ª feira, sem falta, disso podem estar certos.
  12. Já lá está...... mais um protesto pela dignificação da profissão.
  13. (?) Quanto à direita e à esquerda o adjectivo era referido ao RR da altura da intervenção em Paris, caro. Hoje essa da direita na FAUTL, não sei não, mas o colega lá saberá. Ao contrário da pintura, que dá para ver e depois se não gostamos, simplesmente retiramos da parede, a Arquitectura fica e transforma, sobretudo direcciona o desenvolvimento urbano. Essas questões do "terá sucesso? e do será habitado" são assim como que a atirar para o irresponsável, não? Sabe o colega que existem estudos de diversos tipos para responder à sua questão, vá estudar um pouco das investigações que se têm desenvolvido no MIT desde os anos 60 e vai ver que já existem metodologias que embora não sejam infalíveis podem sempre fazer previsões com margens de precisão satisfatórias. O que as investigações não conseguem fazer é explicar porque um projecto é bom ou mau, isso depende das experiências e da cultura estética (leia-se sensibilização para a percepção do espaço). Por muitos desenhos e edifícios de "estilo" à maneira deste ou daquele, a malha urbana que o projecto propõe é "básica" pois não consegue resolver a ligação à malha existente, não tira partido daquilo que caracteriza o local, e aponta para um desenvolvimento horizontal do tipo "aterro". Não cabe aqui fazer reflexões profundas sobre a problemática das intervenções ribeirinhas, até porque na verdade aquela coisa que chamam plano nem sequer coloca essa questão, pois podia estar ali como noutro sítio qualquer. Como só esteve duas vezes em Almada Poente/Norte (?) não discuto o assunto pois seria injusto. Não sei onde tirou o curso, mas se o seu curso não conseguiu explicar essas "estórias da envolvente e da malha" é pena, pois não sei bem como se faz arquitectura sem essas "estórias". Quanto a essa "conversa" da essência, é boa sim senhor, a essência do projecto? Mas existe mais do que aquilo que vemos do projecto? intenções ocultas? misteriosas missões? E lá vamos nós para a conversa que cheira a mofo da essência versus aparência. Sim, sim, porque aquilo não é o que parece é muito mais, está é na oculta essência do projecto. Não me leva a mal a dureza, mas é da idade e de já estar cansado de ver, um sem fim de "descobertas da pólvora".
  14. Etste é daqueles projectos, em que podemos dizer que uma vez mais se perdeu uma boa oportunidade de fazer uma intervenção urbana com qualidade. Até a proposta do Graça Dias, com todas as utopias que podia ter era bem melhor do que isto. Trata-se de uma proposta que não sabe ligar-se à malha urbana exiustente, vota uma vez mais a Almada poente ao esquecimento, empobrece a riqueza morfológica daquele promontório, etc. Numa escala de 0 a 20, dava-lhe um 7 e chumbava. De facto o RR mantém aquela mediocridade que tanto caracteriza a esquerda arrependida ou quiçá integrada.
  15. Sem dúvida. Basta pensar numa criança filha de um construtor imobiliário. Ela tira o curso, onde quer que seja, e com a média que fôr, de modo a ter o "canudo" e depois... depois é o que vemos por aí fora. Por outro lado podemos ter uma criança que provém de famílias não ligadas ao sector, com altas médias e talento a transbordar, mas como nunca apanha trabalho, nada fará. Essa conversa do mercado.... é cá uma treta, enfie o barrete quem quiser, mas é só por fé, não porque faz qualquer sentido. O mais engraçado é que os países que vendem esse alimento envenenado são exactamente aqueles que o não aplicam internamente. Mas, por cá esta nova classe de "brutos", cuja característica se pauta pela ausência de ideias próprias acerca das coisas, essa é mais "papista que o Papa". E por isso acredita no Pai Natal e noutros mitos infantis.
  16. Sem dúvida, existem muitos tipos e muitos mais existiriam. Basta pensar que o sistema usado pelo Fernando é um sistema que procura a junção da aparência com o intimismo. Mas cuidado, com as classificações, não se esqueçam que as "colecções" que vêm dar origem aos museus e às enciclopédias, derivam do iluminismo. E que o sistema de organização dos acervos é palco de fortes discussões, porquanto muitos (se não todos) não representam tanto os objectos que organizam, mas mais o sentido que os organiza. Tá profundo? É só para colocar a anterior no nível adequado de superficialidade. Mas a intenção é boa!
  17. Habitar é apenas um conceito e tem de se referir a uma qualquer instancia, caso contrário trata-se de uma abstracção. O problema em abordar tal conceito no abstracto, é que o seu sentido não o é. Por isso, quando nos perguntamos "o que é habitar" podemos estar a incorrer numa pergunta armadilhada, numa daquelas perguntas que nos fazem patinar indefinidamente em características que se referem a instancias concretas, mas como são todas diferentes, o pensamento desespera.
  18. JVS, tenha mais pudor, então não vê que são duas casas a fazer amor.
  19. Espectacular!!! Imagens extraordinárias!!! Caro Dreamer. Não me interperpretes mal, mas se nos distanciarmos de uma moral funcionalista, reflectiste no que significa uma escada que dá para um muro? É quase ideologia Punk? NO FUTURE. E os urinóis em conversa intima? E a escada para uma janela? Sem dúvida que foste buscar as imagens a uma exposição de arquitectura surrealista! Sob um ponto de vista arquitectónico parece que a arquitectura se desarticula num conjunto de tipologias que já não sabem qual o seu sentido. Parabéns pela recolha.
  20. Já no outro dia, fiz uma reflexão similar, a propósito de uma certa mentalidade do nosso poder. É que aqui, neste nosso país (e não digo que não existam tb qualidades) parece que o poder é um estágio que permite "deitar a inteligência à sombra da bananeira" deixar de pensar e deixar de ter responsabilidades. Quando é diametralmente oposto o traço certo. Pois é! Mas se isso é verdade, não é universal. Cuidado pois dizer isso pode dar a ilusão de que estamos do lado de fora. Mas a verdade já um outro dizia: "Não falam, não vêm, não ouvem"
  21. Sem dúvida pauloss, deve haver mais participação, mas será que a Ordem não tem o dever de seduzir? Isto é, será que cabe aos membros entusiasmarem-se com as questões debatidas pela Ordem, ou será que cabe à Ordem seduzir os membros a uma participação mais activa? Por acaso, pauloss, penso que devem ser sempre os que têm os cargos eleitos que têm as obrigações, pois aos outros devem a sua situação. Ou seá que defenitivamente o Mundo virou de pernas para o ar?
  22. Imaginem o escândalo, que seria entupir o mail da secil e da ordem com protestos de falta de transparência e equidade. Já estou a construir a obstipação, não fosse eu o tekton. Lol
  23. O fabiopaulo tem razão. Cá na casa "quem não chora não mama". E isto nada tem de comiseração. A frase do Kennedy nos EUA, "não perguntes o que o país pode fazer por ti, mas o que tu podes fazer pelo país", tem alguma atracção, não pelo contexto americano da altura (pois aí é do pior que possamos imaginar), mas porque, para nós, que estamos habituados a barafustar pela calada e a sorrir abertamente, esperando sempre que a justiça seja feita, como se fosse uma dádiva dos céus, permite verificar que talvez não seja bem assim. Talvez a justiça seja um prémio, qualquer coisa que se conquista.
  24. Sim mas por esse mesmo pensamento, chegamos à conclusão que nada vale a pena e entramos no pântano da indiferença. Naa! não gosto desse traço...
  25. É curioso verificar os resultados de sondagens, fora dos circuitos oficiais. Em situações em que a juventude prevalece ou em que o starsystem não tem poder.
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