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Luis Lopes

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Everything posted by Luis Lopes

  1. "Por que no te callas"
  2. Tenho pena não ter sabido mais cedo da existência do site. Mas, mesmo assim, parabéns arquitectura.pt. Que continuemos a contribuir com os nossos comentários para o seu desenvolvimento e qualidade.
  3. Caro Dj_cc. De facto o que afirmou o Rui Fernandes é correcto. No entanto, é preciso saber , por uma lado, o que diz realmente o contracto que foi assinado. Por outro, é necessário saber se, apesar de contracto, estás a recibos verdes. Porque, se estás, então não há mesmo direito a nada(...) Eu trabalho a quase 10 longos anos numa Câmara Municipal, com contacto e recibos verdes) e tb não tenho direito a nada (nem 13º mês, nem férias). Apesar de poder usufrui-las, mas pq tenho bons relacionamentos com o executivo. Mas, nessas condições não temos direito a nada de nada(...) P.S.: A função pública é, cada vez mais, a real treta(...)
  4. O valor de uma obra não reside unicamente na aparência dos edifícios, mas, sim, em todos os detalhes nela implicados. Isto porque uma obra não é (ou não deveria ser) o resultado de uma forma definida pelo encantamento instantâneo provocado pelo observador, mas pelo seu conteúdo. Isto porque a forma, enquanto aspecto exterior de um objecto, não pode ser julgada com base naquilo que se vê sem entender tudo o que está vinculada a ela. Fazer uma crítica dessa forma, com base na mera observação, sem que ajam outros elementos essenciais para uma boa análise, impõe, antes de tudo, criticar os modos pelos quais a pensamos. Essa crítica sensorial está completamente desligada do mundo pelo qual se deve basear uma obra arquitectónica (a cultura, a história, a tradição, o saber, o dever, bem como, até mesmo, as decisões). Desta forma o objecto passaria a residir, exclusivamente, no âmbito das aparências. De facto, a realidade que se evidencia, é uma admiração por uma arquitectura para ser vista e não propriamente para ser vivida. Parece que existe o hábito de admirar os espaços à nossa frente, esquecendo que estes devem ser vistos como espaços de convivência, que devem desenvolver-se ao nosso redor, sugerindo relações e afectos, de modo a promover o bem-estar. A arquitectura deve fazer face às solicitações da sociedade actual e suas necessidades. De modo que, se torna cada vez mais importante dar novos rumos à arquitectura, insistindo em espaços cada vez mais funcionais, mais adequados às novas técnicas e materiais, bem como às necessidades da vida contemporânea, em detrimento de uma arquitectura despojada de conteúdo, meramente aprazível aos olhos. A arquitectura não deve ser feita para ser olhada de uma forma unicamente estéctica. Não deve ser feita para ser olhada como objecto artístico, agradável aos olhos, mas o modo pelo qual se apresenta resolvida a tríade vitruviana, tendo a capacidade, de resistir às “modernices”. E isto porque, a arquitectura envolve dimensões e implicações que ultrapassam em muito o que se está acostumado a ver. De modo que, quem faz uma crítica, deve perceber que ela deve ter um objectivo, fundamentada, com base numa constatação atenta evitando qualquer interferência, desnudando-se de influências e esforçando-se a ver o que está por detrás de uma obra arquitectónica. Tentar fazer o contrário, após uma mera observação, sem outros elementos fundamentais, pode correr-se o risco de fazer uma crítica sem conteúdo, meramente especulativa, e demolidora.
  5. A melhor faculdade de Paris: "École nationale supérieure d’architecture paris- la- villette". Até mais,
  6. Confesso que estava a ficar bastante preocupado, até a altura em que o Connecty se pronunciou dizendo: “não era para um projecto de arquitectura, mas para um site para a internet.” Já estou muito mais descansado (…)
  7. Boa tarde a todos os participantes. Tive o cuidado de analisar os comentários e parece-me que ninguém está certo e todos têm razão, uma vez que, de facto, existem várias definições. E, quando o arquitecto fez o projecto, fez o cálculo da área bruta baseado em alguma das muitas definições existentes. A questão é, qual das definições é a correcta? Trabalho numa Câmara Municipal, em que, quem calcula as áreas, para efeitos de pagamento de licença, é uma pessoa que, na minha opinião, não o deveria fazer. De modo que não me espanta ter havido a dita diferença de áreas. Por outro lado, visto existirem inúmeras definições até que ponto, a dita pessoa, (que até pode ser bom profissional) estará certa? De modo que é bastante difícil apurar responsabilidades (…) Alguns exemplos: Área bruta de construção = área bruta privativa + áreas brutas dependentes A área bruta privativa é a superfície total, medida pelo perímetro exterior e eixos das paredes ou outros elementos separadoras do edifício ou da fracção autónoma, inclui varandas privativas, caves e sótãos privativos com utilização idêntica à do edifício ou da fracção autónoma. (cfr. art.º 40.º, n.º 2, do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (CIMI)). As áreas brutas dependentes são as áreas cobertas de uso exclusivo, ainda que constituam partes comuns, mesmo que situadas no exterior do edifício ou da fracção, cujas utilizações são acessórias relativamente ao uso a que se destina o edifício ou fracção, considerando-se, para esse efeito, locais acessórios as garagens e parqueamentos, as arrecadações, as instalações para animais, os sótãos ou caves acessíveis, desde que não integrados na área bruta privativa, e ainda outros locais privativos de função distinta das anteriores. (cfr. art.º 40.º, n.º 3, do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (CIMI)). Área bruta de construção - somatório das áreas brutas de pavimento edificadas ou susceptíveis de edificação, acima e abaixo da cota de soleira, incluindo escadas e caixas de elevadores. Se a área a construir abaixo da cota de soleira se destinar exclusivamente a estacionamento, o seu valor não será considerado para efeito do cálculo da área bruta de construção. Excluem-se: -Áreas técnicas acima ou abaixo do solo (PT, central térmica, compartimentos de recolha de lixo, casa das máquinas dos elevadores, depósitos de água e central de bombagem, entre outras); -Arrecadações em cave ou sótão afectas aos fogos ou actividades económicas desde que separadas fisicamente daquelas; -Arruamentos ou espaços livres de uso público cobertos pela edificação -Galerias exteriores de utilização pública - As áreas de estacionamento em cave, incluindo as áreas de acesso; - Terraços descobertos, varandas; - Zonas de sótão não habitáveis sem pé-direito regulamentar para fins habitacionais Há quem separe a área bruta de construção da área bruta privativa e dependente para efeitos imobiliários. Visto isto, parece-me que não há clareza quanto a este assunto, pelo que deveria haver uma única definição, quanto mais quando se trata de efeitos de licença camarária.
  8. Não me parece que assim seja Natália. A arquitectura tem de manifestar todo o contexto, seja o presente e o passado, de modo a responder a todas as necessidades, considerando, sempre, os seres humanos, a vida, a história, tradição, o clima, etc. Se houver esta preocupação, pode ser chamada de arquitectura. E o resultado é o que der. E, é claro que, quando se observa um projecto feito dessa forma, ainda assim se pode ver claras influências de algum arquitecto. Mas é claramente perceptível se um projecto foi, ou não copiado. Mas é claro que fazer arquitectura desta forma dá muito trabalho, ou mais trabalho. E é por isso que se vê, cada vez mais, a mesma coisa, cópias de cópias. Será isso arquitectura? Para mim não.
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