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Sérgio Barbosa

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Everything posted by Sérgio Barbosa

  1. Até não tenho nada contra as torres, desde que sejam uma mais valia para as cidades, desde que tragam algo de novo... esta pelo menos pelo que a imagem permite mostrar é repleta de banalidade....
  2. Concordo com quase tudo o que disseste...mas já não sabiam de antemão dessa vivência os arquitectos? Não devia partir da parte deles também o alertar das poucas possibilidades de uso público daquele espaço? Acaba por ser um daqueles casos em que o desenho que funciona muito bem no papel, na realidade depois não funciona... é daqueles casos em que a colaboração de outros técnicos, nomedamente da área da sociologia podem ajudar durante o processo de elaboração de uma proposta.
  3. Esta é uma intervenção de reabilitação em pleno centro histórico do Porto. Em termos conceptuais, e de desenho é uma obra que me agrada bastante. No entanto a parte que realmente interessa mais, que é a apropriação do espaço por parte dos utentes foi quase caótica, não houve a mínima adequação á nova imagem, não houve respeito pela introdução dos novos elementos. Passado pouco tempo, os vidros estavam partidos, as paredes grafitadas, os espaços comerciais que estavam previstos e até bem desenhados, simplemente cedo ficaram fechados devido aos constantes actos de vandalismo no local. Isto parece-me paradigmático e faz-me repensar na melhor forma de abordar a questao da reabilitação.
  4. Para quem estiver interessado em conhecer um pouco melhor, a tipologia casa-pátio versão Souto Moura, aqui vão algumas fotos e as plantas. É um projecto interessante a meu ver, com uma boa organização interna. De salientar a tipologia de remate que é triangular, um bom exercício para um arquitecto adepto da ortogonalidade como o Souto.
  5. Pelas imagens que nos são apresentadas parece-me completamente fora de escala....
  6. Quase nada mesmo... mas não me importava de ficar com um recuado....;)
  7. Só faltam ver mesmo os desenhos para se ter uma noção mais concreta do que se pretende... mas já dá para perceber que os valores de que se fala são para ser largamente ultrapassados... desde que não me saia do bolso... sou da opinião que projectos desta envergadura apesar de necessários não são prioritários face à actual situação do país. São questões mais importantes que a própria arquitectura e que contradizem um conceito de sustentabilidade que os nossos politicos deviam aderir.
  8. Parecem-me interessantes as premissas assim como a imagem, não sei actualmente qual é o uso daquele espaço, mas se é para estar vazio ou a servir de museu, mais vale torná-lo utilitário com um programa para o mesmo.
  9. Isso de que falas é a questão da porta para a cidade que frisei antes... é um tunel com os papeis invertidos... em cima da ponte passam os barcos e em baixo os carros... é uma imagem pouco vulgar para nós que temos o carro como meio predilecto de locomoção, lá a realidade é outra... De uma vez por todas o que eu acho mais interessante nesta obra é mesmo esta capacidade de dotar a cidade de uma nova centralidade, de uma porta para a cidade, e de uma imensa praça para a cidade, a forma pode ser ou não discutivel, os pormenores, os materiais, isso tudo, mas o que realmente interessa está lá, assim como o remate urbano feito, que está muito bem conseguido.
  10. Não é apenas a introdução da cor, mas também uma depuração das formas, um novo conceito, os principios modernistas estão lá sim, em boa parte...
  11. Bem, quanto à questão da frase do Souto, consulta a primeira monografia dele a parte da entrevista e está lá, não me recordo se foi bem por estas palavras mas a ideia é esta, a casa ocidental está feita para ser ortogonal, os tijolos são ortogonais, o fogão, a banca, a máquina de lavar, etc etc... é claro que existem excepções, mas elas não são habitualmente na tipologia habitação, mas noutro tipo de usos, o próprio siza tem uma casa em bico, nas casas pátio de matosinhos, e o silo do norteshopping, redondo. Quanto à forma de definir e catalogar a arquitectura, creio que um gosto ou não gosto serve, uma vez que a arquitectura lida com emoções e gostar ou não gostar é uma reacção imediata, no entanto deve existir a capacidade de se perceber o porquê de se gostar e de tentar perceber as obras, o que esteve por trás delas, qual foram as condicionantes, os conceitos... é o descobrir a arquitectura, por vezes damos por nós a admirar certas obras cuja reacção imediata foi a de não gostar, a mim já me aconteceu isso.
  12. A ideia consistia num espaço para alojamento de fotos que pudesse ser acessivel a todos os membros, refiro-me a fotos de obras de arquitectura. A ordem das mesmas poderia ser através do nome do arquitecto, e dentro desse menu através do nome da obra. Eu já por diversas vezes tentei procurar imagens de certas obras que não conheç e simplemente algumas não encontrei, ou as que encontrei é sempre a mesma perspectiva que nada traz de novo. Não conheço nenhum site onde exista compilada essa informação, creio que seria uma ideia interessante, se possivel de ser concretizada.
  13. Penso que seria uma boa ideia, talvez até no Menu marcador, a inclusão de uma base de dados fotográfica das obras que vamos conhecendo de arquitectura. Muitas vezes são necessárias aquelas fotos tiradas no local e não nos enquadramentos que estamos fartos de ver nos livros. Creio que era positiva essa partilha de informação. Alargar mais o Forum ao complemento imagem, não sei se isso será fácil em termos logísticos mas aquil fica a sugestão. Abraços
  14. Os outros, são influenciados pelos que chamas de génios e precisam dessas referências, hoje o comum dos utilizadores tem essa referência, que antes não tinha, e já se sente no direito de reclamar do comum dos arquitectos a mesma qualidade que vê nos chamados génios, é um ciclo vicioso...
  15. A análise tem de ser inserida na época em que a obra foi idealizada e aí sim era um conceito, poderá-se dizer novo, vanguardista... é claro que hoje vemos esse conceito minimalista do neoplasticismo em imensas obras, assim como a clareza de formas... o que observei sem teoria nenhuma foi uma obra trabalhada plasticamente em termos de composição com o minimalismo possivel na época
  16. É uma forma de vida na medida em que a noção de território que se tem é completamente diferente quando o meio de locomução varia assim tanto como da bicicleta para o automóvel, são duas escalas diferentes, e a arquitectura e o urbanismo, não fica imune a isso... no entanto isso é impensável em cidades com a topografia de por ex. a cidade do Porto.
  17. Por acaso já conhecia o arquitecto Viana de Lima, é dele a Faculdade de Economia do Porto e em centro de estágios do qual agora não me recordo o nome que fica creio que em Lamego... são dois bons modelos de boa arquitectura.
  18. Creio que por vezes o facto de não estarmos familiarizados com o lugar onde vamos intevir só é benéfico, porque nos permite ter a frieza, a clareza, a distância necessária para intervir com base na razão e não na emoção, que por vezes pode complicar ou depturpar a nossa capacidade de compreensão do lugar.
  19. Concordo com o que o Pedro disse, creio que ao contrário de outros criadores e artistas doutras épocas, nós actualmente temos a felicidade de ver o nosso talento recompensado em vida... não estou com isto a dizer que todos os bons arquitectos têm a notoriedade que mereciam, mas o que acredito é que de uma forma geral, quando um arquitecto é reconhecido, ganha prémios, ganha respeito, deve-se ao facto de ele ser bom naquilo que faz. E o Siza é bom naquilo que faz, assim como o Souto e outros...
  20. Muitos outros movimentos paralelos à arquitectura se adaptaram a ela e serviram como base ou conceito, neste caso concreto creio que facilmente se percebe o intuito de cariz neoplástico, quer na composição das fachadas, quer na organização interior, foi um ponto de partida... creio que terá a haver com o facto de arquitectura não estar imune ao que a rodeia e tudo poder ser uma fonte de inspiração ou um conceito ou modelo a utlilizar, a verdade é que o neoplasticismo, devido às suas características próprias de depuração de formas e de clareza e de busca do essencial veio ao encontro do que a arquitectura dita moderna defendia, foi uma conjugação de factores.
  21. Eu já lá fui a creio que a ideia que fica não é a de arquitectura de ponta, bem pelo contrário, isso são casos pontuais e creio que nem se poderão denominar de "ponta", mas inserem-se bem num conceito modernista, a ideia que fica é da tipica e vernacular casa holandesa, no caso de amsterdão com as suas caracteristicas próprias de relações com os canais, com as suas cores, as suas texturas, a sua organização, etc etc.... Creio que em Eindovhen e Roterdão sim, encontramos muito mais facilmente a dita arquitectura de ponta.
  22. Será que um aeroporto terá ou poderá ter a forma de um avião? Haverá necessidade disso? Ou terá de ser entendido apenas como um capricho? A meu ver a arquitectura também poderá ser isso, é um ponto de partida como outro qualquer, com as suas vantagens, desvantagens e vicissitudes, foi apenas o entendimento que o arquitecto fez daquele lugar, Se calhar até não necessitaria Amsterdão dessa imagem, mas compreendo-a, e essa ideia do barco encalhado serviu na perfeição para o que o arquitecto pretendia,uma zona privada, o casco que deu lugar ao museu, e uma parte exterior, que origina a praça... penso que é um raciocinio coerente.
  23. eheheheh, não me parece que o Kuwait ainda tenha envolvente...
  24. Eu acho que ainda hoje ela é vanguardista, muito mais ainda nos tipicos aglomerados habitacionais de amsterdão, ainda hoje a acho bastante actual, na época então já nem se fala...
  25. Conheço-o, tem algum interesse, mas a meu ver não é nada de extraordinário, tem apenas alguns apontamentos interessantes... igual ao que já vimos imensas vezes, achei mais interessante o edificio deles da Expo, com a mesma temática...
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