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Apoio a Banhos de Mar - Carlos Mourão Pereira

Antes do projecto:
http-~~-//www.casadavizinha.eu/spp/architects/52/projects/39/1195660428_1.jpg

Projecto:
http-~~-//www.casadavizinha.eu/spp/architects/52/projects/39/1195660473_2.jpg

Numa perspectiva de projecto inclusivo, procura-se proporcionar banhos aquáticos adaptando funcionalmente áreas com potencialidade balnear. A costa ocidental portuguesa, banhada pelo Atlântico, permite uma fusão sensorial de um limiar entre o mar e a terra. As ondas, a areia, as rochas, as espécies marinhas, vegetais e animais, encontram-se num campo de ênfase de sensações acústicas, olfactivas, tácteis e visuais, capazes de transformar as praias em espaços termais. O projecto apresenta-se como um estudo de caso na Praia de Paimogo, convertendo os viveiros abandonados existentes em tanques de retenção da água do mar. As pré-existências, construções de meados do século XX, aproveitam a orografia da costa, funcionando como reservas de peixe e mariscos.

A proposta organiza-se num tanque táctil principal, que inclui outros tanques secundários, enriquecidos sensorialmente pela envolvente. Pretende-se uma complexidade formal com texturas e concavidades capazes de permitir a apropriação de espécies marinhas. A materialização dos tanques equaciona uma premissa de durabilidade procurando-se a quase ausência de manutenção nestas construções, recorrendo-se a betão “in situ”, reciclado. Procura-se com as ondas e as marés uma reciclagem passiva e agitação da água, essencial para a vida das espécies marinhas. O espaço organiza-se num plano de água, acessível por rampa, onde se incluem diversos tanques para recreio infantil, outros para adultos, e receptáculos tácteis com espécies animais marinhas.

Ler mais sobre o projecto:
http://www.casadavizinha.eu/projectos/39-apoio-a-banhos-de-mar.html
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Na minha primeira visão em termos de escala, parece-me que o projecto não se insere em tudo aquele minúsculo espaço, para um grande projecto. Quanto à questão de podermos tratar da orla marítima de uma melhor forma, claro que sim! Penso que estamos convictos que é necessário apostar na orla marítima, porque não é só o interior do local é que é o espaço público, a orla marítima é também um espaço público, com uma grande aderência do público, para confraternizar e outras diversas razões. Veja-se a Casa de Chá de Leça da Palmeira, do Siza, é um projecto que tenta alimentar ainda mais a orla marítima, sem a tentação de querer invadir o território marítimo (porque o Mar está sempre a subir e faz estragos quando lhe retiramos território!). No fim, diria que deveriamos dar uma maior atenção à nossa orla marítima e aproveita-la com a arquitectura. Muitos países devem roer-se de inveja por não terem a orla marítima que temos!

  • 9 months later...
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Imagem de maior resolução:



Outros projectos semelhantes pelo mesmo autor:


Requalificação de uma quebra de mar, em Rosignano Marittimo, Livorno


Instalação para banhos de rio na Eslovénia, em Kostanjevica, Krki.


Instalação para banhos de rio na Suiça, em Rheinfall, Schaffhausen.


Imagens gentilmente cedida por Carlos Mourão Pereira Arquitectos

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