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  1. Escultura de Souto Moura evoca a tragédia no Douro Instalação na Ribeira, debruçada sobre o rio, recorda a queda da Ponte das Barcas 00h30m CARLA SOFIA LUZ*, *COM HUGO SILVA Fotomontagem de uma das peças escultóricas simétricas e em ferro que serão colocadas nas ribeiras do Porto e de Gaia. O monumento evoca o desastre da Ponte das Barcas A tragédia da Ponte das Barcas foi há 200 anos. A memória de 1809 não esmoreceu entre a população ribeirinha. O arquitecto Eduardo Souto Moura concebeu um monumento evocativo que repousará debruçado sobre o rio Douro. Tal como a travessia com 20 barcas de Carlos Amarante, também a escultura do arquitecto portuense partirá das duas margens. As peças simétricas em ferro de oito metros de comprimento lançar-se-ão, cravadas à terra, em direcção ao rio sem perturbar o cenário fluvial. O desenho minimalista lembra os cais de amarração da ponte que ruiu no dia 29 de Março de 1809, incapaz de suportar o peso de centenas de populares em fuga às tropas francesas. "É um monumento evocativo da Ponte das Barcas e, como uma ponte, tem duas margens e duas intervenções simétricas dos lados do Porto e de Gaia", sublinha, ao JN, Souto Moura, fazendo a leitura das peças escultóricas. "É uma chapa aplicada no cais que foi dobrada para receber, eventualmente, os cabos de uma ponte". A escultura, atenta o arquitecto, poderá evocar, "abstractamente, a forma da quilha de um barco". O monumento nasce na proximidade do local onde existiram as amarrações em aço da desaparecida Ponte das Barcas. No processo de concepção, Souto Moura recorda que idealizou uma instalação "mais proeminente", mas o desenho final é mais "resguardado" para salvaguardar a navegação no Douro. Uma das preocupações foi que a escultura não interferisse na paisagem. As máquinas já abrem as valas nos muros dos cais das ribeiras do Porto e de Gaia para a colocação do monumento. A poucos passos, ultima-se a limpeza das Alminhas da Ponte. É uma corrida contra o tempo. Restam 16 dias. O descerramento da escultura está marcado para as 11 horas do dia 29 deste mês. A cerimónia, que será presidida pelo Presidente da República, Cavaco Silva, insere-se no programa evocativo dos 200 anos das invasões francesas. "As invasões foram um momento importante de relacionamento de Portugal com as diferentes nações. Faz sentido realizar um conjunto de eventos e cerimónias evocativas desta efeméride. O episódio mais marcante para o Porto foi a queda da Ponte das Barcas", indica Manuel Cabral, director municipal dos Serviços de Presidência da Câmara do Porto, ligado à comissão para a evocação do bicentenário das invasões francesas, liderada por Valente de Oliveira. Estão previstos eventos ao longo do ano. Após a inauguração do monumento, Cavaco Silva almoçará na Serra do Pilar, em Gaia, e assistirá, às 16 horas, à missa de requiem de Domingos Bomtempo na Sé, celebrada pelo bispo do Porto, D. Manuel Clemente. O maestro cónego Ferreira dos Santos conduzirá a orquestra da Escola Superior de Música e de Artes de Espectáculo e o coro da Sé. Para Maio, está reservado outro ponto alto do programa: a reconstituição histórica das invasões francesas. O cenário da batalha com 400 figurantes será a Ribeira de Gaia. Ouvir-se-ão as armas na noite de 9 de Maio. No dia seguinte, ocorrerá o transbordo simbólico para o Porto pelo rio e pela Ponte de Luís I e novas recriações junto à praça do Cubo e ao mercado Ferreira Borges. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Vila%20Nova%20de%20Gaia&Option=Interior&content_id=1169344
  2. 25 MILHÕES MUDAM MARGINAL DE VIANA PAULO JULIÃO Projectos de eleição. Dos estiradores de Souto Moura, Siza Vieira e Fernando Távora saíram os edifícios que transformam Viana na meca da arquitectura, como lhe chamou, há poucos dias, a revista inglesa da especialidade 'Wallpaper'. Uma revolução ainda em curso Exemplos mais emblemáticos são junto ao Lima Longe vai o tempo em que o Minho era sinónimo de agricultura, pesca artesanal e algum atraso. A cidade de Viana do Castelo é hoje prova disso e distingue-se pela arquitectura dos edifícios que ali vão sendo construídos. No início desta verdadeira reforma urbanística, o autarca Defensor Moura apontava o desejo de ver os futuros imóveis servirem de "inspiração" aos jovens estudantes de arquitectura. A meca da arquitectura é hoje uma realidade e foi classificada como tal pela revista inglesa da especialidade Wallpaper. "É gratificante ver que o esforço que fizemos nos últimos anos para qualificar os nossos edifícios é reconhecido por uma revista tão importante, especialista em estudar os estilos de vida internacional. Hoje, podemos dizer, a nossa cidade é visitada por escolas de arquitectura", sublinha Defensor Moura, sem esconder o orgulho com o título atribuído pela Wallpaper. A marginal da cidade, junto ao rio Lima, é um dos exemplos maiores desta mudança e traduz-se em 25 milhões de euros de investimento, que mudaram radicalmente uma área quase abandonada. Uma espécie de revolução como a que sofreu a Zona Oriental de Lisboa para a Expo'98, mas à escala local. Tudo começou com a reconversão do antigo edifício de apoio à marina de recreio da cidade, transformado em 2005 no 'Cais de Viana', o segundo investimento do género do grupo Douro Cais, depois de Vila Nova de Gaia, e após anos de desocupação e vandalismo. Fruto de um investimento de 2,5 milhões de euros para a adaptação e com uma vista privilegiada sobre o Lima, o equipamento acolhe hoje vários estabelecimentos de restauração de referência. Continuando a viagem pela Marginal, lado a lado com o Lima, surge a marca de Fernando Távora na cidade: a Praça da Liberdade. São dois edifícios da sua autoria que ladeiam o monumento ao 25 de Abril. "Grande parte do que temos hoje na cidade resultou de um trabalho de quinze anos desenvolvido com o arquitecto Fernando Távora. Desde a elaboração de planos de pormenor a outros estudos urbanísticos", explica o socialista Defensor Moura. Logo ao lado, num verdadeiro rasgo de luz, com o rio de fundo, ergue-se a já emblemática Biblioteca Municipal que nasceu do lápis de Siza Vieira. Custou mais de 4,5 milhões de euros e foi inaugurada há pouco mais de um ano, sendo visita obrigatória para os amantes da arquitectura, o que até já 'valeu' a Siza Vieira o I Prémio Nacional de Arquitectura Contemporânea. "Sou um bibliógrafo, mas dada a beleza da estrutura até a preferia vazia para poder ser totalmente apreciada no interior", reconheceu, por diversas ocasiões, o autarca de Viana. Só na Marginal, o investimento que deu nova vida a um espaço que não passava de um conjunto de pavilhões e outras construções sem uso, abandonadas ou obsoletas, foram investidos - entre dinheiros comunitários, da autarquia, do Estado ou pelo programa Polis -, mais de 25 milhões de euros. Contrariando o que era a preocupação de muitos, o rio acabou por ser 'devolvido' à cidade, e depois de Siza, até ao final do ano surgirá mais uma obra emblemática na marginal do Lima, de outro discípulo de Távora, o criador da Escola do Porto. Trata-se do Coliseu da cidade desenhado por Souto Moura, que terá capacidade máxima para quatro mil pessoas e uma "vocação especial" para grandes exposições, circo, congressos e espectáculos musicais. "A construção está nas fundações, que é o processo mais complicado porque vai ficar quatro metros abaixo do nível da água. No final do ano deve estar concluída e vamos ter um tríptico", explica o autarca. Entre outras emblemáticas e recentes edificações, há ainda a somar o novo hotel de quatro estrelas, instalado há poucos meses numa das entradas da cidade. Trata-se do "futurista" Axis, um investimento de 12 milhões de euros do grupo turístico Turilima/Empofir, vocacionado para um segmento de turismo business spa e cuja arquitectura deixa a ideia de um conjunto de peças de Lego. "Uma cidade marítima portuguesa está a ser transformada numa Meca da Arquitectura, com uma colecção de edifícios ao gosto de Fernando Távora, e agora a chegada de um hotel inovador em pilha", escreve, a propósito, a Wallpaper. in http://dn.sapo.pt/2009/03/09/cidades/25_milhoes_mudam_marginal_viana.html
  3. Barreiro Retail Planet atinge 65% de área comercializada O Barreiro Retail Planet, empreendimento comercial promovido pela Milligan e Urban Developers, atingiu 65% de área bruta locável (ABL) colocada, quando ainda falta um ano para a abertura deste espaço, informou a Jones Lang LaSalle, consultora imobiliária responsável pela sua comercialização. Miguel Prado miguelprado@negocios.pt O Barreiro Retail Planet, empreendimento comercial promovido pela Milligan e Urban Developers, atingiu 65% de área bruta locável (ABL) colocada, quando ainda falta um ano para a abertura deste espaço, informou a Jones Lang LaSalle, consultora imobiliária responsável pela sua comercialização. Este projecto alia um ‘retail park’ a uma galeria comercial numa ABL de 35 mil metros quadrados, dos quais 11 mil metros quadrados serão ocupados pela Auchan (com as insígnias Jumbo e Box). Estão ainda confirmadas neste empreendimento as presenças da Decathlon, Aki, Rádio Popular e Casa. O mandato de comercialização está a ser desenvolvido em proximidade com a equipa de retalho da Jones Lang LaSalle em Londres, sendo um dos objectivos dos promotores a captação de retalhistas oriundos do Reino Unido que tencionem expandir-se internacionalmente. A directora do departamento de retalho da Jones Lang LaSalle, Patrícia Araújo, considera que “o Barreiro Retail Planet tem um grande potencial não só devido à qualidade do projecto e ao seu conceito inovador, mas também à sua excelente localização”. “A estação de Coina, junto à qual se situa o retail park, comporta um tráfego médio diário de 10.000 passageiros, segundo as estimativas da Fertagus. Por outro lado, as projecções de população residente para Portugal realizadas pelo INE, calculam que nos próximos anos a Península de Setúbal seja uma das regiões de Portugal com uma das percentagens mais elevadas de crescimento da população jovem”, salienta a mesma responsável, citada em comunicado. Os trabalhos de construção do Barreiro Retail Planet terão início nos próximos meses, estimando-se que tenham uma duração de 12 a 15 meses, estando a inauguração prevista para a Primavera de 2010. O novo projecto disponibilizará 40 lojas direccionadas para oferta especializada e restauração e ainda 13 lojas para o formato de retail park, oferecendo estacionamento para 1.750 viaturas. A Broadway Malyan assina o projecto de arquitectura. in http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=357970
  4. Évora:Cinco entidades ainda na “corrida” para conceber projectos do novo Hospital 09-Mar-2009 Metade dos 10 candidatos que se apresentaram ao concurso internacional para conceber o projecto de arquitectura e o projecto técnico das várias especialidades para o novo Hospital Central do Espírito Santo, de Évora, foram escolhidos para passar à fase seguinte. A decisão foi tomada pelo conselho de administração do Hospital do Espírito Santo, sob proposta do júri, tendo agora as cinco entidades seleccionadas noventa dias para proceder à entrega do conjunto das peças que constituem a solução técnica para o edifício hospitalar. Esta nova fase de concurso permitirá seleccionar o concorrente vencedor, com o qual será celebrado o contrato para a elaboração do projecto final e preparação do concurso para a empreitada. O cronograma deste empreendimento estima que o novo hospital esteja concluído até ao final de 2013, com um custo total estimado de 94 milhões de euros. in http://dianafm.com/index.php?option=com_content&task=view&id=14449&Itemid=81
  5. Lah estao os velhos do restelo... Iniciativa da Plataforma pelo Património Cultural e do Fórum Cidadania LX Lisboa: agendada concentração dia 18 contra novo Museu dos Coches 10.03.2009 - 18h45 Alexandra Prado Coelho “Basta de trapalhadas: quem quer o novo Museu dos Coches?” é o mote para a concentração convocada para dia 18 às 18 horas junto às instalações previstas para o novo museu, na Avenida da Índia, em Lisboa. A iniciativa, anunciada hoje, parte da Plataforma pelo Património Cultural (PP-CULT) e do Fórum Cidadania LX. Amanhã, às 16 horas, uma delegação de representantes destas duas entidades irá entregar na residência oficial do primeiro-ministro, onde será recebida pelo assessor cultural de José Sócrates, uma carta questionando a necessidade de construir o novo museu – “que não constitui de modo nenhum prioridade da política museológica nacional”, escrevem num comunicado de imprensa – e protestando contra as demolições iniciadas este fim-de-semana nas instalações da Avenida da Índia. Neste local encontram-se ainda funcionários, arquivos e colecções ligados à arqueologia. Por entenderem que “não estão reunidas as condições mínimas de segurança”, os subscritores exigem “a imediata suspensão” dos trabalhos de demolição. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368603&idCanal=14
  6. Museu dos Coches: Conselho do Património dá "luz verde" a projecto de novo edifício (ACTUALIZADA) 10 de Março de 2009, 19:26 Lisboa, 10 Mar (Lusa) - O projecto do novo Museu dos Coches, da autoria do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, recebeu hoje "luz verde" do Conselho Consultivo do Património, com a recomendação para ter cuidado com a área envolvente. O director do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), Elísio Summavielle, disse à Lusa que "o conselho na reunião extraordinária de hoje, dedicada apenas ao projecto do novo Museu dos Coches, deu parecer positivo". "Houve parecer positivo mas com uma recomendação para se ter cuidado com o arranjo dos espaços públicos, isto é, a área envolvente", frisou. Relativamente à prevista construção do silo que faz parte também do projecto de Mendes da Rocha, Elísio Summavielle disse que "não vai ser construído". "O silo não vai ser construído. Consideramos que não pode ser dada a proximidade da Central Tejo", afirmou. Refira-se que a Câmara de Lisboa tinha já rejeitado o ano passado, a possibilidade da construção do silo automóvel de 26 metros. Este conselho consultivo da direcção do IGESPAR emite apenas parecer nas áreas da arquitectura e urbanismo, sendo constituído quatro conselheiros convidados, um representante do Ministério das Finanças e outro do Ambiente e Ordenamento do Território, um da Conferência Episcopal Portuguesa e outro da Associação Nacional dos Municípios Portugueses. Os conselheiros convidados são o arqueólogo Cláudio Torres, o engenheiro Maranha das Neves, e os arquitectos Alcino Soutinho, Tomás Taveira e Vasco Massapina. O projecto que o Governo atribuiu ao arquitecto brasileiro foi já apresentado publicamente, devendo as obras iniciar-se em Setembro próximo. O novo Museu, a inaugurar dentro de ano e meio, ficará instalado nas ex-Oficinas Gerais do Material do Exército, em Belém, onde actualmente funcionam os Serviços de Arqueologia que serão transferidos, na sua maioria, para a Cordoaria Nacional. O edifício, que ocupará 15.177 metros quadrados foi apresentado como "um projecto-âncora da requalificação e revitalização da Frente Tejo de Lisboa". O novo edifício - de linhas direitas, envidraçado do lado poente (virado para a Praça D. Afonso de Albuquerque) - irá albergar a colecção do actual do Museu dos Coches, incluindo o núcleo existente em Vila Viçosa. O novo museu disporá de uma área de apoio à manutenção dos coches, restaurantes e apoio ao visitante. Orçado em 31,5 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa, o Museu é, segundo o seu autor, um "pavilhão de exposição em cristal e aço" que é "uma lição de evidência do homem no universo". A estrutura central do Museu em vidro, aço e betão será "suspensa", sustentada por colunas. O acesso ao seu interior será possível por dois elevadores com capacidade, cada um, para 75 pessoas, não estando assim previstas quaisquer rampas para deficientes, esclareceu o arquitecto. Para conceber este projecto, o arquitecto brasileiro afirmou ter tido em conta a continuidade do eixo pedonal Ajuda-Belém, prolongando-o através do passadiço até à frente ribeirinha, a elevada frequência turística da zona e "a apresentação desse tesouro incomparável que são os coches". Paulo Mendes da Rocha recebeu em 2006 o prémio Pritzker, a maior distinção da arquitectura mundial, e é o autor, entre outras obras, do Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo. NL. Lusa/Fim in http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9419073.html
  7. Estádios começam a ganhar forma TRÊS JÁ ACOLHEM PARTIDAS DE FUTEBOL E RÂGUEBI Sete dos estádios que vão acolher a fase final do Campeonato do Mundo de futebol de 2010 estão a entrar na fase final de construção, equanto os outros três já recebem jogos de futebol e de râguebi. Os estádios de Loftus Versfeld, na capital, Pretória; Royal Bafokeng, em Rustenburg, e Ellis Park, em Joanesburgo, estão já em actividade, com partidas de râguebi do torneio de Super 14 e da Liga Profissional de Futebol (PSL) a realizar-se nos seus novos relvados e renovadas estruturas todas as semanas. Os três fazem parte de um conjunto de cinco recintos que foram renovados e reequipados segundo especificações da FIFA para o Mundial'2010. Os restantes que caem nesta categoria são o estádio de Bloemfontein e o de Polokwane, na província do Norte, e todos eles, segundo os responsáveis, estão em fase de acabamento. Mas os novos recintos, construídos de raiz e que aspiram a ser as novas "catedrais do futebol" da África do Sul, começam a revelar as suas linhas e formas finais à medida que os trabalhos se aproximam da fase de acabamentos. O Soccer City, às portas do Soweto, a Sul da cidade de Joanesburgo, é a "bandeira" do torneio e o seu invulgar desenho não deixa ninguém indiferente. Uma espécie de Allianz Arena (estádio de Munique) com um sabor africano, Soccer City será o palco do jogo inaugural e da final e é o maior de todos os 10 estádios do torneio, com capacidade para 94.700 espectadores. Soccer City, Nelson Mandela Bay (em Port Elizabeth, Cabo Oriental), Moses Mabhida (em Durban, Kwazulu-Natal), Green Point, na Cidade do Cabo, os três últimos com 70 mil lugares, foram todos construídos de raiz e deverão estar concluídos e entregues à FIFA antes do prazo limite de 15 de Outubro. O mais pequeno dos novos estádios é o Mbombela, à entrada da cidade de Nelspruit, província de Mpumalanga, e a uns meros 200 quilómetros da capital moçambicana, Maputo, com 46 mil lugares. Este recinto deverá ser entregue à FIFA em Julho, segundo os responsáveis do projecto, apesar de as obras terem já parado por completo em duas ocasiões em consequência de greves dos trabalhadores da construção civil. Em 6 de Fevereiro, o empreiteiro despediu 400 operários que deram início a uma greve que não foi precedida de pré-aviso, conforme mandam as leis laborais, e substitui-os de imediato. Este episódio é também ilustrativo dos elevados índices de desemprego na África do Sul, país com um pequeno exército de trabalhadores não qualificados prontos a substituírem os grevistas em qualquer altura. Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, deverá ser, segundo o Comité Organizador Local (COL), o primeiro dos novíssimos e maiores estádios a ser concluído, provavelmente em meados de Julho. Este estádio, também com uma arquitectura arrojada, deveria ser utilizado na Taça das Confederações - que se inicia a 15 de Junho - juntamente com os já prontos Elis Park, Loftus Versfeld, Bloemfontein e Royal Bafokeng, mas acabaria por ser eliminado daquela competição por atrasos de construção. Atrasado para a Taça das Confederações mas o primeiro dos novíssimos estádios a ser concluído para o Mundial, o estádio de Nelson Mandela Bay passará a ser a maior e melhor infra-estrutura da província do Cabo Oriental, uma das piores equipadas do país na área desportiva. Com a visão dos novos estádios na retina, os sul-africanos começam a ser possuídos por uma nova febre do "desporto-rei". O primeiro Mundial em solo africano está a tomar forma, depois de Joseph Blatter, presidente da FIFA, ter admitido que o "Plano B" foi enterrado. Data: Sexta-Feira, 13 Março de 2009 - 13:35 in http://www.record.pt/noticia.aspx?id=c9c65a87-59c9-4a9f-bcc9-15d6b76cf052&idCanal=00002452-0000-0000-0000-000000002452
  8. MVRDV proposes scheme for 'Grand Paris' 13 March, 2009 | By Christopher Sell The Dutch practice MVRDV is the latest firm to reveal its vision for the ‘Grand Paris’ project, commissioned by French president Nicolas Sarkozy Practice founder Winy Maas presented the firm’s proposal to the Economic and Social Council of France on 12 March, along with nine other firms. According to the company, the proposal stands for ‘more ambition, more density, more efficiency, more ecology and more compactness.’ It followed a presentation by Rogers Stirk Harbour + Partners, which worked with the London School of Economics (LSE), Arup and a number of French sociologists on the proposal, which hopes to unite Paris’s disparate communities. Nicolas Sarkozy commissioned 10 teams of architects and urban planners to imagine an exemplary ‘Grand Paris’ in June 2008. The challenge for the teams was to envisige the European metropolis in 2030 as a ‘post-Kyoto’ green urban centre that allowed for growth beyond the current 2 million Parisians – and provided them with attractive urban environments. The 10 plans will be presented in an exhibition at Cite de l’Architecture, which will be open to the public from the 29 April until 22 November. in http://www.architectsjournal.co.uk/news/mvrdv-proposes-scheme-for-grand-paris/1995181.article
  9. http://www.france24.com/en//files/element_multimedia/diapo/ss-paris1.jpg Computer image of a project for a bigger and greener Paris, in La Courneuve, by French architect Roland Castro. French President Nicolas Sarkozy has asked 10 teams of architects and urban planners to imagine a "Grand Paris" that would be among the world's most environmentally-friendly and boldly-designed capitals. http://www.france24.com/en//files/element_multimedia/diapo/ss-paris2.jpg Computer image of French architect Roland Castro’s Central Park project for La Courneuve, a drab multi-ethnic suburb less than 10 kilometres from the centre of Paris that is also home to one of the region's biggest low-income housing estates. http://www.france24.com/en//files/element_multimedia/diapo/ss-paris3.jpg Handout picture released by Christian de Portzamparc's studio shows a computer image of a project to better connect the suburbs to Paris proper. Portzamparc proposes a high-speed elevated train that would run along the Paris ring road, seen as the barrier between the city and the suburbs. http://www.france24.com/en//files/element_multimedia/diapo/ss-paris4.jpg Computer image of a project for a bigger and greener Paris, in Le Bourget, a suburb outside Paris, as designed by Christian de Portzamparc, considered a leading light in urban planning. Cutting-edge architects from across the world unveiled their plans for a “Grand Paris” on March 13, 2009 in Paris. http://www.france24.com/en//files/element_multimedia/diapo/ss-paris5.jpg Handout picture released by Castro-Denissof's studio shows a computer image of the Ile de Vitry project by French architect Roland Castro. http://www.france24.com/en//files/element_multimedia/diapo/ss-paris6.jpg Handout picture released by Christian de Portzamparc's studio shows a computer image of a high-speed elevated train that would run along the Paris ring road as part of a project for a bigger and greener Paris.
  10. Rogers unveils plans for Greater Paris (picture gallery) 12 March, 2009 By Anna Winston Rogers Stirk Harbour & Partners has unveiled its proposal to transform Paris by reconnecting the centre with outlying districts to create a Greater Paris in the mould of Greater London. Last March, president Nicholas Sarkozy invited 10 multidisciplinary groups to rethink the future layout of the French capital. Arup and the London School of Economics worked with Rogers to draw up the practice’s proposal for the city, which includes extending the transport network and creating a series of new public spaces. It would also see the suburban sprawl and estates around Paris reconnected to the city by covering the rail lines that currently divide the urban fabric. Mike Davies, project leader at RSHP, said: “Many of the ideas and concepts raised by our team may appear controversial, unacceptable and unrealisable in that the perennial obstacles of cost, politics, socioeconomic priorities, and practical or technical difficulties block their paths. “However, this has always been the case – history has also proved that ideas, new concepts and new paradigms do emerge, survive, blossom, and add to the fabric and the life of the city. “This is in evidence across the Paris region today. Change is everywhere around us.” But he made clear that the proposal was only the start of the process for change, and that any scheme carried forward would need to be investigated in finer detail. “Given the resources and timescale in which to explore such a vast territory, RSHP’s work has been focused on ideas, concepts and principles, and not on fine detail. The detail must be the subject of further studies by expert hands in focused and specific areas.” The plans are part of Sarkozy’s vision to bring architectural design back into the city after a summit with 14 leading architects in September 2007. Norman Foster, who was among the architects consulted, also unveiled a new scheme for Paris at Mipim this week. The 10 Principles for metropolitan Paris by Rogers, Arup and the London School of Economics 1 Restructure metropolitan governance in Île-de-France 2 Build Paris on Paris to create a high-density city 3 Complete the metropolitan transport network 4 Create a polycentric metropolitan Paris 5 Build balanced communities 6 Rebalance the regional economy 7 Bridge the physical barriers of the city 8 Create a metropolitan open space network 9 Reduce the environmental footprint of metropolitan Paris 10 Invest in high-quality design in http://www.bdonline.co.uk/story.asp?sectioncode=426&storycode=3136155&c=2&encCode=0000000001929d9a Ten international architects have been invited by French president Nicolas Sarkozy to present their vision of ‘Grand Paris’ In a bid to overhaul the fragmented city, the French government has launched a consultation process requesting architects including Richard Rogers, Jean Nouvel and Christian de Portzamparc to propose ways to improve one of the world’s most-visited cities. Rogers Stirk Harbour + Partners has worked with the London School of Economics (LSE), Arup and a number of French sociologists on the proposal, which it is hoped will unite Paris’s disparate communities. ‘The Paris of today will adapt to the challenges ahead, becoming “Le Grand Paris” of tomorrow, a metropolitan Paris better equipped to face the ecological, socio-economic and urban challenges of the future city,’ said Mike Davies, project architect, in the introduction to a report for the proposal. in http://www.architectsjournal.co.uk/news/daily-news/rogers-proposes-le-grand-paris/1995146.article
  11. Jah viram a importancia desta noticia. Agora todos os governantes vao pensar em remodelar as cidades. Tem todos os mesmo problema. Nos EUA tambem vao pensar em mudar as cidades. Com a crise do subprime e das hipotecas o modo de vida americano mudou.
  12. Sarkozy recebe os dez arquitectos que imaginam a "Grande Paris" de amanhã 14 Março '09 Paris, 14 Mar (Lusa) - As dez equipas internacionais de arquitectos encarregados de pensar a futura "Grande Paris", para realizar a reforma urbanística que se impõe na congestionada capital francesa, apresentaram sexta-feira os seus projectos ao presidente francês, Nicolas Sarkozy. Aumentar a fonte do texto do Artigo Diminuir a fonte do texto do Artigo Ouvir o texto do Artigo em formato �udio Imagine-se um "Central Park" a dois passos de um bairro desfavorecido onde os parisienses iriam passear, as grandes artérias da capital francesa transformadas em "avenidas verdes" e um comboio de alta velocidade para os que vivem nos subúrbios. Este projecto é considerado como o mais ambicioso desde que o barão Haussmann revolucionou a cidade em meados do século XIX, dotando-a de largas avenidas, e da célebre avenida dos Campos Elísios. Três laureados do prestigiado prémio Pritzker aceitaram o desafio: o britânico Richard Rogers, um dos que conceberam o Centro de Arte Moderna Pompidou, e os franceses Jean Nouvel e Christian de Portzamparc. Para as 10 equipas - compostas de arquitectos, de geógrafos, de meteorologistas ou ainda de artistas - tratava-se de imaginar uma metrópole europeia daqui a 30 anos, que seria o primeiro centro urbano verde "pós-Quioto" e cujas fronteiras de estenderiam para além da Paris actual. Após nove meses de trabalho, os arquitectos fizeram um diagnóstico: os subúrbios desfavorecidos às portas de Paris não são apenas feios. Estes bairros, situados longe de zonas comerciais, do emprego e do centro de Paris são uma aberração urbanística. "Não conheço nenhuma cidade onde o coração esteja a este ponto separados dos seus membros ", afirma Richard Rogers. Contrariamente a Londres que tem oito milhões de habitantes - subúrbios incluídos - Paris alberga dois milhões de pessoas e seis milhões de outras amontoam-se nos arredores limítrofes administrados por autoridades locais autónomas. Os projectos, que acabam de ser divulgados, seis franceses e quatro estrangeiros, serão examinados a 17 de Março num debate organizado pela Cidade da Arquitectura e do Património. Para que os cidadãos possam opinar, a instituição vai expor as maquetas das dez equipas finalistas, entre elas os franceses dirigidos por Jean Nouvel, Antoine Grumbach, Yves Lion, Christian de Portzamparc, Roland Castro e Djamel Kouche. As outras quatro equipas, todas elas europeias, são liderada pelo arquitecto alemão Fin Geipel, o britânico Richard Rogers, os italianos Bernardo Secchi e Paola Vigano, e os holandeses de MVRDV, Winy Maas, Jacob Van Rijs e Nathalie de Vries. Depois de uma primeira selecção, estes dez estudos finalistas receberam há um ano o encargo de imaginar como devia ser o desenvolvimento urbano e o equipamento territorial da "Grande Paris", isto é, do conjunto da aglomeração parisiense e da região de Ile de France de que faz parte. Cada equipa contou com 200.000 euros para elaborar as suas propostas, que deviam partir da realidade existente e ter como horizonte 2030. Jean Nouvel, juntamente com uma impressionante equipa de artistas e intelectuais, defende o projecto "Nascimentos e renascimentos de mil e uma felicidades parisienses", em que propõe a criação de "eco cidades" onde combinar a alta tecnologia do desenvolvimento duradouro com elementos vegetais. Um dos mais audazes, Antoine Grumbachm, propõe dar a Paris o porto marítimo do que carece enlaçando a cidade ao mar graças ao Sena, como eixo que teria o seu extremo no Havre (noroeste), "Não esquecer a poesia de Paris" é uma das premissas chave da equipa de Roland Castro: a melhoria urbanística da cidade deveria passar por um grande envolvimento da sociedade capaz de transformar o habitante em construtor. Com Christian de Portzamparc, o importante é que os diferentes pólos da cidade estejam bem ligados, que lojas, escritórios e casas se entrelacem num plano que terá, entre outros elementos aeroportos, estações e um metro exterior que sobrevoaria e rodearia Paris. Yves Lion, do grupo Descartes, propõe a criação de "20 cidades sustentáveis", cada uma com cerca de 500.000 habitantes, para recrear um sentimento de pertença a um território. Quanto aos arquitectos estrangeiros, o britânico Richard Rogers, um dos autores do Centro Pompidou de Paris, concebe a criação de um Paris metropolitano "policêntrico", com uma ideia de cidade responsável com o meio ambiente. Os italianos Bernardo Secchi e Paola Vigano, de Studio 09, propõem uma "cidade porosa" que dê espaço à água e que multiplique os intercâmbios biológicos, enquanto a equipa holandesa de Winy Maas (MVRDVR) jogou com a densidade e a eleição paradoxal de uma "Paris mais pequena". TM. Lusa/Fim inhttp://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Sarkozy-recebe-os-dez-arquitectos-que-imaginam-a-Grande-Paris-de-amanha.rtp&article=208116&visual=3&layout=10&tm=4 Architects reveal plans to redesign Paris Responses to Nicolas Sarkozy's vision for a new 'Grand Paris' include a verdant landscape like New York's Central Park, and a system of motorways through the city centre Agnès Poirier guardian.co.uk, Friday 13 March 2009 12.55 GMT Parisian architect Roland Castro's vision for a greener Paris in La Courneuve. Photograph: Castro Denisoff/AFP/Getty Images Today, French president Nicolas Sarkozy will receive the ten architects selected to create Le Grand Paris. Richard Rogers is one of them. Earlier this week, they each gave a 30-minute presentation of their visions (see it here). The task is herculean, the mission quasi-impossible, but the challenge absolutely irresistible for any ambitious architect. For he or she knows that, as Paul Goldberger writes in the New York Times, "politics and architecture have always been inseparable in this city". And that "Parisians, with their long and deep commitment to the idea that the city is in the most profound sense a public place, feel that Paris is very much their own possession." The most visited city in the world, here is a capital whose great talent has been to interweave the grandeur of its official buildings with the everyday charm of its many quartiers. Or as ex-Parisian and writer Adam Gopnik puts it in his book Paris to the Moon: "Paris marries both the voluptuous and the restricted. It is not the yeses but the noes of Paris, not the licences it offers love but the prohibitions it puts in its way that make it powerful. " The challenge however is not to reshape Paris, but rather to extend its inherent beauty to its outskirts, les banlieues – a web of small villages, some terribly grand and chic (Neuilly, Versailles, Saint Mandé, Vincennes, Saint Germain-en-Laye), others modest and provincial-looking (Montreuil, Pantin, Malakoff, Montrouge, Saint Gervais) and others still, socially ravaged and architecturally dehumanised (La Courneuve, Clichy-sous-bois). And also to link them. But how do you bring together so many different styles and the city's "enormous disparity", as Richard Rogers calls it, into one Grand Paris – especially when the city is so clearly defined geographically by its gates, shadows of former fortifications, and now le périphérique, the circular road encasing Paris? The simple answer is: by being bold. But also by understanding the fabric of French society and its psyche. The different sketches and 3D renditions of the ten projects make audacious and compelling viewing (see them here). Antoine Grumbach proposes to build the Greater Paris along the Seine right up to the harbour of Le Havre. He may have taken inspiration from Napoleon who once said: "Paris-Rouen-Le Havre: one single city with the Seine as its main road." Water is also an idea the Italians Bernardo Secchi and Paola Vigano have developed: their Paris is laid out as a "sponge" in which waterways are the new motorways. Christophe de Portzamparc proposes to build four "archipelagoes" and create the biggest European rail station in the north suburb of Aubervilliers. Yves Lion offers the vision of a Paris engulfed in forests and fields where every citizen would cultivate their own vegetable patch. Richard Rogers offers to cover up railway lines that dissect the city by placing huge green spaces and networks above them. In the most brutalist, Le Corbusier-esque project, the Dutch practice MVRDV imagines a tower-block in place of the Sorbonne and motorways cutting through the heart of Paris. As a Parisian born and bred, I thought the most convincing presentation came from Parisian architect and sometime presidential candidate Roland Castro. He seems the only one to really understand the Parisian mentality, the importance of architecture and politics, grandeur and charm, poetry and citizenship. He not only suggests moving the Elysée Palace to the tough north-eastern suburbs, but also proposes to create new cultural landmarks and governmental buildings, together with a New York-style Central Park on the grim housing project of La Courneuve. The idea is to inject grandeur (as conveyed by the cultural and official institutions) and if possible, beauty, to Paris's many environs. in http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2009/mar/13/architects-reveal-grand-paris-redesign After the Pompidou, can Rogers transform the secret, shabby, divided side of Paris? Ten of the world's most renowned architects present their strategies for a dramatic overhaul of the world's most visited city Ten of the world's most renowned architects present their strategies for a dramatic overhaul of the world's most visited city The proposals by Richard Rogers' group aims to unite Paris's disparate communities. Photograph: Rogers Stirk Harbour + Partners It's the world's most visited city, a tourist dream of grand, historical buildings and cobbled charm. But Paris's secret shame has always been the horror lurking behind its peripherique ring road - the moat that protects the city's 2 million people from at least 6 million others who live outside in high-rise, ethnic ghettoes or suburban sprawl, choked by dismal public transport and shabby green space. Now Nicolas Sarkozy wants to answer the critics who call him a cultural philistine by plunging into his new love for architecture and creating a Greater Paris that would be world's most environmentally friendly and boldly designed metropolis. When the president invited 10 of the world's most renowned architects to the Elysée last year and lauded architecture as art that the citizen "does not need a ticket for", Paris sat waiting for him to announce his own grand building project, along the lines of François Mitterrand's glass pyramid in the Louvre. Today as architects including London-based Richard Rogers, as well as French prizewinners Jean Nouvel and Christian de Portzamparc, present their various strategies for Grand Paris, it is clear that the president is aiming higher than Mitterrand's isolated architectural gems. He wants to style himself as patron of the most ambitious urban overhaul since Baron Haussmann dramatically changed the face of Paris in the mid-19th century when he carved out wide boulevards and the Champs Elysée. But the Greater Paris project to reunite Paris's centre with its neglected outskirts is steeped in controversy as local and national politicians fight over its boundaries, budget, population and new identity before the architectural debate has begun. In an exclusive preview of their strategy, Richard Rogers's group told the Guardian yesterday that the biggest challenge was Paris's "enormous disparity" and the "staggering psychological barrier" between the core of the city and the world beyond the ring-road. "I don't know any other big city where the heart is so detached from its arm and legs," Rogers said at the start of the project. His team of architects, who have worked with the London School of Economics and French sociologists, will today propose a bold plan to unite Paris's disparate communities, beginning by covering over the railway lines that "carve up" the city and creating a vast network of lush parks above the tracks. Mike Davies, director of the project, said: "The train lines going into Gare du Nord and Gare de l'Est are currently canyons of void." He proposed creating "a continuous green space, a green network" miles long that would link the centre of Paris to its deprived north-eastern outskirts. Underneath it, a separate, hidden layer would contain the mechanics of renewable technologies aimed at launching Paris into a low carbon future. The Rogers proposals also call for state intervention to completely overhaul areas such as Clichy-sous-Bois, which exploded in urban riots in 2005. Davies described the high-rises as "separate blocks in space", plonked down in isolation with no identity, city fabric, or village life around them. "The great unwritten and unsaid is that residents tend to be similar ethnic origin. It's not a mixed system," he said. "Monoculture is one of Paris's biggest problems." The plans seek to bring in new, mixed populations to the poor high-rises and the business district La Defence, extend high-speed train lines, create a new metropolitan transport system and cut the myriad layers of local government. Rogers, who changed the face of Paris in the 1970s when he co-designed the Pompidou centre, will present one of 10 competing strategies that go on show to the public next month. But the question remains whether Sarkozy will act on the various proposals and launch Paris's biggest overhaul in centuries. "It has to be at the highest level of modern design," Davies said. "Ordinariness won't draw people there." Other ideas to be unveiled today include the architect Roland Castro's plan to build a New York-style central park on Paris's infamous drab housing projects of La Courneuve, and Christian de Portzamparc's concept for a high-speed elevated train that would run along the ring road. IN http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/12/redesigning-paris-france-architecture Grand Paris: Architects reveal plans to transform French capital Ten of the world's leading architects on Thursday detailed their plans to dramatically transform the French capital into a Grand Paris, in what has been described as the most complex city project ever. Last Updated: 8:09AM GMT 13 Mar 2009 Nicolas Sarkozy, the French president, asked the architects, including Britain's Richard Rogers, to project 20 years into the future and dream up the world's most sustainable post-Kyoto metropolis. Among the more outlandish plans is Antoine Grumbach's proposal to extend the city all the way to the Channel port of Le Havre via Rouen along the Seine, maximising the green possibilities of the river. The idea was already mooted by Napoleon Bonaparte, who said: "Paris-Rouen-Le Havre: one single city with the Seine as its main road." Nicolas Sarkozy accused of ruling France like a 'monarch'Christophe de Portzamparc, the prize-winning French architect, has proposed building four economic "buds" in an "archipelago" around the capital and transferring a huge European train station to Aubervilliers, north of Paris, modelled on London's St Pancras. Roland Castro, the prominent 1968 Leftist who suggested moving the Elysée Palace to the tough northeastern suburbs, has proposed injecting "beauty" into a "Grand Paris of poets", which would include new cultural landmarks in a capital shaped like a huge eight-petal flower and with a New York-style Central Park on the grim housing project of La Courneuve. The Italian architects Bernardo Secchi and Paola Vigano have proposed enlarging the city and laying it out as a "porous sponge", where waterways are given pride of place. Yves Liot would like to create 20 "sustainable towns" of 500,000 within the Paris area. He would also double the number of forests and bring fields to Paris' outskirts so the urban dwellers could cultivate their own fruit and vegetables. Many thought that Mr Sarkozy would follow his predecessors' lead and bequeath one or two magnificent monuments, such as François Mitterrand's Louvre pyramid, Georges Pompidou's Centre or Jacques Chirac's Quai Branly museum. However, the president has set his sights much higher, asking the architects to re-imagine the entire city and its surroundings with concrete proposals but "the absolute freedom to dream". One crucial aim is to end the isolation of central Paris, with its two million inhabitants, which is currently cut off from the six million living in suburbs just outside its ring road, known as "le périphérique". As Rogers, the London-based co-designer of the Pompidou centre, observed: "I know no other big city where the heart is so detached from its arms and legs". His team, working with the London School of Economics and French sociologists, has proposed uniting cut-off communities, notably by covering up railway lines that dissect the city and placing huge green spaces and networks above them. One such green line would stretch all the way from central Paris to the run-down southeastern outskirts, mirroring the line from the Louvre to La Defense to the west of the city. Paris would be stuffed with renewable technologies and re-thought to reduce city dweller's travelling time to no more than 30 minutes per day. His project aims to end the "monoculture" of Paris' suburbs by overhauling high-immigrant enclaves like Clichy-sous-Bois, where urban riots erupted in 2005. Office and living space would be mixed with rich and poor and high-speed train lines extended. Mr Rogers and the other architects were given just 35 minutes on Thursday to explain their strategies for Grand Paris 2030 to a panel of experts. Before these grand plans can progress, the capital will have to resolve complex political wrangling over its administrative boundaries and the effects on different players' power bases. Bertrand Delanoë, Paris' Socialist mayor, among others, is watching closely. The architects will present their projects to the public and take part in a debate next week, and an exhibition of their plans opens on April 29. IN http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/france/4980639/Grand-Paris-Architects-reveal-plans-to-transform-French-capital.html Friday, 13th March 2009 Top architects unveil vision for Paris of the future Imagine a leafy Central Park filled with strolling Parisians where a rundown housing estate now stands, Paris boulevards turned into greenbelts, or a super-fast elevated train for commuters. These are some of the ideas coming from Europe's cutting-edge architects who are unveiling their grand vision for a bigger and greener Paris this month. French President Nicolas Sarkozy last June asked 10 teams of architects and urban planners to imagine a "Grand Paris" that would be among the world's most environmentally-friendly and boldly designed capitals. The project has been billed as the most ambitious since Baron Haussmann dramatically changed the face of Paris in the mid-19th century when he carved out wide boulevards and the famed Champs Elysees. For this plan, the chosen visionaries include three Pritzker Prize winners: Richard Rogers of Britain, who gave Paris the Pompidou modern arts centre, Jean Nouvel, who recently won a bid for a landmark Paris skyscraper and Christian de Portzamparc, considered a leading light on urban re-think. The challenge for the 10 teams was imagining a European metropolis in 30 years' time that would be the world's first "post-Kyoto" green urban centre and whose borders would extend beyond the city's current two-million residents. After nine months of work, the architects have come up with a diagnosis on what ails Paris: its grimy suburbs are not only an eyesore, but an affront to urban living, far removed from shops, workplaces and Paris city centre. Unlike London which has around eight million people in the city and its suburbs, Paris is home to just two million citizens while at least six million more are scattered across nearby suburbs under separate local governments. "We need to plant some beauty where there it is now mostly ugliness," said Roland Castro whose team has tackled head-on the "banlieue" that exploded into rioting in November 2005 and have been marred in sporadic violence since. Mr Castro came up with the Central Park project for La Courneuve, a drab multi-ethnic suburb less than 10 kilometres from the centre of Paris that is also home to one of the region's biggest low-income housing estates. Imagining Greater Paris as a patchwork of places, he also designed a vast national mall, modelled after Washington's open-area park, in Chelles, east of Paris and an opera house in Gennevilliers, on the northwestern fringes. To better connect the suburbs to Paris proper, Portzamparc proposes a high-speed elevated train that would run along the Paris ring road, seen as the barrier between the city and the suburbs. He also called for scrapping the city's main train stations to create a single Europe North station. Metropolitan Paris should not stop at the suburbs but reach out to the sea, according to architect Antoine Grumbach, who proposed building a high-speed train to Le Havre that would be just one hour away from Paris. Groupe Descartes architects suggested tackling global warming through state-of-the-art forest and water management that would bring average Paris temperatures down by two degrees in 2100. Others called for improved transport links with tramways, buses and trains and opening up the Seine River to more barges for freight. From London, the team led by Mr Rogers has taken Mr Sarkozy's call for green living to heart, with plans for rooftop gardens on Paris apartment blocks and turning the main boulevards into greenways for bicycles and pedestrians. But the number one recommendation from the Rogers team has less to do with green architecture and urban renewal than with French politics. "We think that Paris has everything in place to be incredibly successful, but one of the key difficulties is fragmentation of government," said Stephen Barrett, from Mr Rogers's team. "Despite the vast amount of expertise that exists in the city, it's not getting translated into coordinated, coherent action." That's because the city of Paris is broken into 20 districts, its suburbs lumped into seven departments which in turn are part of a regional government that also encompasses Paris. The multiple layers of government are derogatively called the "administrative mille-feuille" after the layered puff pastry. A report by a special task force last week called for doing away with the mille-feuille and creating a single "Grand Paris" from several levels of government, but Mr Sarkozy said he needed more time to consider the prospect. For months Greater Paris has been a hot political issue, with the Socialist opposition that controls Paris city council and the regional government saying Mr Sarkozy's grand urban plans are a right-wing ploy to undermine the left. Still the biggest names in architecture agree Paris is in dire need of a re-design. "When we come out of this economic crisis, wounded but still breathing, the metropolis that will have taken advantage of this time to tackle problems of this magnitude will be the winning metropolis," said urban planner Bernardo Secchi from Venice, one of the 10 participants. in http://www.timesofmalta.com/articles/view/20090313/world-news/top-architects-unveil-vision-for-paris-of-the-future 'Grand Paris' proposals unveiled Friday 13 March 2009 The architects and urban planners who have spent the last nine months creating The luminaries of the architecture world, including Jean Nouvel and Christian de Portzamparc, as well as city planners from all over the world, have devoted their energy for nearly nine months to designing the new Paris and the new greater Paris area. The scope of their work gives a hint of what the “Grand Paris” project will become over the next few decades. After unveiling the fruits of their labour to the Economic and Social Council on Thursday , the ten architectural firms – six in France and four from other nations – are to present their plans to French President Nicolas Sarkozy on Friday. The head of state began overseeing the project on June 4, 2008, hoping to quickly implement a “strong, original, and realistic” project to develop Paris. Sustainable development, transportation, and facilitating transport between Paris and its suburbs are the three themes tying all projects together – whether they be poetic, utopic, or ecological. To solicit public input, a public debate is planned for March 17 at the Chaillot theatre, and an exhibit of scale models will be shown to the public at the Cité de l’architecture from April 29 to November 22. IN http://www.france24.com/en/20090313-grand-paris-proposals-unveiled-architectural-projects-nouvel-Portzamparc-urban-planning
  13. Edifício Imocom Lisboa Este projecto foi seleccionado no âmbito de um concurso internacional por convites, lançado pela IMOCOM em Julho de 2006 a 16 equipas projectistas.Havia um conjunto claro de intenções do promotor: singularidade identitária e contemporânea, boa relação com as vistas (rio e cidade), concepção bio-climática e emissão de conteúdos audiovisuais para o exterior. Partimos do pressuposto de que a sua contemporaneidade resultaria de uma natural integração e síntese destas várias vontades, com as especialidades a assumirem um papel activo na caracterização da arquitectura.O edifício foi concebido como uma casca ortogonal opaca, negra e protectora que cria uma forte interioridade/privacidade. As necessárias transparências foram rasgadas nos cunhais, procurando, de “um só gesto“, obter as melhores relações com as vistas e a adequada protecção à incidência solar no interior do edifício. Para se responder à necessidade de emitir conteúdos audiovisuais, evitando-se a simples aplicação de um painel audiovisual na fachada, estudou-se uma fachada que incorpora lamelas de leds nas juntas do revestimento. O corpo do edifício possui um carácter mutante e ambíguo. Transforma-se, consoante a natureza dos conteúdos emitidos.Há ainda um conceito de “reposição da natureza”. O somatório de áreas verdes integradas no edifício, é igual à área total do lote. As escavações nos cantos da casca negra são desenhadas como ficções de paisagem. Ficções de “lagos com juncos” no lado do rio e de “jardins” no lado oposto, que filtram as relações interior/exterior, e criam uma forte profundidade de campos visuais.Ao anoitecer, estas ficções ganham uma inesperada presença. Num contexto urbano cada vez mais artificial, cintilam, sobre o fundo negro, como “flutuantes“ bolsas naturais. Edifício Imocom Lisboa Ficha técnica Dono de Obra IMOCOM Localização Parque das Nações, Lisboa Portugal Concurso 2006 Projecto 2007- ... Obra 2008- ... Arquitectura ARX PORTUGAL, Arquitectos Lda. Nuno Mateus José Mateus Colaboradores Paulo Rocha, Sónia Luz, Bruno Gonçalves, Gonçalo Azevedo, Nuno PInto, Ruden Arend, Sofia Raposo. Fundações e Estruturas SAFRE, Estudos e Projectos de Engenharia Lda. Instalações e Equipamentos Eléctricos e de TelecomunicaçõesInstalações e Equipamentos de Gás Segurança Integrada AT, Serviços de Engenharia Lda. Instalações e Equipamentos de Águas e Esgotos AQUAEPRO, Consultoria e Engenharia Lda. Instalações e Equipamentos Mecânicos PEN, Projectos de Engenharia Lda. Optimização Energética, Térmica e Acústica NATURAL WORKS, Engineering Consultants Arquitectura Paisagista PROAP, Estudos e Projectos de Arquitectura Paisagista Lda. Área 15 300m2 Imagens em anexo foram retirados do site do gabinete ARX Portugal. in http://www.arx.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=109&Itemid=55
  14. http-~~-//i237.photobucket.com/albums/ff84/Pelha/lis3.jpg Para a extensão do Pólo Tecnológico de Lisboa, que acolhe empresas de índole tecnológica e científica e entidades de apoio , os arquitectos do atelier ARX Portugal Nuno e José Mateus socorreram-se da ideia de "Porta". Por um lado porque os arquitectos estudaram o local, entre Carnide e Paço do Lumiar, em Lisboa, e concluíram que apresenta características semi-urbanas, como a ideia de "periferia", e estrategicamente constitui uma entrada e saída da cidade, o que lhe confere uma dimensão de "acesso". Esta situação é o resultado da história do local, um território "...que foi durante séculos ocupado por quintas (ex. Franciscanos - Seminário da Luz), antigos núcleos urbanos da periferia de Lisboa. Nas últimas décadas do século XX, estes bairros passaram a ser pontos de transição entre a cidade (que cresceu e ali chegou) e os seus arredores. É uma realidade ainda muito fragmentada e com pouca vida urbana, devido à existência de diversos espaços vazios, ainda por construir, que criam descontinuidades urbanas e também por não haver na zona qualquer equipamento comercial e de serviços...." contam os arquitectos. Actualmente a zona é fortemente marcada pela presença de eixos viários de grande envergadura e tráfego intenso, que impossibilitam a vivência espacial a uma escala pedonal. "A ideia central deste projecto nasce, com naturalidade, da necessidade de ligar as partes desconexas deste território ainda em estado "pré-urbano" , acrescenta a dupla. Mas o sentido de "Porta" também é sugerido pelo próprio programa funcional para o Pólo, uma vez que a empresa gestora Lispolis, enquanto cliente, apontou a ideia de que os edifícios a projectar se deveriam unir através de uma ponte-galeria. Com todos estes pressupostos, os arquitectos socorreram-se do desenho urbano existente, e principalmente dos eixos viários, como base de composição: traçaram os prolongamentos dos principais alinhamentos das vias e edifícios circundantes e obtiveram uma "malha" que funcionou como base de composição. "...A partir dela tomam forma percursos, edifícios, galeria e alinhamentos....". São propostos dois edifícios, que conforme pré-definido, são unidos através de uma galeria, que é ponte em simultâneo, unindo todo o espaço público exterior, como ruas, praças e espaços públicos entre si e os edifícios. Esta galeria / ponte é de uso pedonal, o que enfatiza a atenção dos arquitectos em devolver este pedaço de cidade ao peão, situação que actualmente é praticamente inexistente. Procura-se "que o resultado seja um conjunto que assuma o seu carácter urbano" A malha, composta de linhas e vazios, também assume a forma de "padrão" geométrico, uma vez que serve de motivo estético para composição volumétrica e dos alçados. Enquanto suporte de "coesão compositiva", a malha dá unidade ao todo, sejam os edifícios e os espaços exteriores. "(É) Como uma espécie de "sopro" que tudo percorre", concluem Nuno e José Mateus. http-~~-//i237.photobucket.com/albums/ff84/Pelha/lis2.jpg Relançamento do Pólo Tecnológico quer atrair empresas para Lisboa 03.03.2009 - 15h59 Lusa O relançamento do Pólo Tecnológico para a cidade de Lisboa foi assinado hoje. O presidente da Câmara Municipal, António Costa, defendeu durante o acto que a capital tem que ser mais agressiva na atracção de empresas e não pode viver apenas “dos seus pergaminhos históricos”. O Pólo Tecnológico de Lisboa - Lispolis está situado na zona norte da cidade, em Telheiras, e existe há cerca de 15 anos, mas estava na generalidade, virado para empresas do sector tecnológico. O objectivo da câmara é alargar o leque de empresas, tendo o primeiro passo sido dado através da assinatura do memorando de entendimento entre a Câmara de Lisboa, a Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (AIP-CE) e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI). "Significa relançar o Lispolis como pólo tecnológico da cidade de Lisboa, reforçando a sua atractividade, por um lado, através da agilização dos processos de licenciamento municipal, por outro lado", disse aos jornalistas o presidente da Câmara. Acrescentou que o reforço do Lispolis será feito através da sua classificação como área de localização empresarial, mas também através de facilidades fiscais, dando "um tratamento mais favorável e portanto mais atractivo para a localização de empresas". "Por outro lado, agilizarmos melhor a sua gestão ao mesmo tempo que reformulamos o Plano Pormenor de forma a permitir a expansão da área do pólo tecnológico, mas também as condições de edificabilidade no próprio pólo que são excessivamente limitativas da sua atractividade", disse ainda António Costa. O autarca admitiu que a cidade tem perdido empresas e trabalhadores para os concelhos limítrofes e que, por isso, não pode continuar com uma atitude passiva no que diz respeito à conquista de tecido empresarial. "Lisboa não pode continuar a achar que pode viver simplesmente dos seus pergaminhos históricos, nós temos de nos fazer à vida, arregaçar as mangas, temos de nos bater e concorrer com todos os outros municípios quer nacionais quer designadamente no espaço ibérico que se afirmam de uma forma muito agressiva para a atracção de empresas", defendeu o socialista. Da parte do presidente da AIP-CE, Lisboa é uma cidade de referência no contexto europeu, mas tem de caminhar para a excelência. "Este protocolo é no sentido de fazer convergir esforços destas três entidades para que haja uma maior captação não só de investimento para a cidade de Lisboa, de 'start-up' de novas empresas que tenham uma componente tecnológica significativa em vários sectores da actividade empresarial, dando condições para que a cidade também se possa afirmar como um tecnopólo de referência no quadro europeu", defendeu Jorge Rocha de Matos. O presidente do IAPMEI, por seu lado, vê neste protocolo a possibilidade de relançar uma zona "muito importante da cidade de Lisboa que tem estado adormecida". "Há aqui duas décadas de tempo perdido a recuperar e digamos que isto é o ponto de partida para a recuperação que se pretende e dotar Lisboa de um novo espírito e de um novo 'elan' a nível de dinamização empresarial", entende Luís Filipe Costa. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367517&idCanal=59 via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=824134 Pólo Tecnológico do Lumiar – Lispolis Trata-se de um território que foi durante séculos ocupado por quintas (ex. Franciscanos - Seminário da Luz), localizado entre os bairros de Carnide e Paço do Lumiar, antigos núcleos urbanos da periferia de Lisboa. Nas últimas décadas do século XX, estes bairros passaram a ser pontos de transição entre a cidade ( que cresceu e ali chegou ) e os seus arredores. É uma realidade ainda muito fragmentada e com pouca vida urbana, devido à existência de diversos espaços vazios, ainda por construir, que criam descontinuidades urbanas e também por não haver na zona qualquer equipamento comercial e de serviços. É uma zona sobretudo marcada pela presença de eixos viários de grande envergadura e tráfego intenso, que “cortam“ as possibilidades de eventuais percursos pedonais.Neste contexto, os dois lotes destinados à construção dos edifícios do Lispolis têm uma importância estratégica, dado que configuram uma espécie de “Porta“ através da qual se entra e sai da cidade. É também uma porta em sentido literal visto que os edifícios, segundo o programa de concurso, deviam unir-se através de uma ponte-galeria. A ideia central deste projecto nasce, com naturalidade, da necessidade de ligar as partes desconexas deste território ainda em estado “pré-urbano“. Traçando prolongamentos de alinhamentos urbanos envolventes (passeios e edifícios) dos lotes do projecto, configurámos uma malha de continuidade, que se traduz numa trama de “bandas“. A partir dela tomam forma percursos, edifícios, galeria e alinhamentos. Procura-se que o resultado seja um conjunto que, para além de uma intencional coesão compositiva, assuma o seu carácter urbano e funcione de suporte para fluxos pedonais que actualmente quase não existem.Prolongando-se através e para além dos dois edifícios, com os quais se confunde, a ponte-galeria liga ruas, praça, espaços colectivos e privados e, sobretudo, une as duas metades do Campus do Politécnico de Lisboa.(É) Como uma espécie de “sopro“ que tudo percorre. Edifícios de Escritórios do Polo Tecnológico de Lisboa Ficha Técnica Dono de Obra LISPOLIS, Polotecnológico de Lisboa Morada Estrada Paço do Lumiar, 44Lisboa Portugal Concurso 2005 - 1º prémio Arquitectura ARX PORTUGAL, Arquitectos Lda. Nuno Mateus José Mateus Colaboradores Paulo Rocha, Olivier Ottevaere, Elsa Fonseca Fundações e Estruturas SAFRE, Estudos e Projectos de Engenharia Lda. Instalações e Equipamentos Eléctricos e de Telecomunicações Instalações e Equipamentos de Gás Segurança Integrada AT, Serviços de Engenharia Lda. Instalações e Equipamentos de Águas e Esgotos AQUAEPRO, Consultoria e Engenharia Lda. Instalações e Equipamentos Mecânicos PEN, Projectos de Engenharia Lda. Optimização Energética, Térmica e Acústica NATURAL WORKS, Engineering Consultants Arquitectura Paisagista PROAP, Estudos e Projectos de Arquitectura Paisagista Lda. Área 45 685 m2 Imagens in http://www.arx.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=102&Itemid=46
  15. Ouvi isso na SIC Radical... parece-me bem... eh pena nao se ouvir a nova musica portuguesa... confesso que nem se ouve musica portuguesa em lado nenhum... [ame=" "]YouTube - Os Pontos Negros - MagnÃ*fico Material Inútil[/ame] [ame=""]YouTube - Os Pontos Negros - Supersticioso[/ame] E aqui estah duas reportagens sobre a banda. [ame=""]YouTube - Os Pontos Negros - Música do Mundo[/ame] [ame=""]YouTube - Os Pontos Negros e a Igreja Baptista[/ame]
  16. Engenharia - Afroconsult Arquitectura - Apoio em Portugal - Ricardo Bak Gordon
  17. Estah a dar neste preciso momento estah a dar uma entrevista do arquitecto na rtp 2.
  18. ARQUITECTURA INGLESINHOS – A ARQUITECTURA O Colégio de São Pedro e São Paulo, vulgarmente designado por Convento dos Inglesinhos, cujo início de construção remonta ao século XVI, é hoje, fundamentalmente, um conjunto de arquitectura religiosa, de linguagem chã e pombalina, dotado de uma certa unidade arquitectónica e estética. O complexo do Colégio e da igreja inclui uma grande cerca com um muro de forte expressão urbana que torneja a Travessa dos Inglesinhos para a Rua Luz Soriano e para a Rua de S. Boaventura, continuando pela Calçada do Cabra (interrompido aí por dois edifícios, um deles anterior ao terramoto de 1755), prolongado para a Rua Luz Soriano, onde se assume como um muro de contenção, com vãos cegos, atribuído a Carlos Mardel. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A REABILITAÇÃO DO EDIFÍCIO A reabilitação arquitectónica deste edifício não passou por um exercício de estilo, tendo-se tomado uma atitude de extrema contenção quanto à introdução de rupturas ou grandes alterações nas linguagens estéticas e morfológicas existentes. Da identidade e vivências deste bairro, que mantém uma grande autenticidade, articulada com as múltiplas transformações do edifício, não seria razoável para a sua reabilitação uma atitude de restauro historicista mas uma maior, talvez mais difícil, atitude de diálogo e integração no discurso urbano e arquitectónico actual, caracterizado por notáveis qualidades de coerência, homogeneidade e variedade. OBJECTIVOS DO ESTUDO O estudo teve por base o conteúdo programático proposto pela CHAMARTIN Imobiliária e pelos estudos histórico, arquitectónico e urbanístico realizados. Retiveram-se, ainda, dados de análise anteriores à execução do Estudo Prévio de Arquitectura, assegurando o cumprimento dos condicionamentos impostos pelo Auto de Vistoria de Valor Histórico e Patrimonial da autoria do Gabinete do Bairro Alto e Bica. Este estudo é ainda o resultado dos contactos estabelecidos entre o promotor, projectista e os responsáveis da autarquia para o local. A recuperação abrangeu o conjunto de edifícios e logradouros pertencentes ao Colégio de S. Pedro e S. Paulo e ainda os logradouros e edifícios com frente para a Calçada do Cabra. A área de intervenção é limitada pela Travessa dos Inglesinhos, pela Rua Luz Soriano, pela Rua de S. Boaventura, pela Calçada do Cabra, pela Rua Nova do Loureiro e pela linha divisória com as propriedades vizinhas (logradouro dos edifícios com frente para as Ruas Nova do Loureiro e João Pereira da Rosa), correspondendo quase na totalidade ao quarteirão urbano limitado pelos arruamentos referidos. Trata-se de um empreendimento de Habitação Colectiva em 29 fogos, com tipologias T0 a T6, que muito está a contribuir para a renovação e reabilitação arquitectónica e urbana do Bairro Alto, área histórica onde se insere o conjunto de edificações alvo de intervenção. A PROPOSTA - CUIDADOS Alguns Princípios das Soluções Adoptadas: O conjunto edificado apresentava-se como o resultado de adições sucessivas, construídas em diferentes épocas, de onde ressaltava a impossibilidade de encontrar uma formulação da imagem arquitectónica primordial. Contudo, a grandeza da edificação e a presença de certos aspectos normativos da composição das fachadas, da estruturação dos muros envolventes e da estrutura da paisagem urbana- foram elementos suficientemente motivadores para gerarem formulários para a construção do projecto. A prevalência de diferentes hipóteses de abordagem do edificado, passando pela reabilitação, restauro e renovação, torna complexo o espaço em que o projecto se move. Na verdade, trata-se de conformar um conjunto arquitectónico que trouxe nova funcionalidade à área e à sua envolvente, sem desvirtuar a sua situação original. Foi considerada a estabilização de alguns parâmetros de actuação sobre os quais assentou a intervenção que a seguir se enunciam: › A manutenção de memórias do passado relativamente à arquitectura e ao espaçourbano com uma correcta adequação aos novos usos. › A salvaguarda de elementos marginadores da paisagem urbana envolvente, remetendo-os para uma escala e uso adequados. › Assunção do confronto entre a construção nova e a construção existente, tentando clarificar uma leitura de lógicas arquitectónicas e construtivas diferenciadas. › Procedeu-se à inventariação de elementos arquitectónicos (molduras dos vãos em pedra, pórticos, degraus, pavimentos, etc.) e elementos decorativos (azulejos, talha, algum mobiliário fixo, etc.), reutilizados no mesmo local ou noutras zonas do empreendimento, depois de devidamente restaurados. › Requalificação dos espaços públicos interiores seguindo o seu desenho original e pela criteriosa implantação das edificações envolventes nos espaços ajardinados existentes. › Criação de novos espaços de estacionamento automóvel em cave. Utilização de novas tecnologias e de sistemas de infra-estruturas para construção e serviços do empreendimento. › Detecção das patologias da construção existente a manter. O recurso a novas tecnologias construtivas surge de modo evidente e necessário no que respeita aos métodos construtivos utilizados. A APROPRIAÇÃO DE TECNOLOGIAS DO PASSADO O retorno a tecnologias que remontam às técnicas da construção em “gaiola” e a manutenção de paredes estruturantes existentes permitiu a adopção de uma intervenção compatível com a edificação existente e a salvaguarda dos valores patrimoniais. Esta tecnologia construtiva conjugada com processos construtivos contemporâneos, facilmente adaptáveis, integrando paredes de frontal de madeira e tijolo, permitiram poupar o edifício a processos que passariam pela adopção de betão e a consequente necessidade de criação de uma logística pesada que se reflectiria na construção de grandes áreas de estaleiro e em lógicas de acessibilidade pouco compatíveis. DOTAÇÕES E TIPOLOGIAS DA EFIFICAÇÃO - EDIFÍCIO DO CONVENTO É constituído pelos edifícios da Igreja e do edifício principal do antigo Colégio, contendo funções habitacionais do empreendimento. No edifício principal salvaguardou-se quase integralmente o piso térreo, mantendo a sua compartimentação interior e a estrutura de abóbadas. Este piso, para além de algumas áreas habitacionais, contém o átrio de distribuição principal . Os restantes quatro pisos são ocupados por habitação (single e duplex). Com acesso por duas colunas verticais, uma junto à sala dos azulejos e outra a Norte, constituída por uma torre envidraçada, culmina o percurso longitudinal interno do edifício. Na base desta torre está a portaria dos edifícios. Na fachada sul reformulou-se o pátio existente, mantendo as antigas escadas de acesso à Travessa dos Inglesinhos. As coberturas deste edifício mantiveram-se no essencial com a mesma imagem da existente com as devidas adaptações no bloco a Norte e com o acrescento de 1piso na zona sul. O edifício alberga 19 fogos, sendo 2T0; 4T1; 5T2; 2T3; 3T4; 2T5 E 1T6. A EDIFICAÇÃO AO LONGO DA RUA NOVA DO LOUREIRO É um edifício de 3 pisos acima do solo que desenhará o embasamento do jardim, albergando 9 fogos: 1T1; 6T3 e 2T4. Os pisos do R/C são servidos por pátios delimitados a poente pelo muro existente com as fenestrações devidamente tratadas. A fachada é coberta de azulejos Viuva Lamego. A EDIFICAÇÃO AO LONGO DA CALÇADA DO CABRA É constituída pela continuação do muro, pela edificação XVII que foi devidamente renovada e restaurada (um T3) e pela fachada Norte do edifício B, incluindo a torre de acessos verticais desenhada como torre miradouro. MURO AO LONGO DA RUA LUZ SORIANO Este muro foi recuperado e manteve o aspecto original. Do lado do Hospital dos Franceses, o muro da Rua Luz Soriano foi cortado de modo a permitir o alargamento da praceta, facilitando a circulação pedonal e automóvel, imprescindível para facilitar o acesso e a saída de ambulâncias do hospital bem como a passagem de carros dos bombeiros. A ACESSIBILIDADE INTERNA Foi devidamente delineada uma estrutura interna de acessibilidade horizontal e vertical que permitisse uma ligação clara entre a zona habitacional e do estacionamento. A acessibilidade pedonal principal ao empreendimento faz-se utilizando a torre norte do edifício, apesar de existirem outras zonas de acesso mas com utilização diferenciada (no pátio norte do empreendimento, no muro da Calçada do Cabra) e na zona da Igreja . O acesso automóvel é feito pela Rua Nova do Loureiro. O estacionamento foi construído em três pisos podendo albergar sessenta e duas viaturas. A CONSTRUÇÃO Como já se referiu, desencadearam-se processos de actuação que passaram pela reabilitação, renovação e restauro, conforme as circunstâncias, e as opções que se consideraram para cada caso. Contudo, o recurso a novas tecnologias no domínio da construção de estruturas e infra-estruturas prediais é um dado inevitável dada a complexidade que o empreendimento acarretava, nomeadamente na consolidação do existente, criação de caves para o estacionamento e para as zonas de infra-estruturas. Visando, no entanto, um diálogo desejável entre a nova construção e a existente, estabelecemos a aplicação de um conjunto de materiais e métodos construtivos que, segundo cremos, dão coerência visual e de uso ao interior e exterior do empreendimento, sem confundir o que é reabilitação ou construção nova. DOS ESPAÇOS INTERIORES E ELEMENTOS DECORATIVOS Transformações e constantes obras ao longo do tempo retiraram à maioria dos espaços as suas características e identidade originais. Contudo, o refeitório do Convento apresentava-se notavelmente bem conservado, tendo sido preservado como memória do espaço. Com excepção de alguns pequenos painéis isolados, toda a azulejaria é de produção recente, do início do século XX. Também não deixaram de apresentar especial interesse na recuperação os painéis pertencentes à denominada “sala dos azulejos”, hall de entrada principal do edifício, portanto uma zona comum, e que, apesar de recentes, se impõem pela sua representatividade religiosa. ENGENHARIA ESTRUTURA (Eng. João Appleton) O edifício do Colégio é, do ponto de vista construtivo, um típico edifício antigo, com as suas estruturas de alvenaria e madeira, onde, através dos tempos e das sucessivas alterações que nele foram realizadas, nunca se assistiu à introdução dos modernos materiais e processos de construção (aço e betão) que a produção industrial do século XIX veio colocar à disposição dos construtores e que foram descaracterizando muitos edifícios. O edifício do Colégio, a que se adossa a Nascente o corpo da Igreja, é uma sólida construção com paredes de alvenaria ordinária de boa qualidade que constituem o perímetro exterior, complementadas por paredes interiores longitudinais que delimitam um corredor de dimensões generosas, a partir do qual se estabelece a ligação às salas e quartos e, nas suas extremidades, a amplas zonas de utilização comum. Estas paredes de alvenaria, com 1,05 m as exteriores e 0,90 m as interiores, formam o principal sistema estrutural, ainda completado com outras paredes transversais estrategicamente localizadas, também de alvenaria ordinária, a que se somam paredes de frontal tecido, de boa feitura que sugere a existência de intervenções de fim de setecentos, provavelmente consequentes ao grande terramoto de 1 de Novembro de 1755. Nas paredes exteriores anota-se a existência de placas de ancoragem de formato circular onde se amarram as extremidades de tirantes de ferro, sugerindo a existência de problemas estruturais, que impuseram a execução de pregagens entre paredes destinadas a reforçar estruturas debilitadas; não será especulativo adivinhar que a execução de tais elementos se terá devido a pura necessidade, advinda de problemas com o comportamento das próprias estruturas ou das fundações e dos solos que as recebem, quem sabe se ainda consequências longínquas da mesma catástrofe. Os pavimentos são generalizadamente de madeira, formados por vigamentos de secção aproximadamente quadrada, apoiados quase sempre nas paredes exteriores longitudinais e nas paredes dos corredores, ocasionalmente também tirando partido de outras paredes de alvenaria e dos poucos frontais já referidos; em geral, os pavimentos apresentam-se bem conservados mas com sinais evidentes de danificação profunda em zonas de apoio nas paredes exteriores e também onde se verificou contacto prolongado com a água, a qual gerou ou favoreceu ataques de xilófagos, em especial de fungos de podridão. Os tectos do rés-do-chão, como era boa norma de uma construção que se desejava salubre e durável, têm estrutura de sólidas abóbadas de alvenaria, solução que se repete a toda a altura no corpo quase central do chamado observatório, onde se verificava a existência de fendilhação estrutural relevante (porventura com a mesma causa que levou à colocação de tirantes já mencionada) a qual, no entanto, não comprometeu a sua preservação. As coberturas são em telhado, com mansardas bem desenhadas e estruturas integralmente de madeira, excepto na já referida zona do observatório onde, naturalmente, se construiu um terraço que mais parece o topo de uma torre “avista-navios” com que as cidades portuárias sempre foram adornadas, por necessidade evidente; daqui se avistavam os navios, todos, que demandavam Lisboa, e se alongava a vista por toda a cidade, até longes vistas, o Castelo em frente, ao mesmo nível, e a capital por aí abaixo se espraiando, soberba vista de um Tejo mesmo sem velas. A intervenção realizada, do ponto de vista estrutural, foi naturalmente subordinada, como deve sempre ser, a duas ordens de condicionamentos: os que resultaram das características construtivas e estruturais intrínsecas do edifício e do seu estado de conservação e que recomendaram uma renovação profunda das coberturas e de boa parte dos pavimentos de madeira; os que derivaram do programa de intervenção, traduzido desde logo no projecto de arquitectura, impondo condições de modernização a um edifício que era mais do que um edifício de habitação e que, continuando a sê-lo, tinha por força de se assumir contemporâneo nas facilidades que oferece, que a forma de viver agora é outra e os novos habitantes não serão tão frugais e comunitários como o seriam os padres e seminaristas que primeiro o usaram. Somadas as consequências estruturais que os dois condicionamentos impunham, e respeitadas criteriosamente as recomendações e exigências da Câmara Municipal de Lisboa e do IPPAR, a solução estrutural projectada e depois assumida correspondeu à preservação máxima possível, a qual incluiu a generalidade das paredes de alvenaria ordinária, em toda a extensão e a toda a altura do edifício, com pequenas, muito limitadas interferências, resolvidas quase sempre à custa da colocação de prefis de aço; do mesmo modo, foram preservadas as abóbadas de alvenaria, as do tecto do rés-do-chão nem mesmo carecendo de intervenção consolidante, as do observatório impondo reforço que se realizou à custa de finas lâminas de reboco armado com redes de aço distendido, devidamente pregadas à alvenaria das abóbadas, de modo a constituir um efectivo reforço da estrutura existente. Em substituição de algumas paredes resistentes interiores, de frontal tecido de madeira, que as condições projectuais não permitiram conservar, foram construídos novos frontais, em versão estilizada e onde a madeira foi substituída pelo aço; prolongados até à cobertura, estes novos frontais constituíram a estrutura da mesma, depois de complementada por varedo e dispensando assim as asnas tradicionais. Os pavimentos de madeira foram objecto de três tipos de intervenções: numa extensa área do segundo piso foi possível garantir a sua preservação com intervenções variáveis, que foram da simples limpeza à substituição de parte dos vigamentos, usando para o efeito outros vigamentos provenientes do próprio edifício de onde eles tinham sido desmontados, passando pela reparação dos vigamentos existentes, à custa da reconstituição de troços danificados por fungos de podridão com argamassas de resina epoxy. Nas zonas onde os pavimentos originais de madeira foram removidos, de acordo com a definição do projecto, foram refeitos novos pavimentos, recorrendo à madeira maciça nova como material fundamental, mas agora composta com perfis de aço, que permitem optimizar o dimensionamento das estruturas de madeira, garantindo soluções económicas, que respeitam sempre as exigências da moderna regulamentação estrutural; em algumas zonas, especialmente em áreas correspondentes a zonas húmidas dos fogos, optou-se pela criação de pavimentos mistos aço-betão, em que se associaram cofragens metálicas colaborantes a vigamentos de aço, soluções muito fiáveis face a condições de exposição adversa e a cargas mais elevadas, como as que decorrem de revestimentos pesados, usuais em cozinhas e casas de banho. A combinação descrita de soluções novas com as estruturas existentes foi testada em termos da sua resposta estrutural, tanto em termos de análises locais, que comprovaram a adequação das diversas soluções, novas e velhas, como de análises globais, que, a partir da modelação da estrutura como um todo, tornaram possível demonstrar a adequação da nova unidade estrutural às condições mais exigentes, incluindo a resistência à acção sísmica, nos termos em que ela se encontra definida na regulamentação de estruturas em vigor, em absoluto paralelismo com novas estruturas correctamente analisadas e dimensionadas. Lisboa, Junho de 2007 João A. Silva Appleton PAISAGISMO CONVENTO DOS INGLESINHOS ‘Um jardim com vista sobre a cidade’ O espaço envolvente ao edifício do Convento dos Inglesinhos Da primeira visita ao convento dos Inglesinhos recordo o espaço abandonado e vazio de vida humana, interior e exterior. O carácter selvagem por abandono era evidente mas, simultaneamente, uma forte sensação de constituir um lugar com excelentes possibilidades. Iniciaram-se uma série de visitas em diferentes momentos do dia. Em cada uma se revelavam outras imagens, uma outra passagem, outros estados de espirito, interiores e exteriores, abertos sobre a cidade de Lisboa. Cada percurso, errante, sem destino, pelo meio de entulhos e ervas daninhas, silvas e árvores frondosas ou decrépitas, mostrava sempre novas paisagens, luminosas e sombrias. O espaço nunca terá sido constituído por um sumptuoso jardim nas diferentes épocas em que o edifício foi habitado. Poderá ter sido uma horta e pomar, no seu inicio, provavelmente terreiro em época com maior número de utilizadores, mas sempre um espaço modesto criado à imagem dos seus utilizadores. Estas primeiras impressões foram marcantes para o desenvolvimento do projecto que as novas funções justificavam. Pesquisámos e procurámos elementos arquitectónicos do jardim preexistente mas nenhum registo ocorria de substancial nem inerte ou vegetal que fosse estruturante. Resultou destes estudos uma primeira abordagem que procurou organizar o espaço em função de novas exigências na sua utilização habitacional, na envolvente urbana e num bairro histórico de Lisboa. Assim, assumiu o jardim uma nova função social e cultural na cidade, em oposição ao espaço selvagem e degradado que a condição de abandono lhe estava a criar. Duas ideias centrais começaram a organizar a proposta para o jardim, ou melhor, para os pátios e jardins. Começavam a diferenciar-se espaços com natureza diversa ao longo dos alçados nascente e poente. Do mesmo modo, dois conceitos centrais se impunham: os espaços enclausurados a nascente e os espaços abertos sobre a cidade a poente. O jardim com vista sobre a cidade e o jardim como espaço de criação entre a natureza e a cultura face à dimensão arquitectónica dos elementos presentes. Um alinhamento de palmeiras, um conjunto de lódãos e árvores de geração espontânea, ocupavam o espaço de forma indiferenciada, concorrencial e incoerente, e davam forma aos elementos estruturantes mais relevantes. O espaço de que falamos apresentava-se com uma enorme força sensorial e apetecia conhecer as inúmeras e diferenciadas vivências de que fora palco ao longo da sua existência de contemplação sobre a cidade. A beleza desta vista obrigava a considerar o jardim como um espaço de transição entre arquitecturas e entre espaços de estar e deambular. Desta forma e enquadramento decorre um desenho simples, ortogonal, sugerindo espaços abertos e fechados sobre o exterior, permitindo vivências e sensações diversas que decorrem da companhia dos amigos, de estar sozinho, do aroma das plantas, da sua cor e textura, da luz e das sombras, do estar sentado, ou errar pelos percursos com perspectivas em permanente mutação. Foram aproveitadas e integradas no novo desenho do jardim as espécies mais relevantes e acrescentadas árvores e arbustos que garantem a integridade e identidade do lugar, com respeito pela escala e natureza da intervenção. Os espaços a nascente constituem uma sequência de pátios, percursos possíveis em áreas intimistas, viradas para dentro em contraste com o jardim a poente. Predominam os pavimentos que o carácter de pátio justifica pela dimensão arquitectónica dos muros envolventes e pela conjugação dos planos ortogonais construídos. No pátio da capela uma grande área central e um pavimento contínuo no plano horizontal definem o carácter estático do lugar, permitindo receber actividades exclusivas face à sua localização particular. As oliveiras, os ciprestes, os lódãos e as punicas dominam a arquitectura do jardim, sobressaindo sobre planos relvados contínuos ou sobre cobertura, permitindo a definição de planos ao nível das copas e abrindo a vista emoldurada sobre a cidade, às colinas da Estrela e da Lapa. Um elemento de água organiza o primeiro espaço confinado do jardim poente-sul, sob as copas das palmeiras, reflectindo luzes e sombras, perspectivando a abertura para o jardim maior com vista sobre a cidade, a poente. Sobre a cobertura do novo edifício desenvolve-se um jardim com percursos e pequenas estadias com arborização linear e sebes arbustivas, privilegiando as vistas sobre as colinas. Desta forma, estes pátios e jardins configuram uma nova, urbana e qualificada organização exterior do empreendimento, substituindo um espaço abandonado, selvagem e desorganizado, por outro onde a beleza e os sentidos são solicitados a expressarem-se de forma diversa e positiva e que, pelo seu conjunto, valorizam e renovam a área urbana em que se inserem. Lisboa, Setembro 2007 Hipólito Bettencourt Arquitecto paisagista ARQUEOLOGIA ARQUEOLOGIA NO COLÉGIO DOS INGLESINHOS NOTA INTRODUTÓRIA Fundado no século XVII e reconstruído após o Grande Terramoto de Lisboa de 1755, o Colégio dos Inglesinhos tem assumido um lugar de irrefutável destaque na história da arquitectura e da sociedade olisiponenses dos últimos quatro séculos. É digno de destaque o facto de, não obstante a obrigatoriedade legal que impunha ao Promotor da Obra a realização de trabalhos de acompanhamento arqueológico (de acordo com o Plano Director Municipal) ter este optado – por sua inicitativa – pela execução de sondagens arqueológicas de diagnóstico numa fase prévia ao início da empreitada numa perspectiva de intervenção preventiva. Estes trabalhos tinham como objectivos: › a caracterização e avaliação do valor científico e patrimonial das áreas a afectar; › a análise da estratigrafia do subsolo e a observação de eventuais estruturas já existentes; › a definição de medidas de minimização face ao impacte da obra prevista. Assim, foram realizadas cinco sondagens de diagnóstico, duas no exterior e três no interior do edifício, de modo a obter uma amostragem significativa da estratigrafia arqueológica do local. A sua implantação teve em consideração as áreas que iriam sofrer maiores afectações no decorrer da empreitada. Pretendia-se, assim, estabelecer as sequências e tipologias de ocupação do local, contribuindo, desta forma, para processos de conhecimento e de investigação, tal como para a fundamentação do projecto final do cliente. Os resultados desta intervenção arqueológica permitiram a identificação de vários momentos construtivos relacionados com a história do Convento desde a sua fundação nos inícios do Século XVII, passando pela sua reconstrução após o terramoto de 1755 - que lhe conferiu a traça actual - até às obras de remodelação que sofreu no decorrer do Século XX. Por outro lado, face aos dados obtidos nesta primeira fase, foi possível realizar alterações ao nível do projecto de obra por forma a minimizar os impactes sobre os vestígios patrimoniais detectados nas sondagens. OS RESULTADOS DA ESCAVAÇÃO A partir da análise estratigráfica do estudo dos materiais recolhidos durante a escavação e da conjugação destes com os dados históricos foi possível atingir algumas conclusões sobre a ocupação do Convento dos Inglesinhos. Nas sondagens implantadas no interior do edifício foram identificados vestígios passíveis de serem atribuídos à 1ª metade do Século XVII (1632-1644), época da construção do Convento dos Inglesinhos, cuja fundação foi outorgada por Carta régia em 20 de Novembro de 1621, sob determinação do Papa Gregório XV. Na Sondagem 3 os vestígios identificados na Fase 1 parecem estar associados ao primeiro momento construtivo identificado no convento e directamente relacionado com a sua fundação. O estudo de materiais parece comprovar esta hipótese uma vez que é atribuída à Fase 2 uma cronologia de Finais do Século XVI / Inícios do Século XVII. Na Sondagem 4, à semelhança do que foi registado na Sondagem 3, foram identificadas estruturas passíveis de serem atribuídas à primeira metade do século XVII e, consequentemente, à fundação do Convento. Estas estruturas identificadas na Fase 1 terão sido destruídas no decorrer da Fase 2, como parece indicar o interface de destruição visível no actual alicerce da parede oriental. Esta destruição poderá, eventualmente, resultar do terramoto de 1755 que, como já foi referido, afectou consideravelmente o edifício, originando diversas reconstruções e intervenções nos Finais do Século XVIII que alteraram a concepção original e lhe conferiram o actual traçado. Na Sondagem 5, as estruturas identificadas na Fase 1 parecem corresponder à cozinha original do convento, um espaço que, comparativamente com o actual, teria dimensões mais reduzidas. O estudo de materiais parece comprovar a hipótese apresentada, uma vez que permitiu datar a Fase 3 da 2ª metade do Século XVII, o que nos autoriza a colocar as Fases 1 e 2 na 1ª metade do Século XVII e considerar a Fase 4 contemporânea ou posterior à cronologia apresentada para a Fase 3. Se tivermos em consideração que a Fase 4 corresponde a uma reorganização do espaço, associado à construção da actual parede Sul que define um novo compartimento na cozinha, e a datação apresentada para a Fase 3, podemos associar o momento construtivo identificado nesta fase com as intervenções que o convento sofre nos Finais do Século XVIII (momento histórico susequente ao terramoto). O local onde foram implantadas as Sondagens 1 e 2 (no actual jardim do Convento) parece corresponder a uma área que, desde os Finais do Século XVIII / Inícios do Século XIX, terá sempre funcionado como espaço de jardim, com sucessivas remodelações ao longo de cerca de 200 anos. O estudo dos materiais provenientes destas sondagens permitiu-nos datar os depósitos que se formaram na Fase 1 dos Finais do Século XVIII / Inícios do Século XIX, o que significa que a Fase 2, caracterizada pela construção de diversos pavimentos em argamassa, orientados no sentido nordeste-sudoeste na Sondagem 1 e no sentido noroeste-sudeste na Sondagem 2, teria de ser contemporânea ou posterior à cronologia proposta para a Fase1. Se tivermos em consideração que os pavimentos registados nas referidas sondagens, estão representados na Carta Topográfica de Lisboa, da autoria de Filipe Folque, datada de 1856, podemos atribuir a construção dos referidos pavimentos aos Finais do Século XVIII / 1ª metade do Século XIX. No decorrer do século XX o Convento sofreu obras significativas que alteraram, principalmente, os pavimentos interiores e os pisos de circulação no jardim. Júlio Castilho refere-se a estas alterações considerando que se fizeram ”(…) de então para cá muitas obras na portaria, que deram a esse lado do edifício nova aparência, como ao interior do templo”(1956 : p.321). Na Sondagem 1 é a Fase 4 que está associada às alterações ocorridas durante este período, com a construção de uma calçada portuguesa e a abertura de uma vala para a colocação de um cano, que serviria o tanque ainda visível no jardim. Na Sondagem 2 foi identificada a mesma calçada portuguesa, que neste caso foi colocada na Fase 3 .A construção do tanque e da calçada portuguesa está relacionada com um momento de reordenamento do espaço no jardim. Na Sondagem 4 as alterações ocorridas durante o século XX afectaram o piso de circulação e os rodapés (Fase 8). Foi construído um novo pavimento em betão e alcatrão, que corresponde ao actual piso do corredor. No que diz respeito aos rodapés, foram colocados novos azulejos com decoração esponjada a vinoso. Na Sondagem 5, associa-se às obras no decorrer do século XX a construção de um pavimento e a colocação de um cano de esgoto na cozinha (Fase 5). O novo piso é constituído por ladrilhos industriais e uma placa de betão, que correspondia ao pavimento actual. Com base nas realidades observadas durante a intervenção arqueológica, nomeadamente a existência de sobreposição de pisos e de níveis de aterro, considerou-se que o acompanhamento arqueológico a realizar aquando das movimentações de terra, nomeadamente na área a afectar no interior do edifício e, no exterior, na área a afectar pela construção das três caves, seria o suficiente para minimizar eventuais impactes que a obra viesse a causar nos contextos detectados, não havendo qualquer impedimento à realização da empreitada. ARQUEOLOGIA EM OBRA À semelhança do que já havia sido detectado no decorrer da realização das sondagens de diagnóstico, os vestígios identificados no decorrer do acompanhamento, no interior do edifício, nomeadamente na zona dos elevadores e na cozinha, foram cronologicamente enquadrados no século XVII, a época da sua fundação. Registaram-se, também, indícios de destruições e posteriores reconstruções, que poderão estar relacionadas com o terramoto de 1755. Relativamente aos espaços de exterior, as estruturas identificadas permitiram estabelecer diversas ocupações da zona envolvente do convento, nomeadamente a construção do jardim original (século XVIII), estruturas habitacionais (século XIX), fornos e muros diversos (século XX). JARDIM O espaço onde foram realizados os trabalhos de acompanhamento arqueológico corresponde a uma área que terá funcionado sempre como jardim com sucessivas remodelações, desde os finais do século XVIII e inícios do século XIX. De acordo com a com uma edição de 1907 do “The Lisbonian”, a escadaria identificada conduziria os alunos desde a Rua Nova do Loureiro até à entrada do Colégio. Importa ainda salientar que esta escadaria e uma outra que daria acesso público à igreja terão sido subsidiadas pelo governo de Marquês de Pombal Através da análise dos materiais exumados na zona do jardim foi possível estabelecer datações para os depósitos: a fase mais antiga é cronologicamente enquadrável nos finais do século XVIII e inícios do século XIX, como se pode verificar na Carta Topográfica de Lisboa de Filipe Folque, de 1856; a fase mais recente corresponderá às obras realizadas no convento, que remodelaram este espaço para o jardim contemporâneo. EDIFÍCIO B Os vestígios estruturais e materiais permitiram estabelecer duas fases de ocupação desta área. A fase mais antiga estaria relacionada com habitações contemporâneas da fase de remodelação do convento pós terramoto de 1755. Relativamente à fase mais recente, foram identificadas diversas estruturas e materiais que permitem classificar este momento cronologicamente no século XX. ALMINHA No decorrer do acompanhamento arqueológico na zona de Pátio/Jardim foi detectado um cruzeiro de pedra (“Alminha”) em baixo relevo tendo-se procedido à sua transladação e conservação. Estruturalmente a “alminha” é composta por uma construção de alvenaria onde assenta e onde é possível observar embutido um cruzeiro em baixo relevo sobre plinto. Estes dois elementos são de pedra calcária com algumas diferenças entre si quanto à textura cristalográfica. A ligação entre a cruz e o plinto é formada por encaixe macho-fêmea. A fixação desta ligação foi reforçada com argamassa de cimento Portland. A presença deste material na ligação dos blocos deve-se, provavelmente, a uma aplicação realizada numa das fases de recuperação mais recentes uma vez que todo o miolo da construção é composto por pedra e cal. Do ponto de vista dos trabalhos de conservação e restauro descritos no presente documento, os objectivos enunciados foram concretizados. Com esta acção salvaguardou-se o elemento patrimonial, prevendo-se agora a sua integração no novo espaço. título de conclusão, destaque-se o inequívoco contributo que intervenções arqueológicas realizadas significam para a história do Convento do Inglesinhos, em particular, e da cidade de Lisboa e geral, por um lado corroborando informações que careciam de dados materiais de suporte, por outro acrescentando significativas peças ao puzzle - sempre incompleto – da memória colectiva olisiponense. HISTORIA DO EDIFICIO Os primeiros edifícios adquiridos por D. Pedro Coutinho, em 1622, com intenção de edificar o Colégio não tinham condições físicas confortáveis para receber os primeiros alunos. Foram iniciadas, de imediato, as obras de adaptação e acrescento de divisões, que demoraram cerca de 5 anos a ser terminadas apesar de, então, contarem apenas com um piso. A igreja apenas ficou pronta 2 anos mais tarde. D. Pedro Coutinho doou também algumas casas cujas rendas permitiriam garantir a subsistência do Colégio. Cabia à Misericórdia (Instituição estabelecida pela Rainha D. Leonor em 1498) a gestão das rendas in perpetuum e a obrigação de manter o edifício do Colégio em boas condições enquanto este funcionasse dentro dos propósitos para que fora criado. Até ao início do século XVIII, haviam sido efectuadas apenas algumas obras de conservação. A petição para reconstruir o Colégio foi enviada para a Misericórdia em Julho de 1709, assinada pelo Reitor, Rev. Eduard Jones, e pelos Superiores do Colégio. Esta, referia “o grande estado de degradação dos dormitórios e da igreja” como premissa para que aquela instituição cumprisse a vontade do fundador na conservação do edifício. A Misericórdia reconheceu o Patronato mas ignorou o conteúdo desta petição, alegando que os fundos deixados por D. Pedro Coutinho serviam apenas para a manutenção do Colégio e dos seus alunos. A necessidade de fazer obras no Colégio era tão grande que os Superiores se viram obrigados a recorrer à justiça, pedindo que a Misericórdia cumprisse os seus deveres para com o Colégio ou, em alternativa, renunciasse aos seus direitos de Patronato. Chegou-se, entretanto, a um acordo no qual a Misericórdia renunciou a metade dos seus direitos sobre os bens deixados pelo fundador, ficando as obras de reconstrução a cargo dos Superiores do Colégio. Na sequência deste acordo, o Padre Jones, através dos seus fundos pessoais, dinheiro recebido de Inglaterra, de residentes ingleses na cidade e de uma contribuição por parte do Inquisidor Geral, do Rei D. João V e de muitos Nobres portugueses, iniciou no dia 14 de Junho de 1714 a construção das bases do novo Colégio. As quantias conseguidas revelaram-se insuficientes para completar a obra e apenas em 1727 se coloca o telhado. O interior estava inacabado e num estado tão rude e imperfeito que durante algum tempo o Convento foi apelidado de “Celeiro de Lisboa”. Com excepção da igreja e da torre dos sinos, que tinham apenas sido muito superficialmente recuperadas, a nova construção resiste ao terramoto de 1755. Em 1776, é eleito Presidente o Father James Barnard, que procura sanear as contas do Colégio. Promove a realização de uma auditoria com a intenção de reparar as consequências de uma gestão negligente dos seus antecessores e passa a tratar das contas de uma forma mercantil e muito rigorosa. Preston e Allen esforçam-se por angariar recursos financeiros. Foi definida a prioridade de recuperar e aumentar o edifício, que exibia ainda as marcas do terramoto de há 21 anos que o deixara num estado deplorável. Entre 1777 e 1780, todo o edifício é restaurado graças às generosas doações do Bishop Challoner, efectuadas como demonstração da sua gratidão ao Father John Gother, formado no Colégio de Lisboa, por intermédio de quem se converteu à fé católica. O Colégio de Lisboa ganha uma enorme relevância após a expulsão dos Jesuítas de Espanha e a consequente mudança da gestão dos colégios de Madrid, Sevilha e Valladolid para o Clero Secular, seguindo o exemplo de Lisboa. Muitos dos padres formados em Lisboa foram encaminhados para estas instituições onde aplicaram todos os conhecimentos e experiência ali adquiridos. No final do século XVIII, em consequência da Revolução Francesa, o colégio de Douai e os demais em Espanha acabam por fechar. Decidiu-se que o Colégio de Lisboa deveria ser aumentado e preparado para absorver os alunos das ouras instituições, cerca de 40, os Superiores e os Masters, com acomodações confortáveis mas simples. É também nesta ocasião que se constrói o Observatório de onde, de acordo com o Padre Allen, se tem uma das melhores vistas da Europa. Em 1814, com o fim da Guerra Peninsular, é restabelecida a paz entre Inglaterra e França. As tropas inglesas sediadas em Lisboa são chamadas de volta. No dia 29 de Junho do mesmo ano, dia de São Pedro e São Paulo, depois de 4 anos sem actividade religiosa, é novamente celebrada uma missa na igreja do Colégio. As instalações da igreja, de pequenas dimensões, tinham a reputação de ser consideradas uma das piores existentes em Lisboa, sendo mesmo perigoso estar debaixo do seu tecto. A falta de recursos financeiros foi adiando a decisão da construção de uma nova igreja, maior, compatível com a nova edificação do Colégio, capaz de receber confortavelmente alunos, Superiores e todas as pessoas que ali acorriam. O padre Buckley e o padre Hurst encarregaram-se de fazer pequenas reparações necessárias à conservação da construção. Foi feito um novo tecto junto ao velho altar e substituídos os velhos mosaicos por um bonito pavimento em soalho. As paredes foram decoradas e a porta de entrada substituída por uma em madeira. No centro da igreja foram colocados gradeamentos que a dividiam em zonas distintas, com bancos para os membros do Colégio e outra zona para a assistência. No período em que decorriam estas obras, a missa era celebrada na sala dos arcos, agora fechada com portas de vidro que a separavam do jardim. Estas obras ainda hoje são visíveis. Em 1857, dois benfeitores, D. Joana d´Araújo Carneiro d´Oeynhausen e o Rev. Jerónimo da Mata, Bispo de Macau, dotaram o Colégio de recursos que permitiram realizar obras de ampliação, terminadas no dia 18 de Dezembro de 1858, altura em que foi construído o coro. No entanto, só em 1898, com uma verba doada pelo Notário Apostólico, Rev. Monsignor James Lennon, antigo inglesinho do Colégio de Lisboa, a igreja foi totalmente decorada adquirindo o aspecto que apresenta até hoje. MAPA DE ACABAMENTOS . EDIFÍCIO DO CONVENTO SALA JANTAR / ESTAR Pavimento :: Soalho corrido encabeirado em madeira de Riga Rodapé e rodatecto :: MDF Lacado Paredes :: Estuque Tecto :: Falso em placas de gesso laminado – 4º piso, mantém-se o existente QUARTO Pavimento :: Soalho corrido encabeirado em madeira de Riga Rodapé e rodatecto :: MDF Lacado Paredes :: Estuque Tecto :: Falso em placas de gesso laminado CASAS DE BANHO Pavimento :: Lajedo em pedra de lioz abancado Rodapé :: Pedra Lioz abancado Rodatecto :: MDF Lacado Paredes :: Azulejo de lastra 14x14 Viúva Lamego / Estuque Tecto :: Falso em placas de gesso laminado Loiças Sanitárias :: Duravit - “ Stark 3” e banheira Indusa Torneiras :: Hansgrohe – Talis S COZINHA Pavimento :: Lajedo em pedra de lioz abancado Rodapé :: Pedra Lioz abancado Paredes :: Azulejo de lastra Viúva Lamego 14x14 / Estuque Tecto :: Falso em placas de gesso laminado Bancada :: Pedra de lioz abancado Equipamentos :: Miele - Gama alta-Placa Vitrocerâmica, exaustor, forno eléctrico, micro-ondas, combinado frigorífico-congelador, máquina de lavar loiça, máquina de lavar roupa e secador de roupa ou máquina de lavar e secar Móveis :: Design Lab -Gama alta da Comovar, com frentes revestidas a termolaminado e/ou lacadas. TERRAÇOS Pavimento :: Lajedo em pedra de lioz abancado Rodapé :: Placas em pedra de lioz abancado Paredes :: Reboco GERAL Caixilharia :: Madeira lamelada de castanho esmaltada, com folhas móveis em vidros laminados SGG Stadip Silence L 4.4.1 Porta de entrada :: Blindada, em madeira maciça CarpintariasPorta interiores engradadas em madeira maciça de casquinha com acabamento lacado . Armários Roupeiros :: Madeira e MDF lacado Soleiras e Peitoris :: Pedra de lioz abancado Recolocação dos painéis de azulejos nos apartamentos do piso 4 (aparts. 4.1; 4.2; 4.3; 4.5 e 4.6) INSTALAÇÕES TÉCNICAS Pré-Instalação de Som nas salas Pré-instalação de sistema de segurança contra intrusão Aquecimento Central com caldeira centralizada e contadores de água quente sanitária e de entalpia por fracção (Central e radiadores Roca) Aparelhagem eléctrica Merten M-Plan ZONAS COMUNS CORREDORES / ESCADAS Pavimento :: Lajedo em pedra de lioz / Soalho corrido em madeira de Riga Rodapé :: Placas em pedra de lioz abancado/ MDF Lacado Paredes :: Reboco fino para pintar; estuque tradicional Tecto :: Reboco fino para pintar / Tecto de “saia e camisa” no piso 5/ estuque tradicional no piso 4. Escadas Existentes, a preservar CLAUSTRO Pavimento :: Lajedo em pedra de lioz abancado Paredes :: Recuperação dos painéis de azulejos existentes Tecto :: Estuque branco liso e falso em placas de gesso laminado 2. EDIFÍCIO NOVO ( SALA JANTAR / ESTAR Pavimento :: Soalho corrido encabeirado em madeira de Riga Rodapé e roda tectoMDF Lacado Paredes :: Estuque sintético projectado Tecto :: Estuque sintético projectado QUARTO Pavimento :: Soalho corrido encabeirado em madeira de Riga Rodapé e roda tecto :: MDF Lacado Paredes :: Estuque sintético projectado Tecto :: Estuque sintético projectado Varanda Estores metálicos motorizados CASAS DE BANHO Pavimento :: Lajedo em pedra de lioz abancado Rodapé :: Pedra Lioz abancado Roda tecto :: MDF Lacado Paredes :: Azulejo de lastra 14x14 Viúva Lamego / Estuque sintético projectado Tecto :: Falso em placas de gesso laminado Loiças Sanitárias :: Duravit - “ Stark 3” e banheira Indusa Torneiras :: Hansgrohe – Talis S COZINHA Pavimento :: Lajedo em pedra de lioz abancado Rodapé :: Pedra Lioz abancado Paredes :: Azulejo de lastra Viúva de Lamego / Estuque sintético projectado Tecto :: Falso em placas de gesso laminado Bancada :: Pedra de lioz abancado Equipamentos :: Miele / Gama alta- Placa Vitrocerâmica, exaustor, forno eléctrico, micro-ondas, combinado frigorífico-congelador, máquina de lavar loiça, máquina de lavar roupa e secador de roupa ou máquina de lavar e secar Móveis :: Design Lab Gama alta da Comovar com frentes revestidas a termolaminado e/ou lacadas. TERRAÇOS / PÁTIOS Pavimento :: Lajedo em pedra de lioz abancado / calçada de vidraço branco Rodapé :: Placas em pedra de lioz abancado Paredes :: Reboco / Azulejo de lastra 14x 14 Viúva Lamego GERAL Caixilharia Madeira maciça com acabamento em pintura, de funcionamento oscilo-batente e vidros duplos de corte térmico e acústico. Porta de entrada :: Blindada Carpintarias :: Portas interiores engradadas em madeira maciça, com acabamento lacado Armários Roupeiros :: Madeira e MDF Lacado Soleiras e Peitoris :: Pedra de lioz abancado INSTALAÇÕES TÉCNICAS Sistema Detecção Incêndios e Gás nas Cozinhas Pré-instalação de sistema de segurança contra intrusão Pré-instalação de som nas salas Aquecimento central Roca (radiadores Roca Adraplan) Instalação de ar condicionado na sala e quartos Aparelhagem eléctrica Merten M-Plan ZONAS COMUNS ESCADAS Pavimento :: Ladrilho grés extrudido tipo Cinca Degraus :: Ladrilho grés extrudido tipo Cinca Rodapé :: Ladrilho grés extrudido tipo Cinca Paredes :: Reboco pintado Tecto :: Reboco pintado CORREDORES Pavimento :: Lajedo em pedra de lioz abancado Rodapé :: Placas em pedra de lioz abancado Paredes :: Estuque sintético projectado Tecto :: Falso em placas de gesso cartonado 3. ZONAS COMUNS DO EMPREENDIMENTO ARRECADAÇÕES Pavimento :: Ladrilho grés tipo Cinca Rodapé :: Ladrilho grés tipo Cinca Paredes Rebocadas e pintadas Tecto :: Rebocado e pintado ESTACIONAMENTO Pavimento :: Micro betão afagado com endurecedor de pavimento Paredes :: Rebocadas e pintadas Tecto Rebocado e pintado EQUIPAMENTOS Sistema de Detecção de Monóxido de Carbono nos estacionamentos (GE / Prosegur) Sistema de Detecção de Incêndio (GE / Prosegur) Sistema CCTV (GE / Prosegur) Sistema centralizado de detecção de incêndios das cozinhas (GE / Prosegur) Central térmica (Roca) Sistema de video porteiro Elvox 6600 a cores Sistema recepção rádio / TV Infra-estrutura TV Cabo Infra-estrutura telefónica Ventilação Mecânica Grupo Gerador de Emergência Rede de esgotos domésticos e pluviais Geberit PEAD Silent ARRANJOS EXTERIORES Pavimento em lajedo em pedra de lioz abancado e calçada de vidraço branco Lancis em pedra de lioz abancado amaciada Muros com capeamento em pedra de lioz abancado amaciada Escadas em lajedo em pedra de lioz abancado amaciada Rede de rega automática Relva aplicada sobre terra vegetal Árvores de pequeno porte, arbustos e herbáceos em mancha Preservação das árvores existentes de grande porte VER MAIS http://www.conventodosinglesinhos.pt/index_pt.html
  19. 6/Mar/2009 Pela boca morre o peixe. Durante os vários anos em que o Convento dos Inglesinhos esteve a sofrer (nunca esta palavra foi tão adequada!) obras de transformação em condomínio fechado, a Rua Nova do Loureiro serviu de via principal de acesso aos veículos pesados da obra. Para acalmar os ânimos dos moradores a CML instalou esta sinalização vertical espetada no passeio como já é da praxe. Agora que a obra terminou, e os primeiros alienados começam a fechar-se na sua prisão, perguntamos: até quando terá o cidadão comum de aturar esta placa obsoleta, de duas patas no passeio, prometendo não prejudicar as nossas «vidas quotidianas»? É óbvio que a CML não está a cumprir a promessa que mandou publicitar. Aguardamos resposta da Junta de Freguesia de Santa Catarina ao nosso pedido de retirada deste painel que, para além de ser um obstáculo na via pública, está também a contribuir para mais poluição visual do espaço público no Barro Alto. IN http://cidadanialx.blogspot.com/ Finalmente, consegui atingir o ponto de vista do arquitecto e historiador Hélder Carita, no que diz respeito à apreciação positiva que fez da recuperação do Convento dos Inglesinhos, esta aberração com grades, assim como a do projectista, o arquitecto Carlos Travassos. “Reabilitar é também promover a preservação da história dos edifícios de modo a que a sua memória se perpetue ao longo dos tempos. Os edifícios reabilitados renascem para uma nova forma de vida sem perder a sua essência, adaptando-se aos novos utilizadores, modernizando-se sem se descaracterizarem. Na reabilitação do Convento dos Inglesinhos tivemos também o cuidado de “reabilitar a sua história” com o objectivo de perpetuar a memória do edifício e das pessoas que nele habitaram. Para tal, houve um trabalho árduo de pesquisa que culminou com a descoberta da biblioteca do Convento e de importantes documentos manuscritos originais, datados a partir do final do século XVI, numa universidade no norte de Inglaterra. O “Convento dos Inglesinhos”, Monumento Histórico do século XVII situado em plena malha urbana do Bairro Alto, imponente sobre a Cidade de Lisboa, destaca-se pela localização, a arquitectura religiosa, a beleza dos painéis de azulejos, as escadarias, os jardins exteriores e a Igreja. A reabilitação do Convento dos Inglesinhos será, certamente, um marco na reabilitação urbana de qualidade na cidade de Lisboa.” (http://www.conventodosinglesinhos.pt/ - Chamartin). Perante esta apreciação que consta do site promocional do Convento dos Inglesinhos, fico perplexo após ter visto a construção. Se até “…houve um trabalho árduo de pesquisa que culminou com a descoberta da biblioteca do Convento e de importantes documentos manuscritos originais, datados a partir do final do século XVI, numa universidade no norte de Inglaterra”, como foi possível destruir os “…os jardins exteriores…” ? Como foi possível transformar o edifício nesta aberração? Alguém enganou a firma proprietária! O Bairro Alto, outrora conhecido como Vila Nova dos Andrades, é uma zona típica de Lisboa de ruas estreitas e empedradas adjacentes às zonas do Carmo e do Chiado, com casas seculares e pequeno comércio tradicional. Construído mais ou menos em plano octogonal em finais do Sec. XVI o Bairro Alto é um dos mais pitorescos da cidade, sendo delimitado a oeste pela Rua do Século, a este pela Rua da Misericórdia, a norte pela Rua D. Pedro V e a sul pela Rua do Loreto e Largo do Calhariz. O Bairro Alto divide-se na Rua da Rosa pela freguesia da Encarnação e de Santa Catarina. Uma boa parte dos edifícios do Bairro Alto foi ou está a ser recuperada, e porque o Bairro tem história e os seus edifícios têm alma, a sua recuperação, até há poucos anos, procurou respeitar a sua traça original da sua arquitectura. Desde os anos 80 que é a zona mais conhecida da noite lisboeta. Aos poucos, verifica-se também que passou a ser procurado como um lugar para viver, estando a sua população a ser renovada e rejuvenescida. Durante o Sec. XIX e até ao terceiro quartel do Sec. XX, era no Bairro que se sediavam os principais jornais e tipografias do país. Ainda hoje é possível encontrar nomes de ruas como Diário de Notícias ou Século. Este Bairro, um dos mais intelectuais da capital, frequentado e habitado por jornalistas, escritores, músicos, pintores, estudantes, etc., foi também em tempos lugar de tascas de marinheiros, de lugares de má fama e de muita prostituição. Vitorino Nemésio faz alusões a este ambiente no romance "Mau tempo no canal". Pode ser aqui que começa a justificação para esta reabilitação urbana, como muito bem lhe chamou José Fonseca e Costa, “A penitenciária das almas penadas”. É que na realidade o Bairro Alto não possuía um estabelecimento prisional. É, sem sombra de dúvida, um serviço prestado aos habitantes do Bairro Alto e mais diria ao País - pois todos sabemos do défice de Estabelecimentos Prisionais - todavia, tardiamente pois já não existem neste Bairro lugares de má fama, malandragem e prostituição, muito embora ainda haja alguma criminalidade… a que vem de fora!!!. IN http://cidadanialx.blogspot.com/search/label/Convento%20dos%20Inglesinhos
  20. http-~~-//i39.tinypic.com/2exr7u0.jpg http-~~-//i39.tinypic.com/s3n91f.jpg VIA http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=412984
  21. http-~~-//www.dailyicon.net/magazine/wp-content/uploads/2008/07/mirindiba06dailyicon.jpg Marcio Kogan is one architect to watch. This urban house combines dark natural Brazilian hardwood, concrete and stone. The design is sensitive to the climate of Brazil, with the ablility to open and close walls and shades at will and the reflecting pools which offer natural cooling. in http://www.dailyicon.net/2008/07/casa-mirindiba-brazil-by-marcio-kogan/
  22. Ordem quer classificar casa com painéis de Almada Negreiros A Ordem dos Arquitectos defendeu hoje a classificação de imóvel de interesse municipal para uma casa com painéis de Almada Negreiros, em Lisboa, e lançou uma petição na Internet em defesa da sua preservação. A Ordem solicita a intervenção da Câmara Municipal de Lisboa, «considerando o valor arquitectural, patrimonial e artístico da casa», projectada pelo arquitecto António Varela e que integra vários conjuntos de azulejos da autoria de Almada Negreiros. Para a Ordem, trata-se de «um exemplo acabado da arquitectura moderna portuguesa», pelo que pediu informações à autarquia sobre o processo, manifestando preocupação com os acontecimentos de 19 de Fevereiro, que «puseram em perigo a integridade do imóvel». Os painéis da fachada da moradia, situada na Rua da Alcolena, número 28, foram parcialmente destruídos naquele dia, em obras de demolição não autorizadas pela autarquia, que enviou a Polícia Municipal ao local e ordenou a suspensão dos trabalhos. A Ordem classifica o imóvel como «um exemplo único e nacional da arquitectura modernista», exigindo a abertura do processo de classificação como bem cultural de interesse municipal. «A mesma obra foi já referenciada, catalogada, inventariada e estudada em diversas investigações de carácter nacional e internacional sobre a produção moderna», sustenta a Ordem dos Arquitectos num comunicado, em que anuncia o lançamento de uma petição on-line. Com o intuito de tornar público «o envolvimento da sociedade no que se considera ser um atentado à memória, património e arquitecturas portuguesas», a Ordem pôs o documento disponível em www.petitiononline.com/alcolena/petition.html. Quarta-feira, o vereador José Sá Fernandes pediu ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) a classificação apenas dos painéis de azulejo de Almada Negreiros. O IGESPAR propôs, por seu lado, a classificação municipal da moradia, de acordo com um parecer a que a agência Lusa teve acesso. A classificação como imóvel de interesse municipal é igualmente defendida pela vereadora do movimento «Cidadãos Por Lisboa» Helena Roseta, que apresentou em reunião do executivo municipal uma proposta nesse sentido, entretanto retirada devido a uma vistoria à moradia cujos resultados ainda se aguardam. A vereadora defendeu que o estatuto de classificação como bem de interesse municipal permitirá «conferir ao imóvel, que se encontra em risco, uma protecção acrescida à da inventariação», de que o edifício já é alvo. Diário Digital / Lusa in Projecto que implica abate de moradia com painéis de Almada é do atelier Massapina In Público (6/3/2009) Ana Henriques «Vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, diz que Câmara Municipal de Lisboa não autorizará demolição integral do edifício pretendida pelo seu proprietário Foi o atelier do conceituado arquitecto Vasco Massapina que fez o projecto que implica a demolição da moradia do Restelo de onde foram arrancados painéis de Almada Negreiros há cerca de duas semanas. O seu filho João Massapina, de 34 anos, é quem assina o projecto de substituição da vivenda dos anos 50 - que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) entende ser de preservar, devido à sua qualidade arquitectónica e às obras de arte que integra - por uma nova moradia. Na memória descritiva que entregou na Câmara de Lisboa no final de Janeiro o arquitecto não faz qualquer alusão ao valor do imóvel, nem aos trabalhos de Almada Negreiros que ele incorpora. Nas escassas linhas que dedica à casa, explica que "o estado geral da construção é pré-ruína" e que se verificam "episódios de fendilhação grave ao nível estrutural que indiciam assentamentos de fundações". A esta situação acrescem ainda "problemas de infiltrações provenientes da cobertura e situações de podre nas paredes do piso zero". Ainda de acordo com a memória descritiva, a nova moradia terá "uma volumetria idêntica à existente". Mas não é isso que refere uma ficha para efeitos estatísticos preenchida na câmara também por Vasco Massapina, onde fica claro que os 900 metros cúbicos da casa dos anos 50, desenhada por António Varela, passam para 2254 no seu projecto. A autarquia ainda não se pronunciou sobre o projecto, estando à espera que o Igespar lhe remeta o parecer que lhe pediu sobre a matéria. Quem já se pronunciou foi a Ordem dos Arquitectos, que lançou ontem uma petição on-line (www.PetitionOnline.com/Alcolena/petition.html) para salvar a casa daquilo que considera ser "um atentado à memória, património e arquitectura portuguesas". "É uma obra maior da arquitectura do movimento moderno", diz a petição. "Tem sido listada, inventariada e estudada em diversas investigações de carácter nacional e internacional". Por isso, a Ordem pediu à vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Rosalia Vargas, que inicie o seu processo de classificação como bem cultural de interesse municipal. É igualmente essa, de resto, a opinião do Igespar, que sugeriu exactamente o mesmo à autarquia. Apesar do seu arranque parcial, os painéis de Almada Negreiros são indissociáveis da casa onde se encontram, concordam a Direcção Regional de Cultura e a Ordem. A petição explica que neste trabalho António Varela "desenvolve com assumido radicalismo um volume puro, cúbico, afirmativamente colocado no alto do terreno, desmaterializado através do jogo de vazios, de avanços e recuos dos planos de fachada, com rigorosa geometria plasticamente trabalhada". É precisamente na fachada que estão os painéis de Almada Negreiros, "coerentes testemunhos das pesquisas sobre o número e os traçados geométricos que o genial pintor vinha investigando". Encabeçam o abaixo--assinado dois nomes de peso: João Rodeia, ex-presidente do Instituto do Património Arquitectónico, e Ana Tostões, uma das grandes especialistas na arquitectura portuguesa deste período. Azulejos sem mazelas Mas a Câmara de Lisboa ainda não tomou uma decisão sobre o assunto, que está a analisar desde o arranque dos azulejos. Uma vistoria ao local efectuada anteontem por técnicos camarários encontrou os azulejos arrancados da fachada e depositados no interior, aparentemente sem grandes mazelas. O município propôs ao proprietário dos painéis que ficassem à guarda do Museu da Cidade, para avaliação do estado de conservação e garantia de segurança. "Pedimos ao departamento jurídico para se pronunciar sobre a eficácia de uma classificação a posteriori", diz o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado. O autarca adianta que a demolição integral do edifício pedida pelo seu novo dono, a sociedade imobiliária Soindol, não será autorizada pela autarquia, até porque a moradia foi incluída há vários anos no inventário municipal do património. O mesmo departamento jurídico irá ainda pronunciar-se sobre outra questão: as implicações de a Soindol ter comprado a vivenda sem os painéis da fachada. É pelo menos isso que consta do contrato-promessa de compra e venda, embora a escritura não mencione esse facto. "O comprador não está interessado nos azulejos. O vendedor [a imobiliária Principado do Restelo] quer retirá-los para os colocar noutra casa sua", descreve o vereador. Foi para a Soindol, que pertence a dois filhos de Vítor Santos, conhecido também por "Bibi" - construtor civil que tem dívidas ao fisco superiores a um milhão de euros e se destacou há alguns anos por ligações ao Benfica - que o Atelier Cidade Aberta - Massapina e Arquitectos Associados fez o novo projecto. Vasco Massapina, de 62 anos, é membro do conselho consultivo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar, antigo Ippar), É, com Cláudio Torres e Tomás Taveira, uma das individualidades escolhidas para este órgão pelo Ministério da Cultura pela sua competência na área da defesa do património. Foi conselheiro do Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes, presidente do conselho directivo do Sul da então Associação dos Arquitectos Portugueses e vice- -presidente da Ordem. Do seu currículo faz ainda parte a direcção da Federação Internacional de Urbanismo e Ordenamento do Território e a participação, como perito, no comité consultivo para a formação no domínio da arquitectura na UE. Massapina foi uma das figuras que fizeram parte da comissão de honra da candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa. O seu Atelier Cidade Aberta, onde desde 2000 trabalha também o seu filho João Massapina, existe há três décadas, e tem sido responsável por projectos em Lisboa, Oeiras, Seixal, a reabilitação de Cacilhas, Vilamoura e Viana do Alentejo. O PÚBLICO tentou obter junto de Vasco Massapina explicações sobre o seu projecto no Restelo, mas este recusou--se a dá-las: "O assunto está na praça pública e não vou falar sobre ele". Certo é que o projecto passa por substituir a antiga moradia, aumentando o estacionamento de dois para dez e criando uma área de ginásio subterrânea. Se vier a ser aprovado pela autarquia e pelo Igespar - o que é pouco provável (ver texto principal) - o novo edifício terá a mesma altura que o existente, nove metros, mas um volume maior. O que tem consequências na ocupação do jardim que rodeia a casa: a superfície permeável do terreno desce de 1078 para 847m2. » São de facto boas notícias. Ai, mas é preciso os cidadãos barafustarem. Este trabalho de casa devia ser feito por quem de direito. Uma pergunta: que anda a fazer o sr.MC? IN http://cidadanialx.blogspot.com/2009/03/projecto-que-implica-abate-de-moradia.html
  23. Ministério da Saúde já aprovou localização Hospital fica na Quinta do Vinagre e abre caminho à urbanização O futuro hospital de Barcelos, que o Governo prometeu construir, haja ou não fundos da Comunidade Europeia, vai ficar localizado na Quinta de Santa Maria, mais conhecida por Quinta do Vinagre, em Vila Frescainha S. Martinho. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Barcelos, Fernando Reis, no final da reunião do executivo municipal de sexta-feira passada. Reis disse aos jornalistas que “o Ministério da Saúde escolheu a Quinta do Vinagre entre as três alternativas propostas pela Câmara”. O autarca assegurou que está escolhido e “é sobre esse terreno que se está a trabalhar”. Há muito que a autarquia procurava um terreno para construir a unidade hospitalar pública. Existiam outras duas alternativas, mas Reis não quis adiantar quais eram. De qualquer forma, a Quinta do Vinagre, para além de ter uma excelente localização, devido aos acessos que possui, poderá abrir caminho à urbanização, uma espera que valeu a pena para a firma de construção civil que comprou a quinta a preço de terreno agrícola. Se assim for, fica também caminho aberto para a construção de um centro comercial da Sonae Sierra, previsto para o mesmo espaço e um conjunto de urbanizações. Já agora, seria positivo para Barcelos, se este caso de desafectação destes terrenos provocasse a aprovação da revisão do Plano Director Municipal (PDM) e dos planos de pormenor, que está na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) há muito tempo para decidir. Se estas aprovações se confirmarem, a autarquia conseguia desbloquear empreendimentos como o Sportfórum, previsto para Tamel S. Veríssimo; Feira Nova, em Barcelinhos; Retail Park e urbanizações que esperam por este documento, como é o caso da zona ribeirinha que se estende da Quinta do Bessa, passando pela Ponte de Ferro, seguindo para Norte até ao Estádio Municipal e terminando na Quinta do Vinagre. O futuro hospital é uma promessa do ex-ministro, Correia de Campos, que, ao que tudo indica, entrou na negociação para compensar o encerramento da maternidade. A nova unidade de saúde está avaliada em 50 milhões de euros, terá 138 camas e a sua abertura está prevista para 2012. Será especializado no ambulatório, com cuidados continuados em convalescença e paliativos, consultas não programadas na Urgência e de proximidade para 160 mil barcelenses e esposendenses. Terá quatro salas de operações, três de radiologia, duas de ecografia e uma de imagem digital (RIS/TAC). Autor: Francisco Fonseca Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009 - 10:36:43 in http://www.barcelos-popular.pt/index.php?zona=ntc&tema=5&lng=pt&id=1547
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