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Zemaria

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Everything posted by Zemaria

  1. Acho bastante informativo e útil para esta discussão o site com informação sobre a recuperação da cidadela. Neste contexto, já me parece mais descabida a tal torre. Aliás, no contexto da recuperação da cidadela, até a marina me parece um corpo estranho. Obrigado pela informação. ZM
  2. Eu não disse (ou não queria dizer) que o facto de haver inúmeras agressões urbanísticas em Cascais justifica a construção de mais uma. O que me surpreende é que não tenha havido tanto empenho contra as outras construções como parece haver contra esta. De resto mantenho que Cascais se descaracterizou muitíssimo nas últimas décadas (convido-vos a visitar a zona do Bairro do Rosário e da Guia, por exemplo) e isso, do meu ponto de vista, reduz o impacto de uma construção como esta torre. No momento actual, tendo em consideração o que existe, inclusivamente a própria marina (cuja qualidade arquitectónica é discutível), não me choca a construção deste edifício. Isso não quer dizer que concorde com a construção de mais 10 iguais. Uma torre é um marco, uma carrada é um granel. O que seria do sky line de Paris sem a sua torre? Terá sido pacífica a sua construção? ZM
  3. Fico sempre com algumas dúvidas quando aparecem estes protestos contra qualquer torre que se construa, onde quer que seja. Quem olhar hoje para Cascais e se lembrar do que aquilo era há 20 anos não pode deixar de ficar chocado. A zona da Guia, particularmente, foi crescendo de uma forma brutal, com edifícios de gosto e qualidade no mínimo duvidosos e nunca ouvi falar de nenhum abaixo-assinado para o impedir. Cascais no geral tornou-se um monstro de betão nos últimos anos e poucos se têm manifestado contra isso. Porquê agora relativamente a esta torre que é certamente melhor do que a maioria da arquitectura de pato bravo que tem invadido o concelho? Apenas porque tem visibilidade. Não conheço o projecto em detalhe, mas pelo que me é dado ver aqui não assinaria contra. Acho até que pode dar alguma graça a uma zona que tem sido tão maltratada ultimamente. ZM
  4. O que eu perguntaria é se a falta de um revestimento isolante não vai tornar a casa fria e húmida. O facto de ter sido construída com betão aparente não é um erro térmico? De resto, se tivesse oportunidade de falar face a face com o arquitecto Alvaro Leite Siza, tirava o chapéu e, com os olhos brilhantes, dizia-lhe que ele fez uma obra apaixonante. É das coisas mais belas que vi em toda a vida. Se lhe fizeres a pergunta, posta a resposta que eu agradeço. Cumprimentos. ZM
  5. Não querendo comparar-me ao Daniel, aqui fica também a referência ao texto sobre o mesmo assunto que publiquei no dia 11 de Setembro passado (a data não foi propositada). Embora a qualidade da minha escrita não chegue à do Daniel Carrapa, a quem aproveito para tirar aqui o meu chapéu, vale sempre a pena uma segunda opinião. http://arrumario.blogspot.com/2006/09/um-diamante-atlntico.html Zé Maria
  6. Não estarás a referir-te ao "Quarteirão com hortas urbanas" dos arquitectos Ademar Machado e Meral Arslan no bairro municipal das Galinheiras? Não ouvi falar que os moradores não se tivessem adaptado, mas é o projecto que mais se identifica com a tua descrição. ZM
  7. No meu bairro há uma casa, inspirada na ruína de um moinho que havia no local, que é totalmente redonda. Os seus habitantes tiveram que mandar fazer todos os móveis por medida, mas julgo que o resultado final valeu bem o esforço. Já vi mais que um exemplo de moinhos aproveitados para habitação que me parecem interessantíssimos. Eu mantenho algum interesse neste projecto. Admito que possa ter havido algum exagero na procura de quebrar o standard ortogonal, mas não me parece que tenha ficado inabitável. ZM
  8. Na página 29 do Expresso desta semana (a primeira com o novo formato), pode ler-se a habitual coluna de João Pereira Coutinho, desta vez sobre arquitectura. Alguns excertos: "Na busca da originalidade arquitectónica existe sempre uma pulsão autoritária - a necessidade de impor colectivamente o que apenas nos pertence individualmente." Segue-se o exemplo da Avenida dos Aliados, já aqui exposto, noutro tópico. "Relembro apenas que os sítios que habitamos devem expressar a forma como vivemos. E nem sempre espaços perfeitos, estética ou funcionalmente, são uma promessa de felicidade. Se dúvidas houvesse, bastaria olhar para as nossas próprias casas: espaços imperfeitos que se vão moldando ao nosso corpo, e ao corpo das nossas rotinas, como se fossem peças de vestuário que habitamos por dentro. E que não trocamos por nada." Uma excelente crónica, que deveria fazer reflectir alguns dos arquitectos nacionais. Zé Maria
  9. Já viste o Jardim de Infância Popular, de Nadir Bonaccorso e Sónia Silva, no site do Fernando Guerra? http://ultimasreportagens.com/ Acho-o belíssimo, mas não conheço o projecto propriamente dito, apenas as imagens que estão no site. ZM
  10. Gosto bastante deste projecto. Há 3 detalhes que eu teria feito diferente: 1 - Na casa de banho dos quartos teria colocado um vão com vista e não apenas aquela entrada de luz pelo tecto. Ganha-se em vista e em arejamento e julgo que não prejudicaria em nada o alçado onde se rasgaria esse (eventualmente pequeno) vão. Talvez até mantivesse a do tecto. 2 - Eu teria colocado a lareira da sala na parede oposta. Assim não haveria perdas de calor da lareira para o exterior e tornaria mais fácil a utilização de recuperador de calor para o andar de cima, já que a chaminé subiria pela zona dos quartos. 3 - Naquele grande vão em consola, uma vez que está quase virado a Sul tentaria colocar estore de lâminas pelo exterior para reduzir os ganhos solares durante o Verão. Acho curioso o duplo pé-direito na cozinha, por ser uma coisa invulgar. Normalmente opta-se por essa solução nos espaços de estar. Os quartos podiam ter uma saída para a cobertura do andar de baixo? Se sim, era uma opção interessante. Gosto da fuga à ortogonalidade. Um abraço.
  11. Repetiste a planta do piso 0 e não aparece a planta de mais nenhum piso. Acho o projecto interessante. Cumprimentos. ZM
  12. Pois eu cá adoro esta casa. Só não compreendo a opção de ter uma janela (redonda) no quarto de vestir da suite principal e ter ao lado duas casas de banho sem janela. De resto, passo a vida a protestar contra as casas de banho sem janela, mas parece que mais ninguém se importa com isso. Quanto aos roupeiros fora dos quartos, isso não me causa qualquer confusão, até acho mais simpático. Assim cada roupeiro tem o conteúdo independente do quarto, podendo haver alguns que tenham objectos gerais da família. Intriga-me aquela escada do acesso da cozinha, que nunca foi construída, deixando aquela espécie de pequena varanda com um ar de pulpito. Acho-a divertida, em todo o caso. ZM
  13. Fica em Nafarros, numa quinta que pertencia a Julião Sarmento. Assim que conseguir coloco mais imagens. ZM
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