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depois de Richard Rogers ganhar o Pritzker do presente ano (2007) e vendos os seus projectos e, principalmente,o Edifício Lloyd's e o Centro Pompidou, questiono todo o ensino que , penso, que é practicado nas universidades. Se pensarmos nos 2 projectos atrás referidos como 2 "ovnis"? no contexto do lugar onde foram implantados, onde está então a referência ao lugar que somos, e penso (e espero) eu de um modo geral entre todas as universidades portuguesas pelo menos, constantemente bombardeados? na minha universidade, UML, o lugar é o ponto principal de todo o projecto.Se isso acontece, porque acontece ,então, na realidade vemos cada pessoa a criar a sua identidade ou seu espaço com uma arrogância de valorizar e superiorizar-se ao lugar? sabemos que cada caso é um caso, podemos falar do gugenheim, da casa da música,etc, etc. Mas então onde acaba o bom senso de criar algo do lugar, e começa a superioridade de criar algo para o lugar? questiono os projectos do vencedor do Pritzker, porque para mim à aspectos na arquitectura e no seu desenho que não são do meu agrado... Mas, neste momento, questiono o objecto pelo objecto? o que acham vocês? será o lugar tão importante quanto isso quando, na verdade, a "moda" é criar objectos que, segundo Rogers em vez de fazer parte do contexto "agora geram-no"?

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Con un pie en el urbanismo y otro en los detalles del mobiliario urbano, Rogers tenía casi todos los premios -las medallas de oro del Riba y de la Fundación Jefferson, el Imperiale japonés o el Stirling-, pero no el Pritzker, a pesar de que sus antiguos compañeros de equipo (Norman Foster, con el que formó, junto a sus mujeres Wendy Foster y Su Rogers el estudio Team4, o Renzo Piano, con el que ideó el Pompidou) hace años que lo recibieron. El grueso de los edificios de Rogers podrá ser menos notable que el de sus colegas, pero si alguien creyó que no iba a recibir nunca el Pritzker, tal vez menospreció que a sus edificios pioneros ha sido capaz de unir una visionaria posición como urbanista. No en vano, el jurado del 31º Premio Pritzker, con el que ha obtenido 100.000 dólares (unos 75.000 euros), reconoció que "Rogers demuestra que el trabajo más duradero que puede hacer un arquitecto es ser un buen ciudadano del mundo".


Fonte: ElPais.com

Mais informações sobre os seus projectos em:
http://www.rsh-p.com

:)
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É uma boa questão, de facto questionei esse mesmo princípio quando se fez a Casa da Musica (referida por ti).
Acho que tem haver também com o lugar em si, mas também temos que ver o arquitecto em questão. Não somos arquitectos de renome…apenas alunos a quem ensinam o fundamental, o importante, e o lugar é sem dúvida um ponto essencial que limita o processo de projectar.
Penso que devemos ter em conta aquela máxima de “cada macaco no seu galho”. Se soubermos ter em conta o valor do lugar e projectar nele (que é o mais difícil) então talvez nos seja, posteriormente, “aberta a porta” para projectar sobrepondo a nossa vontade ( o que para alguns seja errado).
Já aqui se questionou noutro tópico de discussão, por exemplo, os projectos do Calatrava como exemplo disso mesmo. Na minha opinião esse arquitecto traduz genialidade em tudo o que faz, mas novamente o factor lugar é posto em causa bastantes vezes. É algo que de facto, faz pensar…

margarida duarte

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faz pensar.... e repara, quando apresentas o teu projecto na escola referes o lugar como elemento importante no seu desenho...se dissesses que não, o lugar não influencia em nada o meu projecto, o que acontecia com a tua nota? com a tua apreciação?...

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Quantas vezes se ouve nas apresentações académicas, algo gomo:
"O meu projecto pretende tornar-se uma "negação" do lugar, assumindo-se conceptualmente como um "meteorito" ".

É nada mais nada menos do que tu referes... a negação da envolvente... a rotura com o lugar...
Pode ser um ponto forte, se for bem trabalhado... geralmente não o é...
:)

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quanto ao Calatrava, a minha opinião sobre o senhor, é que ele domina e esculpe os corpos de uma maneira anti gravidade e "icon"izando os locais onde implanta a sua obra, ... mas o facto é que apenas "implanta". Venero-o da forma como ele consegue criar obras magestosas, dignas de lhes tirar o chapéu, mas cada uma não se aplica ao local de intervenção. Desta forma há que pensar até que ponto é que as suas obras são arquitectónicas ou de engenharia. Concerteza também se apoia numa ideia projectual, a um conceito, sejam eles, a coluna vertebral, o movimento humano, a harmonia do voo das aves, mas é de notar a sua falta de intimidade com o local, o que, a meu ver, é o ponto "fraco" do mesmo e se começa-se a integrar as suas "esculturas" no local, seria um arquitecto, mestre da forma, assim como Tadao Ando é o mestre da luz.

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a arte pessoal aplica-se, a geral ensina-se.


resta conseguir atitude, oportunidades, arte e engenho para subir na vida e desenvolver projectos que sejam aceites pelos clientes e críticos (do meio ou não). Calatrava conquistou-os!
Sejam arquitectonicamente elaboradas ou não.
(reafirmo a tua citação)
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Na minha opinião ambos estão correctos. Sou apologista que enquanto estamos no ensino temos que aprender a base, ou seja, os enquadramentos com a envolvente, usar linhas simples e pouca cor. Só depois de dominarmos a base (e isto é sempre relativo porque ás vezes nunca chegamos lá) é que podemos inverter o jogo com inteligência. Não sou grande fã de Richard Rogers mas já fui ao Centro Pompidou de Paris e não me chocou nada, muito antes pelo contrário...

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O ensino tem muito que se diga. Estou a ter uma experiencia como prof e sinceramente e preciso estimular os alunos a fazerem qualquer coisa estimulante para os manter motivados. Compreendo perfeitamente nesta educacao que nos deram e que estao a dar a voces de criarem arquitecturas de meteoritos de showbizz e no futuro sao rotulados de criativos e de serem inuteis para o mercado de trabalho. A meu entender deviam educar os futuros arquitectos em saber realizar exercicios de arquitectura basicos. Uma moradia. Uma moriadia tem que ter xis parametros, xis principios, e depois avaliar o aluno se ele realizou a moradia segundo os criterios de avaliacao. Em relacao a estetica, seria a moda de qualquer coisa. O ensino era assim no tempo de Salazar. A malta fazia a arquitectura daquela maneira e ponto final. Fazia os pormenores e nao se preocupava em fazer um meteorito. O que acontece e que a malta jovem vem das escolas mal preparada e para os motivar tem que dar uns doces para ver se os motiva... Mas o que esta malta do ensino nao entende e que existe uma barreira la no fundo da estrada. Noutro dia vi o manual do 7 e 8 ano e fiquei espantado. Comparado com os manuais que eu tinha, ha uns 10 anos atras, os miudos de hoje nao aprendem quase nada. Precisam de motivacao. O miudo de agora nao quer saber de teorica mas sim de pratica. Quer mexer com as maos. A nivel teorico... O mesmo acontece no ensino da arquitectura. Falo por mim. So apostava na cadeira de projecto, as outras deixava andar dependia dos profes. E depois na cadeira de projecto eram projectos a escolha do aluno o que permitia o aluno escolher uma coisa facil e nao aprender nada de nada sobre a arquitectura. A minha opiniao e que o problema do ensino esta na atitude perante o aluno. Se formos muito tolerantes com os alunos eles sao capazes de nao concretizarem os sonhos deles. O problema das geracoes mais jovens esta em querer concretizar os sonhos ja. Carpe Diem... e no final... desenrasque-se.

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sim, a propria sociedade e a sua evolução fazem-nos modificar a forma de ver o mundo, e esse carpe diem é assustador em alguns casos... humm... quando falas desse ensino, eu dou-te o meu exemplo, temos de fazer no 3ºano uma escola de remo na lagoa de óbidos. a primeira cena foi criar novos desafios!eu e +três colegas meus definimos que iriamos trabalhar numa costa de 3/4klm e iriamos, posteriormente, a localização da nossa escola. acho que a cena de querer mais desafio devia partir dos alunos....e tu(como és prof agora) sabes que a maior parte diz, é isto que é para fazer? é isto que vou entregar! e isso, a mim, faz-me uma confusão... é o fazer por fazer, sem a procura de novos desafios que elevam, acima de tudo, o teu método de trabalho e de viver a arquitectura.. quanto ao lugar como falei, tive a oportunidade de visitar o porto nas férias...e visitei os dois exemplos principais desta divergencia. a Casa da Música e as Piscinas de Leça... é extraordinário como a Casa da música, para mim que foi a primeira vez que a visitei, me pareceu tão próxima com o lugar e com a imagem do porto no seu global mas que á primeira vista parece um ovni ali... depois foi a Leça...e pah..até agora tou sem palavras porque o projecto é de uma genialidade tal que não posso falar mal do Siza. é incrivel com em 1966 alguém faz aquilo.é daquelas cenas que por muito que tentemos não temos hipoteses, já nasce com a pessoa... e digo mesmo, é obrigatório uma visita de qualquer pessoa que queira levar a arquitectura a sério ás piscinas!é uma obra assustadoramente bela

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Já que tams numa de Siza, aconcelho o pessoal a ir a Marco de Canavezes. Digam o que quiserem da igreja ser isto ou aquilo, mas vao la num dia de missa para aquilo tar aberto, a luz que entra por aquela porta.........é assustador..

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