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Didden Village _ MVRDV - Rotterdam

The first realization in MVRDV’s hometown Rotteredam is a rooftop house extension. On top of an existing monumental house and atelier, the bedrooms are positioned as separate houses, optimizing the privacy of every member of the family. The houses are distributed in such a way that a series of plazas, streets and alleys appear as a mini-village on top of the building.

Parapet walls with windows surround the new village. Trees, tables, open-air showers and benches are added, optimizing the rooftop life. By finishing all elements with a blue poly-urethane coating a new “heaven” appears. It creates a crown on top of the monument. The addition can be seen as a prototype for a further densification of the old and existing city. It adds a roof life to the city. It explores the costs for the beams, infrastructure, and extra finishes, and it ultimately aims to be lower than the equivalent ground price.

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Imagem colocada Imagem colocada Imagem colocada Imagem colocada Imagem colocada http://img112.imageshack.us/img112/2299/847470208d857cb15b8b226zo8.th.jpg http://img120.imageshack.us/img120/5788/846608145e158dc2371b228jb9.th.jpg http://img504.imageshack.us/img504/229/847466632e7a70af1a6b229bp0.th.jpg http://img261.imageshack.us/img261/1781/8466048873f4800fa03b22api7.th.jpg

Fontes:
www.designws.com
www.mvrdv.nl
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para mim é sempre um pouco complicado falar da obra dos MVRDV. a sua plasticidade naquilo que é a arquitectura contemporânea diverge com certeza da maioria dos ateliers, acabando por vezes por desmestificar a arquitectura tornado-a de um certo modo mais "divertida" aos olhos dos outros. parece-me válida a solução encontrada para o exterior, a meu ver claro, gosto do contraste do desenho mais tradicional no exterior com a atitude muito firme de o pintar de azul acabando por se tornar sem dúvida num ponto de referência numa cidade um pouco amorfa. gostaria de salientar a atitude do atelier que ao colocar uma série de equipamento no telhado optimiza o mesmo, fazendo com que também os moradores tenham contacto e tragam utilidade a este "mundo azul".

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sou grande fa dos mvrdv, a forma como a forma tem um papel tao importante na arquitectura e a forma como abordam os projectos com grande base conceptual, marcaram a forma como procuro os meus projectos. gosto da ideia de colocar quase um pouco de morfologia de espaços publicos na cobertura para um uso privado, mas desde que vi o projecto, não consigo perceber o azul, ja não me lembro o pk daquela cor, mas a fim perturba-me imenso, nao conseguiria ficar lá muito tempo...é quase um acto psicotico... mas engraçado quando dizemos " epa é tudo azul" quando o nosso dia a dia é por tudo branco... blue is more....lol... gosto imenso das escadas interiores...

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pareceu-me pertinente deixar esta transcrição de uns apontamentos que encontrei no meio das minhas coisas. peço desculpa por não me lembrar da fonte. "(...) o facto de preferir mais uma cor a outra está relacionado, como é óbvio, com o seu gosto pessoal, mas existem cores como o verde ou o azul que escondem atrás de si uma simbologia muito particular. se é uma daquelas pessoas que adora o azul, saiba que o azul normal revela o seu forte desempenho no local de trabalho. (...) o azul permite vencer o stress e alcançar a serenidade, e na decoração proporciona excelentes condições de paz e de aumento óptico do espaço, em especial se for o azul turquesa. nas luzes o azul tem a capacidade de acalmar e de relaxar. a sensação intensa da luz azul é facilmente esquecida quando se entra num local iluminado por esta cor, passando automaticamente a vigorar uma familiaridade com o espaço. um ambiente com luz azul causa um efeito muito positivo, originando uma sensação de liberdade e de expulsão de problemas. (...)"

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Estou como o Ricardo, aquele azul não me faria ficar lá muito tempo.

Poéticamente compreendo o ponto de contacto entre o céu e a terra, funcionalmente acho extraordinário, tanto no espaço que proporciona como na ligação com o interior da habitação.

Parece-me mais um manifesto para com a saturação aparente a nível do solo e provavelmente na vivência desse solo. Até mesmo, como se entende no excerto abaixo, um manifesto contra o valor imobiliário.

It adds a roof life to the city. It explores the costs for the beams, infrastructure, and extra finishes, and it ultimately aims to be lower than the equivalent ground price.


Acho muito interessante este conceito de parasitas, na secção de exposição de trabalhos, no 3º ano, está lá algo referente a isso.

O Arq.º Nuno Brandão Costa desenhou algo com o mesmo carácter na Faculdade de Ciências Médicas, mas num patamar de expressão diferente.

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claro que o conceito de parasitas é bastante interessante de explorar, agora não nos podemos servir dele como "desculpa" para desenharmos aquilo que nos passa pela cabeça, ou seja, simplesmente é um conceito perigoso porque há sempre quem se aproveita disso para trabalhar à volta do seu umbigo.

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Não me parece, neste caso específico dos MVRDV, que seja trabalhar em torno do umbigo. Como escrevi acima o projecto aparenta ter um caracter de manifesto e essa ousadia está patente na cor escolhida, na ironia da cobertura com duas águas, que é exactamente a essência de "casa" que os miúdos desenham numa folha de papel. Acho que compreendo o que queres dizer Valter, mas também não me parece legítimo redzir o valor e a intenção que o atelier quis demonstrar com este projecto a um simples gabinete com o rei na barriga.

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cama vez mais me sinto rebelde, pelo menos começo a me questionar do pk seguir as regras, pk nao fazer algo, k gira em torno do umbigo ou como o quiserem chamar, cad vez mais me atrai o meio termo, arquitectura como a de zaha hadid, alguma dos mvrdv, nl architects, os BIG que para mim foram uma grande surpresa e espero seguir de perto o trabalho deles...gosto muito da frase do rem "**** banal" é exactamente o lado experiemntal dos mvrdv e o nao ter medo de errar ou ser diferente que valorizo nos mvrdv...

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bom também nao acho que seja essa a atitude. Não se trata de ir ou não contra as regras. Não estamos a falar de um jogo ou de algo tão subjectivo que possa ser decidido por meras atitudes ou gostos. O tipo de experimentações dos autores que apresentas são bastante distintas e algumas até contraditórias dando motivos para eu considerar aceitável ou não o seu trabalho. Quanto aos BIG, já enquanto PLOT o método de trabalho deles é puramente experimentar ao nível da concepção socio-urbana do edifício. Aqui, a meu ver, a forma não surge como necessidade de inovação, surge antes como objecto de enquadramento de reflexões e esquemas de vivências tidas em conta para o local. Ou seja, antes de mais considero-os em grande parte funcionalistas. As suas experiências pretendem responder a questões funcionais maioritariamente. Por outro lado, a Zaha Hadid experimenta em campos completamente distintos e mesmo opostos. Está claramente no domínio da forma, é esta que define o projecto à partida e é só a partir da forma que se enquadra o programa. Estas experiências são advém normalmente de impulsos do território aliados a uma excentricidade que se multiplica em formas em cima de formas. Para mim esta posição tem consideravelmente menos interesse enquanto arquitectura. Para mim os MVDRV situam-se mais no campo de investigação dos BIG, no entanto tentam explorar muito mais os aspectos formais como manifesto (um pouco como zaha hadid). Ou seja, uma vez resolvidos os problemas funcionais do projecto, debruçam-se sobre formas de criar uma imagem marcante da obra. Para mim qualquer dos métodos é possível, no entanto, considero que há aspectos que não são aceitáveis maioritariamente na forma como hadid aborda a arquitectura enquanto ideia monumental. Não há um único edifício da arquitecta que não marque um lugar, mesmo lugares fortemente caracterizados. E por isso condeno a sua constante atitude presente em qualquer lugar onde projecta. Para ela qualquer sítio é igual ao anterior, a diferença de um para o outro é o edifício que ela irá construir.

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em relação a zaha hadid concordo, agora que a arquitectura dela está a evoluir para um campo onde muitos arquitectos tiveram medo de se meter é outra história, não acreditam que a arquitectura é mais do que meras caixas brancas? não falo com desejo de criar esculturas habitaveis, mas sim de explorar o potencial de novas formas, seria muito mais radical voltar ao passado, e propor algo classico, hoje em dia seria considerado a mais ousada das propostas. Quanto ao processo, função_forma, forma_função, pois bem acredito sinceramente que 85% dos ateliers fazem a forma, e depois procuram um conceito que relacione a mesma com o local. O conceito é uma historia que contamos para que um desejo nosso se torne plausivel... Ao menos tenhamos a humildade de assumir isso. Grandes arquitectos rompiam com as tradições da epoca, se calhar foram olhados com descredito, pode parecer contraditório mas odeio a arquitectura do ghery, apesar de lhe reconhecer a coragem de explorar novas formas... Não deveriamos acima de tudo questionar a arquitectura? Que resposta é que dão a um cliente quando pede coberturas inclinadas, e voces tentam " impingir" planas, serão mais conformaveis termicamente? ganham um uso do espaço? inserem-se melhor na envolvente? Porque a poetica da pedra vidro e ferro, numa tabela periodica não haveram elementos mais interessantes. Sinceramente penso que existe duas vertentes hoje em dia, um lado de formas movimento, evoluir as construções, outro onde o exterior aparentemente não traz nada de novo, mas os interiores nos deixam completamente rendidos, cada dia mais acredito na escala, forma, luz, e emoções como o centro da arquitectura, e procuramos conceitos bonitinhos para justificar uma procura... Já está longo o post, sei que existem ateliers a trabalhar a partir de uma fortissima analise do local e cultura, condicionantes do terreno, etc, e a forma surge como resultado final, a meu ver não deve ser final, devem andar sempre lado a lado, forma_função_reacção. numa interação constante e não uma a resultar na outra...ou em detrimento de outra....

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