Jump to content

vOid

Membros
  • Posts

    41
  • Joined

  • Last visited

  • Days Won

    1

Everything posted by vOid

  1. Sem saber se a ideia seria essa, já imaginava que os detractores do projecto quisessem ali fazer um jardim, é um dos estereótipos mais gastos da "boa consciência urbanística". Qualquer leigo, quando questionado sobre se acha bem a construção da um edifício vagamente polémico, na dúvida saca logo dessa magnífica resposta e diz que não e que o que ali ficava mesmo bem era um jardim... O jardim não é (ou não devia ser) um espaço que serve para tapar buracos em que não se sabe bem o que fazer, pelo contrário, é um espaço urbano de grande protagonismo. O local em questão é um ponto de remate do tecido construído entre a R. Alexandre Herculano e a R. do Salitre, parece-me que precisa de construção (que, admito, pode não ser esta) para ser materializado com coerência.
  2. ...E esta é a imagem do edifício que tanta polémica tem causado?... Gostava de ver os acérrimos defensores do património que tanto se têm manifestado a insurgirem-se também contra a monstruosidade que aparece em fundo, essa sim completamente fora de escala e de qualidade arquitectónica mais do que duvidosa. Por mim subscrevia sem hesitações um abaixo-assinado a propor que lhe cortassem uma boa meia dúzia de pisos, para o alinhar pela cércea do edifício do Ventura Terra.
  3. Mais uma notícia sobre a apresentação píblica do projecto:
  4. Voltando ao tema, o edifício proposto para o Largo do Rato: Estou dividido entre duas posições: A de considerar que é uma proposta meritória, válida e adequada para o local, no modo como acompanha respeitosamente a volumetria do edifício de Ventura Terra e usa o mesmo material da Mãe de Água e do chafariz mas, simultaneamente, consegue ser arrojada no seu jogo de depuração formal e subversão da escala e no corte dramático do volume que foge ao contacto com o solo no ângulo do gaveto, e a de considerar que o edifício é manifestamente inadequado para o local, por ser demasiado bom para ter como contexto urbano próximo um nó viário, que é afinal aquilo que o Largo do Rato actualmente é e, quanto a isso que não é novidade, que eu saiba nenhum blogger (ou outro tipo de "opinador") manifestou incómodo... Talvez essa condição lhes pareça respeitosa do espírito histórico do local.
  5. Não me referia a nós (arquitectos) mas sim aos políticos, era deles que falavas e foi em relação a isso que disse o que disse - prefiro que eles se limitem aos regulamentos pois de arquitectura geralmente não percebem nada (eu também não me meto na política, disso supostamente percebem eles). Quanto aos regulamentos, o Souto de Moura, que suponho ninguém duvida ser um excelente arquitecto, fundamenta muitas soluções de projecto fantásticas em exigências regulamentares. Os regulamentos não são uma parede contra a qual estamos condenados a bater com a cabeça, são só mais um desafio entre tantos outros (cliente, orçamento, clima, gravidade...) que temos de ultrapassar. A (boa) arquitectura nunca se esgotou aí nem nunca se irá esgotar. Acho é que muitas das opiniões que se emitem sobre outras questões mais subjectivas (como a estética) carecem geralmente de fundamento ou são prepotentes, por isso é melhor nem serem emitidas. E essa de "passamos a ser engenheiros" nem percebo, então um mau arquitecto na tua opinião passa a ser um engenheiro ?!... Para mim um mau arquitecto é um mau arquitecto, ponto. Mal comparando, um mau automóvel não se converte numa scooter, quando muito dá para fazer um galinheiro... Estou genuinamente interessado em saber o que mais tens a dizer sobre isto - o que é isso de regulamentação da forma? Voltarmos ao academismo? O que pensas da Holanda, que é um país de referência no panorama arquitectónico mundial? Achas que isso é resultado de os arquitectos não terem liberdade de concepção, de haver regulamentação da forma, de ambas as coisas ou de outra coisa qualquer? Já agora apenas mais uma coisa: sendo tu contra a liberdade de concepção devias considerar mudar de avatar.: "I claim for architects the rights and liberties that painters and poets have held for so long"?... :rolleyes:
  6. Não percebo, achas mal que não se metam em considerações estéticas e se limitem às questões regulamentares? Então deves viver numa realidade bastante diferente daquela com que me confronto diariamente: A esmagadora maioria dos políticos que conheço, se pudesse escolher, escolheria um país tipo "Portugal dos Pequenitos" para gente crescida, acreditando piamente que estava a prestar um óptimo serviço aos seus eleitores. Mesmo alguns arquitectos fariam melhor se se limitassem a uma apreciação regulamentar do trabalho dos colegas (já vi muito parecer de colega do IPPAR - actual IGESPAR - a defender o pastiche mais grotesco como estratégia acertada de intervenção). Claro que gostaria que muito do que se constrói por aí tivesse sido indeferido pelas respectivas Câmaras Municipais pura e simplesmente por falta de qualidade arquitectónica, nem me interessa se cumpre ou não os regulamentos. Mas quem e como é que se avaliaria a qualidade arquitectónica ou a falta dela? Por isso, e voltando ao projecto para o Largo do Rato: Se cumpre todos os regulamentos e mais alguns, pois que se aprove e se construa! É o que supostamente se passa por todo o país todos os dias e não vejo blogs indignados nem manifestações populares de desagrado. Não me parece que o Largo do Rato seja merecedor de mais nem menos cuidados do que a Amadora, o Pinhal Novo ou Armação de Pêra.
  7. Notícia publicada na edição de hoje do Correio da Manhã:
  8. Penso que estarás a interpretar mal... Desde que o requerimento dê entrada no prazo de 18 meses e os pareceres sejam confirmados pelas entidades que os emitiram - são 2 condições a cumprir cumulativamente. Se a confirmação dos pareceres fosse automática não faria sentido esta redacção. Para enquadrar o projecto face a eventuais alterações legislativas que entretanto tenham ocorrido (como é o caso que referes), as entidades reapreciam o processo e confirmam (ou não) os pareceres anteriormente emitidos, razão pela qual só estão a pedir os projectos para os quais vigoram agora novas regras.
  9. Se cada Câmara já era praticamente um país com leis próprias, agora é que vai ser lindo, com cada uma a exigir ficheiros e layers da maneira que bem entender... Pode ser que a OA resolva fazer um comunicado sobre o assunto, a exigir a uniformização de procedimentos e a adopção de formatos seguros para a entrega de ficheiros?... :)
  10. Essa questão está esclarecida no blog Acessibilidade Portugal (do nosso colega Pedro Homem de Gouveia), aqui - LINK A conclusão a que ele chega é a seguinte:
  11. Acharia louvável que o Conselho Directivo Regional Sul da OA tivesse vindo a público em defesa deste projecto se tal fosse prática corrente. Curioso notar que a argumentação apresentada se refere apenas à legitimidade (ou falta dela) de procedimentos administrativos, algo que qualquer advogado poderia fazer, nada referindo quanto à qualidade arquitectónica do projecto. A defesa que a OA faz do projecto assenta em argumentos jurídicos, enquanto que o ataque público que tem sido feito assenta em argumentos estéticos e de inserção urbana e, sobre estes que são matéria intrínseca da arquitectura, a Ordem dos Arquitectos nada diz... Não acredito que os dirigentes da OA não saibam de alguns outros casos de discricionariedade dos que diariamente se passam por todo o país, e não dou por eles virem a público denunciar essas situações. Infelizmente a Ordem só é para todos quando toca a pagar quotas...
  12. Concordo que é um grande problema daquela área, mas apesar das várias críticas que podem ser feitas a este projecto, não me parece que esta seja uma delas. O arquitecto propõe uma passagem elevada para tentar minorar o problema, que mais poderia fazer?... O problema da enorme barreira que a Av. da India, linha de comboio e Av. de Brasília constituem é de âmbito urbano e extravasa claramente a área de intervenção do projecto. Como tal, deveria ser objecto de um estudo próprio e não de várias soluções avulsas. Não é realista pensar que este projecto poderia fazer muito mais do que faz quanto a isso.
  13. Não sei se estará ou não acabado no prazo, mas duvido que comece no prazo, pois o espaço está actualmente ocupado por serviços do antigo Instituto Português de Arqueologia, com áreas de laboratórios e inúmeros materiais, uma biblioteca de valor incalculável, etc. que, tanto quanto sei, ainda não têm para onde ir. Trata-se de bens culturais de enorme valor e de muito trabalho de investigadores da área, que espero sejam tratadas com a dignidade que merecem. Quanto ao projecto de Paulo Mendes da Rocha, à parte de algumas considerações estéticas que se poderão fazer (tem uma imagem que me parece um tanto datada, com aqueles pórticos de betão de desenho "vistoso", mas as obras de PMR resultam sempre mais interessantes do que os projectos faziam prever, por isso espero para ver), parece-me desajustada a relação com a envolvente. O museu "aterra" no local e assume-se como objecto estranho, ignorando por completo a necessidade de remate da "ferida" urbana que representam as traseiras expostas dos edifícios existentes do quarteirão, deixando um enorme espaço, aparentemente residual, entre estas e o novo edifício. Sobre o silo já muito se disse, concordo com a opinião dos que consideram ser um triste uso para a área fantástica em que será implantado. Vejo este projecto como algo de "estrangeiro", não pela nacionalidade do seu autor, mas pela abordagem aparentemente alheia às condições do local, falta-lhe a subtileza e a modéstia para lidar com alguns pequenos acontecimentos da envolvente e parece começar e acabar no gesto de grande escala, querer bastar-se a si mesmo. E leio estas mesmas críticas nas entrelinhas dos comentários de Siza... Mas talvez eu esteja enganado. Espero estar.
  14. A Chagas tem um manual técnico de produtos siderúrgicos para download, de onde constam informações sobre inúmeros tipos de perfis de aço, de certeza que lá encontras os que precisas. LINK para o manual
  15. Experimenta o site da Jansen. Na área de download tens alguns vãos tipificados, dos quais existem pormenores em DXF. Os PDF também têm toneladas de informação, à alemã... Espero que sirva.
  16. Olá a todos. Li por alto este extenso tópico, pelo que peço desculpas se por acaso estiver a repetir questões já colocadas e respondidas anteriormente. Na minha opinião pessoal, legislação sobre acessibilidades é obviamente necessária. Mas o DL 163/2006 tem inúmeros problemas de aplicabilidade prática e peca por excesso. Algumas situações "concretas": Uma casa localizada num terreno de montanha, com 30m de distância à via pública e quase 15m de diferença de cota relativamente a esta. De acordo com o 163, deverá existir um percurso acessível desde a via pública até à entrada da habitação, não sendo possível criar o mesmo com rampas ou de nível, os meios mecânicos devem ser instalados de raíz! "A questão coloca-se em se se considera o espaço exterior do lote como um espaço integrante do edifício (parte exterior sujeita a arranjos exteriores) aplicando-se o disposto no ponto 2.1 ou se se considera este espaço exterior como integrando a parte privada do fogo, tendo então de cumprir o ponto 3.3.7 (considerando-se que a porta de entrada/saída é a porta de entrada no lote). No primeiro caso deverá cumprir o disposto na capítulo 4 e no segundo caso terá apenas de cumprir o especificado nas secções 4.7 e 4.8. Em qualquer dos casos considerados terá sempre de cumprir o especificado na secção 4.8, incluindo a línea 3) do ponto 4.8.2, pelo que terá de ser instalado de raiz um meio alternativo às escadas (não sendo possível uma rampa terá de ser instalado um meio mecânico)" (resposta que recebi quando questionei o Instituto Nacional para a reabilitação sobre este assunto - vejam também análise extensa deste tema no blog acessibilidade Portugal aqui onde se chega à mesma conclusão). Numa habitação, não sendo possível ou desejável a localização da cozinha e / ou i.s. acessíveis (e, eventualmente de um quarto, dependendo da lotação) no mesmo piso da entrada, ou todas no mesmo piso, tem que ser instalado de raíz um meio mecânico: "O percurso entre a porta entrada/saída e os compartimentos atrás referidos deverá verificar o ponto 3.3.7, e consequentemente a alínea 3) do ponto 4.8.2, sendo portanto obrigatório a instalação de raiz de um meio mecânico de elevação caso o desnível não possa ser vencido por rampa." (resposta que recebi quando questionei o Instituto Nacional para a reabilitação sobre este assunto). Parece-me que estas exigências são contrárias a um princípio que me parece acertado, que é o de garantir que as habitações poderão, em caso de necessidade, ser facilmente adaptadas para se tornarem acessíveis, e que se cai no típico exagero nacional, em que passamos do vazio legislativo directamente para a posição de país com a legislação mais "avançada" do mundo sobre esta matéria...
×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.