zorbatan Posted August 13, 2008 Report Posted August 13, 2008 Olá Zorbatan... agradeço a sua intervenção e como tal vou responder-lhe tambem. Agradeço a atenção.Mas é precisamente isso que vai suceder. O terreno que estou em vias de adquirir tem uma ruína, pelo que a ideia seria a reconstrução e em parte ampliação. Excelente escolha! De ruínas nascem projectos magníficos, Quando bem aproveitados (com verdade) deparamo-nos com verdadeiros livros de história, o aparo e a caneta BIC a dialogar em perfeita harmonia.Por compreender que cada um tem a sua mentalidade, é que defini logo à partida o que queria. Achei desnecessário e até abusivo estar a pedir a um arquitecto com visão contemporânea que me fizesse um projecto de tijoleira! Pertinente! Aproveito para deixar um pequeno esclarecimento. Tudo o que defendo é a verdade e a contemporaneidade. Um projecto para ser contemporâneo não tem que ser extravagante nem usar materiais "fashion", como o poli carbonato, o titânio ou vapor de água, muito menos ter uma imagem estranha de gosto duvidoso. A contemporaneidade que defendo é perfeitamente compatível com a madeira o ferro e a tijoleira de barro e de igual forma com os materiais referidos anteriormente. O que é importante é a verdade e a coerência de um projecto de arquitectura uno e coeso, e não uma amalgama de colagens pictóricas soltas e meramente estéticas.Zorbatan, permita que o contrarie nesta afirmação, o seguimento dessa evolução tem muito que se lhe diga e em muitas vertentes até está direccionado ao revivalismo! Existe validade nos revivalismos, vejamos o novo Mini (automóvel) um revivalismo verdadeiro e bem conseguido (para mim). Quando olhamos para ele lembramo-nos de imediato do original, mas quando colocados lado a lado percebe-se claramente que são distintos e que pertencem a épocas distintas. Um é contemporâneo o outro antigo. Ambos com valor.mas o que eu procuro no projecto da minha casa é toda a modernidade técnica possível... em termos estéticos parece-me que será a intemporalidade! XDXDXD Aqui entrámos na utopia!!! Intemporalidade é o que os arquitectos buscam desde que se conhece a sua existência. Brincadeira à parte, entendi o que quis dizer deinhac. Mas advirto-a que tal, bem feito, não será fácil.Confesso que esta não apanhei... aí já é a "vossa" área e eu não atinji essa... talvez a minha definição não tenha sido a mais coerente ou clara, mas ao mesmo tempo parecem-me todos uns grandes complicadinhos! :)Complicadinhos, nós???!!! Se conhecesse pessoalmente os arquitectos gregos mudaria a opinião que tem de nós. Esses sim eram complicadinhos, mas coerentes e verdadeiros e ninguém contesta o seu valor e o das suas obras. Van Gogh era complicadinho ou louco e nem por isso era menos coerente ou tinha menos valor. Fernando Pessoa só pode ter sido um complicadinho. Levei muitos anos a perceber a verdade e a poesia da arquitectura, não conto que neste espaço e em meia dúzia de linhas consiga transmiti-las de forma satisfatória. Peço apenas que acredite, que eu acredito que sei de que estou a falar!!XDXDXD (Sei o que digo, mas faço apenas o melhor que consigo.) Para a ajudar a perceber o que digo deixo-lhe 2 links de 2 arquitectos que considero os melhores de sempre e aos quais gosto de chamar por graça, meus mestres. Independentemente do prazer que daqui retirar, certamente ajudá-la-ão a sedimentar as ideias da sua nova casa, a qual espero que venha a ser "a casa" e não apenas mais uma casa.O mais contemporâneo:http://www.arquitectura.pt/forum/f11/termal-bath-vals-sui-a-peter-zumthor-11073.html (Os vídeos são muito importantes.)O primeiro:http://www.barragan-foundation.org/ (Aqui ver imagens em "Archive" >> "Downloads") Ambos conseguiram aliar o vernáculo (""Rústico"") à contemporaneidade aproximando-se daquilo que acredito ser a tal intemporalidade de que falou e há tanto é procurada. Estes seriam bons arquitectos para si, mas infelizmente um deles já não volta a projectar (Barragan) o outro só faz os projectos que lhe apetece, é quase inatingível (Zumthor). Em ambos o que conta é a poesia das suas obras e uma energia tão positiva e colossal que é impossível descreve-la. Um crente chama-la-ia sem hesitar, Deus. Não é brincadeira, existe Deus nas obras destes 2 arquitectos.Agradeço a sua disponibilidade e provavelmente dentro em breve conto com essa ajuda... Vou enviar-lhe os contactos dos meus colegas e asseguro-lhe que nenhum deles é o meu. Quote
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