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Cinco edifícios que fazem do Porto um catálogo de arquitectura por Miguel Ângelo Pinto, Publicado em 22 de Outubro de 2010 Vale a pena passear pela cidade para admirar algumas das obras mais marcantes de Siza Vieira ou de Souto Moura - que, além de serem bonitas, têm óptimos restaurantes e espaços de lazer A Casa da Música dá para tudo: é um monumento arquitectónico, tem cultura, restaurantes e actividades radicais ricardo meireles Sempre se falou com grande respeito da escola de arquitectura do Porto, onde surgiram nomes como Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura, Fernando Távora ou Alcino Soutinho, responsáveis pela renovação da uma linguagem arquitectónica que galgou fronteiras e se afirmou em termos internacionais. No Porto e arredores há obras que merecem ser visitadas e que, além das paredes e do betão, oferecem outros serviços, como refeições ou simples bebidas quentes em dias frios. Aqui fica um pequeno roteiro. Casa da Música Idealizado pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas, a Casa da Música depressa se tornou um verdadeiro ícone do Porto. Após todas as polémicas em torno da derrapagem orçamental da obra, a cidade adoptou o edifício e a vida cultural nortenha já não passa sem ela. Tem visitas guiadas até aos locais geralmente fora dos olhares de quem a frequenta, que deixam sempre os visitantes de boca aberta, e um restaurante, o Kool, onde se come bem e onde um pequeno terraço permite ter uma vista deslumbrante sobre a zona da Boavista. Pç. Mouzinho de Albuquerque (Rt. da Boavista) Casa de Chá da Boa Nova É uma das obras mais emblemáticas de Álvaro Siza Vieira e está classificada como Monumento Nacional desde 2006. Pousada sobre as rochas e com amplas janelas envidraçadas, oferece, para lá do chá quente em dias de borrasca, refeições de qualidade. Como curiosidade refira-se que a construção surgiu de um concurso lançado pela Câmara de Matosinhos, em 1956, vencido pelo arquitecto Fernando Távora, que acabou por entregar o trabalho a um dos seus colaboradores, que começava a dar os primeiros passos na arquitectura, Siza Vieira. Rua Boa Nova, Leça da Palmeira Museu de Arte Contemporânea de Serralves Envolvido pelo Parque de Serralves, é um edifício com a marca distintiva de Siza Vieira. De linhas muito rectas e imensa luz natural, foi implantado na zona da horta da antiga Quinta de Serralves, cujo declive permitiu como que semi-enterrar a estrutura. Já foi palco de exposições de nomes tão famosos como Francis Bacon e Andy Warhol. Tem um restaurante com capacidade para 80 pessoas, com um menu que custa 20 euros por pessoa. Os Amigos de Serralves têm 10% de desconto. Importante: ao domingo de manhã a entrada no museu é gratuita. Largo D. João III (junto à Escola Francesa) Sede da Vodafone Da autoria dos arquitectos José António Barbosa e Pedro Guimarães, o edifício da Vodafone no Porto tornou-se um ponto de paragem obrigatória para os amantes de arquitectura. De linhas arrojadas, trata-se de um volume em betão branco uno, que alterna com áreas envidraçadas. Assume claramente uma ruptura com a envolvente, maioritariamente constituída por moradias antigas. Tem cinco pisos acima do solo, três no subsolo e 19 metros de altura. Avenida da Boavista Estação de S. Bento Nem só de modernidade vive a arquitectura da cidade do Porto. E um dos nomes que marcaram de forma clara a paisagem portuense foi Marques da Silva. O Teatro Nacional S. João ou o Liceu Alexandre Herculano são obras que deixou para a posteridade. Mas a Estação de S. Bento merece uma visita demorada, não só pela sua imponência em plena Baixa do Porto, mas também pelos bonitos painéis de azulejos com que o interior está decorado. E pode sempre aproveitar para apanhar o comboio rumo ao Douro e observar a explosão de cores que o Outono trouxe. Praça Almeida Garrett in http://www.ionline.pt/conteudo/84556-cinco-edificios-que-fazem-do-porto-um-catalogo-arquitectura
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in http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&id=165496⊃=0&sdata=
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in http://jornal.publico.pt/noticia/23-10-2010/a-revista-time-out-vai-renovar---parte-do-mercado-da-ribeira-20468386.htm
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in http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/virgin-galactic-inaugura-pista-de-descolagem-do-seu-aeroporto-espacial-e-promete-ferias-no-espaco-para-2012_1462431?p=2
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in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=475025&page=1
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in http://www.nytimes.com/2010/10/03/nyregion/03muslim.html?ref=architecture
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Lisboa | Centro de Investigação da Fundação Champalimaud | Charles Correa
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
2 Oct The Champalimaud Foundation Centre Opening The Champalimaud Foundation Centre is due to open this weekend. We talked briefly to Charles Correa - he described completion works as going fine and when asked to discuss the building he summarised it as being all about discovery. We hope to bring you more details on this intriguing project over the weekend. In summary the project is divided into three key elements - the research and healthcare building, the conference centre building and an ampitheatre. Between these runs a wide public route rising up towards the sea, ending at a pair of monoliths (totems) with a pool beyond. There is an indoor/outdoor space within the perimeter of the research and healthcare building, connected to the public route by massive oculi, reminiscent of Louis Khan in India or indeed the Federal Chancellery in Berlin. Why the research and healthcare facilities are not articulated as separate volumes is interesting, with the program split into three then it is just one more step to clarify functions and split into four. A brief of cancer care, research, administration and creating a "tourist destination" on one fairly compact site seems rather adventurous. Lisbon Research and Clinical Center 2008- Charles Correa Associates with RMJM Hillier & Consiste Portugal’s Prime Minister breaks ground on Champalimaud Cancer Research Center Landmark building expected to be centerpiece of historical and tourist district Champalimaud Center for the Unknown Lisbon – October 8, 2008 – A groundbreaking ceremony was held on October 5th, 2008 for Portugal’s first major research center. The Champalimaud Foundation Centre, named for the late Portuguese businessman and benefactor Antonio Champalimaud, will be a 300,000-square-foot research facility on cancer and neurosciences and an outpatient cancer clinic in one of the city’s key historical and tourist districts on the banks of the Tagus River, indicative of the extent to which Portugal is willing to invest in scientific research. Bombay-based firm Charles Correa Associates is the Design Architect, in collaboration with RMJM Hillier as Laboratory and Clinical Design Architects. Consiste of Portugal is the Architect of Record. Champalimaud Foundation Centre Champalimaud Foundation Centre Lisbon Champalimaud Foundation Centre Portugal Champalimaud Foundation Centre Building The Portuguese Prime Minister José Sócrates, Architect Charles Correa and Champalimaud Foundation President Leonor Beleza each gave remarks at the ceremony, which took place at the Pedrouços Dock in Lisbon, on the banks of the Tagus River. As a symbolic gesture regarding the building’s significance in ushering in a new era of scientific exploration and discovery for Portugal, the Foundation arranged for a small robot to place the first stone in the building’s foundation. The anticipated inauguration date for the Centre is October 5th 2010. The Champalimaud Centre is located on an extraordinary sweep of land where the Tagus River joins the Atlantic Ocean - the point from which 15th - and 16th -century Portuguese explorers embarked on maritime journeys to discover new geographic lands. In a similar fashion, researchers at the Champalimaud Centre are expected to make new discoveries in the worlds of science and disease treatment, according to Champalimaud Foundation and government officials. Cancer is the second most common cause of death in Portugal, and mortality rates are on the rise throughout Europe, according to the International Agency for Research on Cancer. In the US, while deaths to cancer are dropping, the number of people living with cancer is expected to double from 1.3 to 2.6 million between the years 2000 to 2050. The Champalimaud Centre will attract scientists from all over the world to do ground-breaking translational research in cancer and the neurosciences using a multidisciplinary team approach. The new facility will bring together research and cancer care in a single location, fostering collaboration between world class researchers and renowned cancer specialists. The state-of-the-art facilities for basic and clinical research and for teaching will foster frontline research in oncology, molecular biology, genetics, immunology, neurosciences and behavior, as well as post-graduate and doctorate programs, and the diagnosis and treatment of neurological and cancer patients. The buildings will support the Foundation’s goals by providing research facilities that stimulate creativity and interaction within a compassionate and humanistic environment for patients and their families. Three main structures have been designed by Correa, RMJM Hillier, and Consiste: ·1 Building A houses the Diagnostic Centre, Treatment Centre, and Wellness Centre on the lower levels, and the Research labs and the Administration offices on the upper floors. A rainforest garden, accessible to patients and staff, grows within the building. ·2 Building B houses the Auditorium, Restaurant and the Exhibition area on the entrance level and on the upper level the Conference Centre, together with the Foundation offices connected via an elegant glass bridge to the Research labs. ·3 Building C is an open-air amphitheatre facing the river for public performances and community events. According to the architects, the project will include high-performance buildings that employ optimal energy and resource management while celebrating the unique site on which it is located. “The project is an excellent example of a holistic, site-specific approach to sustainability,” according to R. Stephen McDaniel of RMJM Hillier. “For example, the proximity to the Tagus River allows us to have a geothermal heat-sink for temperature control, which is further controlled by the massive rain forest garden in the main building. The garden will be 80 x 40 metres, the size of a US football field.” The three buildings have been arranged to create a 125m long pathway or ramp leading diagonally across the site, towards the open seas. The plaza is open to the public and well-suited for exhibitions, performances or contemplation. According to Charles Correa, “At the end of the ramp are two stone monoliths, straight from the quarry, as primordial as Stonehenge. When you reach the highest point, you begin to see a large body of water – which seemingly connects to the ocean beyond. In the centre of this water body, just below the surface of the water, is an oval shaped sculpture - made of stainless steel and slightly convex, so that it reflects the blue sky and passing clouds above.” The Champalimaud Centre is the first building in a major redevelopment plan to change the face of the Belem area in Lisbon, along the river. A major tourist destination, Belem is also home to the Belem Cultural Centre, Jeronimos Monastery, Belem Tower and The Coach Museum. The Champalimaud Centre is expected to be a tourist destination as well, building on the theme of Portuguese exploration and discovery through a public exhibition center located in the facility. Approx. building area: 50,000sqm Champalimaud Foundation Project - Building Information Design Architect: Charles Correa Associates Laboratory & Clinical Design Architects: RMJM Hillier Architect of Record: Consiste The Champalimaud Foundation supports individual researchers and research teams working at the cutting edge of medical science. It aims to stimulate novel theoretical and practical methodologies by utilizing the experience of both research scientists and medical practitioners, connecting pure scientific investigation with applied clinical research. The Champalimaud Foundation aims to maximize the work being done in the fields of cancer research and neuroscience, including stem cell research and its clinical applications for Parkinson’s and Alzheimer’s disease, diabetes and spinal injury. It is named for Antonio Champalimaud, who was the richest man in Portugal when he died in 2004, bequeathing a quarter of his $3.1 billion estate to set up the Foundation. Architect and planner Charles Correa is one of few contemporary architects who address not only issues of architecture, but of urban planning and low-income housing as well. His work covers a wide range, from the Mahatma Gandhi Memorial at the Sabaramiti Ashram in Ahmedabad, the Jawarar Kala Kendra in Jaipur and the State Assembly for Madhya Pradesh, to housing projects and townships in Delhi, Bombay, Ahmedabad and Bangalore. Champalimaud Foundation lead architect : Charles Correa RMJM Hillier is an international expert in the design of translational cancer facilities that combine research and treatment in one building. Other projects in RMJM Hillier’s portfolio include the Cancer Institute of New Jersey, The University Hospital Cancer at UMDNJ New Jersey Medical School, the University of South Alabama Cancer Research Institute, the Louisiana Cancer Research Institute and the Puerto Rico Cancer Center. RMJM Hillier is the North American division of RMJM Group, one of the largest architectural practices in the world with 1,200 people and 15 offices in the United States, Europe, Middle East and Asia. The firm provides services in architecture, interior design, master planning, historic preservation, landscape design and environmental graphics. in http://www.e-architect.co.uk/portugal/champalimaud_foundation.htm -
Lisboa | Centro de Investigação da Fundação Champalimaud | Charles Correa
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
Novo edifício é inaugurado no centenário da República Fundação Champalimaud: Pôr a ciência no hospital para derrotar o cancro 04.10.2010 - 07:57 Por Ana Gerschenfeld Investigação científica e prática médica irão beneficiar neste centro de uma interligação considerada única no mundo. Edifício foi concebido de forma a aproximar doentes, médicos e investigadores Edifício foi concebido de forma a aproximar doentes, médicos e investigadores (Foto: Nuno Ferreira Santos) "Esta é a Janela da Esperança", diz-nos Raghu Kalluri, apontando para um grande janelão que rasga a parede à nossa frente, por cima das nossas cabeças, ao nível dos andares superiores. Acabamos de entrar no átrio, com três andares de pé direito, do edifício principal das novas instalações da Fundação Champalimaud. Ainda é um estaleiro - o PÚBLICO visitou a obra há uma semana de capacete de plástico, colete e botas especiais -, mas na companhia de Kalluri, especialista do cancro da Universidade de Harvard e director do futuro Centro do Cancro que aqui deverá começar a funcionar em meados do próximo ano, percebe-se como vai estar estruturada a principal componente do Centro Champalimaud de Investigação, situado na doca de Pedrouços, em Lisboa, e que vai ser inaugurado amanhã. O poético nome da janela, salienta Kalluri, é do arquitecto do edifício, Charles Correa, e simboliza uma das visões de base que presidiu à sua concepção. "Este é um dos primeiros edifícios no mundo onde o hospital, a prática que consiste em ver doentes, e a investigação destinada a identificar novos medicamentos estão integradas", tinha-nos dito Kalluri, uns dias antes desta visita, numa entrevista que será publicada amanhã no P2. "É dos poucos lugares onde os doentes que entram no hospital podem ver cientistas a fazerem experiências. E os cientistas, enquanto trabalham, podem ver os doentes a entrar no hospital. Os doentes vêem que algo está a ser feito para eles, o que lhes dá esperança no futuro, e os investigadores percebem que vão ter de trabalhar ainda mais para salvar os doentes." A "janela" não é o único ponto de ligação visual do mundo da ciência com o mundo da medicina. Um pouco mais à frente, entramos na área onde, do lado direito, ficará o hospital de dia. E, do lado esquerdo, abre-se um terraço com vista para um jardim interior (ao nível da cave) com altíssimas palmeiras e outras árvores tropicais. Um quadrilátero cujas paredes meias com o edifício também são de vidro, deixando ver o que se passa nos dois andares superiores, onde ficarão alojados todos os laboratórios científicos do centro. "As pessoas que estiverem à espera de uma consulta poderão ver daqui os cientistas a trabalhar", frisa Kalluri. O Hospital do Cancro - cujo número de médicos ainda está por determinar, mas que foi concebido para receber, em velocidade de cruzeiro, 300 doentes por dia -, ocupa os dois andares inferiores: o piso térreo e a cave. "Não gostamos de lhe chamar clínica, é mesmo um hospital", diz Kalluri, enquanto percorremos os corredores ainda vazios. No andar de baixo ficará a área de exames e tratamento - quimioterapia, radioterapia, ressonância magnética, recolhas de sangue, etc. Também tem um pequeno jardim, mais privado, "onde, se quiserem, os doentes poderão deambular ou sentar-se enquanto recebem tratamento", salienta Kalluri. É o "Jardim da Quimioterapia". Lá em cima, os dois andares destinados à investigação ocuparão enormes espaços abertos, com "alcovas" onde ficarão alojados os equipamentos e máquinas necessários, que serão partilhados por todos. Entre o segundo e o terceiro piso, a transparência mantém-se, graças a escadarias abertas e varandas de vidro, para facilitar a interacção entre os cientistas. Completa-se este panorama com gabinetes e salas, todos com paredes de vidro para o interior e o exterior. Daqui, a vista para o rio e o pôr do sol lisboeta é magnífica. Nesta zona do edifício também ficará instalada uma biblioteca a que tanto os cientistas e os médicos como os próprios doentes poderão aceder. "Aliás", diz-nos Kalluri, "os doentes poderão, se o desejarem, vir para estes andares e até fazer perguntas aos investigadores." Investigação translacional Tudo aqui está carregado de simbologia. Aliás, o próprio centro chama-se, em inglês, Center for the Unknown, com a ideia de desconhecido a ligar os feitos dos navegadores portugueses do século XV à exploração das terras incógnitas da ciência no século XXI e no futuro. A Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos estão mesmo ali ao lado, conferindo ainda mais força onírica às palavras.Mas a ideia-chave por detrás de tudo isto é muito concreta: "investigação translacional". A investigação translacional é uma tendência emergente na prática científica que tem por objectivo tornar os resultados científicos de base mais rapidamente utilizáveis na prática - na clínica, neste caso. "Investigação translacional", diz-nos Fátima Cardoso, que vai dirigir a unidade de cancro da mama do centro (ver entrevista na página seguinte), "é fazer a ponte entre os que só fazem trabalho de laboratório e os que só fazem trabalho na parte clínica." Mas como materializar essas pontes, com os médicos submersos em consultas e no dia-a-dia hospitalar? "Os médicos que contratarmos", diz Kalluri, "vão ter 50 por cento do seu tempo dedicado à investigação. Vão poder fazer investigação básica no laboratório, estudar a epidemiologia de um cancro, os tratamentos, os resultados clínicos, fazer ensaios clínicos de novos medicamentos. Não lhes vamos dizer como utilizar esse tempo, mas tem de ser para pensar. Pela maneira como o centro está construído, vamos ter constantemente médicos e cientistas a falarem uns com os outros sobre como gerir tal ou tal cancro. Nisso, não queremos apenas ser um exemplo para Portugal, queremos ser um exemplo para o mundo." Um dos grandes objectivos do Centro do Cancro é que os doentes tenham acesso às terapêuticas mais experimentais. "Os portugueses não devem precisar de sair de Portugal para experimentarem novas drogas", diz Kalluri. As derradeiras fronteiras Ao nível da investigação básica, vai ser colocada uma ênfase particular nos cancros que geram metástases. "É essa a derradeira fronteira que precisamos de conquistar, a disseminação do cancro no organismo", diz Kalluri. "Vai haver um grupo muito forte de investigação básica e, daqui a cinco anos, gostaríamos de ser reconhecidos como um dos melhores sítios do mundo para a investigação na área das metástases." A outra grande aposta em ciência de base do Centro Champalimaud de Investigação são as neurociências (ver artigo ao lado). Ao todo, várias centenas de investigadores de topo, recrutados em todo o mundo, irão ocupar para o ano os andares superiores do edifício, sem fronteiras físicas definidas a separar as suas especialidades. Também haverá, "obviamente", diz Kalluri, pontes entre cancro e neurociências. "A investigação básica está sempre interligada, seja qual for o tema. Um neurocientista pode descobrir mecanismos essenciais do cancro e, da mesma maneira, uma descoberta importante na área do cancro pode ser essencial em termos de desenvolvimento cerebral. Esta interligação será sempre muito forte. É por isso que não separámos os programas de neurociências e de cancro. Entrelaçámo-los." Já cá fora, e até ao Tejo, há toda uma área totalmente pública - e também desprovida de barreiras físicas -, que inclui um anfiteatro ao ar livre ao pé da água e, no segundo edifício do complexo, um restaurante, um auditório e um espaço de exposições. "Por enquanto, ainda é um estaleiro", diz Kalluri. "Mas dá para imaginar como irá ser." Lista (incompleta) dos cientistas envolvidos no projecto O português António Damásio e o norte-americano James Watson são sem dúvida os dois cientistas mais mediáticos que norteiam a estratégia de investigação da Fundação Champalimaud. Damásio é mundialmente conhecido pelo seu trabalho sobre o cérebro e as emoções; Watson, Nobel da Medicina em 1962, foi co-descobridor da estrutura molecular do ADN. Integram também os órgãos da fundação o japonês Susumo Tonegawa (Nobel da Medicina de 1987 por ter desvendado as bases genéticas da gigantesca diversidade dos anticorpos), o português António Coutinho, director do Instituto Gulbenkian de Ciência, e o britânico Alan Ashworth, co-descobridor em 1992 do gene BRCA2 do cancro da mama. in http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/champalimaud-por-a-ciencia-no-hospital-para-derrotar-o-cancro_1459325?p=3 Lisboa: Centro da Fundação Champalimaud inaugurado amanhã A Fundação Champalimaud vai inaugurar amanhã, terça-feira, o Centro de Investigação para o Desconhecido, na zona ribeirinha de Pedrouços, em Lisboa, com o objectivo de investigar o cancro e a neurociência, bem como áreas de tratamento oncológico. O novo centro, com gabinetes e laboratórios num investimento de 100 milhões de euros, «corresponde ao principal projecto da Fundação», afirmou a presidente, Leonor Beleza, admitindo que é «a realização de um sonho». O Centro de Investigação para o Desconhecido reúne a prevenção, o diagnóstico e o tratamento, podendo até tornar-se num novo símbolo da capital. A investigação clínica obriga a que sejam prestados «cuidados clínicos», mas, segundo Beleza, as pessoas não vão ser usadas como cobaias de experiências. Actualmente, a Fundação Champalimaud encontra-se em negociações com o Governo e outras entidades que possam decidir que pessoas e em que condições os utentes terão acesso aos serviços ali disponibilizados, não sendo uma questão de dinheiro, garantiu a responsável. in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=472041 Centro Champalimaud quer tratar doentes do SNS Fundação e Estado estão em negociações para novo espaço integrar rede nacional O Centro de Investigação da Fundação Champalimaud está a trabalhar num acordo com o Estado para tratar doentes oncológicos do Serviço Nacional de Saúde. Mas as portas também estão abertas a pacientes estrangeiros. As primeiras consultas e primeiros tratamentos serão feitos em Abril já no novo espaço criado na zona ribeirinha de Pedrouços, junto à Torre de Belém, em Lisboa. O investimento inicial foi de cem milhões de euros, mas para o ano está prevista uma injecção de 19 milhões de euros. "Não é nossa intenção limitar o acesso ao centro apenas a doentes com grandes capacidades económicas. Existem neste momento conversações com o objectivo de não excluir desse acesso os beneficiários do Serviço Nacional de Saúde. Quanto a doentes estrangeiros, naturalmente, também não queremos recusar o seu acesso", explica ao DN Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud. Ainda com alguns meses pela frente para a contratação de alguns dos melhores investigadores e médicos do mundo em oncologia, o objectivo do centro é dar uma oportunidade única a doentes em Portugal de acederem às últimas inovações na área do cancro. Para já através do hospital de dia, mas está nos planos da fundação a construção, ao lado do centro, de uma unidade de internamento em 2015. As primeiras consultas de oncologia estão previstas para Abril. O centro assegurou o contributo de quatro clínicos oncologistas principais, mas as equipas vão crescer. "O número de médicos/investigadores - porque todos os médicos dedicarão metade do seu tempo à investigação - será superior ao que seria estritamente necessário ao trabalho clínico, exactamente por causa desse facto. É claro que irá sempre acompanhar o ritmo da actividade clínica do centro", justifica a responsável e ex-ministra da Saúde. Um dos argumentos de peso do centro é não só os elementos contratados mas também a possibilidade que dão a estes clínicos de dedicar metade do seu tempo de trabalho à investigação. "Essa característica distingue-nos e é um factor diferenciador num universo muito competitivo", reconhece Leonor Beleza, que não hesita em afirmar que este projecto irá colocar Portugal como país pioneiro na área da experimentação e dos ensaios clínicos. O investimento inicial foi de cem milhões de euros, dez milhões dos quais em compra de maquinaria pesada, como a máquina de ressonância magnética instalada no piso subterrâneo do edifício principal do complexo e que servirá para tratar doentes de todas áreas oncológicas . Mas para o ano, revela a presidente da Fundação Champalimaud, está previsto um investimento "de 19 milhões de euros" na área da investigação e do tratamento do cancro. O projecto inicial focar-se-á nos cancros da pele, do pulmão, digestivo, reprodutivo, urológico e da mama. Este último será, aliás, a primeira unidade a arrancar. O centro tem capacidade para receber entre 350 e 400 médicos/investigadores. Cerca de 120 dedicados à neurociência, que no futuro poderá ir além das bancadas do laboratório. "Vamos começar com uma plataforma clínica na área do cancro. Mas há a intenção firme de que mais tarde o mesmo aconteça nas neurociências", adiantou Leonor Beleza, referindo que "o Centro Champalimaud irá certamente criar emprego e dar oportunidades a médicos, técnicos e auxiliares. Como é evidente, o número total será em função das necessidades e ritmo de crescimento". A criação deste projecto só foi possível graças à doação, em testamento, de António Champalimaud. O empresário doou 500 milhões de euros, uma pequena parte da sua enorme fortuna, com o objectivo traçado de Portugal apostar na investigação médica. Mas é preciso continuar a alimentar o fundo, quer seja através de actividades próprias - consultas, exploração do restaurante e áreas públicas do centro - quer com bolsas nacionais e internacionais. "A qualidade da nossa investigação, a excelência dos nossos médicos e investigadores serão factores decisivos para contrariar adversidades e situações mais difíceis em termos económicos", afirma a presidente da fundação, convicta de que a crise financeira mundial não será um entrave aos projectos definidos. in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1677673 Centro de Investigação Champalimaud terá internamento 2 de Outubro, 2010por Marco Lopes da Silva/Lusa O Centro de Investigação Champalimaud está a negociar com o Estado o perfil dos doentes que a partir de Abril poderão ser ali acompanhados, contando ainda dentro de quatro ou cinco anos com uma área de internamento. «Queremos que seja um local a que acedem pessoas independentemente de terem muitos meios. Para esse efeito estamos em negociações com as entidades responsáveis e esperamos que dentro de muito pouco tempo possamos dizer quem é que pode exatamente entrar ali», afirmou à agência Lusa Leonor Beleza, referindo-se a «Estado e seguradoras». O Centro de Investigação Champalimaud, a inaugurar na terça-feira, vai dedicar-se ao cancro e à neurociência, podendo receber a partir de Janeiro próximo até 300 doentes por dia nas áreas de tratamento e diagnóstico. Segundo a antiga ministra da Saúde, previsivelmente em 2014 ou 2015, o complexo vai contar com uma área de internamento. «Neste momento seremos um hospital de dia. Mais tarde há um espaço reservado para a construção da área de internamento. Quantos mais meios podermos dispor para tratar as pessoas e para fazer a investigação melhor», afirmou. Leonor Beleza acrescentou que quando abrir o sector de internamento «é possível» que não seja apenas na área do cancro: «Também temos a ambição de avançarmos para uma fase clínica na área das neurociências». O edifício do Centro de Investigação Champalimaud, a inaugurar na terça-feira pelo Presidente da República, Cavaco Silva, com a presença do primeiro ministro, José Sócrates, recebe o programa de neurociências em Janeiro, enquanto em Abril de 2011 entra em funcionamento a área clínica e a investigação do cancro, sobretudo de metástases. «O que queremos é participar no esforço enorme que a comunidades científica mundial está a desenvolver para curar cancros, tornar mais cancros em doenças crónicas, ou seja, que se morra muito menos de cancro do que se morre hoje», afirmou. Leonor Beleza não tem dúvidas em afirmar que este será um local de excelência e de referência mundial na investigação e que ajudará a colocar o país e a Europa «mais à letra do dia». «No que respeita à investigação clínica em cancro, há um relativo atraso de dimensão bastante razoável entre a Europa e os Estados Unidos. Há recomendações da União Europeia no sentido de que as instituições europeias deem também esse passo. Por isso, achámos que havia um espaço para avançar», explicou. O empresário António Champalimaud deixou parte da sua fortuna para a investigação médica, escolhendo a antiga ministra da Saúde para presidir à Fundação com o mesmo nome, não indicando, porém, o tipo de perfil ou as áreas a que a instituição se deveria dedicar. «Falámos com muitos cientistas, laboratórios e universidades. Uma coisa que nos foi dita é que tínhamos condições e para não limitarmos a ambição. O edifício já é uma demonstração da ambição e da vontade», afirmou. O Centro de Investigação Champalimaud estará concluído a 5 de Outubro, com uma cerimónia de Estado. À beira-rio, vai fazer-se ciência com o espírito de aventura dos Descobrimentos É certo e sabido que são raras as coincidências, pelo menos no que toca à ciência. Mas, neste caso, é forçoso começar por elas: o arquitecto, Charles Correa, tem, como indica o nome, antepassados portugueses por via de Goa. Projectou um edifício único justamente em Pedrouços, na extremidade ocidental de Lisboa, local de onde, há 500 anos, partiram as frágeis embarcações nacionais que iriam dar origem à enorme fase histórica dos Descobrimentos, os mesmos que levaram os portugueses à sua Índia natal. Para concluir, resta acrescentar uma outra concordância: Correa é natural de Hyderabad, capital do estado de Andhra Pradesh, cidade indiana onde se localiza o centro de investigação que trabalha em parceria estreita com a entidade que lhe encomendou o projecto, a Fundação Champalimaud. O edifício, que junta dois pólos por um túnel transparente suspenso, é o futuro Centro de Investigação da Fundação Champalimaud para o Desconhecido (Champalimaud Centre for the Unknown), cujas obras terminam com uma sessão simbólica numa data que não o é menos: 5 de Outubro. Mas este não é só mais um centro de excelência. Focado essencialmente na investigação oncológica, em particular na prevenção das metástases do cancro, guarda várias surpresas, sabiamente misturadas com as soluções arquitectónicas de Correa: os laboratórios estão organizados em torno de um jardim interior, situado na cave do edifício, mas com imensa luz natural. No primeiro piso, equivalente a um rés-do-chão, circulam os pacientes e respectivas famílias e, no andar superior estarão os investigadores. Todos se encontram à vista uns dos outros, numa relação que se quer simbiótica: «Digamos que, de uma maneira subtil, é feito saber aos investigadores que estão a trabalhar para conseguir encontrar soluções para as pessoas que estão lá em baixo», explica a presidente da Fundação, Leonor Beleza, cicerone desta visita guiada. O projecto, de 100 milhões de euros, já conta com a tal parceria de um centro de Hyderabad e com a colaboração de uma outra unidade avançada de investigação em oncologia, em Heidelberg (Alemanha), além de parcerias com universidades americanas como as de Cornell ou Princeton. De Harvard veio Raghu Kalluri para assumir a pasta da direcção da área de oncologia do novo centro. Deixou-se seduzir pelas várias inovações propostas pela Fundação neste projecto: «Não encontramos, em nenhum lugar do mundo onde há hospitais dedicados ao cancro, um centro de investigação perto deles». Aqui não está só perto, está paredes-meias. Mas esta não foi a única novidade que o impressionou. Os médicos que serão contratados para o centro terão de dividir o seu tempo entre a prática clínica e a investigação, à razão de 50% de tempo distribuído para cada uma das funções. «É um modo de funcionamento único», conclui Kalluri. Seguindo a cicerone, é possível constatar mais marcas de inovação. Os laboratórios, nos andares cimeiros, estão organizados em torno do jardim tropical interior. Mas, como os andares de baixo se destinam ao tratamento de pacientes, estes também beneficiam de um contacto com esta natureza que emerge do edifício. Nada ficou ao acaso: quem se submete a quimioterapia, e está por isso mais fragilizado, dispõe de um segundo jardim, reservado, contíguo às boxes onde se processa esta terapia. «Têm uma sugestão de tranquilidade, e, se estiverem em condições físicas e lhes apetecer, podem ir para fora». Este jardim proporciona muitos lugares à sombra, tendo em conta que o Sol é um grande inimigo deste estado clínico. Impõe-se uma observação neste ponto, como é evidente. Tantos cuidados devem custar uma fortuna, uma dupla punição para quem está muito debilitado. Errado: a Fundação Champalimaud negoceia com várias entidades, seguros de saúde, públicos e privados, para poder acolher pacientes de todas as condições sociais. Assim garante a presidente. «Não queremos que o centro se destine apenas a quem tem muitos meios». As contas prevêem também a presença de 350 a 400 investigadores residentes. Para já, 70 a 80 deles entrarão finalmente em mudanças para a sua casa definitiva, pois trabalham no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras. Num futuro próximo - um outro projecto, calcula-se, a cinco anos - será construída uma unidade à parte para internamento. Da medicina o olhar tem de voltar, rapidamente, à arquitectura. É que o espaço exterior ameaça tornar-se rapidamente um ex libris da cidade. Além das linhas de Correa, que seguem rotas marítimas antigas, o espaço vai ser totalmente aberto ao público, com um passeio num plano inclinado, que termina junto a duas estacas paralelas, que marcam uma espécie de porta de entrada para o rio. É aí, nesse «momento maravilhoso», explica Charles Correa, «em que o rio se torna mar» que o visitante será surpreendido por um pequeno lago que lhe dará a ilusão de ser uma linha contínua de água para o Tejo. São muitos os recantos a explorar. Uma pequena barreira com uma abertura estratégica, com vista singularizada para a Torre de Belém, anuncia outra das «perolazinhas» do projecto, observa Leonor Beleza: um anfiteatro ao ar livre à beira-rio. No outro edifício, um auditório ostenta outra das imagens de marca de Correa, uma janela em forma de óculo gigante, que permite sempre ver o rio (são três no edifício das unidades de tratamento e de laboratórios). A sua instalação, feita por uma equipa japonesa, esteve envolta em permanente mistério. Tudo foi feito em segredo, para evitar espionagens industriais... O anfiteatro e o auditório estão prontos para receber espectáculos musicais ou de teatro. No auditório, porém, a prioridade vai para a ciência. Poderão ser muitos os congressos que vão transformar Lisboa, por certo, num centro obrigatório de escala científica. Os espectáculos poderão vir a ser outra fonte de rendimento adicional ao Centro de Investigação. Mas o que se pretende, mesmo, prossegue Leonor Beleza à medida que acaba a visita guiada, é juntar o que se investiga à prática, à realidade da terapia: «É a ideia da ciência feita para obter resultados». ricardo.nabais@sol.pt in http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1328 -
Coimbra | Conservatorio de Musica | José Paulo dos Santos
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Segundo com formação na área da dança Conservatório de Música de Coimbra começa o ano a funcionar em casa nova e definitiva 18.09.2010 - 09:14 Por Maria João Lopes O estabelecimento esperou 25 anos por instalações que o seu director considera "um palácio". Este será o segundo conservatório do país com formação na área da dança. O Conservatório tem um auditório com capacidade para 400 lugares O Conservatório tem um auditório com capacidade para 400 lugares (Foto: Paulo Ricca/arquivo) Na sala de orquestra, à qual também se chama "pequeno auditório", só se ouve o violino de Sara Petronilho. O espaço amplo, cheio de luz natural, tem uma acústica que agrada à aluna de 18 anos, que começou a aprender música aos 9. A estudante de Medicina conheceu as instalações provisórias que o Conservatório de Música de Coimbra teve na Sé Velha e ainda na Escola Secundária D. Dinis, mas estas, no Vale das Flores, são "melhores". "Esta sala tem uma sonoridade melhor", diz. O Conservatório de Coimbra esperou 25 anos por instalações definitivas, mas agora está num "palácio". Quem o afirma é o director, Manuel Rocha, enquanto percorre os corredores do edifício, que foi desenhado para albergar dois estabelecimentos de ensino: a escola de música e a Escola Secundária com 3.º ciclo Quinta das Flores - não é necessário andar na escola para frequentar o Conservatório. Partes da nova infra-estrutura foram construídas de raiz, outras remodeladas ou ampliadas, a partir da escola que já existia no local. Só a construção, financiada por fundos comunitários e pelo Ministério da Educação, e concretizada pela empresa Parque Escolar, no âmbito da segunda fase do programa de modernização das escolas do ensino secundário, custou cerca de 25 milhões de euros. Sessenta salas "Estou admirado com as instalações, pelo menos para as aulas de instrumentos de sopro, que têm bastante poder sonoro, têm boas condições acústicas, o que faz toda a diferença em termos de estudo do instrumento", diz o professor de saxofone Paulo Almeida. Só para o conservatório há 60 salas de instrumentos que, devido à "qualidade acústica", ajudam os alunos a ter uma "noção mais objectiva do som que o instrumento tem", acrescenta a professora de violino Clara Dias. O arquitecto José Paulo dos Santos, que assina o projecto, explica que os espaços para aulas de música estão distribuídos, no corpo principal, pelos corredores dos pisos um e dois, nas extremidades dos quais estão as salas que requerem "volumetria mais generosa e acústica particular" - a de dança e a de orquestra - e as que exigem "tratamento acústico ainda mais particular" - é o caso da percussão e do coro. "Foi preocupação do projecto que as salas específicas de instrumento tivessem boas condições acústicas e de insonorização, independentemente dos instrumentos alocados a cada espaço, mas que simultaneamente permitam que se sinta - a quem frequenta o edifício ou o visita - que se vive a música", diz. Com uma sala especificamente vocacionada para a dança, o Conservatório de Coimbra será a segunda instituição pública do país, a seguir a Lisboa, a dar formação na área. Em Janeiro, deverão abrir as inscrições para um curso livre dirigido a cerca de 30 crianças do 1.º ciclo. Depois, os alunos que optarem pelo plano de estudos da dança - "muito exigente", diz Manuel Rocha - terão que frequentar a Quinta das Flores. A nova estrutura tem espaços autónomos para as duas escolas, mas muitos são comuns, como a sala dos professores, o refeitório, a biblioteca ou a reprografia. Apesar de o ano lectivo já estar a decorrer, ainda falta terminar um bloco de aulas, os balneários, alguns arranjos exteriores e as instalações desportivas. Em Janeiro, quando as obras estiverem concluídas e a nova casa do Conservatório for oficialmente inaugurada, deverá ser conhecida também a programação do auditório, um espaço com capacidade para cerca de 400 pessoas sentadas que vai acolher concertos abertos a toda a cidade. Para cumprir uma programação "ambiciosa", está a ser formada uma associação de amigos do Conservatório, apta a concorrer a apoios para a Cultura. in http://www.publico.pt/Local/conservatorio-de-musica-de-coimbra-comeca-o-ano-a-funcionar-em-casa-nova-e-definitiva_1456497 -
Primeiro aniversário Na Casa de Paula Rego, a história recomeça do zero 18.09.2010 - 11:45 Por Alexandra Prado Coelho No seu primeiro aniversário, a Casa das Histórias de Paula Rego nasce pela segunda vez. Depois do inesperado afastamento de Dalila Rodrigues, a nova directora, Helena de Freitas, partiu do zero. E sem a colecção da pintora, que, em 2011, viaja para o México e o Brasil. Como será feita a programação? Helena revela os seus projectos e diz que gosta de trabalhos difíceis. A Casa de Paula Rego está aberta há um ano A Casa de Paula Rego está aberta há um ano (Foto: Nuno Ferreira Santos/arquivo) É um desafio: como fazer uma exposição na Casa das Histórias, o museu dedicado a Paula Rego em Cascais, quando a fatia mais importante da colecção que a pintora aí depositou vai viajar, já em 2011, para duas grandes exposições, no México e na Pinacoteca de São Paulo? “Gosto de trabalhos difíceis”, diz, com um sorriso, Helena de Freitas, a nova directora da Casa, no cargo há apenas cinco meses, e que se prepara para, hoje, celebrar o primeiro aniversário do museu criado pela Câmara Municipal de Cascais a partir da doação e empréstimos feitos pela artista, que passou a infância ali perto, no Estoril, mas que vive há mais de trinta anos em Inglaterra. Neste momento, é o universo de Victor Willing, marido de Paula Rego, falecido em 1988, que enche as paredes da Casa – uma exposição com curadoria de Hellmut Wohl, que corresponde a um grande desejo de Paula Rego e que já estava programada. Mas, a partir de Janeiro, Helena de Freitas – que veio do Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian (comissariou a grande exposição da Fundação sobre Amadeo de Souza-Cardoso) para substituir Dalila Rodrigues, afastada da direcção da Casa das Histórias um mês depois de o museu ter inaugurado, por divergências com a artista e a administração da Fundação Paula Rego – tem esse novo, e enorme, desafio. É um trabalho de imaginação – mas a directora já tem ideias concretas sobre o caminho a seguir. Tem uma colecção composta por 220 desenhos e 257 gravuras doadas, mais 52 pinturas e 206 desenhos emprestados por um período de dez anos renovável, e ainda 11 telas de Victor Willing. Além disso, tem uma equipa de 23 pessoas, um espaço cuja organização interna “terá que ser mais versátil porque a programação também não é rígida”, e um orçamento “que neste momento não é tão regular como tinha imaginado, mas essa é uma circunstância que todos os museus estão a viver”. É com isto que terá que “reformular o museu todo a partir de Fevereiro”, explica, sentada no seu gabinete no edifício concebido pelo arquitecto Eduardo Souto Moura para albergar o trabalho de Paula Rego – e todas as histórias que a partir dele possam nascer. “O que viaja são 50 obras do nosso depósito. E, como temos um pé-direito muito grande, é difícil apresentarmos uma exposição apenas em torno da obra gráfica que aqui fica. As peças fi cariam perdidas no espaço.” Ou seja, são precisos quadros. A solução passa por uma parceria com o British Council. Helena de Freitas não quer ainda revelar muito, mas o que poderemos ver na Casa das Histórias serão obras da colecção do British Council – iniciada no final dos anos 1930 e que hoje tem mais de 8500 peças. Mas não são quaisquer obras – serão as que Paula Rego escolher, serão aquilo que mais lhe interessa e atrai no trabalho dos outros artistas. A complementar esta exposição estarão também obras da pintora. “Estamos a fazer uma recolha das obras da Paula Rego que existem em colecções particulares em Portugal. Desde que aqui cheguei que achei que era importante fazer esse levantamento: onde está a obra da Paula Rego? Interessa-nos também mostrar obras menos conhecidas. Já tivemos surpresas muito boas.” Sempre em diálogo Tudo é feito sempre em diálogo com a artista. “Esta é a casa dela”, diz Helena. “Vamos articulando a programação com a Paula, sempre em diálogo, mas eu tenho autonomia de programação. Nunca senti nenhum autoritarismo da Paula. Existe uma grande cumplicidade e há objectivos comuns entre a minha programação e o que a Paula deseja que seja o museu dela. Isso é bom.” Precisamente, a estratégia de programação terá sido um dos pontos de ruptura entre a artista e a anterior directora, Dalila Rodrigues. A saída de Dalila, que fora antes directora do Museu Grão-Vasco, em Viseu, e do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, foi recebida na altura com enorme surpresa. A inauguração do museu tinha acontecido um mês antes, a 18 de Setembro, com bastante sucesso, e, subitamente, a Fundação Paula Rego anuncia o afastamento da directora, apresentando vários motivos, entre os quais as “perspectivas divergentes [entre] a visão pessoal” de Dalila Rodrigues e “o modelo defendido pelo conselho de administração assegurando as orientações da pintora Paula Rego.”Um ano volvido, contactada pelo P2, Dalila Rodrigues prefere não falar sobre o processo da sua saída da Casa das Histórias e Helena de Freitas confessa que não lhe “apetece falar sobre o passado” – “houve coisas que correram bem no projecto da anterior equipa, a casa teve uma exposição extraordinária, com imenso sucesso; e houve coisas que correram menos bem, julgo que terão sido aspectos relacionados com a programação e o não entendimento entre a artista e a direcção”. Mas a nova directora é clara num ponto: com a sua chegada, “há um fechar de um ciclo” e um recomeço. “Não conheço a programação anterior, ela não era pública, e por isso tenho que partir do que existe. Existia a exposição do Victor Willing programada, foi um privilégio poder inaugurar uma exposição tão boa e surpreendente, mas a partir daqui é preciso começar do zero: todas as estruturas de um museu, tudo isso está para ser feito.” No entanto, a visão de Helena de Freitas para a Casa já está noutra exposição, com curadoria de Ana Ruivo, que acaba de inaugurar em simultâneo com a de Victor Willing – Paula Rego, Anos 70, Contos Populares e Outras Histórias –, que parte da investigação realizada pela artista sobre contos tradicionais portugueses quando, na década de 70, foi bolseira em Londres. “Achámos que era importante manter uma presença, mesmo que discreta, da Paula Rego. São obras de um período muito difícil para ela, e que ela nunca gostou muito de mostrar, mas penso que está em reconciliação com esse trabalho e que foi muito importante mostrá-lo agora. Foi muito generosa.” Esse “período difícil” (ligado à doença de Willing, que, em 1963, sofre um ataque cardíaco e, em 1966, é diagnosticado com esclerose múltipla) estava ausente da exposição que inaugurou o museu há um ano. “Havia obras dos anos 60, passava pelos anos 70 sem obra nenhuma, depois eram os anos 80 e por aí fora. Havia um hiato, uma suspensão de trabalho que não é verdadeira porque a Paula trabalhou intensamente nos anos 70, um trabalho muito experimental, muito à procura dos caminhos a seguir – e nestes trabalhos percebe-se bem como é que lá chegou.” Entre o bem e o mal Os contos populares que Paula estudou são um ponto de partida perfeito para se contar histórias. “São histórias que podem ajudar a perceber melhor a nossa identidade, que são muito nossas, são cruéis mas também éticas e pedagógicas. O trabalho da Paula Rego tem muito essa componente ética. Há um fundo que tem a ver com a procura do bem e do mal.” E na festa do primeiro aniversário, hoje e amanhã, vai haver muitas histórias – desde a narração de contos populares, com Catarina Requeijo, a teatro com Capuchinho Vermelho e o Sr. Eng. Lobo, por Carlos Alves, ou com A Galinha da Vizinha, de Graça Ochôa, mas também dança com Aldara Bizarro e música com os Alfa Arroba. Mas, apesar de Paula Rego gostar de dizer que “as histórias são mais importantes do que os quadros” (“os quadros também são muito importantes”, ri Helena de Freitas), nem só de histórias se faz a lógica de programação da Casa. Os quadros de Victor Willing são um bom exemplo disso – ao contrário dos de Paula, não contam histórias. A programação futura passará por coisas muito diferentes, com algumas linhas estratégicas. Uma delas será “o aprofundamento das relações do mundo das artes entre Portugal e a Inglaterra”, através de “trabalhos de jovens artistas a estudar em Inglaterra, ou artistas contemporâneos que possamos trazer a Portugal”.Helena de Freitas está já a preparar uma exposição de Bruno Pacheco, artista plástico português a viver entre Inglaterra e Portugal, e outra do expressionista belga James Ensor (1860-1949). Para além de querer mostrar obras de Paula Rego nunca vistas em Portugal – como Oratório, um trabalho apresentado em Londres e que tem como referência os oratórios portugueses –, Helena pretende “trabalhar a pluralidade das fontes da artista”. Há muitos caminhos. “É um mundo que se quer em expansão.” Não é apenas um trabalho sobre Paula Rego – é um trabalho “a partir dos universos dela”. Até onde eles nos levarem. in http://www.publico.pt/Cultura/na-casa-de-paula-rego-a-historia-recomeca-do-zero_1456510?p=3
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Lisboa | Reabilitação do Parque Mayer | Manuel Aires Mateus
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Cidadãos ainda podem fazer rever Plano de Pormenor do Parque Mayer por ISALTINA PADRÃO08 Setembro 2010 Cidadãos ainda podem fazer rever Plano de Pormenor do Parque Mayer Em reunião de câmara será hoje decidida a abertura de um período de discussão pública para aprovação da proposta. Se as pessoas disserem 'não' com fundamento, revê-se plano. Três anos após o início da elaboração do actual Plano de Pormenor do Parque Mayer e área envolvente - com a abertura do concurso de ideias - este poderá ainda sofrer uma revisão. Basta que os cidadãos assim o entendam e fundamentem o seu "não" à proposta apresentada. Chegados à fase final de todas as etapas de um plano de pormenor, vai ser hoje aprovada na reunião da Câmara Municipal de Lisboa (CML) a "abertura de um período de discussão pública para a aprovação do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim botânico e Zona envolvente, nos termos da proposta". Ou seja; as pessoas (singulares e colectivas e não necessariamente de Lisboa) têm ainda uma palavra a dizer em relação ao documento que foi elaborado a partir da proposta do arquitecto Aires Mateus, vencedora, em 2007, do concurso de ideias para este local central na cidade de Lisboa. "Depois de toda a avaliação pública pela qual o plano já passou, não acredito que esta proposta vá ainda ser contestada, mas nada é impossível", disse ontem ao DN Manuel Salgado, vereador do Urbanismo da CML. No entanto, o autarca admitiu que o plano "poderá voltar a ser reavaliado se se considerar que os cidadãos levantaram questões pertinentes que ainda devem ser corrigidas". Tais sugestões e opiniões poderão ser dadas através do preenchimento de um formulário que será disponibilizado via Internet; nas juntas de freguesia; no centro de atendimento da CML e no centro de informação urbana de Lisboa, situado no Picoas Plaza. Os interessados poderão intervir nesta fase do plano de pormenor após hoje ser aprovado o período de discussão pública e em seguida tal decisão ser publicada em Diário da República. Depois estes procedimentos, os cidadãos têm cerca de 20 dias para se pronunciarem em relação à actual proposta que, como o DN já noticiou, recebeu o apoio da Universidade de Lisboa e foi criticada pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico e pelo Fórum Cidadania Lisboa. Segundo já disse ao DN Maria Amélia Loução, vice-reitora da Universidade de Lisboa, as medidas propostas "são o sinal claro de uma grande preocupação do município com a preservação desta mancha verde [referindo-se à zona envolvente, nomeadamente ao Jardim Botânico]". Opinião contrária tem a Liga dos Amigos do Jardim Botânico. "É um plano que amputa parte do jardim e que vai eliminar equipamentos fundamentais. Vai destruir a cerca pombalina e, sobre um viveiro activo, vai ser construída uma entrada pelo topo da Rua Castilho", sublinhou ao DN fonte da Liga, adiantando que pelo menos era esta a intenção. "Não sei se, entretanto, mudou", defende. Já o Fórum Cidadania Lisboa critica a falta de sensibilidade em relação a toda a Baixa Pombalina. Opinião dos cidadãos em geral poderá ser expressada em discussão pública. Se não houver entraves fundamentados segundo os responsáveis do plano e da CML, este avança para Assembleia Municipal que dará a aprovação final. Caso contrário, o plano é revisto. in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1657532&seccao=Sul -
Incentivo de 13,6 milhões para construção do Hilton no Bom Sucesso (Óbidos) A empresa promotora do hotel "Hilton Bom Sucesso, Óbidos", vai receber um incentivo de 13,6 milhões de euros para a construção deste equipamento projectado para o Bom Sucesso Design Resort. Esta unidade hoteleira deverá ser inaugurada dentro de dois anos. Gazeta das Caldas / Fátima Ferreira 18:25 Sexta feira, 17 de Setembro de 2010 Gazeta das Caldas - Incentivo de 13,6 milhões para construção do Hilton no Bom Sucesso (Óbidos) Em declarações ao Jornal de Negócios, o administrador da BS - Actividades Hoteleiras e Turismo, Paulo Graça Moura, refere que dependia deste incentivo a sua concretização. E embora este seja reembolsável, "permite uma diminuição decisiva dos encargos financeiros dos primeiros anos", referiu. O "Hilton Bom Sucesso, Óbidos"será o segundo hotel de cinco estrelas do concelho de Óbidos e tem um custo estimado de 27 milhões de euros. Projectada pelo arquitecto Eduardo Souto Moura, a unidade hoteleira ficará localizada no centro do resort e com uma vista privilegiada para o golfe e para a Lagoa, disporá de uma extensa área de jardim, estando enquadrado num lote de terreno com mais de 82 mil metros quadrados. O edifício, que vai ser construído num monte, será em betão armado cor "terra" e varandas em ferro contando com 120 quartos. O projecto desenvolve-se em dois corpos, o principal, onde se encontram a ala dos quartos, SPA e restauração. A norte fica a área de congressos e serviços. O Hilton terá ainda uma área de restaurantes e bares e uma zona de jardins e piscina de água salgada. in http://aeiou.expresso.pt/incentivo-de-136-milhoes-para-construcao-do-hilton-no=f604346
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Meliá inaugura unidade de «cinco estrelas» em Braga O Meliá Braga Hotel & Spa, o primeiro estabelecimento de cinco estrelas da cidade minhota gerido pela Hoti Hotéis, é oficialmente inaugurado esta sexta-feira. O estabelecimento que já opera desde Junho passado é a sexta unidade da rede Meliá em Portugal e representa um investimento de 20 milhões de euros. O complexo localizado próximo da Universidade do Minho e do Instituto Ibériço de Nanotecnologia assume-se como um resort urbano, aliando as vertentes de lazer e negócios. O hotel foi construído pela construtora Britalar, cujo sócio maioritário é o empresário António Salvador, presidente do clube Sporting de Braga. O empreendimento é composto por 182 quartos, três pisos VIP, um jardim bar com zona social, um spa e centro de conferências e negócios. in http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=6&id_news=143045 Primeiro cinco estrelas abre hoje 2010-09-03 Pedro Vila-Chã Abre hoje, quinta-feira, oficialmente, o primeiro hotel cinco estrelas de Braga. Fruto de um investimento de 20 milhões de euros, resulta de uma aposta do Grupo Hoti Hotéis, em parceria com a Britalar. Marisa Cruz fará a apresentação e haverá um convidado especial: José Sócrates. O Mélia Braga Hotel & Spa apresenta-se como resposta a uma clientela que se situa entre o turismo de negócios, de lazer, religioso e cultural e os investigadores do Instituto de Nanotecnologia (INL). Com um perfil de resort urbano e decoração que remete para a identidade minhota (a filigrana é parte fundamental na decoração), apresenta um SPA vocacionado para tratamentos. Manuel Proença, presidente do grupo Hoti Hotéis, define que a concorrência a este novo espaço “está no Porto”. Uma boa variante de preços que se situa entre os praticados pelos hotéis de quatro estrelas e o cinco estrelas superior, pretende captar eventos que, tendo a ver com o Minho, são, actualmente, realizados no Porto, como congressos internacionais. “A nossa leitura é que, sendo Braga a terceira cidade do país (em termos populacionais e até economicamente), justifica ter um hotel cinco estrelas, face à dinamização que aqui existe”, destaca Manuel Proença. Esta é a sexta unidade a surgir em Portugal com a chancela “Meliá”. Situado no sopé do monte do Bom Jesus, perto do centro da cidade, o hotel pretende aliar a vertente de negócios ao lazer. O hotel conta com um moderno SPA de 800 metros quadrados, fitness center, bem como com um centro de conferências, que é um dos maiores e mais bem equipados da região. “O centro de investigação prevê que metade dos cientistas sejam estrangeiros. Desde logo, haverá necessidade de alojar este tipo de nova clientela”, acrescenta Manuel Proença, apontando, ainda, o facto de o hotel ficar situado numa das portas de acesso ao Gerês. Uma componente cada vez mais associada à hotelaria é a actividade desportiva de topo. Àquele facto não é alheia a carreira do Sporting de Braga. Ainda em fase experimental, o hotel já acolheu equipas árabes, o Celtic, o Sevilha e tem hospedada a selecção Sub-21 de Inglaterra. À serenidade exigida pelas equipas e ao recato que tantas empresas reclamam para efectuar encontros, responde aquela unidade com a oferta de três pisos VIP, perfeitamente autónomos. As piscinas e o SPA estão vocacionadas para tratamentos, abrindo uma janela sobre a população que habita a cidade. “Temos pacotes de tratamentos que envolvem estadias de duas noites, por 259 euros, por exemplo”, sublinha o presidente do grupo Hoti Hotéis. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Braga&Option=Interior&content_id=1653926 Inaugurado ontem por uma comitiva ao mais alto nível, o ‘Meliá Braga Hotel & Spa’ é a prova de que “Braga tem neste momento grandes oportunidades de investimento”. A constatação é de Mesquita Machado. O presidente da câmara foi um dos convidados para a inauguração da unidade hoteleira de cinco estrelas, que contou ainda com o primeiro-ministro, o ministro da Economia e o secretário de Estado das Comunidades, entre outras individualidades. Para Mesquita Machado, ontem foi “um dia grande para Braga” por ser a inauguração de “um investimento de grande qualidade, um hotel de cinco estrelas que há muito era ambicionado pela cidade”. Mas este não é um hotel qualquer. Para o presidente da autarquia “este é um hotel de excelência, que tem uma localização espectacular” (fica junto à rotunda da Universidade do Minho). O autarca reivindicou para Braga a matriz de todo este investimento, a começar pelo projecto de arquitectura, da autoria do arquitecto Fernando Jorge, também presente na cerimónia. “É um obra projectada por um arquitecto de Braga, construída por uma empresa de Braga e até o mobiliário foi concebido em Braga. É, portanto, uma obra bracarense de gema”, sublinhou o edil. À semelhança do que viria a fazer mais tarde o primeiro-ministro, Mesquita Machado também enalteceu o espírito empreendedor de quem investe em tempos de crise. Investimento de 20 milhões de capital português O investimento, recorde-se, foi na ordem dos 20 milhões de euros, “tudo capital português”. O hotel contou com uma comparticipação de 35% de fundos do QREN. E para poder aceder a esses apoios foi fundamental a eficiência da Turismo de Portugal na aprovação dos projectos, como reconheceu Manuel Proença, responsável do Grupo Hoti Hotéis. O Meliá Braga Hotel & Spa criou à partida 80 postos de trabalho, podendo ir até 100 colaboradores. Dispõe de 182 unidades de alojamento de excelência, sendo 127 quartos standard, 32 comunicantes, dois para deficientes, 10 suites executivas, uma suite presidencial e 10 apartamentos com kitchenette para estadias longas. Localizado junto ao Instituto Ibérico de Nanotecnologia e à Universidade do Minho, este hotel concentra num piso único um moderno centro de conferências e negócios, com capacidade para acolher mais de 700 pessoas. O Mélia Braga apresenta-se como um “resort urbano”, aliando os sectores de negócios e la-zer. Está igualmente preparado para o segmento city-breaks e ainda para o turismo religioso e desportivo, realçou Manuel Proença. Coube ao responsável do Grupo Hoti Hotéis e ao presidente da Britalar, António Salvador, conduzir a comitiva de convidados numa visita guiada ao hotel. Durante 45 minutos, José Sócrates e restantes convidados percorreram os principais espaços e confessaram que gostaram daquilo que viram. A visita inaugural terminou com um almoço no restaurante do hotel, o ‘El Olivo’. Aumento de receitas mostra recuperação do turismo O primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro da Economia, Vieira da Silva, disseram em Braga que “as notícias são animadoras em matéria de receitas turísticas”. Segundo José Sócrates, registou-se um aumento de sete por cento nas receitas do turismo nos seis primeiros meses do ano, o que mostra “que 2010 é um ano de recuperação para este sector”. Nos primeiros seis meses do ano, “os proveitos do turismo cresceram 7,4% e em Junho subiram 10%”, sublinhou o primeiro-ministro, dizendo que “as indicações mais recentes vindas das regiões turísticas mais fortes e que mais contribuem para os proveitos do turismo (o Algarve, Lisboa e a Madeira) apontam para um ano turístico muito positivo o que é muito importante para a recuperação da economia portuguesa”. Turismo é motor da economia Segundo José Sócrates, Portugal tem beneficiado da recuperação do turismo. Vieira da Silva lembrou que o número de passageiros nos nossos aeroportos subiu em Agosto 11% e de Janeiro ao final de Agosto, portanto de forma acumulada, cerca de 10%. O Aeroporto Francisco Sá Carneiro é o que tem maior subida de número de passageiros do país, cerca de 25% e isso dá também uma boa expectativa para o nosso ano turístico. O primeiro-ministro rematou a sua intervenção referindo que “cada vez que abre um hotel de cinco estrelas, sabemos que estamos na direcção certa. Isso significa emprego e significa também aumento de exportações, porque o turismo é uma daquelas actividades em que as palavras chave da economia estão lá todas: qualidade e exportações. Isso é decisivo para a recuperação da nossa economia”. Sócrates enalteceu espírito empreendedor O primeiro-ministro enalteceu ontem a confiança na economia portuguesa demonstrada pelas duas empresas nacionais que se associaram para construir o ‘Meliá Braga Hotel & Spa’ — a Britalar e o Grupo Hoti Hotéis. José Sócrates revelou que foi essa “demonstração de confiança” que o fez marcar presença na cerimónia oficial de inauguração da primeira unidade hoteleira de cinco estrelas em Braga. Para o primeiro-ministro, este investimento de 20 milhões de euros representa “confiança no desenvolvimento do nosso país, confiança no desenvolvimento do potencial científico português e confiança na economia portuguesa”. Sócrates mostrou-se particularmente satisfeito por saber que a decisão de construir este hotel se seguiu à decisão dos governos português e espanhol de construir em Braga o INL — Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologia. Investimento importante para o país “Fico particularmente satisfeito por ver um investimento desta dimensão, desta importância para Braga e para a economia nacional, seguir-se a um investimento público na ciência. Não é um investimento público na modernização de infra-estruturas, mas directamente na ciência”, referiu, sublinhando que “aqui está a prova de que o investimento na nossa cultura científica é de extrema importância para o nosso país”. Nesta linha, realçou que a ambição “para o INL é a de competir com o melhor que há no mundo”, pois “se há área da nossa actividade que está completamente globalizada é a área do conhecimento”. “Um bom momento para Braga” “Braga está a passar um bom momento. Não é só o clube, mas também a cidade”, gracejou o chefe de Governo, lembrando que além do INL, que está em fase de “recrutamento de cérebros”, está em construção o novo hospital, que existe aqui uma universidade com grande desenvolvimento e potencial. “A abertura deste hotel marca uma nova ambição e um novo momento para Braga”, rematou José Sócrates. in http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=34047
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Viana do Castelo | Coliseu de Viana do Castelo | Eduardo Souto Moura
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Cobertura do Coliseu de Viana do Castelo começa hoje a ser instalada - 7-Sep-2010 - 10:52 A cobertura do futuro Coliseu de Viana do Castelo, um ambicioso projecto da autoria do arquitecto Souto Moura, começa hoje a ser instalada. Trata-se de mais uma importante fase da obra de construção do empreendimento que o executivo municipal espera ver concluído no Verão do próximo ano. O pavilhão multiusos vai agora ser alvo da instalação de uma estrutura metálica que irá permitir cobrir o edifício, situado junto ao rio Lima. Esta fase segue-se a outras também elas complexas, como foi o caso da perfuração e injecção de betão a jacto para defender a estrutura da invasão das águas do Lima, a implantação de oitocentas colunas de betão com oitenta centímetros parcialmente sobrepostas, a construção da laje de fundo do rés-do-chão e a aplicação e fabricação na obra das estruturas metálicas que irão apoiar a parte do edifício que será revestido a vidro, algo que permitirá dotar o edifício de transparência. O Projecto de Souto Moura; O equipamento, desenhado por Souto Moura, terá uma área de implantação de 3.792 metros quadrados com 70,1 metros de cumprimento, 54,1 metros de largura e 9,12 metros de altura. Situado junto ao rio Lima, o Coliseu estará preparado para acolher eventos de grande dimensão como festivais de música, concertos, cinema, congressos, exposições e feiras. A capacidade do equipamento multiusos é de cerca de duas mil pessoas, podendo o número aumentar para 2700 nos casos de concertos musicais em que se assiste em pé. Para congressos e espectáculos, terá um palco com 15 por cinco metros, com capacidade de extensão até 15 por 15 metros, de acordo com as necessidades específicas de cada evento. O Coliseu vai nascer ao lado da nova Biblioteca Municipal, projectada por Álvaro Siza Vieira, e da Praça da Liberdade, com edifícios administrativos da autoria de Fernando Távora. in http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=28032&catogory=Portugal -
Beja: Proposta para a Requalificação da Baixa apresentada aos comerciantes Ensombramento, jogos de água e regularização de pavimentos são os pontos marcantes da intervenção que o Município de Beja propõe para a área pedonal da zona das Portas de Mértola. Esta intervenção está integrada na “Rede de regeneração Urbana do Centro Histórico”, aprovada no anterior mandato. Ensombramento, jogos de água e regularização de pavimentos são os pontos marcantes da intervenção que a autarquia bejense propõe para a área pedonal da zona das Portas de Mértola, freguesia de S. João Baptista, através de um projecto que já foi apresentado aos comerciantes, que têm os seus negócios neste espaço. A concepção do projecto é da responsabilidade do arquitecto Manuel Faião e do arquitecto paisagista Paulo Correia, ambos funcionários da Câmara de Beja. Trata-se de um projecto que mereceu o agrado dos comerciantes, que está integrado no programa da “Rede de Regeneração Urbana do Centro Histórico” e que foi apresentado ainda, pelo Executivo anterior. Para intervencionar a área prevista serão investidos cerca de 1,5 milhões de euros e o concurso será lançado em Novembro deste ano. “A ideia é trazer ganhos e dinâmica à área pedonal da zona das Portas de Mértola”, assegurou o presidente da Câmara de Beja. Jorge Pulido Valente frisou também que “esta intervenção não vai resolver o problema da concorrência das médias e grandes superfícies” e acrescentou que “os comerciantes vão ter de apostar mais na qualidade e na diferença do serviço que oferecem”. Ana Rosa Soeiro, presidente da Junta de Freguesia de S. João Baptista, mostrou-se satisfeita com as propostas deste projecto, que começou a acompanhar ainda com o anterior Executivo Muninicipal. Manifestou contudo, preocupações com “o tempo que as obras possam vir a demorar” e com o facto dessa situação “poder vir a afectar as vendas nos estabelecimentos comerciais das Portas de Mértola”. A intervenção que o Município de Beja propõe para a área pedonal da zona das Portas de Mértola está prevista demorar ano e meio e a autarquia pretende, ao longo da execução da mesma, continuar o diálogo com os comerciantes. Os comerciantes mostraram contudo, preocupações ao nível do tempo que a obra possa vir a demorar e os impactos dessa situação nas vendas. Ficaram também desagradados com o facto de Francisco Carriço Pedro, presidente da Associação do Comércio, Serviços e Turismo do Distrito de Beja, não ter participado nesta apresentação. in http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/39846
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Ile Seguin, a ilha de Jean Nouvel em Paris Ida das colecções Renault ou Cartier para a "ilha de todas as artes" por decidir 22.09.2010 - 19:31 Por Isabel Coutinho Os rumores de que a colecção Renault poderia ir para a Ile Seguin, em Paris – local das antigas fábricas Renault em Boulogne-Billancourt –, que está a ser transformada pelo atelier do arquitecto Jean Nouvel foram desmentidos pela curadora da colecção, a historiadora e crítica de arte, Ann Hindry. O projecto de Jean Nouvel para a ilha deve começar a ser construído na segunda metade de 2013 O projecto de Jean Nouvel para a ilha deve começar a ser construído na segunda metade de 2013 (Reuters) “Nada está ainda decidido”, disse ao "The Art Newspaper" a curadora da colecção que tem peças de Arman e de Erró. O jornal publica, na sua edição de Setembro, um trabalho sobre o projecto arquitectónico que irá transformar a ilha e que foi apresentado publicamente pelo arquitecto francês, prémio Pritzker 2008, no mês de Julho, em Paris. “Mesmo que a colecção Renault ficasse na Ile Seguin, não seria o seu último poiso. Essa questão de se doar a colecção a uma cidade ou uma região nem sequer se coloca. Não é negociável.” Também tem sido noticiado que além desta nova casa para a colecção Renault se estaria a pensar construir na ilha desenhada pelo arquitecto autor do Instituto do Mundo Árabe e do Museu du Quai Branly, em Paris, uma nova casa para a Fundação Cartier. Ao "The Art Newspaper", a fundação deu uma resposta ainda mais sucinta: “Para já, não há planos para nenhuma mudança.” Jean Nouvel coordena os diferentes projectos que irão transformar Seguin na “ilha de todas as artes”: irá ter um pólo musical com a construção de um auditório de 800 lugares para música clássica, uma sala de 5 mil lugares para as outras músicas, estúdios de gravação. Terá também um núcleo dedicado à arte contemporânea com um grande hall para exposições, galerias de arte e residências de artistas. A que se junta a área dedicada ao cinema e o jardim. Desde que em 1992 ali foi encerrada a Renault tem havido muita especulação à volta do futuro da ilha. Em 1999, Jean Nouvel dizia, nas páginas do jornal "Le Monde", que imaginava que aquele local viesse a funcionar como “uma pequena cidade no centro de Paris”. Via a imagem de uma muralha maciça, pendendo para o Sena, com restaurantes, escolas, lojas, escritórios e casas. No ano seguinte o milionário François Pinault chegou a pensar construir o seu museu privado ali, mas depois de anos de negociações com as autoridades desistiu e decidiu fazê-lo em Veneza. Outra ideia era a do ex-primeiro ministro Dominique de Villepin que tinha proposto que ali se construísse um Centro de Design Europeu Contemporâneo. Jean Nouvel quer agora que a Ile Seguin se transforme numa outra Ile de la Cité, um bairro que é tão vibrante de dia como de noite. O início da construção está previsto para a segunda metade de 2013. in http://www.publico.pt/Cultura/ida-das-coleccoes-renault-ou-cartier-para-a-ilha-de-todas-as-artes-por-decidir_1457427
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Primeiro projecto no seu país natal Iraque encomenda a Zaha Hadid nova sede do banco central 02.09.2010 - 16:24 Por Luís Miguel Queirós A arquitecta iraniana Zaha Hadid foi convidada pelo governo do Iraque a projectar a nova sede do banco central do país, em Bagdad, que substituirá o actual edifício, atacado em Junho por bombistas suicidas num assalto que causou 14 mortos e meia centena de feridos. O MAXXI de Roma, de Zaha Hadid O MAXXI de Roma, de Zaha Hadid (Miguel Madeira) Filha de um industrial iraquiano com educação inglesa, que chegou a ser ministro das Finanças e da Indústria do seu país, Hadid nasceu em Bagdad, mas vive desde o início dos anos 1970 no Reino Unido. Foi a primeira mulher a receber o prestigiante prémio Pritzker de arquitectura, atribuído em 2004 ao conjunto da sua obra, e o projecto que concebeu para o recém-inaugurado museu de arte contemporânea de Roma, o MAXXI, é um dos seis candidatos a receber, este ano, o prémio britânico de arquitectura RIBA Stirling. Um porta-voz do gabinete da arquitecta afirmou que Zaha Hadid foi contactada pelas autoridades iraquianas algumas semanas antes do ataque ao banco central, tendo-lhe sido pedido que apresentasse um estudo de viabilidade e um esboço do projecto. Os planos de Hadid ainda não foram divulgados, mas, segundo o site Artinfo, deverão incluir um impressionante arsenal de dispositivos de segurança, visando minimizar os estragos de outro eventual ataque. O actual edifício, um “bunker” de betão revestido a mármore, ficou seriamente danificado após o assalto que sofreu a 13 de Junho, alegadamente perpetrado por uma ramificação da Al-Qaeda no Iraque. O convite a Hadid tem uma forte dimensão simbólica, não apenas pelo facto de a arquitecta, hoje cidadã do reino Unido, ser natural do Iraque, mas também porque o seu pai, Mohammed Hadid (1907-1999), social-democrata convicto, foi uma figura relevante da política iraquiana, tendo fundado e dirigido o Partido Nacional Democrático e ocupado vários cargos de relevo na administração do país. Oriundo de uma abastada família de Mosul, no norte do Iraque, Mohamed Hadid formou-se em Economia pela London School of Economics e foi fortemente influenciado pelas ideias socialistas do seu professor Harold Laski, que sonhou adaptar ao Iraque saído da queda do império otomano. Em 1931, quando regressou ao país, co-fundou o movimento Ahali, inspirado no Partido Trabalhista britânico, que tomou o poder em 1936. No ano seguinte, perante a deriva ditatorial de Bakr Sidqi, abandonou o Ahali para fundar o Partido Nacional Democrático. Chegou a ministro das Finanças em 1958, após um golpe de estado militar liderado por Abd al-.Karim Qasim. Uma primeira e efémera passagem pelo poder do Partido Baath, em 1963, levou-o à prisão, tendo depois trocado a política pelos negócios. Impedido de abandonar o país durante a ditadura de Saddam Hussein, só em 1995 foi autorizado a reunir-se à sua família em Londres. Zara Hadid, que tem hoje 59 anos e é a mais nova das suas três filhas, formou-se em Matemática na Universidade Americana de Beirute e estudou depois Arquitectura em Londres. Começou a sua carreira no Office for Metropolitan Architecture, do arquitecto holandês Rem Koolhaas, que fora seu professor, e criou mais tarde o seu próprio gabinete, no final dos anos 70. Uma boa parte da sua obra é conceptual e muitos dos seus projectos, incluindo alguns que venceram competições internacionais, nunca foram construídos, como, por exemplo, o “Peak Club”, em Hong Kong, ou a Ópera da Baía de Cardiff, no País de Gales. E, dada a situação no Iraque, e a imprevisibilidade do que poderá vir a ocorrer no país após a anunciada retirada das tropas americanas, em 2011, não é de todo de excluir a possibilidade de que também este projecto para o banco central de Bagdad nunca venha a erguer-se do chão. in http://www.publico.pt/Mundo/iraque-encomenda-a-zaha-hadid-nova-sede-do-banco-central_1454083
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Uma casa nova para a música em Coimbra O edifício, que começou por parecer um corpo estranho, integra agora de forma pacífica a nova imagem e volumetria da Quinta das Flores. Com uma estética marcada, o projecto de arquitectura do novo Conservatório de Música de Coimbra, assinado por José Paulo dos Santos, integra também um propósito de habitabilidade e eficácia assinalável. Pronto e a postos para receber alunos e professores, o que acontece já na próxima segunda-feira, 13 de Setembro, a escola está agora dotada de “condições óptimas” para o ensino/aprendizagem da música, como Manuel Rocha destacou ontem ao DIÁRIO AS BEIRAS. O director da escola do ensino artístico agora integrada num mesmo projecto educativo com a Secundária do Vale das Flores, num sistema novo, inovador e, ao que já foi possível perceber, vantajoso, expressou uma imensa satisfação pelo salto qualitativo extraordinário. Em 25 anos de condições sempre dificitárias, o conservatório “transita” neste novo ano lectivo da Escola D. Dinis, onde se encontrava a funcionar em blocos adaptados, para o novo edifício do Vale das Flores, que, na segunda-feira, recebe os seus 700 alunos. “Eu arriscaria dizer que estas instalações, para além de definitivas, serão ao nível do ensino da música, juntamente com a Escola Superior de Música de Lisboa, as melhores em Portugal”, sublinhou Manuel Rocha, chamando a atenção para a “responsabilidade” que tal facto acarreta: “Se até aqui dávamos o litro, agora temos de dar o quilolitro, porque as condições são, de facto, as ideais”, disse. Ensino profissional Mas com a instalação no Vale das Flores, o Conservatório de Música de Coimbra consegue ainda, destacou Manuel Rocha, um outro objectivo: a diversificação da oferta educativa, nomeadamente através da criação de cursos profissionais para alunos a partir do 9.º ano, com uma turma já em funcionamento para o ano lectivo que agora começa. “O que se está a fazer do ponto de vista educativo é novo em Portugal e é muito interessante”, disse o responsável, referindo-se “à ligação estreita” com a Quinta das Flores, numa experiência pioneira, traduzida numa “união de facto” absoluta. As vantagens do ensino integrado – numa mais-valia que os alunos vão perceber em coisas simples como o tempo “ganho” para o ensino e a prática da música –, irá ainda evidenciar-se noutros projectos. Ao DIÁRIO AS BEIRAS, Manuel Rocha apresentou o magnífico auditório, com 400 lugares, que estará disponível para toda a comunidade escolar, mas que irá igualmente avançar com um projecto de programação artística na área da música dirigida à cidade e assumida pela Liga de Amigos do Conservatório de Música de Coimbra, entidade já em formação e que deverá facilitar o acesso a apoios. in http://www.asbeiras.pt/?p=6098
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Ílhavo: Ministério deve 700 mil euros pela construção da biblioteca Equipamento assinalou ontem o quinto aniversário. Ribau Esteves, presidente da Câmara, lamenta o incumprimento da tutela Cinco anos após a inauguração da biblioteca municipal de Ílhavo, o Ministério da Cultura ainda tem cerca de 700 mil euros em dívida para com a autarquia no âmbito do contrato-programa assinado para a construção do equipamento, lamentou Ribau Esteves. A biblioteca, incluindo o Fórum Municipal da Juventude e a reabilitação da Capela de Alqueidão, foi fruto de um investimento da Câmara com apoio de fundos europeus (à luz do terceiro quadro comunitário) e do Ministério da Cultura, que ainda não saldou na totalidade a dívida junto da edilidade, revelou ontem o líder do município ilhavense. O quinto aniversário do espaço foi assinalado ontem. “Nestes seus cinco anos de vida, este equipamento cultural do município tem vindo a afirmar-se como um local de cultura, trabalho, consulta, divertimento, convívio e formação”, considera Ribau Esteves, Para o autarca do PSD, o serviço ilhavense “é já uma referência na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas”. A biblioteca conta actualmente com 4.912 utilizadores inscritos, tendo registado até à data um total de 61.659 empréstimos. De acordo com o líder do município, tem-se verificado uma “procura crescente” de utilizadores do espaço. “A rentabilidade social deste investimento tem sido uma realidade nestes cinco anos, na qual a Câmara vai continuar a investir e a fazer crescer”, garantiu, enaltecendo as “óptimas condições de utilização”. O edil destaca ainda a arquitectura do edifício, já reconhecida a nível internacional. O quinto aniversário do equipamento ficou marcado por um encontro com a ilustradora Teresa Lima e a inauguração de uma exposição de trabalhos originais no âmbito da iniciativa “Fiz, o coleccionador de medos”. Durante o mês de Setembro decorre ainda uma feira do livro. Rui Cunha in http://www.diarioaveiro.pt/main.php?srvacr=pages_13&mode=public&template=frontoffice&layout=layout&id_page=8756
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Lisboa | Núcleo Arqueológico do Castelo de São Jorge | Carrilho da Graça
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
Projecto no Castelo de São Jorge Projecto de Carrilho da Graça distinguido com o Piranesi Prix de Rome 13.09.2010 - 15:56 Por Alexandra Prado Coelho O projecto do arquitecto João Luis Carrilho da Graça para o núcleo arqueológico do Castelo de São Jorge, em Lisboa, foi distinguido com Piranesi Prix de Rome 2010. O júri italiano considerou que a intervenção demonstra “uma grande clareza na qualidade da solução adoptada, tanto na relação física entre arquitectura e arqueologia, bem como na relação entre intervenção volumétrica e paisagem”, explica o texto de divulgação do prémio. O projecto no Castelo de São Jorge O projecto no Castelo de São Jorge (Pedro Cunha) O trabalho de Carrilho da Graça (de que é co-autor o arquitecto paisagista João Gomes da Silva) foi seleccionado entre um grupo de 18 obras nomeadas, do qual constavam projectos de Rafael Moneo, Gigon & Guyer, Vasquez Consuegra, Paredes & Pedrosa. O núcleo arqueológico reúne vestígios de três épocas muito diferentes: o período islâmico, do qual existem duas casas, a Idade do Ferro (do século VII a.C ao século III a.C.) e ainda as ruínas do Palácio dos condes de Santiago (século XV a XVIII), que ruiu com o terramoto de 1755. Na zona das casas islâmicas a opção do arquitecto foi criar uma estrutura de casa, com dimensão aproximada à que teriam as originais, mas com um sistema que não toca nas ruínas, não interferindo portanto com o material arqueológico. O Piranesi Prix de Rome, adianta ainda o comunicado, foi criado em 2003 “como reconhecimento à alta formação clássica e em continuidade com a experiência académica francesa do Grand Prix de Rome (criado inicialmente para pintores e escultores, em França, no século XVII) – e este ano, pela primeira vez, foi dedicado a projectos de arquitectura construídos. Um dos objectivos é distinguir trabalhos de valorização do património arqueológico através de um projecto contemporâneo. O prémio não tem valor monetário. in http://www.publico.pt/Cultura/projecto-de-carrilho-da-graca-distinguido-com-o-piranesi-prix-de-rome_1455619 -
500 mil euros Museu Ferroviário de Valença deverá abrir em 2012 21.09.2010 - 08:44 Por Andrea Cruz O edifício de apoio à estação de comboios de Valença, propriedade da Refer, vai ser transformado em Museu Ferroviário para divulgar a história dos caminhos-de-ferro no concelho, que remonta a 1875. A ligação internacional à Galiza através da ponte internacional metálica rodo-ferroviária está prestes a completar 120 anos. A ponte vai fazer 120 anos A ponte vai fazer 120 anos (PÚBLICO) O projecto do novo equipamento, orçado em 500 mil euros, integra uma candidatura conjunta, que acaba de ser aprovada, apresentada pela Câmara Municipal do Entroncamento, pela Fundação Museu Nacional Ferroviário e pela Câmara de Valença, aos fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). A candidatura integra um total de 22 projectos a realizar em todo país ao abrigo do programa "Turismo Científico e Cultural como produto estratégico". O Museu Nacional Ferroviário tem diversos núcleos espalhados pelo território nacional e é gerido pela fundação com o mesmo nome. A sua sede localiza-se no Entroncamento e dispõe de dez núcleos em Arco do Baúlhe, Bragança, Chaves, Estremoz, Lagos, Lousado, Macinhata do Vouga, Nine, Santarém e Valença. Este último está instalado na antiga cocheira de locomotivas da estação ferroviária fronteiriça, também propriedade da Refer, um espaço exíguo e sem as necessárias condições para acolher o espólio ferroviário disperso pelo município, particulares e outras entidades, bem como para receber condignamente os visitantes. No investimento total haverá uma comparticipação de 65 por cento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder), cerca de 375 mil euros, e de 35 por cento do município de Valença, 125 mil euros. Durante o próximo ano, a autarquia liderada pelo presidente social-democrata Jorge Mendes espera ter o projecto de arquitectura concluído, estimando-se que a requalificação do edifico onde ficará instalado o museu possa estar terminada em 2012. O projecto prevê a reabilitação de toda a zona envolvente do Largo da Estação. "Queremos um museu de grande qualidade, que venha a dar visibilidade a todo o espólio existente no concelho e que venha a representar mais um pólo de atractividade do município", sublinhou o autarca. in http://www.publico.pt/Cultura/museu-ferroviario-de-valenca-devera-abrir-em-2012_1456879
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in http://economico.sapo.pt/noticias/onde-estao-os-apartamentos-mais-caros-do-mundo_99669.html
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Sociedade 24 Set 2010, 13:26h Concretização do Museu Alfredo Keil em Torres Novas depende de financiamento europeu O projeto de arquitectura do futuro Museu Alfredo Keil vai ser apresentado no próximo dia 4 de Outubro em Torres Novas, numa cerimónia em que se ouvirá a Portuguesa, orquestrada pelo músico e escolhida para hino nacional pela República. O presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, António Rodrigues (PS), disse que, devido a vicissitudes na elaboração do projecto, não será lançada a primeira pedra a 5 de Outubro, dia em que se assinala o centenário da República, como pretendia, mas que será possível antever o que será o museu, que deve ser instalado no antigo edifício do Paço. O autarca disse ser sua intenção lançar o concurso da obra ainda este ano, sublinhando, contudo, que a sua concretização está dependente da aprovação da candidatura que será apresentada no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Recorde-se que na sua tomada de posse, em Outubro do ano passado, o presidente da Câmara de Torres Novas manifestou a intenção de ter concretizado até Outubro de 2010 o museu Alfredo Keil. “Para o ano que vem é o centésimo aniversário da implementação da República. Seria algo desagradável comemorar-se o centenário da República e o museu não estar a funcionar e ao dispor de toda a gente. Não só dos torrejanos como da região e do país”, afirmou António Rodrigues. Orçado em 1,2 milhões de euros, o Museu Alfredo Keil vai acolher numerosas obras a óleo, além dos cadernos de esboços e estudos, colecções (bilhetes de espectáculos, programas e catálogos), objectos pessoais, fotografias, correspondência, condecorações, desenhos e objectos alusivos à Portuguesa. Os termos em que será cedida pela família parte significativa do espólio do músico, pintor e poeta constam de um contrato de comodato assinado em Junho de 2007 entre a Câmara de Torres Novas e a família de Alfredo Keil. Na altura, o bisneto de Alfredo Keil explicou as razões da ida do espólio do autor da Portuguesa para Torres Novas com o facto de, pela primeira vez em muitos anos, alguém ter procurado a família “com uma proposta, um espaço e um projeto cultural com sentido”. Francisco Keil do Amaral lamentou então os “15 anos de expectativas” criadas nos contactos com a Câmara de Lisboa, goradas as quais se seguiram 21 anos de contactos com a Câmara de Sintra, onde o artista passava longas temporadas na casa de praia. “Alfredo Keil (lisboeta) não é de Lisboa nem de Sintra é de dimensão nacional”, disse ainda Francisco Amaral na altura. Os esforços para encontrar um local condigno para o espólio do artista estenderam-se ainda a Tomar e Ferreira do Zêzere, onde Alfredo Keil se hospedava numa estalagem a pretexto de ir caçar e onde pintou, fez música e se inspirou para a ópera sobre a lenda de Santa Iria e onde orquestrou a Portuguesa. in http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=40775&idSeccao=479&Action=noticia
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IGESPAR aprova polémico edifício para o Largo do Rato Inserido em 24-09-2010 20:57 É um projecto que tem gerado polémica pela sua volumetria e que será construído em frente à sede do PS, no Largo do Rato. O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) aprovou o polémico projecto dos arquitectos Aires Mateus e Frederico Valsassina para o Largo do Rato. Ao que a Renascença apurou, algumas alterações ao projecto levaram o organismo do Ministério da Cultura responsável pelo património a dar luz verde ao edifício, que será construído em frente à sede do PS. Projectado para a esquina entre a rua do Salitre e a Alexandre Herculano, o edifício já tinha tido o projecto de arquitectura aprovado em 2005 pela Câmara de Lisboa, era então autarca Pedro Santana Lopes. O despacho foi assinado pela então vereadora Eduarda Napoleão, sem discussão em reunião de Câmara. A polémica rebentou três anos depois, já com outro Executivo, sendo que o edifício continuou sem licença de construção. A adensar o imbróglio, na internet chegou a correr uma petição contra o projecto, por se considerar que iria rebentar com a escala do Largo do Rato. Em 2008, Helena Roseta, actual vereadora que na altura pertencia ao Movimento Cidadãos por Lisboa, bateu-se pela anulação do despacho da autarquia. Também José Sá Fernandes, que agora integra o Executivo, criticava o edifício. Em 2010, cinco anos depois da aprovação do projecto, o promotor do empreendimento admitiu alterar o desenho. Em Março passado, a autarquia aprovou a licença de construção com as abstenções dos vereadores do PSD, PCP e CDS-PP. O edifício de habitação com janelas rasgadas na horizontal, que agora foi aprovado pelo IGESPAR, terá, ao que apuramos, uma volumetria menor do que a projectada inicialmente. Contactado pela Renascença o arquitecto Aires Mateus, diz desconhecer esta aprovação do IGESPAR. in http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=121578
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Estudo urbanístico nas mãos de Harvard Segunda Circular será alameda para chamar novas empresas A conclusão da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) dará uma nova vida à Segunda Circular, uma das mais importantes e concorridas rodovias da cidade. A proposta da autarquia é transformá-la numa alameda urbana. O documento de revisão do PDM propõe que a Segunda Circular deixe de servir os mesmos propósitos, quando se consumar a transferência de 20 mil viaturas por dia para a CRIL, como apontam as previsões camarárias. Desse modo, diz a câmara, a Segunda Circular, ou Avenida do General Norton de Matos, passará finalmente a "cerzir a parte norte ao resto da cidade". António Costa e Manuel Salgado consideram que a nova face da avenida - mais amigável, com novos atravessamentos, e para outro tipo de utilizadores - possibilitará que novas empresas do sector terciário ali se instalem, ao longo do eixo que se estende desde o Prior Velho até ao IC19, constituindo-se uma alternativa aos parques empresariais dos concelhos de Oeiras e Sintra, apesar de a oferta destes ainda ser mais aliciante que Lisboa, na comparação dos preços. Nesse sentido, disse Manuel Salgado, a câmara já encomendou um estudo urbanístico para a sua transformação à Harvard Design School, departamento de Arquitectura e Design da universidade norte-americana de Harvard. C.F. in http://jornal.publico.pt/noticia/24-09-2010/segunda-circular-sera-alameda-para-chamar-novas-empresas-20266519.htm
