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Urbanismo: Arquitectos devem pensar mais no homem que habita as casas e menos na estética
Lisboa, 02 Mar (Lusa) -- O arquitecto António Baptista Coelho, investigador principal do departamento de edifícios do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), defendeu hoje um maior peso da vertente humana nos cursos de arquitectura.

"Os jovens arquitectos preocupam-se muito com a estética, com o desenho, e pouco com quem vai habitar as casas", disse, em declarações à Lusa.
Autor do estudo "Habitação Humanizada", que será apresentado terça-feira no LNEC, Baptista Coelho acredita que "um escritório ou uma casa bem desenhada e bem pensada faz as pessoas mais felizes".
"A casa deve ser pensada e desenhada para o homem. A arquitectura precisa de interagir com os seus utilizadores, avaliando sempre a adaptação à sociedade", considera, dando o seu próprio exemplo quanto à influência no homem do espaço onde habita.
"Desde que mudei de casa consegui concluir alguns trabalhos", confessou Baptista Coelho, que na investigação que fez para o LNEC cita o arquitecto George Fergunson: "uma escola melhor desenhada leva a um melhor ensino".
"É preciso melhorar a área da formação na arquitectura. Falta matéria teórico-prática. E deve-se começar pelo nível mais elevado, organizando pós-graduações e mestrados sobre como humanizar a habitação".
"Mas nos primeiros anos da formação do arquitecto também é importante insistir na humanização do habitar e mostrar a sua importância. Só assim teremos no futuro cidades mais humanas", disse.
Baptista Coelho chama ainda a atenção para a diferença entre uma "boa casa" e uma "casa grande".
"Temos em Portugal bons exemplos, mesmo na área da habitação social e de custos controlados, de conjuntos habitacionais com casas pequenas, mas que funcionam bem e onde os seu moradores são felizes", afirmou.
"Se as pessoas que lá moram dizem que nunca de lá querem sair é por alguma razão".
Na investigação "Habitação Humanizada", o investigador principal do núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC dá como bons exemplos o bairro de Alvalade, os 500 fogos do bairro do Arco do Cego e o conjunto habitacional da EPUL no Restelo.
Como maus exemplos aponta alguns bairros de Chelas, onde diz que não se conseguiu adequar as habitações às características socio-culturais dos moradores, e os "realojamentos em massa" feitos no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER).
Baptista Coelho fala ainda da necessidade de "reconstrução das cidades" e de um "novo urbanismo".
Propõe como solução que se faça "um estudo do desenho do habitar" para saber "como fazer cidades mais agradáveis".
De negativos nas cidades actuais o estudo aponta a descaracterização do espaço público, o sistema de transportes, a poluição e a perda de identidade e de sentimentos de pertença dos habitantes.
"A casa não é isolada. Deve integrar-se no bairro de forma a promover sentimentos de vizinhança e interacção entre os moradores e deste espaço com o resto da cidade, com boas acessibilidades", disse à Lusa o especialista.
"Habitar não é só da casa para dentro".
SO.

Lusa/Fim
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-03-02 10:05:03
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acho q temos aqui algo serio a debater, todos nós nas escolas somos formatados para pensar a arquitectura como uma arte onde os valores estéticos são da maior importancia. projectamos para pessoas q n t~em a mesma visão da arquitectura q nós, os clientes são uma dor de cabeça pq querem uma janela 'fora do sitio' ou querem uma tijoleira a imitar madeira e nós aterrorizados a pensar q assim este projecto já n é digno d figurar numa revista qq! penso q a arquitectura deveria ouvir mais o q as pessoas querem e n ir sempre pelo caminho mais conceptual e estético. é um belo paradoxo, eu gostaria de conseguir humanizar a minha arquitectura mas n vejo isso no horizonte, a perfeição inatingivel seduz sempre! e os clientes ficam sempre para segundo plano.

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acho q temos aqui algo serio a debater, todos nós nas escolas somos formatados para pensar a arquitectura como uma arte onde os valores estéticos são da maior importancia. projectamos para pessoas q n t~em a mesma visão da arquitectura q nós, os clientes são uma dor de cabeça pq querem uma janela 'fora do sitio' ou querem uma tijoleira a imitar madeira e nós aterrorizados a pensar q assim este projecto já n é digno d figurar numa revista qq! penso q a arquitectura deveria ouvir mais o q as pessoas querem e n ir sempre pelo caminho mais conceptual e estético. é um belo paradoxo, eu gostaria de conseguir humanizar a minha arquitectura mas n vejo isso no horizonte, a perfeição inatingivel seduz sempre! e os clientes ficam sempre para segundo plano.



Eu nao sei em que escola tu aprendes-te isso mas na que eu estudo da-se tanto valor a estética como ao funcionalismo, tens um bom livro para te elucidar acerca desse assunto "saber ver a arquitectura" de bruno zevi! quanto ao facto dos clientes serem dificeis isso é uma verdade mas o que destingue o bom do mau arquitecto é a capacidade de agradar ao cliente sem deixar de ter a sua propria linguagem. O facto do projecto n ser digno de figurar numa revista.... nem vou comentar essa maneira d pensar a arquitectura!
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A arquitectura é como tudo na vida, vale tudo, cada arquitecto projecta como quiser, e concordo com isso, acho que deve haver uma diversidade em tudo e deixar-mos de estar constantemente a tentar criar religiões na arquitectura, como aqueles que arquitectura é o Siza e o resto é analfabetos... Se existem arquitectos a projectar para as revista, acho que fazem bem, é uma estratégia que adotaram... cada um faz como quiser... Viva a liberdade na arquitectura...

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Eu concordo com o que o Arq. António Baptista Coelho disse (se o acordo ortográfico abrangesse os nomes escrever-se-ia Batista :)). Existem muitos detalhes no processo de elaboração de um projecto que são essenciais para um usufruto confortável por parte dos habitantes/utentes. Detalhes esses que são facilmente subjugados pela extrema carga poética que se atribui ao projecto no geral. Acabando a estética por subjugar a ética. Noto isso, por exemplo, em equipamentos destinados a crianças ou aos idosos, onde é preciso ter muita atenção nas necessidades específicas dos utentes. Já me falaram em infantários onde nem um dos lavatórios responde à altura certa para as crianças lavarem as mãos, nem em bicos dos pés chegam lá. Estes detalhes, que muitas vezes consideramos chatos ou nem nos lembramos deles, fazem toda a diferença. Se não incluirmos, num projecto onde se justifique, um espaço para estender a roupa, as pessoas criam um estendal à sua maneira. Algo que poderá ofender o ego do criador que se preocupou demasiado com a estética e menos com a ética. É a minha opinião.

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Noto isso, por exemplo, em equipamentos destinados a crianças ou aos idosos, onde é preciso ter muita atenção nas necessidades específicas dos utentes. Já me falaram em infantários onde nem um dos lavatórios responde à altura certa para as crianças lavarem as mãos, nem em bicos dos pés chegam lá.


No que a isto diz respeito, a ser verdade, nem sei como a edilidade/fiscalização aprovaram o equipamento. Normalmente não deixam passar essas coisas, pelo menos pelo que já vi...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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Eu concordo totalmente com o Baptista!!! Temos que humanizar mais a arquitectura e deixarmo-nos de feiras de vaidades onde o funcionalismo não agrada ás pessoas que habitam o espaço criado... Mas quem sou eu para falar de conceitos se ainda há pouco iniciei o curso... Concordo com a criatividade e também como uma forma de arte mas criar para revistas é que eu não concordo sendo que há por aí criações que tornam a vida do Arquitecto mais dificil se apanhar um cliente que não faz ou não sabe aquilo que quer...

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O que manda é a função. A função é que dá a forma. A estética é uma consequência da forma, que deriva do cumprimento das funções.

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