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Talvez uma das obras menos conhecidas de Álvaro Siza, este jardim escola revela como com um mínimo de recursos se consegue fazer arquitectura de grande valor formal e funcional. Aqui o desenho da espacialidade é levado ao máximo da sua expressividade, apenas através de sistemas construtivos bastante simples e económicos.

Vale a pena analisar com atenção. E visitar também!

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mais fotografias em: DSC04840'' target='_blank'>DSC04840>DSC04840

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porque dizes isso? já alguma vez analisaste obras do siza? alguma vez estudaste as obras de referência sobre o regionalismo critico, o desenho do espaço, da luz, etc... Podemos pensar que os espaços de Siza são "feios" quando os analisamos a partir de um simples olhar. No entanto quando analisamos cada espaço na sua multiplicidade sensorial, aí somos surpreendidos a cada vez...

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Bem eu não disse todas as obras, mas concordo que precisava de aprofundar o meu conhecimento e até "ver" mais das suas obras ao vivo, dai ter dito que me sinto um pouco frustrado por não conhecer e entender melhor a sua obra.

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Mais uma obra claramente a Siza...

asimplemind
... dizes que quando se olha para o interior, a luz e afins... mas o que ele faz a nível interior não será aquilo que se aprende na escola? Tirando um ou outro destaque o que ele faz a nível de interiores e o comum...
Mas pronto, digo isto, porque também não sou um grande fã do Siza, mas isto já é outra conversa...

Mas quero destacar a pala do edifício, esta muito bem enquadrada e fica bem, gosto. Alias são este tipo de elementos que eu aprecio da obra do Siza.

Josué Jacinto - Mais Fácil
My web: maisfacil.com | soimprimir.com | guialojasonline.maisfacil.com

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a questão é essa... O siza desde sempre trabalhou apenas com o que de mais básico há em arquitectura. Em siza vemos sempre os mesmos materiais: a luz, a matéria e o espaço. Toda a sua obra se baseia nestes materiais e são os mesmos que, desde vitrúvio, todas as grandes obras de arquitectura se baseiam. Não é por acaso que Siza é talvez o maior arquitecto dos últimos 40 anos... Ele usa todas as ferramentas que todos nós temos, no entanto cada obra dele dificilmente consegue ser superada. Eu coloquei aqui esta obra em jeito de provocação. É das menos conhecidas porque será talvez aquela em que Siza não pôde desenvolver um projecto de forma autista. Aqui o edifício constrói-se com um sistema construtivo básico, mesmo os lanternins são absolutamente rudimentares, mesmo as palas ou mesmo os pátios interiores. No entanto a genialidade está aí... Qualquer um de nós com esses meios faria algo que dificilmente gostaria de assinar. Não é o caso aqui.

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A quarta fotografia mostra como o espaco estah a ser vivido e usado pelas pessoas. As pessoas nao tem qualquer sentido estetico, escolhem coisas tao feias e desproporcionais em relacao aos edificios que usam.

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Por acaso sempre senti muita curiosidade por conhecer melhor o interior deste edificio, quer pelo universo de utilizadores, quer por se tratar de uma obra que o siza "pegou a meio", o projecto inicial era de outro arquitecto. De facto é interessante ver como o siza com os materiais mais comuns e passando pelas situações mais dificies consegue fazer obras extraordinarias, basta ver o contraste entre serralves e o guggenheim de bilbao, o primeiro usa peças de catalogo e o segundo fez um catalogo de peças originais para o progecto:p. As fotos estão muito boas

  • 3 months later...
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simple mind: é de quando? pela pedra do seu envasamento é realmente de notar que já teve uns invernos em cima, mas também é óbvio que foi pintado recentemente (na altura que foram tiradas as fotografias). Se assim não é: quero saber como é que um reboco se mantém "décadas" imaculado.

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desculpem: eu faço esta observação mas isto estende-se por grande parte da obra do Mestre Siza. Veja-se o caso de Serralves. Como eu diria: é pena. Mas que isso não tire mérito ao arquitecto. É apenas uma observação em busca da perfeição - não é isso que procuramos (mas nunca encontramos)?

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Eu sei que me compreendes... não pude deixar de explorar o link que deixas sempre. e daí constatei que andámos na mesma escola secundária e ao mesmo tempo (eu em design de equipamento). entre nós: ganda escola! Depois pelas tuas fotografias vi que gostas de Zumthor. Ora Zumthor leva a materialidade a um ponto formidável. As obras dele são um belíssimo exemplo de um edifício a evelhecer e a ganhar com isso. Fica o abraço.

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PB: Para mim não faz sentido pensar a Arquitectura se não se pensar na forma como irá viver (ou envelhecer)... Mas mesmo em algumas obras do Siza, há um carácter interessante que começa a surgir na obra quando as paredes deixam de ser brancas, quando o ambiente do local onde está começa a "educar" a obra à sua imagem. O exemplo da faculdade de arquitectura para mim é bastante interessante porque cada vez mais acho que essa obra tem mais expressividade quando as paredes estão como se podem ver agora. O branco é sujo e por todo lado há manchas ora de água, ora de poeiras que se vão acumulando. A obra vai cada vez mais integrando-se no local. Numa fase mais recente, quando Siza começou a utilizar bastante o acabamento em betão, passou a permitir que estes acontecimentos se processem de forma normal, mas segura para o edifício. Ao contrário das paredes rebocadas que se vão detriorando com o tempo, o betão mesmo com as manchas do tempo permanece intacto.

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espacialidade fantástica. domínio da escala. Uma pequena grande lição de arquitectura. É pena a materialidade ser um pouco para o fraca: quer me parecer que vai envelhecer muito mal


Que queres dizer com materialidade fraca?
Todas as obras de arquitectura precisam de manutenção. Esta obra de Siza foi inaugurada em 1991, portanto explica melhor?

Esta obra encontra-se publicada na Revista Architécti (1991), numero 8 com textos fantásticos de Paulo Varela Gomes e Mário Chaves.
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O zumthor agora serve para tudo!
O senhor já tem muitos anos, e de profissional de arquitectura também!
Parece que todos o adoram, ainda bem!
Mas alguns que o "adoram"são os mesmos que ao mesmo tempo se fascinam com revestimentos tipo Alucobonds ou Resinas fenólicas ou polius!!!

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A arquitectura é como a moda, agora o que está a dar é o Zumthor, o Siza já está out!

Recomendo aos que gostam de Zumthor a Revista japonesa dedicada ao Peter - a+u de 1998.

a+u - Architecture and Urbanism - February 1998 Extra Edition Peter Zumthor
isbn4 - 900211 - 50 - 8 c3052

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A quarta fotografia mostra como o espaco estah a ser vivido e usado pelas pessoas. As pessoas nao tem qualquer sentido estetico, escolhem coisas tao feias e desproporcionais em relacao aos edificios que usam.


jamais são as pessoas que se devem se submeter à arquitectura, mas sim a arquitectura servir as pessoas.. se o espaço está a ser assim utilizado é porque nem tudo foi devidamente pensado e ponderado

margarida duarte

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"jamais são as pessoas que se devem se submeter à arquitectura, mas sim a arquitectura servir as pessoas.. se o espaço está a ser assim utilizado é porque nem tudo foi devidamente pensado e ponderado"

peço desde já desculpa por não ter lido tudo, detive-me apenas nesta pequena frase com um breve comentário.

devemos acreditar na profissão que escolhemos, escolhemos ser arquitectos porque acreditamos que a arquitectura deve servir as pessoas, não da maneira que as pessoas querem, mas da maneira que nós achamos que elas devem querer.
por isso existe especialização, por isso existem os arquitectos, porque sabem prever algo.
e no meio disto tudo, a arquitectura deve servir para formar vivência, formar cultura civica, formar cultura de gosto,formar cultura de espaço.
não podemos projectar e esperar que cada um, com a sua falta de formação que caracteriza o nosso país use o espaço que projectamos como muito bem acho, isso significa uma atitude passiva na construção de, desculpem o curriqueiro, um mundo melhor.
o arquitecto deve ensinar, o arquitecto deve projectar e direccionar o utilizador e não o contrário, porque as pessoas não têm formação e não sabem, porque as pessoas não teem gosto e não teem critério. e para isso servimos nós

é muito bonito ouvir o souto moura e o pawson dizerem que desenham o espaço e os utilizados dispõem como querem os seus mobiliarios e vivem como querem o seu espaço, mas isso só resulta quando os utilizadores são pessoas bem formadas como os clientes do souto, como os clientes da arquitectura em portugal, ou altos quadros ingleses....para a população e geral o arquitecto deve ensinar e direcionar


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entao os professores (neste caso por ser uma escola) de anos e anos, décadas, quem sabe, de ensino, não sabem usar o próprio espaço de trabalho, nao sabem o que lhes convém como lhes convém? não será o espaço escolar, um espaço de transmissão de cultura, pedagogia, bem estar e ensino?

penso que se escolhemos arquitectura é para dar oportunidade às pessoas de poderem usufruir de espaços pensados por nos, mas a cima de tudo que sirvam essas mesmas pessoas... esta conversa faz me lembrar o topico da casa tolo....cheia de escadas e afinal está à venda porque parece que o filho de quem mandou fazer a dita cuja está numa cadeira de rodas!!

não deixa de ser irónico. eu escolhi ser arquitecta porque acredito que é possível criar "um mundo melhor" através das nossas pequenas acções. a conversa que eu dizia quando era pequena era: "quero fazer casas para pessoas com cadeiras de rodas"

jamais deveremos impor a nossa vontade! isso é ridículo.. para isso há os empreiteiros e outros que tais, que sem os estudos que nos temos, metem "a casa de banho virada para a porta de saída porque dá mais jeito".

margarida duarte

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