3CPO Posted April 2, 2007 Report Posted April 2, 2007 Cannatà & FernandesForum Empresarial do Tecnopolo do Vale do Tejo, Abrantes - 2005 Este projecto é o resultado de um convite efectuado pela ABRANPOLIS Empresa de Desenvolvimento, EM. A análise do programa preliminar constituiu a primeira reflexão sobre os conteúdos do projecto no âmbito de uma avaliação geral da tipologia de obra. Depois da primeira fase de entendimento da temática, e posteriormente à visita ao lugar do projecto e ao reconhecimento do contexto geográfico, foram verificados os dados do programa na sua relação específica com o lugar. O programa pedia a readaptação de um armazém da antiga fábrica actualmente em desuso, com a inserção um centro de exposições constituído, por áreas de serviço, duas salas de exposições, uma com 3000 m² e a mais pequena com 400 m², e um centro de congressos composto de gestão do fórum, bar/cafetaria, restaurante, duas salas de reuniões, biblioteca e de um auditório para 250 pessoas. O custo de construção é de 4.500 000.00euros. Em termos específicos, o “lugar” como material de projecto serviu para construir uma ideia de arquitectura representativa daquela função pública e pedagógica do futuro edifício. Neste sentido a especial atenção às condições existentes, nomeadamente a sua relação com as outras partes edificadas, constituíram as primeiras condições de referência para o início do estudo do projecto. Os critérios de projecto desta primeira fase, foram: - Estabelecer os valores das preexistências; - Verificar a compatibilidade entre programa e potencialidade do lote; - Testar soluções em termos de organização funcional; - Realizar configurações espaciais de fácil identificação e orientação na sua utilização pelos utentes internos e pelo público em geral; - Propor, através da arquitectura, uma imagem claramente identificável no âmbito do Pólo com capacidade de assinalar no território uma nova centralidade. Tais objectivos foram concretizados através de um constante trabalho interdisciplinar entre os vários especialistas que compõem a equipa de projecto. Depois de varias hipóteses foram elaboradas 4 soluções para edifício do Fórum Empresarial de Abrantes, sendo a proposta úmero quatro aquela que representa a solução óptima. Das quatro soluções é possíveis sintetizar:Proposta nº 1 – A solução propõe a reabilitação integral do edifício preexistente. Esta Solução prevê a inserção de todas as infra-estruturas necessárias ao bom funcionamento do novo equipamento e na opinião da equipa projectista, dá uma resposta deficitária ao programa pedido, uma vez que os corpos preexistentes estão separados e por consequência apresentam muitos espaços exteriores perdidos, de difícil integração na nova estrutura funcional. O cliente concordou com a equipa projectista.Proposta nº2 – A solução propõe a preservação do corpo menor do conjunto preexistente para reestruturação e aplicação do novo programa e a demolição integral do corpo maior do conjunto e construção de um corpo novo em substituição deste com a função de nave de exposições, centro de congressos e áreas administrativas. O corpo antigo restaurado seria destinado a restaurante bar e zona expositiva. A equipa projectista informou que esta solução, apesar de ser correcta porque respeita o valor arquitectónico de alguns elementos de ferro, reduz o espaço de construção, uma vez que é necessário para preservar o carácter da preexistência, criar um espaço de praceta/átrio entre os corpos novo e antigo. O dono da obra concordou com a equipa projectista.Proposta nº3 – A solução propõe a inserção do corpo menor do conjunto preexistente no interior de um corpo novo. A equipa projectista informou que esta solução, para obter um espaço envolvente ao volume preexistente aumenta a área de intervenção sem que com isso a nova intervenção seja valorizada em termos de área expositiva, o que, necessariamente torna esta solução pouco eficiente em termos funcionais.Proposta nº4 – A solução propõe a demolição total da preexistência e a construção de edifício completamente novo. Esta solução, é a mais eficiente no que se refere ao investimento económico quer à capacidade funcional a obter. O edifício configura-se como um único volume caracterizado pelo movimento curvilíneo da fachada em vidro. A fachada onde se localiza a entrada principal é assinalada por uma maior acentuação desse mesmo movimento curvilíneo, criando uma concavidade quase natural, indicando o ponto de entrada para o público. A localização da entrada principal corresponde a uma relação privilegiada com o espaço público à cota do actual nível de estacionamento e da futura alameda transversal à área do Tecnopolo. O uso do vidro na fachada, filtrado por uma segunda pele interior, justifica-se: -como elemento transparente referindo-se à dimensão publica do edifício -como uso de um material contemporâneo com elevadas prestações -pela fácil manutenção -pela capacidade de comunicação visual através da capacidade de construir cenários dinâmicos durante a realização de eventos. A evidente visibilidade da cobertura sugeriu um tratamento especial dedicado a esta parte do edifício. Concretamente, está prevista a realização de uma cobertura acessível, onde se localiza um restaurante e um espelho de água. Tal solução permite a duplicação da área contribuindo para uma melhor utilização da estrutura, tanto no sentido das actividades funcionais, como no desenvolvimento de uma actividade económica. O uso da água, anula parcialmente, na visão da parte alta da cidade e do centro histórico, o efeito volumétrico da construção enriquecendo a paisagem de novas valias estéticas, acrescendo ainda os notáveis benefícios no comportamento térmico geral do edifício. O edifício articula-se em 4 níveis: Piso -1 neste piso estão previstas as zonas técnicas (armazém, oficinas, dispensa do restaurante, instalações sanitárias e balneários para pessoal, etc.) e ainda a cota baixa do auditório. Uma rampa exterior permite uma acessibilidade mecânica para descargas de materiais, abastecimento e acessos de serviço ao restaurante. Piso 0 corresponde à cota de entrada do público e do espaço expositivo principal. Neste piso, localizam-se acima de tudo todas as actividades previstas nesta fase, e em particular os serviços administrativos de gestão das actividades expositivas e o auditório. Um pé direito com mais de dez metros, tem o objectivo de permitir o desenvolvimento de exposições de vários tipos, caracteriza o espaço maior e da zona de entrada. Piso 1 constituído principalmente por uma área livre de tipologia polivalente, para a qual se prevê numa fase sucessiva uma definição espacial funcional ajustada as exigências de gestão e de uso do edifício do Tecnopolo; Piso+1 neste piso localizam-se o restaurante e o terraço ao ar livre. Esta proposta permite também, caso assim se entenda, ampliar a área de estacionamento, uma vez que a que actualmente se encontra realizada é claramente insuficiente para dar resposta ao número de utentes e visitantes previstos no programa do Fórum. Após analisadas as vantagens e desvantagens das diferentes propostas o cliente optou pela solução nº4. Esta solução respondendo às expectativas do cliente apresenta-se como uma possibilidade de dotar a zona, actualmente periférica à cidade, de um edifício de referência capaz de gerar urbanidade e centralidade. Este novo pressuposto induziu o cliente na decisão de deslocar o Fórum Empresarial para o terreno contíguo, mais central e liberto de qualquer construção preexistente. A segunda fase do projecto reequacionou as novas condições consequentes da decisão de deslocar a localização do edifício. O lote indicado para a nova implantação encontra-se livre de preexistências mas com relações urbanas completamente diferentes. A proximidade ao nó viário e as diferenças de cotas entre o terreno e as condições de acesso estabelecem uma necessária reorganização e revisão do projecto da fase anterior. Os critérios de projecto que orientaram esta segunda fase, foram: - Manter através da arquitectura, uma imagem claramente identificável no âmbito do Pólo com capacidade de assinalar no território uma nova centralidade. - Aumentar a capacidade da área de exposição; - Compatibilizar a funcionalidade dos espaços interiores com as possibilidades de uso das áreas exteriores; - Integrar a morfologia do edifício com as diferenças de cotas existentes e com a articulação dos acessos; - Manter à autonomia funcional das diferentes áreas do edifício; - Definir com suficiente aproximação os materiais a utilizar; Estes objectivos concretizaram-se numa solução nº 5 da qual se encontra em elaboração o Projecto de Licenciamento. Esta última solução é definida pela construção de dois volumes. Um volume realizado em betão microperfurado por óculos de vidro, onde se realizarão os eventos expositivos e um outro volume mais baixo, de paredes curvilíneas realizadas em vidro transparente. Esta parede, constituída por duas membranas de vidro que permitem a ventilação de uma caixa-de-ar interior e por uma cortina colocada no interior desta, constrói as duas características que pretendíamos para este volume onde se localiza o auditório uma pequena sala de exposições o bar/restaurante e os serviços administrativos, por um lado transparência absoluta do interior de modo a que as actividades culturais que aí se venham a executar tenham uma grande interacção com o transeunte da cidade, por outro o excelente comportamento térmico do edifício quer de Inverno quer de Verão. Estes dois volumes assentam numa grande plataforma articulada com o nível do estacionamento exterior já existente através de uma grande escadaria. No espaço inferior localizam-se todos os serviços técnicos e o parque de estacionamento. Desenhos Técnicos: Fonte: EuropaConcorsi :) Quote
JVS Posted April 6, 2007 Report Posted April 6, 2007 Adorei o projecto. Diferente. Os 3D fazem-me lembrar os 3d dum colega. Quote
lllARKlll Posted April 6, 2007 Report Posted April 6, 2007 Tem apenas um pouco de noise...mas estão muito bons. Quote
joaoneves Posted April 6, 2007 Report Posted April 6, 2007 tenho oportunidade de ir a Abrantes com facilidade.... 1 dia destes pass no local antes da conclusão do projecto ...espaços curiosos Quote
JAG Posted April 10, 2007 Report Posted April 10, 2007 Muito bonito... gostei bastante. Muito bom para aquela zona do pais... uma região um pouco esquecida. Quote Josué Jacinto - Mais FácilMy web: maisfacil.com | soimprimir.com | guialojasonline.maisfacil.com
asimplemind Posted April 10, 2007 Report Posted April 10, 2007 pelos 3d comprava! Pelo conhecimento de outros edificios destes arquitectos tenho algumas dúvidas. Geralmente têm sempre 3d fabulosos e na prática deixam um pouco a desejar. Mas parece interessante! No entanto é sempre facil adivinhar as influências (formais) de cada projecto deste atelier :) Quote
asimplemind Posted April 10, 2007 Report Posted April 10, 2007 no entanto agora analisando mais a fundo uma coisa que desgosto é quando este tipo de projectos caem no "cliché" que este também cai. Da aparente organicidade exterior que parece desvendar um interior expressivo, acabamos por observar nas plantas uma total separação entre o envelope exterior e os espaços interiores. Aquilo que podemos concluir é que todo o edifício se insere num quadrado mas, que a certa altura se soltou da sua estaticidade e ganhou dinâmica, mas o interior continuou estático, perdendo talvez o aparente interesse que se tinha do exterior Quote
joaoneves Posted April 11, 2007 Report Posted April 11, 2007 a certa altura se soltou da sua estaticidade e ganhou dinâmica, mas o interior continuou estático, perdendo talvez o aparente interesse que se tinha do exterior ...concordo [asimplemind], acho que o interior parece que foi menos pensado, e um pouco desfavorecido em relação à dinâmica e harmonia do exterior. O interior está, na minha opinião, pouco valorizado. Quote
piroclasto Posted April 11, 2007 Report Posted April 11, 2007 ...concordo [asimplemind], acho que o interior parece que foi menos pensado, e um pouco desfavorecido em relação à dinâmica e harmonia do exterior. O interior está, na minha opinião, pouco valorizado. Analisando a obra que estes arquitectos teem para traz, penso que a arquitectura deles é um pouco de dentro para fora, e que o estilo deles se verifica mt mm pelo interior desse edificio. O k eu acho é que a a pele exterior nao é para ser "vista de fora", mas sim ser vivida por dentro, porque eles conseguem criar um ambiente mt simgular nakele open space. Quote
asimplemind Posted April 11, 2007 Report Posted April 11, 2007 é uma visão correcta que se pode ter. No entanto não me deixam de surgir imagens à cabeça com as quais sei que eles foram fortemente influenciados (formalmente) até porque a ultima viagem do 4º ano da esap foi a berlim e à biblioteca de Cottbus, já para não falar das Sejimas que eles tanto gostam de aplicar nos seus projectos.'>http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/imagens/297_13.jpghttp://www.nordenson.com/images/toledo/toledo00.jpg'>'>'> Há que interpretar mas usar os modelos como objectos de estudo de determinados aspectos que procuramos, não apenas formal. Para mim há claramente um desfasamento entre a formalização exterior e a interior e, nisso a biblioteca de Cottbus é coerente, por isso é que digo que aqui foram buscar apenas aspectos formais. No entanto até acaba por ser um edifício interessante e, mais que tudo um elemento de dinamização de uma zona e a uma escala mais larga, de uma região Quote
joaoneves Posted April 11, 2007 Report Posted April 11, 2007 O k eu acho é que a a pele exterior nao é para ser "vista de fora", mas sim ser vivida por dentro, porque eles conseguem criar um ambiente mt simgular nakele open space. É um bom ponto de vista, e uma concretização "supostamente" bem pensada, receando apenas da sua concretização, arquitectonicamente, pois a meu ver, todo aquela "floresta" de pilares dissipam a aticulação das imagens que visualizamos do exterior, enquanto habitantes do interior, e que se acaba por nem ter a percepção dessa organicidade exterior. Apesar disso, uma das coisas que gosto é a forma como se pode vivenciar espaços diferentes, sendo aquilo quase um open space único. No ponto de vista geral, reafirmo, é um projecto interessante com espaços curiosos Quote
piroclasto Posted April 11, 2007 Report Posted April 11, 2007 Realmente nao conheço akela zona, e gostaria de poder saber mais da envolvente em que está inserido, porque um edificio dakele genero pode ter um impacto significativo numa zona. tenho oportunidade de ir a Abrantes com facilidade.... 1 dia destes pass no local antes da conclusão do projecto joao neves, se tiveres a oportunidade de la ir, partilha ai umas fotecas co pessoal sff :icon14: Quote
Pedro_At Posted March 24, 2008 Report Posted March 24, 2008 Alguem me podia indicar o programa deste concurso n consigo ler pois as imagens n tem qualidade suficiente e tou a fazer uma pesquisa para este tipo de edificios s alguem me conseguisse arranjar o programa ou indicar uma revista que o contenha agradecia imenso Quote
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