Jump to content

Recommended Posts

Posted
Conferência Internacional – Dia 1

http://img392.imageshack.us/img392/244/conf01838d3feb8.jpg

http://img392.imageshack.us/img392/1987/conf02839741yt5.jpg

http://img392.imageshack.us/img392/6379/conf0483a441bw0.jpg

http://img392.imageshack.us/img392/3453/conf0383ae53ef7.jpg

Foi um dia intenso no Teatro Camões onde decorreu o primeiro dia da Conferência Internacional «O Coração da Cidade». Debateram-se diversos aspectos da realidade urbana contemporânea como os fenómenos de globalização e intensificação da cidade. Numa apresentação bastante impressiva, Thom Mayne elaborou uma concepção de cidade enquanto fenómeno de acumulação massiva de pessoas e de aceleração de modos de vida. Esta rápida transformação de conceitos desafia anteriores noções de terminologia urbana. «There’s never a centre but a multiplicity of centres – but the very definition of centres themselves is changing.» TM

Neste enquadramento cultural em constante evolução dramatizam-se conflitos entre o local e o global, o individual e o colectivo. A transformação do conceito de família concencional e a re-definição do espaço público exigem uma crescente capacidade dos arquitectos em abraçar processos de gestão de complexidade e de criação de ideias infra-estruturantes. A multiplicidade de problemas que se colocam hoje obrigam a articular essa complexidade, abandonando a prática de uma arquitectura enquanto mera disciplina para a fisionomia do objecto, para gerar processos criativos capazes de introduzir coesividade do espaço urbano fragmentário – processos em que os vazios urbanos podem ter a maior relevância enquanto oportunidades de intervenção.

Nesta nova realidade a arquitectura pode ser o elemento agregador de espaços desconectados, promovendo uma verdadeira colisão entre arquitectura e urbanismo.

«Forget the future. Try to understand the present.» TM

Este primeiro dia contou ainda com as presenças de Luis Fernández-Galiano, Saskia Sassen, João Luís Carrilho da Graça, Paulo Martins Barata, Jamie Fobert, Eduardo Souto de Moura e Mark Wigley. Nos próximos dias daremos conta de mais detalhes destas e das restantes participações da conferência.

Fonte: Trienal _ Blog
Posted

Heh.. na 1ª foto, eu sou o gajo que está no canto inferior esquerdo. Apanharam-me por trás.. *coff* O 1º dia foi melhor que o 2º, na minha opinião. A m€rd@ é a Zaha Hadid ter cancelado também... tal como o Peter Eisenman (pelo menos no 1º dia tinham lá a foto dele) e o Felix Klaus. Portanto, é menos esse dinheiro que é gasto (e não é pouco) enquanto que os que pagaram ficam a arder... bah! Ainda por cima a porcaria de um bloco de notas com uma capa xpto custa 20€ ... Vá lá que ainda ofereceram um lapizinho e uma capa. Bem, mas para não parecer que eu só sei é queixar-me, o evento, na sua globalidade, até é porreiro. :) P.S.: quem quiser ir lá almoçar à borla, encontrem-se comigo lá no Teatro Camões que eu empresto-vos o "cartãozinho" da trienal :)

Posted
Conferência Internacional - Dia 2

http://img241.imageshack.us/img241/3189/d2conf016ca2e9sf1.jpg

http://img241.imageshack.us/img241/7342/d2conf026ccfa6kf5.jpg

A sessão da manhã moderada por Yehuda Safran contou com as presenças de Stephen Bates, Pedro Gadanho e Fernando Romero. Da variedade das suas apresentações tornou-se presente a questão do conflito entre uma percepção global abstracta do mundo – impressa na exposição de Fernando Romero – e uma realidade de sobrevivência quotidiana, das situações do dia-a-dia. Stephen Bates reflectiu directamente sobre essa contradição de um mundo dominado por referências globais do conhecimento e uma outra percepção local da existência – em que sustentou a sua prática arquitectural, em particular no contexto londrino.

A sessão de debate com participação do público acabaria por revelar uma intensidade imprevisível. Uma intervenção contundente de Kurt W. Foster questionando o próprio tema em discussão lançou uma denúncia sobre os perigos de traduzir a realidade num mosaico de quantificação abstracta, tomando a expressão mediática do real pela própria realidade, em negação da natureza violenta e dramática dos fenómenos que nela ocorrem.

A tarde teve como principais destaques as apresentações de projectos por Elizabeth Diller (The High Line, Nova Iorque), Rodolfo Machado (Sewoon District 4, Seoul), Francisco Mangado e ainda Dominique Perrault (vários projectos). A moderação da sessão esteve a cargo de Nuno Grande.

Fonte: Trienal _ Blog
Posted

nop, pelo menos ela parece que ligou de véspera e nem sequer deu explicação. ou se deu, ficou no segredo dos deuses porque à assistência não foi dita.... acho errado da parte desses senhores se realmente confirmaram a presença e faltaram à ultima da hora...mais do que a organização que não poderia fazer nada contra esses imprevistos. Mas é pena, porque julgo que este segundo dia teria sido mais ''apimentado'' nas discussões se a zaha estivesse presente. também achei o primeiro dia melhor.

Posted

Estive lá.
De facto esperava muito melhor, fora colocada muita espectativa, que no final não foi tanto assim.
Mas considero o saldo positivo.
Nunca se perde tudo.


A minha pergunta é: "valeu os 150€?"
Quais os oradores que mais te surpreenderam? Seria interessante dares a tua opinião sobre as diversas comunicações...

:)
Posted
Conferência Internacional – Dia 3

http://img372.imageshack.us/img372/2712/c301c1a0aadu7.jpg

http://img372.imageshack.us/img372/7861/c302c1ae94dh4.jpg

http://img372.imageshack.us/img372/4683/c303c1b7ccqh5.jpg

O último dia de conferência foi marcado por contrastes muito vincados entre as diversas apresentações. Bjarke Ingels protagonizou um dos momentos mais altos da sessão, não apenas pela qualidade dos projectos apresentados do BIG (Bjarke Ingels Group) mas também pela extraordinária capacidade de comunicar os processos criativos presentes na sua concepção – uma arquitectura que é experimental e evolutiva em oposição à mera procura de originalidade e ruptura. Lançando sobre a audiência o tema “Revolution” Bjarke avançou com uma ideia peculiar: “If your agenda is always the opposite of what’s going on, than you’re actually a follower”. Bjarke explicou a sua impressão de um mundo dominado pela necessidade de conflito – uma necessidade latente nos media e no discurso político em constante aceleração. Concluiu dizendo que os arquitectos têm o dever de assumir protagonismo no tempo mediático para contrariar esta realidade – o seu trabalho é desenvolver exactamente o oposto do conflito, eliminando-o através de soluções inclusivas e unindo diferentes realidades num mundo onde todos possam coexistir.

Uma tarefa difícil na realidade portuguesa, como ficou patente na bela e difícil exposição de Manuel Graça Dias. Apresentando um mosaico de imagens da nossa realidade urbana e suburbana, evidenciou a desqualificação profunda dos seus centros antigos, envelhecidos e vagamente funcionais, e as periferias degradadas, territórios de dureza e conflito. Aproveitando o tema da trienal, Graça Dias abordou algo mais do que o “vazio” para falar de um processo de esvaziamento das cidades. No debate da manhã Kurt W. Foster falou da necessidade de olhar para as cidades numa perspectiva extensa no tempo, para compreender que estas sempre se caracterizaram por fenómenos de esvaziamento e repleção num movimento constante e, por vezes, simultâneo. Também Foster valorizou o papel do arquitecto enquanto perito – não como alguém que dispõe de receitas para resolver os problemas da cidade, mas como um perito em questionar e repensar os problemas, de formas diferentes do que aquelas em que usualmente eles são concebidos ou compreendidos.

Este dia contou ainda com as presenças de Emílio Tuñón, Kengo Kuma, Jan Kaplicky e João Pedro Serôdio. A sessão da tarde foi moderada por Diogo Lopes.

Fonte: Trienal _ Blog

:)
Posted

A primeira foto que aparece do dia 2 foi tirada no dia 1.. lol.. das duas uma, ou não tinham mais fotos de jeito ou então ficaram mesmo fascinados com o meu alçado tardoz, lá me apanharam outra vez de costas e ao telefone.. lol.

Na minha opinião, algumas das intervenções não foram feitas com muito entusiasmo, principalmente na parte dos debates, como é o exemplo do Fernando Romero. Talvez devido a alguma arrogância. Outro exemplo dessa arrogância (embora a intervenção até me tenha agradado) é o caso do Jan Kaplicky que nem se dignou a participar no debate.

Depois hei-de escrever mais sobre a trienal, há muita coisa porreira para partilhar.

Como já tinha dito, na sua globalidade, o evento foi bom. Podia ter sido muito melhor com alguma facilidade.

cya l8r

P.S.: O Bjarke Ingels dominou completamente, não estava nada à espera.

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.