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  1. Confrontos em Copenhaga Mais de 200 pessoas foram detidas em Copenhaga, na Dinamarca, após confrontos resultantes da ocupação ilegal de um centro de juventude. Desde 1982 que o edifício do centro de juventude, no bairro de Norrebro, era usado como ponto de encontro de activistas de esquerda. Em 2000, o poder local vendeu-o um a um grupo religioso, que tem agora uma ordem judicial que permite despejar os ocupantes. Estes recusam-se, no entanto, a sair do edifício. O caso tornou-se numa causa célebre na Dinamarca e, nos últimos meses, várias manifestações têm ocorrido contra as ordens de despejo. Ontem, a polícia deteve 210 pessoas após ter tentado aplicar a decisão do tribunal, efectuando um raide ao edifício, símbolo da cultura "underground". Os jovens insistiram em ficar, apelando a uma solução política para o caso e manifestando-se nas ruas. Vários confrontos foram-se registando ao longo do dia e da noite, estendendo-se ao enclave "hippie" de Christiania. Os manifestantes atiraram pedras e garrafas à polícia, incendiaram automóveis e improvisaram barricadas. Dois activistas e dois polícias ficaram feridos. Hoje, as autoridades estão em alerta, face a possíveis novos confrontos. Solidariedade alemã Nas cidades de Hamburgo e Hanover, na Alemanha, centenas de pessoas manifestaram-se hoje, em solidariedade para com os jovens dinamarqueses do centro de juventude: em Hamburgo, a 150 quilómetros da fronteira com a Dinamarca, 700 pessoas saíram às ruas, e em Hanover, 120 manifestaram-se pela mesma causa. Fonte: SIC :)
  2. Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica inaugurada em Silves A abertura ao público da Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica de Silves realizou-se no dia 10 de Fevereiro e contou com a presença do corpo diplomático de Marrocos, bem como de numerosas individualidades nacionais e estrangeiras ligadas à Civilização Mediterrânica. Segundo Isabel Soares, presidente da Câmara Municipal de Silves, “temos já uma programação a ser preparada, até aproveitando o protocolo com Marraquexe e outros que se venham a firmar com outras cidades do mundo islâmico e de países mediterrânicos da Europa do Sul”. Concertos, exposições, sessões de poesia e seminários estão, pelo menos teoricamente, nos planos da autarca, para a nova Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica de Silves. Com a inauguração do espaço reabilitado e ampliado do Antigo Matadouro Municipal de Silves, foi inaugurada também a exposição de arquitectura intitulada “José Alegria: da paixão..., da terra..., da arquitectura...”. Esta apresentação, promovida pela Câmara Municipal de Silves, em colaboração com a Embaixada do Reino de Marrocos em Portugal, já foi apresentada em versão mais reduzida em Marrakech, no Palácio M’Nebhi (Fondation Omar Benjelloun), em Rabat (Théatre National Mohamed V) e na Fundação Engº António de Almeida do Porto. Esta mostra evidencia o trabalho do arquitecto José Alberto Alegria que, entre Portugal e Marrocos, tem buscado um percurso de continuidades, entre a arquitectura tradicional e a arquitectura moderna e a arquitectura do sul de Portugal e a arquitectura islâmica. A exposição estará aberta até ao dia 10 de Junho, de segunda a sexta-feira, das 09:30 às 13:00 horas e das 14:00 às 18:00 horas e aos sábados das 14:30 às 17:30 horas. No decurso desta apresentação, são efectuadas várias visitas específicas para a comunidade escolar orientadas pelo autor e será também realizada, em data a confirmar, uma mesa redonda de reflexão sobre o tema “A transmissão do saber em arquitectura vernacular: o exemplo da geo-arquitectura em Portugal e Marrocos”, em colaboração com a Universidade do Algarve e o Departamento de Arquitectura da Universidade Lusíada. Fonte: Jornal Regional :)
  3. Gaia na Trienal de Arquitectura 2007 Vila Nova de Gaia irá estar presente na primeira Trienal de Arquitectura realizada em Portugal este ano. A assinatura do protocolo de colaboração ente a autarquia e a Ordem dos Arquitectos visou estabelecer os parâmetros de colaboração para a participação do município. A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia assinou ontem um protocolo de colaboração com a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Sul. Este protocolo visou estabelecer os parâmetros de colaboração imprescindíveis à presença do Município de Gaia na Trienal de Arquitectura 2007, através de uma mostra de projectos e obras de iniciativa municipal. Marco António Costa, vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, adiantou que a autarquia entendeu que não podia ficar de fora da Trienal de Arquitectura 2007, “porque tem muito a mostrar no que foi feito nos últimos dez anos”, disse. A rede de infra-estruturas, de água, os projectos de ordem social, a requalificação da frente de mar, rio e espaços públicos foram alguns dos trunfos que Marco António Costa adiantou serem dignos de divulgação nacional, adiantando ainda que “não há uma das 24 freguesias que não tenha um obra de referência feita pelo município”. “Esta iniciativa é importante não só pelo interesse nacional e internacional que acarreta mas também porque é um desafio para o concelho de Gaia, uma vez que vai poder mostrar a sua imagem e também projectar a cidade que pretendemos fazer no futuro”, sublinhou o autarca. “Pensar a nível regional” Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara de Gaia, adiantou que o concelho tem muita coisa a mostrar e nada a ganhar com esta iniciativa. No entanto, defendeu que cada vez mais é preciso começar a apostar num planeamento da área metropolitana feito a nível regional e o licenciamento a nível local. “Gaia, Porto e Matosinhos estão muito próximos e não faz sentido pensar separadamente no que concerne a transportes públicos, habitação, espaços verdes entre outras coisas”, reiterou o edil. Luís Filipe Menezes sublinhou ainda que cabe ao poder político inverter a situação actual e apelou aos técnicos e arquitectos para uma maior sensibilidade nesta matéria. Caberá ao comissário da área metropolitana do Porto XXI, o arquitecto Gomes Sampaio, escolher quais os projectos com maior representatividade para serem levados à Trienal. Ao longo deste mês outras câmaras irão assinar este protocolo de colaboração. Matosinhos, Santo Tirso, Porto, Gondomar e S. João da Madeira serão algumas delas. O arquitecto Jorge Martins, vereador socialista da Câmara de Gaia, será o responsável municipal por este projecto. Fonte: O primeiro de Janeiro
  4. Portugal vai investir sete milhões de euros em promoção no mercado espanhol Portugal vai investir este ano em Espanha 14% do total das verbas previstas para a promoção no exterior, o que equivale a sete milhões de euros, revelou o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, durante a Fitur. O governante português, que falava numa conferência de Imprensa em Madrid, disse que Portugal vai marcar presença em Espanha com um plano de comunicação de três milhões de euros, que inclui a imprensa e as principais televisões regionais do país vizinho, bem como um importante programa de actividades paralelas. “Este investimento revela a confiança no valor do mercado espanhol que cresceu 12% em número de turistas para Portugal em 2006, convertendo-se em mercado prioritário, e que se traduziu num aumento de 14,8% em número de dormidas”, referiu o secretário de Estado do Turismo. O plano de marketing para o mercado espanhol, apresentado por Bernardo Trindade, prevê o reforço da participação portuguesa em feiras, com destaque para a EIBTM de Barcelona, bem como uma aposta cada vez maior na Fitur. Em 2008, Portugal vai duplicar o espaço do seu stand na Feira de Turismo de Madrid, disse. A aposta de Portugal em Espanha vai passar igualmente pelas novas tecnologias “que facilitarão o acesso personalizado à nossa oferta”, através do site visitportugal.com e do contact center em castelhano. Bernardo Trindade avançou ainda que as acções serão acompanhadas pelo desenvolvimento de “um ambicioso programa de eventos internacionais de carácter desportivo, cultural e profissional, que decorrerão este ano em Portugal”, com destaque para o primeiro Portugal Masters de Golf em Outubro no Algarve, para o Campeonato Mundial de Vela, em Julho, no Estoril, para o Rally Lisboa-Dakar, para a Trienal Internacional de Arquitectura de Lisboa, de 31 de Maio a 31 de Julho, e para um extenso programa dedicado às artes e animação de Verão no Algarve. “É um ano de bons motivos para visitar Portugal e as suas sete regiões”, afirmou Bernardo Trindade. Por áreas promocionais, o maior investimento será o de Lisboa, que é a região do País que recebe mais visitantes da vizinha Espanha, seguida do Algarve Lisboa tem uma verba de 1,4 milhões de euros para gastar em promoção turística em Espanha, centrando as acções principalmente nos eventos e festivais, bem como no Campeonato de Mundo de Vela no Estoril, e o Algarve deverá gastar 582 mil euros, com os olhos postos no golfe e num conjunto de actividades de animação que decorrerão no Verão. O investimento do Porto e Norte de Portugal eleva-se a cerca de 514 mil euros, centrando as suas acções em city e short breaks, touring e turismo activo. A Madeira tem o quarto valor de investimento promocional em Espanha mais elevado, na ordem de 390 mil euros, visando a captação de novas rotas, seguindo-se o Alentejo, que disponibiliza uma verba de 277 mil euros em acções para o consumidor, o Centro de Portugal, que deverá gastar 251 mil euros, com destaque para a natureza, gastronomia e vinhos e short-breaks, e, por fim, os Açores, que vão investir cerca de 198 mil euros, com destaque para a sua natureza e actividades náuticas. “A melhoria das acessibilidades em Portugal, o reforço das verbas na promoção, a apoio às companhias aéreas e aos meios de comunicação social espanhóis são factores que nos levam a acreditar que existem todas as condições para o mercado espanhol crescer ainda mais em Portugal”, disse na conferência de Imprensa, o delegado do ICEP no país vizinho, António Araújo. Fonte: PressTur
  5. Que maravilha...mas a que preço? :)
  6. Arquitectura Religiosa no século XXI O município da Póvoa de Varzim acolhe nos dias 18 e 19 de Maio o Fórum de Arquitectura Religiosa promovido pela Turel – Turismo Cultural e Religioso. Trata-se de um debate alargado, organizado pela primeira vez por aquela entidade de promoção do turismo religioso, que tem convidados arquitectos de renome para uma reflexão e debate da construção, conservação e restauro do património religioso. Reflectir sobre a arquitectura religiosa; analisar as novas tendências e técnicas de construção, conservação e restauro do património arquitectónico de origem religiosa; debater estratégias para a construção de edifícios religiosos; analisar casos práticos de construção, conservação e restauro de edifícios religiosos; especificidades dos edifícios religiosos; e apresentar experiências de Portugal e da Galiza, são os objectivos traçados pela organização. O Fórum de Arquitectura Religiosa foi ontem apresentado em conferência de imprensa, na Câmara Municipal poveira, e é acolhido naquela localidade em resultado do protocolo celebrado entre a autarquia e a TUREL. O cónego Eduardo Melo Peixoto, presidente da TUREL, recordou que a arquitectura religiosa assenta essencialmente nos edifícios destinados ao culto, igrejas, santuários, capelas, entre outros. Que constituem «verdadeiras referências das comunidades que os patrocinam e em que se integram », sublinhou. Por outro lado é indicado que os locais de culto e oração, as igrejas românicas, particularmente em Portugal e Espanha, são também frequentemente os locais de reunião cívica das paróquias e pólos de festejo litúrgicos e profanos. O responsável da TUREL referiu que, com base num documento elaborado pelo ICOMOS (International Council on Monuments and Sites), o património arquitectónico representa um bem valioso, considerando os aspectos culturais e também económicos. Por outro lado, o turismo será certamente uma das indústrias mais importantes do terceiro milénio. Em geral, a existência de um monumento ou conjunto monumental emblemático representa a atracção principal de um local e, simultaneamente, um gerador directo e indirecto de recursos financeiros, frisou o cónego Eduardo Melo Peixoto. Ora, os edifícios de origem religiosa são os que se destacam dos restantes. Em Portugal cerca de 75 por cento do património existente é de origem religiosa. Pelo que o ICOMOS recomenda que «a compreensão exacta da realidade das construções antigas, bem como a sua reabilitação e fruição adequadas continuam a ser desafios muito importantes». Ainda que sejam feitas muitas recomendações, o facto é que, ao longo dos anos, diversas construções antigas têm sofrido danos que representam perdas irreparáveis. As construções degradam-se com o tempo pelo que a conservação e restauro do património «é uma forma de desenvolvimento sustentável», destacou o presidente da TUREL, acrescentando que a sociedade actual «exige a protecção do património de valor cultural e a sua transferência para as gerações vindouras, pelo que a conservação e restauro do património é também uma forma de cultura». Ao Diário do Minho, justificando a importância da manutenção dos espaços religiosos, o presidente da TUREL revelou que o Santuário de São Bento da Porta Aberta gastou cerca de 600 mil euros e o Santuário do Sameiro uma verba idêntica, só na «manutenção básica» dos espaços, durante os últimos dois anos. A construção de novos edifícios religiosos tem representado um grande desafio para arquitectos e empresas de construção, situando-se actualmente numa actividade significativa e com um forte impacto mediático associado. Neste contexto, o programa do fórum – que será ainda enriquecido – revela que o projecto de construção nova Igreja da Santíssima Trindade em Fátima, uma obra orçamentada em cerca de 50 milhões de euros, vai ser analisado. Para isso, vão estar presentes o director da obra, engenheiro António Carvalho, e Alexandros Tombazis, o arquitecto grego que projectou a obra e que dará a sua segunda conferência em Portugal. Para a Póvoa de Varzim, a realização deste fórum vem dar visibilidade a «um espaço de referência estratégica», como salientou o vereador da Cultura, Afonso Oliveira. Aquele autarca indicou que o município já concluiu o levantamento do património de arte sacra, que, em articulação com a Arquidiocese de Braga, vai apoiar a inventariação do património religioso do concelho, pelo que este debate surge numa altura muito propícia e que se alia às comemorações dos 250 anos da Matriz da Póvoa de Varzim. Fonte: Agência Ecclesia
  7. Alguns arquitectos desconstrutivistas estão muito ligados às filosofias de Jacques Derrida, Gilles Deleuze e Felix Guatari. Poderás estudar algumas obras dos seguintes arquitectos: * Peter Eisenmann * Frank Gehry * Rem Koolhaas * Zaha Hadid Fonte: http://math.utsa.edu/~salingar/antiarchitecture-port.html Abraços
  8. Obviamente que não... Perguntaram se conhecia alguma revista de engenharia... não especificaram o país... :)
  9. Apenas 20 por cento dos projectos na RAM são licenciados por arquitectos Novo responsável pela delegação madeirense da Ordem satisfeito com alteração a decreto que permitia assinaturas p or age Jornal da Madeira — Foi eleito esta semana responsável pela Ordem dos Arquitectos na Madeira. Quais os projectos que pretende desenvolver neste mandato? ELIAS GOUVEIA — Uma prioridade é o reforço da formação e apoio ao exercício da actividade de arquitectura. Até agora, e por múltiplas razões, a Ordem tem seguido outros caminhos e tem havido essa falta. Vamos tentar realizar seminários e cursos pós-laborais no sentido de melhorar os conhecimentos dos arquitectos, uma vez que actualmente a legislação muda muito rapidamente, quer em relação aos Planos quer às leis urbanísticas e regulamentos próprios. JM — A formação será dada por pessoas de cá? EG — Neste momento, estamos a fazer uma parceria com a Ordem dos Advogados, por exemplo. Ainda hoje de manhã (ontem), tive uma reunião com o representante da Madeira da OA e pretendemos realizar já no próximo mês uma acção de formação na área do Direito do Urbanismo, que é essencial neste momento porque têm acontecido diversas situações complicadas a este nível. Vamos fazer uma sessão com os arquitectos nesta área e na responsabilização civil. Nós assinamos um termo de responsabilidade em que nos comprometemos que se cumprem certas e determinadas regras e, por vezes, fazemo-lo de ânimo leve. JM — Mas esse comportamento não pode ser prejudicial aos próprios arquitectos? EG — Fazemos isso partindo do princípio que os regulamentos estão cumpridos. E quando o fazemos é para cumprir o regulamento. O que se tem passado, neste momento, é que há sucessivas alterações às regras e muitas vezes os arquitectos são apanhados em falso. JM — Pode dar exemplos? EG — Estão sempre a alterar, por exemplo, a regulamentação sobre a segurança contra incêndio, acessos para deficientes… É muita coisa ao mesmo tempo, como também os Planos Directores Municipais (PDM’s), o POTRAM… É uma carga muito grande de regulamentação sobre a actividade de arquitecto. Acontece muitas vezes — o que é grave — que essa própria regulamentação não é feita por arquitectos, mas sim por juristas. JM — Acha que nas mudanças das regras, os arquitectos deveriam ser parte interveniente, deviam ser ouvidos? EG — É fundamental ouvir os arquitectos. Não basta apenas dizer que os PDM’s estão mal-feitos e que há problemas legais. Os arquitectos também devem participar nesses processos porque há problemas técnicos. Por vezes, nós sentimos que os juristas têm alguma dificuldade em entenderem questões técnicas, como também nós sentimos dificuldades em entender questões jurídicas, daí o nosso interesse em estabelecer uma parceria com juristas. Este será um intercâmbio que interessa não só a nós mas também aos juristas. Vamos também tentar fazer parcerias com outras ordens, como a dos Engenheiros. Já tivemos um contacto com a recém-eleita Ordem para estabelecer uma colaboração. Temos outras ideias para parcerias que, a seu tempo, serão anunciadas. Se PDM’s voltarem a falhar será grave JM — A falta de diálogo entre arquitectos e juristas causa, em parte, as constantes revisões dos PDM’s e de ainda não se ter alcançado os planos ideais para um longo prazo? EG — É preciso vermos que, em Portugal a tradição de planear, de criar Planos Directores, é ainda recente. É ainda mais recente na Madeira. Tivemos os primeiros PDM’s que vão ser agora revistos. Essa é uma situação que já se estava à espera que viesse a acontecer, que houvesse dificuldade dos Planos se imporem e de ser necessário revê-los. Aliás, a própria lei prevê essa situação. Este é um processo evolutivo e penso que os planos terão de ser sempre processos evolutivos. Neste momento, é importante fazermos uma análise crítica, verdadeira, competente e consciente daquilo que falhou, sob pena de andarmos sempre a falhar. Aí então, se voltarmos a falhar, será grave. JM — Na sua opinião, o que é que falhou com os Planos Directores? EG — Falhou um pouco de tudo. Por exemplo, falhou em termos da ocupação do território, que é o que mais interessa às pessoas. Mas isso era normal e até difícil de controlar. Falhou em algumas definições e em alguns problemas jurídicos e urbanísticos ao nível de definições. A orografia da Madeira é difícil e o regulamento em termos de definições aponta para situações injustas, designadamente em relação a designações de cérceas e a questões técnicas que devem ser revistas e pensadas. Uma coisa é termos um plano director para o Alentejo e outra é outro para a cidade do Funchal. São orografias e situações geográficas completamente diferentes, de maneira que têm de ter um tratamento distinto. JM — No caso do Funchal, o que deveria mudar? EG — A cidade do Funchal esteve sob uma pressão urbanística muito grande, tendo surgido em finais da década de 90. Por um lado, foi bom ter surgido nessa altura, porque travou de certa forma alguma euforia de construção que se estava a passar. PDM do Funchal surgiu no devido tempo JM — Mas houve alguma precipitação, ou surgiu no seu devido tempo? EG — Surgiu no seu devido tempo. O Plano Director foi positivo porque arrefeceu um pouco os ânimos e pôs um travão a uma certa euforia, o que foi bom para a cidade sob pena de se cometerem erros muito graves que poderiam não ter remédio. O critério da Câmara foi bom, soube gerir bem o que tinha para gerir. Não se cometeram assim erros de grandes dimensões. Não se cometeram erros, como diz o Diário de Notícias, do Funchal estar cheio de mamarrachos. Penso que em traços gerais, as coisas resultaram bem. JM — Mas houve zonas no Funchal com excesso de construção? EG — Eu não diria isso. Eu diria que houve talvez ausência de espaços verdes e não excesso de construção. Aliás, quando se notou essa situação, a Câmara interviu, designadamente no caso da Ajuda, onde notou essa lacuna e criou espaços verdes. Nada é perfeito, as coisas evoluem e daqui para a frente temos de estar mais atentos. O Funchal tem um determinado território e este não aumenta. É óbvio, e o que será natural daqui para a frente, é que a construção suba mais e haja necessidade de construir mais espaços verdes. JM — Actualmente, todas as Câmaras da Madeira têm um arquitecto? Qual a importância deste elemento numa autarquia? EG — Penso que actualmente todas têm. Quanto à sua importância, depende das funções que atribuírem ao arquitecto. Se ele tiver alguma liberdade de trabalho, será sempre uma mais-valia. Não só poderá ter múltiplas funções, como também será uma ajuda na gestão do dia-a-dia do território. Caminhamos cada vez mais para o planeamento para bem dos arquitectos e dos políticos. Com as regras definidas em termos do planeamento, caminhamos também cada vez mais para a responsabilização dos próprios arquitectos. Luta dos arquitectos prestes a ser vencida JM — O primeiro-ministro anunciou recentemente que vai alterar o decreto legislativo 73/73 de modo a garantir que os projectos sejam assinados apenas por arquitectos. Essa é uma boa notícia para os arquitectos? EG — Sim, essa tem sido uma luta dos arquitectos há já muitos anos. Felizmente, já existe o projecto e parece que desta vez vai ter vez, como diz o ditado popular. Muitas vezes somos responsabilizados por certos e determinados edifícios que nascem nas cidades e normalmente, a crítica aponta para os arquitectos. É preciso chamar a atenção e que as pessoas tenham consciência de que, no panorama daquilo que é licenciado na Madeira, apenas cerca de 20 por cento é subscrito por arquitectos. Neste momento, existe uma série de outros agentes que podem subscrever projectos. Não vou dizer que com a exclusividade aos arquitectos de assinatura de projectos, que as coisas vão transformar-se numa maravilha. Mas dará mais garantias de que aconteçam cada vez menos situações negativas. Os arquitectos têm uma formação específica nesta área e é óbvio que a qualidade do panorama da arquitectura no seu geral há-de melhorar com esta alteração. JM — Com esta alteração legislativa, os agentes técnicos de arquitectura e engenharia ficarão sem trabalho? EG — Entendo que não. Neste momento existem muitas áreas onde os agentes técnicos se podem colocar e que serão mais-valias no processo de construção das obras. Não se está a excluir ninguém. Penso que haverá uma recolocação nestes processos, em que com o seu tempo, será reestabelecida a normalidade. JM — Quer apontar outros objectivos para o seu mandato? EG — Neste momento, estamos a tentar encontrar um ou mais parceiros para instituir o prémio de arquitectura regional. Em termos de programa, esse será um dos nossos grandes objectivos. Será muito importante para a afirmação dos arquitectos e será uma forma do público em geral aproximar-se do trabalho dos profissionais. Não pretendemos fazer publicidade dos arquitectos mas sim que as pessoas tenham um olhar crítico e construtivo. De resto, tentaremos criar uma dinâmica maior à delegação. Há muita coisa por fazer. Precisamos de uma nova sede, de fundos, de patrocinadores, de mecenas, mais formação. Vamos tentar, a pouco e pouco, crescer para ver se no final do mandato conseguimos criar uma dinâmica de união dos arquitectos. JM — Nestas eleições para a Ordem houve pouca participação dos associados… EG — Há dois anos atrás, tivemos duas listas e os arquitectos empenharam-se. Tivemos uma participação de 70 por cento. Desta vez, desceu e apenas 45 por cento dos associados votaram. Queremos relançar a dinâmica de participação dos associados e pensamos criar um concurso entre arquitectos, por exemplo. Também pretendemos devolver o interesse da Ordem aos arquitectos. A sede não é um clube recreativo, mas tem de ter o interesse dos seus associados. A Ordem existe para dar valorizar, dar apoio à formação e à actividade do arquitecto. Vamos também ter um especial cuidado aos arquitectos recém-licenciados que cá chegam e têm dificuldades na integração na profissão. JM — Sabe se há arquitectos recém-formados no desemprego? EG — Penso que, se houver, serão bastante poucos. A Região tem tido, felizmente, capacidade de absorver os profissionais e penso que não haverá situações de verdadeiro desemprego. Paula Abreu Fonte: Jornal da Madeira :)
  10. Dos vazios urbanos aos vazios úteis O Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) organiza o seminário «Vazios Úteis», entre 19 e 21 de Julho, em Lisboa. Inspirado no tema da Trienal Internacional de Arquitectura, «Vazios Urbanos», o seminário pretende demonstrar que «os actuais espaços vazios das cidades são ricos potenciais» para a arquitectura, «para a valorização urbanística e para a própria cidadania». Para tentar responder à questão «como fazer para que a cidade seja requalificada a partir dos seus próprios vazios?», os organizadores estruturam o seminário em quatro palavras-chave: Flexibilidade (os vazios são lugares «do possível e da contínua mudança de função»); Estrutura (os vazios «formam os esqueletos das cidades»); Efémero («condição para o projecto e elaboração das arquitecturas e dos espaços vazios»); Contemporâneo («Reinventar o modo de olhar os espaços públicos»). O prazo para recepção de comunicações está a decorrer até 30 de Abril. Envio de comunicações Os resumos das comunicações deverão ser enviados para seu2007.saau@iscte.pt, até 30 de Abril de 2007. Os resumos não poderão ultrapassar 1 página A4, com espaçamento de 1,5 linhas, em formato Microsoft Word. Esclarecimentos e envio de comunicações: Mafalda Sampayo Mauro Moro E-mail: seu2007.saau@iscte.pt Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa Avenida das Forças Armadas, Lisboa Tel. 217 903 000 E-mail: iscte@iscte.pt Mais informações: http://seu2007.saau.iscte.pt/ :)
  11. Projecto Bom Sucesso apresentado na Holanda Fonte: Turisver.com PS: Não consta no calendário oficial do NAI : http://www.nai.nl/e/calendar/activities.html :)
  12. Impressionante...
  13. Não percebo então... O que é afinal a arquitectura? Um acumular de sentidos, mistérios ocultos e espaciais que apenas são entendidos em determinada época? Ou uma máquina de habitar que transformam as pessoas? Não consigo decifrar onde queres chegar... :)
  14. Temos o mercado de trabalho está cada vez mais saturado... Boa Sorte Ana... :)
  15. E qual o significado oculto das Pirâmides de Gizé? Consegues experimentar o que o rei Quéops, Quéfren, Miquerinos e seus contemporâneos sentiram? Fazem menos sentido por isso? :)
  16. Trienal de Arquitectura em Lisboa será gerida por uma empresa A Ordem dos Arquitectos criou uma empresa, de que é sócia única, para gerir a preparação, a promoção e a gestão da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007, que irá decorrer em Maio. «A sociedade unipessoal por quotas tem uma duração limitada no tempo, devendo extinguir-se um mês após a aprovação das contas do evento a que se destina e terá como gerentes os arquitectos Leonor Cintra Gomes, José Mateus e José Manuel Rodrigues, respectivamente presidente, vice-presidente e tesoureiro», disse a bastonária, Helena Roseta. O modelo de gestão, aprovado em assembleia geral, visa garantir a operacionalidade necessária à realização do evento, «sem prejudicar o normal exercício de todas as actividades da OA», adiantou, referindo que a Trienal tem «uma estimativa orçamental da ordem de um milhão e meio de euros». Lisboa acolherá entre 31 de Maio e 31 de Julho próximos a primeira Trienal Internacional de Arquitectura, coincidindo com a presidência portuguesa da União Europeia, que começa a 1 de Julho. A iniciativa terá uma programação feita de exposições e uma grande conferência de três dias no Teatro Camões. Estará centralizada no Pavilhão de Portugal, mas haverá também núcleos expositivos em 15 pontos da cidade de Lisboa, assim como em Abrantes, Porto, Almada e Cascais. No Pavilhão de Portugal estarão concentradas exposições de arquitectura, nomeadamente uma intitulada «Europa», com um módulo sobre arquitectura portuguesa entre as décadas de 50 e 80 e outro com projectos erguidos depois da adesão de Portugal à antiga Comunidade Económica Europeia. Entre os países convidados a participar na Trienal, que espera acolher 100 mil visitantes, contam-se Japão, Alemanha, Chile, França e Holanda. Fonte: Diário Digital / Lusa
  17. 1) A, B, C, D 2) A, C 3) Engenharia e Vida 4) A 5) C, E, F 6) Arquitectura: B Engenharia: A 7) ---
  18. Conta a intenção... Se arranjar uma textura granítica, disponibilizo. Abraços :)
  19. Ola, Espero que possas dar também o teu contributo ao Arquitectura.pt. Afinal as respostas a todas as dúvidas são fortes contributos de todos os membros... Abraços
  20. De facto, um assunto extremamente complexo...
  21. http://www.galinsky.com/buildings/infobox/index.htm :)
  22. Serve para o efeito? :)
  23. Iniciou-se na segunda-feira (26.2.2007) o prazo para inscrição na 1.ª fase de exames do Ensino Secundário. Em www.exames.org/enes/boletim.php estão algumas indicações sobre o preenchimento do boletim. Em www.exames.org/enes/GuiaGeralExames2007.pdf está disponível o Guia Geral de Exames. Em www.exames.org/acesso/candidatura/online.php estão disponíveis informações sobre a apresentação de candidatura online, bem como o respectivo modelo para pedido de atribuição de senha (o qual pode ser preenchido no computador e impresso). Este modelo deve ser entregue juntamente com o boletim de inscrição nos exames nacionais. Todos os estudantes que pretendam apresentar candidatura ao ensino superior, mesmo com provas de ingresso realizadas em 2006, devem entregar o boletim de inscrição. Fonte: www.exames.org
  24. http://iberecamargo.uol.com.br/media/320_tour_nova_sede.wmv http://p.mm.uol.com.br/audio/iberecamargo/14110002_128.asf :)
  25. E queijadinhas de Sintra? Só pa embirrar, amanha vou comprar meia dúzia.. :happy:
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