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Ricardo Guerra

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  1. Um dos bons exemplos de boas praticas para uma arquitectura sustentavel e de que todos deveriam ter no seu sub-consciente quando projectam é o tratado de Vitruvio sobre arquitectura. Para além de um grande valor teorico e pratico que se transporta com facilidade ainda para o os nossos dias, ele explica de modo muito acessivel todos os factores basicos e mais complexos a ter em conta com os problemas da sustentabilidade da construção bem como fundamenta os principios da arquitectura bioclimatica. No entanto sou obrigado a concordar com um dos nossos ao dizer e passo a citar "ser arquitectura já em si implica o conceito de sustentabilidade" dito por Souto Moura. Entendo e interpreto dessa citação de que a construção se eleva a obra de arquitectura somente quanto contem na obra em si um conjunto de premissas pensadas á priori e que de entre as quais o conceito de sustentabilidade nao pode estar ausente.
  2. Partilhando mais uma opnião, concordo inteiramente com o nosso colega Sputnic, nós arquitectos, deveriamos poder assinar as nossas proprias especialidades até um determinado limite de complexidade, pois eu tive essa formação e dos arquitectos que não tiveram sempre lhes será possivel obterem. Não deveremos tablar a fasquia por baixo mas sim por alto. Eu por exemplo no meu curso de arquitectura tive 4 anos de estruturas. Aprendemos a pre dimensionar e a dimensionar, estruturas de betão armado, metalicas e mistas. É claro que por exemplo, edificios formalmente complexos e projectos cujas dimensões e soluções técnicas não sejam do tipo "normal" os engenheiros serão sempre precisos, torres, barragens, pontes, etc... Mas tambem sou da opinião de que tais obras e devido sobretudo á sua dimensão e impacto visual não deveriam ser somente sobescritas por engenheiros, mas somente em conjunto com arquitectos exactamente pelas mesmas razões de que a lei invoca a assinatura dos projectos de arquitectura somente por arquitectos. Quanto ao tema deste topico acho claro de que a disciplina comum entre arquitectura e engenharia que posteriormente as originaram foram o desenho e a geometria como metodo indutivo e que segundo várias deduções se chegou a algebra linear e ao calculo. Partindo deste pressuposto poderemos sempre encarar a engenharia principalmente a civil, como uma das disciplinas da arquitectura mas nunca o contrário, puro e simplesmente porque a engenharia não está encarregada, e ainda bem, na concepção de novos espaços arquitectonicos...
  3. Obrigado Rui pela indicação do livro, assim que puder vou dar uma vista de olhos. Poderemos pensar sempre em espaço interior sim e de que o lugar nunca será indissociável desse "interior", a rua, as fachadas, os jardins, as praças, mas acho tambem de que assim sendo, hoje, o lugar mais do que nunca não poderá ser entendido no sentido fenomenologico, pertencente a uma natureza que dá a informação necessária para a concretização da "obra" arriscando-nos a admitir do ponto de vista teorico de que a arquitectura estaria pre- determinada pela natural estrutura dos lugares. Hoje a informação e os contextos são completamente diferentes e por vezes difusos, que facilmente nos indusem em erro. Considerando a arquitectura, arte, ela terá sempre o poder de ordenar e de impor a sua regra sobre o mais caotico enredo de relações, reinventando novos contextos e criando novas relações. Comparando a escola de aalto que posteiormente, viria marcar a arquitectura moderna portuguesa, com le corbusier vemos atitudes teoricas completamente diferentes e distintas. Uma de que para cada lugar haverá "a obra" unica e magnifica no seu explendor que para alem de o respeitar enaltece-o e qualifica-o. Outra de que a arquitectura terá meios para determinar um conjunto de regras que aplicadas a cada projecto de um modo geral, respeitará cada lugar especifico.
  4. Gostava de ver, iniciando a discussão sobre a ideia contemporanea de "Lugar", as opiniões dos meus colegas sobre este tema que ultimamente tem suscitado das mais diversas dúvidas, conduzindo a vários tipos de atitude de ver, saber e fazer Arquitectura. Dou o mote de partida confrontando simplesmente dois grandes autores, Alvaro Siza Vieira - "Imaginar a Evidência" e Rem Koolhas - "Delirous New York" balizando talvez assim em minha opinião as ideias opostas sobre este tema que julgo serem mais bem fundamentadas. Porque de facto acho que das interpretações do Lugar nasce uma obra.
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