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Fábrica no Porto reconvertida em lar

O atelier portuense Grupo 3 projectou a transformação de uma unidade fabril devoluta numa residência para a terceira idade, no centro do Porto. Com este equipamento, valorizado em cerca de sete milhões de euros, o executivo municipal portuense prevê alcançar duas metas: coesão social e reabilitação da BaixaA arquitecta Susana Gomes é a responsável por este projecto que reabilitará uma parcela do núcleo do quarteirão demarcado pelas ruas da Torrinha, de Cedofeita, do Rosário e do Breyner, onde outrora existiu uma unidade fabril. A intervenção no edifício existente não consiste numa recuperação, como os arquitectos fazem questão de mencionar na memória descritiva, mas sim na reabilitação de parte do conjunto edificado "num programa totalmente diversificado daquele que tem vindo a definir a sua história". A primeira medida "foi restituir os espaços verdes ao interior do lote", seguida da "integração de um programa exigente - equipamento de apoio à terceira idade. O novo corpo será projectado em "L", resultando da "compatibilização possível ao património restante". A fachada principal ficará voltada para a Rua do Breyner e a chaminé situar-se-á no interior do quarteirão - "fragmentos que testemunham as passadas funções industriais. Relativamente à cércea existente (-1, 0, 1 e 2), projectou-se um novo piso que fica recuado relativamente ao arruamento principal. A partir deste é elaborada a entrada para a residência, situada no piso 0, tal como as entradas complementares, pedonais e de veículos. Será também neste piso que figurarão as zonas de estar, voltadas para a Rua do Breyner, bem como a zona administrativa e o primeiro conjunto de quartos da residência, que se desenvolvem para o interior do quarteirão. Os pisos superiores (1, 2 e 3 - recuado) albergam os restantes quartos e os apartamentos de tipologia T0, que fazem parte do programa habitacional complementar. Ao todo, são 119 camas distribuídas pelos quatro pisos, numa área total de seis mil metros quadrados. No interior do quarteirão o projecto permite a abertura do logradouro para espaços verdes, através da demolição da construção fabril que o ocupava na íntegra.

As particularidades construtivas e sustentáveis

No âmbito da construção, as soluções encontradas foram desenvolvidas no sentido de corresponder às exigências de "excelência e qualidade, tendo em vista o conforto dos residentes". Sendo este um projecto de reabilitação, a relação do edifício com a envolvente não se alterará. A intervenção, por si, vem acrescentar valor não só pela integração, mas também pela reabilitação ao nível da efectiva utilização do edificado, que permanecia abandonado. O conceito base neste trabalho consiste na transformação da antiga unidade industrial num "equipamento de qualidade e apoio à idade sénior em meio urbano de proximidade" - localizado no centro da Invicta, tornando assim mais fáceis e acessíveis as visitas dos familiares e amigos dos residentes, o que vem melhorar a capacidade funcional dos mesmos e promover a coesão social da zona. No que a materiais concerne, o revestimento exterior consiste no sistema de isolamento térmico do tipo "cappotto" - que proporciona conforto térmico, economia de energia, protecção térmica de toda a massa construtiva, com consequente estabilidade da construção. Para o embasamento recorreu-se à pedra de granito, enquanto a caixilharia é feita em alumínio termolacado tipo "Extrusal". Já em termos de sustentabilidade "e porque construir é um compromisso cada vez mais significativo no panorama ambiental, o projecto introduz novas opções construtivas e tecnológicas". A iluminação natural é garantida a quase todos os espaços do edifício. Com o sistema construtivo adoptado, os arquitectos pretendem assegurar uma elevada inércia térmica, de forma a aumentar os níveis de conforto térmico dos utentes, reduzindo, assim, as necessidades de aquecimento

no Inverno e as necessidades de arrefecimento no Verão. Serão também instalados painéis solares para a produção de águas quentes sanitárias e garantir também pré-aquecimento da água da piscina,

o que virá reduzir as necessidades de consumo energéticas para atingir a temperatura de conforto. Por outro lado, a introdução de espaços verdes com espécies arbóreas diversas irá permitir regular a temperatura do ar envolvente e fornecer zonas de sombreamento no período de Verão.

Fonte: Jornal Construir
  • 2 months later...
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o país precisa deste tipo de intervenções. recuperar, dar uma nova identidade aos edificios industriais que estão pelo nosso país fora, ao completo abandono. Só se pensa em construir quando existem edificios abandonados cheios de potencialidades a vários níveis.

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