A liberdade de escolha que hoje se encontra no que a coberturas diz respeito, falando apenas da aparência formal, permite uma grande liberdade ao projectista (nem sempre arquitecto) na concepção da sua proposta para determinado projecto, daí, que com o surgimento de novas soluções de cobertura, "outras" concepções formais possam vir ao de cima e ganhar espaço...
É compreensivel que a chamada cobertura tradicional portuguesa tenha perdido o protagonismo que outrora teve, mas o que não é compreensível é que esta opção seja automaticamente posta de lado por muitos projectistas ao encararem um novo projecto...
A imagem da cobertura tradicional está intimamente ligada a isso mesmo, à "tradição", muitas vezes confundida com o "passado"...
Ao encarar um cliente/projecto, se vir que para aquela pessoa e local, o mais é uma cobertura em telha, opto por essa solução. É lógco que no processo projectual passarei por outras soluções, mas se o melhor for essa opção, certamente que a seguirei...
Cabe a mim e aos outros projectistas adaptar essa "telha" aos nossos dias, com soluções que se adaptem a uma linguagem com que nos identifiquemos...