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Arquitecta de Tremês conquista prémio internacional de arquitectura e energias renováveis
Por Liliana Martins

Marta Moreira conquistou, aos vinte e cinco anos, o primeiro lugar no pódio da “Arescompetition”, um concurso internacional de arquitectos que teve lugar na Grécia. Licenciada em Arquitectura na Universidade Lusófona em Lisboa foi convidada, no final do curso, para fazer parte da equipa de um atelier, em Lisboa, dirigido por um dos seus professores da faculdade e em conjunto trouxeram para Portugal a medalha de ouro.

Tudo aconteceu por brincadeira. Decidiram arriscar na competição internacional de Arquitectura e Energias Renováveis, disputada na Grécia. “Nunca achámos possível ganhar, é mesmo muito complicado, e Portugal não tem grande passado nesta área”, confessa a jovem natural de Tremês, Santarém. Apesar da surpresa e de ter demorado algum tempo a acreditar, Marta Moreira ficou muito feliz e diz que por vezes as pessoas a abordam na rua para dar os parabéns. “Alguns tem conhecimento mas a maior parte não entende muito bem que prémio é que nós ganhámos. Não é uma área muito conhecida”, afirma.

O projecto, uma espécie de tenda, demorou seis meses a conceber e envolveu muito trabalho de pesquisa. A equipa desenvolveu um protótipo de um módulo de habitação para pessoas em catástrofes naturais. “Tivemos de aplicar as energias renováveis e conceber um projecto exequível, fácil de montar e leve para poder ser transportado em avião. Tivemos de aplicar painéis fotovoltáicos, aprender como funciona a água e o sol, como conseguir uma entrada para área potável, etc…”, explica a arquitecta.

“O que mais gosto de fazer é chegar à ideia para o projecto e fazer a pesquisa. Depois a parte de desenvolver a ideia já é mais técnica”, admite. O projecto que ganhou o concurso foi desenvolvido num software informático chamado Autocad, onde se desenha o produto. Esses desenhos acompanhados por uma pormenorizada descrição de como foi criado e como funciona, conquistaram o juri internacional e relegaram para segundo e terceiro plano as ideias da Alemanha e dos Estados Unidos.

Marta Moreira trabalha agora num projecto de uma moradia multi-familiar, mas terá de voltar à Grécia com os seus colegas para uma exposição no Fórum de Atenas e a Turim, Itália. Aí a arquitecta confessa a possibilidade de encontrar uma empresa interessada em patrocinar a construção do módulo vencedor. “Era muito giro construir o protótipo”, revela esperançosa enquanto explica as várias funcionalidades do módulo.

A jovem de Tremês pretende para já terminar o estágio profissional no Atelier do seu professor e patrono. “Integrei-me muito bem na equipa, nós damo-nos bem e vou continuar no atelier. Só num futuro distante pondero ter o meu próprio atelier”. A arquitecta, que tem como referências a arquitecta Zaha Hadid e o quartel de bombeiros de Vitra e o Jewish Museum, na Alemanha, prefere as linhas modernas e o seu sonho é desenvolver projectos para grandes edifícios. “Como ainda sou nova é difícil conseguir isso para já”, considera.


Fonte: O Mirante
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Muito obrigado pelos Parabéns!

Não querendo descridibilizar o trabalho da jornalista quero aproveitar para corrigir algumas coisas que foram publicadas como"(...) trouxeram para portugal a medalha de Ouro", "Medalha de ouro" devia estar entre parêntesis se é que com isto quiz dizer o primeiro lugar.
Quando se refere ao facto de termos desenvolvido um protótipo também não é correcto, nós desenvolvemos sim, um projecto que poderá vir a ser um protótipo.
Quando afirmo que "tivemos de aplicar as energias renováveis e conceber um projecto exequível(...) como conseguir uma área potável, (...) a jornalista deveria querer dizer "conseguir uma área para água potável".


Só quero aproveitar para mais uma vez referir o nome também da restante equipa, os Arquitectos João Manuel Barbosa Menezes de Sequeira a Ana Carina Bernardo Figueiredo e o Pedro Miguel Fernandes Ferreira.

Quero igualmente agradecer á Jornalista Liliana Martins do Jornal o "Mirante" do Ribatejo.
  • 2 weeks later...
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E é assim... em Portugal os arquitectos portugueses não tem trabalho é tudo para os estrangeiros. No estrangeiro... os arquitectos portugueses são os "melhores"...

Duas conclusões... ou em Portugal o que é nosso não presta, ou os bons portugueses não querem trabalhar em Portugal...

Eu não sei onde vai retirar estas conclusões, Portugal tem excelentes Arquitectos, com trabalhos de grande nível dentro das fronteiras (e reconhecidos como tal), como é natural, também há intervenções de grande relevo por parte de Arquitectos de renome Internacional e isto é de salutar...e não, não falta trabalho.
  • 2 weeks later...
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Sobre o trabalho vencedor a Marta fez o favor de presentear-nos com alguma informação do concurso. O tópico da Marta e da sua equipa encontra-se:
http://www.arquitectura.pt/forum/f10/1-pr-mio-internacional-de-arquitectura-energias-renov-veis-8635.html

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