Pedro_Ribeiro Posted June 24, 2006 Report Posted June 24, 2006 Situado em plena Alameda dos Oceanos(AdO), este edificio fica a norte da estação do oriente rematando a fachada a poente na avenida atrás mencionada. a fachada nascente, virada ao tejo, encontra-se quase que escondida atrás do famoso bowling do parque das nações. a Sul ainda mais complicado é perceber e ter uma noção do edificado devido á construção, nessa orientação, de um novo edificio. Assim a fachada que dá para a AdO surge ali como um "afrontamento" ao resto dos edificios de fachadas racionalizadas. a escadaria de emergencia ganha, neste projecto, uma força e vitalidade que consegue captar a atenção aos mais distraidos. percorrendo o edificio pelo exterior, percebemos que, na fachada a norte, a racionalização e regularização da fachada nos transmite a ideia de este não ser o mesmo edificio daquela curiosa e interessante escadaria, mas, ao chegar ao lado oposto da AdO eis que temos, de novo, a escadaria que com o seu jogo de pilares e de irónicos vasos ali colocados volta "outra vez há carga" . parece que a entrada não existe ou então estamos nas traseiras do edifcio. curioso pois a própria entrada aparece "escondida" na sua localização a sul do edificio. perto desta está um pequeno jardim(a uma cota mais elevada do que o resto do edificio) que cria a ligação da AdO com a rua a nascente do edificio. deste jardim vimos de novo a linguagem arquitectónica moderna e descontraida que é criada nas escadarias, o jogo que as "cortinas de ferro" que através da luz sombra e o grande vazio de mais um jogo de escadas que, timidamente, se vais mostrando atrás dessas cortinas, mesmo assim a timidez parece desaparecer quando, ao lado deste jogo, surge uma longa "coluna" amarela que vai aparecendo e desaparecendo como se de um sol que se esconde atrás das nuvens ao longo dessa fachada. Pode não ser o edificio perfeito, pois nao sei interiores, mas as cores, os materiais e a sua, quase, fortaleza em pleno espaço público no lado norte tornam-o curioso numa contínua e cinza alameda lisboeta. Quote
Dreamer Posted June 26, 2006 Report Posted June 26, 2006 Muito sinceramente não consigo perceber muito bem as imagens, as relações entre elas e a relação com o texto que apresentas... Parece-me ser mais um bom exemplo de "como aquecer uma habitação no verão a temperaturas insuportáveis"... mas isto sou eu a falar porque não conheço nem sei como está resolvido o edifício... Estando "entravado" no meio de "tudo" o que dizes, é mais um exemplo de mau urbanismo, mas isso não se percebe nas fotos, apenas talvez pelos angulos apertados... Se puderes manda mais informação... Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
JAG Posted December 20, 2006 Report Posted December 20, 2006 Eu conheço o edifico, mas melhor o lado da AdO. Eu diria antes que não é este predio que esta mal... mas sim a decoração que tem... como flores nas escadas sem nenhuma regra... Poderei dizer... que essa zona da expo... não foi aplicada um conceito muito logico na urbanização, o que deveras é de estranhar... pois ate o parque expo a nivel urbano não é mau de todo. Talvez arriscava dizer... que o predio esta no local errado. Quote Josué Jacinto - Mais FácilMy web: maisfacil.com | soimprimir.com | guialojasonline.maisfacil.com
Vampir0 Posted December 21, 2006 Report Posted December 21, 2006 o edifício é interessante, principalmente porque, da mesma maneira que a "expo" não tem nada a ver com o que se passa com o resto de Portugal também aquele edifício poderia me ser apresentado como sendo na Holanda que o aceitaria na mesma. (se isto é bom ou mau, os defensores topológicos que o digam) A ironia dos vasos de flores, para mim não devia ser ironia, mas sim uma intenção assumida... o edifício e a "expo" ganhava muito mais assim. Mas é só uma opinião. Quote
JVS Posted December 23, 2006 Report Posted December 23, 2006 A ironia dos vasos de flores, para mim não devia ser ironia, mas sim uma intenção assumida... o edifício e a "expo" ganhava muito mais assim. Mas é só uma opinião. E uma intencao assumida. O projecto e do Gabinete Ideias do Futuro. Quote
JAG Posted February 5, 2007 Report Posted February 5, 2007 Estive no local ontem, e verifiquei que estão a construir mais dois edificios na lateral direita para quem esta na AdO. São semelhantes, apesar de um deles numa das fachadas ser diferente. Mas ambos mantem "desenho" das escadas e da estrutura principal. Quote Josué Jacinto - Mais FácilMy web: maisfacil.com | soimprimir.com | guialojasonline.maisfacil.com
JVS Posted September 11, 2008 Report Posted September 11, 2008 MEMORIA DESCRITIVA O projecto de dois edifícios de escritórios - Edifícios Mar Vermelho e Mar Mediterrâneo, situados no Parque das Nações, inscreve-se num lote rectangular com três frentes. São corpos isolados que se elevam a partir de uma plataforma ajardinada comum e se relacionam volumetricamente: um paralelepípedo simples remata o topo do quarteirão enquanto encerra a praça definida no lado oposto pelo edifício em H. As entradas principais dos edifícios encontram-se frente a frente neste espaço público intersticial à cota da rua que é prolongado no jardim do piso superior onde se pode circular e apreender visualmente a envolvente. O espaço interior assenta numa organização em open space servido por um núcleo central de circulação. Em ambos os edifícios esta coluna vertical relaciona-se directamente com o exterior permitindo que seja vivenciada com luz natural e vista da cidade e do rio. O conjunto é reforçado pela semelhança entre os edifícios. A malha estrutural composta de laje e pilar é visível e aparece protegida por uma “pele” num plano destacado - malha metálica num caso e vidro noutro - que protege da luz e confere privacidade. Esta caixa colocada sobre o interior estrutural é incompleta deixando à vista parte da verdade funcional nas empenas menores de ambos os edifícios. Estas são ocupadas pelas escadas metálicas que se deixam, por sua vez, contaminar pelo verde que nasce no jardim. Ano de Início: 2002 Local: Lisboa Parceria: Rolinet et Associés Cliente: Bouygues Immobilier Colaboradores: Arq. Tiago Fonseca, Arq. Mário Freire, Arq. Gabriel Santos Área intervenção: 7.000 m² Fotografias: FG SG Fotografia de Arquitectura Quote
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