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Everything posted by concentratZen.dk

  1. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/3/37/070227.jpg
  2. epa...eu axo que se devia fazer uma petiçao e trazer o corneto de noz de volta...alguem que ponha ai uma ficha online onde cada um ia assinando e depois envia-se para a Ola...que dizem...demasiado utopico?:D
  3. _ate aqui concordo plenamente... _nao percebo a conclusao...pela logica seria o programa ou a tvi ou a apresentadora sao mesmo absurdos... nao confundas o povo portugues com a tvi, pois esta nao o representa..nem com o programa pois este n é o povo portugues... absurdo é existir directores de estaçoes televisivas e responsaveis pela cultura e informaçao que criam ou permitem que este tipo de programas/estaçoes televisivas entrem em nossas casas...ms pensando melhor estamos em democracia por isso como diz o |Kandinsky| basta desligares a tv ou mudares de canal...tens livre escolha...ninguem te obriga a ver...e se sentes o teu espaço invadido...bem é facil nao sintonizas o canal...ou entao faz como eu e manda a televisao pela janela... so um breve reparo...parece-me + absurdo ou tanto pelo menos alguem que perde tempo a fazer uma montagem(sem piada) e comentarios ridiculos(ou absurdos???)... ha tanta coisa para fazer alem de ver tvi ou perder tempo com montagens destas... devias seguir o conselho do amigo lucas:. "the truth is somewhere out there" fica bem, abraço
  4. _...eheheh exatamente...tao "confortaveis" que acho que qd alguemexperimenta uma das cadeiras do siza dispensa completamente um sofa...alias eu adorei estes anos sentado naquelas cadeiras...adorei tanto que comecei a andar com uma almofada na mochila... o siza no 1ro ano contou uma historia uma das 3 vezes que veio a uma aula...pois ele era o regente(e como se sabe os regentes em portugal nao sao profs normais...sao antes uma especie de convidados de luxo que vêm tarde, poucas vezes e n sabem nada da estrutura da cadeira...e orgulham-se disso)..e a historia era:.que ele no 1ro ano do curso andava um boc a nora em questao de bibliografia...e alguem lhe disse que comprasse umas revistas da moda e uns livros do alvar aalto e colocasse em cima do estirador...n era preciso ler era so para dar boa a impressao ao prof...enfim...funciona assim _será por isso que sempre foram um metodo/instrumento de trabalho ao longo dos tempos...e mesmo depois de aparecer a modelaçao virtual os melhores estudios de arquitectura continuam a usa-lo... _"o complicado é tornar-mos a colocar as questoes de um miudo de 6 anos, sem os termos" _tenho duvidas nisso...nunca deves ter ouvido falar em gamelearning...alias vou te dizer que na KUNStakademiets arkitetskole_copenhague existe um departamento direcionado para o entendimento de play/architecture/plan...alias tive um colega que apresentou um projecto que era um jogo...ms eu entendo que seja complicado de entender...a vertente "gameboard" é muito utilizada principalmente em propostas de planeamento urbano...ms n so, em escala de edificio tb existe...infelizmente n em portugal...aconselho a ver um dos finalistas do concurso da competiçao de arquitectura carlsberg_vores by :.é um grupo de jovens arquitectos de madrid que apresenta um excelente trabalho que é exemplo do que acabei de referir... _so o desenho a mao?eu pensei que existiam muitos outros instrumentos que poderias desenvolver...n o instrumento em si...ms a capacidade de uso deste a habilidade por assim dizer...e acredita que o lego faz parte desses instrumentos(aconselho uma visita a legolandia) _vamos la ver estamos aqui a confundir coisas...continua-se a comparar diferentes instrumentos de trabalho que n tem comparaçao...sao diferentes simplesmente isso...se o desenho a mao é um bom investimento é contigo... poupate horas a cortar cartao?...uhm isso é como dizer que ouvir radio me poupa horas a ver televisao... ainda gostava de perceber qual é a paranoia na recusa de aprendizagem de diferentes instrumentos de trabalho...desenho a mao+ maquetes +3d+visualizaçoes+autocad+diagramas+ideagramas+memorias descritivas+colagens...etcetc o importante esta no"+"...e obviamente no dominio dos entre"+"... _nunca tiras o mesmo de uma coisa e de outra...a questao aqui é axas que n é necessario para o proj que estas a fazer a realizaçao de maquetes ou trabalha-lo no ponto de vista de maquete?entao n faças...simples... _outdated????nao m parece...alias posso t dizer que no estudio onde trab neste momento nada-se em maquetes...e nao menos em 3d e nao menos em colagens e n menos em diagramas e n menos em discussao de ideias e n menos em esquiços e n menos em abertura de mente e respeito mutuo!!!potencializaçao de ideias e processos independentemente dos instrumentos utilizados!!!!que é o que n existe no ensino de arquitectura em portugal!!!e esta conversa:. ja chateia...ja n ha paciencia...faz-me lembrar alguns professores meus na faup...enfim... falta ensinar + a pensar e nao como pensar... Orpheusmyth: conclusao:.se fosse eu tentava desenvolver os 2 instrumentos...para poderes alargar a palete de trabalho...e assim ter a possibilidade de articula-los...ms é como digo como diria o sr luis de s pedro de moel:."cada um é como cada qual" das expressoes + sabias que ja ouvi nos ultimos tempos... abraço enorme a todos,
  5. ...ai que raiva...que so se passam eventos destes quando eu n estou... enfim..fica para a proxima
  6. _é essa a ideia... _nao vejo que estudar na FCTUC seja um problema...tenho muitos colegas que estudaram ai e usam visualizaçoes e trabalham em 3d e fizeram-no na fac...é uma questao de atitude...o projecto é para ti nao é para os profs...se um prof teu te obrigar a fazer de determinada maneira é porque n é um bom professor...e sendo assim n merece a tua atençao...ms sinceramente percebo o q sentes..acredita eu estudei na faup(alias estudo_aiai pra quando essa prova final?....) no entanto acho que nao deves cair so no que a tua fac te ensina...(ensina???) _o esquisso é importante..tao importante como o 3d...alias tive um professor que m dizia que um bom esquiço é tao importante como um bom 3d...a qualidade esta no"bom" utilizaçao...nao no instrumento...alias pode-se esquiçar em 3d... _percebo...ms tenta debruçarte tb no esquiço...e complementar essa tua capacidade com pcs... _aqui nao estamos de acordo...ms é so uma questao de filosofia projectual...é que eu considero o processo o + importante...ms tenta nao pensar tanto em projecto_cliente...e mais no processo do projecto em si...e na sua clareza e tranparencia ao passa-la nao so ao cliente ms a toda a gente que nao seja o teu prof de projecto...pensa em comunicalo a ti mesmo se nao soubesses nada de arquitectura... _bem...o que t posso dizer..é que tens toda a razao...ms o processo fazelo tu(insisto) por isso"if you choose to change the world you can do it" em relaçao a lisboa...é verdade que existe uma maior liberdade...em relaçao aos paises nordicos...epa nem sei por onde começar...eu estudei um ano na kunstakademiets arkitetskole_copenhaga...e sinceramente...so tenho isto para dizer se tem hipotese nao estudem em portugal venham directamente para fora...zurich,kunstakademiets,etsam,delft...epa...sei la...tudo menos ai... é pena eu sei...ms pensa assim...o universo nao é portugal(faups,fctucs,e companhias) existe um mundo a tua espera... bem nao vou dizer + pk eu tenho uma opiniao bem formada sobre o ensino de arquitectura em portugal...e acredita que nao é muito boa... abraço enorme, desde os "nordicos" :)
  7. fazes bem em colocar duvidas...ms vou t ser muito sincero::.nao existe comparaçao pois sao instrumentos de trabalho diferentes...quanto muito podem complementar-se e geralmente é isso que se passa num bom processo d trab. 2 formas de modelar...1 +fisico o outro+ virtual...como dizia um professor meu:."wich of them are you up to?" ...bem eu diria que devias tentar dominar os dois...pois os dois como ja disse sao instrumentos de trabalho que se complementam...depois se os usas, se usas um e nao outro, ou se nao os usas...depende da maneira de trabalhar...do teu metodo e processo de trabalho...depende tambem do projecto(por vezes uns instrumentos sao mais indicados ,ou o projecto pede + determinado instrumento para o trabalhar que outro) depende ate como tu qeres trabalhar o projecto... sendo assim se fosse eu tentaria aprender os dois ...naturalmente veras que so estas a potencializar o teu processo de trabalho e comunicaçao das tuas ideias(a comunicaçao tambem faz parte do processo...ms isso é outra historia...talvez noutro topico...=)) bem..no fundo o importante e teres um leque variado de instrumentos de trabalho...e + que isso que os saibas articular...a articulaçao é a palavra chave aqui...que consigas tirar alguma coisa do modelo fisico para o virtual ou do virtual para o fisico...e daqui para o teu projecto...senao n tem sentido estar a usa-los ms isso passa-se com tudo... espero ter ajudado alguma coisa... abraço
  8. depende para que qeres o portatil?que qeres fazer com ele?axo que é isto que tens q pensar... conselho: asus senao...mac...ms como disse depende do que queiras fazer com ele...os dell tambem n m parecem muito maus...ms talvez mais em desktop... abraço...e pensa bem ms n t limites na tua escolha...
  9. depende para que qeres o portatil?que qeres fazer com ele?axo que é isto que tens q pensar... conselho: asus senao...mac...ms como disse depende do que queiras fazer com ele...os dell tambem n m parecem muito maus...ms talvez mais em desktop... abraço...e pensa bem ms n t limites na tua escolha...
  10. Mobile: The Art of Portable Architecture (Paperback) by A. Codrescu (Foreword), Jennifer Siegal (Editor), R. Kronenburg(Preface) Book Description The allure of mobile, portable architecture is worldwide and centuries old, from the desert tents of the bedouin to the silvery capsules of the Airstream trailer. Mobile explores the ever-growing range of possibilities of portable, demountable, and mobile structures. Jennifer Siegal brings together the work of the most interesting contemporary designers of dynamic, active structures, whose work ranges from the microenvironment of a house that literally attaches to your body to the city-scaled macroenvironment of London's Millennium Dome, from the interior of a Boeing jet to an entire mobile community whose living units plug into a framework of flexible communal space, and from the practical design of transportable office space to the whimsical design of Pink Floyd's The Wall stage set. All of the designs celebrate the lightness, transience, and practicality that mobile architecture makes possible. Mobile includes work by Office of Mobile Design, LOT/EK, Vito Acconci, Doug Jackson/LARGE, Mark Fisher, Michael Fox, FTL Happold, Festo, and Lawrence Scarpa. In beautiful color images, detailed drawings, and thoughtful text, the contributors reveal their working methods. About the Author Jennifer Siegal is head of the Office of Mobile Design in that most mobile of cities, Los Angeles, and Associate Professor at Woodbury University, Burbank. abraço
  11. bem...porque a tvi???esta é a minha qestao... qt ao resto farei uma intervençao + construtiva qd tiver com que construir...talvez possa elaborar o meu discurso com tijolos de papel...qem sabe qem sabe... se for inovaçao...é sempre tecnica...e consequentemente arquitectonica...e nao arquitectonica como s tem vindo a promove-la...no entanto como ja disse ainda n tenho nada para construir... abraço
  12. melhor ainda: .por ele mesmo) Autobiográfia de Nadir Afonso Nasci em Chaves em 4 de Dezembro de 1920. Meu pai era poeta e chamava-se Artur Maria Afonso e minha mãe Palmira Rodrigues Afonso. Sou filho segundo, meu nome seria Orlando se, no dia em que meu pai me registara, não tivesse encontrado um cigano que sugeriu chamar-me «Nadir» – «Muito Orlando será ele», disse o cigano. Aos quatro anos pinto o meu primeiro «quadro»: um círculo vermelho na parede da sala de minha casa, de tal modo era perfeito que ninguém se atreveu a repreender-me. «Tu pintaste a parede Riri?» perguntou minha mãe. «Eu seria capaz de fazer uma roda tão bem feitinha?» respondi. E toda a minha existência se processou sob o signo do ritmo e da precisão geométrica. Toda a actividade se concentra então na prática da pintura (2º prémio no concurso «Qual é o mais belo trecho da paisagem portuguesa?», 1937); nesse sentido me dirigo à Escola de Belas-Artes do Porto munido de meia folha de papel selado em que pedia a inscrição no curso de pintura. Porém, aqui, segui o conselho errado do funcionário que me convenceu a inscrever-me em arquitectura. E assim surgiram novas dificuldades e novas desacertos. Eu não desenhava arquitectura; «pintava» arquitectura. Ficou conhecida a história do estirador que o Mestre Carlos Ramos me ofereceu e que devolvi (a mesa foi levada à Escola de Belas-Artes pelos meus próprios braços) quando, coincidente com a oferta, a classificação baixou. Irredutível ao ensino, era pelo contrário, o contacto, directo com a natureza que me atraía. O Porto, com a sua arquitectura barroca, debruçada sabre o Douro impressiona-me. Percorria a cidade pintando: «Igreja dos Grilos», «Clérigos», «Batalha», «Cais da Ribeira», «Vila Nova de Gaia»... Estreitando as relações com os meus colegas das Belas-Artes, fiz parte do grupo dos Independentes do Porto expondo em todas as suas exposições até 1946. A minha obra «A Ribeira» do Porto deu entrada no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa, tinha eu apenas 24 anos. No entanto a longa perseverança da minha obra afirma-se, paradoxalmente, através duma sucessão de desastres. Em Abril de 1946 então com 25 anos de idade, parti para Paris. Levei algumas das últimas telas feitas em Portugal e que terminaria em França; eram sobretudo óleos do período irisado. Transporte difícil no pós-guerra! Ainda não se tinham restabelecido a ligação de comboios entre a Espanha e a França, atravessei pela via-férrea entre a estação de Irun e de Hendaye com mala, rolo de telas... e a pé. Uma vez em Paris obtive por intermédio de Portinari uma bolsa de estudo do Governo francês. Matriculei-me no curso de pintura da École des Beaux-Arts, habitava no Hotel des Mines no Quartier Latin e frequentava os foyers de estudantes. Pela primeira vez, por assim dizer, tomo contacto com o grande mundo da Arte. Colaborei com o arquitecto Le Corbusier. Longos anos se passarão divididos entre um trabalho de arquitectura (a bolsa de estudo durara apenas um ano) e um trabalho de pintura. Le Corbusier, conhecendo a minha paixão pela pintura concedeu-me as manhãs livres para pintar (sem me descontar no ordenado). Servi-me algum tempo do atelier de Fernand Léger e comecei, pouco a pouco, a encontrar forma no abstraccionismo geométrico. Os fundamentos imutáveis da estética revelam-se com mais clareza; o meu conceito das origens, da essência da arte, recebe, na assiduidade do trabalho, novas orientações. No ano de 1948 defendi tese na cidade do Porto com um projecto executado em Paris sob a orientação de Le Corbusier onde ressaltam afirmações que geram grande polémica: «A arquitectura não é uma arte» é o tema da minha tese. «A arquitectura é uma ciência, uma elaboração de equipas» e como tal, um meio de expressão que não me satisfaz. Nos princípios de 1949 retirei-me de Paris e passei um ano no meio das minhas pinturas; desenvolvi uma série de antigos estudos inspirados no barroco português que resultaram no meu período barroco a que se seguiu o período egípcio. Mais tarde alguém encontrou influência de Dewasne. É claro que não importa se um Nadir desconhecido seja o influente ou o influenciado. Em Dezembro de 1951 embarco em Génova para o Rio de Janeiro. Aí comecei um período de colaboração com Óscar Niemeyer; mais de três anos de dupla actividade: a necessária arquitectura e a obcecante pintura. Participei na elaboração do projecto da Exposição Comemorativa do IV Centenário da Cidade de S. Paulo. Regressei a Paris, retomei o contacto com os artistas orientados na procura cinética e desenvolvi estudos de estética e pintura que chamei «Espacillimité». Fiz parte do grupo da Galeria Denise René, expus alguns dos meus trabalhos juntamente com Vasarely, Mortensen, Herbin, Bloc. Paris é o grande centro da arte e por isso também acérrimo meio de promoção, de confrontação e de luta. Tudo vi, ouvi e conheci; desde a prevenção de Dewasne: «Aqui cada pintor é um pirata com um punhal entre os dentes!». Compreendo, sim: devíamos participar na vida artística de Paris, mas... não posso; o meu passado vivido «detrás dos montes», a minha educação simples contrária ao jogo social das conveniências, das considerações forçadas e dos seus intteresses subjacentes, me impedem. Consciente da minha inadaptação social e da minha dificuldade de integração no meio artístico, refugio-me pouco a pouco num grande isolamento; acentuo o rumo da minha vida exclusivamente dedicada à criação duma obra. Desenvolvo estudos sobre a geometria que considero a essência da arte. Uma primeira publicação – La SensibilitéPlastique– aparece em 1958 em Paris graças ao apoio de Michel Gaüzes, Madame Vaugel e Vasarely. Na vanguarda da arte mundial expus em 1958 no Salon des Réalités Nouvelles um «Espacillimité» animado de movimento (agora exposto no Museu do Chiado) e realizei em 1959 a minha primeira grande exposição antológica, na Maison des Beaux-Arts de Paris, fruto de difíceis anos de trabalho. Verifica-se desinteresse em relação às minhas exposições no Porto e em Lisboa. Mas eu não procurava nem a celebridade nem a fortuna. Se fossem esses os meus objectivos há muito, teria já abandonado a minha incessante procura da Arte. Em 1965 abandono para sempre a arquitectura para me consagrar inteiramente à sua minha obra. A elaboração e publicação duma estética absorvem-me totalmente. Sucedem-se as viagens entre Chaves e Paris onde me encontro com Roger Garaudy, Vasarely, Gaüzes. Trabalho por indicação de Garaudy em Toulouse com oesteta Pierre Bru com quem revi a forma sintáctica dos meus estudos. Em 1968 Vasarely escreveu ao editor suíço Marcel Joray uma carta em que lhe faz uma descrição do meu trabalho. Uma vez tomado conhecimento do manuscrito a resposta de Joray é positiva; ela será entusiasta após o conhecimento da obra que o documenta. Les Mécanismes de la Création Artistique aparecem em público; é a primeira grande monografia duma série que irei perseverantemente elaborando. Nunca corri, como diz Marcel Joray: «a cuidar dos seus interesses», mas a arte, qual corrente caudalosa, ninguém a pode suster. Definitivamente isolado a minha existência torna-se menos adversa. Pinto e escrevo num regular e crescente sossego. Exponho em Lisboa, Porto, Paris e Nova Iorque e um pouco por todo o mundo e sem partidos políticos fui condecorado e homenageado. Publico em 1983, «Le Sens de l’Art», a que se seguem vários outros títulos, monografias e textos estéticos onde destaco: «Da Vida à Obra de Nadir Afonso», «Universo e o Pensamento», «Van Gogh», «O Fascínio das cidades», «Da intuição artística ao raciocínio estético», «As Artes: Erradas Crenças e Falsas Críticas» e tenho quadros espalhados por vários museus mundiais. Não pretendo ser cientista; no entanto li, escrito por outros, o conteúdo da minha obra «Universo e o Pensamento» de especulação filosófica nas primeiras páginas dos jornais e o plagiador muito cumprimentado; assisti a intelectuais apresentarem ideias minhas sem as respectivas aspas ou referirem o meu nome de autor. Se uma lição de moralidade pudesse ser entendida nas minhas (e noutras) memórias de artista, talvez fosse finalmente reconhecido por lei o fracasso das instituições culturais. Apoia-se e promove-se, não os verdadeiros criadores mas indivíduos insinuantes, fura-vidas que gravitam à volta das instituições. Tenho consciência que a minha obra é única, original e de dimensão universal, mas reparo que «bons artistas» não são aqueles que possuem uma obra válida mas aqueles que imitam o que de vanguarda se faz lá fora e privam com aqueles que os promovem. Quatro temas que se conjugam e desenvolvem nos nossos três precedentes estudos e nos quais as teorias físicas da relatividade, as concepções filosóficas de idealistas e de materialistas e as teses biográficas sobre Van Gogh, são repostas em questão. Imodéstia minha? Sou português, transmontano e filho das Terras de Barroso. Aprendi de tradição a ser humilde, a louvar os mestres e a viver até aos oitenta e seis anos na simplicidade que a minha inferior condição sempre me concedeu. Um balanço da minha existência e dos trabalhos a que me devotei ressoa-me subitamente absurdo. Assim termino o último livro ainda por publicar: «Estou certo que tarde ou cedo serão acareados à evidência do que aqui deixo escrito; e mais uma vez, espero que qualquer credenciado cientista eleve, em seu nome, estes escritos, ao nível dos postulados. Todo o cientista credenciado que tenha mais possibilidades do que o autor, em promover a divulgação da obra, será mais facilmente reconhecido». Nadir Afonso - extraido do JL - Jornal das Letras. abraço
  13. Um edifício de Nadir Afonso, actualmente “abandonado”, foi uma panificadora de sucesso, que acabou por cair em decadência. O actual proprietário pretende construir um bloco habitacional, mas o projecto entregue na autarquia de Vila Real, não conhece desenvolvimentos. A Vila Real Panificadora, Lda. nasceu em 1944. Sedeada na rua Alexandre Herculano, começou por ser uma união das várias padarias existentes fora da cidade e rapidamente se tornou numa referência da panificação em Vila Real. No ano de 1965, Manuel da Costa Azevedo Júnior, residente da cidade do Porto e dono de uma empresa de moagem em Marco de Canaveses, adquiriu a Vila Real Panificadora e algumas pequenas padarias, que tinham surgido. A par do crescimento da Vila Real Panificadora, Lda. formou-se uma outra sociedade constituída por Mário Duro, António Teixeira, Sebastião Eirinhas e Domingos Gaspar. Esta sociedade fundir-se-ia à Vila Real Panificadora, embora contra a vontade de António Teixeira, sustentando a influência da Panificadora no mercado através do conhecimento que estes quatro homens tinham da arte de panificação. Após a união, em Junho de 65, Manuel da Costa Azevedo Júnior requereu à Câmara Municipal de Vila Real autorização para a construção de um edifício no actual bairro da Auraucária. Deferido o pedido foi apresentado um primeiro projecto assinado por Nadir Afonso. Após a vistoria a 7 de Outubro de 1966, a obra estava concluída e aprovada pela Câmara Municipal de Vila Real. O custo total da panificadora rondou os dez mil contos, segundo um dos sócios trabalhadores, Mário do Poço Duro. Actualmente o edifício está totalmente ao abandono, sem qualquer tipo de vedação e protecção. No interior existe todo o tipo de entulho, bem como matérias combustíveis. O actual proprietário, José António Meireles, entregou um projecto na Câmara Municipal de Vila Real, que passa pela construção de um bloco habitacional, sem quaisquer desenvolvimentos visíveis até à data. O proprietário reconhece o total estado de degradação do imóvel, que assegurou já ter estado vedado. Não está colocada de parte a hipótese de recuperação do edifício, mas espera, para tal, uma resposta da autarquia vila-realense ao projecto acima referido. António Meireles mostrou-se desagradado com a actual situação, esperando ver desenvolvimentos em breve. A Câmara Municipal de Vila Real, até ao fecho desta edição, não se pronunciou sobre este assunto predispondo-se a pronunciar na próxima edição. Texto e fotos de Eduardo Tavares e Frederico Correia fonte:.noticias de vilareal
  14. http://img509.imageshack.us/img509/9676/padaria1dj2.jpg http://img297.imageshack.us/img297/6420/padaria2ri8.jpg http://img509.imageshack.us/img509/4448/padaria3ya5.jpg http://img58.imageshack.us/img58/88/padaria5pg3.jpg ...sem palavras...infelizmente como muitas outras obras de valor em portugal,a panificadora de vilareal esta ao abandono...no estado que se pode perceber,se é que se pode perceber...enfim...acontesse muito, demasiado...é pena...
  15. encontrei ainda este pdf>>>podem fazer download no link: http://www.camjap.gulbenkian.pt/Gallery/%7Bd296f42f-b8b3-49e8-a107-500e4141e31a%7D/6cfaf513-58c7-402b-b9a6-bde9a515f391.pdf abraço
  16. obra estética publicada:. 1958 - La Sensibilité Plastique, Press du Temps Present, Paris 1970 - Les Mecanismes de la CréationArtistique, Editions du Griffon, Neuchatel, Suíça 1974 - Aesthetic Synthesis, Ed- Alvarez-Colab- Selected Artists Galleries de Nova Iorque 1983 - Le Sens de l´Art, Imprensa Nacional 1986 - Monografia Nadir Afonso, Bertrand,Lisboa 1990 - Da Vida à Obra de Nadir Afonso, Bertrand 1994 - Monografia Nadir Afonso, Bial, Porto- 1998 - Monografia Nadir Afonso, Livros Horizonte 1999 - O Sentido da Arte, Livros Horizonte 2000 - Universo e o Pensamento, Livros Horizonte 2002 - Nadir Afonso - Sobre a vida e sobre a obra de Van Gogh, Chaves Ferreira Publicações, Lisboa 2003 - O Fascínio das cidades, Câmara Municipal de Cascais 2003 - Da intuição artística ao raciocínio estético, Chaves Ferreira Publicações, Lisboa fonte:. http://pt.wikipedia.org/wiki/Nadir_Afonso abraço
  17. digamos que falta aqui inteligencia e bom senso...eé exatamente ai que a evoluçao s faz:.explorando os limites inteligentemente...
  18. é exactamente nesse pormenor desta visualizaçao que eu vejo o falhanço deste projecto...imobiliario e nao arquitectonico...onde estao as pessoas do local?que benificio tirarao da intervençao?a resposta esta na visualizaçao...parece-me que o dubai perdeu o rumo ha muito tempo...ms enfim....nao aprendem que nao é com luxo q s vai la...como disse o asimplemind...sustentabilidade é a chave. _que serao exatamente esses os habitantes locais...infelizmente... abraço...e >>>sustentabilidade<<< para todos!!! ps_ _a evoluçao nao se faz explorando os limites da estupidez...e evoluçao arquitectonica n é de certeza...
  19. O que é um Espacillimité? Espacillimité é um termo criado por Nadir Afonso nos anos 50 que definiam certos trabalhos desenvolvidos na procura da Arte Cinética. Nadir escreveu: Normalmente, a primeira intenção artística do homem é a de exprimir aquilo a que chamamos qualidade de evocação, representando ou sugerindo os variados visíveis da natureza. Depois, num desígnio mais evoluído, ele procura já, não expressar a natureza, mas a perfeição da natureza; da procura da primeira, ele passa à procura mais subtil desta segunda qual idade; observando não o objecto, mas as condições apriorísticas que fundam a sua existência, o homem apreende e concebe a perfeição. E é este longo trabalho que, por outro lado, lhe desenvolve a percepção das formas exactas e estáveis da geometria e o conduzem à procura desta terceira e única qual idade universal e omnitemporal: a harmonia. Da representação do objecto físico – rosto, árvore, animal – à repre­sentação do objecto geométrico – círculo, triângulo, quadrado, hesitante, milenário e as formas solicitadas, comprometidas, durante séculos por estes dois pólos: o físico e o geométrico. Este percurso secular não termina no entanto, nas formas elementares da geometria: ele prossegue nas formas elementares animadas de movimento; na chamada “arte ciné­tica”. A cinética, tal qual nós a concebemos, é a preocupação de articular a forma do espaço ao ritmo do tempo. É um processo de síntese que tem os seus precursores na arte “optica" ou “op" e em certas composições 2animadas" e esculturas "mobiles", se bem que nestas tentativas de estruturação a expressão geométrica e a expressão rítmica colidem mais do que se fundem. As procuras cinéticas deverão ser etapas o­rientadas para novas leis de unidade. A evolução da arte foi dirigida, até aos nossos dias, no sentido das harmonias estáticas das formas; isto não quer dizer que não poderá empreender uma orientação dinâmica - no verdadeiro sentido da pala­vra - integrando as leis rítmicas do tempo, ensaiando articular as harmonias espa­ciais nas harmonias temporais, isto é, tentando animar, mediante um processo técnico cinematográfico, as composições de arte plástica: não teríamos assim unicamente uma imagem, mas uma sucessão de imagens regidas por leis rítmico-geométricas. A verdadeira arte cinética é esta tentativa. Toda a obra cinética cujo movimento das formas é metrisado por uma sensibilidade desenvolvida neste sentido, isto é, por uma sensibilidade geométrica conjugada a uma sensibilidade rítmica, parece-nos ar­tisticamente válida. Enquanto o movimento permanecer arbitrário (em certos ensaios cinéticos as formas deslocam-se ao acaso ou segundo o gosto dos espectadores), nós estaremos em face de manifestações originais sem relação com a realidade especí­fica da arte. Por volta de 1950, uma primeira tentativa de promover uma Arte Cinética foi diligenciada por um grupo de artistas ligados à Galeria Denise René. Os problemas téc­nicos suscitados e a oposição dos conceitos pessoais então manifestados levou o movimento colectivo a um ponto morto; cada qual entendeu vencer ou melhor, contornar as dificuldades à sua maneira. As composições "Espacillimité" nasceram desse isolamento sequente. Trata-se sobre­tudo aqui, de respeitar as leis dos espaços e dos ritmos matemáticos. O quadro ci­nético "Espacillimité" foi nesse caminho o nosso primeiro trabalho. Não escondemos o "impasse" em que os obstáculos colocam a execução prática duma o­bra verdadeiramente cinética a nosso ver a noção rítmica do movimento não pode ser atingida senão pela "sugestão" do movimento, e a "sugestão” técnica do movimento não pode ser dada senão pela cinematografia - nada menos de dezasseis imagens con­troladas por segundo. Deste modo, a hist6ria da arte cinética tem sido acima, de tudo, a história duma procura material e prática capaz de solucionar um problema que é antes e sobretudo de carácter técnico. Os quadros “Espacillimité" reunidos, revelam mais uma "intenção” (a­penas concretizada no quadro cinético acima reproduzido) do que uma "solução" ou mesmo uma concepção nossa do que possa ser uma “arte de vanguarda"; não deixam contudo de possuir, nesse sentido, uma definição pr6pria e uma significação exem­plar. Nadir Afonso
  20. jvs quanto aos paineis dos restauradores...ando a tentar encontrar info sobre isso...qd encontrar posto...ms devo ja dizer que eu também nao gosto da maneira como eles estao tratados(ou nao mantidos) ms infelizmente isso passa-se também com a estaçao toda... abraço
  21. História do Projecto Nos fins do Outono de 1954 Nadir Afonso visita a sua família e recebe em Chaves uma carta do seu amigo escultor Arlindo Rocha que em má hora o convence a concorrer ao projecto do Monumento ao Infante a erigir em Sagres. Após muitos meses de trabalho, de canseiras e despesas contraídas na elaboração do plano, Nadir cruza-se acidentalmente na Rua Santo Ildefonso do Porto, com o arquitecto João Andresen que, num gesto de amizade o aconselha a desistir do concurso! Segundo dizia «o prémio já estava atribuído». «Como pode ser isso se o prazo de entrega dos trabalhos ainda não terminou!» inquiriu Nadir. «Eu fui oficialmente convidado a elaborar o projecto e é a mim que ele será atribuído», respondeu Andresen. E assim foi! Mais tarde teve conhecimento que o arquitecto Rogério de Azevedo, membro do júri, contou que o projecto de Nadir Afonso e mais sete foram seleccionados para a prova final; Salazar vendo que tinham sido seleccionados sete arquitectos conhecidos e um tal Cristiano da Silva muito seu amigo, tinha sido desprezado, mandou retirar o desconhecido que era Nadir. Mais de uma centena de concorrentes sacrificados, inclusive o «oficialmente premiado» pois não havia – pelo que se viu e recusou de qualidade – a mínima intenção de erigir qualquer monumento em Sagres. Ali também, não adiantava reclamar contra a injustiça cometida! Extraído do livro «Da Vida à Obra de Nadir Afonso» ####ate me apetece dizer asneiras...as vezes...terceira vez ca vai...
  22. <FONT face=Arial size=3>História do Projecto
  23. '> monumento do infante em Sagres, 1955 História do Projecto Nos fins do Outono de 1954 Nadir Afonso visita a sua família e recebe em Chaves uma carta do seu amigo escultor Arlindo Rocha que em má hora o convence a concorrer ao projecto do Monumento ao Infante a erigir em Sagres. Após muitos meses de trabalho, de canseiras e despesas contraídas na elaboração do plano, Nadir cruza-se acidentalmente na Rua Santo Ildefonso do Porto, com o arquitecto João Andresen que, num gesto de amizade o aconselha a desistir do concurso! Segundo dizia «o prémio já estava atribuído». «Como pode ser isso se o prazo de entrega dos trabalhos ainda não terminou!» inquiriu Nadir. «Eu fui oficialmente convidado a elaborar o projecto e é a mim que ele será atribuído», respondeu Andresen. E assim foi! Mais tarde teve conhecimento que o arquitecto Rogério de Azevedo, membro do júri, contou que o projecto de Nadir Afonso e mais sete foram seleccionados para a prova final; Salazar vendo que tinham sido seleccionados sete arquitectos conhecidos e um tal Cristiano da Silva muito seu amigo, tinha sido desprezado, mandou retirar o desconhecido que era Nadir. Mais de uma centena de concorrentes sacrificados, inclusive o «oficialmente premiado» pois não havia – pelo que se viu e recusou de qualidade – a mínima intenção de erigir qualquer monumento em Sagres. Ali também, não adiantava reclamar contra a injustiça cometida! Extraído do livro «Da Vida à Obra de Nadir Afonso»
  24. um bom exemplo na minha opiniao de como o aço corten pode ser usado como pele é este edificio[Museum und Park Kalkriese] do estudio suiço gigon e guyer. estudio bastante interessante...nao so pela sua obra ms também pelo processo de trab e pelo background dos seus principais componentes. de certa forma estes quebram o estupido mito da rivalidade(se é que existe) entre o atelier OMA e H&deM...pois gigon trabalhou no estudio Herzog & de Meuron e guyer tabalhou no estudio OMA com Rem Koolhaas...os dois juntaram-se e consciente ou inconscientemente fundiram dois backgrounds diferentes dois metodos de trabalho diferentes(cada vez + parecidos na minha modesta opiniao)ms nao necessariamente opostos e assim enriqueceram e potencializaram o seu metodo/processo de trabalho...consequentemente o seu estudio e a sua obra... bem...ms isso é outro topico... abraço.........
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