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the_architect

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Everything posted by the_architect

  1. Ainda bem então. Pronto, cá esperamos os resultados. :p
  2. Isto está difícil de ser deslindado já se vê... lol. Pareceu-me que todas as propostas era divididas em 4 grupos, 1 grupo por jurado, e cada jurado escolhia x propostas para levar à segunda fase onde todos se reuniam (propostas selecionadas e jurados) para escolher os vencedores. Mas pelo último post pelos vistos devo ter percebido mal. ps: Peço desculpa se estou a ser insistente, mas quer seja defeito quer seja qualidade, gosto de perceber como as coisas funcionam... não tanto para protestar, que não é de todo o que pretendo, mas simplesmente para perceber.
  3. Bem... esse sistema deixa algo a desejar, mas enfim, é o que temos. Penso que seria mais justo se todas as propostas passassem por todos os jurados. Se por acaso (à semelhança dos campeonatos europeus e mundiais de futebol) aparecerem uns "grupos da morte", poderá ocorrer que propostas que estavam superiores a outras que passem, fiquem para trás só por terem ficado no grupo de um jurado em que se encontravam muitas boas propostas. Não estou a protestar, mas deixo aqui este reparo esperando que possa ajudar em futuros concursos.
  4. Pode-se deduzir que após as avaliações individuais os jurados entrem em contacto uns com os outros para definir os vencedores? É que se for mesmo só uma avaliação individual nada garante que a mesma proposta seja votada duas vezes que seja. Podem ser escolhidas diferentes propostas por todos e ficarmos com 24 propostas com 1 voto cada. Ou cada jurado atribuí pontos de 1 a 64 (penso que foi o número de propostas) e depois somam-se os pontos que cada proposta teve de cada jurado e os 6 com mais pontos são os 3 vencedores + 3 menções?
  5. Na minha modesta opinião, sempre é melhor que construir em betão e depois "colar" um revestimento para ficar bonitinho. Eu, na medida do possível, sou apologista do material pelo material, seja ele qual for.
  6. Penso que a dúvida não é sobre os parâmetros, mas como, após a avaliação individual por cada membro do júri, se processa a escolha das propostas premiadas. Certo calamity?
  7. Gostava de comentar, mas a verdade é que acabo por me perder no discurso e não entendo o teu ponto de vista. Podias explicitar melhor?
  8. Ah! Então sempre existem pátios interiores... E existe todo aquele rasgo no eixo do edifício que parte da elipse. De facto pela maqueta compreende-se melhor o edifício e o autismo para com o exterior é mais compreensível devido à existência dos pátios interiores. No entanto quanto ao controlo do número de vãos devido ao programa da proposta, embora compreenda perfeitamente a lógica (o multiusos vive mais do controlo da luz artificial), devo dizer que no corpo elíptico, como parece pela foto da construção(http://arkitectos.blogspot.com/2007/...g-post_28.html), existe um duplo emparedamento que dá lugar a um corredor a todo o contorno do espaço multiusos propriamente dito, logo poder-se-ia usar esse segundo paramento como cortina para proteger o multiusos da luz natural e mesmo assim dar pormenor à fachada. Por exemplo, quanto àquelas entradas em semi-arco, que eu penso serem algo inconsequentes no edifício, se abrissem vãos em arco nessa parede exterior do corredor elíptico, criaria uma ambiência de coliseu romano no volume elíptico ao mesmo tempo que justificava a forma em semi-arco das entradas, permitia uma transparência onde se verificava a existência dessa segunda parede interior que servia de cortina impedindo a luz de entrar no multiusos e possibilitaria a existência dessa arcada como espaço de estar e relação com o exterior. (não tive oportunidade de fazer o tal esquisso, penso que talvez dê para perceber de qualquer modo) É pela escolha da não execução deste tipo de pormenorização de espaços e fachadas na relação com o exterior que eu considero este projecto mais pobre do que eu esperaria do Álvaro, mas sem querer colocá-lo num patamar de má arquitectura. Apenas acho que comparando, como um todo, com outras obras dele, esta me parece menor. Mas mais uma vez friso que a existência dos pátios interiores mitiga um pouco desse carecimento de relação com o exterior, embora não totalmente. Sem dúvida que a apresentação da fotografia da maqueta me fez apreciar mais o projecto. (obrigado lmorgado)
  9. Sim nunca lá estive e assumo esse handicap, não me posso pronunciar acerca do interior por isso mesmo, mas a diferença entre o volume ser elíptico em vez de circular não altera em nada a minha formulação crítica já que continua gratuita (a forma), onde está a justificação formal? E se te referes ao tratamento a nível do detalhe em termos exteriores então indica-me por favor onde se encontra esse detalhe, por que eu não encontro nenhum. Vejo apenas fachadas cegas de tijolo. Se for detalhe interior então de facto tenho de me remeter ao silêncio porque não conheço. Mas uma vez que nas imagens não encontro qualquer abertura, à excepção das entradas, tenho de concluir que não existe relação interior/exterior, a não ser que existam alguns pátios interiores que permitam uma iluminação zenital, e que não seja possível a sua percepção a não ser pelo interior. Já agora peço-te que me esclareças nesse aspecto uma vez que já lá estiveste. E se chamo pobre ao tratamento formal exterior é apenas por comparação... todos sabemos que existe bem pior.
  10. Se comparares este edificio com o museu Casa de Serralves, um dos projectos mais interessantes que conheço, vês bem a pobreza formal e espacial desta proposta. E se a pala é frágil como elemento dissonante, é também o mais trabalhado e dinâmico. Pelas imagens o resto do edificio é basicamente um enorme corpo sem grande tratamento de vãos e abuso de fachadas cegas. Se fosse enterrado era um bunker, e mesmo assim não se distancia muito. O extremo formalizado em cilindro é algo gratuito e aquelas entradas em semi arco são, no mínimo, inconsequentes em termos formais ou espaciais. não achas que é o mesmo que: ps: Vou fazer uns esquissos para melhor ilustrar o que pretendo dizer, em relação por exemplo aos semi-arcos, e devo-os postar na segunda-feira, porque vou passar uns dias sem ligação à internet.
  11. Ainda bem que disseram que era do Álvaro... nunca... jamais... a sério?!?!? lol Mas penso que, ao se ter afastado da linguagem a que está habituado, mostra alguma fragilidade a trabalhar este de tipo forma exterior. À parte da pala, muito dele, e mesmo retirando o laranja do tijolo, parece-me, em termos formais, uma das obras mais pobres dele. Vale, pelo menos, pelo esforço de sair da sua comfort zone.
  12. Excelente iniciativa! Mas presumo que a publicação no forúm com todas as propostas submetidas continue agendada. Correcto?
  13. Concordo, os resultados devem ser conhecidos apenas no final. O que seria interessante, penso eu, era que a acompanhar os resultados e as imagens dos conceitos apresentados pelos vários participantes, se encontrasse a análise (o porquê de ter sido escolhido ou posto de parte) do júri. Penso que se a "acta do júrí" for de algum aprofundamento (não será necessário muito, e o número de propostas parece-me também contribuir para a exequibilidade de forma positiva, ou seja, a quantidade não impossibilita essa avaliação) poder-se-ia complementar a publicação com essa avaliação, por parte do júri, de cada proposta. Se o júri estiver alertado para este pormenor não acho que a diferença seja muito grande, provavelmente obrigaria apenas que os tópicos das razões (projectuais), por detrás das escolhas, fossem sendo escritos. Mas posso estar completamente errado. Apenas acho que desta forma mesmo os não vencedores teriam algo a retirar da experiência: essa crítica construtiva do seu projecto. Não sei. O que acham? É exequível? Estou a ficar ansioso e curioso quanto às propostas. lol ps: E também quanto aos textos justificativos de cada participante.
  14. Resting (W)Hole Desde os tempos antigos que o conceito habitar está estritamente relacionado com o encontrar de um local pré-existente e de o adequar às exigências humanas. Assim, a minha proposta baseia-se nesse procurar e nesse adequar. O construído, um cubo de 3 de lado, está parcialmente enterrado (1.5m) e o utilizador deverá elevar a cobertura para poder usufruir do espaço (imagens 2 a 5). O espaço, que é acedido por meio de uma escada, é composto por uma zona de descanso que contém uma cama/sofá e por uma i.s., elementos de necessidade básica. O módulo deverá ser multiplicado e distribuído quer por arruamentos, preferencialmente de passeios largos, quer por zonas verdes urbanas já que o edificado contém também um pequeno equipamento, onde desliza a cobertura, onde se situam bancos de repouso. Este equipamento urbano poderá ser usado tanto como paragem para utilizadores de transportes públicos como local de fruição desses mesmo espaços verdes por cidadãos. Esta dupla faceta de utilização, tanto por parte dos viajantes nómadas como pelos utilizadores urbanos, permite uma maior dinâmica do espaço, ou seja, uma maior rentabilidade em termos de utilização, quer em termos de número como em termos de variedade. Esta versatilidade facilita o encontro entre realidades diferentes, promovendo o diálogo entre as mesmas e o conhecimento mútuo.
  15. Mas eu sempre concordei que a requalificação, por parte do arquitecto, de um qualquer espaço só o vem melhorar e valorizar. Apenas acho que esse espaço já era multifuncional antes, pois já permitia de qualquer forma diversas utilizações por parte dos utentes.
  16. Se preferes... agora eu acho as duas expressões bastante próximas. Pois um espaço com múltiplas faces ou um espaço onde seja possível exercer variadas actividades/funções, é basicamente o mesmo antes de qualquer tratamento arquitectónico, o qual todos concordamos, valoriza esse mesmo espaço. Mais uma vez parece-me que as discordâncias são mais a nível dos termos utilizados que dos conceitos...
  17. Mas eu faço essa distinção diferenciando espaço multifuncional de espaço arquitéctónico, no primeiro podes exercer várias actividades, mesmo sem estruturas de apoio, o segundo está qualificado para servir essas necessidades onde antes existia o vazio. O espaço não deixa de permitir as funções ainda que não as valorize, como no caso do espaço arquitéctónico. Não é pelo facto de um espaço não se encontrar tratado que te é proibido usufrui-lo. Se disseres que assim o espaço não têm tanta beleza nem te serve tanto as necessidades e promove os teus diversos prazeres eu concordo plenamente, por isso é que o papel do arquitecto é tão importante, como penso que todos achamos, mas daí a pôr de parte a ideia de o espaço não ser multifuncional e habitável antes da requalificação acho que vai uma grande diferença. Vou tentar explicar de forma concisa (não por achar que não me estão a perceber, mas porque acho que não me estou a explicar bem): quando digo multifuncional... não quero dizer que é funcional... apenas que permite várias funções. quando o espaço está de facto bem tratado e é, ou passa a ser, funcional eu apelido-o de arquitectónico. Penso que talvez seja um problema de relacionarmos estes conceitos e termos de forma diferente. As ideias até poderão ser as mesmas... não sei...
  18. Se calhar não me expliquei bem... imagina o local mais descaracterizado à face da terra, plano e sem qualquer tipo de pavimentação ou vegetação, a verdade é que ele serve para um sem número de situações pela sua descaracterização, mesmo que não promova uma utilização excepcional dessa mesma função: um piquenique, um jogo de futebol, correr, brincar, etc Poder-se-ia ter espaços mais preparados para estas funções? Sim, mas não é essencial. É aqui que eu separo espaço habitável de espaço arquitectónico. Porque para mim, como disse num post anterior, espaço habitável é todo o espaço, porque para o habitares basta que te encontres nele. Entras num prado: estás a habitá-lo, entras numa sala: estás a habitá-la, entras num automóvel: estás a habitá-lo, sais de casa: estás a habitar o mundo/o exterior. Quando digo "espaço multifuncional" não pretendo dizer que é funcional do ponto de vista arquitectónico, mas sim que comporta, ou pode comportar, a prática de várias funções/utilizações. ps: Se ficou confuso desculpem mas estou com pressa para sair... depois respondo a quaisquer questões que coloquem para me explicar melhor. :)
  19. Discordo... eu considero que espaço habitável é todo o espaço que se "escolha" e "defina" como tal (sendo que para o definir basta dizer: aqui há um espaço). O meu raciocínio baseia-se no facto de o conceito habitável/habitar evoluir do latim HABITAT que é o meio envolvente. Logo, todo o planeta é um espaço habitável, o que tem lógica uma vez que todos nós o habitamos. O que eu entendo que é pedido é delimitar este espaço habitável, que é todo o planeta, num volume de 27 m2 que mantenha essa capacidade de habitabilidade para um ser humano, sendo que, se é um local de pernoitagem ou descanso como eu o percebi, deve comportar uma valência de estar, e de estar com conforto (ou seja protecçáo de luz/calor, ar e água).
  20. Olá a todos. Só me registei neste momento, também porque apenas hoje descobri o fórum, mas li com entusiasmo este thread e fiquei muito contente com a discussão e com o sítio em geral (já agora mais uma acha para a fogueira: será que este fórum também é um ESPAÇO? eu acho que sim). asimplemind, se me permites, tentava completar o teu raciocinio ao mesmo tempo que tento simplificá-lo: a partir do momento que um espaço não tem programa específico (uso específico) é obrigatoriamente multifuncional. o que acham?
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