Caros colegas,
Não posso dizer que concorde ou discorde de vós a 100%... uma coisa vos digo, há possibilidade e mesmo a necessidade de (re)pensar as zonas interiores do nosso país, é essencial isso para o nosso desenvolvimento económico.
Se analisarmos alguns investimentos estrangeiros feitos em Portugal percebemos isso, percebemos também que têm sido eles a ter visões estratégicas de ocupação do território que nós, enquanto país, não tivemos.
Percebemos também que apesar de estratégicas essas intervenções pecam por serem "egocêntricas" (à falta de melhor termo) e acabam por não fazer cidade, não fazer urbanidade, mas poderão faze-lo se houver condições para tal. Chama-se a isso ordenamento de território.
Há formas e formas de ver e pensar as cidades, há formas e formas de pensar o desenvolvimento deste pequeno pedaço de terra à beira mar plantado... mas não considero que nos possamos apoiar num único modelo, uma única forma de pensar a cidade, como dizes e bem, o Porto é uma grande cidade...à escala nacional, à escala europeia uma cidade e à escala mundial...
Noutro tópico citaste o Barata, eu vou tomar a liberdade de citar o Távora, "Temos de ir do geral para o particular, e depois fazer o processo inverso...", não podemos cair na asneira de pensar o todo sem o particular, ou vice-versa.
Abraços,