Jump to content

Dreamer

Moderadores
  • Posts

    4470
  • Joined

  • Last visited

  • Days Won

    7

Everything posted by Dreamer

  1. Num extremo, o pensares na qualidade do ambiente interior implica pensares no ambiente exterior... Se pensas na qualidade interior, podes pensar em materiais reciclaveis, na não utilização de madeiras de zonas protegidas, na aplicação de materiais cujo processo de fabricação não implique muitos danos para o ambiente, etc, etc... Deveria ser comum para o cidadão comum ter essas preocupações... mas infelizmente isso não acontece... Por isso é que só no extremo é que pensar numa coisa implica pensar na outra...
  2. Acredito que o valor que atribuimos a determinado edifício tem muito de cultural, porque noutros tempos, o respeito para com o passado não era o mesmo de hoje, e muitos edifícios eram demolidos e/ou alterados consuante as vivências/necessidades da época... Veja-se o que aconteceu em Roma, quando os mármores dos edifícios da cidade antiga foram retirados para outros usos... veja-se o que aconteceu no Barroco, quando as igrejas foram "adaptadas" à riqueza emergente (em Portugal ao ouro que chegou do Brasil), como forma de cativar os fiéis... vejam-se as ruínas que se encontram em cada escavação em Atenas, enterradas e esquecidas ao longo de milhares de anos... e assim como estes, muitas outros exemplos... O facto de hoje em dia existirem tantos museus, o simples facto de ter surgido o primeiro museu, revela muito da preocupação/interesse pelo passado... vejam-se a quantidade de peças que foram roubadas ao egipto e que hoje se encontram nos maiores museus do mundo... Tenho por isso a certeza de que o factor cultural tem muito a ver com esse interesse nas obras do passado... De uma forma ou outra, cada um "desses" edifícios é um símbolo de uma época, um simbolo da própria cultura, um símbolo do país, em alguns casos um símbolo da humanidade... A questão pode-se pôr em relação a construções que não têm o mesmo significado para todos. Podemos pensar por exemplo na Casa das Artes do Porto, a primeira grande obra de Eduardo Souto Moura. Para alguns seria um ultraje sequer pensar em demolí-la, mas para outros (se calhar a maioria, infelizmente) não representaria grande coisa... Podemos pensar no Mosteiro dos Gerónimos. Para todos os portugueses seria esse mesmo ultraje pensar numa possível demolição... Podemos pensar nas pirâmides de Gizé. Para grande parte da humanidade seria ultrajante pensar num mundo sem elas, quando durante o século XVIII foram assaltadas e expuliadas, por exploradores apenas interessados na fama e no lucro, sem revelar o mínimo interesse pelo existente... É tudo uma questão cultural...
  3. É triste ver coisas destas... o mesmo aconteceu à uns anos com uma moradia ao estilo corbusiano de Viana de Lima, a casa Honório ????? (não me lembro do resto do nome, mas acho que era Silva) no Porto... Tantos "castelos" que ficam e duram, duram, duram, qual pilhas... e obras com valor patrimonial... vão abaixo... Link: http://jn.sapo.pt/2006/07/25/porto/uma_moradia_demolida_selvaticamente.html
  4. Documentação não sei, mas vermelhos é a construir e amarelos é a demolir... apartir daí é fácil... Marcas a preto o existente a manter, a vermelho todas as novas linhas (tramas incluídas), e a amarelo as demolições...
  5. Para o comum português, o que tem valor é o engenheiro... mesmo nas obras, quando surge alguma dúvida, o empreiteiro pede para falar com o engenheiro, quando não trata o arquitecto por sr. engenheiro, o que ainda é pior... O descredito para com a profissão é tremendo, e ninguém dá valor às horas que é preciso dispender para se conseguir um bom projecto... é tudo para ontem... e como temos de sobreviver, temos também de nos sujeitar a essas "regras" (sob pena de o trabalho ser entregue a outro menos profissional), com as consequências que daí aparecem... Qual é o cliente que está preocupado com a sustentabilidade do edifício?... com a eficiência energética?... Certamente haverá alguns, mas poucos, e a prova disso é a quantidade de edifícios com as já famosas caixas de ar-condicionado em cima das janelas... Fala-se inclusivamente dos tribunais que não têm sistemas de ar-condicionado, como se isso fosse a única salvação contra o calor/frio... Em edifícios antigos ainda compreendo e com uma correcta intervensão, pode-se conseguir algo sem as inestéticas "caixas"... o problemas são os edifícios mais recentes que alguns anos depois de serem construídos já precisam "delas"... é uma visão triste da arquitectura... Tenho esperança que as coisas mudem... mas temo que não seja nos próximos anos... muito menos para algumas classes da nossa sociedade...
  6. Isso é incontestável, mas não só nas situações de conflito, as catástrofes naturais também são elementos potenciadores de renovações urbanisticas... Nestes casos o problema está quando se sabe que alguns desastres naturais são cíclicos ao longo dos anos, e no entanto continua-se a cometer os mesmos erros... é exemplo disso umas encostas em Caracas, que estão "repletas" de habitações, numa zona periodicamente (não me recordo mas são muitos anos) assolada por grandes deslizamentos de terras... pode acontecer apenas uma vez de 100 em 100 anos, mas se acontece... não é preciso dizer mais nada... O que é certo é que alguns anos depois, as mesmas encostas estão novamente repletas de construções...
  7. A esse nível a disposição é clara, mas quando se vai ver o que há em cada "sector" da zona social, sobram zonas com sofás, não se percebendo para que servem e o que as poderá distinguir... O sector íntimo também não tem uma disposição clara, porque parece que é a área que "sobra" intraparedes... Não sinto nenhum apelo por este tipo de arquitectura, mas se todos gostassemos do mesmo...
  8. Não sabia que em Italia é assim... se pensarmos em 1.73 arquitectos por cada 1000 habitantes, somando a esses os que de lá vão trabalhar para outros países... é no mínimo assustador... Mas temos de pensar que isso é consequência da cultura arquitectónica do país... que diga-se de passagem... está uns furos acima da "nossa"... Um número assim tão grande de arquitectos por mil habitantes no nosso país, ia significar o desemprego para grande parte deles... sejam os patos bravos, a fast-arquitectura, ou os clientes que simplesmente deconhecem a arquitectura, tudo contribui para haver menos vagas para arquitectos...
  9. Jogava num Shneider ainda a disquetes e sem disco... o monitor era CGA... Depois foi um 486 a 66 Mhz... Não queria dizer que não era preciso isso, mas apenas que não era como hoje, que compras um PC razoável e ele já não corre alguns jogos com gráficos no máximo... Nessa altura um PC ainda durava algum tempo a correr jogos no máximo... Os últimos que me deram pica foram o NFSMW e os Medal of Honor... Mas mesmo que quisesse não podia dispor de mais tempo para os jogos...
  10. Isso é que eram tempos... e não era preciso placas gráficas, RAM a dar com um pau, nem processadores de dois núcleos... Não sei se fui eu que mudei, os os jogos, mas hoje em dia é raro o jogo que me põe horas à frente do monitor... quando nesse tempo, passava semanas/meses a jogar alguns míticos como o POPCORN, GPC, GPU, CYCLES, XENON 2, DUNE 2, F1GP, WOLFENSTEIN, etc, etc, etc... Depois de o acabar, repetia o mesmo jogo "n" vezes (o DUNE 2 devo ter jogado umas dezenas largas de vezes, com as 3 equipas, sempre até ao fim)... Bons tempos...
  11. Muito sinceramente este projecto não me agrada nada... Se a ideia é seguir o "A-Poc design", que pelo que eu entendi do que diz em cima, é um tubo pré que vai sendo cortando e adaptando às necessidades, os desenhos não mostram as potencialidades que essa ideologia pode ter, mas posso ser eu a estar enganado quanto à interpretação... De qualquer forma, para mim a organização espacial deixa muito a desejar, porque os espaços não são claros e as funções misturam-se, aparentemente sem lógica... Desiludiu-me um pouco, mas é sempre bom ver mais coisas...
  12. BOXWORLD... o mítico jogo do windows de andar a empurrar caixotes... passei lá umas horas...
  13. Não tinha visto isso... lol... mas a piada é fazê-lo sair nos níveis todos, não a pontuação...
  14. É precisamente isso... Recuperar um convento/mosteiro, para depois o deixar ao "abandono", à espera de visitantes, é gastar dinheiro, mas a recuperação pode ser feita para esse espaço ter uma outra utilidade... e se for uma recuperação bem feita (com respeito pelo existente), o edifício tem tudo para sair enriquecido e revalorizado... Sabe-se bem que tipo de recuperações é que foram feitas em alguns casos... :vomit2: Nesses casos mais vale estar quieto...
  15. Tirem o carro amarelo da garagem... São "só" 60 níveis... Link: http://www.asolutionforyou.com/Parking%20Game/scoregame/Game.htm
  16. Bem vindo demiurgo... Esse é que é o espirito, por isso não o percas...
  17. A apropriação que cada um faz do SEU espaço é uma transformação, por isso essa expressão faz todo o sentido... Quantos edifícios tinham uma função e quando essa deixou de fazer sentido, foram "transformados" e adaptados a outras vivências?
  18. Achas que algum dia se vão recuperar os palácios do Iraque? Será que hoje faria sentido recuperá-los? Não se terão perdido as premissas da existência dessas "peças", não farão mais sentido as ruínas, como simbolo do grave incidente que ainda continua a destruir o país? Será que faz sentido recuperar as grandes esculturas no Afeganistão, destruidas só porque uma religião não aceita os "icones"? Se sim, não faria sentido, nesses mesmos pressupostos, recuperar as pirâmides e os templos egípcios, por exemplo? Não foram os despojos de grandes cidades do passado cobertas pelas novas estradas e edifícios das novas cidades? Não é usual econtrar numa qualquer escavação no subsolo do Porto histórico, artefactos do passado? Não foi Pompeia destruida e esquecida durante centenas de anos? A história ensina-nos a ter respeito pelo passado, mas recuperações só porque sim?... só porque os edifícios tinham valor patrimonial?... não será isso redutor em relação aos acontecimentos que levaram à destruição?... PS: Certamente há casos e casos, mas a título de exemplo, as twin towers não vão ser reconstruídas, vai ser antes edifícado um outro edifício, mais moderno, mais arrojado... o tempo passa, a memória trágica ficará para sempre presente, mas a vida tem de seguir...
  19. As obras dela fazem-me sempre lembrar as bandas desenhadas antigas, com as supostas "cidades do futuro". São as formas arrojadas, as linhas dinâmicas, os ângulos apertados, etc, etc, etc... Quanto à funcionalidade, como nunca entrei em nenhum edifício, não posso afirmar nada...
  20. Gostava de poder participar nessas conferências, porque é uma temática que me interessa, mas que ainda passa um pouco ao lado da consciência do português comum, mas infelizmente estou um bocado longe de mais... enfim... quando há algum evento com interesse, todos sabemos para onde vai... Todos sabemos dos malefícios do ar-condicionado, das casas pouco arejadas, etc, mas por vezes pouco se faz para contornar esses problemas... Ainda ontem ouvi uma notícia sobre a falta de ar-condicionados nos tribunais um pouco por todo o país (algumas comarcas de Lisboa e Porto incluídas), mas ninguém pensa que o problema tem de ser tratado à priori, e não depois dos edifícios estarem construídos (volto a referir o exemplo de um edifício no Brasil, que com 50 anos, nunca precisou de ar-condicionado)... É lógico que aos construtores é mais fácil "tirar" uns centimetros de isolamento na construção, para poupar uns euros no fim da obra... é lógico que alguns dos promotores não invistem nessas questões, porque se para eles a obra custar menos, vão vender pelo mesmo e ninguém vai andar a rebentar paredes para ver o que há lá dentro... é lógico que o problema é de alguns arquitectos, que não podendo perder muito tempo em cada projecto, não fazem estudos para melhorar a eficiência energética dos edifícios e não acompanham a obra para ver o que realmente é feito... Este tema dá pano para mangas, porque não é só a qualidade do ar que está em questão, mas também a qualidade de alguns dos materiais empregues... Depois é ver o aparecimento, qual cogumelos, de aparelhos de ar-condicionado a enfeitar as fachadas... PS: Lanço o desafio a quem assistir às conferências, para nos dar umas luzes do que por lá for falado...
  21. Essencialmente a cor, mas o logo também ainda não está "lá"... pelo menos na minha opinião...
  22. Por essas estatisticas vemos que portugal está acima do meio da tabela, e a tendência é clara... aumentar... Neste momento creio que somos mais de 14 mil e todos os anos saem mais umas "fornadas", como eu no ano passado... Se o mercado não tivesse saturado de patos bravos, a vida dos jovens arquitectos poderia ser mais fácil... mas nesta altura o mercado ainda está a "absorver" quem acaba o curso, pelo que a situação ainda é sustentável... A questão prende-se com aqueles que estão agora a entrar nas faculdades e quem o vai fazer nos próximos ano... Nessa altura a situação pode ser dramática...
  23. Parece-me bem, mas aquele logotipo... pura e simplesmente... nada tem a ver com o resto... Ou se muda o logo, ou se adapta o fórum a ele, mas assim não...
  24. Pelo que vi, o paínel não revela muito do que é a luz no projecto... fala muito de intensões, mas são poucas as "concretizações"... Mas também a informação é pouca, um painel não chega definitivamente para perceber o projecto... Não se percebe a importância da luz/sombra no espaço interior... sabe-se que passa luz para a parte de baixo, para o parque, mas não se vê como... não se percebe o porquê da "skin" ter esta forma... O conceito de algo elevado para libertar o solo já não é novo (Corbusier), e sinceramente não sei se tornaria o espaço inferior agradavel... na minha opinião, se calhar por causa da pouca altura, seria constrangedor e pouco "vivível"... Não quero que pareça que estou a criticar gratuitamente opções, ou deitar abaixo horas de trabalho nuns segundos, ãté porque a minha opinião vale o que vale, e vocês podem deitá-la fora quando quiserem... pretendo apenas levantar questões que não me parecem ter sido devidamente explicadas... e penso que o trabalho pode ganhar com isso...
  25. É a prova de que é um render e não uma foto... lol E a aplicação de uma coisa dessas a projectos, é fácil? Tem muitos materiais?
×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.