Jump to content
Arquitectura.pt


Recommended Posts

Ora bem, é o tema tabu todos sabemos, já tivemos conversas sobre isto mas penso que nunca de forma "oficial". Reparei recentemente que o |||ARK||| (no post de apresentação) por exemplo já mudou de opinião em relação ao assunto e com o tempo mais e mais pessoas se vão consicencializando para o mesmo. O trabalho ao nível camarário é várias vezes conotado como sujo ou pouco limpo, como uma série de caminhos turbulentos e obscuros onde vendemos a alma ao diabo por um bom horário e um ordenado simpático cheio de regalias. Não digo que isto seja absolutamente errado... No entanto, parte do rótulo vem dos arquitectos que derretem dinheiro em concursos e perdem tempo com os licenciamentos, autorizações e informações devido á burocracia instalada nos serviços, situações que a maior parte não inclui nos honorários para terem o gosto de deitar as mãos ao projecto ultrapassando o verdadeiro sacrilégio que é disporem-se a essa parte do processo. Depois vem o lado das faculdades, onde quer queiramos quer não, somos praticamente todos 'ensinados' (estando na privada ou na pública) por arquitectos que nos vão dando umas injecções de ódio relativamente a isto e assim vamos 'crescendo' habituados a rotular. Em primeiro lugar, o que se diz em relação ás câmaras municipais sofre de uma forte dose de posição artistica do arquitecto, isto não quer dizer que tudo o que se aprova e constroi segue os mesmos níveis de coerência, não é de todo o caso, há corrupção e favores e isso é inegável mas acreditem ou não, hoje em dia essa actividade está em decrescendo. O problema é que estamos habituados a opinar sobre uma estética que está impregnada da nossa consciencia cultural sobre o que é boa construção e bom desenho. As pessoas não. Quantos de nós entraram para a faculdade a odiar projectos como a casa da música ou as torres do Siza para Alcântara e se encontram hoje com posições radicalmente opostas em relação aos mesmos? Essa saudável mudança, fruto de uma investigação continua que se reflecte em inúmeros assuntos e cuja essência depende de uma reflexão que fazemos dia após dia, estando ou não em aulas, depende da nossa própria evolução cultural. Da nossa aculturação e do fenómeno a ela inerente que é o passarmos a considerar como Bom, algo que num primeiro impacto reconhecemos como Mau. As pessoas, os nossos pais, os nossos avós, ou os avós do vizinho do lado não passam por este processo, não suportam as respectivas posições pela diversidade exprimental e é aí que o papel de quem aprova o projecto toma lugar para passar a ser um 'Censor' da nossa evolução como arquitectos, para a qual as pessoas não estão, nem podem estar preparadas. A câmara, ou o arquitecto que a representa, funciona como um pendulo nesta relação entre a posição arquitectónica e o senso comum do sujeito que é exterior ao tema. É certo que uns euros pela porta do cavalo ainda fazem alguma diferença e que as cunhas exercem pressão, mas não é isso o prato do dia nos próprios gabinetes? Que moralidade tem um arquitecto que paga 5 euros á hora quando poderia pagar mais caso tivesse uma consicencia digna de que não somos empresários e de que não precisamos de 5 colaboradores para a execução de uma casa? Que moralidade tem quem critica uma câmara por facilitar quando ele próprio não faz mais nada se não dificultar a vida ás pessoas que trabalham para sí, não pagando por horas fora do horário de trabalho e não se inibindo de 'pedir uma directa' com um ar dengoso e fofo para na semana seguinte fazer como se nada tivesse acontecido e, muitas vezes, nem sequer cobrar o esforço 'alertando' quem está mal, para que se mude pois o que não falta é malta a precisar de emprego e estágio... Não me estou a desviar do tema, nem defendo que o facto de uma coisa estar mal ser relativizável pelo pior estado de área semelhante, mas no caso especifico o pessoal das câmaras nunca tem direito ao 'contraditório', evita-se o debate público desta questão de uma forma quase ridicula, procura-se remeter este âmbito para um estereótipo de 'pouco talento e muita sujidade' quando isso é manifestamente falso. Era importante que dessem a vossa opinião acerca disto

Link to post
Share on other sites
  • Replies 56
  • Created
  • Last Reply

Top Posters In This Topic

Concordo com muito do que disseste, mas é importante dizer que tal como nem em todos os gabinetes de arquitectura isso acontece, nas câmaras nem todas as pessoas são "sujas"... Esse fenómeno acontece mais vezes nas câmaras pequenas, onde todos se conhecem e onde a visibilidade é pouca. Depois vem a história daqueles que aprovam os projectos que eles próprios fazem (no seu gabinete ou em casa), deixando que outro qualquer tónhó assine por ele, passando algumas notas por baixo da mesa...
Mas o importante no meio disto tudo não é isso...
No lugar de quem avalia os projectos deviam estar dos melhores arquitectos do país, tal como numa faculdade, em princípio, os professores sabem mais do que nós e são eles que nos avaliam...
Mas como é lógico, um bom arquitecto tem trabalho com fartura no seu gabinete, e não vai trocar a posibilidade de ele próprio projectar, pela exclusividade daquilo que apelidaste de "bom horário e um ordenado simpático cheio de regalias" a avaliar o trabalho de outros...
Por isso, raras devem ser as vezes em que um bom arquitecto acede a esses lugares, com o prejuízo que daí advém para a qualidade do edificado em Portugal...
Para a aprovação do projecto à o critério da subjectividade (integração na envolvente), que permitiria, como hoje permite mas muitas vezes ao contrário, que alguns projectos menos felizes ficassem na gaveta...

A arquitectura não são só leis, decretos e regras. Vai muito mais longe do que isso, e é essa a beleza da arquitectura, aquilo que nos diferncia...


Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

Link to post
Share on other sites

A Camara é a entidade moderadora de tudo isto, logo, acho que á partida era por lá que se devia começar a dar os exemplos e não pelos gabinetes. E antes de se chegar a parte da corrupção há algo que me revolta ainda mais, o facto de os meu projectos terem de ser 'aprovados' por um desenhador (agora não me lembra o nome, 'técnico' de qualquer coisa), e não por uma pessoa realmente qualificada (embora reconheça, que há muitos destes desenhadores com edificios que fazem corar muitos arquitectos). Infelizmente na minha pequena vida arquitectonica ja apanhei, bastantes casos de corrupção que sinceramente me desmotivam um bocado para o exercicio da nossa profissão. Desde o vice-presidente da camara a assinar projectos de alterações, sobre o projecto do gabinete, desde as imposiçoes do sr presidente da camara sobre o edificio que está a nascer ao lado da sua moderna vivenda forrada a conchas, com repuchos no quintal e os aluminios verdes, ao tal técnico pegar numa caneta e tentar dar aulas de arquitectura aos arquitectos (ao ridiculo que isto chega), eu sinceramente as vezes pergunto-me para quê este esfoço todo, ter estas chatices, perder a paciencia com estes badamecos, quando tudo se resolvia em fazer projectos vulgo 'casa de emigrantes', um copy paste de projectos uns dos outros onde o resultado era uma aprovação na camara sem imposiçoes nenhumas, perdia menos tempo com Projecto, e no fim de contas ganhava muito mais, o triplo ou o quadruplo!! Mas enquanto não for careca, nem tiver cabelos brancos, acho que ainda vou acreditar que isto tudo vai mudar (ou não), contando que uns clientes com influencias na camara :) também me ajuda a erguer a cabeça para enfrentar o Sistema.

Link to post
Share on other sites

Só depois de ter feito uma breve passagem por uma câmara (infelizmente nem sequer foi na área de licensiamento) é que comecei a compreender melhor como as coisas funcionavam lá dentro. é tudo uma questão de poder, de tricas e de mentalidade. Para a maior parte do pessoal que está dentro das câmaras a questão da corrupção não é uma ilegalidade, mas sim um direito que se adquire a partir do momento em que se é admitido como técnico. Ao nível político o arquitecto da cãmara é o gajo que tem que fazer uns riscos como os politicos dizem, afinal quem é que sabe no meio disto, o politico que tem de angariar votos ou o arquitecto? Depois ha uma especie de competição nas câmaras que é o "vamos ver quem consegue fazer menos", e para tal é muito utilizado o msn messenger e outros que tais. Quando estamos no lado exterior as câmaras são muitas vezes consideradas como um inimigo que temos de contornar para podermos construir o que quer que seja, mas tenho de admitir que não são só as câmaras que sofrem desta percepção, também temos entidades como IPPAR, DGT, DGA, etc. , que sofrem do mesmo. Pessoalmente eu não concordo com os moldes de licensiamento que são postos em prática em Portugal, e qualquer dia nem que seja por imposição europeia vão mudar, reparem no que se passa em Espanha ou na Alemanha, não ha aprovações municipais, ou os projectos cumprem com a legislação ou não cumprem, tudo simples... Cá temos a mania de complicar tudo.

Link to post
Share on other sites

Mas não pode ser bem assim, porque um dos instrumentos que nas câmaras se fazem valer para chumbar projectos, fora as questões da conformidade com leis e decretos, nas mãos correctas é uma ferramenta fundamental para se aprovar e fazer boa arquitectura, a "integração na envolvente"... Se assim não fosse, correr-se-ia o risco de poderem ser aprovados maus exemplos de arquitectura, só porque cumpriam a lei... É essa faceta da arquitectura que para nós é fascinante, é nisso que podemos expandir a nossa "arquitectura"...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

Link to post
Share on other sites

Mas como é lógico, um bom arquitecto tem trabalho com fartura no seu gabinete

Vives em que país pá? Mas já acordaste? Isso depende dos contactos não depende da patavina da qualidade dos trabalhos, e não me fales dos concursos.

é uma ferramenta fundamental para se aprovar e fazer boa arquitectura, a "integração na envolvente"...


Explica-me lá, que lei é que regeria este critério, tão subjectivo como a minha cor preferida?
Já existe um no RGEU, respeitante à estética das edificações envolvente, a que não ligam patavina.

A câmara, afigura-se um belo local, porque existem contratos, existem horários, existe um ambiente mais ou menos simpático, e existe dinheiro para pagar o seguro, a porra do empréstimo do carro e a ADSL ao fim do mês. Num ateliê, nada disso existe, existe recibos verdes, existem invejas, existem boatos, existem bocas, existem abusos ao pessoal mais recente, nas empresas é isso por norma, independentemente do nosso profissionalismo.

EDIT:

A arquitectura não são só leis, decretos e regras. Vai muito mais longe do que isso, e é essa a beleza da arquitectura, aquilo que nos diferncia...


Jesus!
Link to post
Share on other sites

"integração na envolvente"


Desde que vi um vice.presidente (que é professor) a assinar projectos de alterações, desenhadores a afirmarem-se e a dar ideias perante arquitectos e clientes que têm influencias na camara (projecto que foi chumbado e aquando da reunião com o cliente, ninguem se acusou de o projecto avançar), desde pedir um PIP de uma zona (que era verde, ecologica e agricola), ena semana a seguir estar la uma placa do novo stand da Sra. Mercedes, não csg ver onde a integração na envolvente se encaixa :) mas consigo ver outros valores que se levantam mais alto!!! E convem eu tambem não falar muito porque inda fico com um 'akill' na camara eheheh.
Link to post
Share on other sites

Mas alguém disse que as câmaras, como operam na sua generalidade no nosso país, fazem-no bem? Sou o primeiro a bater o pé contra as ilegalidades desses senhores que por ter a faca e o queijo na mão, se acham donos da verdade... Conheço histórias de todos esses exemplos e de mais alguns... Eu só disse que há esse intrumento, esse do regeu, mas não disse que era correctamente aplicado... porque se o fosse, se não houvesse corrupção e afins, seria um instrumento ideal para organizar as nossas cidades, ou não concordam? Agora o que existe nas câmaras transforma isso numa arma de arremeço contra quem quer que se lhes oponha... E sim, os bons arquitectos têm trabalho, porque um bom arquitecto também sabe fazer prospecção de trabalhos e angariação de clientes (não falando daqueles que os clientes lhes vão bater à porta)... Mas alguém falou em concursos? Todos sabemos o que se passa na grande maioria dos concursos... simplesmente ganha quer tiver a mais baixa proposta de honorários, mesmo que nem dê para pagar o papel onde o projecto vai impresso... mas isso é um outro problema completamente diferente... Ó !!!ARK!!!, deves ser mesmo um grande infeliz... para ti a arquitectura é só leis, decretos e companhia... Como é que acabas-te o curso? Das duas uma, ou foste um aluno mediocre, ou baseavas-te nas regras e fazias os teus projectos... De qualquer forma pões completamente de lado a criatividade e a subjectividade da arquitectura, o que é grave... Deves gostar muito do Corbusier e da sua "máquina de habitar"...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

Link to post
Share on other sites

A câmara, afigura-se um belo local, porque existem contratos, existem horários, existe um ambiente mais ou menos simpático, e existe dinheiro para pagar o seguro, a porra do empréstimo do carro e a ADSL ao fim do mês. Num ateliê, nada disso existe, existe recibos verdes, existem invejas, existem boatos, existem bocas, existem abusos ao pessoal mais recente, nas empresas é isso por norma, independentemente do nosso profissionalismo.


Não querendo desanimar ninguem, mas pelo tempo que tive na câmara e pelos contactos que ainda hoje mantenho com pessoal que está em câmaras, acredita que o ambiente de ateliêr é bem melhor do que o ambiente nas câmaras...
Link to post
Share on other sites

Não é bem assim, nesses casos não quer dizer que não há boa arquitectura, bem pelo contrário, mas pode-se dizer que o ser boa ou má arquitectura depende aí apenas dos projectistas, e todos sabemos que "classes" de projectistas temos por cá... Imaginem o senhor Zé das Rolhas, que assina uns projectos, a fazer o que lhe dá na real gana, só cumprindo os regulamentos... Se as câmaras têm arquitectos a avaliar projectos, e se estes forem competentes, não há mal nenhum em ter-mos esse parâmetro... mas cá isto é um problema...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

Link to post
Share on other sites

Como é que acabas-te o curso? Das duas uma, ou foste um aluno mediocre, ou baseavas-te nas regras e fazias os teus projectos... De qualquer forma pões completamente de lado a criatividade e a subjectividade da arquitectura, o que é grave...
Deves gostar muito do Corbusier e da sua "máquina de habitar"...


Vê-se mesmo, que de quando em quando, perdes o contacto com a realidade.

Eu só disse que há esse intrumento, esse do regeu, mas não disse que era correctamente aplicado... porque se o fosse, se não houvesse corrupção e afins, seria um instrumento ideal para organizar as nossas cidades, ou não concordam?


Não interesse pá, tu ainda vives no mundo de que o Arquitecto faz aquilo e aqueloutro, cliente paga, o Arquitecto faz. Feio, Bonito só o podemos aconselhar para melhor, mas não obrigar. Quanto a estética das edificações, o IPPAR costuma meter o bedelho nisso, fora isso, não vejo por ai muita celeuma com as câmaras municipais.
A estética, não organiza cidades, tem outras funções de capítal importância, mas nunca organiza cidades. Portanto este instrumendo do regeu, certamente que é um critério de aprovação camarária e pouco mais. (utilizado ou não)

Quem não gosta do Le Corb, não compreendeu umas das três pessoas mais importantes, a influenciar o nosso modo de vida, no século passado.

Gin Soaked Boy, acredita, que ainda não viste tudo, no que toca a ambientes de ateliê. Tive colegas, que trabalham lá/fizeram lá estágio Lisboa, não é um ambiente insuportável.
Link to post
Share on other sites

Honestamente GinSo eu passei 2 meses a ajudar no departamento de urbanistica da Camara de Lx, nem sequer era remunerado, só mesmo para ter noção de como as coisas funcionavam e o ambiente era bom demais, demais porque atrasava o trabalho.. havia pessoal a querer trabalhar, com prazos de 30 dias p dar resposta e a pedir p quem tava na algazarra falar mais baixo, em Lx o ambiente é tipo loucura e por incrivel que pareça eles ali estavam atrasados na relação pedido/resposta em 3 dias em média.. tendo em conta q Odivelas, Amadora.. deixam passar os prazos de resposta, eu diria q é muito bom. Atenção, não estou a defender a falta de profissionalismo que ali acabava de imperar!! Em relação ás primeiras respostas, nomeadamente as q dizem respeito a condições artisticas, um bom arquitecto ter sempre trabalho e com ele sobreviver.. pleasee.. não insultem a nossa classe, se é de QUALIDADE que estamos realmente a falar, estéctica + tectónica = arquitectura, então falamos de uma franja de 1 a 3% dos arquitectos portugueses, onde se incluem nomes como Souto Moura ou João mendes Ribeiro e ficam de fora tipos como Gonçalo Byrne ou Adalberto Dias, ou mesmo o Manuel Mateus. Não radicalizando como o ARK, mas alinhando pela mesma bitola, em Portugal isso nem é excepção, é qq coisa q combina sorte com contactos porque emergir do nada como aconteceu com o Siza não acontece mais com tanto arquitecto a ser formado todos os anos (ok, excepção a tipos como os dos promontório mas esses vendem-se). Cheira-me que daqui a algum tempo certas opiniões vão mudar.. como o ARK mudou

Link to post
Share on other sites

Vê-se mesmo, que de quando em quando, perdes o contacto com a realidade.


A tua vida deve ser mesmo triste... grande arquitecto nos saiste... para isso ias para uma ciência exacta...

Não interesse pá, tu ainda vives no mundo de que o Arquitecto faz aquilo e aqueloutro, cliente paga, o Arquitecto faz. Feio, Bonito só o podemos aconselhar para melhor, mas não obrigar. Quanto a estética das edificações, o IPPAR costuma meter o bedelho nisso, fora isso, não vejo por ai muita celéuma com as câmaras municipais.


Sei tão bem como tu que a vida de arquitecto não é assim, por isso não percebo o porquê destas palavras, mas neste tópico estamos a falar das relações com as câmaras e não com os clientes, percebes isso?
Quanto à estética, a falta de uma intervenção qualificada nesta área é uma das causas que nos levou à situação em que estamos hoje, tenho pena que não compreendas isso... Se todos os habilitados a projectar fossem bons profissionais, não seria necessário esse instrumento, mas a realidade não é essa, mesmo entre arquitectos, pelo que continuo a dizer que nas mãos certas é um instrumento excelente...

Quem não gosta do Le Corb, não compreendeu umas das três pessoas mais importantes, a influenciar o nosso modo de vida, no século passado.


Para perceber Corbusier não é preciso gostar dele, muito menos gostar de sua filosofia perante a arquitectura...
Tem obras excelentes, isso é indiscutível, mas quanto à filosofia da máquina de habitar? Não é propriamente uma forma correcta de ver a arquitectura, pelo menos para mim, mas tu que vês a arquitectura apenas com leis e decretos, deve ser o teu manã de cada dia...
Essa filosofia, teoricamente tão boa, levou aos resultados que todos conhecemos, edifícios quase vazios e sem a utilização devida dos espaços públicos dentro deles...
Os clientes são os maiores avaliadores e quando não gostam...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

Link to post
Share on other sites

Sobre o Le Corb, discorrer sobre ele, ou mal dizê-lo como se tivesse a chave para os problemas de ontem e de hoje, é ridículo, portanto, esta tarefa é para ti.

Quanto à estética, a falta de uma intervenção qualificada nesta área é uma das causas que nos levou à situação em que estamos hoje, tenho pena que não compreendas isso


O Pato Bravo, é culpado por muita coisa, mas o pior problema não é certamente o estético, o pior problema é fazer que o que está nos desenhos de arquitectura, vá para a frente com a seriedade necessária, que a coisa esteja bem construída. Anda por ai muita malta a construir uns lotes, para depois vendê-los, e tem sempre muito bom aspecto...(?) Serem feios, não é o pior dos males, é apenas mais do mesmo.
Link to post
Share on other sites
Trabalho num gabinete e aqui temos espaço para a criatividade individual (não aquela imposta pelo patrão) e todos vivemos à custa disso, por isso não percebo o porquê de tantas criticas...
Há gabinetes a fechar à volta a toda a hora, mas este mantém-se, será pela qualidade? pelo profissionalismo? pela criatividade? É certamente por tudo, mas também pelo patrão conseguir angariar trabalho num mercado saturado...
A crise está-nos a passar um pouco ao lado, mas sei que não é assim em todo o lado...
Agora não me venham dizer que não há espaço para a criatividade no trabalho do arquitecto... como é lógico, não temos um ano (9 meses) para fazer um projecto como acontece nas faculdades, mas o trabalho é feito e com qualidade...

Se é como descrevem no "resto do mundo", então vim parar ao lugar certo à hora certa...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

Link to post
Share on other sites

Dreamer... não sei se já trabalhaste noutros sitios, mas os bons e maus momentos sao ciclicos, ou por outra, são sazonais.. Essa coisa de andar ao sabor de o patrão conseguir arranjar trabalho num mercado saturado a mim faz-me confusão neste sentido : " E a dúvida de, mesmo trabalhando sp bem e sp com muita qualidade, um dia o trabalho falta, como faltou aos outros? " percebes? Isso de não saber como será a minha vida daqui a 3 anos porque em portugal um arquitecto não é obrigado a dar garantias de 3 em 3 anos como acontece noutros lados a mim faz-me pensar na hipotese camara e posso-vos dizer que estou a acabar a licenciatura e sitios p onde ir não me faltam, do zé chunga ao manel conhecido... mas ir p um gabinete..:\ Edit: que não pareça pertencioso sff ok? a discussão é importante para todos, para os que participam e p os q apenas estão a ler, por isso ha q expor os assuntos como eles são :)

Link to post
Share on other sites

Estou aqui desde Novembro, e a realidade que conheço melhor é esta. Antes de vir para aqui tentei noutros gabinetes, mas o que me diziam era para esperar, que se aparecesse mais trabalho, tinha lugar, porque corria o risco de entrar e meses depois ir para a rua, como outros arquitectos que estão lá à mais tempo... Possivelmente esta é a realidade de grande parte dos gabinetes, mas no que estou presentemente não é assim... O patrão não tem segredos para nós, e diz-nos como anda o mercado... Gabinetes a fechar é às dezenas, currículos a chegar devem ser às centenas, entrevistas, outras tantas. O espaço não é muito grande, cabemos todos, mas pc´s disponíveis não há mais (tomei conta do último), mas trabalho há e com fartura, até porque já fomos "obrigados" a dispensar trabalho por excesso de outros, por isso dá para ver que a crise aqui não está a chegar... Como já disse, razões há certamente muitas, mas as principais acredito que é a qualidade dos projectos e a angariação de trabalhos... Outros não serão assim e vão fechando aqui e ali... Se foi sorte? Talvez...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

Link to post
Share on other sites

Toda a gente sabe, que 90% do trabalho de gabinete, é para dar lucro, pura e simplesmente, e vem para aqui este marmanjo dizer, que passam todo o dia a pegar nos lápis e até, perdem horas a escolher os RAL...(Em Nome Da Criatividade!) Isto parece aquela conversa de entrevista, "ai, procuramos uma pessoa de excepcinal criatividade, com grande autonomia e com forte sentido de responsabilidade", mas quando entras lá dentro, vai fazer uma trabalho, que tem mais de Desenhador do que de Arquitecto. Eu até acredito, que isso ai possa ser assim, mas não é o espelho do País. Basta ter estado em qualquer gabinete grande em Lx.

Link to post
Share on other sites

Isto é importante que se fale, apesar das provocações infantis o tema é extremamente interessante... Agora o gabinete onde estou dá lucro e a criatividade está lá... muito sinceramente tenho pena que nem toda a gente tenha tido a mesma sorte que eu, a mesma sorte que este gabinete e que as pessoas que o integram, as pessoas que o fazem funcionar... Chamem-lhe competência, chamem-lhe qualidade, chamem-lhe sorte, mas o que é certo é que este gabinete funciona sem as intrigas dos "grandes", e sem as fragilidades dos pequenos... A mim cheira-me a dor de cotovelo uma das opiniões, mas temos de viver com isso...

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

Link to post
Share on other sites

Lol, jovem, diz-me lá quando é que ganhas a recibos verdes (para eu ficar com inveja), e já agora qual é a diferença entre um licenciamento, uma autorização, uma informação prévia e uma comunicação prévia, um gajo saído da Lusíada deve saber isso?
E já agora, a distância mínima a que o casoto das bilhas do gáz podem estar de um vão? Numa normal Moradia?
Em que é que consiste uma apreciação liminar por parte da câmara Municipal?

Só para saber, se alguma vez, pegaste/instruiste realmente um projecto?

P.S.

Eu só disse que há esse intrumento, esse do regeu, mas não disse que era correctamente aplicado... porque se o fosse, se não houvesse corrupção e afins, seria um instrumento ideal para organizar as nossas cidades, ou não concordam?


E ainda estou para perceber, como é que este instrumento do REGEU, poderia organizar cidades?

EDIT AS 19:02 de 29 de Junho:

Dreamer, depois de respostas consecutivas, decidiu ir para casa pensar.
Link to post
Share on other sites

Please sign in to comment

You will be able to leave a comment after signing in



Sign In Now

×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.