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Le Corbusier - Arte da Arquitectura

Anuncia-se como a mais completa retrospectiva do trabalho de Le Corbusier. Para muitos o mais importante arquitecto do século XX. Até 17 de Agosto no Museu Colecção Berardo, em Lisboa. Extensa mostra sobre Charles-Edouard Jeanneret (1887-1965), ou seja, Le Corbusier, que pretende mostrar as várias facetas do conhecido arquitecto suíço. Organizada cronologicamente, Le Corbusier - Arte da Arquitectura divide-se em três módulos distintos: "Contextos", "Privacidade e Publicidade" e "Arte Construída".

No conjunto a exposição tenta mostrar os vários cruzamentos do trabalho do arquitecto, entre arquitectura, urbanismo, pintura, design, cinema, entre outras disciplinas. Um dos mais importantes núcleos da mostra inclui obras pertencentes à Fundação Le Corbusier, 20 pinturas, oito esculturas, várias peças de mobiliário, cerca de 80 desenhos, 50 primeiras edições da biblioteca do arquitecto e mais de 70 objectos da sua colecção particular.

Maquetes originais e algumas novas, feitas propositadamente para esta exposição, mostram as suas mais importantes obras de arquitectura.

Algumas peças presentes a salientar: uma enorme pintura mural que se encontrava no seu escritório em Paris, na Rue de Sèvres; uma reprodução de grande escala do Philips Pavilion (1958); um filme original feito pelo próprio em Arcachon e no Rio de Janeiro e, finalmente, a reconstrução da maquete utópica de Le Corbusier para a cidade de Paris, o Plano Voisin (1925).

Esta exposição irá viajar em seguida para Liverpool, Capital Europeia da Cultura, e Londres.


PÚBLICO

margarida duarte

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Grande retrospectiva de Le Corbusier no Museu Berardo

Poderia dizer-se que o nome Le Corbursier é sinónimo da modernidade. O seu pensamento é o seu maior legado. Um pensar e um fazer que se caracterizam pela constante atenção ao modo humano de viver o espaço.

Para Diogo Lopes (teórico da arquitectura), "parafraseando Godard a propósito de Orson Wells. somos todos filhos de Corbusier." Esta forma, muito económica, é uma boa apresentação da influência que o arquitecto suíço teve no modo como se pensam as cidades e a construção.

Os pais chamaram-lhe Charles- -Edouard Jeanneret e nasceu na Suíça em 1887. Aos 29 anos foi para Paris, onde adoptou o nome do seu avô materno: Le Corbusier. E foi no confronto com a cidade de Paris que sentiu a necessidade de "começar do zero" como afirmou.

Este retorno ao ponto zero da arquitectura implicou um combate contra a ideia de sedução que as linhas curvas e exuberantes da Arte Nova assumiam como vocabulário.

Demolir essas formas de pensar foi o que lhe permitiu "ter um papel de libertação das formas arquitectónicas tradicionais" afirma Manuel Aires Mateus. Para este arquitecto a importância de Corbusier está também no modo "como introduziu novas tipologias, dimensões e regras construtivas no fazer da arquitectura." Mas aquilo que Aires Mateus sublinha é o modo como ele "foi capaz de trazer para o centro da sua actividade os valores reais dos homens e como fez da arquitectura um importante veículo de transformação da realidade."

Esta ligação, profunda e visionária, entre a arquitectura e a vida fez com que Corbusier tivesse uma actividade intensa de escrita e de participação em revistas e na redacção de manifestos. Num dos seus textos mais famosos escreveu "usa-se pedra, madeira e cimento, e com estes materiais fazem-se casas e palácios: isto é a construção ingenuidade está a funcionar. Mas subitamente tocam no meu coração, fazem-se bem. Fico feliz e digo: 'isto é belo. Isto é arquitectura.'" (in 'Vers Une Architecture', 1923).

O seu trabalho foi guiado por uma fé inabalável na potência da arquitectura em chegar à vida das pessoas, em tocar o coração. Mas estes aspectos não são meramente enunciados poéticos sem consequências na prática do projecto de construção. Le Corbusier criou um sistema de dimensões e tipologias arquitectónicas que tinham como fundamento a escala humana.

O seu famoso "modulor", inspirado nas séries matemáticas de Fibonacci e em Leonardo da Vinci, destina-se a encontrar um sistema de proporções humanas que se pudessem aplicar à arquitectura. Esta forma de pensamento estabelece uma exigência orgânica: é como se o espaço fosse um prolongamento necessário do corpo orgânico de cada um dos homens.

Estes aspectos são de tal modo inovadores que inspiraram não só arquitectos, como muitos artistas a trabalhar sobre as suas obras. Nuno Cera filmou em 2006 um vídeo chamado Unité d'Habitation num edifício de Corbusier e aquilo que mais lhe interessou foi " a estrutura espacial no interior, com os longos corredores e com a organização de cada piso a ser sistematicamente repetida como se fosse uma interminável prisão. Le Corbusier enquanto Deus planificador de uma forma de viver num espaço".

Com Le Corbusier a arquitectura deixa de ser um acrescento, mas ganha uma dimensão de necessidade humana. Escreveu ele: "Espaço e luz e ordem. Estas são coisas que o homem precisa tanto quanto precisa de pão ou de um lugar para dormir."

É este prolongamento da arquitectura nos modos de vida que motivaram Ângela Ferreira a desenvolver muitos trabalhos sobre o arquitecto.

O direito à arquitectura, um mote contemporâneo que guia a actividade de muitos arquitectos, tem as suas raízes nas práticas de Le Corbusier, sobretudo na ligação inevitável que estabeleceu entre arquitectura, vida, arte e política. Trata-se da expressão do respeito pelo corpo que habita a cidade e para os quais a arquitectura é o espaço da vida. O que transforma a arquitectura em espaço de valores éticos.|


www.dn.sapo.pt

margarida duarte

  • 2 weeks later...
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Sempre recusou todo o sentimentalismo individual e, no contexto do pós-guerra, o envolvimento nacionalista. A arquitectura de Le Corbusier (Charles-Edouard Jeanneret, 1887-1965) buscou uma linguagem purista e universal, usando um registo limitado de formas e rejeitando a noção de estilo que fixasse a identidade de uma época , de uma cultura ou de um dado espaço geográfico.

Le Corbusier/ Arte da Arquitectura é a primeira exposição do arquitecto em Portugal e inaugura-se dia 19, às 19.30, no Museu Berardo. A mostra prolonga-se até 17 de Agosto e traz a Lisboa (antes de partir para Liverpool, capital europeia da cultura) a obra daquele que é considerado o arquitecto mais relevante do século XX.

Espécie de introdução à obra, a exposição - iniciativa do Vitra Design Museum em colaboração com o Royal Institute of British Arquitects e o Netherlands Architecture Institute - divide-se em três categorias autónomas: Contextos, Privacidade e Publicidade e Arte Construída que destacam os temas-chave desta obra: fascínio pela metrópole moderna, entusiasmo pelo Mediterrâneo e pelo Oriente, inclinação para a organicidade (anos 30), e interesse pelas novas tecnologias e pelos media.

Mantenha-se o espírito de viajante do arquitecto ao visitar a exposição. O comissário Stanislaus Von Moos sublinha que aquele está na base da sua obra e cultura artística. Observe-se, pois, a sua criação na perspectiva da interacção intensa entre arquitectura, urbanismo, pintura, design, cinema e escultura.

As obras arquitectónicas mais importantes de Le Corbusier (Capela de Ronchamp, Villas Jeanneret-Perret e Schwob...) estão representadas por meio de maquetas originais e outras novas, efectuadas de raiz para a exposição. Destaque-se a monumental pintura mural do escritório de Le Corbusier, na Rue de Sévres em Paris (1948) e uma reprodução de grandes dimensões do Philips Pavilion (1958). Ambas são espelho da antecipação da arquitectura gerada por computador. A mostra será complementada pelo testemunho do encontro entre o fotógrafo Lucien Hervé e Le Corbusier - que trabalharam quinze anos juntos - na exposição Construção-Composição. Hervé realizou mais de 20 mil imagens para Le Corbusier, tendo feito num único dia mais de 600 fotografias da obra. Segundo Michel Richard, director da Fundação, este contribuiu muitíssimo para a divulgação da sua obra plástica e arquitectónica.

De tudo um pouco poder-se- á ver nesta exposição centrada em objectos pertencentes à Fundação Le Corbusier, em Paris. Encontram-se, entre eles, 20 pinturas, oito esculturas, peças de mobiliário, 80 desenhos, primeiras edições de livros do arquitecto, bem como 70 objectos de menores dimensões da colecção privada do criador que lhe serviram de inspiração ou que utilizou como modelos ou objectos de análise.

Estarão ainda expostas peças de mobiliário de Charlotte Perriand e Jean Prouvé, bem como pinturas de Delaunay, Léger (um mural da Colecção do Museu Berardo fará o contraponto com outro de Le Corbusier), Bracque e André Bauchant.|
in DN

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A exposição é de facto introdutoria, mas mesmo assim vale bem a pena ver sobre tudo pelos enormes desenhos e maquetas que proporcionam uma leitura mais abranjente das obras expostas, gostei sobre tudo de toda a apresentação da igreja que foi acabada recentemente, assim como a parte expositiva dos planos urbanisticos e edificios para Moscovo, Argel e America Latina. Fui com o meu pai, que percorreu a exposição em 10 minutos, no final disse que não gostava das casas sem telhado:p, por acaso viu a deter-se bastante tempo nas casa que LC fez na Suiça.

  • 2 months later...
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A exposição "Le Corbusier, Arte da Arquitectura", que encerrou domingo após ter estado patente três meses no Museu Colecção Berardo, em Belém, recebeu um total de 80.000 visitantes, anunciou hoje a entidade.


Ainda segundo a mesma fonte, trata-se da exposição temporária mais visitada desde a inauguração do Museu Colecção Berardo, no ano passado, tendo, por exemplo, ultrapassado largamente os cerca de 35 mil visitantes da exposição "Caminhos Excêntricos", uma das mais procuradas.


"Le Corbusier, Arte da Arquitectura", grande retrospectiva sobre o criador suíço Charles-Edouard Jeanneret (1887-1965), considerado um dos maiores arquitectos do século XX, vai partir agora para Liverpool, Capital Europeia da Cultura, encerrando posteriormente em Londres.


Criada pelo Vitra Design Museum (Alemanha) em colaboração com o Royal Institute of British Architects (RIBA) e o Netherlands Architecture Institute (Holanda), a exposição foi inaugurada a 19 de Maio e encerrou a 17 de Agosto.
Dividida em três módulos, a exposição contém maquetas, pinturas, esculturas, desenhos e edições originais do arquitecto, urbanista, pintor, designer e coleccionador conhecido pelo pseudónimo Le Corbusier.



O objectivo da exposição é apresentar uma visão contemporânea da obra de Le Corbusier, oferecendo uma introdução acessível do autor às gerações mais novas.


A vasta obra de Le Corbusier abrange um período de 60 anos, desde os seus primeiros trabalhos na sua cidade natal suíça, La Chaux-de-Fonds, passando pelos edifícios cúbicos da década de 20, nomeadamente a icónica Villa Savoye (1928-31), e culminando com as suas últimas obras, das décadas de 50 e 60, das quais a Capela de Ronchamp (1950-55) e os edifícios da cidade indiana de Chandigarh (1952-1964) são exemplos.



O núcleo mais expressivo da mostra é composto por um grande número de artefactos cedidos pela Fundação Le Corbusier, e inclui vinte pinturas originais, oito esculturas, várias peças de mobiliário, cerca de 80 desenhos originais, meia centena de primeiras edições da Livraria Le Corbusier, e mais de 70 objectos da colecção particular do arquitecto.



Entre os objectos expostos, destacam-se a pintura mural proveniente do escritório de Le Corbusier na Rue de Sèvres, Paris (1948), e uma reprodução de grandes dimensões do Philips Pavilion (1958), ambas emblemáticas do trabalho criativo de Le Corbusier.


O diálogo criativo entre o arquitecto e outros artistas seus contemporâneos está representado através de peças de mobiliário de Charlotte Perriand e Jean Prouvé, bem como de pinturas de Fernand Léger e André Bouchant.



Fonte: RTP

Josué Jacinto - Mais Fácil
My web: maisfacil.com | soimprimir.com | guialojasonline.maisfacil.com

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Fui ver a exposição no sábado e gostei muito .Fiquei é chateada no fim ,de não haver o suvenir que pretendia levar :D. Sera que eles não estavam à espera de ter tanta gente a ver a exposição ? É Inadmissível .

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oi a tods, fui ver a exposição em programa familiar, o q incluiu as minhas filhas... só para dizer q além de ter apreciado bastante sobretudo as maquetes explicativas do conceito da unidade de habitação e do filme sobre o pavilhão philips adorei a frase acerca do mestre da minha filha mais pequena: "óh mãe, tás a ver? esta gente (vulgo mestres de arquitectura), pensa muito, olha para isto, uma pessoa até fica cansada só de pensar nisso..." ainda bem q não a levei a ver a exposição permanente de Gaudi na sagrada familia onde a força e o reconhecimento de um arquitecto excepcional me esmagou por completo, perdoem-me a fraqueza ou sentimentalismo, mas fiquei em estado de choque por semanas e vi como a alguns seres é possivel destacarem-se dos comuns mortais e mostrarem o q o ser humano tem de melhor.depois de gaudi não sei q mestre o suplantará na forte impressão q teve em mim , talvez F L Wrigth tal como teve noutro Senhor Arquitecto Fernando Távora, a ver vamos. Para mim o mestre Le corbusier é interessante sim, é extraordinário sim, inatingivel e esmagador como Gaudi ou Wright isso não.

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Embora a maioria de nós já conheça Le Corbusier com grande pormenor, também apreciei muito a exposição. Mas o que mais me agradou foi tomar contacto com as suas pinturas. Por outro lado, achei engraçado o post da Aaliz e lembrei-me de uma discução com um colega, na qual nos questionávamos sobre quem nos fascinava mais: Wright ou Corbusier... Eu defendia a visão integral de LeCorbusier, um arquitecto "generoso" preocupado com a felicidade do homem comum: a cadeira, a casa, a cidade, enfim o habitar. O meu colega defendia o refinamento e a genialidade artística de Wright e também a cadeira, a casa e a cidade... e criticava alguns comportamentos pouco éticos de Corbusier. A conversa descambou - eu retorqui com outros comportamentos muito duvidosos de Wright... Mas afinal não estávamos a apreciar os homens e por isso deviamos ficar-nos pelos arquitectos enquanto tal e pelas suas arquitecturas. No final ele encerrou a conversa dizendo que não considerava LeCorbusier um génio... No final eu continuei a pensar o que para mim era óbvio: Wright e Corbusier são ambos geniais, mas Le Corbusier é mais. No entanto compreendo perfeitamente o que a Aaliz diz sobre Gaudi e Wright: a arquitectura de Corbusier parece estar mais ao nosso alcance.

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Fui ver a exposição no sábado e gostei muito .Fiquei é chateada no fim ,de não haver o suvenir que pretendia levar :D.
Sera que eles não estavam à espera de ter tanta gente a ver a exposição ? É Inadmissível .


Concordo plenamente , queria trazer o poster e fita do Modulor e la tive que me contentar com um pin de 6.50euros :) mesmo assim ja vai bem na colecçao na coitada da t-shirt do Pavilhao da Alemanha de Mies =D
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Concordo plenamente , queria trazer o poster e fita do Modulor e la tive que me contentar com um pin de 6.50euros :D mesmo assim ja vai bem na colecçao na coitada da t-shirt do Pavilhao da Alemanha de Mies =D


Ao menos ainda conseguis-te comprar o pin , eu nem isso .Eu queria a fita e os pines. Enfim fica para a próxima.

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