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PBarnstorf

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Everything posted by PBarnstorf

  1. muito bem, kwelt. Agressivo, mas fiquei a saber mais deste hospital.
  2. alguém tem plantas para poder verificar essa separação de públicos?
  3. Eu acho sempre muito complicado contruir uma "cidade" de raiz e que nos satisfaça. Participei uma vez num concurso em Berlim para uma área maior que a baixa do Porto. E por mais imaginação que tenhamos resulta quase sempre numa área "estranha" da cidade. Ficamos sempre a suspirar quando pensamos nas cidades medievais. Eu sinceramente, como arquitecto, não acredito nestas intervenções "instantâneas". O tempo será o maior constructor. No entanto, o parque expo pode ser visto como o reflexo mais fiel da arquitectura que se pratica hoje, pois foi tudo feito de raíz nunca antes da década de 90. Cada edifício parece interessado em si mesmo o que cria o fenómeno que Siza apontava: a monotonia do tudo diferente. O problema estará num plano que talvez esteja demasiado liberal. Ainda, como aqui foi referido, o ponto do público alvo. Terá partido de uma perspectiva capitalista que construíu para capitalistas. Ou faltará a escala "humana". O que quero dizer com escala humana é a dimensão no desenho da cidade que era feita individualmente por cada habitante. Tentando clarear mais o meu ponto: no tempo das cidades medievais, a arquitectura comum (popular) era espontânea e tradicional. Ninguém se preocupava em "evoluir" ou criar uma nova linguagem. As pessoas interessavam-se pela funcionalidade tanto económica como social e cultural. Era tudo feito na base do improviso e in sito: necessitavam de um coberto era o próprio que fazia, um muro, uma escada, mais um quarto, etc... Podemos dizer que a cidade "vivia" e as coisas iam crescendo da terra com o tempo. O problema de hoje é que, de repente necessitamos de urbanizar uma área enorme e que tem de estar tudo pronto a habitar em 10 anos... faz-me lembrar as próteses dentárias! Talvez a Malagueira seja ainda o exemplo mais bem sucedido (não perfeito). Limitou-se a lançar uma estrutura bem definida mas com a flexibilidade de, à escala "humana", ir-se adaptando à verdadeira circunstância. Mas continua a não ser comparável com uma àrea consolidada. Talvez seja essa a chave: criar uma estrutura que absorva e se adapte ao tempo. Preparar para que o tempo a modifique. Quase como plantar relva pé a pé pelo campo e que com o tempo ela preencha tudo, em vez da relva cobrir o campo progressiva e espontâneamente. No fim de tudo, a dúvida: Será que o tempo curará o parque expo?
  4. Penso que o desenho é exagerado e sem grande significado. É aquilo qe os professores diziam na fac: é gratuito. Não me atrai nada, não me desperta nada. é pena.
  5. eu não sou seu amigo e não me trate por tu, por favor. Voçê não me conhece.
  6. Eu não continuo a afirmar nada. O senhor não me conhece de lado nenhum. Talvez não tenha lido a parte da "passividade". Quanto às torres de alcantra, lembro-lhe a proposta para um edifício (não me lembro a função, talvez hotel) à beira Tejo. Uma torre de Norman Foster. Não houve contestação comparável à que foi feita às torres do Siza (por sinal bem esgalhadas, talvez utópicas). No caso dos Aliados, acabou por ser feito (se bem que é uma obra de outra dimensão, mas de uma importância comparável para as cidades) ficando apenas de parte a famosa proposta do cavalo que infelizmente não foi para a frente. Talvez não sejam os arquitectos em Lisboa... a opinião pública? Não sei. Também se pode dizer o mesmo sobre o que se passava há alguns anos quando Siza, arquitecto portuense, tinha tão poucas obras na cidade. Porquê? E hoje tantos arquitectos se queixam que todas as obras serem atribuídas ao "grupinho do Siza". Não sei, talvez seja tudo imaginação. No entanto, estou convencido que não basta ser-se fantástico para se construir. São necessários contactos, quer para nos darem garantias, quer para nos angariar projectos. Não é assim? Acho que devia ter dito talvez ao início de tudo. Seria mais correcto! Desculpem. Mas não descarto a possibilidade.
  7. por isso é que há tantos maus arquitectos. :)
  8. há que ser preciso: "materialidade ser um pouco para o fraca" Desculpa, mas não estou com a energia para explicar outra vez. Se não fui claro, perdoa-me. Uma pista: Peter Zumthor
  9. Eu sei que me compreendes... não pude deixar de explorar o link que deixas sempre. e daí constatei que andámos na mesma escola secundária e ao mesmo tempo (eu em design de equipamento). entre nós: ganda escola! Depois pelas tuas fotografias vi que gostas de Zumthor. Ora Zumthor leva a materialidade a um ponto formidável. As obras dele são um belíssimo exemplo de um edifício a evelhecer e a ganhar com isso. Fica o abraço.
  10. desculpem: eu faço esta observação mas isto estende-se por grande parte da obra do Mestre Siza. Veja-se o caso de Serralves. Como eu diria: é pena. Mas que isso não tire mérito ao arquitecto. É apenas uma observação em busca da perfeição - não é isso que procuramos (mas nunca encontramos)?
  11. simple mind: é de quando? pela pedra do seu envasamento é realmente de notar que já teve uns invernos em cima, mas também é óbvio que foi pintado recentemente (na altura que foram tiradas as fotografias). Se assim não é: quero saber como é que um reboco se mantém "décadas" imaculado.
  12. esta casa é cómica! E a maior piada é que o filho dos clientes era deficiente motor! Como é óbvio puseram a casa à venda. Também não entendo porque é que aceitaram uma casa em escada com um filho que não consgue subir escadas. De qualquer maneira: é um icone da arquitectura recente. Desperta paixões.
  13. assim como há um bloqueio por parte dos arquitectos de lisboa em relação ao siza. Digo-o dando o exemplo das torres para alcantra - o homem foi crucificado. Talvez bloqueio não seja a palavra certa. Talvez passividade. Penso que na região do Porto ele será mais apoiado pelos seus amigos mais próximos e pela escola do Porto ser bastante inspirada nele. Mas também é verdade que no Porto cidade até há bastante pouco tempo haviam apenas meia dúzia de obras do Siza: Bouça; FAUP; Serralves;... Hoje além da estação do Metro em S.Bento, o arranjo (que guardo algumas críticas e alguns aplausos) da Avenida dos Aliados, entre outros, tem ainda em projecto o Museu da cidade do Porto junto à Sé. Falta Rui Rio cumprir a promessa que fez!
  14. espacialidade fantástica. domínio da escala. Uma pequena grande lição de arquitectura. É pena a materialidade ser um pouco para o fraca: quer me parecer que vai envelhecer muito mal
  15. é imperdoável! Passo férias muito perto de Viana e nunca visitei o edifício.
  16. também penso que não é uma obra prima do Mestre Siza.
  17. O Museu de Serralves foi pago pela Fundação de Serralves que tem como membro fundador, entre tantos outros, o estado português. O Museu de Serralves não é o mesmo que o CCB. Um é uma fundação, outro é integralmente público. Por isso dinheiro dos contribuintes... aqui é um pouco "fora".
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