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Gonçalo Cardoso Dias

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  1. Ja la estive. Por causa do dito festival. Foi um edificio que gostei de ver fotos dele, mas depois no local não me apelou muito... mas tb estava a chover imenso (foi mais ou menos na altura em houve as cheias...) e era um dia feio... enfim... Apesar do tamanho que tem fiquei com a impressão que a sala de exposições era relativamente pequena. O FIBDA teve que ser dividido em dois pisos, sendo que um deles fazia parte do parque de estacionamento (esse sim verdadeiramente grande).
  2. olha pela experiência que tenho tido com o meu mac até agora, à partida, não haverá problema nenhum. Quanto ao MacBook não sei, mas o MacBook Pro tem um cabo de ligação para os monitores, e pelas experiências que fiz faz-te a configuração automática e tudo (isto se usares o OS X).
  3. este foi o local da feira de banda desenhada da amadora do ano passado, certo?
  4. Bom... a aplicar a logica legal que vigora neste momento, se a sociedade tem que escolher pelo feto então nunca haverá abortos. Nas leis que tutelam menores (um feto poderia ser incluido neste padrão de leis?) há sempre uma protecção dos interesses da criança. Ora para o feto, será sempre melhor nascer do que morrer, afinal como estamos a falar são de possibilidades, é melhor ter uma possibilidade mesmo que seja muito ténue do que não ter nenhuma. E esta possição também não é de todo a melhor. Afinal há casos em que o aborto se justifique? Pessoalmente acho que sim e acho que ja são abrangidos pela actual lei. Os médicos não são juizes portanto não podem fazer decisões de ética económico-social. Mas já agora não percebo essa postura. Se o abortar vai ser legalizado então que seja para toda a gente. Afinal se todos temos os mesmos direitos porque é que só os casos em que as condições economico-sociais não são favoráveis é que podem abortar?
  5. Nem percebo é como é que não é legal... mas pronto.
  6. Misturar eutanásia com o aborto é complicado. Afinal onde é que está a escolha do principal afectado (o feto) no meio disto?
  7. Repara eu so tou a colocar a questão. Não quer dizer necessáriamente que eu ponha o aborto ao mesmo nível que o homicídio. Mas se queres saber o que eu acho da diferença entre o aborto e a eutanásia tb te respondo. No aborto tens alguem a fazer uma opção de morte sobre a vida de outrem. Ou seja, A mãe, ou o casal, a decidir se o filho morre. Na eutanásia tens alguem que se quer suicidar. Para tal precisa de ajuda de terceiros porque não tem condições fisicas para o fazer sozinho. Esta diferença é essêncial. E nada tem a ver com questões económicas, de perspectiva de vida, etc. Tem apenas a ver com a pessoa escolher terminar a sua propria vida ou ser uma outra pessoa a escolher terminar com a vida de outro.
  8. Então seguindo a tua lógica para votar talvez, deveria-se despenalizar o homicídio . O homicideo existe. Poderiamos dizer que é um hábito na nossa sociedade. As suas raizes provavelmente são anteriores às do aborto. Então em vez de serem feitos em condições duvidosas poderia-se passar a fazer às claras. Porque não mesmo em clínicas, ou em salas especiais para o efeito. Se legalizassemos seria uma forma de assumir a nossa civilização, mais a nossa natureza assassina de pessoas indesejadas para o bem da sociedade ou de pelo menos alguns membros da sociedade. Num referendo sobre esta despenalização também votarias no sim ou no não so depois de sentires se tens ou não vontade de matar alguem? E atenção este post, apesar de coincidir com a minha tomada de posição nesta questão, trata-se apenas de aplicar a mesma lógica num caso diferente. Tocas num ponto que ainda ninguem se atreveu a discutir. Será o aborto a mesma coisa que homicídio ?
  9. onda choc! O que terá acontecido aquela gente?
  10. e qd ela manda... enfim... agora é q tens mesmo de por cá os esquiços. :)
  11. e depois ainda ha gente com coragem de me dizer que os anos 80 foram a maior desgraça a nivel musical...
  12. asimplemind: O que "engraçado" no meio disto tudo é que eu, apesar de toda a minha argumentação pelo não, até concordo que a lei precisa de ser revista. Não posso é concordar com os moldes em que a querem fazer. Dai eu votar não.
  13. Concordo que são questões completamente diferentes, porém há uma visão que se deve manter coerente perante os diferentes assuntos. Aqui é que eu não podia estar mais de acordo contigo. Apesar de ser um tema que dificilmente gerará consenso, é importante, seja qual for o resultado, que seja um resultado que transmita a posição das pessoas relativamente a este assunto. Portanto é bom que não aconteça como no ultimo referendo. Não foram um nem dois que resolveram ir para a praia em vez de ir votar...
  14. Não sabia se havia de por isto na parte de conversas ou aqui na secção de arte. Depois de rever esta curta fiquei convencido que era aqui que pertencia. CashBack
  15. Bom se reparares isso também acontece do lado do sim. Pelo que vi até agora todos julgam que o aborto só vai ser praticado por: a) casais informados e conscientes do que estão a fazer em condições económico-sociais extremamente dificieis ou mesmo em miséria absoluta e depois quando se lembrar das outras pessoas que não encaixam nesse grupo dizem tal como tu dizes "ah mas esses vão lá fora ao estrangeiro e acabam por fazer na mesma." Como se isso fosse justificação para nós adoptarmos as mesmas práticas. Se todos se atirassem de um poço tu também te atiravas? olha eu não. Ainda por cima Portugal nesse aspecto até está habituado a fazer diferente, por exemplo, quando a pena de morte era prática na maioria nos paises europeus Portugal foi dos primeiros a aboli-la. E atenção, não quero de todo estabelecer o paraleslimo do costume entre aborto e morte, estou apenas a dar um caso em que Portugal resolveu adoptar uma política diferente à dos outros paises em relação a algo muito polémico. Como ja disse antes eu até concordo que não existem condições neste momento, mas e se em vez de aplicar tempo, dinheiro e esforço, a advogar pelo aborto, se advogasse por condições melhores? Não sei porque parece um pouco mais util. Também os acidentes nas estradas gastam dinheiro aos contribuintes e acredita que não é pouco, a questão é "se por haverem muitos acidentes vamos retirar todos os limites de velocidade?" Pelo que tenho observado ultimamente não me parece que seja essa a politica adoptada... Portanto deixa-me la ver se percebo bem a tua lógica. A ideia é tens uma lei que é infrigida por muita gente portanto o melhor a fazer é liberalizar tudo. Bom até nem é má ideia, como todos (ou a maioria dos portugueses) infringe as leis relativas aos impostos, o melhor seria liberalizar tudo, e deixava-se de pagar impostos. Claro que como consequência o estado não teria dinheiro e todo o sistema colapsava, mas de facto seria muito melhor porque o problema da fuga aos impostos ficaria resolvido. Essa do voto de confiança é um pouco traiçoeira. Afinal as leis estão cá para dar votos de confiança? Quanto mais me debruço sobre leis mais acho que não, vê por exemplo as leis de construção que tens em portugal, achas que servem para dar votos de confiança? Melhor que isso achas que todos os envolvidos no negocio da construção merecem esse tipo de confiança? Pessoas a darem a volta as leis, vão sempre existir, neste caso existe a escapatória do estrangeiro, não creio que isso sirva de desculpa para despenalizar o que quer que seja, quanto muito serviria de desculpa para estabelecer leis ainda mais rigorosas. Como ja disse antes o transtorno psicológico de que falas acaba por não interessar, tanto não interessa que tens do lado do não um movimento que é composto por mulheres que já fizeram abortos. Aparentemente uma posição paradoxal, mas na realidade elas é que passaram pela experiência. O problema é que segundo o estereotipo criado pelo lado do sim, ao aprovar esta lei, não estamos a pôr a decisão nas mãos de pessoas que a possam tomar conscientemente, estamos a falar de pessoas que muito provavelmente vão estar com grandes problemas e que procuram a solução mais fácil para sair deles, seja ela qual for. Porque estamos a falar sobre qual é a posição o Estado em relação à despenalização voluntária da gravidez (vulgo aborto). Eu podia-te perguntar outra coisa. Tu roubas? (vou partir do pressuposto que não) Mas há pessoas que roubam! É uma injustiça que essas pessoas não tenham condições para roubar, afinal é algo que tem os seus riscos, um tipo pode ser atropelado ao fugir, ou apanhar uma tareia de pessoal que se insurja contra ele. Portanto o melhor a fazer é liberalizar o roubo, porque assim quem não rouba não o faz, e quem rouba sempre tem condições.
  16. asimplemind: Eu quando respondi ao que escreveste procurava apenas responder aos argumentos que apresentavas, percebo perfeitamente que haja quem defenda o sim e respeito essa opção. voltando agora aos argumentos... sim eu concordo que fazer um aborto não é a mesma coisa que roubar, nem queria estabelecer essa relação, apenas procurava comparar situações de grandes dificuldades de parte a parte, honestamente não vejo nada mais complicado para um pai (sem ser a morte de um filho) do que ver a sua criança com fome e não poder comprar nada para lhe dar. O problema na tua argumentação é que partes do pressusposto que os abortos apenas iram ser realizados em casos extremos. Bem sei que teoricamente é onde mais facilmente poderão acontecer esses casos, será que a prática diz isso? Honestamente não sei. Interessa? Honestamente acho que não. A realidade é que não estás a votar para um lei dirigida as pessoas com dificuldades extremas mas sim uma lei que vai afectar todos, até aqueles que fazem um aborto pelas razões mais levianas (sim porque infelizmente esses casos também existem). Quanto as condições para criar as crianças ou falta de interesse para isso. Para mim o dinheiro era melhor utilizado na criação de condições para criar essas crianças dotando-as de condições para se tornarem elementos uteis da sociedade, bem sei que essas condições não existem hoje em dia, apesar de algumas iniciativas, porém acho que o esforço poderia ser melhor dirigido nesse sentido do que ser dirigido para a despenalização do aborto. Em relação à igreja, pessoalmente, acho perfeitamente normal, e no minimo coerente, a sua posição no meio disto tudo. Estranharia se defendessem o contrário. Porém concordo contigo quando me dizes que se rege por dogmas que ninguem se atreve a questionar, sendo exactamente por isso que eu me resolvi afastar da igreja. Relativamente a um possivel aumento do número de abortos realizados, é uma questão que honestamente nem sei o que pensar. Porque percebo os argumentos de ambos os lados, porém acho que ai deveriamos observar o que se passou nos outros paises, entender bem o enquadramento de tudo o que se passou quando a despenalização foi aprovada, para poder extrapolar para o nosso caso. Para compreenderes a questão que eu puz com os censos e o número de crianças tens de não deixar que os teus sentimentos perante esta situação interfiram com o pensamento, é uma pura questão de lógica. A realidade é que parte das dificuldades que Portugal tem hoje deve-se ao envelhecimento da população e à não renovação da mesma. Repara que o nosso sistema de segurança social basea-se no facto das gerações mais novas suportarem as gerações mais velhas, a partir do momento em que a população mais velha é mais numerosa do que a população mais nova o sistema entra em colapso como se vê agora. Um governo quando toma uma decisão destas tem de considerar este factor quer queira quer não. No domingo houvi a intervenção do marcelo rebelo de sousa sobre este assunto, e ele disse algo que me poz a pensar muito. Esta nova lei desresponsabiliza totalmente as pessoas, enquanto que em espanha as pessoas so podem abortar em determinados casos (tal como em portugal neste momento porém esses casos dão mais abertura), ou seja, votando sim agora ninguem tem de justificar o que o leva a fazer o aborto, o que me assusta um bocado. Tudo bem que podemos estar no 8 (e mesmo assim acho que ate nem estamos) mas por favor não vamos passar para o 80
  17. asimplemind: votar no sim, só porque a igreja católica diz para votar no não, é igualmente parvo como alguem votar no não só porque a igreja católica diz para votar não. As condições que levam as mulheres a abortar são muito subjectivas. Faz-me lembrar o caso de uma mulher que roubou coisas de um supermercado porque ela e a filha estavam a morrer de fome. É uma situação tramada, porém liberalizou-se o roubo por causa disso? Apesar de as vezes parecer que sim, não vi nada nos jornais a falar nisso, o que me leva a crer que tal coisa ainda não aconteceu. E vejamos uma coisa, é bom lembrar que o aborto em portugal ja é despenabilizado em alguns casos.
  18. Eu votei não, apesar de em parte concordar com alguns argumentos do sim. Quanto à perseguição das mulheres... concordo, é uma verdadeira parvoice responsabilisar as mulheres, pessoalmente acho que as pessoas a serem julgadas no caso de um aborto devem ser tanto o homem como a mulher. A desculpa que umas não fazem cá porque vão a Espanha portanto vamos liberalizar é das coisas com menos sentido que ja houvi. Sem tentar estabelecer paralelismos... imaginem que em espanha o roubo era legal, iamos liberalizar o roubo em portugal tb? não me parece. Já agora deixo aqui esta entrada no blog Blasfémias sobre as diferenças legais entre portugal e espanha sobre esta lei. A questão da implantação dos embriões... epa parece-me que se trata de uma questão técnica. O próprio corpo humano retem o que pode ou que tem programado para reter... Repara que com essa técnica há uma grande percentagem de gémeos. Depois voto não porque me preocupa especialmente a questão dos direitos de paternidade. Ou seja imaginemos o caso de uma mulher querer fazer um aborto, mas o homem quer a criança. Como é nesse caso? E depois há outras questões mais "distantes". Num país em que a população jovem está a diminuir de uma maneira que mete medo, em que a população está a envelhecer, qual é o sentido de fazer sair uma lei que irá potencialmente diminuir o nº de crianças? Exactamente por achar que há muitas perguntas por responder não posso em plena consciencia votar sim.
  19. tenho um pouco de pena que ninguem vote no Aristides de Sousa Mendes.
  20. Eu não votei no Salazar mas percebo porque haja votos nele, talvez perceba menos os votos no Cunhal, mas pronto isto é do meu mau feitio. Eu votei no D. João II.
  21. Acho que é de lembrar que a arquitectura egipcia que nos chega são normalmente os simbolos de força e de autoridade, seja militar, seja dos seus governantes, seja religiosa (na arquitectura egipcia as linhas que dividem cada uma dessas vertentes são muito ténues), portanto só vemos uma pequena parte (a mais grandiosa por certo) do que era a arquitectura egipcia. A minha experiência por terra egipcias foi fantástica. Uma pessoa sente-se mesmo muito pequenina dentro desses edifícios, mas não terá sido para isso que eles foram construidos? A arquitectura egipcia ilustrada por essa imagem tinha muito, mas mesmo muito de cenografia.
  22. Essa da liberdade quase total para fazer o que "quiser"... diria que depende da definição do quase porque normalmente essa situação é uma miragem.
  23. Não me interpretes mal, não estou a menosprezar o trabalho artistico. Apenas sei, porque já me aconteceu, o que é ter um cliente a ligar-me todos os dias (as vezes mais do que uma vez por dia) porque queria alterações ao projecto cada vez q falava com amigos... Não conheço nenhum artista a aturar coisas destas. Não sei se será exclusivamente talento, há muitas situações que ultrapassam o âmbito do talento do arquitecto que condicionam a paz de alma com que ele consegue criar alguma coisa, daí a minha afirmação.
  24. como ja disse noutro topico. Não. A vida de um arquitecto era bem mais simples se o arquitecto fosse um artista...
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