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Intervenções na Cidade – Salas de Chuto
Paulo Moreira e Diogo Matos

http://img522.imageshack.us/img522/8293/ic014chuto1545a6bfj2.jpg

http://img522.imageshack.us/img522/7316/ic014chuto24f1bc5pe6.jpg

A proposta:
O edifício é anónimo, uma construção simples e serena para um programa controverso. A intervenção propõe continuidades com as pré-existências, abordagem que reflecte o desejo de aceitação social pretendida pelos futuros utilizadores. O programa articula-se ao longo de cinco pisos: entrada, recepção, auditório, sala de espera, salas de chuto, serviço de reabilitação e reinserção social, cafetaria e serviços administrativos. O edifício é espelhado, o que permite aos seus utilizadores contemplar a cidade sem que sejam vistos do exterior. A reflexão do Palácio de S. Bento transmite a vontade de integração na sociedade de indivíduos marginalizados.


O que disse o júri:
Trabalho provocador de tom irónico que propõe a edificação de uma “sala de chuto” num vazio urbano em frente à Assembleia da República. Com um alçado que se torna no reflexo do contexto envolvente, evoca-se uma leitura de integração do toxicodependente na sociedade que é assumida no compromisso que responsabiliza conjuntamente política e arquitectura, enfatizando a responsabilidade social também do arquitecto.


Contributo para uma reflexão:
Paulo Moreira e Diogo Matos materializam a ironia de um edifício-espelho para albergar salas de injecção medicamente assistida. Um espelho para preencher um vazio urbano ou para ocultar o vazio humano da toxicodependência – mais do que uma proposta arquitectónica, uma metáfora de uma realidade social e política que habita os vazios profundos que se encerram na vida das nossas cidades.

Fonte:
Blog _ Trienal de Lisboa

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continuidade com as pré-existências? onde? Para além da comparação da sociedade politica, com toxicodependentes, não vejo na proposta mais do que uma sátira ao poder politico, em algo que nem consegue tocar o subtil....poderiam ter ido mais longe, de modo a valorizar a critica proposta mas a arquitectura tb, é um exercisio critico e não arquitectónico a meu ver.....

  • 3 weeks later...
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Esta é uma proposta exemplar a vários níveis. Primeiro é forte pelo programa e não pela forma. Segundo questiona o papel do arquitecto enquanto actor social. Terceiro aponta com muito humor a hipocrisia dos políticos e por arrastamento a de todos os bem falantes (a maior parte de nós arquitectos) que com uma suposta autoridade advogam soluções (ás vezes milagrosas outras vezes simplistas) para o território e para a sociedade.

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