Olá Zorbatan... agradeço a sua intervenção e como tal vou responder-lhe tambem.
Mas é precisamente isso que vai suceder. O terreno que estou em vias de adquirir tem uma ruína, pelo que a ideia seria a reconstrução e em parte ampliação. Por compreender que cada um tem a sua mentalidade, é que defini logo à partida o que queria. Achei desnecessário e até abusivo estar a pedir a um arquitecto com visão contemporânea que me fizesse um projecto de tijoleira! Zorbatan, permita que o contrarie nesta afirmação, o seguimento dessa evolução tem muito que se lhe diga e em muitas vertentes até está direccionado ao revivalismo! mas o que eu procuro no projecto da minha casa é toda a modernidade técnica possivel... em termos estéticos parece-me que será a intemporalidade! Ai, ai, aqui está a pisar a minha área!!! XDXD Zorbatan, a Nike como referiu tem uma imagem gráfica definida e é por isso que não permite a tal fonte gótica... o próprio cliente tem um livro de normas que apresenta ao designer e este tem de cumprir e não pode ser desvirtuado... não se usa a fonte gótica mas não é por ser antiquada, entende a diferença? Provavelmente até seria o próprio designer a querer colocar uma fonte gotica num anuncio e levar uma patada do cliente...
Existem milhões de marcas e conceitos super modernos que incluem as tais fontes gótica e retro. Quer um exemplo (e para o qual eu já trabalhei?) A MTV! Confesso que esta não apanhei... aí já é a "vossa" área e eu não atinji essa... talvez a minha definição não tenha sido a mais coerente ou clara, mas ao mesmo tempo parecem-me todos uns grandes complicadinhos! Ora aqui é que está o problema. Aproveitem os tempos de faculdade para fazer os projectos vanguardistas que querem, mas quando estão no mercado real, acho que devem sim colocar o vosso gosto ao serviço do cliente. Acho que é o desafio de um arquitecto (e de qualquer profissão que lide com este tipo de melindres) criar uma relação harmoniosa entre o que o cliente quer e aquilo que o arquitecto pretende fazer. Repare, como designer e ilustradora, tenho de acompanhar o pedido do cliente e para isso existe um briefing! Se um cliente me pede ilustrações para um livro de adultos, com composições num tipo de linguagem que não se adequa ao meu estilo, eu digo que não o posso fazer... E que terá de pedir a outro profissional, mais direccionado a esse estilo. Eu, que faço ilustrações para crianças, não vou impor o meu traço a pedidos que não se justificam.
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Ainda vou ser mais específica: mesmo no estilo infantil, existem N traços diferentes e já sucedeu pedirem-me coisas para as quais não me sinto vocacionada. Poderia ter imposto o meu traço, mas não era o pretendido... por isso deixei esse aspecto claro ao cliente, mas não o pus numa posição como fui posta aqui, não o julguei! Ora estamos plenamente de acordo Agradeço a sua disponibilidade e provavelmente dentro em breve conto com essa ajuda...
Cumprimentos!