...penso que será difícil ensinar medicina sem se ser médico ou arquitectura sem se ser arquitecto...
no entanto, não basta ser-se um bom profissional para se ser um bom professor.
O professor tem que saber relacionar-se com os alunos, gerar empatias e criar referências sólidas, sobretudo nos primeiros anos.
O ensino é uma vocação, tal como o exercício da arquitectura.
O arquitecto que ensina arquitectura tem que ter essa dupla vocação.
Todos nós tivémos bons e maus professores, em todas as áreas.
O mau professor refugia-se, geralmente, na rispidez e na intolerância, o que pode gerar maior empenho por parte do aluno, por medo das represálias, mas não conduz, necessariamente a uma melhor aprendizagem.
O mau professor, em alternativa, dá boas notas e é muito permissivo. Tal permite-lhe esconder a sua incapacidade por detrás do facilitismo...
O bom professor ajuda o aluno a encontrar o seu caminho, dando-lhe as ferramentas adequadas, a segurança necessária para que ele não se projecte no abismo...
O bom professor é tolerante e exigente: tolera a liberdade de pensamento mas exige qualidade na resposta.
O bom professor põe à disposição do aluno toda a informação de que dispõe para a resolução dos problemas, não a sonega...
O bom professor tem ideias consistentes, embora não exclusivas, de como resolver o projecto, e expõem-nas!
O mau professor esconde-se por detrás da máscara de quem não quer mostrar a sua solução, para não influenciar os alunos...
... isto é uma opinião! sei lá se isto é mesmo assim?