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Basta ver a base do projecto e ver que ... ocupa o mesmo como não tivesse aquele pilar...
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Só agora é que vi esta pergunta muito interessante e como resposta apago as imagens do autor e coloco outras.
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Fiquei com a impressão que ele era uma espécie de Mestre Supremo da Arquitectura. Que sabe de tudo e que pretende estar sempre actual. O método dele é superficializar a actualidade politica, social e financeira na arquitectura e fica-se por aí. E há quem o considere um guru. Ele é o passado. Já foi. Não interessa a ninguém. Um homem que não liga á afirmação da religião no mundo e á Decadência do Capitalismo é alguém que´ainda está no Passado. Poderia dizer que ele é último grande arquitecto. Ele´representa o Não Capitalismo Capitalista ou o Capitalismo Não Capitalista. É alguém que pretende estar de fora estando dentro. É alguém que afirma que está dentro dos temas da actualidade. Alguém que faz um projecto dizendo que está preocupado com a ecologia e propõe uma solução...
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Na minha opinião vivemos um tempo de transição. O modernismo e o pós-modernismo são duas ideologias antagónicas que confrontam entre si. A primeira é muito católica e conservadora. A outra é protestante e mais liberal. Mas vivemos numa época em que os arquitectos tanto de um lado como do outro estão naquilo se podia chamar de Modernismo Académico e de Pós-Modernismo Individualista Académico. E existem os comerciais que estão de fora deste conflito. Como a história nos ensina em cada movimento que começa a ficar decadente, demasiado internacional, demasiado repetitivo, começa a haver uma transição para algo novo. Começam a haver arquitectos que começam a arriscar no abandono de alguns parâmetros rigidos do academismo modernista e pós-modernos apostando na essência da arquitectura. O que é realmente a arquitectura? Começam a tentar analisar o que é realmente Arquitectura sem qualquer critério ideológico e voltando ao inicio. Estamos numa época em que pensadores começam a investigar o inicio tal como Nietzsche começou a estudar os pré-socráticos. Os pensadores da arquitectura começaram a estudar o que significa Construir, o que significa o Habitar, o que significa Morada, ... Heidegger, A Poética do Espaço, Mircea Eliade,... existe um regresso ao inicio. Um regresso á essencia do Homem... assumir o homem tal como ele é e abandonar o Homem Ideal idealizado pelas ideologias e pelos neologismos ideológicos... É neste período de transição que a arquitectura começa a atravessar... há quem refira nestes pensadores mas há quem refira superficialmente ... uma coisa é ler o texto outra é ver a arquitectura...
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Vivemos num período de vazios ideológicos em que a única ideologia é confrontada com a não ideologia, ou seja a Religião. A única ideologia que existe neste momento é o Capitalismo. O Comunismo, o Socialismo e outras tantas ideologias estão a desaparecer ou a continuar em neologismos ideológicos que se vão em alguns paises a misturar-se com a religião provocando misturas de carácter populista e fundamentalista. A Religião que nalguns casos é considerada uma ideologia mas desta vez de carácter religioso. Há quem afirme que os islamismo é o terceiro movimento totalitário que visa a conquista do mundo. Existe acima de tudo um regresso á essencia das coisas, á essencia de nós mesmos ao humanismo natural do homem. O Ideal está a ser abandonado em nome da essência humana. E quando refiro Essência Humana refiro á Religião, refiro ás disciplinas que prezam pelo o Homem tal como ele é e não pelo Homem Ideal. Acontece que na Arquitectura vemos uma reacção á evolução. Neste momento evoluimos para a espiritualidade, para a religião. O problema desta evolução baseia-se nos fundamentalismos. Os fundamentalismos crescem em redor do vazio provocado pelo Capitalismo que assume-se como o vencedor nesta Guerra Ideológica. Na Arquitectura vemos os neologismos do modernismo e do pós-modernismo. Vemos arquitecturas que analisam o modernismo e o pós-modernismo e que confrontam ambos neologismos até eles se misturarem. Noutros casos tentam capitalizar o vazio, tentam capitalizar a religião, criando representações tridimensionais de coisa alguma, do ideal, da sátira, da reacção á reacção, de performances, de atitudes materializadas com base no Vazio ideológico provocado pelo Capitalismo. A Arquitectura neste momento procura reagir ao vazio das mais variadas maneiras criando ela própria um periodo de decadência e de transição. E nesta reacção ao vazio existe um grupo de arquitectos que abandona a beleza. A beleza deixa de fazer sentido e daí começa a existir uma idolatria estranha á ausencia da beleza. No inicio estava a pensar que existia uma idolatria pelo feio mas na realidade é a ausência de beleza. Os arquitectos deixaram de se interessar pela beleza pois é uma atitude anti-capitalista, anti-comercial. Uma vã tentativa de revelar uma ideologia que se confronte com o Capitalismo mas na realidade é o Anti-Capitalismo... é uma ideologia do contra...
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Este é um exemplo de arquitectura comercial. Não pode seguir aquela irreverência artistica mas sim seguir o gosto dos outros. E se alguém quer ganhar dinheiro e trabalhar em arquitectura deve pensar acima de tudo em aprender inglês e concorrer num atelier destes e ir para América, Austrália e Inglaterra... trabalhar muito e um dia ainda podem vir a ser sócios da empresa... penso eu de que... se estiver incorrecto digam...
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Azeitão | Moradia Unifamiliar | Atelier Central Arquitectos
JVS replied to 3CPO's topic in Arquitectura
Olha que não. Existe um grupo de arquitectos que começa a desenvolver moradias em forma de casa. A forma de casa é aquela imagem infantil que as crianças têm de uma casa. É uma reacção ao Estilo Moderno, ou seja em reacção a um estilo moderno onde uma barracão pode ser uma moradia, um hospital ou uma fábrica. Então houve uns arquitectos que decidiram reagir a este estilo desenhando as casas segundo o Signo "Casa". Na minha opinião isto não é uma casa com telhado como aquelas casas em que foi o cliente que pediu mas sim uma casa-signo que é o chamado pós-moderno. Em relação ao projecto....já tinha visto isto na revista e pensei nele e algumas frases da memória usei-as para o relatório de Estágio... neste momento este projecto revela o fascinio pelo zinco e pelo Betão á vista... é o brutalismo em acção... É esta arquitectura prepotente e ideológica e pós-moderna e simbólica que começa a ser uma grande treta... este projecto é muito interessante mas é uma treta. Não explora nada a nivel de Arquitectura. Então o homem materializa o signo Casa em betão á vista e coloca um telhado em zinco no meio de um pátio igualmente em betão? Será isto arquitectura? E depois coloca-a na diagonal para ser irreverente? Este tipo de atitude é como um arquitecto dos anos 50 que fez uns edificios em forma de pagode chinês para criticar o regime salazarista porque era contra a Arquitectura do Estado Novo... quando a arquitectura segue uma ideologia, quando segue o modernismo ou é uma reacção ao modernismo, ou segue o simbolismo dos signos etc etc etc... é plof... -
Concordo. Esta casa tanto podia ser portuguesa como dinamarquesa ou holandesa. É o chamado Estilo Internacional II. É tudo igual. Estas fotomontagens, estas casas são quase todas iguais. O que muda são os autores.
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O projecto é extremamente interessante. Joga com duas lógicas e joga com um imaginário islâmico do oásis e dum pátio-rua que se prolonga... Há qualquer coisa nele que não funciona bem. São as fachadas que arriscam numa vanguarda formalista sempre proxima dos bairros sociais existentes em Chelas. Resulta nesta idolatria pelo feio da função pela função e do conceito pelo conceito. Onde está a beleza nisto?
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Puffff... cheira-me a fotocópia da fotocópia da fotocópia...
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Rem Koolhaas começa a ser muito enjoativo com estes projectos propagandisticos de uma suposta arquitectura que ninguém sabe bem o que é. Se o homem diz A todos dizem "Parabéns" se ele diz B todos respondem "Excelente".... há qualquer coisa de errado nele... não é por nada.
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Vi na TV... é de ficar a pensar...
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Imagina que amanhã acordas e vês um planeta gigante no céu ao lado do Sol. Um planeta azul... mas gigante... Imagina que amanhã alienigenas começam a entrar em contacto através da Televisão e só exista alienigenas a tentar contactar-nos. Imagina que amanhã os americanos decidam dizer que exitia outro asteróide e que tentaram tudo e na segunda feira ninguém precisa de ir trabalhar porque o mundo vai acabar. Não podias começar já a fazer as loucuras?
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Aqui podem ver a vossa Carta Astrológica e saber tudo sobre vocês mesmos. Tudo gratuito.:)
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Existem vários modos... o optimista dá-me 95 anos e o normal... um pouco menos e o pessimista não vi. Já viram o que é ter 95 anos? Armaggedon day dá-me 84 anos. Nada mal. Vou fazer de novo, aquilo que devia fazer e não faço. Deu igual. O outro também deu 84. Por vezes sou bruxo. Prevejo o futuro através do 6º sentido e nunca falho. Raras vezes falho. E uma delas é que vou estar aqui muito tempo. Se quiserem saber penso que nos devemos preocupar muito com o futuro. Algo vai acontecer dentro 5 anos.
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Dúvida extremamente importante para a Sociedade Portuguesa
JVS replied to JVS's topic in Arquitectura
Dreamer: Obrigadissimo. Kandinsky: Creio que a cunha se pode confundir com termos como "bajular", "cinismo", "gratidão", "recompensa", "facilitismo", "benevolência" ... Concordo. Para que é que eu queria a cunha? Só estou a perguntar. Durante a minha vida académica cometi um pequeno erro... e penso que o professores esqueceram-se de ensinar uma pequena coisinha. Uma coinha de nada. A Cunha ou o pacote que tu enumeraste é extremamente importante para arranjar trabalho. Caso contrário ficamos a trabalhar para um arquitecto e se tu não fores realmente bom vais fazer algo que tu não gostas. Mesmo que ganhes mais que um arquitecto fazes algo que tu não gostas. Portanto é assim, ou vendes o teu sonho por mais dinheiro ou lutas pelo teu sonho. É simples. -
Deixem-me buscar o jornal... "2026. É Oficial. O asteróide Apophis, uma pedra com 400 metros de largura...em direcção à Terra. Se nada for feito, daqui a dez anos chocará com este pontozinho azul.... equivalente a 100 mil bombas de Hiroxima... Ana Gerschenfeld" in Público, P2, 16 de Março de 2007 links 99942 Apophis (2004 MN4) Impact Risk It's called Apophis. It's 390m wide. And it could hit Earth in 31 years time | Special reports | Guardian Unlimited
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Polonia: Ampliación del Museo de Arte Moderno de Poznan
JVS replied to Arq.to's topic in Arquitectura
Um estóico... gosto das tuas assinaturas. Eu estou a ficar cada vez mais um fiel de São Tomé. Ver para Crer. -
Polonia: Ampliación del Museo de Arte Moderno de Poznan
JVS replied to Arq.to's topic in Arquitectura
Gosto do conceito. Não gosto da forma. -
Em 2026 o mundo vai acabar. Deixem-me buscar o jornal... "2026. É Oficial. O asteróide Apophis, uma pedra com 400 metros de largura...em direcção à Terra. Se nada for feito, daqui a dez anos chocará com este pontozinho azul.... equivalente a 100 mil bombas de Hiroxima... Ana Gerschenfeld" in Público, P2, 16 de Março de 2007 links 99942 Apophis (2004 MN4) Impact Risk It's called Apophis. It's 390m wide. And it could hit Earth in 31 years time | Special reports | Guardian Unlimited ----- É assim. Uma noticia que está num cantozinho do jornal. Uma coisa minima. O Mundo em perigo de acabar mas está ali... enfim não se preocupem. Pela noticia os americanos criaram uma máquina de energia gravitacional que permite tirar o asteróide do caminho da Terra... caso contrário... pode ser que haja um terramoto, um atentado, .... para quê preocuparmos com isto. Né?
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É importante para mim e para todos os que quiserem saber como resolver este provblema. Cada dia que passa assume-se através do Estado e das conversas de café que a Cunha é extremamente importante para garantir trabalho e trabalhos. Quem não tem cunha não se safa. Só se safam que tem uma qualificação de 20, ou quem tenha muita mas muita experiência. Os médios e razoáveis têm que batalhar muito para garantirem aquilo que querem. Caso contrário ficam-se pela mulher e filhos e um salário razoável. Portanto para ter mais qualquer coisinha e atingir os nossos sonhos com um pouco de ajuda é preciso entrar no Sistema da Cunha. Não tenho cunhas. Eu gostava de ter cunhas. Gostava de ter contactos para mais tarde ter trabalhos, nem que seja trabalhinhos onde uma pessoa possa manifestar a sua criatividade. A dúvida é: Como ter cunhas? Como criar uma lista de contactos e de cunhas? Muito obrigado pela atenção que prestaram. É um assunto que é importante para todos. Em vez de estarmos no muro das lamentações a desejar que o Sistema vá abaixo penso que deveriamos juntar ao Sistema e não lutar contra ele. Se tiverem alguma coisa a dizer... força. nota: Extremamente Importante.
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Existe um mecanismo paralisante em Portugal O arquitecto espanhol Ricardo Bofill em entrevista ao Expresso revela que a tomada de decisão é muito lenta no nosso país. “A máquina administrativa trava o desenvolvimento em Portugal”. Portugal é um país de gente que sabe construir, mas existe um travão administrativo TEXTO DE FERNANDA PEDRO O espanhol Ricardo Bofill é um dos arquitectos com maior projecção a nível mundial. Em Portugal o seu projecto mais conhecido é o Atrium Saldanha, uma obra que já mereceu vários prémios. No seu ateliê em Barcelona, o arquitecto em entrevista ao Expresso falou dos seus últimos trabalhos e explicou a grande diferença entre projectar em Portugal e em Espanha. Qual é a diferença entre fazer um projecto em Portugal e em Espanha? Estar em Portugal, em Espanha, na Catalunha é praticamente o mesmo, é muito cómodo. Portugal é um país muito bonito e que se desenvolveu rapidamente. Eu recordo-me da Lisboa de antes e agora cresceu, mudou muito. E, apesar de um momento de maior desemprego, creio que vai recuperar. É uma cidade muito bonita, bem traçada ao lado de um rio fantástico com um centro histórico interessante, gente dinâmica e moderna e com vontade de fazer coisas. Contudo, existe um mecanismo administrativo paralisante em Portugal, não sei porquê. Todas as administrações bloqueiam sempre tudo. Aqui em Barcelona houve uma reforma administrativa na Câmara Municipal há 25 anos, reduziu-se o pessoal para um quarto e obrigou-se a responder e a dar as licenças em três meses. Foi um grande empurrão pois era um sistema que existia desde os anos 50. E quando falo com os políticos e os empresários em Lisboa fico com a impressão de que têm vontade de fazer coisas mas que existem muitos entraves administrativos. Temos construído alguma coisa em Portugal, existem projectos novos e interessantes, um que está ao lado da Expo por exemplo, fizemos o projecto e para ter a aprovação da Expo foi complicado. Não se entende muito bem porquê, o presidente da Câmara é muito simpático, o pessoal do urbanismo interessa-se mas é a máquina administrativa que trava o desenvolvimento e a qualidade em Portugal. Existem excelentes arquitectos em Portugal, empresas de engenharia muito competentes. Recordo-me de que quando estava em França os melhores encarregados de obras eram portugueses, é um país de construtores, de gente que sabe construir mas existe este travão e falta um pouco de urbanismo, de desenho urbano, de ter um pouco a visão da cidade. Digo sempre ao presidente da Câmara que Lisboa que tem este rio fantástico à sua frente e cidades assim, com elementos de água tão fortes como rio, mar, são cidades que não podem estar atrás. É como se a cidade estivesse atrás e só num ponto se assomasse. Há 20 kms e uma linha que deveria ser o sonho de qualquer arquitecto português poder pensar, que deveria ser tratada com consciência e qualidade, com operações rentáveis e economicamente viáveis. Tem em Lisboa um projecto, o COMPAVE... Propus fazer um edifício não muito alto, mas alto, pois já existia em frente um edifício do Sheraton dos anos 60, eu não concordo muito com um ponto alto, temos ido várias vezes a Lisboa para se chegar a uma conclusão e isto está a ser discutido, têm havido conversações mas tudo é muito lento. A tomada de decisão é muito lenta. Uma pena. Tem também um projecto em Porto Santo, do Grupo Siram. Como o caracteriza? Porto Santo é umlugar incrível. Uma coisa rara. No meio do Atlântico uma rocha vulcânica que sai de repente, nessa imensidão de paisagem e nota-se aí a força do Atlântico. É um sítio muito potente. Estamos a fazer aí um resort de muita qualidade e estamos a fazê-lo com arquitectos portugueses. Além de Porto Santo e Lisboa está a projectar outras coisas em Portugal? Havia qualquer coisa no Porto mas que não se chegou a concretizar. Gostaria de trabalhar mais com bons arquitectos portugueses e fazer uma equipa para desenvolver esta linha de rio (Tejo), poder fazer um trabalho de colaboração e demaior amplitude. Já construí em muitos países, mais do que construir edifícios dispersos gostaria de continuar a Expo, um sítio tão emblemático e dar-lhe um sentido a toda a estrutura linear. Por exemplo, existe a estação de caminho-de-ferro e um comboio que vai para o norte e corta uma estrada, existem uns barracões de um lado e umas construções do outro. Poder-se-ia fazer melhor, fazê-lo, por exemplo, subterrâneo. Tipo metro e a via podia ser uma via jardim e as vistas tornar-se-iam mais agradáveis. Qual é o maior projecto em que está agora a trabalhar? Bom, nós estamos a trabalhar em muitos projectos e sítios ao mesmo tempo. Por exemplo, um grande desafio complicado, em África, no Senegal, casas económicas e baratas, num país tropical e para gente com poucos recursos. Um edifício em Nova Iorque, ao lado do MOMA (Museu de Arte Moderna) numa das avenidas mais caras do mundo. Também terminámos um centro em Tóquio no terreno dos antigos edifícios da Toshiba e estamos a trabalhar muito em Pequim para os jogos olímpicos de Pequim na China. E também na Rússia, país que está a despertar. Estamos a fazer um projecto em São Petersburgo que é uma cidade lindíssima. Cidade bem traçada, neoclássica, bonita, elegante mas está um pouco velha. Os russos estão a despertar. Também Moscovo quer uma grande intervenção nossa na cidade. Já trabalhamos em 50 países diferentes. Esta é uma pequena, pequeníssima multinacional. Não quero que cresça demasiado mas seja antes um grupo de gente que tem a capacidade de trabalhar em qualquer parte do mundo. Por isso nos chamam. Agora vamos para a Índia. Neste ponto da sua carreira o que mais lhe interessa? Para mim a cidade é o que mais me interessa. Sempre foi no fundo a minha preocupação. O que eu chamo o desenho urbano, do espaço público é para o que me chamam mais e o que sei fazer melhor, é a minha imagem de marca. Os «masterplan» é o que mais me interessa e sei fazer melhor. E construir com a colaboração de outros arquitectos. Construir só para mim já não me interessa, o ego já me passou. Só quando era mais jovem. Como vê o futuro dos arquitectos e da profissão? Em Portugal é muito procurada. Temos muitos portugueses a trabalhar connosco de excelente qualidade, muito bem preparados principalmente os do Porto. Têm um nível muito alto, são inventivos tal como os italianos e os espanhóis pois é uma disciplina que funciona muito bem nos países latinos. O que será a arquitectura no futuro não o poderei dizer pois este é incerto. Quando alguém segue esta profissão e trabalha em culturas diferentes não tem a mesma visão monolítica como tem o Banco Mundial ou as grandes instituições mundiais. Quando se vê os problemas de perto, constrói-se e não se pensa que existe um sistema único no mundo. Não se vê as coisas desta maneira, mas a partir dos problemas reais de cada lugar, de cada país. Isto dá-nos uma visão diferente do mundo, mais poliédrica e mais complexa. No mundo emergente a hegemonia americana pura que temos vivido nos últimos tempos está a acabar. Uma só potência que manda no mundo que controla e que põe uma ordem está no final. Embora os americanos continuem a querer fazer o papel de polícias do mundo. O futuro vai ser mais complexo. A Europa terá um papel mais secundário, mais tranquilo, do estado de bem-estar e pseudo- utopias e o estado das liberdades como no século XIX e depois temos os países emergentes como a China. Na China está a fabricar-se metade da arquitectura que se faz no mundo. A velocidade a que se está a construir em Pequim émais rápida do que se fazia há 20 anos em Tóquio. A impressão que se tem quando se chega a Pequim é a mesma que existia há 20 anos em Nova Iorque. Na América Latina também já estão a acontecer movimentos de conexões, comércios, culturas e ideias que se cruzam em diferentes ordens. Este mundo é complexo, difícil e diferente. Em algumas coisas mais igual em outras mais diferente. Na maneira de viver e na forma de vida uma pessoa numa cultura africana nunca terá a mesmo estilo de vida que uma pessoa em Nova Iorque. Quer dizer que a globalização não chega à arquitectura? Há globalização em certo sentido porque existem correntes. Tanto emtermos económicos como em arquitectónicos existe uma certa globalização. Os modelos não servem para toda a gente. A maneira de viver numa cidade africana ou numa como Paris ou Londres é que nunca será a mesma. Vamos ter melhores cidades? Creio que os nossos países são de cidades. Em Portugal, Espanha, Itália as cidades têm um papel importante. Lisboa está melhor do que há 40 anos. O problema destas cidades são os subúrbios. Não existe planeamento para esta mancha que vai crescendo desordenada com a emigração que chega. Não há dinheiro para que se viva bem nos subúrbios. Os americanos têm subúrbios com casas com jardim. Os custos são elevadíssimos. Isto não é possível na maioria das cidades europeias com emigração. Existe uma boa qualidade de arquitectura. Portugal tem boa tradição na arquitectura como por exemplo Ouro Preto, cidade barroca feita pelos portugueses no Brasil. Em Brasília, foi um modelo alemão. O problema é que as cidades continuam a crescer desordenadamente. in Expresso
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Concordo plenamente. O Siza agora surpreendeu-me.:)
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E estava a ver o post sobre os Grandes Arquitectos e vi este arquitecto. E perguntei-me a mim mesmo? Quem era Carlos Amarante? in wikipedia Autor das seguintes obras: Bom Jesus Igreja do Hospital Faculdade das Ciencias do Porto Igreja da Trindade Resumindo e concluindo. E um arquitecto com uma obra de qualidade mas nao e genial.
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O Siza ficou entre o 100. Mas e espantoso que o Taveira nao tenha estado na lista dos candidatos. O Taveira e uma especie de Salazar da Arquitectura Portuguesa. Sera?
