kwhyl Posted November 10, 2006 Report Posted November 10, 2006 passada a minha fase de aprendizagem directa (académica) da arquitectura, ao fim de completar 4 anos de faculdade, decidi dar-me um complemento de aprendizagem e optei por vir para Roma, a "capital" da arquitectura antiga, em erasmus, a fim de, digamos, estudar os antigos e aprender com eles. no entanto, sendo a afirmação anterior um aparte, cá, deparei-me com as debilidades metodológicas que esta faculdade me oferece face, quer a minha faculdade em portugal, quer ao conheciemnto que tenho das metodologias de aprendizagem das faculdades portuguesas (que conheço) continuo a acreitar nas potenialidades de aprendizagem no "diferente" ano erasmus,mas começo a preocupar-me, que basicamente, não vou aprender nada de arquitectura na faculdade parceira. salva-se sobretudo o tempo para pensar e reflectir, e interessou-me particularmente o tema da METODOLOGIA ACADÉMICA gostava assim de lançar uma discussão na base da experiencia académica de cada um, o que acham que é uma boa metodologia para aprender arquitectura inserida num meio académico ou mesmo num certo autodidatismo complemetar. assim começarei por explicar o sitema metodológico da minha faculdade (claro,em certa medida para salvar a hornra ao canscanso infundado dado á faup, uma vez que este forum peca por presenças assiduas de elementos pertencentes a esta instituição) o bom e o mau, e depois me atreveria a tecer questões de ambito geral, de confronte de opnioes, de confronto de experiencias e ideais, pois é um tema, que hoje, tendo "mudado" de faculdade, muito me interessa espero que o tema seja do vosso agrado e conto com a vossa participação (apesar do meu registo já ter algum tempo,só por agora arranjei tempo para vir regularmente a este forum, e face ao meu desconhecimento da sua organização lançei aqui o tema,mas aceito sujestôes de mudança para outra secção se houver uma mais inserida neste tipo de questões) Quote
Pedro_Ribeiro Posted November 10, 2006 Report Posted November 10, 2006 antes de mais um aparte...e é mesmo aparte...paremos desses comentários sobre universidades, como aluno erasmus poderás entender que o mundo não se encerra em 2 paredes entre vila real de santo antónio e caminha. quanto ao tema proposto para esta conversa, e aí ,e só aí, deve se conter o conteudo do tópico e das suas respostas, a minha metodologia académica, no qual vou ao encontro de criar um projecto coerente. percorro um percurso que será algo como: 1.análise do lugar, marcos, condicionantes, caracteristicas, pontos negativos e re-desenhos urbanos. perceber o que o local nos diz, porque ele, está, constantemente a falar-nos. 2.análise da encomenda(se existir), criando um programa adaptado à realidade do lugar 3.ideia projectual e projecto o própria ideia em si, é extremamente importante e a linha que define todo um conjunto de intenções do mesmo. requer ou não, uma visualização de opções existentes no "mundo" de solucções sobre o tema,perceber a escala, o impacto esquissos, maquetes, materiais..tudo isso multiplicado por 30. perceber intenções, questionar pormenores e ter uma razão inerente a todos os traços que são marcados no projecto 4.apresentação pública pensar na apresentação de forma a "vender" o projecto. atenção, eu digo isto mas, por exemplo, no projecto apresentado hoje, a ideia projectual veio primeiro, passado 5minutos de chegar ao lugar...posso dizer que veio primeiro, mas foi o lugar que "falou". por isso... e a divisião, no acto da metodologia propriamente dita, não existe. penso que uma boa metodologia partirá de uma relação dos 3 primeiros pontos, onde o 4ponto surge como uma "moleta" que nunca, e digo mais de 500x o nunca, deve ser deixada de lado. hoje vi um projecto com uma ideia fora do normal e muito cativante, que falhou a apresentação(e o seu desenvolvimento). mas a apresentação é muito, muito importante. Quote
asimplemind Posted November 10, 2006 Report Posted November 10, 2006 realmente é interessante analisar a metodologia de trabalho de cada um e perceber de que modo é que isso nos define como arquitectos e finalmente de que forma é que o projecto se concretiza. Antes de tudo mais aquilo que para mim é mais importante é mesmo ir ao local, sentí-lo, percorre-lo, afastar-me dele e olhar de longe e ao mesmo tempo fazer uma série de desenhos rapidos no caderno onde possivelmente há uma ideia de abordagem de construção de algo no local, mesmo que para isso ainda não tenhamos um programa completamente definido. De seguida torna-se necessário analisar e dissecar muito bem o programa para se saber o que temos em mãos. Digamos que há uma certa interiorização do local na nossa mente e de uma ideia projectual, mas neste momento trata-se de uma questão racional de analise programática. A evolução do processo segue-se para a parte fundamental de todo o processo que é feito através de quilos de desenhos, maquetes, de avanços e recuos, de experimentação, auto-crítica, crítica externa, de análise de todo o processo desde o inicio até que se possa chegar a um ponto onde podemos dizer que já experimentamos em desenho quase tudo o que seria passivel de ser concretizado (é claro que isto depende dos prazos). Só agora é que realmente com uma ideia e um projecto seguros se passa a fase de apresentação. O interessante no meio disto tudo e que já me aconteceu algumas vezes é analisar o projecto final com os esquissos iniciais e observar que há muitas coisas em comum e que por vezes acabamos por dar voltas enormes ao longo do processo mas que no final confirmamos o gesto inicial e damos-lhe a tal vida e razão de ser. Quote
Dreamer Posted November 10, 2006 Report Posted November 10, 2006 Aquilo que mais aprecio na minha metodologia de trabalho é quando, depois de dissecar o local, faço uma proposta mais completa, da qual já se torna difícil dissociar, mas não satisfeito, por imposição própria, ou externa, forço-me a voltar a pensar em tudo desde o início, e o projecto volta novamente à mesa de trabalho, dá voltas e mais voltas e por já não estar tão agarrado a alguma coisa, consigo evoluir muito mais e chegar a resultados mais interessantes... Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
asimplemind Posted November 10, 2006 Report Posted November 10, 2006 sim, realmente acho isso a parte mais interessante do processo de trabalho! é o facto de nos auto-criticarmos e de não querermos incessantemente buscar uma forma predefinida, podendo voltar atras sempre que possivel Quote
Pedro_Ribeiro Posted November 12, 2006 Report Posted November 12, 2006 além de interessante, é talvez muito complicado auto-criticarmo-nos e perceber que, realmente o projecto criado, quase que como um Deus em que nada podes tocar, é desfigurado e criado algo de novo e que realmente responde a todos os aspectos dos projectos. penso que essa auto-critica é extremamente importante. desde o projecto geral, até à materialização. Quote
Dreamer Posted November 13, 2006 Report Posted November 13, 2006 Essa é a fase mais importante e interessante, porque é quando nos conseguimos descolar de preconceitos já estabelecidos e o projecto realmente avança... Quote Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...
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