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Até que ponto um projecto, a arquitectura em si, se encontra preparada para responder á constante mutabilidade a que uma cidade é sujeita??? Estarão os projectos preparados para tantas mudanças radicais??

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Referes-te a quê em concreto? Se reparares qualquer cidade na Europa, por exemplo, vive conjuntamente com legados de dezenas de séculos e obras da actualidade... A cidade só vive através dessa dicotomia novo/antigo e é feita através dos seus contrastes e similitudes entre intervenções antigas, recentes e novas. Aquilo que é necessário é ter uma visão crítica da histórica e da arquitectura por forma a saber como actuar em cada caso...

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Cada nova proposta tem (teoricamente) de se preocupar com o existente... se existir esse respeito, não há problemas... apenas a riqueza dos contrastes...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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a minha questao reside no seguinte.... nao falo da preocupação do existente, essa nem se discute, essa a meu ver tem de ser intrinseca a qualquer gesto que se queira implantar..... a questao é que todos pensamos no que ja la existe, preocupamo-nos com o tal pré existente, mas nunca nos preocupamos com o "PÓS". Com o que pode vir a seguir devido ás constantes mudanças num ritmo frenetico a que estamos sujeitos nos dias de hj. será que o nosso projecto será capaz de sobreviver e se adaptar bem a uma transição radical na sua envolvente??? estará um projecto preparado para isso?? Estaremos nós preparados para pensar, ou melhor idealizar as 3 fases temporais para um projecto?? ou apenas para 2, (passado, presente)??

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mas eu penso que esse "pós" será o "pré" de quem intervir depois e aí voltamos às questóes iniciais... Para mim há que trabalhar somente com aquilo que existe e com a perspectiva de conjunto urbano e não de uma possivel intervenção ao lado. Essa intervenção é que vai ter de ser pensada nestes moldes também.

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Provavelmente nao me fiz perceber..... Existe um "fosso" enorme entre edificio e cidade. O que acontece é que o ritmo a que as coisas correm é cada vez mais desequilibrado, mais alucinante mais neurotico. O teu presente de hj pode ser rapidamente transformado no passado de amnha...e o que eu quero dizer com isto? Vivemos numa acelaração tal dos acontecimentos que, imagina um edificio teu, hj pode responder perfeitamente ás questoes envolventes, mas daqui a 2, 3 meses ele é apenas um elemento meio "allien"...abandonado, ostracizado.... as coisas sao absorvidas de tal modo, que os edificios nascem sem sugar de certa forma a dinamica existente numa cidade.

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kaz existem propostas já nesses termos! A Casa embrião de Greg Lynn (salvo erro) tenta remeter.nos para um edificio sempre em mutação. Do género, hoje vives sozinho tens 1 T0, amanha tens um carro, acresentas a Garagem, tens um filho, colocas mais um quarto e aumentas o teu!
Mas numa discussão sobre este tema que tive com um professor meu ele perguntou.me: Será que num mundo tá mutável e tao frenético não é melhor chegar a casa e ter sempre uma 'quadro' no mesmo sitio? Ou seja encontrares um lugar fisico, estavel onde não há mutação que acompanhe todo o frenesim exterior!
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Habitação auto-suficiente sao experiencias engraçadas mas a meu ver nao passam disso.....experiencias engraçadas que estudam varias possibilidades de te poderes mover sem limite de movimentos dentro de uma casa, tendo ela de se moldar ás tuas necessidades do momento. Qnd lancei este tema nem sequer pensei nessa questao o interior. da constante mudança que o nosso "casulo" pode sofrer... Pensei sim no certo erro a que cada vez mais se submetem certos individuos qnd projectam....e no desprezo ás modas arquitectonicas de momento que outros intervenientes tao bem o fazem , preferindo questionar questoes bem mais interessantes e importantes que causem impacto ao homem, do que a superficial importancia que hj se da á estetica....á busca erronea, incessante de um certo "super fashion style" a que hj muitos caem taao rapidamente. A meu ver estes ultimos são os elementos dos quais nem sequer incluo nesta discussao...sao modas....estao sujeitos ás tendencias...quando aquela vertente de estilo acabar eles definham por si proprios. O problema reside nesse aspecto, o frenesim que hj muitos dos que estao dentro da profissao se submetem....a busca da mediatização, da novidade, da New Generation!! Estes apenas sobrevivem a um curto espaço de tempo.... Não é á toa, que muitas obras de arquitectura ja bastante velhas, ainda residem, e conseguem sobreviver no nosso presente. Debatem-se com argumentos num campo a que certas obras ditas modernas nao têm factos para corresponder. E tal acontecimento sucede devido ás preocupações que envolveram tais projectos, questoes atrás de questões....questoes essas que nunca tiveram uma existencia temporal pre-defenida para elas, mas que fazem e nao deixarão de fazer sentido anos aós anos. Hj existe a tendencia do pensamento da Bahaus.... " fazer uma colher...quem consegue fazer uma colher igualmente consegue projectar, uma casa, uma cidade". Acham a formula ideal do momento.... toda a ciencia que envolve fazer arquitectura fica para trás. Daí o facto dde muitas obras anteriores saberem coser as varias ciencias ainda vingarem nos tempos de hj.

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