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Tire o maior proveito dos "recibos verdes" Aproxima-se a hora de os trabalhadores independentes acertarem contas com o Estado. Sob o regime simplificado ou com contabilidade organizada, deduza tudo o que pode na sua declaração de IRS. Saiba como tirar o maior proveito dos seus recibos verdes Ana Pimentel Aproxima-se a hora de os trabalhadores independentes acertarem contas com o Estado. Sob o regime simplificado ou com contabilidade organizada, deduza tudo o que pode na sua declaração de IRS. Saiba como tirar o maior proveito dos seus recibos verdes Carlos Santos tem 34 anos, é arquitecto e trabalha a "recibos verdes" desde Dezembro de 2004. No ano passado, pela primeira vez, obteve rendimentos superiores a dez mil euros, ficando sujeito a cobrar e a liquidar o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e a fazer retenção na fonte do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) em 2009. Por um lado, já sabe que, em Setembro próximo, vai receber quase a totalidade do IRS, ao contrário do que acontecia nos anos anteriores. Em 2007, o ajuste de contas com o Estado custou-lhe cerca de 500 euros. Como optou pelo regime simplificado, pouca coisa deduz no IRS. "Desconto despesas de saúde (consultas, exames, etc), tudo o que tenha IVA a 5%. Não tenho contabilidade organizada porque sou pago à hora e não tenho dinheiro para um técnico oficial de contas", explica. Carlos Santos não é o único nesta situação. No último trimestre de 2008, existiam cerca de 73,8 mil trabalhadores a "recibos verdes", em Portugal, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística. Quando chega a hora de fazer a declaração do IRS, as regras do jogo mudam para quem opta pela contabilidade organizada ou pelo regime de tributação simplificada. Os primeiros podem deduzir todas as despesas relacionadas com a sua profissão e aos últimos é-lhes deduzido automaticamente 30% dos rendimentos. Faça as contas às suas despesas e veja se ultrapassam esta percentagem. Se sim, terá toda a vantagem em optar pelo regime de contabilidade organizada. Ser trabalhador independente significa trabalhar por conta própria, sem dependência económica ou hierárquica de quem beneficia da sua actividade. "É o trabalhador que gere o seu horário, usa os seus meios e instalações para exercer a actividade laboral e não tem chefias. Será, por exemplo, o caso de um médico que tem o seu próprio consultório", explica Cristina Andrade, co-fundadora do grupo FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes. Para Carlos Santos, o grande problema dos recibos verdes tem a ver com a Segurança Social. "Sou obrigado a pagar 159 euros por mês para não ter direito a praticamente nada, só a uma suposta reforma.". Por isso, os planos no longo prazo estão adiados: casa, carros, filhos ficam para depois. Com o Instituto Nacional de Estatística a registar uma taxa de desemprego de 7,8% no quarto trimestre de 2008, se esta for a sua saída laboral, saiba tudo o que precisa para tirar o maior proveito dos seus" recibos verdes" e poupar no IRS. Registe o calendário fiscal Tome nota das datas em que deve fazer a entrega da declaração de rendimentos. 16 de Março a 30 de Abril Para trabalhadores independentes, com rendimentos da categoria B, que entreguem o Modelo 3 e anexos em papel. 16 de Abril a 25 de Maio Para quem entregue os mesmos documentos pela Internet Optar pela categoria A Os trabalhadores independentes que prestem serviços a uma só entidade, podem optar pela tributação dos seus rendimentos segundo as regras da categoria A, que se manterá por 3 anos. Mas esta opção só é interessante até aos 12.268,80 euros por ano. in http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=361956
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Madeira: Jardim garante financiamento para Colombo`s Resort O presidente do governo regional da Madeira garante que o empreendimento turístico Colombo`s Resort já tem financiamento garantido sem intervenção dos governos da República e regional. "Tive de me mexer por todo o lado. Penso que vamos encontrar uma solução sem metermos governos e entidades públicas nisto. Temos hipótese, de facto, de resolver o problema que ali se põe", afirmou Jardim durante uma inauguração de uma repavimentação de uma estrada em Porto Santo. O governante não adiantou mais, mas fez questão de ainda dizer que, ao contrário de José Sócrates, Jardim faz o que diz. O primeiro-ministro "aparece e diz que vai fazer não sei o quê daí a uns anos e daí a uns meses, e eu não apareço a dizer, apareço quando está pronto", ironizou. O Colombo`s Resort é um empreendimento turístico de luxo de 125 milhões de euros na ilha do Porto Santo que está parado devido às dificuldades financeiras que foram surgindo aos promotores. É propriedade da Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo, pertença do empresário Sílvio Santos, e foi projectado pelo arquitecto Ricardo Bofill. Foi projectado para uma área de 140.000m2, junto ao areal da Ilha Dourada, tendo uma frente mar com cerca de 500 metros. Inclui um hotel de luxo; um residence hotel com um centro de congressos com capacidade para 800 pessoas; cinco núcleos de apartamentos turísticos com 193 unidades, um conjunto de 12 moradias turísticas, área central de animação constituída por piscinas, restaurantes, lojas, bares e zona de lazer, um spa e um casino. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=6&id_news=114988
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Vila Verde: Autarquia minhota avança com projecto inovador para informação e formação digitais Combate à iliteracia digital Para "combater a info-exclusão e a iliteracia digital" num concelho tipicamente rural, a Câmara de Vila Verde vai avançar com a construção da Casa do Conhecimento, um projecto que envolve a Universidade do Minho e o Centro de Computação Gráfica. O edifício, cuja concepção está a cargo do arquitecto Eduardo Souto Moura, deverá estar a funcionar no próximo ano. "Depois de sete anos de luta, este é um sonho tornado realidade. É um projecto verdadeiramente espectacular, pela ousadia e persistência de parceiros que sabem correr riscos", vincou o presidente da autarquia, José Manuel Fernandes, convencido de estar perante um "elemento dinamizador da sociedade do conhecimento e inovação na região". Diz que é "o primeiro e mais inovador projecto nacional nas áreas da informação e formação no âmbito da era digital", para chegar a diferentes públicos. A Casa do Conhecimento vai custar 2,7 milhões de euros e conta com o apoio da CCDR-Norte. A estrutura vai abarcar valências como teatro virtual, CAVE (Cave Automatic Virtual Environment), área de exposição interactiva, salas de formação e áreas de acesso livre à internet. in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=F4512B9F-3595-47B5-A9DD-E29956CD18D5&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
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Escrito por José Carlos Silva Museu do Coleccionismo “Cantanhede será incluída no mapa da cultura do país” O processo que vai originar a criação de um Centro Cultural/Museu de Coleccionismo em Cantanhede já dura desde há dois anos. O médico natural de Febres, Cândido Ferreira, detentor de valiosíssimas colecções que integram mais de 600 mil peças manifestou o desejo a João Pais de Moura de as transferir para Cantanhede, através da criação de um museu e o autarca nem olhou para trás. O processo iniciou-se e, obtida a chancela do Ministério da Cultura, dois anos depois está tudo a postos para Cantanhede ganhar mais uma unidade museológico que terá honras de Museu Nacional de Coleccionismo, conforme não tem dúvidas Cândido Ferreira. Ontem, este médico proprietário de tamanho espólio das mais variadas colecções e a Câmara de Cantanhede, colocaram o “preto-no-branco” num protocolo assinado por João Moura e Cândido Ferreira e, a partir daqui, está aberto o caminho para o arquitecto António Batista Pereira projectar o imóvel que vai acolher o Centro Cultural/Museu, ainda não se sabe onde mas, com certeza, a ser erigido num local nobre da cidade. «Trata-se de algo que, no contexto nacional, é inovador e será de referência», garantiu João Moura na ocasião, anunciando que este protocolo que confere poderes à autarquia de gestão e manutenção do futuro museu, tem a duração de 30 anos. O autarca não referiu qualquer verba envolvida neste projecto, mas falou num volume financeiro «muito elevado», que será objecto de uma candidatura aos fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Cândido Ferreira congratulou-se com o facto de Cantanhede (leia-se João Pais de Moura) ter sabido aproveitar a oportunidade e, com este passo dado ontem, não ter dúvidas que Cantanhede «será incluída no mapa da cultura do país», ou seja, o futuro museu de coleccionismo terá honras de nacional, o que será uma distinção impar para o concelho. Foram muitos os amigos do médico e escritor de Febres (que há anos vive e trabalha em Leiria) que quiseram estar presentes nesta cerimónia, e Cândido Ferreira, além de dirigir palavras de apreço a muitos deles, honrou-os com o visionamento através de diapositivos de muitas das suas peças, que motivaram expressões de espanto quer pela sua beleza quer pela antiguidade das mesmas. E o que se viu foi, apenas, um “cheirinho” das suas valiosíssimas colecções, que incluem mais de 600 mil peças. Da pinacoteca à discoteca As 600 mil peças que vão integrar o futuro Museu de Coleccionismo de Cantanhede, são das 60 colecções de Cândido Ferreira que incluem uma pinacoteca com mais de uma centena de quadros de autores portugueses «do romantismo ao impressionismo», numismática portuguesa e numismática pré-monarquia que reúnem moedas de todo o século XX, exemplares anteriores à nacionalidade. As suas colecções passam também por moedas gregas, romanas e bizantinas; notafilia; cartofilia; maxilofilia; filatelia; biblioteca; artesanato português e de todo o mundo; arqueologia; medalhística; e tantas outras colecções de milhares de peças que não cabem nesta página. E para se saber o valor de (apenas) algumas, aconselhamos o leitor a ler os “Números” ao lado. in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1365&Itemid=135
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Largo do Souto ganha quatro prédios novos, uma igreja e maiores cemitérios Sanjoanenses têm, até 30 de Abril, a última oportunidade de manifestação sobre o Plano de Pormenor do Largo do Souto Cerca de 6.000 metros quadrados no Largo do Souto terão de ser cedidos ou para domínio público ou para equipamento. A isso obrigam as directrizes do Plano de Pormenor do Largo do Souto, em discussão pública até 30 de Abril. Trata-se da última fase no procedimento de aprovação do plano até entrar em vigor. Dos 5.943 metros quadrados sinalizados para cedência, quase 80 por cento é propriedade de privados, o que significa que a câmara municipal terá que negociar com um conjunto de nove proprietários, se quiser levar avante os desígnios do projecto assinado pelo arquitecto Souto Moura. As grandes fatias desta área de terreno são destinadas à construção da nova igreja e centro paroquial, que substituirá a residência do pároco na Rua do Dourado, e à construção de um parque ajardinado no gaveto entre este arruamento, a Avenida João de Deus e a Rua Visconde. Uma zona que, ainda recentemente, foi alvo de requalificação para criação de lugares de estacionamento e passeio. Neste momento, esse lugar, que é propriedade de quatro pessoas diferentes, está vedado e, não há muito tempo, era zona de pasto para cabras. A rematar a frente do jardim, será edificado um prédio de quatro e dois pisos, o que implica a demolição dos existentes no local. Uma grande parcela da área a sul desse lugar está sinalizada para servir de alargamento ao cemitério n.º 1. A medida implicará a demolição de alguns anexos existentes no interior desse quarteirão. Também o cemitério n.º 2 será ampliado para o lugar onde está hoje instalado o patronato, o qual, a cumprir-se o que está definido em plano, transferirá os seus serviços para o novo centro paroquial de cinco pisos contíguo à nova igreja. As restantes parcelas de terreno serão usadas no alargamento de arruamentos, criação de passeios e estacionamento, nomeadamente na Rua do Dourado e na Avenida João de Deus. É o caso do cotovelo entre esta avenida e a Rua Visconde, onde estão instaladas algumas casas comerciais e escritórios. Parte desse complexo, em particular a parcela que está desalinhada com a avenida, desaparecerá e os restantes dois edifícios serão demolidos para dar lugar a um prédio com seis pisos a nascente e dois a poente. O edifício onde está instalado o Instituto de Línguas será também, como já é público, demolido e substituído por um novo de sete e dois pisos, que remata a empena do prédio a norte. O mesmo destino está reservado aos três prédios marginantes à Rua Pedro Álvares Cabral e que fazem esquina com a Rua Visconde, onde será construído um edifício de três pisos. As novas construções visam colmatar as desigualdades existentes ao nível das cérceas e corrigir desalinhamentos de fachadas. O relatório do plano de pormenor salienta a “desintegração entre os edifícios mais recentes, mais altos, e aqueles de construção mais antiga, mais baixos e sem uma expressão de urbanidade tão vincada”, um choque que o documento se propõe a apagar. Os novos equipamentos, como a igreja, o centro paroquial e o alargamento dos cemitérios, surgem porque os existentes “já não conseguem responder às actuais necessidades da cidade”, lê-se no relatório. Souto Moura acredita que uma nova igreja reforçará a centralidade do lugar, cumprindo um dos objectivos do plano. Ruas mais largas e rotunda ampliada Outro dos problemas que o Plano de Pormenor para o Largo do Souto pretende resolver é aquilo que chama de “incongruências ao nível viário” e “falta de continuidade/unidade ao nível de arruamentos”. Para isso, propõe a redefinição do traçado da Avenida João de Deus e da Rua do Dourado. A primeira será alinhada na confluência com a Rua Visconde, onde o edificado existente obriga a um estreitamento da via. A segunda, no seguimento das construções que estão previstas para o local, nomeadamente da nova igreja, será requalificada e passará a ter dois sentidos de circulação. A rotunda existente na intersecção entre a João de Deus e a Renato Araújo será ampliada, para permitir uma melhor articulação entre as duas avenidas, e a cota entre o nó da rotunda e o cruzamento da Rua Visconde será nivelada. A lomba com uma inclinação de 13 por cento “não faz sentido”, lê-se no relatório, “porque liga dois tramos que estão à mesma cota”. Granito é moderno A escolha de materiais a aplicar nos perfis tipo dos arruamentos é definida por “critérios de qualidade plástica e funcional”, prevendo-se, para os arruamentos e baías de estacionamento, a utilização de cubo de granito cinzento escuro. As guias, contra-guias, rampas e passadeiras serão em granito de tom mais claro, do tipo Penafiel e nos espaços de circulação pedonal prevê-se a aplicação de micro-cubo de granito. A escolha deste material “procura dar uma imagem de modernidade” ao largo, argumenta-se no relatório do plano de pormenor. Sabia que As avenida João de Deus, Renato Araújo, Liberdade e a Rua do Vale constituem o eixo viário mais barulhento da cidade, emitindo 70 decibéis durante o dia e entre 50 e 60 durante a noite. Por: Anabela S. Carvalho in http://www.labor.pt/noticia.asp?idEdicao=176&id=8689&idSeccao=1835&Action=noticia
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Centro Cultural do Bom Sucesso vai ser inaugurado no dia 25 de Abril O Centro Cultural do Bom Sucesso em Alverca do Ribatejo será inaugurado no dia 25 de Abril com a realização de uma sessão solene. A data foi avançada pela presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, durante a visita do executivo municipal à freguesia. A construção vai albergar cinco associações, tendo cada uma a responsabilidade pelo espaço ocupado, sendo a autarquia responsável pela direcção do centro. O espaço vai receber a sede do Centro Social e Cultural do Bom Sucesso (CSCBS), a delegação da junta de freguesia, um posto de atendimento da PSP, um pólo museológico, uma biblioteca, esplanada e um palco amovível onde será possível realizar os mais diversos espectáculos. Quanto ao investimento feito, Maria da Luz Rosinha, remeteu para mais tarde a revelação dos números, mas garante que é “seguramente um bom investimento já que requalifica uma zona que precisava de mudanças”. O projecto pertence ao arquitecto Miguel Arruda e a primeira pedra da obra foi lançada em Outubro de 2006. Na altura o investimento avançado rondava os 1,7 milhões de euros e estava prevista a sua conclusão em Maio de 2007. in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=386&id=52757&idSeccao=5795&Action=noticia
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Quartel da Paz nasce em Viseu Texto deEmília Amaral “Depois de sair a GNR, tivemos sempre ali os olhos, mas era uma coisa do Estado, a Câmara gostava do espaço, tinha ideias para lá, e estava à mão para muita gente”. Uma confissão do padre José Merujão, responsável pela Paróquia de S. José, em Viseu, a propósito da construção do novo empreendimento. Mas o sonho tornou-se realidade e a Paróquia de S. José está a construir o “Quartel da Paz” a partir da reconstrução do velho edifício degradado nas traseiras da Igreja de Nossa senhora da Conceição, depois de ter comprado a estrutura praticamente em ruínas, em 2007, por 400 mil euros. No velho quartel vai nascer uma obra social composta por várias valências. Uma delas é um centro de formação infanto/juvenil para albergar perto de 500 crianças e 50 catequistas que, ao sábado praticam a catequese em dois equipamentos diferentes da paróquia – no centro social da Rua Serpa Pinto e na igreja. “Hoje a cidade não tem fronteiras e vêm à catequese crianças de todo o lado, não estamos limitados à paróquia”, justifica o padre, adiantando que “a catequese cresce de ano para ano” e só faz mais sentido ter tudo concentrado no mesmo espaço. O projecto da Casa de S. José contempla ainda um Centro de Atendimento Social, que irá permitir transferir a equipa multidisciplinar de apoio ao rendimento social de inserção, neste momento a trabalhar em instalações alugadas na cidade. Estas duas valências fazem parte da primeira empreitadada obra, orçada em 500 mil euros, que deverá estar concluída dentro de um ano e onde, no entanto, o padre José Morujão acrescenta que o Quartel da Paz está pensado para receber novas valências: “O edifício tem espaço e fica dotado para isso, porque fica com dois pisos e o aproveitamento que será um outro piso disponível, só tem que se adaptar”. Numa segunda empreitada irá nascer o centro de convívio e de apoio a todas as actividades paróquias, incluindo um mini-auditório, um bar e várias salas de apoio. José Morujão reconhece que “hoje a paroquial que não tenha um salão paroquial tem muitos constrangimentos, porque hoje não está tudo concentrado na missa, na liturgia, tem que haver outros meios, mesmo na catequese assim o exigem”. Construção. O projecto arquitectónico idealizado para transformar o ex-quartel da GNR em quartel da paz, idealizado pelo arquitecto viseense, José Esteves, obrigou à demolição de praticamente todo o edifício. Nesta altura, está a ser levantada de novo a estrutura para depois voltar a colocar a antiga estrutura de pedra. “Teve que ser assim, as paredes estavam todas tortas.” Um grito de ajuda em tempo de Páscoa Optimista como é conhecido e, mesmo reconhecendo que a paroquia tem necessidade da estrutura social, o pároco de S. José está preocupado com a falta de verbas para dar corpo à obra. Nesse sentido lançou uma campanha à qual chama “um grito de ajuda para a reconstrução do Quartel da Paz”. Na última semana, chegou à caixa do correia de mais de 10 mil paroquianos, uma carta de pedido de “ajuda especial” para “nesta quadra pascal” ofertarem a paróquia no sentido de angariar verbas para terminar a obra. A paróquia decidiu também, este ano, canalizar para o novo empreendimento, as verbas resultantes do folar de pascoa, que habitualmente é destinado à sustentação do pároco. “É um apelo a todos os que recebem a visita pascal. Quem ofertar sabe que é para esta obra”, revela o padre, apesar de sentir que “hoje a população da cidade não tem fixação à comunidade” e está pouco receptivo a este tipo de apelo. No domingo de Páscoa, as pessoas só têm que colocar o seu donativo no envelope que vai junto ao pedido de ajuda e entregar aos leigos que realizam a visita pascal na paróquia. O Quartel da Paz conta, nesta altura, apenas com uma comparticipação prometida de 100 mil euros da Câmara Municipal de Viseu, de resto, “não há programa [do Estado] onde isto se integre e possa surgir uma candidatura”. “Mas nunca fiz uma obra com dinheiro na mão, temos de recorrer a todas as formas de angariação de fundos. É um compromisso de grande responsabilidade e, por isso, contamos com a ajuda de todos”, remata. Valências do Quartel da Paz - Centro de atendimento social 4 gabinetes para técnicos sociais - Centro de formação infanto/juvenil 6 salas 8 saletas - Centro de convívio e de apoio a todas as actividades da paróquia Foyer – mini-auditório 3 salas 4 saletas de apoio ed. 369, 09 de Abril de 2009 in http://www.jornaldocentro.pt/?lop=conteudo&op=dc912a253d1e9ba40e2c597ed2376640&id=893f93375b0b69ee6854a8c70aa78689
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Pousada de Estoi já pode laborar O presidente da Câmara de Faro, José Apolinário, assinou esta quarta-feira a licença de utilização turística da Pousada do Palácio de Estoi, que pode assim começar a laborar. As obras de reconversão do palácio em Pousada de Portugal tiveram início em Abril de 2007 e são da responsabilidade da ENATUR, com um projecto do arquitecto Gonçalo Byrne. O projecto passou pela reconstrução de toda a área do antigo palácio, respeitando as técnicas de construção anteriormente existentes. A área total da obra é de 10 mil m2, dos quais sete mil de construção nova. Tem 61 Quartos. O custo da obra é de 8,6 milhões de euros. in http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93590 Pousada de Portugal abre quinta-feira no Palácio de Estói Os turistas que quiserem experimentar a mais recente Pousada de Portugal podem fazê-lo em Faro, pois o secular Palácio de Estói vai começar quinta-feira a receber reservas para a Páscoa, revelou hoje fonte oficial. O presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, assegurou que o Palácio de Estói vai abrir ao público como Pousada de Portugal, do grupo Enatur, na quinta-feira e quem quiser pode fazer reservas para a Páscoa. As obras de transformação do Palácio do Visconde de Estói, de estilo rococó, foram alvo de um investimento de cerca de 10 milhões de euros e de uma comparticipação de 6,5 milhões de fundos comunitários. O investimento incluiu a restauração do palácio e a construção de raiz do edifício hoteleiro, que ficou a cargo do arquitecto Gonçalo Byrne. A unidade hoteleira, que fica a alguns minutos de distância da Praia de Faro e do Aeroporto Internacional, integra a rede de pousadas históricas da Enatur. O edifício, classificado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico como Monumento Nacional, terá 64 quartos, uma piscina com bar de apoio, um spa, um espaço de lazer com móveis de estilo renascentista e uma sumptuosa sala de jantar. Um equipamento para eventos e uma pequena loja de lembranças caracterizam este projecto da pousada histórica, construída dentro de um palácio que pertence à Câmara Municipal de Faro desde 1987. O Palácio de Estói foi mandado construir no final do século XVIII pela família Carvalhal e Vasconcelos e inaugurado em 1785. No final do século XIX, aquela família, de acólitos reais, ficou sem descendentes e vendeu o palácio a José Francisco Silva, que mais tarde se tornaria Visconde de Estói. Após a inauguração, em 1909 - depois de 15 anos de obras de reestruturação - o palácio foi herdado por uma prima do proprietário, Maria do Carmo, que o pôs à venda já depois do 25 de Abril de 1974. A abertura da mais recente Pousada de Portugal na Páscoa de 2009 foi o álibi perfeito para a autarquia lançar a aldeia algarvia de Estói com a classificação de Interesse Municipal. A freguesia de Estói está situada entre Faro e São Brás de Alportel, entre o barrocal e a planície litoral, perto da Via Infante de Sagres, e apresenta um património que a distingue das demais aldeias do Algarve. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=382106
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Museu da marioneta abre em Setembro 2009-03-24 ISABEL PEIXOTO Em Setembro, o Teatro de Marionetas do Porto conta inaugurar a primeira fase do museu que, de futuro, irá albergar todo o acervo da companhia. O espaço situa-se no número 22 da Rua das Flores, em pleno centro histórico da cidade. Com a abertura do último andar do edifício, será possível expor na primeira fase, em 150 metros quadrados, uma parte do acervo do TMP, constituído por cerca de 600 marionetas e uma série de objectos cénicos. O projecto contempla a extensão do museu aos restantes dois pisos, mas as respectivas obras ainda não avançaram. O TMP é a única companhia teatral da cidade implantada no centro histórico. A sede fica na Rua de Belmonte, no edifício do Teatro de Belmonte, e o futuro museu situa-se a cerca de 200 metros, perto de instituições como a Misericórdia e a Fundação da Juventude, numa zona onde o comércio tradicional tem vindo a ser progressivamente descaracterizado. A companhia dirigida por João Paulo Seara Cardoso espera que a corrente de público criada ao longo de 20 anos constitua um forte potencial de visitantes do Museu de Marionetas do Porto. No site do TMP, é dito que o museu será "o único equipamento da zona central da cidade capaz de atrair o interesse de um público escolar com uma ampla latitude etária (dos três aos 19 anos) e de um público de características familiares". Actualmente a preparar a peça "Wonderland", que vai estrear a 8 de Maio no "Constantino Nery", em Matosinhos, o Teatro de Marionetas do Porto contabiliza cerca de 1200 peças. Uma colecção que, por natureza, irá renovar-se, visto que a companhia produz dois espectáculos por ano, acrescentando marionetas e objectos cénicos aos já existentes. O edifício do museu foi adquirido pelo TMP e ocupa uma área de 500 metros quadrados, dimensão que constitui uma opção estratégica, pois permitirá ao grupo de teatro, constituído por oito profissionais, fazer uma gestão equilibrada do espaço. O projecto de arquitectura é de José Gigante, que já havia assinado o do Teatro de Belmonte. A cave destinar-se-á à oficina de construção e restauro, podendo ser visitada. Já no piso de entrada haverá um mini-auditório, para visionamento de imagens de espectáculos e de vídeos de carácter didáctico, enquanto os dois andares superiores serão inteiramente preenchidos com material expositivo. O museu representa um investimento de cerca de 200 mil euros. Fundado em 1988, o TMP começou por dedicar-se ao "Teatro Dom Roberto". Entre as produções mais recentes, destaca-se o jantar-teatro "Boca de cena", lançado para assinalar os 20 anos da companhia. in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1179566
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Lisboa | Novo Museu Nacional dos Coches | Paulo Mendes da Rocha
JVS replied to gigi's topic in Arquitectura
Resposta à carta dos arquitectos Opositores do novo Museu dos Coches defendem novo edifício para a Arqueologia 24.03.2009 - 16h57 Alexandra Prado Coelho A construção de um novo museu de Arqueologia seria uma alternativa ao projecto de um novo Museu dos Coches, em Belém, Lisboa, defende a Plataforma pelo Património Cultural (PPCult) numa carta aberta. A posição da PPCult surge em resposta a uma carta divulgada ontem em defesa do projecto do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha e assinada por duas centenas de personalidades, com destaque para os arquitectos Siza Vieira, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto de Moura e Carrilho da Graça. “Em nosso entender, o abandono da intenção de construção de um novo Museu dos Coches, ou a reprogramação do projecto já existente, não deve conduzir à paralisia, muito menos ao desperdício de verbas existentes para o efeito”, escrevem os responsáveis do PPCult, entre os quais Luís Raposo, presidente da Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional de Museus (ICOM) e director do MNA, João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) e José Aguiar, presidente da comissão nacional portuguesa do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS). Defendem, por isso a “ discussão de uma alternativa de investimento” do capital disponível para o novo Museu dos Coches. Respondendo directamente aos arquitectos signatários da carta, o PPCult diz: “O vosso cavalo de batalha é um projecto de arquitectura e um arquitecto”, sublinhando que nada têm contra o projecto ou contra Paulo Mendes da Rocha. “Move-nos a exigência de uma política de património e museus democrática e esclarecida”, afirmam. Questionam, nomeadamente, que o novo edifício permita atingir o objectivo de aumentar para um milhão o número de visitantes do Museu dos Coches. É uma afirmação que, dizem, “vale tanto como a que foi feita em tempos de que o futuro Museu do Côa teria mais visitantes do que a Torre de Belém”. Não excluindo que o investimento seja feito num novo museu de raiz – defendendo nesse caso que fosse o MNA – o PPCult admite contudo outra alternativa: “a requalificação extremamente necessária de alguns museus do Ministério da Cultura situados em Lisboa”, citando os casos de Arqueologia, Arte Contemporânea/Chiado, Arte Antiga, Azulejo ou Música. Os responsáveis da plataforma dizem-se convictos da possibilidade de “discutir serenamente” o assunto com os signatários da carta em defesa do projecto dos Coches. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1370690&idCanal=14 Em anexo 4 paginas tiradas do blog Cidadania LX -
Lisboa aposta nas escolas para recuperar habitantes por RUI PEDRO ANTUNES25 Março 2009 António Costa visitou ontem os novos espaços criados através do programa '5 escolas, 5 designers'. O autarca falou em "novo padrão de exigência" e defendeu que a reabilitação do parque escolar vai trazer mais habitantes para a capital. "Eia que fixe!" Foi desta forma que vários alunos de cinco escolas públicas de Lisboa reagiram aos espaços transformados por designers. O entusiasmo das crianças foi partilhado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), António Costa, que ontem visitou as novas salas criadas no âmbito do projecto "5 escolas, 5 designers". O autarca considerou que este projecto "é importante para que a cidade seja atractiva e possa recuperar os habitantes que perdeu nas últimas três décadas". Isto porque, "para as pessoas regressarem à capital é decisivo terem uma boa escola para os filhos". Além disso, António Costa defendeu que estes projectos inovadores "elevaram o padrão de exigência e o nível das escolas". Porém, apesar de garantir que a autarquia vai ter em conta este novo "padrão de excelência", rapidamente ressalvou: "não podemos fazer isto em todas as escolas". Na visita aos establecimentos do ensino básico, o presidente da CML fez-se acompanhar pela vereadora com o pelouro da Educação, Rosalia Vargas, que confidenciou: "isto era o que nós queríamos para todas as escolas, mas não temos capacidade financeira." Apenas cinco escolas entraram neste projecto e, mesmo assim, como designers e políticos enfatizaram: "só foram possíveis de executar devido ao apoio dos patrocinadores". Monta-Engil, Jerónimo Martins, José Coutinho e Engiarte, foram os mecenas da iniciativa. No entanto, as paredes coloridas e a arquitectura funcional destes novos espaços são da responsabilidade de vários designers convidados pelo Museu do Design e da Moda. Rosalia Vargas considerou que "mais do que ficarem bonitas, o objectivo das escolas é ficarem mais seguras". Porém, não descartou a beleza estética dos espaços e até brincou: "devia ser obrigatório um designer residente em cada escola." O projecto "5 escolas, 5 designers" está inserido no Programa "Escola Nova" que prevê intervenções em 80 escolas e a construção de 7 novos recintos. O presidente reconheceu que a "excelência" destes cinco espaços será difícil de repetir nas restantes 85 escolas do Concelho. No entanto, desafiou os designers e os patrocinadores dizendo que "não há falta de escolas nem projectos para desenvolver mais obras." Costa viria mesmo a citar Zeca Afonso para lançar um repto: "Venham mais cinco." Por parte dos designers houve uma receptabilidade, em repetir a experiência, pois todos falaram num "grande estímulo" por transformarem espaços dirrigidos às crianças. O Programa Escola Nova, além de "reabilitar a rede pública do ensino pré-escolar e do 1º Ciclo", tem também como objectivo "a adesão das escolas de Lisboa ao Plano Nacional de Leitura". Foi este o motivo que terá levado António Costa a mentir às crianças que lhe bateram palmas na sala "Peter Pan" da escola do Bairro Madre Deus. "Se ficarem aí sentadas a ler transformam-se no Peter Pan. Têm é que ler muito", disse o presidente às crianças que ocupavam um grande sofá dourado. in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1180633
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Design: Bienal ExperimentaDesign contemplada com 100 mil euros de fundos europeus Lisboa, 24 Mar (Lusa) - A bienal ExperimentaDesign Lisboa/Amsterdam foi uma das 23 candidaturas europeias seleccionadas num programa de apoio para 2009 da Comissão Europeia destinado a festivais, anunciou hoje a organização do evento português. 17:13 Terça-feira, 24 de Mar de 2009 Lisboa, 24 Mar (Lusa) - A bienal ExperimentaDesign Lisboa/Amsterdam foi uma das 23 candidaturas europeias seleccionadas num programa de apoio para 2009 da Comissão Europeia destinado a festivais, anunciou hoje a organização do evento português. A ExperimentaDesign tinha apresentado a sua candidatura em Setembro de 2008 à Agência Executiva para a Educação, Audiovisual e Cultura da Comissão Europeia, no quadro do programa de apoio destinado a festivais de âmbito europeu. Um total de 23 candidatos - entre eles a Experimenta/Design - foram apurados dos 162 de toda a Europa que concorreram a este programa, e que irá garantir um financiamento de 100 mil euros de apoio ao projecto cultural português na área do design e arquitectura. De acordo com a organização, foi a primeira vez que a Experimenta - Associação para a Promoção do Design e Cultura de Projecto concorreu com a proposta e foi avaliada directamente pela Agência da Comissão Europeia, obtendo a candidatura uma classificação de 26,5 pontos num máximo de 30. A bienal portuguesa foi reconhecida pela comissão de peritos de análise, como um projecto que "promove a inovação e a criatividade, bem como a mobilidade dos criadores e das suas obras ao nível Europeu". A ExperimentaDesign vai regressar a Lisboa em 2009, resultado de uma parceria assinada no ano passado com a Câmara Municipal de Lisboa e os ministérios da Cultura e da Economia, que vão apoiar com cerca de três milhões de euros até 2013. Depois de ter sofrido uma interrupção de ano e meio, na sequência da autarquia, na altura liderada pelo executivo de Carmona Rodrigues, ter suspendido o apoio do projecto, Guta Moura Guedes, presidente da Experimenta, criou uma parceria com Amsterdão para alternar o evento com Lisboa. AG. Lusa/Fim in http://aeiou.expresso.pt/design-bienal-experimentadesign-contemplada-com-100-mil-euros-de-fundos-europeus=f504945
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Arquivo: Edição de 26-03-2009 SECÇÃO: Policia/Bombeiros Cavaco Silva em Penafiel "Em Portugal ainda se confunde custos com benefícios" 24 Mar - O Presidente da República, Cavaco Silva, alertou hoje para a necessidade de em Portugal se tomarem “decisões acertadas quanto a custos e benefícios”, considerando que “numa estrada sem trânsito o benefício é zero”. “Em Portugal ainda se confunde custos com benefícios. Uma estrada é toda ela custos. O benefício é o trânsito que passará nela. Se não houver trânsito, não há benefício, é zero. O investimento de um empresário é custo, o benefício é a sua produção. Se não produzir nada, não ganha”, disse. Cavaco Silva, que falava na inauguração do Museu Municipal de Penafiel, alertou porém que “isto não quer dizer que alguns não ganhem”. “Se uma fábrica não produzir, há um que ganha, o empreiteiro, e um que perde, o dono da fábrica. Se uma estrada não tiver trânsito, há um que ganha, o empreiteiro, e há um que perde, o português que paga impostos”, acrescentou. O Presidente da República defendeu “decisões ponderadas para que do dinheiro dos contribuintes saia mais benefício do que custo”. Para Cavaco Silva, a tomada de "decisões acertadas" é um dos dois desafios "nada fáceis" que o país enfrenta, a par de um aumento da competitividade na produção face ao exterior. "É preciso produzir bem, com qualidade, para fazer frente à concorrência do exterior e dessa forma podermos criar emprego", afirmou o Chefe de Estado. O Presidente da República justificou a sua presença em Penafiel pela sua "convicção de que o investimento no Museu Municipal valeu a pena, vai beneficiar a região e será motivo de orgulho para as gentes de Penafiel". Cavaco Silva recordou que ainda há um ano esteve em duas freguesias de Penafiel e quis lembrar especificamente a forma como ficou impressionado com a sua passagem pela aldeia restaurada de Quintandona, onde foi recebido por uma peça levada a cabo nas ruas pela companhia de teatro da terra. "Eu e a minha mulher com alguma frequência nos referimos a isso", disse, admitindo que do aeroporto até Penafiel treinou várias vezes o difícil nome da aldeia - o que não o impediu de voltar a enganar-se, provocando risos entre as centenas de pessoas que enchiam o largo frente ao museu. A recuperação do palacete setecentista dos Pereira do Lago para instalação do museu foi a última obra do arquitecto Fernando Távora, falecido em 2005, tendo sido concluído pelo seu filho, José Bernardo Távora. A intervenção teve como objectivo a instalação de equipamentos de arquivo e museu, além da criação de um parque de estacionamento subterrâneo. O museu passa a contar com três núcleos, de arqueologia, etnografia e história da cidade do concelho, complementados com uma área de exposições temporárias e uma sala multimédia. As salas do núcleo museológico dispõem todas de recursos e animações multimédia, com sistemas de vídeo e áudio que permitem tornar as exposições mais acessíveis aos diferentes públicos. O museu conta ainda com um auditório com capacidade para 150 pessoas, uma loja e um bar/restaurante, situado sobre o jardim, criando um anfiteatro ao ar livre, capaz de albergar 200 pessoas. in http://www.jornaltvs.net/noticia.asp?idEdicao=166&id=15404&idSeccao=2340&Action=noticia Centenas de pessoas receberam Presidente da República Cavaco Silva inaugurou Museu Municipal de Penafiel O Presidente da República inaugurou o Museu Municipal de Penafiel. Perante centenas de pessoas que encheram o Largo da Ajuda, Cavaco Silva defendeu que o Museu irá criar empregos e, como tal, ajudar toda a região. A obra custou sete milhões de euros e foi um projecto que atravessou gerações de autarcas penafidelenses. Na cerimónia, enquanto Alberto Santos classificou o museu como a maior obra pública municipal de sempre, Cavaco Silva pediu rigor nos investimentos públicos. "Museu de nível europeu" "Em Portugal, ainda há muita gente que confunde benefícios com custos". A frase é de Cavaco Silva, durante a inauguração do Museu Municipal de Penafiel, a última obra do arquitecto Fernando Távora. Utilizando como exemplo a construção de uma estrada e a criação de uma empresa, o Presidente da República alertou para a necessidade de Portugal acertar nas decisões que vem tomando. "O país tem hoje dois desafios que não são nada fáceis. O primeiro é a competitividade. Temos de produzir bem, com qualidade, para enfrentar a concorrência que vem do estrangeiro. O segundo, tem a ver com aqueles que têm de tomar decisões que sejam acertadas relativamente aos custos e aos benefícios", afirmou Cavaco Silva. "Uma estrada é toda ela custos. O benefício é o trânsito que passará nela. Se não houver trânsito, não há benefício. O investimento de um empresário é custo, o benefício é a sua produção. Se não produzir nada, não ganha", disse ainda. Neste sentido, o Chefe de Estado defendeu que o novo Museu Municipal de Penafiel é um investimento rentável, essencialmente porque permitirá "a criação de empregos". "E é por isso que eu estou aqui. Este é um investimento que vai beneficiar muito a região", frisou. Antes, já o presidente da Câmara Municipal de Penafiel tinha defendido a mesma ideia. "Esta é a maior obra pública municipal de sempre em Penafiel. Ela deverá ser, e vai ser, colocada ao serviço da lógica de desenvolvimento regional que queremos para o nosso território, devendo gerar e potenciar a criação de riqueza, acrescentando valor à nossa economia pela via cultural", referiu Alberto Santos. Segundo o autarca, a obra inaugurada na terça-feira é um "museu de nível europeu, um museu de qualidade impressionante, que não deixará indiferente quem o visite", até porque tem uma estreita ligação ao Castro do Monte Mozinho, ao Moinho de Novelas e, no futuro, à Casa do Zé do Telhado, em Castelões. "Penafiel tem, a partir de hoje, uma obra-prima da arquitectura portuguesa", realçou. Alberto Santos também não deixou de recordar os nomes que marcaram a construção do Museu, nomeadamente os antecessores Justino do Fundo, Agostinho Gonçalves e Rui Silva. Manuel Pedro Guedes, o homem que há 125 anos teve a ideia de construir um museu, Abílio Miranda, Teresa Soeiro e Barbosa de Melo foram outras personalidades relembradas. Sonho de gerações tornado realidade O Museu Municipal de Penafiel é um sonho de gerações de autarcas de Penafiel que, no entanto, só começou a ganhar forma em 2002, quando foi lançado o concurso para a obra. Sete anos depois foram investidos sete milhões de euros na transformação de um palacete setencista dos Pereira do Lago, onde funcionou o liceu, num dos mais modernos museus nacionais. O sonho começou com Manuel Pedro Guedes que, há 125 anos, encomendou um projecto que integrasse um museu e uma biblioteca. Em 1947, foi Abílio Miranda quem incentivou a Câmara Municipal a criar o Museu de Arte, Arqueologia e Etnografia de Penafiel numa parte do Palacete do Barão do Calvário, onde funcionou durante mais de 40 anos. Já como Justino do Fundo como presidente da autarquia foi, em 1992, escolhido o antigo Colégio do Carmo para acolher o museu. Agostinho Gonçalves compraria, anos depois, o Palacete dos Pereira do Lago. Alberto Santos deu o último impulso a esta obra geracional e construiu um museu dividido em cinco salas temáticas e que dispõe de recursos e animações multimédia, como sistemas de vídeo e áudio, que procuram tornar a exposição mais apelativa, didáctica e acessível a diferentes públicos e faixas etárias. in http://www.verdadeiroolhar.pt/materias.php?secao=penafiel&id=7435 Cavaco inaugura museu com dimensão europeia Equipamento cultural arrojado custou sete milhões de euros 2009-03-24 JOSÉ VINHA É a grande obra concelhia dos tempos modernos e o culminar de um sonho com mais de 125 anos. Cavaco Silva inaugura esta segunda-feira o Museu Municipal de Penafiel, instalado no palacete setecentista dos Pereira do Lago. À espera do presidente da República está uma obra geracional, imponente, mas, também, um projecto cultural arrojado, com recurso as tecnologias multimédia que conferem ao museu uma vertente ultramodernista. Foram investidos cerca de sete milhões de euros na remodelação do imóvel, equipamentos e nas áreas envolventes. Aposta continuada de vários mandatos autárquicos, o Museu de Penafiel é de uma das últimas obras assinadas pelo arquitecto fundador da "Escola do Porto", Fernando Távora (falecido em 2005) e concluída pelo seu filho, José Bernardo Távora. Pelo velho Colégio do Carmo e, posteriormente, Liceu de Penafiel passaram várias gerações de intelectuais, personalidades como Leonardo Coimbra, José Monteiro de Aguiar e seu irmão Padre Américo, o poeta José Júlio Barbosa, D. António Meireles, bispo do Porto, e Abílio Miranda, o fundador do próprio museu. Sob tutela autárquica desde 17 de Abril de 1948, o museu municipal é um sonho antigo, desejado, pelo menos, há 125 anos pelo então presidente da Câmara Pedro Guedes, que contratualizou com um engenheiro de Lisboa um projecto, embora não tivesse havido dinheiro para iniciar a obra. Mais tarde, Abílio Miranda e Ângelo Pimentel retomaram a ambição. Porém, só em 2002 é que foi lançado o concurso pela actual Câmara, cuja obra está agora concluída. Determinantes para o Museu Municipal foram as investigações e escavações arqueológicas no Castro de Monte Mozinho, iniciadas de forma sistemática em 1974 por Carlos Alberto Ferreira de Almeida. O trabalho foi decisivo para o enriquecimento da colecção de arqueologia e congregou um grupo de jovens que viriam a eleger o concelho de Penafiel como sua área de investigação. O actual espaço caracteriza-se por uma associação entre a actividade museológica e o estudo da História e do património arqueológico locais. Neste sentido, assume-se como um museu de identidade, garante da preservação da memória colectiva. Elemento âncora do centro histórico, o museu impulsiona a dinamização de toda a zona envolvente com novas intervenções estéticas, eventos culturais e manifestações artísticas. "A cidade ganha uma peça de arquitectura assinada pelo Mestre Távora e seu filho e, nesse sentido, é um factor de forte atracção, sendo que é um dos museus mais importantes da região Norte ligado em rede a outros museus, como é o caso do Museu de Serralves" afirma o presidente da Câmara, Alberto Santos. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Penafiel&Option=Interior&content_id=1179552
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Novo Aeroporto: Propostas para estudo de impacto ambiental foram todas excluídas - NAER Lisboa, 26 Mar (Lusa) - A Naer, empresa responsável pelo projecto do Novo Aeroporto, anunciou hoje que as quatro propostas para o estudo de impacto ambiental foram excluídas por falhas procedimentais, motivo pelo qual vai convidar os mesmos concorrentes a apresentarem novas propostas. Lusa 22:41 Quinta-feira, 26 de Mar de 2009 Lisboa, 26 Mar (Lusa) - A Naer, empresa responsável pelo projecto do Novo Aeroporto, anunciou hoje que as quatro propostas para o estudo de impacto ambiental foram excluídas por falhas procedimentais, motivo pelo qual vai convidar os mesmos concorrentes a apresentarem novas propostas. Em comunicado, a Naer - Novo Aeroporto refere que o júri do concurso identificou nas quatro propostas "diversos aspectos que configuram causas de exclusão, como sejam, designadamente, não conformidade com condições obrigatórias do Caderno de Encargos, no que diz respeito a prazos, falta de documentos exigidos, bem como contradições no próprio conteúdo das propostas". As propostas para o estudo de impacto ambiental para o Novo Aeroporto de Lisboa foram apresentadas pelos consórcios DHV/Augusto Mateus & Associados/Bruno Soares Arquitectos, CH2M HILL España, IDOM Engenharia - Serviços de Engenharia e Consultoria Lda./IDOM Ingenieria y Consultoria e PROSPECTIVA -- Projectos, Serviços, Estudos/HIDROPROJECTO -- Engenharia e Gestão, PROENGEL -- Projectos de Engenharia e Arquitectura/GINGER -- Ingenerie Europ Group/DORSCH -- Consult Airports, GmbH. A empresa responsável pelo projecto do Novo Aeroporto salienta que foi elaborado um relatório de análise de propostas, que já foi submetido aos quatro agrupamentos concorrentes para efeitos de audiência prévia. Concluída a fase de audiência prévia, a Naer prevê que "possam estar criadas as condiçóes para, de imediato, dar início a um novo procedimento concursal, com consulta a todas as entidades" que já se tinham apresentado a concurso. A empresa realça ainda que o "acréscimo marginal de tempo que este procedimento possa implicar não terá impacto nos calendários previstos do estudo de impacto ambiental", que deverá ter início no segundo trimestre deste ano. O calendário do Governo aponta 2017 como data prevista para a entrada em funcionamento do novo aeroporto, que será construído na zona do Campo de Tiro de Alcochete. CSJ. Lusa/Fim in http://aeiou.expresso.pt/novo-aeroporto-propostas-para-estudo-de-impacto-ambiental-foram-todas-excluidas---naer=f505605
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Jovens arquitectos projectam Casa da Juventude de Portimão (com imagens) filipe da palma/cmp Ver Fotos » Ana Duarte Pinto e João Manuel Alves junto à proposta vencedora O projecto era para a Casa da Juventude de Portimão e os arquitectos premiados são de facto todos jovens e com ligações à cidade. O concurso de ideias foi lançado a nível nacional, e sem limites de idades, pela Câmara de Portimão, mas os vencedores foram os arquitectos Ana Duarte Pinto e João Manuel Alves, ambos de 35 anos. João Manuel Alves nasceu em Faro, mas viveu durante largos anos em Portimão, até ir estudar para Lisboa, onde se formou e trabalha. Dos 31 projectos recebidos neste concurso de ideias, ficou em 2º lugar a proposta de Luís Filipe Pacheco e em 3º o projecto de Bruno Escaleira e Luís Filipe Correia, todos de Portimão. Na apresentação virtual do seu projecto, o casal de jovens arquitectos vencedores começou por salientar que o seu conceito teve como referência a obra do artista plástico norte-americano Richard Serra e os seus espaços vazios. A Casa da Juventude vai resultar da adaptação da antiga escola do Ciclo Preparatório de Portimão a novas funções. Irá acolher a loja Ponto Já, um cibercafé, um auditório, casas de banho públicas de apoio a actividades, salas de formação e de ensaios, gabinetes de trabalho. Aproveitando ao máximo a estrutura existente da antiga escola, irá surgir um edifício totalmente novo, de linguagem marcadamente contemporânea, que procurará tirar partido da luz e do clima algarvio. Por cima, e criando uma continuidade em relação às zonas adjacentes das escolas vizinhas, será criada uma plataforma ajardinada, que até poderá acolher espectáculos e performances ao ar livre. No meio, a amenizar o ambiente, numa espécie de grande pátio, haverá um espelho de água. Isabel Guerreiro, vereadora da Cultura da Câmara de Portimão, salientou a «originalidade da solução» apresentada pela dupla de arquitectos. Manuel da Luz, presidente da autarquia, lembrou que o edifício base, que irá agora ser profundamente alterado, «é um pequeno mamarracho», que corresponde «a um conceito que nos anos 70 servia para resolver problemas imediatos» de falta de escolas. «Por oposição, o que estamos aqui a celebrar é uma proposta de qualidade. Creio que a cidade se vai rever neste projecto», concluiu o autarca. Depois de escolhido o projecto de arquitectura, falta a fase morosa dos projectos de especialidades. Na cerimónia de entrega dos prémios, na passada sexta-feira, foi adiantado o prazo até ao Verão para o lançamento do concurso para a obra, mas na plateia houve logo muitos técnicos que abanaram a cabeça. Para Ana Duarte Pinto e João Manuel Alves, estas coisas dos prémios já não são propriamente uma novidade. Ainda há pouco tempo ganharam também o concurso de ideias para a sede da empresa municipal Tavira Verde. Além de terem já outros projectos construídos na região algarvia e não só. «Este concurso de ideias para a Casa da Juventude de Portimão foi uma excelente proposta da Câmara local, até porque não há assim tantos concursos públicos de arquitectura no país». E é nestes concursos que muitos dos arquitectos mais jovens conseguem ir mostrando o que valem. Na ocasião foram entregues os prémios monetários à dupla de arquitectos vencedora e aos segundo e terceiro classificados, nos valores de 25.000 euros, 7.500 euros e 5.000 euros, respectivamente. Uma visita guiada à futura Casa da Juventude de Portimão O edifício vai ter na cobertura um jardim suspenso, que lhe conferirá características únicas em Portimão e que será um espaço de recreio e contemplação, capacitado para acolher espectáculos e festas ao ar livre. Outro dado inovador tem a ver com o facto de ser minimizada a emissão de CO2, para reduzir o impacte ambiental do imóvel. Quem entrar no piso 0, onde funcionará a recepção e área administrativa, encontra ainda: - A Loja Ponto Já, que transita das actuais instalações; - O cibercafé, que vai ter uma esplanada; - O foyer do auditório tem vista privilegiada sobre o espelho de água que se encontra no coração do edifício. O auditório, com capacidade para 160 pessoas, permitirá a realização de conferências, colóquios, espectáculos musicais e teatrais, entre outras respostas sócio culturais. Piso 1 Em articulação com o auditório, é possível aceder ao 1º piso e ir para as salas de ensaio e arrumos. No extremo oposto, haverá um pequeno hall de distribuição, à esquerda do qual existem as salas de formação, enquanto do lado direito o visitante poderá aceder a uma sala de estudo e à biblioteca. Todas as salas do piso 1 têm acesso à cobertura ajardinada. Uma proposta funcional e original Foram determinados como critérios de avaliação do concurso a qualidade da solução urbanística/arquitectónica do ponto de vista da recuperação do edifício, bem como a originalidade e exequibilidade da solução apresentada, numa perspectiva realista e equilibrada entre custos e qualidade. Pesou na decisão do júri o facto de a proposta vencedora apresentar uma solução funcional e original, enquadrada de forma harmoniosa na área envolvente e agrupando os espaços de maneira racional e flexível. Outro factor determinante prendeu-se com a imagem arquitectónica, assumidamente jovem e contemporânea, que vai de encontro ao espírito pretendido para a Casa da Juventude de Portimão. Um projecto participado O programa-base da Casa da Juventude resultou de um processo de consulta e diálogo dinâmico, participado e interactivo entre os técnicos da autarquia e os jovens do município e seus representantes, que envolveu as seguintes entidades: A Gaveta – Associação Cultural e Pesquisa Teatral; Associação Académica da Universidade do Algarve - Pólo de Portimão; Associação Académica do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes; Associação de Estudantes da Escola Secundária Poeta António Aleixo; Associação Juvenil O Infante; Associação CAPELA - Centro de Apoio à População Emigrante de Leste e Amigos; e Contramaré – Associação Cultural de Portimão. Quem são Ana Duarte Pinto e João Manuel Alves? Ana Duarte Pinto e João Manuel Alves criaram a sua empresa de arquitectos em Lisboa. Licenciados pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, estudaram também no Istituto Universitario di Architettura di Venezia, Itália. Ana Duarte Pinto (Lisboa, 1974) colaborou com: Santa-Rita arquitectos; Fernando Sanchez Salvador/Margarida Grácio Nunes e Promontório Arquitectos de 2000 a 2005. João Manuel Alves (Faro, 1974) colaborou com João Luís Carrilho da Graça no período de 1998 a 2005, desde 2001 como co-coordenador do escritório. O seu trabalho abrange diferentes escalas urbanas e programas com complexidade variada, desde planos urbanos a edifícios escolares, museus, edifícios de habitação, edifícios de escritórios, hoteis e resorts, incluindo a reabilitação de edifícios. Entre a escala pública e doméstica, os projectos são caracterizados pela clareza estrutural/conceptual, expressividade e economia de meios aliados ao rigor construtivo, onde as relações com o território são primordiais. Dos concursos premiados destacam-se o primeiro lugar nos seguintes concursos: - elaboração do projecto da Casa da Juventude de Portimão; - elaboração do projecto Edifício Sede da TaviraVerde, em Tavira; - Núcleo de Turismo de Natureza, recuperação/ ampliação de duas aldeias, Rolão e Viseus em Castro Verde, Alentejo; - Remodelação da Antiga Cantina da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa para Espaço 24 horas, em Lisboa e a Menção Honrosa no concurso para a elaboração do projecto do Centro de Informação Urbana de Cascais. Dos Projectos conjuntos destacam-se: - Creche/Infantário em Tavira; - casas na Ponta Bicuda Resort, Cidade da Praia, ilha de Santiago, Cabo Verde; - um Hectare com 14 casas pátio em Benfica, Luanda; - Conjunto de 32 casas em banda na encosta da Passadeira, São Tomé e Príncipe; - Plano Geral de Ocupação e Reconversão de espaços de um Conjunto Industrial, no centro de Lisboa, para alojar empresas e actividades creativas, ligadas às artes, design, moda, produção de cinema, produção de imagem, publicidade –Lx Factory em Alcântara. O seu trabalho, textos e entrevistas foram publicados em diversas revistas e jornais, tais como PROTOTYPO#003, NC XXI-Cascais for the XXI century catálogo da exposição, catálogo da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007, e nos jornais semanários EXPRESSO e SOL. No triénio de 2004 a 2007 João Manuel Alves foi membro do Conselho Directivo da Ordem dos Arquitectos, pertencendo actualmente ao Conselho de Admissão. Em 2007 foi comissário executivo da 1ª Trienal de Arquitectura de Lisboa e também comissário da exposição “Promotores”, parte do mesmo evento. 27 de Março de 2009 | 08:32 elisabete rodrigues in http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=31671
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Bom Sucesso apresentou as primeiras moradias turísticas O empreendimento Bom Sucesso Design Resort, Leisure & Golf, apresentou, no passado dia 19 de Fevereiro, as primeiras Holiday Design Villas concluídas e prontas a habitar. As 60 moradias foram concebidas pelos arquitectos Luís Pessanha Moreira, Madalena Cardoso Menezes e Francisco Teixeira Bastos e Nuno Graça Moura e integram um conjunto de moradias turísticas em banda que partilham de uma grande área de jardim e piscina. “Este é o concretizar de um sonho muito grande para o Bom Sucesso, tendo em conta o momento económico que estamos a atravessar, com a actividade imobiliária em estagnação”, afirmou Paulo Graça Moura, presidente da Acordo SGPS, na apresentação das primeiras 60 moradias turísticas que possuem cobertura vegetal, pátios ou jardins e piscina e estão mobiladas e equipadas. Para o ano, garante, terão à disponibilidade dos interessados 280 quartos em moradias. Neste dia abriu também o edifício da recepção, projectado pelo arquitecto Siza Vieira. O conjunto de moradias turísticas, em banda ou individuais, serão geridas pela empresa internacional T3, que gere pela primeira vez em Portugal. Estas moradias que foram projectadas por Madalena Cardoso Menezes e Francisco Teixeira Bastos, Luís Pessanha Moreira e Nuno Graça Moura, fazem parte de um conjunto de 601 unidades com campo de golf (inaugurado em Setembro), um futuro hotel de cinco estrelas projectado pelo arquitecto Souto Moura e um Spa. A funcionar já este verão estarão um supermercado gourmet, uma lavandaria, uma engraxadoria, uma tabacaria, uma loja de decoração, uma galeria de arte, um posto médico, uma parafarmácia e um restaurante. Aposta na arquitectura contemporânea e na oferta cultural da região Este empreendimento, além da aposta na arquitectura contemporânea, tem também uma preocupação especial com o lazer das pessoas que ali vivem ou passam as suas férias. Serão construídos alguns equipamentos, como um auditório, e foi firmado um protocolo com a Câmara de Óbidos que permite a todos os clientes deste empreendimento assistir, com condições especiais, aos eventos culturais produzidos pelo município. “A nossa aposta é que os residentes tenham uma oferta cultural grande”, afirmou Paulo Graça Moura, acrescentando que o objectivo final é que estas pessoas tenham, em média, a oferta de um evento por dia. Através desta parceria o Bom Sucesso compromete-se a contribuir com 30 mil euros, ao abrigo do mecenato, para os eventos de Óbidos, assim como a inserir na sua página da internet um link dos eventos que se realizam. Por outro lado, através dos cartões “Living Bom Sucesso” e “Experience Bom Sucesso”, os utilizadores terão direito a descontos nos bilhetes dos eventos. Também presente nesta apresentação, o presidente da Câmara, Telmo Faria, destacou que este empreendimento turístico é um “bom exemplo do que Óbidos quer ser no futuro, conhecido enquanto marca e pelos novos patrimónios que consegue fazer nascer”. Na sua opinião é necessário acrescentar à herança do passado a inovação, criatividade e capital humano. O autarca frisou ainda que neste concelho há a “visão” de que é possível apostar no turismo sem afectar o ambiente, sublinhando que não estão a sacrificar as margens da lagoa. Lembrou ainda que há um ano a autarquia fez alterar o PDM desta zona de modo a criar mais espaços com áreas verdes. Este empreendimento turístico de arquitectura contemporânea, projectado por 23 arquitectos de renome nacional e internacional, foi classificado de Aldeamento Turístico de 5 Estrelas e reconhecido como Projecto de Interesse Nacional (PIN) e Utilidade Turística. Em Setembro do ano passado abriu ao público o campo de golfe, que se estende por mais de 60 hectares ao longo do resort. Arquitectos apresentam suas casas Arquitectos Madalena Cardoso Menezes e Francisco Teixeira Bastos As moradias do lote 215 foram concebidas pelos arquitectos Madalena Cardoso Menezes e Francisco Teixeira Bastos. "Toda a casa aposta numa arquitectura de volumes que provoca espaços encerrados em si mesmos mas que na composição entre eles vão suscitando espaços ambíguos de exterior/interior que trarão uma disposição singular de espaço e de iluminação natural”, explicam os responsáveis na memória descritiva do projecto. “Foi-nos apelado a usar a criatividade e isso foi-nos possibilitado pelo empreendimento”, realçou Madalena Cardoso Menezes. A casa apresentada, com 140 metros quadrados, fica situada na zona de “óxido de ferro” (cor alaranjada) e tem três assoalhadas, destacando-se a sala onde é utilizado um duplo pé direito. “Foram concebidas com o oferecimento de um gradual grau de intimidade”, referiu a arquitecta. As moradias de três assoalhadas são compostas por sala, cozinha, despensa, lavandaria, casas de banho, suite e quartos. Arquitecto Luís Pessanha Moreira O lote 216 foi projectado pelo arquitecto Luís Pessanha Moreira que ali desenvolveu várias moradias em banda. "As casas serão abertas ao sol de Sul, através de grandes panos de vidro nas áreas sociais. Os quartos e áreas de serviço ficarão orientados para Norte e serão iluminados por vãos mais contidos, rasgados nas paredes ondulantes, que serão objecto de um tratamento diferenciado na cor a aplicar”, explica. O arquitecto realça ainda que procurou utilizar materiais naturais, como é o caso da tijoleira no pavimento. Todas as casas possuem um pátio que é quase uma extensão da sala que, tal como a cozinha, são “abertas” para sul. Luís Pessanha Moreira fraccionou cada uma das bandas em três grupos de moradias. “Preocupei-me em haver intimidade nas casas, afastando-as de construções próximas”, afirmou. Esta moradia possui hall, sala de estar, cozinha, lavandaria, um quarto com quarto de vestir, casa de banho, terraço coberto e descoberto e estacionamento. Arquitectos Telmo Cruz e Gonçalo Byrne O arquitecto Telmo Cruz, que trabalha em conjunto com o arquitecto Gonçalo Byrne, apresentou o lote 217, onde a “casa desenvolve-se pela oposição de dois pátios: um privado, completamente fechado ao exterior com excepção do céu, e outro público, que começa por ser parte da casa e acaba por se abrir sobre o campo de golfe." Um dos desafios, de acordo com o responsável, foi o de manter a construção baixa, quase “agarrada ao solo”. Também tiveram que redesenhar a estrada para que os alçados das casas pudessem ficar regularizados. Para Telmo Cruz um dos objectivos principais foi o de “mitigar muito a arquitectura como construído” e projectar uma relação de continuidade com o golfe, tendo a sala ficado à cota do campo de golfe. Estas moradias são compostas por hall, sala de estar e jantar, cozinha, arrumos, duas suites, casa de banho, terraço coberto e descoberto e estacionamento. Arquitecto Nuno Graça Moura As moradias em banda do lote 152 foram concebidas por Nuno Graça Moura. Na memória descritiva das casas refere que “todas as divisões terão luz natural, seja com recurso a lanternins (nos espaços internos) ou a grandes panos de vidro abertos para pátios privativos a Norte e a Sul. Estes pátios serão «cobertos» com vegetação”. O arquitecto procurou fazer casas compridas, com pátios fechados para a rua e abertos para o jardim. Utilizou também materiais simples e azulejos tradicionais nas paredes para dar a ideia de casa de férias. Estas moradias possuem hall, sala de estar e jantar, cozinha, lavandaria, espaço para arrumos, duas suites, casas de banho, terraço coberto e descoberto. As garagens das várias casas em banda, situadas num piso inferior, ligam a uma estrada também subterrânea apenas com saída na ponta do conjunto de construções. Arquitecto Álvaro Siza Vieira O arquitecto Álvaro Siza Vieira, que recebeu na semana passada a Medalha de Ouro Real de 2009 atribuída pelo Instituto Real dos Arquitectos Britânicos, em nome da Rainha Isabel II, é o responsável pelas moradias individuais do lote 13. Num conjunto de 14 lotes em que irá intervir, “cada habitação terá um ângulo diferente apresentando por isso diferentes perspectivas. Em cada habitação, a cozinha localizar-se-á no centro, rodeada pelos 4 quartos, casa-de-banho e pátio. A sala-de-estar, a norte, permitirá uma magnifica paisagem, dispondo de abertura igualmente a sul. A piscina, a noroeste, destacada da casa, terá uma visão directa sobre a sala-de-estar. A cobertura ajardinada economizará energia dando maior conforto interior." Esta moradia tem a particularidade de ter a lareira desenhada também por Siza Vieira, assim como a caixilharia. Actualmente com 75 anos, Álvaro Siza Vieira, junta ao galardão agora recebido da coroa britânica, outros importantes prémios internacionais como o Prémio Pritzker (considerado o Nobel da Arquitectura), três prémios Secil e o Prémio Wolf, categoria de Artes. Entre os grandes projectos internacionais deste arquitecto destaque para a Faculdade de Ciências da Informação, em Santiago de Compostela, o Paul Getty Museum, em Santa Mônica (Estados Unidos), e o Museu de Arte Contemporânea de Helsínquia (Finlândia). Fátima Ferreira in http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=25409
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Vasco Vieira da Costa (1911-1982), é um [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitecto"]arquitecto[/ame] nascido em [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal"]Portugal[/ame], naturalizado [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Angola"]angolano[/ame]. É o precursor do movimento moderno em Angola. Foi o autor do célebre mercado abastecedor do Kinaxixe, edifício de escritórios Mutamba, ambos em Luanda. A sua linha foi influenciada pelo mestre franco-suiço [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Le_Corbusier"]Le Corbusier[/ame] (1887-1965), operou em Angola durante 30 anos sendo o criador da Faculdade de Arquitectura daquele país. in [ame]http://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_Vieira_da_Costa[/ame]
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Olímpio de Sousa pretende estrear filme sobre arquitectura Francisco Pedro O desenhador e cartoonista Olímpio de Sousa, que participou na Iª Mostra de Jovens Criadores da CPLP, realizada de 19 a 22 deste mês, em Lisboa, pretende apresentar, em Abril, em Luanda, o seu filme documental “Vasco Vieira da Costa e a influência nos jovens arquitectos”. Depois de ter sido exibido em Lisboa, na mostra da CPLP, Olímpio de Sousa disse ao Jornal de Angola, que o filme é apresentado no auditório Pepetela seguido de debate sobre a arquitectura em Luanda, particularmente as obras do arquitecto português Vasco Vieira da Costa, consideradas obras primas para a região tropical. O filme, motivado pela frequência do curso de Arquitectura, que Olímpio de Sousa segue há mais de quatro anos, fala das obras deixadas por Vasco Vieira da Costa, luso-angolano, e a influência que elas vêm causando nos projectos feitos pelos recém formados jovens arquitectos angolanos. O realizador disse que quase que não existem fontes que revelem a importância que se dá a esse autor de muitos edifícios importantes da cidade de Luanda e não só. “Decidi fazer um filme sobre arquitectura, porque acho que é chegada a altura de estarmos atentos ao que se projecta no campo da arquitectura e que venha a servir de fonte para os futuros estudantes”, salientou. O artista, que se dedica também aos desenhos animados e cinema de animação, disse que o filme, embora tenha sido produzido em uma semana, foi um sucesso no decorrer do evento. “Eles não esperavam uma obra com um nível técnico tão alto, vindo de jovens criadores angolanos. É claro que partimos de Luanda com toda a humildade e a mantivemos durante o evento, mas os elogios à obra foram tantos que estamos a preparar uma apresentação especial para os jovens luandenses”, disse. Referindo-se às condições para fazer o filme, Olímpio de Sousa afirmou ter enfrentado enormes dificuldades até à finalização. Questionado se agora pode ser considerado realizador profissional, o artista disse que, apesar de ter realizado i filme, não se sente ainda profissional nesta área, e é ainda cedo para ser classificado de bom ou mau realizador. Sobre a importância de um filme documental, o realizador é de opinião que documentário é um género cinematográfico que se caracteriza pelo compromisso com a exploração da realidade. “Mas dessa afirmação não se deve deduzir que ele represente a realidade, tal como ela é”, esclareceu dizendo que documentário, assim como ficção, é uma representação parcial e subjectiva da realidade. “É um género que tem grande importância, pois como o próprio nome diz documento, é algo que serve-nos de suporte para outros estudos”. Co-autor da revista de banda desenhada “Cabetula”, com o seu irmão Lindomar de Sousa, disse que continua atento à Banda Desenhada. “Gostei imenso de ter realizado esse filme, aliás devo agradecer ao pessoal que me ajudou a realizá-lo, desde o pessoal técnico aos arquitectos Basílio Murta, Edson Freitas e Flávio Armando, que deram os seus depoimentos e tornaram essa obra possível”. Para Olímpio de Sousa a capacidade artística dos jovens de outros países participantes é louvável, pois “eles puderam demonstrar que dominam o que fazem”. “Cabo Verde foi, para mim, um grande exemplo. Mostrou o seu potencial na música, como é sabido eles têm vindo a crescer constantemente neste campo” - disse. Em relação à organização do evento, no seu entender não correspondeu às suas expectativas, porque o país organizador, neste caso, Portugal, juntou a Mostra da CPLP com um outro evento juvenil que eles realizaram, “o que, de certa forma, matou um pouco a nossa actividade, e é claro que nós esperávamos mais atenção por parte da organização”, referiu. in http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=102978&Seccao=cultura
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Projecto vencedor da requalificação da frente de mar da Praia de Faro inclui demolição de edifícios carlos filipe de sousa O temporal no mar quase rebentou o cordão dunar na Praia de Faro Demolir os edifícios implantados na duna primária, demolir segundas habitações ilegais e construir uma nova ponte para aceder à Praia de Faro são alguns pormenores do projecto para requalificar a frente de mar daquela ilha da Ria Formosa. Os vencedores do concurso público de ideias para a Requalificação e Ordenamento da Frente de Mar da Praia de Faro, atribuídos no âmbito do programa para Requalificação de Áreas Turísticas (PRAT), foram distinguidos hoje em Faro pelo secretário de Estado do Turismo Bernardo Trindade, e os projectos de arquitectura estão expostos na Baixa da capital algarvia. Em declarações aos jornalistas, o vencedor do concurso público, o arquitecto Nuno Brandão Costa, explicou que se trata de um projecto a "100 anos" para renaturalizar a Ilha de Faro, até atingir o "estado primitivo", não deixando construir nada. "Demolições de edifícios implantados na duna primária", "demolições de segundas habitações ilegais e em toda a construção em zonas de risco e de recuperação dunar" e a "implantação de paliçadas" são algumas propostas do projecto vencedor para requalificar a Praia de Faro, lê-se no projecto de arquitectura. A solução para os moradores da Ilha de Faro passará por reinstalá-los em pequenos pólos de baixa densidade com "construção de apenas um piso de altura e geometricamente ordenado", acrescentou o responsável pelo projecto vencedor para a requalificação da Praia de Faro. "Retirar todo o pavimento impermeável, nomeadamente a estrada de alcatrão que existente, e deixar apenas uma linha de pavimento em calçada permeável para os peões e bicicletas circularem" é outra das propostas do projecto vencedor. A reabilitação da ponte actual está posta de parte neste projecto pois "provocaria graves perturbações ambientais na Ria Formosa" e seria "incapaz de receber o tráfego e um eléctrico" (amigo do ambiente) previsto para a praia. O projecto de arquitectura propõe, então, a criação de uma nova ponte ao lado da existente, construída por uma laje contínua em toda a sua extensão com pilares-estacas muito pouco espaçadas, lê-se no projecto. Os automóveis terão de ficar todos num parque de estacionamento de cerca de dois mil lugares a construir fora da ilha. A Ilha de Faro vai ter novas dunas nos espaços demolidos, no âmbito de um projecto orçado em 50 mil euros que venceu o concurso público de ideias para requalificar aquela zona do Algarve. Cinco praças, novos acessos à praia, apoios de praia e cais na ria também fazem parte do rol das propostas de Nuno Brandão Costa. Este projecto para a frente de mar da Praia de Faro, no valor que ronda os 50 mil euros, é "um esboço indicativo e não vinculativo", disse hoje o presidente da Câmara de Faro José Apolinário. José Apolinário, referiu, contudo, que o projecto vencedor deverá "influenciar" o trabalho da equipa projectista que vai desenvolver o Plano de Pormenor para a Câmara de Faro, inserido no Polis Ria Formosa, plano estratégico de valorização e requalificação da Ria Formosa, que envolve investimento na ordem dos 87 milhões de euros. 2 de Abril de 2009 | 16:00 lusa IN http://barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=31940&tnid=3 Praia de Faro - construção de nova ponte depende de estudo já em execução Portimão - Lusa *7-4-2009 | A reabilitação da ponte de ligação à Praia de Faro ou a construção de uma nova vão ser analisadas ao abrigo de um estudo que vai decorrer nos próximos três meses, informou a Sociedade Polis Ria Formosa. A análise técnica e de custo-benefício do futuro projecto para a ponte, orçada em 110 mil euros, será feita por uma equipa de técnicos de uma empresa consultora de engenharia e ambiente. A primeira fase dos trabalhos engloba uma inspecção visual à ponte, um levantamento topográfico, uma inspecção subaquática e ensaios para verificar a condutividade eléctrica das armaduras dos elementos de betão armado. Os técnicos farão depois um estudo de viabilidade preliminar de uma nova ponte, que compreende estudos geológicos, geotécnicos, hidráulicos e estruturais, adianta a Sociedade Polis em comunicado. Serão ainda analisadas as implicações ambientais relativamente à demolição da actual ponte e construção de uma nova e o enquadramento da nova ponte em matéria de ordenamento do território e salvaguarda dos valores naturais. O estudo é uma das fases da adjudicação recentemente executada pela Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, que compreende a actualização do Estudo Prévio de Reabilitação da estrutura, desenvolvido em Abril de 2005. De acordo com o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura/Vila Real de Santo António, o trânsito automóvel na Praia de Faro será vedado a particulares durante a época balnear em determinados períodos do dia, à excepção dos carros de residentes e de abastecimento. A fim de assegurar o estacionamento de veículos particulares, será construído próximo da cabeceira sul do aeroporto de Faro um parque ao ar livre, com capacidade para 1.650 veículos, junto ao qual será também instalado um terminal para transportes públicos. Também no âmbito do Polis, a Praia de Faro está neste momento a ser objecto de um Plano de Pormenor, para a elaboração do qual contribuirá o levantamento das edificações recentemente efectuado nas ilhas e ilhotes, cujas conclusões se aguardam para breve. O mesmo Plano deverá ainda ter em consideração o projecto do arquitecto Nuno Brandão, que recentemente venceu o concurso de ideias para o local, lançado pela Câmara Municipal de Faro. in http://www.jornaldoalgarve.pt/artigos.aspx?id=9994 Praia de Faro sem carros ganha concurso de ideias A ideia é ter uma praia sem carros nem prédios, apenas casas térreas e ordenadas, e quanto a transportes, só bicicletas ou pequenas viaturas movidas a energia renovável. É a ideia do arquitecto Nuno Brandão Costa para a Praia de Faro. Foi esta visão da praia que ganhou o concurso de ideias para a requalificação e ordenamento da frente de mar da Praia de Faro, cujos prémios foram entregues esta quinta-feira em cerimónia que decorreu na capital algarvia. O projecto venceu sobre 28 concorrentes, incluindo seis equipas estrangeiras, três espanholas e três finlandesas. Os vários projectos podem ser vistos no Centro Comercial Atriumfaro, na baixa da cidade, nos próximos 20 dias. O autor da ideia vencedora defende que o futuro da Praia de Faro passa por renaturalizar “ao longo do tempo até atingir o seu ponto primitivo”. Confessa que há na ideia um lado “utópico” mas salienta que o projecto tem uma visão a 100 anos. O projecto vencedor recebeu um prémio de 15 mil euros. JV/RS 09:50 sexta-feira, 03 abril 2009 http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93358 Urbanismo caótico no cordão dunar é incompatível com requalificação da Ria Formosa Arquitecto premiado com ilha de Faro sem carros e casas ao monte 03.04.2009 - 09h20 Idálio Revez Daqui a muitos anos, talvez um século, a ilha de Faro deixará de ter carros a circular, prédios de dois e três pisos, casas de férias amontoadas e as pessoas andarão só a pé, de bicicleta ou em pequenos transportes movidos a energia renovável. Utopia? Talvez sim, talvez não. Depende da vontade política em levar à prática a proposta que venceu o concurso de ideias para a requalificação e ordenamento da frente de mar da praia de Faro. O arquitecto Nuno Brandão Costa foi o vencedor entre 28 concorrentes, incluindo seis equipas estrangeiras - três de Espanha e três da Finlândia. O presidente da Câmara de Faro, José Apolinário, na entrega dos prédios, salientou que é "tempo de acabar com os tabus sobre a praia de Faro". A visão "estratégica" que defende para a cidade, afirmou, passa pela requalificação da frente de mar e zona ribeirinha. Durante os próximos 20 dias vão estar em exposição no Centro Comercial Atriumfaro, os vários olhares dos arquitectos concorrentes sobre a forma de como deve ser encarada a ilha de Faro, que por mais de uma vez já viu o cordão dunar a ser transposto pelo mar. Nuno Brandão Costa defende que o futuro daquela praia passa por, "ao longo do tempo, ir renaturalizando a ilha, retirando-lhe construção até atingir o seu ponto primitivo". Esta é uma proposta que "tem um lado relativamente utópico, mas é para isso que servem os concursos de ideias", sublinhou o arquitecto, acrescentando que o seu projecto transmite uma visão a 100 anos. A câmara, no curto prazo, pretende que a intervenção na frente de mar, que prevê a demolição de algumas casas em situação de risco, seja acompanhada da requalificação do espaço público. Para isso conta com o apoio do programa Polis da ria Formosa. O arquitecto, do lado "mais realista" do projecto, procurou encontrar "alguma funcionalidade que se adaptasse ao imediato", como, por exemplo, retirar os carros da ilha e criar praças e pequenos percursos paralelos ao mar. Para isso preconiza a construção de um parque de estacionamento junto ao aeroporto, para cerca de dois mil lugares. A velha ponte seria substituída por uma outra, que permitisse a circulação de carros eléctricos, bicicletas e pessoas a pé. O tráfego de viaturas na ilha só em circunstâncias especiais e de emergência. Brandão Costa, sobre a situação actual, salienta que "a densidade de construção é tal que não deixa avistar o mar e a pessoa quando lá chega nem se apercebe que está numa ilha". No que diz respeito às casas que terão que ir abaixo, como prevê o Plano de Ordenamento da Orla Costeira, o arquitecto considera que essa é uma questão que "não passa só pelo projecto". À medida que as casas venham a ser demolidas prevê-se que as pessoas não sejam realojadas. A opção urbanística pode passar pela construção na ilha, em pequenos pólos, "num programa estrategicamente definido, articulado com os espaços públicos", e não no sentido "relativamente caótico" em que actualmente se encontra. O alcatrão da estrada é para substituir por pavimento permeável. A médio e longo prazo prevê-se que a duna venha a crescer, depois de um processo de renaturalização que passa por "limpar" a primeira frente de casas, junto ao mar. O projecto vencedor recebeu um prémio de 15 mil euros. O júri distinguiu ainda Nuno Carrôio, com o segundo lugar, e Francisco Pelica de Freitas, na terceira posição. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372427 Pessoas e carros fora da Praia de Faro 03-04-2009 6:38:00 Autarquia lançou concurso de ideias para a Praia de Faro. Proposta vencedora quer que moradores e automóveis abandonem a ilha... num prazo de 100 anos. “A nossa proposta não constrói nada, vai retirando e vai criando espaços públicos”, afirma ao Observatório do Algarve o arquitecto Nuno Brandão, cujo trabalho venceu o concurso de ideias de requalificação para a Praia de Faro. “Actualmente, a densidade de construção é tal que nem se percebe que se está numa ilha”, critica. Segundo a proposta do arquitecto, a ilha deve caminhar progressivamente para o seu estado natural, ainda que esta seja uma operação que possa demorar muitos anos. “Bem sei que é utópico, mas a ideia do projecto é ir renaturalizando a ilha ao longo do tempo, até ela atingir o seu ponto primitivo”, refere. José Apolinário esclarece que, para já, tudo não passam de ideias, mas reforça a necessidade de se pensar o futuro da Praia de Faro, e aplicar medidas no terreno. “Nós temos uma visão estratégica para a Frente Ribeirinha e estamos a tentar articular prazos e tempos com o programa Polis, de modo a “coser” já com esta intervenção”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Faro. Nova ponte ou velha ponte? O projecto defendido pelo gabinete de arquitectos vencedor (pode ver fotos clicando no ícone da fotografia) defende a criação de uma nova ponte para o acesso à ilha, ainda que este ficasse condicionado apenas a viaturas de emergência. Como alternativa, Nuno Brandão propõe um parque de estacionamento exterior, junto ao Aeroporto, com perto de 2 mil lugares e um acesso ciclável e pedonal. Para além disso, outra sugestão passa pela criação de um eléctrico de pequena dimensão, que faça a ligação entre o parque de estacionamento e a Ilha. Sem querer entrar em decisões para já, o presidente da autarquia anunciou hoje que a Câmara já encomendou a elaboração de propostas de estudo sobre a melhor forma de resolver o assunto da ponte: a criação de uma nova ou a reestruturação da existente. “Dentro de 90 dias haverá propostas em cima da mesa, com custos, para que se decida se se avança para uma nova ponte ou se se mantém a actual”, adianta o autarca. Mas para já, ainda que apenas no papel, é possível apreciar os principais projectos que se apresentaram a concurso, numa exposição que está patente no Centro Comercial Atrium Faro, na R. de Santo António, de 2 a 24 de Abril. Entre os projectos presentes estão o 2º e 3º prémios, atribuídos a Nuno Carrôlo e a Francisco Garcia de Freitas, respectivamente. “Intervenção é extremamente importante”, diz Secretário do Turismo Apoiante da iniciativa desde o início, a Secretaria de Estado do Turismo fez hoje questão de estar presente na cerimónia de atribuição dos prémios, em Faro. Bernardo Trindade é peremptório: “É uma iniciativa de imensa importância”, refere. “O Algarve não pode competir pelo preço, só ao nível das unidades hoteleiras e da restauração, mas também através da intervenção no espaço público”, diz, realçando o papel do apoio do Estado a iniciativas que “requalificam o Algarve e o país nesta actividade económica”. Ao concurso, apresentaram-se 28 projectos ao todo (entre eles 3 da Finlândia e 3 de Espanha), numa iniciativa que requeria “soluções que assentassem também no mobiliário urbano, equipamento, vegetação, percursos e arranjos paisagísticos, de forma a requalificá-lo de acordo com as características e condicionantes do lugar”. Do júri, fizeram parte a Secretaria de Estado do Turismo, CCDR, C.M. Faro, Direcção de Economia do Algarve, AMAL, Turismo de Portugal, Ordem dos Arquitectos, IPTM e Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Mário Lino in http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=28574 Concurso de ideias promete revolucionar ilha de Faro 02 ABR 09 às 16:11 Foi organizado um concurso de ideias para a praia de Faro. Em 28 propostas apresentadas a concurso, a equipa do arquitecto Nuno Brandão foi a vencedora e promete revolucionar a ilha de Faro num processo de renaturalização da Ilha. Reportagem de Maria Augusta Casaca, em Faro, a propósito do concurso de ideias para a ilha de Faro A ideia passa por construir um parque de estacionamento com dois mil lugares, no qual os banhistas possam deixar os veículos poluentes e atravessar a nova ponte para a praia a pé, de bicicleta, ou através de um pequeno eléctrico que será proposto. Nuno Brandão propõe também acabar com o asfalto e criar praças que dêem mais visibilidade para o mar. O arquitecto quer renaturalizar a ilha, ou seja, demolir as actuais construções, a longo prazo, nos próximos cem anos. José Apolinário, presidente da Câmara de Faro, garante incluir estas ideias no programa Polis para a Ria Formosa. «A sociedade Polis está já a analisar os resultados do concurso de ideias para que a equipa que vai desenvolver o plano de pormenor tenha em atenção as propostas e sugestões resultantes do concurso de Ideias», explicou o autarca. As ideais são de renaturalização da ilha de Faro. Propostas da equipa do arquitecto Nuno Brandão, que ganhou 15 mil euros no concurso de ideias. in http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1188987
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02.04.2009 | Arte & Design | O que estão a fazer? A pergunta foge do Twitter para tertúlia de arquitectos O auditório da sede nacional da Ordem dos Arquitectos, em Lisboa, acolhe hoje a segunda sessão das tertúlias mensais WAYD — What Are You Doing?. Respondem Pedro Domingos e o Atelier RUA. A segunda sessão das tertúlias mensais subordinadas ao tema WAYD — What Are You Doing? conta com a participação do arquitecto Pedro Domingos e do Atelier RUA, que apresentam hoje (21h00), em Lisboa, conceitos e ideias ilustrativos de um projecto que estão a desenvolver no último ano. O mote passa pela crescente divulgação e visibilidade da arquitectura que se faz em Portugal. A primeira destas tertúlias organizadas pela Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos teve lugar a 3 de Março e encheu por completo o auditório da sede nacional da OA, que alberga esta iniciativa. A sessão contou com os arquitectos Manuel Aires Mateus, Nadir Bonaccorso, José Manuel Alves e Claúdio Vilarinho, que, seguindo a lógica do projecto, falaram durante 13 minutos cada um, expondo e debatendo criatividades relacionadas com o trabalho de cada um. A organização da WAYD pretende criar «um espaço lounge, com boa música, num ambiente informal, para pensar arquitectura», como comunicado à imprensa, de forma a que o processo criativo dos arquitectos possa ser discutido publicamente, num brainstorming com entrada livre. As sessões decorrem na primeira semana de cada mês, estando já confirmados nomes como José Adrião, Pedro Pacheco, Fernando Martins e Pedro Falcão de Campos, além das duplas Cristina Veríssimo/Diogo Burnay e Maximina Almeida/Telmo Cruz, até Julho. As inscrições estão abertas aos arquitectos que desejem participar em sessões futuras, tendo para isso que enviar um email para wayd@oasrs.org expondo o projecto que se propõem apresentar. in http://rascunho.net/artigo.php?id=2510
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Arquivo: Edição de 02-04-2009 Economia Dirigentes da Ordem dos Arquitectos do Médio Tejo renovam mandato A lista constituída pelos arquitectos Rui Serrano, Pedro Costa, Ricardo Cabrita, Ana Barral e Telma Silva e suplentes José Tavares e Carlos Duque foi eleita sexta-feira, 27 de Março, para mais um mandato à frente do secretariado do Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos (AO). A equipa agora reeleita, e que esteve na base da criação do Núcleo, com sede em Abrantes, pretende prosseguir com o trabalho desenvolvido e que se centrou no “reafirmar da importância da Arquitectura na região do Médio Tejo”. A tomada de posse tem lugar a 17 de Abril, na Biblioteca Municipal de Torres Novas. Na ocasião será lançada a sexta edição da publicação trimestral “Papel de Parede” e inaugurada a exposição “Gente da Casa.” in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=385&id=52422&idSeccao=5776&Action=noticia
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Ricardo Vieira de Melo, presidente do Núcleo de Arquitectos de Aveiro: “Crescer para a periferia não é necessário nem vantajoso” “O desafio é qualificar as cidades e não torná-las maiores”, refere Ricardo Vieira de Melo. O presidente do Núcleo de Arquitectos de Aveiro (NAV) diz-se “chocado” com a construção do ramal ferroviário para o porto Qual o trabalho que o NAV desempenha? A Ordem dos Arquitectos faz o papel principal. Nós somos uma delegação que tem competências sobretudo ao nível da divulgação cultural da arquitectura. A ideia não é só trabalhar em prol dos arquitectos, mas trazer um pouco mais de cultura arquitectónica à população em geral, porque ainda é necessário que isso aconteça. A cultura arquitectónica é uma coisa que se constrói, mas demora algum tempo. Como se incute essa cultura no cidadão comum? Quanto mais não seja através da máxima divulgação possível da boa prática arquitectónica. Exposições, palestras e acções de formação são alguns meios para chegar ao grande público e aos profissionais. Acha que Aveiro tem essa cultura arquitectónica? Às vezes tem, outras nem por isso. Que bons exemplos de arquitectura existem na cidade? A Universidade de Aveiro é uma referência a nível nacional e internacional. E pontualmente há outros. Como por exemplo? Temos dois edifícios do arquitecto Fernando Távora, dos anos 50, assim como outros do início do século passado, também associados à Arte Nova, o Teatro Avenida, que não está tão acarinhado quanto poderia estar… É difícil apontar bons exemplos de construções actuais? É mais difícil porque a classificação sobre a qualidade de um edifício não é uma coisa que se consiga de imediato; é preciso dar algum tempo para se perceber como foi assimilado pela cidade, se se comporta bem perante o espaço… É mais seguro fazer essa identificação em edifícios que tenham já algum tempo de maturação. Disse que o Teatro Avenida não está tão acarinhado quanto poderia estar. O que deveria ser feito nesse edifício? É sempre difícil falar nesse tipo de situações, porque são edifícios que estão entregues aos privados. Não podemos transformar todos estes edifícios em museus, isso é incomportável para qualquer autarquia, mas algumas parcerias público-privadas poderiam eventualmente servir para a sua revitalização. Há de vez em quando a tendência – e refiro-me ao país – de imaginar a construção de edifícios novos a partir do momento em que uma necessidade é identificada. Às vezes essa necessidade é facilmente solucionada pela reconversão de um edifício existente, o que traz vantagens se for bem executada, desde logo a localização, porque são edifícios centrais. Isso contribui para a revitalização dos centros das cidades, que é urgente fazer. (Ler notícia completa na edição em papel) Maria José Santana e Rui Cunha in http://www.diarioaveiro.pt/main.php?srvacr=pages_13&mode=public&template=frontoffice&layout=layout&id_page=6106
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Mais de 10 milhões para regeneração urbana - Sociedade O ReSet - Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico de Setúbal, com um investimento global de perto de 10 milhões e 280 mil euros, foi apresentado hoje, no Convento de Jesus, edifício a recuperar no âmbito daquele plano. O ReSet, a desenvolver no âmbito de uma candidatura, liderada pela Câmara Municipal de Setúbal, ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), inclui dez projectos. A reabilitação/refuncionalização de cinco edifícios, a requalificação/renovação de 14.410 metros quadrados de espaços públicos, a formação/beneficiação de quatro equipamentos culturais, a criação de 450 metros quadrados de áreas de acolhimento empresarial e a sinalização de cinco quilómetros de circuitos com interesse turístico. "Os projectos propostos pela candidatura constituem, acima de tudo, investimentos maioritariamente públicos com capacidade para incentivar outros investimentos privados numa zona que, depois de requalificada, oferecerá mais atractivos e melhor qualidade urbana", salientou presidente da Autarquia, Maria das Dores Meira, na cerimónia de apresentação do Reset, que contou também com a presença do presidente do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), Elísio Summavielle. A autarca sublinhou que, com o Reset, será possível "reinventar os factores de atractividade e centralidade urbana do centro histórico", estimulando "o investimento privado", de forma a que sejam criadas "condições para que se possa estruturar novas e melhores modalidades de gestão para o centro histórico." Maria Dores Meira indicou que "só foi possível agora avançar" com este investimento "pois o Ministério da Cultura, através do IGESPAR", realizou "esta parceria com a Câmara de Setúbal. É um desenvolvimento do ponto de vista económico, turístico e cultural, não só para o Concelho mas para toda a região", salientou. Já Elísio Summavielle referiu que se trata de "um programa muito ambicioso onde foram contempladas todas as componentes que existem no centro histórico, não só as envolventes e o espaço público, mas também as iniciativas empresariais, que têm um papel muito importante como agentes dinamizadores." A recuperação e valorização do Convento de Jesus, onde será reinstalado o Museu de Setúbal, representa um investimento que ronda os 3,6 milhões de euros, comparticipado em 60 por cento pelo IGESPAR e em 40 por cento pelos fundos europeus do FEDER. Em articulação com esta obra será feita a renovação da Praça Miguel Bombarda, que consiste na remodelação integral do espaço defronte do Convento ao nível do mobiliário urbano e arborização, intervenção orçada em 550 mil euros, custos repartidos pela Autarquia e pelo FEDER. "Todo o edifício [Convento de Jesus] vai ser recuperado. Na outra candidatura existia um edifício novo onde ficava uma série de serviços, nomeadamente o espólio do Convento. Neste momento não é possível fazer essa candidatura pelo que tudo o que estava planeado para os dois edifícios vai ficar concentrado apenas neste", referiu Maria das Dores Meira A autarca salientou que, ao invés de "estar à espera mais 20 anos para ter condições de candidatar outro espaço, o melhor seria redimensionar o projecto e dar vida ao Convento rapidamente antes que o espaço se deteriore mais", acrescentando: "O edifício mais importante do Manuelino estar todo recuperado e ter dinâmica cultural. Com um museu, será fantástico." O presidente do IGESPAR considerou que é "absolutamente estratégico para o Concelho e também para o património do País que o Convento de Jesus seja contemplado e que possa ser uma âncora fundamental para quem se interesse pela arquitectura e pela História de Portugal". A instalação de uma Casa da Cultura, no edifício onde funcionou o Círculo Cultural de Setúbal, é outro dos projectos que integram o ReSet, com diversas valências, nomeadamente Escola de Música, Centro de Documentação, Estudo e Promoção da Canção Popular Portuguesa, Espaço das Artes, Casa Municipal da Juventude, Café das Artes, Sala de Exposições e diversos espaços para salas/estúdios de gravação e ensaio. Com um investimento de 1,25 milhões de euros, o projecto será comparticipado em 53,2 por cento pela Autarquia e em 46,8 por cento pelo FEDER. Para requalificar o espaço público na zona nascente do Bairro do Troino, uma intervenção que engloba a beneficiação de redes infra-estruturais de abastecimento de água, a renovação do pavimento e a melhoria da iluminação pública, serão investidos 400 mil euros, entre Autarquia e FEDER. Ainda englobados no ReSet estão a instalação do Ninho de Novas Iniciativas Empresariais, a requalificação e valorização do Miradouro do Largo dos Defensores da República, a valorização e refuncionalização da Casa do Corpo Santo, a instalação de sinalética turística e a edição do Manual de Boas Práticas de Intervenção no Centro Histórico. Já a ampliação e modernização do Fórum Municipal Luísa Todi, obra em curso desde Março de 2008, também está contemplada no ReSet, está orçada em cerca de 4,1 milhões de euros e é promovida e comparticipada pela Liga dos Amigos do Fórum Municipal Luísa Todi em 78 por cento, pelo FEDER em 20 por cento, e pela Autarquia em dois por cento. O ReSet, candidatado ao QREN a 2 de Março, com um prazo máximo de conclusão de dois anos, será financiado em 3.499.210 euros (34 por cento) pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, em 1.391.396 euros (13,5 por cento) pela Autarquia, em 2.166.000 euros (21,1 por cento) pelo IGESPAR, e em 3.223.194 euros (31,4 por cento) pela Liga dos Amigos do Fórum Municipal Luísa Todi. Na cerimónia foi também apresentado o Plano de Intervenção do Centro Histórico, já aprovado pelo QREN, através do qual será implementado um conjunto de medidas de prevenção contra o risco de incêndio e outras situações de emergência nesta zona da cidade. Inclui sistema de sinalização, informação e comunicação, a aquisição de veículo de combate a incêndios, três tendas, dois botes pneumáticos e 20 rádios. Foto: CM Setúbal 09:03 in http://www.distritonline.pt/seccoes.php?nid=2978
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Vaticano na Bienal de Veneza 2011 Com Bento XVI, a Santa Sé tem procurado reavivar o seu papel na cultura contemporânea. Um dos exemplos desta aposta é a montagem do seu próprio pavilhão na edição de 2011 da Bienal de Veneza, considerado o mais importante festival de arte contemporânea, iniciando desta forma um diálogo com os artistas contemporâneos. D. Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, afirmou que o objectivo da presença na Bienal é restabelecer os laços com o mundo da arte contemporânea, beneficiando tanto a arte como a fé. “Os grandes símbolos religiosos, as grandes histórias e as grandes figuras da espiritualidade podem estimular uma arte que, com frequência e cada vez mais, tem falta de mensagem” ou é blasfema, referiu o prelado. D. Gianfranco Ravasi espera também inspirar arte apropriada para igrejas construídas nas últimas décadas por arquitectos conceituados como Renzo Piano e Richard Meier. “Até agora a arquitectura moderna tem tido resultados muito bons no diálogo com a liturgia.” Mas, acrescentou, “dentro dessas igrejas não há um diálogo com artistas contemporâneos. Só existe arte popular.” A decisão do Vaticano em participar na Bienal é invulgar, em parte porque a feira suscitou algumas vezes a indignação de responsáveis da Igreja devido à natureza de certos trabalhos, considerados sacrílegos ou potencialmente ofensivos para o público. O conflito iniciou-se logo na primeira edição, em 1895, quando o Patriarca de Veneza, que mais tarde veio a ser o Papa Pio X, pediu ao presidente do município de Veneza para retirar uma obra de Giacomo Grosso, que expunha um caixão – representando a morte de Don Juan – rodeado de mulheres nuas. Mais recentemente as abordagens do colectivo Gran Fury (1990) e de Maurizio Cattelan (2001) foram fortemente criticadas por responsáveis da hierarquia católica. D. Ravasi referiu que há o risco de a entrada do Vaticano na cena artística contemporânea poder ser vista meramente como um contraponto sacro às obras profanas. Para evitar esse perigo, o presidente do Conselho Pontifício da Cultura pretende que o pavilhão da Santa Sé fique distante do principal espaço de exposição. “Não quero que seja uma provocação... um espectáculo”, acrescentou. D. Gianfranco Ravasi planeia formar uma comissão de alto nível que identificará artistas de todo o mundo que possam participar na mostra da Santa Sé. O prelado declinou dizer se o Vaticano reservará fundos próprios para esta iniciativa; é possível que os custos desta presença possam vir a ser suportados, pelo menos em parte, por entidades privadas. Para D. Ravasi há um grande interesse da Igreja nesta Bienal porque será como que o regresso à grande tradição, quando os papas do Barroco e do Renascimento dialogaram com os artistas. Em mensagem dirigida o ano passado às academias pontifícias, Bento XVI lembrou a necessidade urgente de um diálogo renovado entre estética e ética, entre beleza, verdade e bem, não apenas no debate artístico e cultural, mas também na realidade do quotidiano. O presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, saudou o envolvimento do Vaticano. Em declarações ao jornal «Corriere de la Sera», afirmou que “a ideia de Ravasi é um gesto corajoso e algo de grande interesse a nível internacional. A questão do divino na arte tem sido sempre um tema forte, confrontado nos últimos anos com alguma timidez. Agora abre-se uma nova oportunidade.” A edição de 2009 da 53.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, que decorrerá entre 7 de Junho e 22 de Novembro, terá como tema «Fazer Mundos». Nicole Winfield, Associated Press Internacional | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura| 06/04/2009 | 11:01 | 3608 Caracteres | 88 | Arte Sacra in http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=71664&seccaoid=4&tipoid=28
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Anúncio do ministro no Parlamento Governo projecta concurso de ideias para a Cordoaria poder acolher Museu de Arqueologia 08.04.2009 - 18h58 Isabel Coutinho Um concurso de ideias de adaptação da Cordoaria Nacional para acolher o Museu Nacional de Arqueologia (MNA) será lançado pelo Ministério da Cultura com o apoio da Ordem dos Arquitectos. “O objectivo é poder criar condições para que o Museu Nacional da Arqueologia possa ser transferido para a Fábrica Cordoaria Nacional em condições excelentes para exposição e investigação”, disse ontem o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, aos deputados na Audição Parlamentar da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, que decorreu na Assembleia da República. O concurso vai ser lançado na próxima Trienal de Arquitectura de Lisboa, que se realiza em 2010, e terá assessoria técnica da secção regional sul da Ordem dos Arquitectos. A ideia não é original. Na altura da discussão do projecto do Museu de Foz Côa, também foi lançado um concurso de ideias. Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia, foi convidado por José Pinto Ribeiro, para integrar uma comissão que irá avaliar as ideias que daí surjam. Contactado pelo PÚBLICO, o director do Museu de Arqueologia disse que aceitou este convite, mas não deixa de reafirmar aquilo que tem dito até aqui. Considera “muitíssimo problemática a possibilidade de instalação do Museu de Arqueologia na Cordoaria Nacional”. Cordoaria tem riscos sísmicos e de inundação Mantém as suas dúvidas por causa da localização da Cordoaria Nacional, que tem um “índice máximo de perigosidade para risco sísmico” e é também um local com “grandes riscos de inundação”. O director lembra que o Museu de Arqueologia tem 700 tesouros nacionais à sua guarda e que não podem ser colocados num rés-do-chão com riscos sísmicos e de inundação. “Antes do concurso de ideias terá de haver pareceres técnicos.” O concurso vai ser lançado em 2010, a seguir a comissão irá avaliar as ideias que surgirem e só depois é que se passará para os projectos de arquitectura. “É um prazo de vários anos. Todo um projecto a ser executado no próximo ciclo legislativo”, lembra. Ontem, perante as críticas dos deputados, o ministro referiu mais uma vez que, quanto ao Museu Nacional de Arqueologia, é consensual que, no sítio onde está, não pode ser “expandido nem requalificado”, e diz que estudos feitos nos últimos 30 anos o comprovam. “Não haverá prejuízo para o Museu de Arqueologia. O concurso irá garantir que o espaço tenha todas as condições museológicas e arquitectónicas”, concluiu. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1373386 Cultura: Ministério vai lançar concurso de ideias para adaptar Cordoaria a pólo de arqueologia Lisboa, 08 Abr (Lusa) - O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, anunciou hoje que vai ser lançado um concurso de ideias de adaptação da Cordoaria Nacional para acolher o Museu Nacional de Arqueologia (MNA), arquivos e investigadores desta área. Lusa 15:25 Quarta-feira, 8 de Abr de 2009 Lisboa, 08 Abr (Lusa) - O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, anunciou hoje que vai ser lançado um concurso de ideias de adaptação da Cordoaria Nacional para acolher o Museu Nacional de Arqueologia (MNA), arquivos e investigadores desta área. O governante falava perante os deputados da Assembleia da República numa audição da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura que ficou marcada por fortes críticas da oposição, sobretudo em relação à polémica da construção do novo Museu dos Coches e da reinstalação do MNA. Desde que se tornou pública a intenção do Ministério da Cultura de transferir o MNA, instalado no Mosteiro dos Jerónimos, para a Cordoaria Nacional, na Avenida da Índia, têm surgido iniciativas de personalidades e funcionários ligados a serviços do sector contra a construção do Museu dos Coches, e, paralelamente, em defesa da construção de um museu de raiz para acolher a arqueologia. Perante as críticas de deputados do PSD, PCP e Bloco de Esquerda sobre esta questão, o ministro Pinto Ribeiro contrapôs que os estudos existentes desde os anos 1980 "mostram, com consenso, que o Museu da Arqueologia não tem possibilidade de se expandir e de se requalificar no lugar onde se encontra agora". Indicou que será lançado um concurso de ideias para a adaptação da Fábrica da Cordoaria Nacional, "que tem tido pouco uso - comentou - mas tem muito espaço disponível", para acolher o museu "com condições excelentes para exposição e investigação" em arqueologia. Para os deputados do PCP e do Bloco de Esquerda, esta decisão do Ministério da Cultura, a par da construção do novo Museu dos Coches, é um "desastre", um "desperdício" de verbas - a construção do museu custará cerca de 32 milhões de euros - e o projecto "não tem perspectivas estratégicas". Pinto Ribeiro, por seu turno, defendeu que o processo se deve fazer "sem rupturas" e sublinhou que já recebeu o bom acolhimento do projecto da parte do director do museu, Luís Raposo. "Não haverá prejuízo para o Museu de Arqueologia. O concurso irá garantir que o espaço tenha todas as condições museológicas e arquitectónicas", garantiu o governante. Relativamente ao novo edifício para o Museu dos Coches, o mais visitado entre os museus nacionais, o ministro da Cultura recordou que o projecto vem do tempo em que o Governo era liderado por Durão Barroso, e que posteriormente foi decidido integrá-lo numa reabilitação mais extensa da zona ribeirinha de Belém, que compreende vários museus, nomeadamente a transformação do Museu de Arte Popular em Museu da Língua Portuguesa. Pinto Ribeiro justificou que as actuais instalações do Museu dos Coches, no Picadeiro Real, em Belém, "não têm condições de conservação, recuperação e manutenção do acervo". AG. Lusa/fim in http://aeiou.expresso.pt/cultura-ministerio-vai-lancar-concurso-de-ideias-para-adaptar-cordoaria-a-polo-de-arqueologia=f507813
