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Arquitectura.pt


Zemaria

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  1. Eu conheço bem o sistema DryVit (www.esferovite.com) e recomendo. Tenho uma casa com mais de 10 anos, revestida com DryVit e não tenho a menor razão de queixa.
  2. Referes-te a esferovite? Se sim, experimenta começar por contactar a empresa que inventou o nome e que já vende revestimentos para edifícios há muitos anos: http://www.esferovite.pt/ Eu tenho uma casa revestida com dryvit, em Sintra, construida ainda antes de 2000. Até agora, não notámos qualquer degradação do revestimento. Lá perto tens um condomínio (Jade) que deverá ter mais de 20 anos de construido e, que eu saiba, ainda não mostra sinais de degradação.
  3. Se a cabana está isolada, é possivel que o preço de lá levar a rede eléctrica seja tão elevado que compensa colocar sistemas renováveis, no entanto vai-te sair muito mais caro do que se tivesses lá electricidade da rede. Se não tens rede, terás que ter formas de armazenamento da energia, designadamente baterias, o que encarece ainda mais. Podes instalar placas solares térmicas para a água quente, placas fotovoltaicas para a electricidade e baterias para armazenar a energia. Dependendo da zona, podes optar por utilizar eólica em vez de fotovoltaica. No teu caso, finalmente, eu arranjaria um gerador a combustível, como forma de backup. Também deverás precisar de um sistema de backup para a água quente (provavelmente, gás). Tudo isto junto, é um investimento considerável.
  4. Se implementares sistemas de auto-suficiência total de energia numa moradia de 5 pessoas, a preços de hoje não pagas esse investimento nunca. No caso do fotovoltaico, pagas entre 6 e 10 anos, dependendo do local e do preço que consigas para a instalação, mas apenas para o equipamento que podes instalar com "feed in tarif". A preços correntes de electricidade, não pagas o equipamento no seu tempo de vida. Só se justifica essa solução se construíres uma casa muito longe da rede eléctrica.
  5. Podes sacar agora, usar e guardar os ficheiros. Quando esta versão expirar, podes comprar uma licença (ou utilizar uma outra versão por mais um mês), e utilizas os mesmos ficheiros. É tudo compatível.
  6. Já testei vários, mas o que mais gostei foi o Design Builder. É um interface "user friendly" com o motor do Energy Plus (que é um filme se utilizado directamente). Podes encontrar mais informação em www.natural-works.com, uma empresa do Guilherme Carrilho da Graça, filho do João Luís. Podes fazer download gratuito e usar durante 1 mês, acho eu. Se quiseres comprar, também tens umas licenças de estudante. É excelente, mas complicado de utilizar em profundidade.
  7. Experimenta contactar o Pedro Macieira, do blog Rio das Maçãs: http://riodasmacas.blogspot.com/ É provável que ele te consiga ajudar. Boa sorte. ZM
  8. Eu não encaixo a da falta de profissionalismo porque não sou arquitecto. Sou apenas um "consumidor" apaixonado de arquitectura que participa num fórum público sobre a matéria. Estou desconfiado que a Liliana não se ofendeu com o que eu disse. Agumas notas: A casa apresentada na foto, seguramente não é do Thiago Bradell. Do que não gosto no modelo apresentado: 1 - Vidros aos quadradinhos, a imitar uma coisa que não é e que quando era era porque não se faziam vidros grandes ou era muito caro. Mesmo na origem, a opção não era estética era resultado do que se conseguia fazer. Hoje é um disparate. 2 - Chaminé do fogão de sala numa parede exterior, um desperdicio de energia. 3 - Sombreamento inexistente nalguns vãos e portadas noutros. Nenhuma das soluções me parece prática. Os estores de lâminas no exterior permitem sombrear os vidros e manter a entrada de luz, além disso mantêm os vidros mais frescos (tornam mais fácil a convexão no exterior) reduzindo os ganhos térmicos para o interior durante o Verão. 4 - Cantarias de pedra (pontes térmicas). 5 - Telhados de águas, quase sempre mal isolados. Como já tinha dito anteriormente, aconselho a Liliana a espreitar sites de arquitectos portugueses. Com tanta coisa boa que se faz por aí porque razão há-de pretender uma casa tão fraquinha? Gostas de casas "tradicionais", espreite o José Baganha: http://baganha.pauloribeiro.net/ Um exemplo: Percebes o que quero dizer, Liliana? Se vires um pouco mais, antes de decidires avançar com um projecto sem graça nenhuma, vais certamente encontrar coisas muito interessantes e bem feitas, mesmo que seja de raíz mais vernacular e menos moderna. Boa Páscoa. ZM
  9. Valha-me Deus! Tens a certeza que é aqui que pretendias ter feito esta pergunta? Desculpa-me a franqueza, eu posso ser desbocado nesta matéria porque não sou arquitecto, mas para fazeres uma casa do tipo da que se vê na imagem, provavelmente não precisas de um arquitecto. Talvez um engenheiro da Universidade Independente :-) Nunca hei-de compreender o que leva alguém a dividir um vidro aos quadradinhos com um quadriculado de plástico quando podia ter colocado o vidro inteiro. Pessoalmente, acho este desenho de casa um verdadeiro desperdício no contexto actual. Será que não estás a identificar-te com isto apenas porque é o que estás habituada a ver? Repito: eu não sou arquitecto e não poderia ajudar-te mesmo que quisesse, mas aconselho-te uma espreitadela em alguns sites de arquitectos portugueses. De certeza que lá encontras ideias interessantes. Sugiro 2 que imagino que possam ajudar-te a abrir os horizontes: http://www.jbmg-arquitectos.pt/pt_entrada_2.htm http://tironenunes.pt/page/index.php Boa sorte. ZM
  10. Tenho para mim que a maldição deste arquitecto é justamente o facto de carregar às costas o nome Siza. No lugar dele, eu teria assinado com um pseudónimo. Tenho pena que isso não tenha acontecido, para que a apreciação do projecto não fosse tão envenenada pela habitual maledicência lusa.
  11. Luis, Como já tive oportunidade de dizer, se esta casa fosse minha eu só estaria descontente com a falta de isolamento térmico contínuo pelo exterior. Podendo resolver esse aspecto, que para mim é fundamental em qualquer casa que habite, tudo o mais seriam "amendoins". Acho mesmo esta casa fantástica e teria todo o gosto em lá morar. Não tenho medo de escadas. Isto é verdadeiramente o que sinto relativamente a este projecto. Acho que o arquitecto fez uma obra fabulosa, seguramente a melhor que poderia ter sido erguida neste terreno. ZM
  12. Não percebo o teu comentário. Tens mais informação ou fotos para partilhar? Podes ser mais específica?
  13. Define excêntricas Perto de onde moro há um palácio de um apresentador de TV que é imperdível, mas imagino que ele tenha vergonha daquilo e te solte os cães se tentares "reportar" o que quer que seja.
  14. Uma cidade não é, nem será nunca, sustentável. Se por sustentável entendermos que se sustenta integralmente, ou seja que tudo o que se "consome" ou transforma dentro dos limites da cidade é nela produzido, por definição uma cidade não é sustentável. Nunca o foi. Existe a famosa "foot print" criada pela cidade, que pode ser várias ordens de grandeza superior à área da mesma.
  15. O principe Carlos tem razão em "atacar" os arquitectos, mas engana-se quando menciona genericamente o betão e o vidro. É que estes são 2 elementos fundamentais para uma arquitectura sustentável (ou bioclimática). O primeiro porque tem massa térmica, imprescindível para armazenar o calor, o segundo porque é através dele que a massa térmica do edifício captura o calor do Sol e é também ele que prende esse calor dentro do edificio por efeito de estufa. O que é profundamente errado é vidro do chão ao tecto, não deixando espaço para as paredes respirarem nem lugar para aberturas de ventilação. Contudo, a mensagem do principe Carlos poderá fazer algumas pessoas reflectirem no ensino e na produção da arquitectura actual e só por isso já terá valido a pena. ZM
  16. Aqui ficam, finalmente, as tais fotos que pretendia fazer da Casa do Guarda, de Manuel Graça Dias. É o volume vermelho que se vê nas imagens. Só consegui fotografar de fora da propriedade, pelo que o ângulo não varia muito. Aqui fica o link para o Flickr. ZM
  17. Asimplemind, obrigado por teres trazido este assunto para aqui. Não foi por falta de tempo ou disposição que não o fiz eu próprio, foi porque não imaginava a forma de apresentar isto sem parecer pretensioso. Entretanto, recentemente, visitei (em obra mais uma vez) uma outra obra dele, a nascer mesmo ao pé de onde moro. Continuo a achar que são casas muito bem pensadas do ponto de vista funcional. Pena a linguagem, a escala e o excesso de rococós. A mim parece-me que isto é uma questão de budget. Quem tem verba para um projecto destes são as pessoas mais conservadoras da nossa sociedade. Além disso, imitam-se umas às outras, como de resto fazem com os automóveis (todos têm mercedes cinza prata). No entanto, há arquitectos mais modernos, que quase só trabalham para esta mesma classe de clientes e cujo trabalho tão pouco me agrada. Refiro-me, por exemplo, a José Guedes Cruz (que tem projectos feitos com o único objectivo de encher o olho). É verdade que neste caso, pelo menos vamos habituando as pessoas a verem uma linguagem mais arejada, mas é um tipo de casa que me diz pouco.
  18. Muito se tem dito aqui neste tópico, incluindo muita coisa fora do contexto inicial. Na minha opinião, estão aqui a confundir-se dois conceitos que, infelizmente, as autarquias tendem igualmente a confundir. Um bairro social podia não ser aquilo que habitualmente se faz por cá, que são bairros de realojamento. Em França são famosos os HLM (habitação de arrendamento barato). Nesses bairros mora toda a gente que não tenha dinheiro para mais, mas a habitação é paga, habitualmente de qualidade relativamente baixa e os seus locatários não são em geral pessoas provenientes de bairros degradados, todos "arrumados" ali para se poderem deitar abaixo as barracas. Este é, na minha opinião, o cerne do problema que temos enfrentado em Portugal. Os bairros como a Quinta do Mocho não são bairros sociais, são bairros quase exclusivamente para realojar pessoas que já viviam em condições muito degradantes. Penso que para se realojar pessoas provenientes deste tipo de bairros, teria que se ter à volta uma estrutura social sólida que os "aculturasse" e não o vazio total onde medra a delinquência e aquela forma abandonada de viver de subsídios. Quando se diz a uma família que a renda que vão pagar é inferior a 5 euros por mês e se deixam passar anos sem reclamar o respectivo pagamento está-se a dar um sinal de total desresponsabilização dos seus habitantes. Não pagam aquilo, logo aquilo não é deles e não tem qualquer valor. Os bairros sociais deveriam ser locais com habitação a custos controlados, mas onde vivessem casais jovens, pessoas em início de carreira, gente com baixos recursos, mas não necessariamente provenientes de bairros de barracas. Se fosse assim, a existência de algumas famílias realojadas não traria qualquer problema e provavelmente estas poucas famílias acabariam por tornar-se iguais aos outros. Isto é que seria integração. Quando a quase totalidade dos habitantes de um determinado bairro são pessoas provenientes de bairros degradados, muitos sem emprego, que não pagam qualquer renda pela casa, está montado o cenário para o que temos vindo a assistir na TV. Tudo fica escavacado num instante, e as poucas famílias que poderiam contagiar os outros com valores sociais estruturados dão à sola na primeira oportunidade. Daqui para a frente basta atear o rastilho.
  19. Estou de acordo. É justamente ai que bate o ponto. Há poucos arquitectos que tenham a coragem de comprometer o plano estético em função do "energético". A propósito, espreita o post que coloquei ontem no meu blog: http://arrumario.blogspot.com/2008/07/dos-eis.html Esta obra é um exemplo paradigmático dessa falta de coragem. Resta-nos esperar que a nova geração de arquitectos venha com mais vontade de investir nessa vertente, porque dos que estão no terreno pouco mais se pode esperar.
  20. Eu já conhecia o vídeo e não percebo a vantagem relativamente a algumas telhas de vidro. Para colocar garrafas é preciso "furar" o telhado e isolá-lo para que não chova dentro de casa. Isso deve ser uma tarefa ingrata se compararmos com a simples utilização de telhas de vidro. Além disso, este sistema só pode ser utilizado em telha vã e normalmente por cá temos algum tipo de isolamento debaixo da telha. Se eu tivesse um barracão para iluminar com a luz do dia utilizava telhas de vidro. Jamais furaria o telhado para o encher de garrafas.
  21. Cada vez gosto mais deste projecto. Eu teria todo o gosto, não só em adquiri-la, mas sobretudo em habitá-la. Estou mesmo convencido que daqui a muitos anos será considerada um ícone da arquitectura deste tempo. Nessa altura quem a tiver comprado não será considerado propriamente Tolo. Veremos o que o tempo nos diz sobre este projecto. Para que conste em acta, eu acho-o fabuloso. Das melhores coisas que alguma vez vi feitas por arquitectos nacionais.
  22. A minha casa tem grandes vãos de vidro, correctamente sombreados durante as estações mais quentes, por varandas e, sempre que eu o desejar, com estores de lâminas no exterior. Estes estores evitam que o vidro receba radiação solar directa, mantendo a possibilidade de teres vista para o exterior (e entrada de luz do dia). Não utilizo ar condicionado e não sinto falta dele. Se abrires uma janela na fachada Norte da casa, no piso térreo (é moradia) e também janelas na fachada Sul, mas no piso superior, o ar entra fresco pela fachada Norte e empurra o ar quente pela janela da fachada Sul. Só se houver muitos dias de calor seguidos é que começamos a sentir a casa um pouco quente, mas não justifica um ar condicionado.
  23. Mais surpreendente do que 1001 pessoas a dizerem mal deste projecto - que já aqui fiz saber que acho apaixonante - é o facto de estarem aqui tantos arquitectos ou candidatos a arquitectos com tantos perconceitos sobre a arquitectura. Será que é assim que pretendem que os vossos pares apreciem as vossas (futuras ou presentes) obras? Será preferivel fazer casas com quartos de 25m2, sem escadas, mas cheias de alpendres, beirados, janelas aos quadradinhos, paredes amarelas, chaminés rococós e outras coisas do tipo que caracterizam a "arquitectura" que cobre o nosso deprimente solo? O mínimo que esperaria de uma nova geração de arquitectos era que louvasse um projecto que saiu do comum; que teve a coragem de quebrar costumes, regras, barreiras; que ousou um percurso que poucos arriscariam. Por muito que haja aspectos falhados do ponto de vista funcional (que de resto sempre houve, desde a casa Farnsworth, passando pela Cascata ou a Ville Savoye), é assustador ver aqui a forma como a mais recente fornada de arquitectos nacionais (ou pelo menos grande parte dos que aqui estão representados) recusa tão liminarmente uma obra que é sobretudo inovadora. Tenho para mim que a génese de algum desse maldizer é uma pontinha de inveja, tão característica das nossas gentes...
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